Ao vistoriar BR 116, ministro garante ponte do Guaíba no próximo semestre

Tarciso Gomes de Freitas projetou abertura de primeiros trechos duplicados da rodovia no fim deste ano

Por Felipe Samuel

Ministro vistoriou obras que estão executadas pelo Exército

Ministro vistoriou obras que estão executadas pelo Exército | Foto: Ministério da Infraestrutura / Divulgação

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Em mais uma agenda oficial no Rio Grande do Sul, o ministro da Infraestrutura, Tarciso Gomes de Freitas, vistoriou nesta sexta-feira as obras de duplicação de trechos da BR 116, entre Guaíba e Pelotas. Os primeiros 47 quilômetros, de um total de 235 quilômetros previstos para duplicação até 2021, devem ser liberados no fim do ano e beneficiar 12 municípios da região Sul. Freitas afirmou ainda que as obras da Ponte do Guaíba devem ser concluídas no primeiro semestre de 2020.

Ao verificar as condições da rodovia e o trabalho das máquinas, Freitas afirmou que a duplicação – que está 70% concluída – vai aumentar a capacidade de tráfego da rodovia e melhorar o escoamento da produção na região Sul. "A BR 116 é estratégica e interliga Porto Alegre às principais regiões gaúchas, além de ser a principal via de acesso ao porto do Rio Grande", observa. O ministro reforçou que os investimentos para as obras, executadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), serão de R$ 1,6 bilhão.

Acompanhado do comandante militar do Sul, general de Exército Geraldo Antônio Miotto, e do diretor-geral do DNIT, Antônio Leite dos Santos Filho, o ministro garantiu que o presidente Jair Bolsonaro deve desembarcar no Estado em 12 de agosto para vistoriar o trecho. Ele frisou o trabalho realizado na rodovia desde janeiro e destacou que a via está pronta para receber a segunda camada de asfalto.

O ministro salientou a participação do departamento de engenharia do Exército. "Não tinha um quilômetro duplicado de uma obra licitada em 2009", sublinha. O general Miotto destacou a aplicação dos integrantes do Exército na obra: "Nosso regime de trabalho é 24 horas por dia, 7 dias por semana. Hoje, com chuva ou sem chuva, estamos trabalhando e fazendo um trabalho excelente", avalia.


Correio do Povo

Vou prestar esclarecimentos ao STF sobre pai do presidente da OAB, diz Bolsonaro

Falas do Chefe do Executivo causaram preocupação entre membros do governo

Bolsonaro apresentou uma versão sobre a morte do militante que não tem respaldo em informações oficiais

Bolsonaro apresentou uma versão sobre a morte do militante que não tem respaldo em informações oficiais | Foto: Marcos Corrêa / PR / CP

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O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta sexta-feira que irá prestar os esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as suas declarações em relação à morte do pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. Na quinta-feira, oministro do STF Luís Roberto Barroso, deu um prazo de 15 dias para Bolsonaro, desde que concorde, apresentar esclarecimentos sobre a morte do desaparecido político e integrante do grupo Ação Popular (AP) Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira.

Nesta semana, Bolsonaro apresentou uma versão sobre a morte do militante que não tem respaldo em informações oficiais. O presidente da OAB acionou então o Supremo para cobrar esclarecimentos do presidente. "O próprio ministro determinou que eu não tenho essa obrigação. Mas é só transcrever o que eu falei para vocês aqui. O que eu falei demais? Que eu tive conhecimento na época... Eu ofendi o pai dele? Não ofendi. O que eu tive conhecimento na época foi o que falei", disse.

Bolsonaro contou que recebeu na quinta-feira o filho do jornalista Edson Régis, que de acordo com ele, morreu fruto de uma bomba em Recife em 1966. "Quem botou aquela bomba foi a turma da Ação Popular, grupo que o pai do presidente da OAB integrava", disse. O presidente afirmou ainda lamentar as mortes que aconteceram dos "dois lados". "Se não tivesse tido essa vontade de implantar o comunismo no Brasil, nada disso teria acontecido. Se tivessem aceitado a normalidade do que acontecia, nada..", disse.

