Governo Temer completa um ano; relembre alguns fatos

Michel Temer assumiu a Presidência da República em 12 de maio de 2016, após os senadores aprovarem a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff, o que resultou no afastamento dela do cargo. Em agosto, o Senado aprovou o impeachment de Dilma e Temer assumiu a presidência efetivamente. 

Nesses 12 meses, a gestão do presidente Michel Temer foi marcada pela adoção do ajuste fiscal na economia, com a definição de um teto para os gastos públicos, e pelo envio das reformas da Previdência, trabalhista e do Ensino Médio para o Congresso Nacional. A Agência Brasil relembra alguns fatos.

Brasília - O presidente Michel Temer, durante cerimônia de assinatura de MP do Programa de Manutenção e Geração de Empregos, no Palácio do Planalto (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Michel Temer completa um ano na presidência da República Antonio Cruz/Agência Brasil

Economia

O ajuste nas contas públicas foi a principal meta do governo na economia. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou, assim que assumiu o cargo, que apenas o equilíbrio fiscal poderá fazer com que os investimentos voltem ao Brasil e gerem empregos. Uma das medidas dentro do ajuste foi a aprovação, pelo Congresso, em dezembro do ano passado, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Teto de Gastos, limitando, por 20 anos, os gastos públicos à inflação do ano anterior. A medida sofreu críticas segundo as quais retiraria investimentos da saúde e educação, que têm percentuais mínimos de investimento previstos na Constituição. De acordo com a Fazenda, os valores mínimos dos gastos com tais áreas passarão a ser corrigidos pela variação da inflação do ano anterior.

Outra medida anunciada foi o saque dos valores das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), como forma de estimular a economia e com potencial de injetar R$ 30 bilhões. 

Em relação à inflação, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou, no início do ano, que a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2016 em 6,29%, abaixo do teto da meta do Conselho Monetário Nacional (CMN). O governo atribuiu a queda da inflação à firmeza mantida no ajuste fiscal. Com os preços sinalizando queda, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou uma trajetória de redução da Selic, a taxa básica de juros da economia, que, ao final de 2016 estava em 14,25%; e agora está em 11,25%.

Política

Em vários discursos, Temer tem dito que o Congresso Nacional é peça-chave para ajudar o país a superar a crise econômica. Em um ano, o Executivo enviou ao Parlamento 83 propostas, entre elas as  reformas do ensino médio, da Previdência e a trabalhista, além da PEC que limita os gastos públicos. Segundo levantamento do Centro de Documentação e Pesquisa da Câmara, deste total, mais da metade das propostas (54) são medidas provisórias, que tramitam em regime de urgência.

A aprovação ou não das propostas foi o termômetro da relação do governo com os parlamentares.  A primeira vitória foi a aprovação da PEC do Teto dos Gastos Públicos, considerada fundamental pelo governo para o ajuste fiscal e para retomada da credibilidade da economia.

A primeira dificuldade foi em relação ao projeto de lei que trata da renegociação das dívidas dos estados. Após longa negociação com governadores, o projeto do Senado, que tinha o apoio do Executivo, foi desfigurado na Câmara no final do ano passado, com a retirada das contrapartidas previstas pelo governo federal para os estados. O presidente Michel Temer vetou parte do projeto. E as alterações feitas pelos deputados federais levaram-o a enviar em janeiro uma nova proposição de recuperação fiscal para os estados endividados. Depois de um trabalho de convencimento por parte do governo, os deputados aprovaram esta semana a proposta, que ainda tramitará no Senado.

Neste momento, os maiores desafios são a aprovação das reformas da Previdência, que deve chegar ao plenário da Câmara na próxima semana, e trabalhista, que foi aprovada pelos deputados e está em fase de discussão no Senado. As propostas têm movimentado o Parlamento e também são alvo de críticas, por exemplo, das centrais sindicais, que convocaram uma greve geral, em abril em protesto.

