Scarlett Johansson, atriz,cantora e modelo americana de ascendência dinamarquesa e polonesa

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Scarlett Johansson

Johansson no Festival Internacional de Cinema de Toronto2016

Nome completo
Scarlett Ingrid Johansson

Nascimento
22 de novembro de1984 (32 anos)
Nova Iorque, NY

Nacionalidade
Povo dos Estados Unidos norte-americana

Ocupação
Atriz, cantora e modelo

Cônjuge
Ryan Reynolds (2008–2010)
Romain Dauriac (2012–presente)

Tonys

Melhor Atriz Coadjuvante em Peça
2010: A View from the Bridge

César

Prêmio Honorário
2014: Pelo Conjunto da obra[1]

Prémios BAFTA

Melhor atriz
2003: Lost in Translation

IMDb: (inglês)

Scarlett Ingrid Johansson (Nova Iorque, 22 de novembro de 1984),[2] mais conhecida como Scarlett Johansson, é uma atriz,cantora e modelo americana de ascendência dinamarquesa e polonesa. Ela fez sua estréia no cinema em North (1994) e mais tarde foi nomeada para o Independent Spirit Award de Melhor Atriz por sua atuação em Manny & Lo (1996), ganhando ainda mais elogios e destaque com papéis em The Horse Whisperer (1998) e Ghost World (2001). Ela mudou para papéis adultos com suas performances em Girl with a Pearl Earring (2003) e Lost in Translation (2003) de Sofia Coppola, pelo qual ela ganhou um prêmio BAFTA de Melhor Atriz em um papel principal; ambos os filmes lhe renderam indicações ao Globo de Ouro.

Um papel em A Love Song for Bobby Long (2004) fez com que Johansson ganhasse sua terceira nomeação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz. Johansson ganhou outra indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante com seu papel em Match Point, de Woody Allen (2005). Ela passou a estrelar mais dois filmes de Allen: Scoop (2006) e Vicky Cristina Barcelona (2008). Johansson apareceu em outros filmes de sucesso, como The Prestige de Christopher Nolan (2006), o drama histórico The Other Boleyn Girl (2008) e a comédia romântica conjunta He's Just Not That Into You (2009). Ela intepretou a personagem Viúva Negra/Natalia Romanova/Natasha Romanoff da Marvel em Iron Man 2 (2010), Os Vingadores (2012) e em Capitão América: O Soldado Invernal (2014)[3], ela ainda reprisou o papel de Viúva Negra em Os Vingadores 2 (2015)[4] e ainda em Capitão América 3: Guerra Civil.

O renascimento da peça na Broadway de Arthur Miller A View From the Bridge de 2010 fez com que ganhasse o Tony Award de Melhor Atriz Coadjuvante em Peça. Como cantora, Johansson lançou dois álbuns, Anywhere I Lay My Head e Break Up. Em 2 de maio de 2012, ela foi homenageada com uma estrela no Hollywood Walk of Fame, que foi colocado na frente de Madame Tussauds Hollywood, em Hollywood Boulevard.[5]

Johansson também é considerada um dos símbolos sexuais femininos modernos de Hollywood, e aparece com frequência nas listas publicadas das mulheres mais sexy do mundo, principalmente quando foi nomeada a "Mulher Mais Sexy Viva" pela revistaEsquire em 2006 e 2013 (a única mulher a ser escolhida para o título duas vezes),[6][7][8] e o "Sexiest Celebrity", de Playboy, em 2007.[9] A partir de julho de 2016, ela é a atriz de maior bilheteria de todos os tempos na América do Norte, e décima primeira pessoa em geral, com seus filmes fazendo mais de 3,3 bilhões de dólares.[10] A maior parte de seu sucesso de bilheteria é atribuído a seu papel de Viúva Negra no Universo Cinematográfico Marvel.

Índice

Biografia

Johansson em 2012

Filha do arquiteto dinamarquês Karsten Johansson, e da produtora Melanie Sloan, vem de uma família de origem judia asquenazita do Bronx. Judia, Scarlett é de origem dano-polonesa (esta última por parte de sua família materna, uma vez que sua mãe é neta de poloneses). Seu avô paterno, Ejner Johansson, foi um famoso roteirista e diretor dinamarquês.[11]

Tem dois irmãos mais velhos, Vanessa, que também é atriz e Adrian, além de ter um irmão gêmeo chamado Hunter, nascido três minutos depois dela. Tem um meio-irmão chamado Christian, filho de um outro casamento de seu pai.[12]

Em março de 2006 foi eleita pela revista masculina Esquire como a "mulher mais sexy do mundo",[13] voltando a ser novamente escolhida em 2013, tornando-se, assim, a única mulher a ser eleita duas vezes como a mulher mais sexy do mundo pela revista.[14]

Desde cedo, Scarlett teve ligação com a dramaturgia, sendo seu nome uma homenagem à protagonista de Gone with the Wind (no Brasil: "E o Vento Levou"), Scarlett O'Hara.

Vida pessoal

Em 2007, começou a namorar o ator Ryan Reynolds; em maio de 2008, o casal anunciou o noivado, e em 27 de setembro de 2008 casaram-se em uma cerimônia pequena e discreta em um resort nos arredores de Vancouver, Canadá.[15] Em dezembro de 2010, o porta-voz dos atores confirmou a imprensa que ambos decidiram se separar de forma amigável.[16]

Em 2012, Scarlett iniciou um romance com o jornalista francês Romain Dauriac, de quem ficou noiva em setembro de 2013.[17] O casal tem uma filha, Rose Dorothy, nascida em 4 de setembro de 2014.[18]

Carreira de atriz

Primeiros papéis

Johansson e Michael Caine noPrêmio Nobel da Paz em 2008.

A sua carreira como atriz foi lançada na produção teatral off-Broadway "Sophistry", com Ethan Hawke. No cinema, Scarlett começou em 1994 com um pequeno papel no filme North (br: O Anjo da Guarda), de Rob Reiner. No ano seguinte, a atriz interpretou a filha de Sean Connery e Kate Capshaw em Justa Causa. De 1996 a 1999 interpretou papéis na comédia romântica If Lucy Fell (1996), e na aventura infantil Home Alone 3 (1997), destacando-se, porém, sua dramática personagem em Manny & Lo (br: Meninas de Ninguém), de 1996, que lhe valeu uma indicação[19] ao Independent Spirit Award de melhor atriz.