Durante a entrevista a jornalistas, Bolsonaro não quis comentar se seria a favor do afastamento do procurador Deltan Dallagnol por conta do vazamento de mensagens em que ele teria falado contra ministros do Supremo Tribunal Federal e sobre o pedido pela Corte de compartilhamento das informações sobre a investigação.

Questionado sobre se o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, teria condições de permanecer no cargo caso as informações por hackers sejam confirmadas, Bolsonaro afirmou confiar no ministro e não ver motivos para demiti-lo. "Até o presente momento eu não tive problemas com Sergio Moro. Ele, no meu entender, prestou grande serviço à nação mostrando as entranhas da corrupção. Não posso falar nada mais além disso", afirmou.

Demarcação de terras indígenas

Também nesta sexta, Bolsonaro admitiu ter errado ao reeditar a medida provisória que transferia a demarcação de terras indígenas para o Ministério da Agricultura, depois que o Congresso Nacional já havia decidido que a questão deveria ficar sob responsabilidade da Fundação Nacional do Índio (Funai), que está vinculada ao Ministério da Justiça.

Na quinta-feira, o STF decidiu que a demarcação de terras indígenas deve permanecer com a Funai. "Teve uma falha nossa. Eu já adverti a minha assessoria. A gente não poderia no mesmo ano fazer uma MP de uma ação já decidida. Houve falha nossa. A falha é minha né? É minha porque eu assinei. Considero a decisão do STF acertada, sem problema nenhum", disse.

Na sessão dessa quinta-feira, os integrantes do STF decidiram confirmar uma liminar concedida pelo ministro Luís Roberto Barroso. Em junho, Barroso deu uma decisão monocrática (individual) suspendendo trecho de uma nova medida provisória que transferia a demarcação para o Ministério da Agricultura. "À Funai, vinculada ao Ministério da Justiça, é quem cabe o papel de demarcação de terras indígenas. Há matérias em que vigoram as escolhas políticas dos agentes eleitos, e há matérias em que prevalecem a Constituição", disse Barroso nesta quinta-feira.

Privatização dos Correios

O presidente também abordou outro assunto pertinente na atual gestão, a privatização dos Correios. Na avaliação dele, a empresa foi aparelhada politicamente pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e precisa recuperar sua credibilidade. "Vocês sabem o que foi feito com os Correios. O mensalão começou com eles. Sempre foi um local de aparelhamento político e que foi saqueado, como no fundo de pensão. Os funcionários perderam muito, tiveram que aumentar a contribuição para honrar", disse Bolsonaro.

O Chefe do Executivo afirmou que o presidente dos Correios, Floriano Peixoto, foi indicado para o comando da empresa para "fazer o melhor" e para recuperar a credibilidade da companhia. "Ele está fazendo bem o trabalho de recuperar a credibilidade que eles tinham antes do PT, comentou. O presidente disse ainda que a última decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso determinou que a privatização seja decidida pelo Congresso Nacional.

Reformulação da Ancine

Durante entrevista, Bolsonaro também afirmou que pode manter a Agência Nacional do Cinema (Ancine). No início de julho, ele havia dito que iriaextinguir a agência. "Se recuar, recuo. Quantas vezes vocês falam que eu recuei? Tem a questão do audiovisual que emprega muita gente, tem de ver por esse lado", explicou. Agora, o presidente afirmou que o ministro da Cidadania, Osmar Terra, já enviou a ele um rascunho de como ficaria o órgão. "Uma versão parecida com o dinheiro da lei Rouanet", afirmou.

Bolsonaro disse ainda que está sendo reavaliada a composição do Fundo Setorial do Audiovisual, cuja dotação para este ano é de R$ 724 milhões. O recurso advém de receitas de concessões e permissões e pela arrecadação de um tributo pago pela exploração comercial de obras audiovisuais. Ele disse, no entanto, que pode extinguir este imposto. "Eu conversei com o ministro Paulo Guedes da Economia de redirecionar. Se for para extinguir imposto, extingue. Acho que o Estado teria muito mais inteligência para dar uma nova direção", disse.

A jornalistas, o presidente voltou a criticar o filme "Bruna Surfistinha", mas disse em tom de brincadeira que o assistiria se ele tivesse sido produzido há 40 anos. "Não é apenas a 'Bruna Surfistinha'. Se fosse produzido 40 anos atrás, eu estava vendo o filme. Mas hoje não vou ver, não, fica tranquilo. O que não pode é dinheiro público para esse tipo de filme", afirmou.