Social

Pouco mais de um mês após assumir definitivamente a presidência, Temer lançou o programa Criança Feliz, coordenado pela primeira-dama Marcela Temer. A proposta é potencializar o desenvolvimento de crianças com até 3 anos de famílias beneficiárias do Bolsa Família e as de até 6 anos que recebem o Benefício de Prestação Continuada. As gestantes também estão fazem parte do público-alvo.
Outro programa lançado pelo governo Temer foi o Cartão-Reforma, que dá crédito a pessoas de baixa renda para reforma, ampliação e finalização de obras da casa própria. A meta é atender entre 85 mil e 100 mil casas em 2017.

Uma medida na área social que teve repercussão foi a revisão nas concessões dos benefícios do auxílio-doença do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que resultou no cancelamento de milhares de benefícios. De acordo com o governo, o objetivo é direcionar os recursos previdenciários para quem realmente precisa e aprimorar a gestão, contribuindo para equilibrar as contas públicas.
O Bolsa Família, principal programa de transferência de renda do governo, teve reajuste de 12,5% no valor do benefício quando Michel Temer estava interino na presidência. Na ocasião, chegaram a circular boatos na internet de que, ao assumir a Presidência, Temer acabaria com o programa, criado na administração do PT.

Educação

Com apoio do Congresso Nacional, foi aprovada a reforma do Ensino Médio, pela qual os estudantes poderão escolher formação em uma das cinco áreas: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e sociais aplicadas e formação técnica e profissional.  De acordo com o governo, a reforma modernizará e irá melhorar o ensino.

A reforma sofreu resistência de movimentos educacionais, por ter sido votada em forma de medida provisória, e estudantes chegaram a ocupar mais de mil escolas e universidades, o que levou ao adiamento das provas do  Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em determinados locais. As provas foram aplicadas em duas datas em 2016.

Nesse período, voltaram ao ministério as discussões sobre a Base Nacional Comum Curricular, que havia sido entregue na gestão passada ao Conselho Nacional de Educação (CNE). A pasta dividiu o documento da Base, que antes tratava de todo o ensino básico, entre ensino infantil e fundamental e ensino médio. Este ano foi entregue novamente ao CNE a parte que diz respeito ao ensino fundamental e infantil. A BNCC define o mínimo que deve ser ensinado e desenvolvido nas escolas de todo o país. A expectativa é que seja aprovada pelo CNE até o final do ano. Também nesse prazo, deve ser entregue ao CNE a parte referente ao ensino médio, que deverá ser adequada à reforma.

A proposta para a Base prevê que as crianças, em todo o país, deverão ter acesso desde cedo a conteúdos de português e matemática. Até o 2º ano do ensino fundamental, geralmente aos 7 anos, os estudantes deverão ser capazes de ler e escrever.

Tanto a Base, quanto a reforma do ensino médio, ainda levarão um tempo para ser implantadas nas escolas e demandarão a adequação das redes de ensino. A expectativa é que cheguem às escolas públicas a partir de 2019.

Lava Jato

A operação que investiga esquemas de corrupção em diversas estatais atingiu integrantes do governo.

Romero Jucá, que ocupava o Ministério do Planejamento e um dos principais articuladores políticos de Temer, deixou o cargo após o vazamento de uma conversa que teve com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, sobre a Lava Jato. Na conversa, Jucá teria sugerido um “pacto” para tentar barrar as investigações. O senador negou essa intenção. Ele voltou ao Senado, onde continua trabalhando na articulação política do governo.

Outro ministro que deixou o governo após seu nome aparecer no contexto da Lava Jato foi Henrique Eduardo Alves. O então ministro do Turismo foi citado na delação premiada de Sérgio Machado e pediu demissão do cargo. Segundo a delação, Alves teria recebido R$ 1,55 milhão em doações eleitorais com recursos ilícitos. Além disso, Fabiano Silveira deixou o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, depois da revelação de conversas gravadas em que ele critica a operação e orienta a defesa de investigados.

Em fevereiro deste ano, o presidente Michel Temer anunciou que os ministros que se tornarem réus na Operação Lava Jato serão afastados do cargo. Caso sejam apenas denunciados, eles serão afastados provisoriamente, desde que as denúncias reúnam provas que possam ser acolhidas. “Faço essa declaração para dizer que o governo não quer e não vai blindar ninguém”, disse o presidente na ocasião. Em abril, oito ministros do governo Temer foram citados em delações de ex-diretores da empreiteira Odebrecht.

