Atividade econômica cresce 0,28% em abril

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período), divulgado hoje (16), registrou alta de 0,28% em abril, na comparação com o mês de março.
A alta mostra uma retomada da atividade econômica no segundo trimestre já que em março o índice dessazonalizado havia apresentado queda de 0,44% em relação a fevereiro. Na comparação entre abril deste ano e o mesmo período de 2016, a alta foi de 0,51%.

O IBC-Br avalia a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o Banco Central a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.

De acordo com o Banco Central, no acumulado em 12 meses até abril, o IBC-Br dessazonalizado registrou contração de 2,66%.

O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. Mas o indicador oficial sobre o desempenho da economia é o Produto Interno Bruto (PIB), - a soma de todas as riquezas produzidas no país -, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



Agência  Brasil

Palocci revela que Mantega vendia informações privilegiadas ao mercado financeiro

MANTEGA VENDIA INFORMAÇÕES PRIVILEGIADAS A BANCOS, DIZ PALOCCI


MANTEGA, LULA E PALOCCI, NOS TEMPOS DE "BONANÇA" E VENDA DE INFORMAÇÕES PRIVILEGIADAS AOS BANCOS.


O ex-ministro do Planejamento e depois da Fazenda Guido Mantega, o "pós-italiano" da lista de subornados da Odebrecht, vendia informações privilegiadas ao mercado financeiro sobre operações de juros e mudanças de câmbio, segundo revelou em depoimento ao Ministério Público Federal ninguém menos que outro ex-ministro petista ilustre, Antônio Palocci, o "Italiano", que foi ministro da Fazenda do governo Lula e ministro-chefe da Casa Civil do governo Dilma. "Tutti buona gente", expressão usada pelos italianos para ironizar os bandidos que integravam a máfia. Palocci fez acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato.

Palocci contou ainda que o esquema funcionava desde 2003, quando Mantega era ministro do Planejamento, e continuou em 2004 quando ele assumiu a presidência do BNDES. Mantega teria recebido benesses com a vigência dos programas de desoneração de impostos na indústria automobilística, mas não as detalhou. A delação já conta com 16 anexos, segundo revelou o repórter Paulo de Tarso Lyra, do Correio Braziliense, no blog do editor Vicente Nunes. Os advogados trabalham na expectativa de obter prisão domiciliar para Palocci.

Palocci também afirmou que Mantega era quem autorizava pagamentos ilegais da Odebrecht na conta do marqueteiro João Santana na Suíça. “Os valores constantes da planilha ‘italiano’ não eram destinados ao acusado, mas sim ao partido, de forma que, após Antonio Palocci deixar o governo, o montante passou a ser gerido por uma terceira pessoa”, disse em referência a Mantega a defesa de Palocci nas alegações finais encaminhadas ao juiz Sérgio Moro.

No mesmo processo de Palocci também são acusados Branislav Kontic, ex-assessor dele, o empreiteiro Marcelo Odebrecht e outros 12 investigados por corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. A força-tarefa da Lava Jato acusa Palocci de manter uma “conta-corrente” de propinas com a Odebrecht. O ex-ministro foi preso na Operação Omertà, 35ª fase da Lava Jato, em 26 de setembro de 2016.


Diário do Poder



Corte de verba de escolas de samba não é fim do apoio oficial, diz prefeitura


Saiba Mais

A Empresa Municipal de Turismo do Rio de Janeiro (Riotur) informou hoje (16) que o corte de parte das verbas destinadas às escolas de samba do Grupo Especial não significa o fim do apoio da prefeitura aos desfiles, que são o principal espetáculo do carnaval carioca. Segundo a empresa, os repasses da prefeitura para as escolas em 2018 deve chegar a R$ 13 milhões.

De acordo com a Riotur, a medida foi tomada devido a limitações orçamentárias que a prefeitura divulgou no início do ano e, diante desse cenário, é necessário dar prioridade à educação e à alimentação nas creches. A Riotur informou ainda que a prefeitura reconhece "a importância da maior festa popular do mundo, que faz da cidade do Rio um dos principais destinos turísticos no período, gerando emprego e renda para a população".

Ainda de acordo com a Riotur, há estudos para viabilizar a captação de investimentos da iniciativa privada pelas escolas de samba. Em nota, a empresa disse que o repasse de recursos às escolas de samba não é único investimento da prefeitura para o carnaval, já que o município tem um gasto anual grande com a manutenção da estrutura do Sambódromo. Apenas para pagar a iluminação dos desfiles em 2017, por exemplo, a prefeitura teria pago R$ 655 mil. "Finalizando, não existe motivo para polêmica. O carnaval do Rio está garantido. E vai continuar sendo o maior espetáculo do planeta", acrescenta a nota.