O presidente voltou a dizer que as mudanças na agência não significam uma censura à produção audiovisual brasileira. "Não é censura. Não estou falando que vou censurar isso ou aquilo. Não tenho poder para isso. Mas com dinheiro público, não", disse.


Agência Estado e Correio do Povo

Feridas da alma

Publicado em 2 de ago de 2019

A automutilação pode ser um indício de que algo está errado na vida do jovem, como bullying, abuso (físico, emocional, sexual) ou falta de suporte familiar. Pode ser também o sintoma de uma doença que precisa de tratamento, como a depressão, a ansiedade ou um transtorno alimentar. "Demorei a aceitar ajuda. Faço hoje sessões com uma psicóloga e um psiquiatra. Além disso, mandei desenhar uma tatuagem de uma flor no pulso esquerdo, para esconder a cicatriz e me ajudar a lembrar que eu preciso parar. Há dois meses não me corto", diz Beatriz Alves de Oliveira, de 20 anos.
Esta prática cresceu entre os jovens no último ano, suficientemente para chamar a atenção das autoridades. Em abril, o governo federal sancionou uma lei que estabelece que episódios do tipo precisam ser notificados aos conselhos tutelares e às autoridades sanitárias. “Ele sinaliza que há algo errado com a saúde dos jovens que precisa ser investigado”, diz o psiquiatra Rodrigo Ramos, diretor do Núcleo Paulista de Especialidades Médicas.
O distúrbio é caracterizado por machucados intencionais, que não são feitos com o objetivo de tirar a própria vida. De acordo com relatos dos pacientes, a dor do corte materializa uma sensação ruim e abstrata — de vazio, tristeza, angústia ou raiva de si mesmo. Quanto antes começar o tratamento, mais rápido os jovens melhoram e param com a prática.

OAB vai à Polícia Federal por ameaças a Santa Cruz

Ordem pediu a abertura de inquérito para investigar "ameaças e ofensas" ao presidente da entidade

Presidente da OAB recebeu ameaças em redes sociais

Presidente da OAB recebeu ameaças em redes sociais | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / Divulgação

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O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu à Polícia Federal a abertura de inquérito para investigar "ameaças e ofensas" ao presidente da entidade, Felipe Santa Cruz. Em mensagem publicada em rede social, um usuário escreveu: "Você não passa de um comunista igual ao seu pai. Se acha um semideus porque anda de carro blindado. Não se esqueça que existe .50 BMG (cartucho de arma de fogo) e explosivo C-4 (explosivo plástico de uso bélico)".

A OAB ingressou com duas notícias-crime na segunda-feira passada, mas a iniciativa só foi divulgada nesta sexta-feira, 2. Procurada, a Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal informou que recebeu as notificações e que, agora, vai avaliar os conteúdos e identificar a necessidade ou não de abertura do inquérito.

O presidente da OAB entrou em atrito nesta semana com Jair Bolsonaro, depois de o presidente ter colocado em dúvida a versão oficial sobre a morte do pai de Santa Cruz. Em repetidas declarações, Bolsonaro disse que Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira teria sido executado por integrantes do próprio grupo de esquerda do qual fazia parte, durante o regime militar - o que é contestado por registros do próprio governo.

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos emitiu uma retificação de atestado de óbito de Oliveira, na qual reconhece que sua morte ocorreu "em razão de morte não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro".

Falando a jornalistas antes de almoço do Instituto dos Advogados de São Paulo, Santa Cruz disse que "confia que a Polícia Federal vai identificar o perfil e esclarecer, antes de mais nada, se é um destempero, uma loucura que as pessoas às vezes falam, ou se é algo que devemos mesmo nos preocupar e enfrentar como algo relevante e uma ameaça grave contra minha segurança ou de minha família".

Em seu discurso, ele disse que o Brasil vive um momento de "ódio". "Temos dois caminhos nessa encruzilhada. Um poderia ser aceitar o caminho do ódio, responder, bater boca, rolar no chão. Esse não serve a ninguém", afirmou. "O outro (caminho) é dizer basta, dizer aos democratas de todos os matizes, da esquerda à direita, que é importante reconstruir um campo racional de debate."