Política externa

No primeiro ano de governo, Temer deu prioridade à política interna, por causa da aprovação das reformas, e fez poucas viagens internacionais. A partir do mês que vem, o presidente deve intensificar o ritmo de viagens. O próximo compromisso confirmado será o encontro do G20 (grupo das 20 maiores economias do planeta), nos dias 7 e 8 de julho, na Alemanha.

Em um ano de governo, destaca-se uma ida de Temer à China, em setembro, para encontrar-se com empresários e participar de eventos relativos ao G-20. No mesmo mês, o presidente foi a Nova York, nos Estados Unidos, para participar da sessão de abertura e de diversos encontros promovidos durante a 71ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

Nos Estados Unidos, ele também participou de reuniões para discutir temas como os movimentos de refugiados e sobre a mudança do clima. Foram feitas também reuniões bilaterais com presidentes e chefes de Estado de diversos países. Temer ainda foi a Goa, na Índia, para se reunir com os chefes de Estado e de governo dos Brics - grupo formado por Brasil, Russia, Índia China e África do Sul. Da Índia, Temer seguiu para o Japão, onde se reuniu com o imperador Akihito e com empresários japoneses.

 

Agência Brasil

 

 

 

 

 

 

 

Saque de contas inativas do FGTS começa hoje para nascidos entre junho e agosto

Brasília - Brasileiros aproveitam o sábado para sacar o FGTS inativo durante a segunda etapa do liberação do FGTS nas agências da Caixa Econômica (José Cruz/Agência Brasil)

Pagamento das contas inativas do FGTS pode levar 7,6 milhões de pessoas às agências da Caixa a partir de hojeJosé Cruz/Agência Brasil

Começa hoje (12) o pagamento das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores nascidos em junho, julho e agosto. A partir desta sexta-feira, 7,6 milhões de pessoas estão aptas a sacar quase R$ 11 bilhões. Além de atendimento exclusivo para as contas inativas neste sábado (13), as unidades da Caixa Econômica Federal vão abrir mais cedo nos dias de hoje, na próxima segunda (15) e terça-feiras (16).

Para as agências que já abrem rotineiramente às 9h, o atendimento se estenderá das 8h até uma hora a mais do que o normal. Já as demais cidades vão contar com bancos abertos duas horas mais cedo nestes três dias. Amanhã, 2.100 agências do banco funcionarão em regime de plantão das 9h às 15h, para saques, solucionar dúvidas e providências como emissão da senha do Cartão do Cidadão.

Nem todo mundo, porém, é obrigado a comparecer em uma agência da Caixa para receber os recursos. Mais de três milhões de pessoas terão os valores depositados automaticamente em suas contas da Caixa. Os trabalhadores que possuem o Cartão do Cidadão e têm até R$ 3 mil a receber poderão ter acesso aos valores também por meio de lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes Caixa Aqui.

Para o trabalhador que for resgatar contas com saldos superiores a R$ 3 mil, é recomendado que compareça ao banco portando documento de identificação, carteira de trabalho ou alguma comprovação de rescisão do contrato. Já para os valores acima de R$ 10 mil é obrigatória a apresentação desses documentos.

Quem pode sacar

Pode fazer o saque quem teve contratos de trabalho encerrados até 31 de dezembro de 2015. O pagamento das 49,6 milhões de contas inativas tem seguido um calendário específico, que leva em conta o mês de aniversário do trabalhador.

No mês que vem, poderão fazer o saque os nascidos em setembro, outubro e novembro. O mesmo ocorrerá a partir de julho, quando quem nasceu em dezembro poderá sacar.

Independentemente das próximas datas, e dos lotes anteriores, a data limite para saque de todos os trabalhadores é o dia 31 de julho, de acordo com a Caixa.

Direito ao saque

O trabalhador que ainda não sabe se tem dinheiro a receber pode acessar o site sobre as contas inativas.Lá, ele pode verificar o valor a receber, a data do saque e os canais disponíveis para pagamento.

Ao todo, 30,2 milhões de trabalhadores serão contemplados durante o calendário, e devem resgatar pouco mais de R$ 43 bilhões, segundo estimativas do governo.