Embora o filme não foi um sucesso de bilheteria,[20] ela recebeu elogios por seu papel em Ghost World (2001).[21][22] Creditada com "sensibilidade e talento [que] desmentem sua idade",[23] em 2002, ela apareceu em Eight Legged Freaks com David Arquette.[24]

Transição para papéis adultos

Johansson na estreia deGirl with a Pearl Earring noToronto International Film Festival em 2003

Johansson fez a transição de papéis adolescentes para papéis adultos, com dois papéis em 2003.[25] No filme de Sofia Coppola Lost in Translation (2003), ela interpretou Charlotte, uma jovem esposa apática e solitária, ao lado de Bill Murray.[26][27] Roger Ebert escreveu que ele amou o filme e descreveu as performances de Johansson e Murray como "maravilhosa".[28]

New York Times disse: "Aos 18 anos, a atriz fica afastada com a reprodução de uma mulher de 25 anos de idade, usando sua voz rouca para testar o nível de acidez no ar ... Sra. Johansson não é uma artista tão realizada como o Sr. Murray, mas Coppola contorna isto usando a simplicidade e a curiosidade de Charlotte como chave para sua personagem ".[29] Johansson ganhou o BAFTA [30] e foi nomeada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz,[31][32] Broadcast Film Critics Association[33] e ao Chicago Film Critics Association.[34]

Aos 18 anos, Johansson interpretou Griet no filme de Peter Webber em Girl with a Pearl Earring. Em sua revisão, o The New Yorker disse: "O que mantém o filme de Webber vivo é a tensão da instalação ... e, acima de tudo, a presença de Johansson. Ela é muitas vezes sem palavras, mas esperar por o ardor com o qual ela pode convocar um close up e florescer sob o seu olhar; este é o seu filme".[35] Ela foi nomeada para o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Drama,[36] o BAFTA de Melhor Atriz,[37] London Film Critics' Circle,[38] e o Phoenix Film Critics Society.

Johansson foi convidada para se juntar à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em junho de 2004.[39] No mesmo ano, ela atuou e dublou cinco filmes: The SpongeBob SquarePants Movie, A Good Woman,[40] The Perfect Score,[41] In Good Company[42] e finalmente, A Love Song for Bobby Long, para o qual ela ganhou sua terceira nomeação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz.[31][43]

2005–07

Em julho de 2005, Johansson estrelou com Ewan McGregor no filme de ficção científica de Michael Bay, The Island, no duplo papel como Sarah Jordan e seu clone, Jordan Two Delta. O filme foi um fracasso comercial[44][45] e recebeu críticas mistas.[46][47] Em contraste, seu papel como Nola, a atriz norte-americana com quem Chris (Jonathan Rhys Meyers) é obcecado, no drama Match Point de Woody Allen, foi bem recebido. The New York Times disse, "Johansson e Rhys-Meyers gerenciam alguma das melhores atuações em um filme de Woody Allen em um bom tempo."[48] Johansson recebeu sua quarta indicação ao Globo de Ouro,[36] e ao Chicago Film Critics Association de Melhor Atriz Coadjuvante.[34]

Em 2006 filmou The Black Dahlia (br: Dália Negra), de Brian De Palma e participou do clipe What Goes Around Comes Around do cantor Justin Timberlake, que é sobre a vida amorosa de um amigo de Timberlake, Trace Ayala, e seu relacionamento com Elisha Cuthbert, sendo acusada posteriormente como suposta pivô de separação do cantor com a atriz Cameron Diaz, sua namorada na época. Em 2007 protagonizou o filme The Nanny Diaries (br: O Diário de Uma Babá).

A performance de Johansson recebeu comentários mistos, com a Variety, dizendo: "[Ela] tenta representar uma heroína envolvente, mas mesmo com o cabelo sem graça, é bonita demais para o papel".[49]

Em 2008, participou de uma adaptação dos quadrinhos, The Spirit,[50] além de participar do filme Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen. Ainda em 2008, Johansson estrelouThe Other Boleyn Girl, com Natalie Portman e Eric Bana,[51] um filme que recebeu críticas mistas.[52][53]

Em 2010 participou do filme Homem de Ferro 2, adaptação para o cinema dos quadrinhos de mesmo nome da Marvel Comics no papel da heroína Natasha Romanoff/Viúva Negra. Reprisou o papel de Natasha Romanoff/Viúva Negra em Os Vingadores (2012), Capitão América: Soldado Invernal (2014), Vingadores: Era de Ultron e em Capitão América: Guerra Civil (2016).

A revista para homens FHM, em sua sétima enquete anual sobre a mulher mais sexy do mundo, em 2006, elegeu Johansson como vencedora.[54] Em 2005, havia ficado na nona posição da lista com as 100 mulheres eleitas pelos leitores da revista. Além de ser atriz, Scarlett é modelo, já fez diversas campanhas para várias marcas famosas, entre elasLouis Vuitton, Dolce & Gabbana, Calvin Klein, L'Oreal, Moët & Chandon, entre outras.

Filmografia

Ano
Título original
Título no Brasil
Título em Portugal
Personagem

1994
North
O Anjo da Guarda
O Anjo da Guarda
Laura Nelson

1995
Just Cause
Justa Causa
Justa Causa
Kate Armstrong

1996
Manny & Lo
Meninas de Ninguém
Meninas de Ninguém
Amanda

If Lucy Fell
Lado a Lado com o Amor
Lado a Lado com o Amor
Emily

1997
Home Alone 3
Esqueceram de Mim 3
Sozinho em Casa 3
Molly Pruitt

1998
The Horse Whisperer
O Encantador de Cavalos
O Encantador de Cavalos
Grace MacLean

1999
My Brother the Pig
Pig - Uma Aventura Animal
George, O Porquinho
Cathy Kaldwell

2001
The Man Who Wasn't There
O Homem Que não Estava Lá
O Barbeiro
Rachael "Birdy" Abundas

An American Rhapsody
Uma Rapsódia Americana
Uma Rapsódia Americana
Zsuzsi/Suzanne Sandor (aos 15 anos)