Agência Brasil

Rússia investiga informações de que líder do Estado Islâmico teria morrido em ataque

Bombardeio em Raqqa, na Síria, teria matado Abu Bakr al-Baghdadi e mais de 300 integrantes do grupo: https://glo.bo/2rnAyqL #GloboNews

Rússia investiga informações de que líder do Estado Islâmico teria morrido em ataque

G1.GLOBO.COM

May anuncia 5 milhões de euros para ajudar vítimas do incêndio em Londres

EFE

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou hoje (16) que destinará mais 5 milhões de libras (cerca de 5,7 milhões de euros) para prestar assistência emergencial às vítimas do incêndio de quarta-feira (14) em um edifício de 24 andares de Londres. As informações são da agência EFE.

A líder conservadora anunciou a decisão depois de visitar hoje alguns dos feridos, após ser criticada por não ter se reunido com as vítimas ontem.

Em comunicado, May explica que essa quantidade é para “oferecer apoio imediato às vítimas para cuidar de si mesmas e de seus entes queridos” e se compromete a analisar “o que mais faz falta”.

“Todos os afetados por esta tragédia devem saber que o governo está aqui para dar assistência neste terrível momento, e isso é o que vou fazer”, afirma na nota a chefe de Governo, que previamente visitou alguns dos atingidos pela tragédia abrigados em uma igreja local.

A rainha Elizabeth II e seu neto e segundo na linha de sucessão, o príncipe William, também foram hoje ao local do fato, no oeste da capital, onde conversaram com residentes e voluntários que atendem os afetados.

Saiba Mais

Ao visitar a igreja de Saint Clement, perto torre Grenfell, May foi recebida com gritos de protesto da multidão, que a chamou de “covarde” por ter evitado os moradores no dia anterior, quando só se encontrou com os serviços de emergência.

A polícia conteve os moradores reunidos fora do templo, com cartazes que pediam a renúncia da primeira-ministra conservadora.

Dezenas de pessoas se manifestam hoje diante da Câmara municipal de Kensington e Chelsea, encarregada da manutenção do edifício atingido pelo incêndio que deixou pelo menos 30 mortos.

Os manifestantes pedem respostas à Câmara de maioria conservadora, que é acusada de ter ignorado durante anos as queixas sobre medidas insuficientes contra incêndios do edifício de 120 apartamentos e também de não atender adequadamente aos sobreviventes.

Construído em 1974, a fachada do bloco, com 120 apartamentos e no qual viviam entre 400 e 600 pessoas, foi reformada em 2016 com um revestimento exterior que, segundo o jornal The Guardian, era a opção mais barata e “inflamável”.

May determinou uma investigação judicial para determinar as causas do incêndio e possíveis responsabilidades, enquanto a polícia advertiu que pode haver dezenas de vítimas a mais, muitas das quais não poderão sequer ser identificadas.

Responsável pelo edifício, a Câmara municipal do distrito de Kensington e Chelsea terceirizava a manutenção e gestão dos edifícios a administradores prediais, e neste caso a responsável pela mesma era a Organização de Gestão de Residentes de Kensington e Chelsea.


Agência Brasil

Fachin pode atrasar envio de denúncia contra Temer


Entendimento é de que ministro-relator do inquérito que investiga presidente deve pedir novas manifestações das partes antes de encaminhar acusação para a Câmara

MP investiga propina para Geddel em obra

Citado na delação da Odebrecht, ex-ministro de Temer é alvo de pedido de inquérito no Ceará

Palocci pede absolvição e cita 'ex-deputado flagrado com mala de R$ 500 mil'

Advogados do ex-ministro usam exemplo de Rodrigo Rocha Loures para confrontar depoimento de delator da Odebrecht

Gerson Almada, ex-vice da Engevix, pede a Sérgio Moro para falar

Pedido foi feito nos autos da denúncia sobre propinas de R$ 2,4 milhões para o ex-ministro José Dirceu

Em caso de denúncia, Congresso pode suspender recesso, diz Maia

Presidente da Câmara avalia hipótese se houver pedido da Procuradoria contra o presidente Temer


Na ONU, ministro é acusado de "golpista"

Sindicatos usaram discurso do Brasil na assembléia da OIT para protestar


EM NOME DA LEI!

