Ex-dirigente de fundo do Banco do Brasil é acusado de receber propina de construtora

por MARIANA CARNEIRO

Ex-presidente da Previ durante todo o mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-10), Sérgio Rosa, 57, é, até agora, o único dos 40 investigados listados pela Polícia Federal suspeito de ter recebido propina.
No relatório em que apresenta as acusações que fundamentam a Operação Greenfield, a Polícia Federal e o Ministério Público o envolvem no chamado "Caso Invepar".
A acusação é que a Previ, assim como Petros e Funcef, beneficiaram a OAS ao investir na Invepar, que detém concessões de serviços públicos como metrô do Rio e o aeroporto de Guarulhos.
O documento afirma que a estimativa de retorno financeiro que justificaria o investimento na Invepar foi inflada.
A suspeita das autoridades é que a decisão de investir na Invepar tenha sido motivada por pressões políticas e por corrupção dos dirigentes dos fundos.
Sérgio Rosa, segundo investigam as autoridades, teria recebido R$ 600 mil da OAS entre 2012 e 2014, após sua passagem pela Previ, por consultorias prestadas por sua empresa, a RS Consultoria. A desconfiança é que a prestação de serviço seria apenas de fachada para despistar o pagamento de propina.
A Previ é sócia da Invepar desde 2000. Em 2009, já durante a gestão de Sérgio Rosa, a participação do fundo na empresa, que superava 80%, foi reduzida com a chegada dos novos acionistas Funcef e Petros.
Cada um dos fundos ficou com um quarto da companhia, a quarta fatia estava nas mãos da OAS até a construtora, já em crise, colocar à venda sua participação para a canadense Brookfield.

Rosa, assim outro investigado pela PF, o ex-presidente da Petros Wagner Pinheiro, tem origem no sindicato dos bancários de São Paulo. Deste grupo emergiram figuras importantes do PT e que participaram ativamente do primeiro mandato de Lula, como Luiz Gushiken, ex-ministro das Comunicações, morto em 2013, e Ricardo Berzoini, ainda hoje uma conexão importante entre o movimento sindical e o partido.
A Previ é sócia de grandes empresas no Brasil, como BR Foods, a Vale e a Oi. Nas três, a atuação da Previ sob a batuta de Rosa foi decisiva.
Por pressão do fundo de pensão, em 2008, o Opportunity de Daniel Dantas foi afastado do controle da Brasil Telecom, empresa que acabou unida à Oi (na qual os fundos também eram sócios) na formação do que se pretendia ser a super tele brasileira.
Na Vale, a sintonia da Previ com o Bradesco levou a empresa a se tornar uma das maiores mineradoras do mundo, tanto que o próprio Rosa chegou a ser cotado para presidi-la.
Em 2009, num movimento audacioso, a Perdigão, controlada pelos fundos, arrematou a concorrente endividada -e líder de mercado- Sadia e criou a BR Foods. E sob a benção da Previ, Abílio Diniz alcançou o comando da empresa. Ainda hoje, Rosa preside do comitê de auditoria da empresa.
Quem participou de negociações com Rosa diz que uma de suas principais características, nunca esquecida por interlocutores, era sua fidelidade ao PT e aos projetos do governo para a economia.
Em 2014, quando a "Veja" revelou os pagamentos da OAS a Sérgio Rosa, ele admitiu à revista que recebeu os valores da construtora. Mas rejeitou a relação dos valores à sua passagem pela Previ.
À reportagem, ele atribuiu os pagamentos à remuneração por serviços de aconselhamento que foram efetivamente prestados. Nesta terça (6), a Folha não conseguiu contato com o executivo.
Fonte: Folha Online - 07/09/2016 e Endividado

Saques superam depósitos em R$ 4,47 bilhões na poupança em agosto

A caderneta de poupança teve saída líquida de R$ 4,466 bilhões em agosto, representando o segundo pior resultado para o mês na série histórica iniciada em 1995, informou o Banco Central nesta terça-feira (6).
O dado só não foi mais fraco que o resgate líquido de R$ 7,502 bilhões em agosto do ano passado.
Enquanto no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo os saques superaram os depósitos em R$ 3,516 bilhões, na poupança rural o resgate líquido alcançou R$ 950 milhões no último mês.
No acumulado de janeiro a agosto, a perda líquida da poupança soma R$ 48,187 bilhões, sendo de R$ 39,140 bilhões no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo e R$ 9,047 bilhões na poupança rural.
Com isso, o desempenho nos oito primeiros meses do ano já se aproxima do resultado de todo o ano de 2015, quando houve saída líquida recorde de R$ 53,568 bilhões.
Fonte: Reuters - 06/09/2016 e Endividado

 

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PRIMEIRA QUINZENA ELEITORAL PARA PREFEITO DO RIO! PARTE 3: CRIVELLA, OSÓRIO E MOLON! E QUESTÕES GERAIS!