 

Agência Brasil

 

Presidente assumiu após aprovação do impeachment de Dilma Rouseff - Crédito: Evaristo SA / AFP / CP

Ajuste fiscal e reformas marcam 1 ano de Temer

Presidente assumiu após aprovação do impeachment de Dilma Rouseff

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      Saque de contas inativas do FGTS começa hoje para nascidos entre junho e agosto - Crédito: Guilherme Testa

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      Saque de contas inativas do FGTS começa hoje para nascidos entre junho e agosto

        Lula e Dilma sabiam que dinheiro das campanhas era de Caixa 2, diz João Santana - Crédito: Heuler Andrey / Instituto Lula / AFP / CPPOLÍTICA

        Lula e Dilma sabiam de Caixa 2 nas campanhas, diz Santana

         

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                                    Verba de representação será paga aos titulares das pastas quando forem servidores efetivos

                                    Verba de representação será paga aos titulares das pastas quando forem servidores efetivos | Foto: Elson Sempé Pedroso / CMPA / CP

                                    Verba de representação será paga aos titulares das pastas quando forem servidores efetivos | Foto: Elson Sempé Pedroso / CMPA / CP

                                     

                                    • Camila Diesel / Rádio Guaíba

                                    A Câmara de Porto Alegre aprovou, na tarde desta quinta-feira, um substitutivo a um projeto de lei que cria verba de representação para os secretários de Município. O parlamento vai permitir, na prática, que os integrantes do primeiro escalão passem a ganhar mais que o prefeito.

                                    A proposta, que muda um artigo do Plano de Carreira dos Funcionários da Administração Centralizada, havia sido apresentada, ainda em dezembro, pelo ex-prefeito José Fortunati, a pedido do atual, Nelson Marchezan Júnior. Em março, porém, Marchezan assinou um decreto que proíbe os servidores de receberem salários maiores que o dele, considerado teto para o funcionalismo municipal.

                                    Pelo projeto aprovado, a verba de representação deve ser paga aos titulares de secretarias quando eles forem servidores efetivos do quadro ou cedidos de outra esfera de governo. A gratificação corresponde ao valor integral do subsídio que é pago hoje a um secretário.

                                    O Município justificou, no projeto, que os servidores efetivos e os incorporados não recebem nenhuma gratificação adicional ou indenização, caso sejam escolhidos como secretários pelo prefeito. Já os que vêm de fora do serviço público, nomeados como cargos de confiança, recebem, além do salário de secretário, um adicional de 70%. Em algumas situações, isso fazia secretários adjuntos receberem salário maior que os titulares da pasta.

                                    Junto com o substitutivo, os vereadores também aprovaram emendas, nesta quinta. Uma delas estipula que o salário dos secretários não pode pode ultrapassar o limite único estabelecido no artigo 33 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. Com isso, o cargo de secretário passa a ter o mesmo teto do de desembargador estadual, que é hoje de 30.471,11. Outra emenda excluiu do substitutivo um artigo que estabelecia como teto o salário de Marchezan, que é de R$ 19.477,40.

                                    O prefeito ainda não se manifestou. Consultada, a assessoria dele informou que qualquer parecer ou decisão vai depender, antes, de uma análise técnica da Procuradoria-Geral do Município

                                     

                                    Correio do Povo

                                     

                                    Saque de contas inativas do FGTS começa hoje para nascidos entre junho e agosto

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                                    O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, assina acordo de cooperação para a instalação do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (Antonio Cruz/Agência Brasil)

                                    O  procurador-geral  da  República, Rodrigo JanotAntonio Cruz/Arquivo/Agência Brasil

                                    O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, participou hoje (12) de uma palestra em Belo Horizonte durante o Seminário de Ciências Penais da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), instituição da qual é ex-aluno. Ele destacou a importância da cooperação jurídica internacional para as investigações criminais conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF).