(Estado de S. Paulo, 15) 1. Anuncia-se para a próxima terça-feira, dia 20, o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dos recursos relativos ao caso do senador Aécio Neves, afastado de suas funções parlamentares e de “qualquer outra função pública” por ordem do ministro Edson Fachin. É mais que hora de a Suprema Corte restabelecer o respeito à Constituição, preservando as garantias do mandato parlamentar.
2. Sejam quais forem as denúncias contra o senador mineiro, não cabe ao STF, por seu plenário e, muito menos, por ordem monocrática, afastar um parlamentar do exercício do mandato. Trata-se de perigosíssima criação jurisprudencial, que afeta de forma significativa o equilíbrio e a independência dos Três Poderes. Mandato parlamentar é coisa séria e não se mexe, impunemente, em suas prerrogativas. Por força da experiência dos anos de ditadura militar, a Constituição de 1988 é contundente a respeito das garantias parlamentares.
3. Em maio do ano passado, o País assistiu a uma ordem judicial similar, expedida pelo ministro Teori Zavascki, contra o então presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na ocasião, sem poder contar com fundamentos jurídicos mais sólidos, Zavascki simplesmente alegou que se tratava de “situação extraordinária, excepcional e, por isso, pontual”.
4. Certamente, o caso envolvendo Cunha era de excepcional gravidade, como apontavam as denúncias contra o ex-deputado, cassado depois pelo plenário da Câmara. Ao invés, no entanto, de justificar uma aplicação menos rigorosa da lei, tal circunstância recomenda estreita observância do que dispõe o Direito, sem dar margens para eventuais nulidades ou outros questionamentos processuais. Na ocasião, o plenário do STF preferiu apoiar a medida excepcional, cujo fundamento mais parecia estar ancorado na opinião pública contrária a Cunha do que nos mandamentos da Constituição.
5. O caso que deveria ser excepcionalíssimo e único foi usado sem maiores cerimônias como precedente pelo ministro Edson Fachin para o caso do senador Aécio Neves, que não tinha qualquer semelhança com o que lhe serviu de modelo. Assim, mais um passo foi dado na direção de flexibilizar coisas que deveriam ser inflexíveis. Se era evidente o caráter exótico da decisão do STF envolvendo Eduardo Cunha, ainda mais a ordem contra o senador mineiro. Cabe ao plenário da Suprema Corte restabelecer a vigência da Constituição.
6. Se alguém tem dúvida a respeito dos perniciosos efeitos desse tipo de interpretação abusiva, basta ver a atuação de alguns agentes da lei, que, diante de cada concessão que se faz à lei, parecem ainda mais estimulados a buscar novas exceções ao bom Direito. Ceder no que não se pode ceder só faz aumentar a tentação do jeitinho de ganhar, por fora da lei, a batalha contra a impunidade.
7. Na sexta-feira passada, o procurador Deltan Dallagnol, que integra a força-tarefa da Operação Lava Jato, disse, em sua conta no Twitter, que o senador Aécio Neves deve ser preso, caso o Senado não cumpra a ordem de afastá-lo do mandato. “O afastamento (determinado por Fachin) objetiva proteger a sociedade. Desobedecido, a solução é prender Aécio, conforme pediu o procurador-geral da República Janot”, afirmou Dallagnol.
8. Além de desconhecer os fatos – o Senado não está descumprindo ordem judicial, tendo enviado pronta resposta ao STF –, as palavras do procurador Dallagnol revelam o grau de confusão mental de alguns agentes da lei. Sem atentar para a evidente fragilidade da decisão de Fachin, o procurador ainda defende a prisão de uma pessoa, por ato de terceiro, isto é, pelo suposto descumprimento da ordem judicial pelo Senado. As palavras do procurador fazem parecer que é o arbítrio que dita as condições para a decretação de uma prisão.
9. Urge combater a corrupção. Mas tal tarefa não é motivo para essa estranha hierarquia, que vem se tornando cada vez mais frequente e desinibida, de fazer prevalecer o arbítrio pessoal sobre o que dispõe a lei. O que se espera de um Estado Democrático de Direito é que todos, também o STF e o Ministério Público, cumpram a lei.