Agência Estado e Correio do Povo

Desembargadores repudiam violações de sigilos e investigação de ministros do STF

Críticas a supostas ações de Dallagnol constam em documento assinado pelo Conselho dos Tribunais de Justiça, em Porto Alegre

Desembargadores se reuniram em Porto Alegre para debater magistratura

Desembargadores se reuniram em Porto Alegre para debater magistratura | Foto: Guilherme Testa

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A revelação de que o procurador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, teria incentivado colegas a investigar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) causou reação dos desembargadores estaduais. O repúdio a atitude é o primeiro item da Carta de Porto Alegre, documento elaborado durante o 117º Conselho dos Tribunais de Justiça, que reuniu presidentes dos TJs de todo país, entre quinta e sexta-feira.

No texto, os magistrados dizem “repudiar qualquer tentativa de violação do sigilo fiscal e bancário protegidos pela Constituição bem com a suposta investigação de Ministros do Supremo Tribunal Federal e de magistrados sem a observância da (...) Lei Orgânica da Magistratura.” A revelação de que Dallagnol teria incentivado apurações sobre o atual presidente do STF, Dias Toffoli, foi feita nesta semana pelo jornal Folha de S. Paulo em colaboração com o site The Intercept. Os veículos noticiaram supostas conversas do procurador no aplicativo Telegram.

O texto da Carta de Porto Alegre vai além, ao fazer apontamentos para outros poderes. No terceiro item, os desembargadores se mostram contrários à criação de uma lei que discipline o abuso de autoridade. No entendimento dos presidentes dos TJs do país, uma ação neste sentido poderia fragilizar o trabalho do Poder Judiciário. No texto também é defendida a manutenção de um regime próprio de previdência para a Magistratura, pois na opinião dos desembargadores a carreira tem “peculiaridades” que justificam um sistema separado.

Em seu último item, encerram dizendo terem “profunda preocupação com eventuais condutas abusivas que afrontam a independência do Poder Judiciário”, sem especificar quais e de onde partiriam essas condutas.


Correio do Povo

Audiência pública é marcada para tratar sobre poluição visual em Ivoti (RS)

Publicado em 31 de jul de 2019

O encontro antecede a audiência pública marcada para dia 8 de agosto, na Câmara de Vereadores onde será apresentado um projeto de lei que regulamenta a instalação de outdoors, placas e colagem de panfletos em espaços públicos.
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Petrobras reduz preço do gás de cozinha nas refinarias para R$ 24,06

GLP empresarial também terá queda de 11% a 17% dependendo do polo de suprimento

| Foto: André Ávila / CP Memória

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A Petrobras reduziu o preço do gás de cozinha (GLP) vendido nas refinarias às distribuidoras para botijões de 13 quilos de R$ 26,20 para R$ 24,06. O novo preço entra em vigor na próxima segunda-feira nas unidades da empresa. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), a queda do GLP residencial oscilará entre 6,5% e 12% nas refinarias.

De acordo com a Petrobras, para ser comercializado em botijões de 13 quilos, o gás de cozinha tem o preço de venda formado pela média das cotações dos gases butano e propano no mercado europeu, mais uma margem de 5%. Os reajustes passaram a ser trimestrais em janeiro do ano passado.

Segundo a companhia, o preço do GLP vendido para as indústrias e o comércio caiu 13%. O Sindigás informou que a redução do GLP empresarial ficou entre 11% e 17%, dependendo do polo de suprimento. A redução do GLP empresarial também entra em vigor na segunda-feira.

Em nota, o sindicato informou que o ágio praticado pela Petrobras está em cerca de 31% em relação ao preço do mercado internacional. “Esse ágio vem pressionando ainda mais os custos de negócios que têm o gás liquefeito de petróleo entre seus principais insumos, impactando de forma crucial, empresas que operam com uso intensivo de GLP”, diz o Sindigás.