                                    Durante sua fala ao público, Janot ressaltou que, no âmbito da Operação Lava Jato, o Brasil encaminhou 136 pedidos de cooperação internacional a 33 países. Ao mesmo tempo, foram recebidas 70 solicitações de 26 países. "Não adianta esconder bens ou valores fora do Brasil. A cooperação internacional hoje é tão estreita que nós vamos descobrir. Também não adianta fugir do Brasil, fugir da jurisdição brasileira. Nós conseguiremos que a lei brasileira alcance também estes cidadãos", disse.

                                    Sem citar o nome do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ele mencionou a cooperação com as autoridades da Suíça que fundamentou a denúncia contra o então parlamentar. "Tivemos um caso específico de um réu no STF, atualmente condenado e preso em Curitiba. Era um caso difícil. A Suíça começou a investigação e recebemos deles a documentação completa. Fizemos alguns ajustes e apresentamos a denúncia. Esse processo gerou inicialmente o afastamento do mandato parlamentar e depois a condenação".

                                    Por meio da cooperação, o Ministério Público da Suíça havia identificado contas no país em que Eduardo Cunha depositou recursos envolvidos em esquemas ilegais. A Justiça do país europeu autorizou o bloqueio destes valores. Em março, o juiz Sérgio Moro condenou Cunha a 15 anos e quatro meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

                                    De acordo com dados apresentados pelo procurador-geral, a cooperação internacional permitiu repatriar US$ 250 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 785 milhões. Cerca de R$ 500 milhões foram restituídos à Petrobras e  R$ 270 milhões ao governo do estado do Rio de Janeiro.

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                                    Outro exemplo de cooperação citado por Janot foi a extradição do ítalo-brasileiro Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil condenado por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Ele fugiu para a Itália, mas teve o pedido de extradição autorizado pelo governo italiano, mesmo tendo dupla nacionalidade.

                                    Janot também apresentou ao público dados da Operação Lava Jato. Segundo o procurador, já foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), 150 quebras de sigilo fiscal, 215 de sigilo bancário, 147 de sigilo telefônico, 34 de sigilo telemático e cinco de sigilo de dados, além 19 de sequestros de bens e quatro sequestros de valores. Foram cumpridos, até o momento, 917 mandados de busca e apreensão autorizados em decisões de primeira instância e também do STF.

                                    Delação premiada

                                    A parte final da palestra de Janot foi dedicada a esclarecimentos sobre a delação premiada, que ele considera um instrumento poderoso que permitiu chegar à situação atual das investigações. "O colaborador não é um dedo-duro. Ele ajuda a Justiça a desvendar organizações criminosas, confessa seus crimes e indica os coautores. E assim ele tem direito a uma premiação. Há toda uma construção jurídica, dentro do regramento legal e com um controle do Judiciário."

                                    Para Janot, não é correto dizer que os órgãos de controle prendem os réus para forçá-los a delatar. "A colaboração tem que ser espontânea. Não somos nós que chamamos o réu para colaborar, a iniciativa tem que partir dele. O advogado dele é quem nos apresenta a proposta", argumentou.

                                    Segundo Janot, dos 160 acordos de delação premiada já homologados no âmbito da Lava Jato, 136 foram feitos com pessoas em liberdade e apenas 24 com pessoas detidas. Ele disse ainda que a delação é um mecanismo que favorece ao réu e, por isso, não pode haver tratamento discriminatório entre quem está preso e quem não está.

                                    Judiciário fortalecido

                                    Janot citou alguns episódios dos últimos anos que, em sua opinião, contribuíram para que as investigações do MPF ganhassem amplitude. Ele desiacou a aprovação da Lei de Acesso à Informação e a criação da TV Justiça, que tornaram o controle social mais efetivo e permitiram que os brasileiros acompanhassem e compreendessem o funcionamento do Judiciário. "Os julgamentos passaram a integrar a agenda do cidadão. Uma vez, o procurador-geral do Chile me contou que estava no Rio de Janeiro e ficou impressionado quando viu pessoas em um bar tomando cerveja e discutindo um processo judicial com a mesma intensidade que antes discutiam sobre futebol".