Ghost World
Mundo Cão - Aprendendo a Viver
Ghost World — Mundo Fantasma
Rebecca

2002
Eight Legged Freaks
Malditas Aranhas!
Tarados de Oito Patas
Ashley Parker

2003
Girl with a Pearl Earring
Moça com Brinco de Pérola
Rapariga com Brinco de Pérola
Griet

Lost in Translation
Encontros e Desencontros
Lost in Translation — O Amor É um Lugar Estranho
Charlotte

2004
In Good Company
Em Boa Companhia
Uma Boa Companhia
Alex Foreman

A Love Song for Bobby Long
Uma Canção de Amor para Bobby Long
Uma Canção de Amor
Pursy Will

The SpongeBob SquarePants Movie
Bob Esponja: O Filme
Bob Esponja: O Filme
Mindy (voz)

The Perfect Score
Nota Máxima
O Golpe Perfeito
Francesca Curtis

2005
Match Point
Match Point
Match Point
Nola Rice

The Island
A Ilha
A Ilha
Jordan Two Delta/ Sarah Jordan

2006
The Prestige
O Grande Truque
O Terceiro Passo
Olivia Wenscombe

The Black Dahlia
Dália Negra
A Dália Negra
Katherine "Kay" Lake

Scoop
Scoop: O Grande Furo
Scoop
Sondra Pransky

A Good Woman
Falsária
Uma Boa Mulher
Meg Windermere

2007
The Nanny Diaries
O Diário de Uma Babá
O Diário de Uma Nanny
Annie Braddock

2008
The Other Boleyn Girl
A Outra
Duas Irmãs, Um Rei
Maria Bolena

Vicky Cristina Barcelona
Vicky Cristina Barcelona
Vicky Cristina Barcelona
Cristina

The Spirit
The Spirit - O Filme
The Spirit - O Filme
Silken Floss

2009
He's Just Not That into You
Ele Não Está Tão a Fim de Você
Ele Não Está Assim Tão Interessado
Anna

2010
Iron Man 2
Homem de Ferro 2
Homem de Ferro 2
Natasha Romanoff / Viúva Negra

2011
We Bought a Zoo
Compramos Um Zoológico
Kelly Foster

2012
The Avengers[55]
Os Vingadores
Os Vingadores
Natasha Romanoff / Viúva Negra

Hitchcock
Janet Leigh

2013
Don Jon
Como Não Perder Essa Mulher
Barbara

Under The Skin
Sob a Pele
Laura

Her
Ela
Samantha (voz)

2014
Captain America: The Winter Soldier
Capitão América 2: O Soldado Invernal
Capitão América: O Soldado Invernal
Natasha Romanoff / Viúva Negra

Chef
Chef
Chef
Molly

Lucy
Lucy
Lucy
Lucy

2015
Avengers: Age of Ultron
Vingadores: Era de Ultron
Vingadores: A Era de Ultron
Natasha Romanoff / Viúva Negra

2016
Hail, Caesar!
Ave, César
DeeAnna Moran

The Jungle Book (2016)
Mogli - O Menino Lobo
O Livro da Selva
Kaa (voz)

Captain America: Civil War
Capitão América 3: Guerra Civil
Capitão América: Guerra Civil
Natasha Romanoff / Viúva Negra

Sing
Sing - Quem Canta Seus Males Espanta
Cantar!
Ash (voz)

Principais prêmios e indicações

Johansson na premiere de The Avengers em abril de 2012.

Tony Award

Ano
Categoria
Peça
Resultado

2010
Melhor atriz Coadjuvante em Peça
A View from the Bridge
Venceu

Globo de Ouro Golden Globe icon.svg

Ano
Categoria
Filme
Resultado

2004
Melhor atriz em comédia ou musical
Lost in Translation
Indicado

Melhor atriz em filme dramático
Girl with a Pearl Earring
Indicado

2005
A Love Song for Bobby Long
Indicado

2006
Melhor atriz coadjuvante/secundária
Match Point
Indicado

BAFTA Awards

Ano
Categoria
Filme
Resultado

2004
Melhor atriz
Lost in Translation
Venceu

Girl with a Pearl Earring
Indicado

Independent Spirit Awards

Ano
Categoria
Filme
Resultado

2011
Melhor atriz
Manny & Lo
Indicado

Discografia
Álbuns

Ano
Álbum
Paradas
Vendas

U.S.
U.S. HTSK
UK
IRL
SUI
SUE
ALE
BEL Flandres
BEL Valónia
FRA
AUS

2008
"Anywhere I Lay My Head"
126
1
64
65
15
27
30
30
32
26
25

  • Mundial: 25 000

"Live Session EP (iTunes Exclusive)"
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-

  • Mundial: -

2009
"Break Up" (c./ Pete Yorn)
41
-
-
-
58
-
-
78
45
18
-

  • World: 500 000
Singles

Ano
Título
Paradas
Álbum

EUA
ALE
SUI
BEL Flandres
BEL Valónia
FRA

2006
"Summertime" (c./ Massive Attack)
-
-
-
-
-
-
Unexpected Dreams - Songs from the Stars

2008
"Falling Down"
-
-
70
23
-
-
Anywhere I Lay My Head

"Anywhere I Lay My Head"
-
-
-
-
-
-

2009
"Relator/ I Don't Know What to Do" (c./ Pete Yorn)
-
100
57
-
10
16
Break Up

"Blackie's Dead" (c./ Pete Yorn)
-
-
-
-
-
-

2012
"Bonnie & Clyde" (c./ Lulu Gainsbourg)
-
-
-
-
-
-
From Gainsbourg to Lulu

Participação em trilhas sonoras

Ano
Título
Álbum

2010
"Last Goodbye"
He's Just Not That Into You (Original Motion Picture Soundtrack)

2011
"One Whole Hour"
Wretches & Jabberers Soundtrack by J. Ralph Featuring Various Artists

2012
"Summertime" (c./ 3D)
Days of Grace (Original Motion Picture Soundtrack)