1. MOLON.
Molon ainda não conseguiu fazer convergir sua capacidade com carisma. Abriu com os mesmos 2% que ainda tem. Sua aparição com Marina no RJTV-2 foi pífia. Seus comerciais reproduzem outro de Gabeira em 2008, só que agora com Eduardo Cunha. Mas a linha deles nada tem a ver com seus programas. E para piorar tudo, foi um senador da Rede (Randolfe) que, numa questão de ordem, provocou o fatiamento do impeachment e a manutenção dos direitos políticos de Dilma. Se senador Renan articulou com o fatiamento, foi Randolfe o operador do acordo.
2. OSÓRIO.
Osório, durante alguns dias, apareceu na TV falando em diagonal, usando uma forma que desapareceu há mais de 10 anos. Sua imagem na TV carece de definição, ficando um pouco nublada. A eloquência que o trouxe à política -primeiro como secretário da Prefeitura e depois do Estado- perdeu brilho. Durante dias, carregou na comunicação antipolítica e mais recentemente passou a olhar de frente para a câmera e bater forte com críticas à Prefeitura. Abriu com uns 4% e permanece assim.
3. CRIVELLA.
Curioso que Crivella, com os recursos audiovisuais que tem, apareça na TV com imagem insuficiente de definição e um tanto de cor "pastel". No sábado a definição melhorou. Rapidamente adotou uma linha estratégica de vencedor, atuando na linha de frente como crítico da Prefeitura. A crítica à Saúde tropeçou num número errado de desvio de 1 bilhão de Reais para a Olimpíada. Limpou esse trecho de suas entradas na TV. Acertou em jogar com a contradição da comunicação do candidato do PMDB em mostrar unidades de saúde assépticas e sem fila e a realidade do que acham 70% dos eleitores. Também acertou em mostrar que em vez de construir prédios para a saúde e a educação, a Prefeitura deveria fazer funcionar o que está aí. E deu um exemplo forte: constrói-se outros prédios escolares mas o número de matrículas em ensino fundamental despencou 60 mil. As suas entradas no RJTV-2, que tem mais audiência que o programa eleitoral, deveriam ser melhor escolhidas, seja pelo cenário, seja pelos "papagaios de pirata" que o cercam como ocorre com os favoritos em todas as eleições. Mas isso desarruma a imagem, pois não pode controlar caras e bocas dos "papagaios de pirata". Crivella antecipou as carreatas numa tática "cabralina" de candidato favorito, buscando a sustentação de seus patamares atuais. Abriu com quase 30% e assim se mantém. E se os demais não começarem a acertar nas suas comunicações, o deslizamento para baixo que teve em outras eleições não ocorrerá.
4. ALGUMAS QUESTÕES GERAIS:
A. Com a nova legislação eleitoral, as ruas estão despoluídas de propaganda política. Com menos recursos, até aqui a quantidade de panfleteiros e cabos eleitorais é mínima, comparada com outras eleições. Pode ser que os candidatos a prefeito e vereador estejam guardando recursos -escassos- para a reta final.
B. Com as ruas "vazias" de campanha eleitoral, nesta eleição, em vez de o eleitor ser alcançado, onde estiver, pela propaganda, tende a haver uma inversão. Ou seja, o eleitor, para decidir seu voto, irá atrás de seu candidato, acentuando a conversa coloquial como forma de construir a opinião eleitoral. Eleição do eleitor em direção ao candidato, mais que ao contrário.
C. Os futuros debates na TV tendem a reproduzir os dois de S.Paulo: esquecer Russomano e lutar pela segunda vaga. Ou seja, esquecer Crivella e lutar pela segunda vaga. Pode ser que a imprensa cumpra esse papel crítico em relação ao líder das pesquisas.
D. Alguns temas estão surpreendentemente fora da campanha eleitoral na TV, como a situação financeira crítica do Estado (que vai ressurgir em novembro) e os Servidores (talvez pela discussão da crise fiscal do governo federal). O tema golpe e as figuras de Lula e Dilma só servem para buscar esse voto, que corresponde a um subconjunto de 15% do eleitorado.