                                    Segundo o procurador-geral, o processo do mensalão alterou o paradigma do Judiciário e fortaleceu o discurso de que a lei é para todos. Janot lembrou ainda das jornadas de junho de 2013, quando milhares de brasileiros saíram às ruas em protesto. "Entre diversas pautas difusas, surgiram os questionamentos à Proposta de Emenda à Constituiçãol 37, que buscava proibir o Ministério Público de realizar investigações em matéria penal. A perspectiva que nós tínhamos era de que ela seria aprovada com um apoio avassalador. E com as manifestações, o que seria uma derrota certa se transformou numa rejeição da proposta. Foram 430 votos contrários e apenas 9 favoráveis", lembrou.

                                     

                                    Agência Brasil

                                    Juro para o consumidor é o menor em um ano


                                    Pixabay.

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                                    Até que enfim. O juro médio cobrado do consumidor atingiu o menor patamar desde março do ano passado. A pesquisa mensal foi divulgada no início da tarde pela Associação Nacional de Executivos de Finanças.

                                    São consideradas seis linhas de crédito. Em abril, a taxa média de juros mensal ficou em 7,87%. No acumulado do ano, foi de 148,20%. Não baixava de 150% de março de 2016.

                                    O cartão de crédito segue com o juro mais caro, mas baixou de 15%, ficando em 14,31% ao mês. Ao ano, ainda está nos estratosféricos 397,75%.

                                    É reflexo da redução da taxa de juros Selic, afirma a Anefac. O Banco Central começou a flexibilizar a política monetária em outubro do ano passado. No fim de maio agora, tem nova reunião do Comitê de Política Monetária.

                                    Juros crediário RS

                                    Depois de bater nos 100%, os juros nas lojas caíam também. No Rio Grande do Sul, ficou em 5,8% em abril. A taxa anual passou para 96,71%. A Anefac pesquisa seis estados e mais o Distrito Federal.

                                     

                                    Acerto de Contas

                                    Economia gaúcha encolheu 6,6% em três anos, mas sinais apontam trégua na recessão

                                    Imagem:  CC0 Public Domain.

                                    Imagem: CC0 Public Domain.

                                    A atual recessão começou no segundo trimestre de 2014. No Brasil e também no Rio Grande do Sul.

                                    Segundo o economista da FEE, Fernando Cruz, acumulamos desde lá uma queda de 6,6% na economia gaúcha. Já o PIB brasileiro encolheu 6,8% nestes mesmos três anos.

                                    - Recessões são fenômenos cíclicos que se repetem com frequência irregular em todas as economias de mercado. Tais períodos são caracterizados por uma queda simultânea em diversas atividades econômicas e, em geral, envolvem um alto custo social, com aumento do desemprego e queda na produção, nas vendas e na renda.

                                    A parte boa, segundo o pesquisador, é que estes períodos são exceções e não a regra na história econômica. Ou seja, também acaba uma hora ou outra.

                                    - No Brasil, entre 1980 e 2009, houve oito períodos recessivos, com duração média de 15,8 meses. Em 2014, o Brasil entrou em sua mais recente — e longa — recessão desde a década de 80, sendo esta, talvez, a mais longa de sua história.

                                    Aqui no Rio Grande do Sul, a pesquisa da Fundação de Economia e Estatística mostra que a indústria foi um dos setores que mais sofreu. O Valor Adicionado Bruto sofreu queda de aproximadamente 18% em três anos. A maior parte do tombo veio da indústria de transformação.

                                    - Contudo é justamente nessa atividade onde começam a aparecer os primeiros sinais de arrefecimento na contração do setor, talvez na própria recessão no Rio Grande do Sul. Sinais de “trégua”.

                                    O menor nível de produção da série histórica foi atingido em abril de 2016. Desse ponto até fevereiro de 2017, o indicador já acumula quase 8% de crescimento.

                                    E também o que noticiamos nesta semana aqui: No positivo: Indústria gaúcha fechou primeiro trimestre com crescimento

                                     

                                    Acerto de Contas

                                    Varejo gaúcho fechou trimestre em queda com alta nas confecções e queda nos móveis

                                    As vendas do varejo gaúcho fecharam o primeiro trimestre com queda, mas pequena. Foi um recuo de 0,3% em volume. Já quando considerada a receita, houve aumento e foi de 4,5%.