"Before my Time" (com J. Ralph & Joshua Bell)
Chasing Ice (Original Motion Picture Soundtrack)

2013
"The Moon Song" (com Joaquin Phoenix)
The Moon Song (Music from and Inspired by the Motion Picture Her)

Participação em outros álbuns

Ano
Título
Artista
Álbum

2006
"Summertime" (c./ Massive Attack)
Vários
Unexpected Dreams - Songs from the Stars

2010
"Bullet"
Steel Train
Terrible Thrills Vol. 1

2011
"I'll Be Home for Christmas (Duet With Scarlett Johansson)"
Dean Martin
My Kind of Christmas

2012
"Coteau Guidry"[56]
The Lost Bayou Ramblers
Mammoth Waltz

Referências

  1. Ir para cima↑ «Palmarès - César D'Honneur». Académie des César (em francês). Academie-cinema.org. 2014. Consultado em 6 de março de 2014.
  2. Ir para cima↑ «Scarlett Johansson profile at» (em inglês). FilmReference.com. Consultado em 2 de janeiro de 2014.
  3. Ir para cima↑ Fleming, Mike (2 de outubro de 2012). «Five Actresses Testing For 'Captain America 2′ Role; Black Widow Might Drop By As Well» (em inglês). Deadline.com.
  4. Ir para cima↑ Leme, Vinicius (21 de março de 2014). «Scarlett Johansson comenta sobre o filme Os Vingadores 2 – A Era de Ultron». CinemaComRapadura.com.
  5. Ir para cima↑ «Scarlett Johansson Inducted to the Hollywood Walk of Fame» (em inglês). Hollywood Walk of Fame Online. 2 de maio de 2012. Consultado em 2 de janeiro de 2014.
  6. Ir para cima↑ (em inglês). Businessinsider.com http://www.businessinsider.com/scarlett-johansson-esquires-sexiest-woman-alive-2013-2013-10. Falta o |titulo= (Ajuda)
  7. Ir para cima↑ Jacob, AJ (31 de outubro de 2006). «Scarlett Johansson Is the Sexist Woman Alive» (em inglês). Esquire Magazine. Consultado em 2 de janeiro de 2014.
  8. Ir para cima↑ «News, "Scarlett Johansson named sexiest woman alive"». CBS/AP (em inglês). Cbsnews.com. 7 de outubro de 2013.
  9. Ir para cima↑ «Playboy Names Scarlett Johansson» (em inglês). PopCrunch Celebrity Gossip Blog. 19 de fevereiro de 2007. Consultado em 2 de janeiro de 2014.
  10. Ir para cima↑ «Box Office Mojo - People Index». www.boxofficemojo.com. Consultado em 2016-11-18.
  11. Ir para cima↑ «Scarlett Johansson Biography.com» (em inglês). Biography.com. Consultado em agosto de 2013.
  12. Ir para cima↑ JTA. «Scarlett Johansson é judia» (em inglês). Jta.org. Consultado em 23 de março de 2008.
  13. Ir para cima↑ Cinema Cafri «Cinema Cafri» Verifique |url= (Ajuda). Consultado em julho de 2013.
  14. Ir para cima↑ «Scarlett Johansson considerada (outra vez) a mulher mais sexy do Mundo». Revista Visão. Revista Visão. 9 de outubro de 2013. Consultado em 10 de outubro de 2013.
  15. Ir para cima↑ «Scarlett Johansson e Ryan Reynolds se casam no Canadá, diz revista». G1. 28 de setembro de 2008.
  16. Ir para cima↑ «Scarlett Johansson e Ryan Reynolds se separam». Uol.
  17. Ir para cima↑ «Após 6 meses de noivado, Scarlett Johansson está grávida». Veja.
  18. Ir para cima↑ «Nasce primeira filha de Scarlett Johansson: Rose Dorothy». Veja.
  19. Ir para cima↑ Universo Online. Epipoca.uol.com.br http://epipoca.uol.com.br/gente_detalhes.php?idg=492. Falta o |titulo= (Ajuda)
  20. Ir para cima↑ "Ghost World"
  21. Ir para cima↑ "Ghost World (2001)"
  22. Ir para cima↑ "Ghost World"
  23. Ir para cima↑ "Ghost World"
  24. Ir para cima↑ "Scarlett Johansson in 'Eight Legged Freaks'"
  25. Ir para cima↑ "Toronto film fest puts on the ritz with promising movie lineup"
  26. Ir para cima↑ "Lost in Translation"
  27. Ir para cima↑ "Lost in Translation (2003)"
  28. Ir para cima↑ "Lost in Translation"
  29. Ir para cima↑ "An American in Japan, Making a Connection"
  30. Ir para cima↑ "Actress in a Leading Role 2003"
  31. Ir para:a b "HFPA - Scarlett Johansson 4 Nominations"
  32. Ir para cima↑ "Globes high on 'Cold Mountain'"
  33. Ir para cima↑ "The 9th Critics' Choice Awards Winners and Nominations"
  34. Ir para:a b "Scarlett Johansson profile"
  35. Ir para cima↑ "Girl with a Pearl Earring"
  36. Ir para:a b "HFPA - Scarlett Johansson 4 Nominations"
  37. Ir para cima↑ "Actress in a Leading Role 2003"
  38. Ir para cima↑ "Crowe Leads Race for London Critics' Awards"
  39. Ir para cima↑ "Academy Invites 127 to Membership"
  40. Ir para cima↑ "A Good Woman"
  41. Ir para cima↑ "The Perfect Score (2004)"
  42. Ir para cima↑ "In Good Company (2004)"
  43. Ir para cima↑ "HFPA - Scarlett Johansson 4 Nominations"
  44. Ir para cima↑ "Island Deserted, Chocolate Factory, Wedding Take Cake"
  45. Ir para cima↑ "The Island (2005)"
  46. Ir para cima↑ "The Island (2005)"
  47. Ir para cima↑ "The Island"
  48. Ir para cima↑ "Match Point (2005)"
  49. Ir para cima↑ «"The Nanny Diaries"». Variety. Consultado em 06 de agosto de 2016.
  50. Ir para cima↑ «Cineclick». Universo Online. Cineclick.uol.com.br.
  51. Ir para cima↑ "Scarlett Johansson Is The Other Boleyn Girl"
  52. Ir para cima↑ "The Other Boleyn Girl"
  53. Ir para cima↑ "The Other Boleyn Girl (2008)"
  54. Ir para cima↑ «O Fuxico». Universo Online. Ofuxico.uol.com.br.
  55. Ir para cima↑ «Filmagens de Os Vingadores começam nesta segunda-feira». UOL. 25 de abril de 2011.
  56. Ir para cima↑ «Mammoth Waltz». LostBayouRamblers.