Ex-Blog do Cesar Maia

Governo espera aprovar reforma da Previdência até agosto, diz secretário

Brasília - O secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, fala na Comissão Especial da Câmara da Reforma da Previdência (PEC 287/16) (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Para o secretário Marcelo Caetano, quem define a velocidade e o conteúdo da reforma da Previdência é o CongressoArquivo/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O secretário da Previdência Social do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, disse hoje (16), no Recife, que o governo espera aprovar a reforma da Previdência até agosto, e no formato em que foi aprovada na comissão especial criada para tratar do tema na Câmara dos Deputados.

"Quem define a velocidade de tramitação e o conteúdo dessa matéria é o Congresso Nacional. O Congresso tem total autonomia. A perspectiva do Executivo é manter o plano da reforma tal qual foi aprovada na comissão especial, sem alterações e também na perspectiva de aprovação até agosto deste ano", afirmou. "O governo está confiante", acrescentou.

Caetano falou à imprensa depois de debate promovido pelo jornal Diário de Pernambucosobre a reforma da Previdência. As declarações foram dadas em resposta ao questionamento da existência de clima político para aprovação da proposta, depois da delação dos empresários da JBS.

Há ainda um recesso parlamentar de 18 a 31 de julho, mas o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ontem (15) que, caso a Procuradoria-Geral da República (PGR) decida denunciar Temer por causa da delação da JBS, a Casa pode suspender o período de descanso para dar prioridade ao pedido. O Supremo Tribunal Federal (STF) só pode investigar o presidente caso a Câmara vote nesse sentido.

Reforma em discussão

O debate contou ainda com o secretário especial do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Arnaldo Barbosa de Lima Junior, e o economista e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), André Magalhães, que defenderam a reforma, além do auditor da Receita Federal e professor de direito previdenciário Hugo Góes, que criticou o modelo proposto pelo governo federal.

A principal defesa dos representantes do governo é de que a reforma é necessária e urgente diante da diferença negativa entre o que é pago como contribuição à Previdência e o que ela paga de volta aos brasileiros. De acordo com o secretário Marcelo Caetano, em 2016 o chamado “rombo do INSS” chegou a R$ 150 bilhões. Por isso, segundo ele, seria preciso fazer as mudanças para garantir a possibilidade de existência do sistema a médio e longo prazo.

Para o professor Hugo Góes, o sistema de seguridade social inclui outras formas de financiamento além da constribuição previdenciária, como a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição sobre o Lucro Líquido (CLL), e, por isso, ele é superavitário, ou seja, há dinheiro para pagar todas as despesas das aposentadorias e demais benefícios.

Conforme Góes, o problema é que o governo federal realiza o cálculo levando em conta apenas a receita da Previdência, ao contrário do que determina a Constituição Federal. Segundo ele, mesmo se o cálculo for feito do jeito apresentado pela União, o déficit poderia ser revertido com duas medidas: o fim de renúncias fiscais ligadas ao desconto no pagamento da contribuição do empregador à Previdência e a saída da aposentadoria rural do regime geral.

Marcelo Caetano respondeu que as duas questões constam da proposta de emenda à Constituição (PEC) 287/2016. O secretário informou que a contribuição rural do que está sendo exportado está sendo revista [uma modalidade de isenção]. Acrescentou que novas renúncias não podem ser criadas por meio de emenda constitucional, mas por desoneração de folha, iniciativas mais abrangentes apresentadas este ano".


Agência Brasil

Tropicalismo é o tema escolhido para marcar a 33ª Feira do Livro de Brasília

Brasília - 33 Feira do Livro de Brasília. Na programação tem debates, recitais, palestras, apresentações culturais e lançamentos de livros (Wilson Dias/Agência Brasil)

Na programação da 33ª Feira do Livro de Brasília tem debates, recitais, palestras, apresentações culturais e lançamentos de livrosWilson Dias/Agência Brasil

Com a promessa de aproximar escritores locais e o grande público foi aberta hoje (16) a 33ª Feira do Livro de Brasília. O evento, realizado na área externa do Shopping Pátio Brasil, um dos mais antigos da cidade, acontece este ano em meio a um cenário de escassez de recursos, mas de muita disposição dos realizadores.

Com o custo orçado em R$ 250 mil reais, a feira que vai até o dia 25 de junho reúne uma média de 90 estandes e cerca de 50 expositores de livrarias e editoras de várias partes do país. Com o tema de Inclusão e Cdadania, além da venda de livros, a feira terá espaço para realização de debates, conversa com autores, homenagens, leitura de poemas e saraus.