 

Ex-Blog do Cesar Maia

7 de Setembro: a segunda independência para uma República próspera

Brasil-Prosperidade

O 7 de Setembro é a data em que rememoramos nossa fundação como país livre, soberano e dono do seu próprio destino. Nos 67 anos que se sucederam a independência, o regime monárquico guiou o Brasil como pôde, e apesar de muitas falhas, burocracias e corrupção existente, conseguiu reger razoavelmente o Brasil com homens públicos de qualidades dignificantes. A estrutura central do sistema, com os vícios e os problemas que já conhecemos e que nos atormentam desde a colônia, prejudicaram severamente as maneiras nacionais do Brasil. E quando digo maneiras, falo no nosso modo de ser e de fazer. Isso não é um problema de regime, é um problema nas fundações do Brasil.

Sem entrar aqui no mérito de como a República no Brasil foi proclamada no final do Século XIX, o fato é que ela, após o plebiscito de 1993, é um regime legítimo, constitucionalmente estabelecido e que deve ser respeitado e aprimorado. O princípio fundamental da República é a ideia de que nenhum homem, partido ou regime podem ser maiores do que a lei, sendo todos iguais perante ela e devendo cumpri-la para que se tenha uma sociedade sadia. E é aí que, no caso do Brasil, mora o perigo. Tendo em vista esse fator como sendo primário para diferenciar as republiquetas das repúblicas, podemos dizer que hoje nossa nação amarga a posição de uma república de “r” minúsculo. Não direi “republiqueta” pois acredito que chamar o Brasil disso seria uma inverdade. O Brasil não é tão pejorativo a esse ponto. Republiquetas são lugares em que o Império das leis não funciona de maneira alguma, onde o Impeachment da Presidente da República e o cumprimento constitucional das regras de sucessão se deram de forma tranquila e dentro da lei. Desta forma por conta de males que nos afligem, como o capitalismo de compadrio, os conchavos e a falta de educação, chamarei o Brasil república de “r” minúsculo. Dito isso, o que precisamos, então, para termos uma República de “R” maiúsculo?

O que podemos fazer para a República dar certo?

Em primeiro lugar isso deve partir do próprio seio popular. É o cidadão, com a sua tomada de consciência e a sua ação, que deverá mudar o Brasil. Se a nossa vida política recente e as crises que ela causou mostram algo, é que a população não deve esperar nada dos políticos. O mau não reside somente na classe política, ele reside na própria forma de pensar do povo,  que tem o péssimo hábito de exigir que o estado resolva os seus problemas, de acreditar no populismo e de eleger salvadores da pátria. Essa postura infelizmente acaba aumentando ainda mais o poder de decisão dos políticos sobre a vida dos cidadãos. O brilhante economista Frederich Von Hayek já argumentava que os políticos não tem competência de gerir o que lhes é entregue pelo simples fato de não terem controle sobre as vidas, pensamentos e preferências das pessoas. É o que ele chamou de arrogância fatal.

A arrogância fatal existente no Brasil e é um dos principais problemas da República. Um dos primeiros passos para que a República dê certo é fazer com que as decisões do cidadão que não prejudiquem a terceiros não sejam embarreiradas pelo Estado, e isso significa fazer com que os políticos se tornem bem menos importantes do que são hoje, tendo suas funções reduzidas e custando bem menos ao pagador de impostos.  É necessário, aí, enfatizar a diferença entre “politização” e “conscientização”. A politização é estritamente prejudicial, pois faz com que as pessoas enxerguem a política em tudo. “Tudo é política”, diria o politizado! E isso é uma característica típica de regimes e de povos que tenham, respectivamente, seus fundamentos influenciados por certo autoritarismo. Já a conscientização faz com que o povo perceba o que é sadio e o que não é para o seu bem-estar, ou seja. Acredito que o Brasil precisa que os liberais e conservadores exerçam o papel de conscientizar nossa nação dos males da esquerda, do relativismo e da corrupção. E isso só se faz via educação, com ocupação de espaços.

Com a conscientização anteriormente descrita, nossos cidadãos tomariam consciência do seu papel como indivíduos, das suas responsabilidades, dos direitos e deveres, podendo assim desempenhar plenamente sua cidadania, seguindo a lei e agindo de maneira civilizada.