Ligações externas

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Prémios de Scarlett Johansson

small>FRA

 

Wikipédia

Sarah McLachlan, cantora e compositora canadense

 

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Sarah McLachlan

Sarah McLachlan
Afterglow Tour

Informação geral

Nome completo
Sarah Ann McLachlan

Nascimento
28 de janeiro de 1968 (48 anos)

Local de nascimento
Halifax, Nova Scotia, Canada

País
Canadá

Gênero(s)
Pop, soft rock

Instrumento(s)
Vocais, piano, violão, guitarra,dobro, harpa

Período em atividade
1988–atualmente

Gravadora(s)
Arista, Nettwerk

Afiliação(ões)
Lilith Fair

Página oficial
sarahmclachlan.com

Sarah McLachlan OC[1][2] (Halifax, 28 de Janeiro de 1968) é uma cantora e compositora canadense.

Índice

[esconder

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ainda criança aprendeu a tocar piano clássico e teve aulas de violão e canto, mas seu primeiro instrumento foi um ukulele. Entrou na escola de arte na mesma época que começou a fazer parte do grupo "October Game". A gravadora Nettwerk Records percebeu o talento de Sarah e convidou-a para assinar um contrato. No início, ela preferiu continuar os estudos, mas em 1987, aceitou e mudou-se para Vancouver. O álbum de estreia, “Touch”, saiu em 1988 e teve distribuição da Arista Records.

“Touch” tornou-se sucesso no Canadá e foi lançado mundialmente em 1989. Dois anos depois, Sarah colocou nas lojas “Solace”, que mostrou o amadurecimento profissional da cantora e compositora. Foram 14 meses de promoção do disco, interrompidos pela participação de Sarah em um documentário sobre prostituição infantil e pobreza no Camboja e na Tailândia.

A experiência nos dois países serviu de inspiração para escrever o próximo disco, “Fumbling Towards Ecstasy”. Alguns singles foram para as paradas alternativas norte-americanas, como “Possession” e “Good Enough”, mas o grande estouro estava por vir com o disco “Surfacing”, que chegou ao segundo lugar da parada pop em 1997.

Embalado pelas músicas “Angel”, “Adia” e “Building a Mistery”, o disco chegou a vender mais de 10 milhões de cópias e fez com que Sarah recebesse dois prêmios Grammy em 1998, por melhor performance feminina de pop/rock com a canção Building a Mistery e melhor canção instrumental com Last Dance. Em 1997, Sarah criou e comandou o festival itinerante Lilith Fair, que reuniu apenas cantoras, como Sheryl Crow, Jewel, Meredith Brooks, Shawn Colvin, Indigo Girls, Paula Cole e Lauryn Hill. Em três anos de shows, o público reunido foi de 2 milhões de pessoas.

Ocupada com o sucesso, Sarah conseguiu lançar apenas um disco ao vivo dois anos depois, “Mirrorball”. A música “I Will Remember You”, que entrou na trilha sonora do filme “Os Irmãos McMullen”, fez Sarah levar o Grammy 1999 de melhor performance feminina de Pop/Rock. No ano seguinte, ela interpretou a canção “When She Loved Me” no Oscar, onde concorria pelo filme “Toy Story 2”.

Sarah chegou a colocar nas lojas um disco de remix, mas afastou-se dos holofotes para se casar, com o seu baterista Ashwin Sood em 1997 na Jamaica, e ter a filha, India Ann Sushil Sood, em 6 de abril de 2002. Foram seis anos longe do estúdio, até que surgiu “Afterglow”, que significa “brilho ou luz que permanece depois do pôr do sol”. Em setembro de 2003, a cantora comemorou três anos de Sarah McLachlan Music Outreach Program, instituição que promove educação musical gratuita a crianças. A comemoração continuou em 2004, com cinco indicações ao Juno Award, o Grammy canadense.

Em outubro de 2006, Sarah lançou um disco de canções natalícias, Wintersong, onde figuram regravações de John Lennon (Happy Christmas (War is over)) e Joni Mitchell(River), bem como composições próprias (Wintersong). Esse disco foi indicado ao Grammy 2007 na categoria de Melhor Álbum Vocal de Pop Tradicional. Neste mesmo ano, Sarah ainda gravou a canção Ordinary Miracle para a trilha sonora do filme A Menina e o Porquinho (Charlotte's Web).

Em 22 de junho de 2007, nasce a segunda filha de Sarah e Ashwin, que recebeu o nome de Taja Summer, que significa coroa no idioma Hindi. Já com mais de 40 milhões de discos vendidos,[3][2] Sarah mantém uma instituição voltada ao ensino de música a crianças que, de outra forma, não possuiriam acesso à educação musical, denominada Sarah McLachlan Music Outreach Project.

Em 15 de junho de 2010, é lançado o álbum Laws of Illusion, o primeiro de canções inéditas em sete anos. O ano de 2010 também marca a volta do festival Lilith Fair, sucesso da década de 90 nos anos de 1997, 1998 e 1999 e que está percorrendo cidades do Canadá e Estados Unidos com a participação de diversas cantoras de sucesso.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio
Coletâneas
Remix
Ao vivo

Trilhas sonoras em filmes[editar | editar código-fonte]

Trilhas sonoras em novelas[editar | editar código-fonte]

  • Adia - Torre De Babel - 1998
  • Angel - Escrito nas Estrelas - 2010 (interpretada por Katherine Jenkins)

DVD[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ir para cima↑ «Honours - Order of Canada» (em inglês). gg.ca. Consultado em 29 de Novembro de 2010.
  2. Ir para:a b «Mom makes music» (em inglês). canada.com. 30 de Setembro de 2008. Consultado em 28 de Novembro de 2010.
  3. Ir para cima↑ «Sarah McLachlan At Her Best» (em inglês). cbsnews.com. 9 de Outubro de 2008. Consultado em 29 de Novembro de 2010.