O poeta e jornalista Luiz Turiba, um dos curadores da feira, disse que a realização do evento só foi possível porque os organizadores adotaram um “tom tropicalista”. “Imagine fazer uma feira do livro em um país em crise, de muita dificuldades. Então, fico numa alegria vendo as pessoas andando pelos corredores, passeando e comprando. É realmente um ato heroico de resistência cultural”, afirmou Turiba em entrevista à Agência Brasil e à Rádio Nacional FM.

Brasília - O curador da 33 Feira do Livro de Brasília, Luis Turiba, concede entrevista à Radio Nacional de Brasília (Wilson Dias/Agência Brasil)

Curador da Feira do Livro de Brasília, Luis Turiba explica o "tom tropicalista" da expoziaçãoWilson Dias/Agência Brasil

Este ano, a feira faz homenagem aos escritores João Almino, Gustavo Dourado e ao livreiro Ivan da Silva, conhecido como Ivan Presença, em razão do papel de destaque que sua livraria Presença tem para a cultura no Distrito Federal. Os três foram homenageados com o a entrega do trofeu Quixotinho na abertura oficial da feira no fim da tarde desta sexta-feira.

Nascido no Rio Grane do Norte e radicado em Brasília, Almino foi eleito em março para a cadeira 22 da Academia Brasileira de Letras (ABL), em substituição a Ivo Pitanguy, que morreu em agosto do ano passado.

João Almino é autor de seis romances, bem recebidos pela crítica e com histórias ambientadas em Brasília. Entre eles, As Cinco Estações do Amor (2001), vencedor do Prêmio Casa de Las Americas de 2003, e Cidade Livre (2010), finalista dos prêmios Jabuti e Portugal-Telecom. “Se, de um lado, dei algo na minha literatura à Brasília, recebi muito mais da cidade. Sua ideia, seu projeto puderam me inspirar como escritor.”.

Almino que lança em outubro o romance Entre facas, algodão, em que o Distrito Federal volta a aparecer como cenário, afirmou que o início de sua jornada no muindo literário ocorreu na feira do livro e na Livraria Presença. “Meu primeiro romance foi lançado na feira do livro e o 2º na Livraria Presença, que teve papel fundamental para muitos escritores daqui.”

A opinião foi reforçada pelo poeta e cordelista Gustavo Dourado, para quem o evento propicia uma espécie de vitrine para as produções locais. “É um evento em que a abordagem também gira em função de valorizar a literatura brasiliense, a literatura produzida no Distrito Federal.”

O escritor, com vasta produção em literatura de cordel e que também é presidente da Academia Taguatinguense de Letras, aproveitou a oportunidade e informou que a academia lancará amanhã uma antologia com autores locais.

“Estamos lançando a primeira antologia da academia, com 145 autores locais, dos 12 aos 70 anos. Temos ainda poemas inéditos de Carlos Drummond de Andrade, do Mario Quintana, do Décio Pignatari, do Renato Russo”, disse Dourado.

Brasília - O escritor e diplomata João Almino, eleito em março deste ano como imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) é um dos homenageados da 33 Feira do Livro de Brasília (Wilson Dias/Agência Brasil)

Escritor e diplomata, João Almino é um dos homenageados da 33ª Feira do Livro de Brasília Wilson Dias/Agência Brasil

“Eu organizo o movimento”

A feira do livro também vai homenagear escritores que já morreram. Entre os homenageados estão o cantor e compositor Belchior, que morreu em abril, os poetas Ferreira Gullar e Torquato Neto. “Gullar e Torquato são homenageados por toda sua produção poética. Já a canção do Belchior, como a de Bob Dylan, é uma canção 'poetada””, resumiu Turiba.

Torquato, um dos expoentes da Tropicália, movimento artístico surgido nos anos de 1960 e que balançou o cenário artístico no Brasil e também vai ter destaque na feira com debates sobre a sua influência na música brasileira e na arte em geral.

“O Torquato era a base literária da Tropicália. Ele saiu do Piauí para ocupar o Brasil com suas invenções literárias” observou o poeta Aroldo Pereira, autor de Paragolivro, obra que dialoga com a Tropicália e com o artista plástico Hélio Oiticica, autor da obra que deu nome ao movimento.

“Eu organizo o movimento/ Eu oriento o carnaval / Eu inauguro o monumento / No planalto central do país”. Citando os versos da canção de Caetano Veloso, cujo nome Tropicália0 foi tirado da obra de Oiticica, o poeta Nicolas Behr vai participar de um debate sobre o tema que reflete sobre a relação de Brasília com o tropicalismo.