Outro ponto importante é a reforma legal e política. É vital para a República que se faça uma reforma da Constituição, reduzindo o seu corpo de normas, seu número de artigos e alterando algumas de suas disposições. O enfoque da reforma, ao meu ver, deveria ser a retirada de monopólio do setor público em algumas das suas áreas, como saúde e educação, abrindo espaço para à inciativa privada para que haja eficiência na gestão e na prestação de serviços, e, é claro, na redução da máquina pública e dos seus custos.

Acabar com a cláusula de irredutibilidade de vencimento dos servidores públicos, não estatutários, por exemplo, seria uma excelente medida. Hoje existem órgãos públicos no Brasil que deixam de fazer investimentos nas suas áreas concernentes para pagar servidores, tendo a totalidade da sua folha de pagamento comprometida e prejudicando os seus afazeres principais (como no caso da USP, por exemplo). É intolerável, em uma República, que os políticos e servidores do estado ganhem super-salários. Tudo isso é bancado com o dinheiro dos mais pobres que sãos os mais prejudicados com essa gastança desenfreada.

Ainda no processo de redução da máquina pública, faz-se fundamental reduzir o número de deputados e senadores. O falecido deputado Clodovil Hernandes propôs um projeto de lei complementar que reduziria o número de deputados federais de 513 para 250, o que acarretaria redução de custos e racionalização da representatividade. A redução, ao meu ver, também deveria ser feita no Senado. Acabar com a figura do 3º Senador, oriunda do entulho autoritário do regime militar, e estabelecer, assim como é nos Estados Unidos, 2 senadores por estado.

Em matéria eleitoral, a reforma deveria ser feita com a adoção do voto distrital misto, fim do voto obrigatório, fim do fundo partidário e instituição de um Colégio Eleitoral aos moldes americanos, filtrando os votos de acordo com a maioria nos Estados da Federação. Isso evitaria que pessoas como um Lula chegassem ao poder e impediria a prática do “democratismo”, termo empregado por Russel Kirk para descrever uma espécie de ditadura da maioria.

O Brasil precisa de um novo modelo de gestão pública, que priorize o pacto federativo e a autonomia dos Estados e municípios. A centralização estatal em Brasília é prejudicial ao País e, por esse motivo, temos que tirar o poder de decisão dos burocratas e passá-lo ao cidadão. Precisamos de menos Brasília e mais Brasil.

A reforma do Estado seria complementada com uma reforma tributária onde impostos seriam extintos ou reduzidos, seguida da desregulamentação do setor privado e pela privatização de todas as empresas estatais, começando pelo setor de energia, águas e esgoto. Com a passagem destes serviços estatais para a iniciativa privada, o Brasil lucraria muito mais, a arrecadação aumentaria, mais empregos seriam gerados e a corrupção seria reduzida de maneira drástica. O Brasil precisa dar um basta na cultura do carreirismo e criar uma cultura de empreendedorismo. Todas essas medidas, se aplicadas, tornariam a nossa administração pública mais enxuta, republicana e correta, onde apenas homens com espírito público teriam espaço.

Outro ponto importantíssimo a ser revisto, são as nossas leis penais. É inadmissível que o Brasil continue a ser conhecido como o País da impunidade, onde a vítima sempre acaba sendo o autor do crime e não aquele que sofreu a ação. O país clama pela redução da maioridade penal, por uma mudança na administração prisional e pelo endurecimento das penas. O Brasil clama que bandidos sejam tratados como bandidos; sejam eles pobres ou ricos. O Brasil está cansado de relativismo moral, de doutrinação nas escolas que incita crianças a serem “progressistas”. O Brasil está cansado e pede uma mudança.

Obviamente, o problema da cultura também passa pela forma de como tratamos os detalhes e as coisas consideradas triviais. Nunca conseguiremos construir um País decente e uma verdadeira “Res Publica” sem respeito pela coisa pública. Queremos morar em um País cujas cidades tenham calçadas bem construídas, meios-fios pintados, um paisagismo racional, ruas bem asfaltadas e iluminadas, praças e passeios públicos bonitos e bem cuidados. É nesses detalhes que reparamos toda a diferença entre a barbárie e a civilização.

Sendo assim, são esses pontos que eu acredito que, se seguidos, fariam de nós uma República de “R” maiúsculo. Uma República cujo povo tenha poder de decisão e consciência pública; uma República em que as leis sejam cumpridas e que a pessoa humana tenha a sua dignidade, sua liberdade, sua vida e sua propriedade respeitadas. E essa mudança pode começar hoje, em você, na sua família, no seu voto nas eleições de outubro.