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                  Meu avô costumava reiteradamente preconizar durante seus ponderados aconselhamentos: “o direito de uma pessoa termina onde começa o de outra”. A compreensão e a decorrente adoção de tal princípio basilar em uma determinada sociedade implicam na legitimação, por via reflexa, do respeito à propriedade privada e à integridade física de outrem, dentre outras consequências advindas deste professado acatamento de limites da atuação de um indivíduo, em função da não invasão de outras esferas individuais em seu entorno.

                  Tal pressuposto, portanto, concorre sobremaneira para que pessoas absolutamente desconhecidas possam conviver em relativa harmonia, e a civilização moderna, onde tal conjuntura é cada vez mais comum e necessária nos grandes aglomerações urbanas, pois, agradece. O imbróglio tem início, todavia, quando atitudes aparentemente nocivas tão somente a seus perpetradores acabam por lesar terceiros – ainda que, no curto prazo, ostentem o caráter (apenas aparente) de não iniciar uma agressão.

                  E para melhor visualizar tal celeuma, melhor lançar mão de um exemplo drástico. Se meu vizinho resolver suicidar-se, esta ação, a priori, não afeta minha vida. Mas se ele resolver empreender tal ação ateando fogo em sua casa, a coisa muda de figura. No mesmo sentido, é comum observar pessoas patrocinando a possibilidade de levar a cabo determinados atos sob o argumento de que, em tese, estes prejudicam, se for o caso, tão somente àqueles que os executam, mas esbarrando (da mesma forma que o vizinho desgostoso com a vida e metido a incinerador) no fato de que o corolário de diversas condutas, ainda de que forma transversa e não imediata, acaba sendo o de provocar efeitos indesejados a indivíduos não relacionados à consecução de tais condutas.

                  Em outras palavras, eu não gostaria de precisar usar meu extintor de incêndio apenas porque o moço que mora ao lado resolveu encurtar sua existência de maneira pouco convencional. Neste caso, é ele quem não está respeitando o princípio de não iniciação de agressão, pois a resultante de sua ação alastra-se até a minha residência.

                  Mas e se ele resolvesse seu “problema” saltando pela janela? Convenhamos que não seria uma cena das mais belas visualizar um cadáver estatelado na calçada, e ainda haveria o risco de ele aterrissar sobre um transeunte, mas, à primeira vista, os prejuízos ficariam restritos somente ao próprio suicida. Mas para não haver dúvidas de que os moradores de nosso bairro não seriam, de forma alguma, afetados negativamente pela decisão do rapaz, o ideal seria (se não houver como demovê-lo da iniciativa, ou mesmo como saber que ele pretende morrer) que ele fizesse uso de algum método menos espalhafatoso.

                  Observa-se, pois, que entre um comportamento que claramente agride a terceiros (fogo) e outro que, claramente, não nos diz respeito e sobre o qual não devemos possuir qualquer ingerência (um coquetel mortal de remédios, por exemplo), resta sempre uma zona cinzenta, na qual generalizações abstratas não se prestam a inferir se houve ou não desrespeito ao princípio da não iniciação de agressão (salto pela janela). Neste cenário, somente uma análise pormenorizada de cada caso concreto será capaz de comprovar se houve ou não prejuízos a outras pessoas porventura envolvidas não intencionalmente no campo de incidência dos agravos de determinado procedimento. E, claro, sempre haverá controvérsias, e diferentes grupos de indivíduos podem vir a chegar a conclusões diversas.

                  As campanhas em prol da legalização do consumo e do comércio de entorpecentes não costumam resistir, tampouco, a uma análise similar. Traz-se à baila, comumente, a premissa de que um usuário de uma dada substância alucinógena seria soberano de suas ações, visto que seria ele livre para cheirar, fumar ou injetar seja lá o que for em seu próprio corpo e arcar com as consequências advindas. Aqui, tal qual na passagem referente ao vizinho infeliz (e aquele estudo de caso não foi selecionado aleatoriamente), há duas zonas de certeza e uma intermediária, a qual abre margem para discussão e opiniões divergentes.

                  Existem drogas cujo consumo, na esmagadora maioria das vezes, não acarreta prejuízos a terceiros (como o álcool), e nestes casos, mais racional é liberá-las ao público, restringindo seu uso apenas em situações específicas (como durante a condução de veículos), e punindo aqueles que cometam crimes sob a influência da substância – como os valentões embriagados que saem quebrando tudo, e que, felizmente, são minoria entre os que apreciam bebidas que passarinhos não bebem. Ou seja, como um percentual muito alto daqueles que prestam homenagens a Baco o fazem de forma ordeira, não se justificaria proibir a prática (sob o risco de dar origem a um mercado negro paralelo desnecessário, como ocorreu nos USA na década de 1920), mas sim coibir e promover a conscientização sobre os riscos dos excessos.

                  Existem, por outro lado, drogas cujo consumo conduzirá, invariavelmente, a geração de prejuízos para toda a coletividade na qual está inserido o usuário. Ou alguém saberia informar qual o “nível seguro” de crack que uma pessoa pode consumir sem transfigurar-se em um verdadeiro zumbi que passará a matar apenas para roubar um tênis e comprar a próxima pedra? Ou então, quem sabe, indicar-me pessoas que “consomem moderadamente” heroína, sem acabarem na sarjeta ou em uma instituição de reabilitação (contra a própria vontade, no mais das vezes, e sem nenhuma garantia de recuperação).

                  Não tem jeito: as estatísticas deixam claro que não há como “consumir apenas socialmente” cocaína e seus congêneres, como ocorre com o álcool. Viciar em algum desses entorpecentes, indefectivelmente, significa arruinar ou prejudicar a vida de inúmeras pessoas à volta do dependente, e, portanto, justifica-se proibir sua fabricação, comércio e uso. Ressalto que controlar a oferta (proibir a produção e comercialização), sem controlar a procura (proibir o consumo), não surte nenhum efeito positivo, pois a demanda sempre manterá o processo ativo – exatamente como ocorre hoje.