“A racionalidade de Brasília e a irracionalidade do brasileiro... como uma cidade tão organizada - Norte, Sul, Leste, Oeste, aconteceu no coração do Brasil? Se fosse no Japão ou na Alemanha a gente entenderia, mas no Brasíl que é um país do jeitinho?, provoca Behr, que debaterá ao lado dos poetas Antônio Risério, Francisco Alvim e Antonio Cícero a contribuição do movimento tropicalista para a literatura e a Música Popular Brasileira (MPB).

De pai para filha

O tatuador Dario Lunghi, acompanhado da esposa Luiza, trouxe a filha Aurora para conhecer a feira. Segundo Dario, a intenção é desde cedo familiarizá-la com os livros e a literatura. “Meus pais eram professores e a nossa casa sempre tinha livros. Sempre gostei de ler e estou tentando passar isso para a minha filha”, disse.

Dário está guardando livros que estão há algum tempo na família para futuramente dá-los à Aurora. “Encaro como uma espécie de transmissão de conhecimento. Desde que ela nasceu, estou gaudando livros, alguns da minha avó para entregar quando ela estiver mais crescida”, acrescentou.

Brasília - 33 Feira do Livro de Brasília. Na programação tem debates, recitais, palestras, apresentações culturais e lançamentos de livros (Wilson Dias/Agência Brasil)

A EBC terá um estande próprio, de onde fará transmissões diretas até o fim da 33ª Feira do Livro de BrasíliaWilson Dias/Agência Brasil

Mimo

Com um espaço também destinado a artesãos, a feira abre a possibilidade dos frequentadores interagirem com diversos produtos, que podem virar preciosos presentes. Um dos que desperta a curiosidade está na barraca do livreiro Elias Avilio, que trouxe para feira livros em miniatura.

Trabalhando há dez anos com este tipo de livro, o comerciante trouxe para esta edição cerca de 350 títulos. Os livros, que vão do menor, com 1x1,5 cm, ao maior com 5x6 cm, têm encadernação artesanal e passeiam por diversas temáticas, entre obras da literatura brasileira e universal, dicionários, livros infanto-juvenis, de culinária, autoajuda, entre outros.

“Quem não conhece se encanta e quem conhece vem sempre procurando novidades. As pessoas gostam e compram para presentear. É um tipo e mimo”, concluiu Avílio.

EBC

A Empresa Brasil de Comunicaçaão (EBC) participa da 33ª edição da Feira do Livro de Brasília, de onde serão transmitidas as programações da Rádio Nacional FM Brasília, da Rádio Nacional de Brasília AM e Rádio Nacional da Amazônia. A programação contará ainda com entradas ao vido, direto da parte externa do shopping.

Produtores da emissora marcarão presença no estande da EBC. Já os repórteres da Rádio Nacional vão entrevistar autores, livreiros, palestrantes e o próprio público. O estande receberá autores presentes na feira para um  bate-papo com os ouvintes. No mesmo local, também serão disgtribuídos materiais gráficos produzidos pela EBC, incluindo livro infantil para colorir.


Agência Brasil

Brasil propõe novo sistema de avaliação para educação básica no Mercosul

Brasília - O ministro da Educação, Mendonça Filho, durante a abertura do 2 Mutirão Nacional da Rede Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Mendonça Filho defendeu os critérios de avaliação desenvolvidos pelo InepArquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Educação, Mendonça Filho, sugeriu hoje (16) que os países do Mercosul se espelhem nos métodos brasileiros para unificar seus sistemas para avaliar a qualidade dos indicadores da educação básica.

A proposta foi feita durante o encontro de ministros da educação do bloco, realizado em Buenos Aires.

Aos pares, Mendonça Filho defendeu os critérios de avaliação desenvolvidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao ministério.

"O Inep tem grande expertise na avaliação da educação em termos de qualidade, com critérios que são cada vez mais consagrados internacionalmente e que, por certo, pode ser um espaço de intercâmbio de relacionamento na região", afirmou.

Participaram da reunião os representantes de Bolívia, Paraguai, Uruguai, Colômbia, Equador e Argentina.

Nesta sexta-feira, o Brasil assumiu a presidência pro tempore do Setor de Educação no Mercosul, posto rotativo e que será ocupado até o fim do ano.


Agência Brasil