Agência Brasil e Correio do Povo

Três fatores-chave levam governo do RS a adiar proposta de reforma da previdência

Desgaste com atraso dos salários é um dos principais elementos levados em conta por Eduardo Leite

Por Flávia Bemfica

| Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini / Divulgação CP

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São três os principais fatores que pesaram sobre a decisão do governo Eduardo Leite (PSDB) de não enviar em agosto para a Assembleia Legislativa os projetos com as mudanças na previdência e nas carreiras dos servidores. O primeiro é o desgaste decorrente do maior atraso já ocorrido na quitação dos salários do funcionalismo, que está acontecendo justamente entre agosto e setembro, praticamente emendando o pagamento de folhas distintas. No último dia 23, Leite chamou um evento para anunciar que a folha do mês de junho só será quitada em 12 de agosto e, no dia 13 de agosto, terá início o calendário de pagamentos julho.  No dia 31, o Executivo fez novo anúncio, informando que os salários de julho serão quitados até 13 de setembro.

No entendimento dos articuladores do Piratini, enviar nas próximas semanas conjuntos de projetos de reestruturação de carreiras e mudanças na previdência, ambos no sentido de cortar vantagens ou acabar com situações que, de alguma forma, se traduzem em aumento nos rendimentos, impactaria demais não apenas a situação financeira, mas também o ânimo dos servidores. De quebra, traria reflexos negativos sobre a imagem do governo que, neste momento, após ter questionada judicialmente a nova operação de venda de ações do Banrisul que preparava, busca uma solução alternativa para cumprir a promessa de colocar os salários em dia até o final do ano. O governo estimava arrecadar aproximadamente R$ 2,4 bilhões.

O segundo fator determinante do adiamento foram os recados emitidos a partir de diferentes pontos da base aliada. Ela fez chegar ao Executivo sua preocupação em votar projetos que atingem carreiras muito numerosas e articuladas, como as do magistério e as da segurança pública. Algumas, como as do magistério, com remunerações médias baixas. E sem que, na outra ponta, exista uma proposta "robusta" do Executivo para equacionar diferenças ou combater o que muitos consideram "privilégios" para as chamadas "carreiras do topo".

O terceiro fator a pesar sobre a decisão foram as conversas mantidas na quinta-feira com o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante sua passagem pelo RS. Guedes disse acreditar ainda que o Senado possa incluir estados e municípios na reforma da previdência, possibilidade que havia sido praticamente descartada por governadores. Se a mudança acontecer, o projeto voltará para a Câmara, ou seja, ainda será preciso mais tempo.


Correio do Povo

Arte&Agenda: Mostras de cinema e show de Clarice Falcão agitam o final de semana em Porto Alegre

Publicado em 1 de ago de 2019

A exposição do artista Daniel Senise, "Antes da Palavra" irá abrir para visitação na Fundação Iberê Camargo e a Cinemateca Capitólio realizará sessões especiais do filme "O Mágico de Oz" em comemoração aos seus 80 anos.
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Conmebol confirma datas e horários das quartas de final da Libertadores

Grêmio recebe o Palmeiras no dia 20 de agosto, às 21h30min, e Inter enfrenta o Flamengo no Rio um dia depois, no mesmo horário

Grêmio decide classificação fora, enquanto Inter joga no Beira Rio

Grêmio decide classificação fora, enquanto Inter joga no Beira Rio | Foto: Conmebol / Libertadores / Divulgação / CP

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A Conmebol confirmou, no início da noite desta sexta-feira, as datas e horários dos jogos das quartas de final da Libertadores. O Grêmio decidirá sua vida fora de casa, enquanto o Inter faz a segunda partida nos seus domínios.

O Grêmio faz a primeira partida diante do Palmeiras na terça-feira, 20 de agosto, às 21h30min, na Arena. Já o Inter viaja ao Rio de Janeiro onde, um dia depois, também às 21h30min, encara o Flamengo.

Os jogos de volta ocorrem na semana seguinte. Também na terça-feira, dia 27 de agosto, o Grêmio viaja a São Paulo, onde faz a partida de volta contra o Palmeiras, às 21h30min. No dia seguinte, de novo às 21h30min, o Inter recebe o Flamengo no Beira Rio, pelo segundo confronto.

O local do jogo de volta do Grêmio ainda não está confirmado. Isso porque, nos dias 24 e 25 de agosto, a dupla Sandy e Júnior faz show no Allianz Parque. Por conta de uma possível deterioração do gramado por conta da proximidade com a data do jogo, existe uma chance de o Palmeiras levar o mando de campo deste jogo ao estádio do Pacaembu.





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