                  Tendo lidado com os extremos, chega a parte mais difícil: definir quais substâncias alucinógenas estão entre um estágio e outro, e como proceder em relação a cada uma. Drogas sintéticas consumidas em festas, como o ecstasy, costumam vitimar muitos jovens, mas seu consumo inicia uma agressão a terceiros? E o que dizer da cannabis, motivo de tanta discórdia, e que foi recentemente legalizada em mais cinco estados americanos? Seria ela capaz de provocar distúrbios de ordem coletiva a partir de seu uso indiscriminado? Enquanto não há subsídios sólidos o bastante para orientar nosso discernimento, nestes casos, o que fazer?

                  Há uma máxima muito conhecida e aplicada no Direito Penal que afirma que In dubio pro reo, ou seja, se não há como afirmar sem sombra de dúvidas que o condenado é culpado, ele deve ser absolvido. Tal princípio encontra ressonância ainda em outras áreas jurídicas, como o Direito do Trabalho – in dubio pro operario. Sua fundamentação consiste em considerar que, em não se tendo certeza do ocorrido, busque-se causar o menor dano possível em caso de erro interpretativo do órgão julgador.

                  E acredito que esta lógica deve ser adotada quando da classificação das drogas em legais ou ilegais, da seguinte forma: se há certeza absoluta de que os prejuízos gerados pelo consumo não passarão da pessoa do usuário, ela deve ser liberada (com os condicionantes particulares de cada caso); se não há como ter essa certeza, ele deve ser proibido, até que, eventualmente, surjam novas evidências que alterem este status quo. E a desastrosa experiência holandesa com a maconha reforça o entendimento de que, até segunda ordem, mantenham-se tais entorpecentes – ainda que sejam menos agressivos que seus similares de maior potencial psicodélico, e causem menos dependência – vetados pela legislação pátria. Realizar experiências desta natureza, não amparadas em incontestáveis conclusões científicas, em função de demandas de grupos barulhentos e pouco ocupados, pode redundar em um quadro social grave e de complexa reversão.

                  É de se esperar que, no intercurso deste exercício de elucubração, seja suscitado ainda o argumento de que a legalização irrestrita das drogas teria o condão de, com uma tacada só, acabar com o poder econômico dos traficantes, diminuir a violência, gerar empregos lícitos e arrecadação de impostos. Pois ninguém imagine que, uma vez privados de seu lucrativo mercado, os traficantes tornar-se-ão vendedores de cachorro-quente: eles irão é explorar outras atividades criminosas, feito assalto, extorsão e sequestro.

                  E se impulsionar a economia nacional a qualquer custo entrou na pauta do dia, talvez seja o caso de legalizar também o tráfego de órgãos humanos, ou quem sabe permitir a volta da escravidão e da servidão por dívida; afinal, como dizem alguns desavisados no afã de defender as drogas, “mesmo sendo proibido, as pessoas continuam fazendo, não adianta controlar, é como enxugar gelo”. Necessário é, sim, estabelecer penas duras para os crimes relacionados aos entorpecentes, tal como a Indonésia trata do assunto. Daí veremos se “as pessoas continuam fazendo”.

                  A mesma dialética, quando aplicada às campanhas pela legalização do aborto, conduz a inferências semelhantes. Por um lado, pessoas que não consideram correto assassinar bebês jamais irão apoiar o extermínio de crianças em adiantado estágio de formação no ventre materno – claro que a Planned Parenthood, Hillary Clinton, Margaret Sanger e demais eugenistas não contribuem para engrossar essas estatísticas; muito pelo contrário. Por outro lado, utilizar métodos contraceptivos (até mesma a famigerada pílula do dia seguinte) dificilmente será atitude reprovada por um número considerável de pessoas – ao menos sob a guarida de argumentos convincentes, já que os únicos opositores de tal prática restringem-se, quase sempre, a religiosos fervorosos – e não há como exigir que não adeptos de tais crenças observem suas normas.

                  Mas tudo complica quando abordamos a zona cinzenta, a qual, no caso em tela, consiste em afirmar em que ponto da gestação abortar implicaria em cometer homicídio. Ora, se, conforme a linha de raciocínio supracitada, a incerteza deve desfavorecer a ação pretensamente invasiva da liberdade alheia, enquanto persistir a “controvérsia” sobre o início da vida (muito embora, conforme a literatura médica, reste inconteste que, com poucas semanas, já há sinais vitais emitidos pelo diminuto ser humano), o aborto, fora das hipóteses previstas no artigo 128 do Código Penal, deve ser terminantemente proibido.

                  Alegar tão somente que o “feto” não sentiria dor em caso de morte nos primeiros estágios de vida faz tanto sentido quanto definir que, caso eu aplique uma dose cavalar de morfina em um desafeto qualquer e dispare contra sua cabeça, sou inocente – afinal, ele não sentiu dor. Trespassar a linha do direito à vida de terceiros, pois, é um crime deveras sério para ser relevado em razão de uma suposta dubiedade técnica. Até que tal imprecisão seja dirimida, não é razoável arriscar vidas humanas.

                  aborto-liberais

                  E em relação ao direito fundamental de ir e vir, o qual seria, teoricamente, desrespeitado pelas fronteiras estabelecidas pelos países? Fixar parâmetros em lei a serem aferidos pelas autoridades de imigração, para, somente então, permitir o ingresso e a permanência de estrangeiros em uma determinada nação, configuraria desrespeito à liberdade individual? Quando um forasteiro atravessa a linha limítrofe do país, estaria gerando prejuízos a seus cidadãos? Uma vez mais, há duas situações radicais que não costumam suscitar debates, e a costumeira zona cinzenta.

                  Não mantemos as portas de nossas casas fechadas sem motivo: não é qualquer um que pode ter acesso ao lugar onde guardamos parte significativa de nosso patrimônio e onde visamos salvaguardar a vida de pessoas com quem nos importamos. Precisamos selecionar quem poderá adentrar em nosso domicílio ou não – a carta magna, não à toa, o faz inviolável. E é claro que não abrirei a porta se levantar suspeitas sobre quem estiver tocando a campainha. Assim justifica-se, por si só, a triagem de potenciais imigrantes.