                                    A queda no Rio Grande do Sul foi bem menor do que na média nacional. No país, o comércio vendeu 3% menos.

                                    Considerando os segmentos:

                                    Maior crescimento: +24,6% em Tecidos, vestuário e calçados

                                    Maior queda: -22,6% em Móveis

                                    Na comparação de março sobre fevereiro, o varejo do Rio Grande do Sul teve queda de 1,7% nas vendas em volume. Vem depois de uma queda de 3,8% e de um avanço de 14,3%, conforme a pesquisa do IBGE com ajuste sazonal.

                                     

                                    Blog Acerto de Contas

                                    Decisões judiciais abrem caminho para leilão de dois shoppings do RS


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                                    Foto: Divulgação

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                                    Duas sentenças desta semana abrem caminho para o leilão do Shopping Gravataí. O empreendimento foi construído pelo M.Grupo, que perdeu a gestão do shopping recentemente.

                                    As ações eram contra a Ápice, que reúne diversos investidores do shopping. As decisões que derrubaram as ações foram da juíza Keila Tortelli, de Gravataí. Advogado dos investidores, Ricardo Jobim afirma que isso destrava o procedimento para o Shopping Gravataí ir a leilão, o que deve ocorrer em até 90 dias.

                                    Uma das ações era revisional, pedindo que fosse refeito o cálculo de valores e prazo de pagamentos da dívida com a Ápice. Alegou o impacto da crise econômica do país. A Justiça negou, argumentando que a atual situação da empresa sinaliza mais problemas de gestão do que de conjuntura econômica, usando os termos “má administração e desorganização financeira.” Aliás, isso dificulta a Justiça vir a aceitar um possível pedido de recuperação judicial.

                                    A Ápice alega que o M.Grupo tem uma dívida superior a R$ 200 milhões com os investidores. No leilão, o shopping teria um valor dentro disso. Se não houver interessados, a propriedade deve passar para a Ápice.

                                    O advogado da Ápice afirma que o mesmo deve ocorrer com 30% do shopping de Lajeado, que foi comprado pelo M.Grupo.

                                    É possível recurso judicial ainda contra o leilão. Foi aberto espaço para manifestação do M.Grupo. Aguardamos posicionamento.

                                    Entenda a situação:

                                    Após intervenção judicial, Shopping Gravataí tem nova superintendente

                                    “Faremos novos investimentos e precisaremos de mais gente ainda” – garante nova administradora do Shopping Gravataí

                                    M.Grupo perde comando do shopping de Gravataí

                                    Decretada falência de empresa do M.Grupo no Rio Grande do Sul

                                    Shopping Gravataí ameaça divulgar lojistas que estão inadimplentes e quanto devem

                                    Shopping de Gravataí não paga conta e lojas ficam sem luz

                                     

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                                    Confiança do setor imobiliário no RS surpreende e atinge maior nível

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                                    O Índice de Confiança do Empresário do Setor Imobiliário atingiu 119,9 pontos em abril. É a sétima edição do indicador e este foi o maior patamar alcançado. É calculado pelo Sindicato da Habitação do Rio Grande do Sul (SecoviRS) e foi criado em 2015.

                                    - Fomos surpreendidos com o resultado. – avalia Lucineli Martins, do departamento de economia e estatística do SecoviRS.

                                    A última divulgação tinha ocorrido em janeiro. Naquele mês, o indicador ainda ficava em patamar pessimista, aos 93,9 pontos.

                                    É composto por três índices: o Índice de Condições Atuais, o Índice de Expectativas e o Índice de Investimentos. Em abril, o número sobre expectativas atingiu a maior pontuação, com 145,6 pontos. Já o que avalia as condições atuais ainda fica pessimista, com 96,6 pontos.

                                    Para entender: acima de 100 pontos é otimismo. Abaixo, é pessimismo.

                                    E para entender a importância: setor imobiliário é um grande gerador de empregos na economia e foi o primeiro a sentir com força a crise.

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                                    Não satisfeitos pelo Lula ter perdido um dedo, manifestantes pedem que o ex presidente sofra mais amputações

                                    Via @BergerPablo

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                                    Fonte: https://twitter.com/__snel/status/862659927495593984