                  Em se tratando de pessoas com ficha criminal pretérita ou qualquer outra mancha significativa em seu “currículo”, faz sentido manter a porta trancada para estes indivíduos, em nome da segurança nacional e da manutenção da ordem social – quem duvida ou sente melindres diante do conceito, confira melhor o que está acontecendo em Roraima diante da debandada de venezuelanos descontentes com o “socialismo do século XXI” – ou simplesmente dê o exemplo então, e abra as portas de sua moradia para todos aqueles que quiserem entrar, quem sabe. Aqueles que lidam com os efeitos nocivos da imigração ilegal e os que meditam do conforto de seus lares distantes de demarcações fronteiriças, costumam, não por acaso, expressar opiniões bastante distintas em relação ao tema. É moleza defender que os homens não deveriam ser “documentados” usando o wifi da lanchonete do campus da USP.

                  A contrario sensu, é bastante coerente que determinadas nações, em comum acordo, abram suas fronteiras a cidadãos de outros países, conforme a necessidade e a conveniência de ambas as partes. Se a população canadense está em franco processo de envelhecimento, é natural que seja facilitada a entrada de jovens naquele país; O Brasil valeu-se muito, em tempos recentes, da imigração europeia e oriental, cujos representantes agregaram muito conhecimento e contribuíram de forma relevante com o desenvolvimento de certas regiões de nosso país; Hong-Kong valeu-se de milhões de refugiados chineses na construção de uma das nações mais prósperas do mundo; se um determinado tipo de mão-de-obra está em falta, torna-se coerente descomplicar a vinda de tais profissionais.

                  Mas faz-se necessária bastante parcimônia neste processo, especialmente em países cujo povo logrou elevar seus índices de desenvolvimento humano. Exigir que os Estados Unidos, por exemplo, franqueassem a entrada indiscriminada de estrangeiros (como pretendia fazer Hillary Clinton) equivaleria a demandar que os cidadãos do Morumbi e do Leblon derrubassem os muros de suas casas. Certos estão Barack Obama e Bill Clinton, o presidente que mais deportou imigrantes ilegais no último século e o que construiu uma cerca na fronteira com o México de mais de mil quilômetros de extensão, respectivamente – muito embora seus discursos sejam politicamente corretos; só os discursos.  Quem quer imigrar para a América, pode evitar figurar na zona cinzenta de desconfiança simplesmente submetendo-se ao processo seletivo daquele país. Sendo aprovado, por certo será bem-vindo.

                  Isto é, se, a pretexto de garantir a liberdade de alguns, implementam-se medidas que promovem o cerceamento de liberdade de terceiros – tal qual vem ocorrendo na Alemanha –, termina-se por ferir de morte o direito de ir e vir (em paz) dos próprios cidadãos que tornaram uma determinada nação evoluída a ponto de atrair a atenção e o interesse de pessoas mundo afora.

                  Se assim for, que motivação teremos para tornar o Brasil uma economia pujante, se seremos obrigados pela patrulha dos “defensores da liberdade”, na sequência, a permitir que todo e qualquer pretenso imigrante por aqui se instale? E isso nada tem a ver com o Nacionalismo exacerbado, no sentido de considerar determinados povos inferiores por natureza. Tem a ver, sim, com preservar o bem-estar daqueles que muito sacrificaram para florescer suas nações, por meio de uma análise criteriosa daqueles candidatos a fazerem parte deste povo.

                  E antes que alguém venha a ponderar que não seria tarefa estatal reprimir o comércio de drogas, a realização de abortos e a entrada de imigrantes ilegais, enfatizo que até mesmo Ludvig Von Mises advogava que a tarefa primordial do Estado seria, justamente, a preservação da ordem, evitar o caos, a “produção de segurança”. Se sequer esta atividade puder ser delegada ao Estado, estamos falando, provavelmente, do Anarcocapitalismo, cujo maior expoente, Murray Rothbard, chegou a tecer elogios ao facínora Che Guevara e a considerar que seria legalmente justificável um pai deixar seu filho morrer de fome. Se a algum leitor apetece tal ideologia, faça bom proveito, mas o extremismo do princípio da não iniciação de agressão pode conduzir a bizarrices como essas.

                  Certa feita, adentrei um sports bar americano para assistir a um jogo do Dallas Cowboys. Como tardei a chegar, somente foi possível assistir ao jogo em pé, e até mesmo esta revelou-se tarefa complicada, pois o campo de observação das pessoas sentadas ficava prejudicado em várias posições em que tentei colocar-me. Percebi, na ocasião, uma preocupação constante dos presentes em saber se não estavam bloqueando a visão dos demais torcedores.

                  E é por aí mesmo: se eu tenho a liberdade de procurar um bom lugar para ver a partida, possuo, por outro lado, o dever de não prejudicar este mesmo direito daqueles que chegaram antes. Não estava tentando ver o jogo com um manto de invisibilidade sobre os ombros. Carne de feio não é transparente. Mas muita gente quer ver sua “liberdade” extrapolada até ficar a dois palmos da TV, sem nem cogitar ser “oprimido” pelos demais espectadores, e tal comportamento manifesta-se em diversas outras facetas, como constatado.

                  “Princípio da não iniciação de agressão” no dos outros é refresco, e, muitas vezes, essa sanha individualista mostra-se tão quimérica quanto seu primo distante, o socialismo utópico. Se seus correligionários lograssem praticar quaisquer dos atos acima elencados sem prejudicar a mais ninguém, sua teoria seria de grande valia na defesa da validade destas atitudes. Mas em um mundo onde vivemos em sociedade, é improvável que os estilhaços destas práticas daninhas não atinjam outras pessoas totalmente desvinculadas da conduta, ainda que haja uma ilusão de que somente o sujeito da ação será lesado – invoquemos Bastiat para tentar enxergar, também, os prejuízos que não se veem prontamente.

                  Com o que concluo: liberdade sim, mas com respeito ao próximo – alguém já pregava este dogma há mais de dois mil anos, aliás…

                   

                  Por um Brasil sem Populismo!