Essa seria a nossa segunda independência, a independência dos nossos maus-hábitos, dos nossos vícios nacionais e da nossa herança estatista. Assim conquistaremos a República que dará certo! Feliz Sete de Setembro!

 

Sobre o autor

Rafael Hollanda

Rafael Hollanda

 

Instituto Liberal

JUSTIÇA ELEITORAL VETA CAMPANHA PARTIDÁRIA DISFARÇADA DE “DEBATE” EM UNIVERSIDADE

Fonte: GLOBO

Fonte: GLOBO

Uma liminar expedida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) suspendeu a realização de um debate com a candidata à prefeitura Jandira Feghali (PCdoB) no Jardim do Centro de Letras da Unirio, agendado para o início da noite desta terça-feira. A decisão afirma que “nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público, ou a que ele pertençam (…) é vedada a veiculação de propaganda de qualquer natureza”. A desobediência à ação judicial, baseada no artigo 73 da Lei Eleitoral, poderia gerar multa de até R$ 20 mil, inegibilidade por oito anos e cassação do registro de candidatura, além de ação por improbidade.

O debate, cujo tema era “Devolvam nosso futuro — uma conversa sobre o desmonte da educação pública”, era organizado pelo DCE-Unirio e pela União Estadual dos Estudantes do Rio (UEE-RJ) e tinha a presença confirmada de 124 pessoas no Facebook. Além de Jandira participariam Leonardo Guimarães, presidente do UEE, a socióloga Vivi Salles e o ex-vice-presidente da União Nacional dos Estudantes, Mitã Chalfun.

Jandira não é a primeira candidata a ter um evento eleitoral impedido pela Justiça. Uma liminar concebida pelo TRE no domingo cancelou o “Debate Juventude e Cidade com Marcelo Freixo”, que aconteceria esta terça-feira na UFRJ.

Em ambos os casos, o processo foi aberto pelo candidato a vereador Pedro Duarte (PSDB), que afirmou, em sua página no Facebook, que a suspensão do “comício de Jandira”, após a representação eleitoral contra Freixo, era uma “questão de coerência”. Ainda de acordo com Duarte, trata-se de “uma nova vitória daqueles que buscam a pluralidade de ideias no debate público”.

Pedro Duarte está de parabéns! Passou da hora de os liberais e conservadores reagirem a essa hegemonia da esquerda nas universidades. Trata-se de claro abuso das esquerdas, que fingem organizar debates que são, na verdade, campanhas partidárias escancaradas. Pedro escreveu em sua justificativa no caso Freixo essa mensagem, publicada em minha página do Facebook:

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Ou seja, é a simples aplicação da lei contra esses militantes esquerdistas disfarçados de professores e até reitores. Esquerdista, como sabemos, nunca quer respeitar as leis, pois se acha acima delas, pensa que seus “nobres” ideais justificam quaisquer meios. Não mais! A direita democrática está acordando! E vai reagir contra esses abusos, essa infiltração socialista nas universidades.

O projeto Escola Sem Partido tem exatamente essa mesma ideia: lembrar dos direitos dos alunos e impedir a campanha partidária e ideológica dentro de sala de aula. Nesse excelente artigo na Infomoney, Alan Ghani sustenta exatamente isso: falta pluralidade, debate aberto, enquanto sobra doutrinação ideológica:

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Quantos alunos já cansaram de escutar sobre Marx, Foucault e Gramsci, mas jamais ouviram falar de Mises, Hayek ou Scruton? Eis o ponto. É assim que a esquerda encara um “debate”: só com um lado, até porque sabe, no fundo, que não tem condições de competir no campo das ideias. Precisa doutrinar, precisa da hegemonia.

É a mesma coisa na hora dos “debates” nas eleições. Mas a lei está aí para impedir esse claro abuso. E não vamos mais dar moleza aos doutrinadores, aos militantes. Acabou a farra, comunas!

Rodrigo Constantino

Fernando Holiday ataca vitimismo e visão caricata da esquerda sobre negros

Ele é negro e pobre, mas quer ser tratado com dignidade, como alguém que tem condições de subir na vida pelos méritos próprios, não como um mascote da esquerda oportunista, que adota visão caricata dos negros. Seu nome é Fernando Holiday, e o garoto do MBL dá um show de bom senso e audácia, ao confrontar a patota esquerdista cara a cara. Vejam esse debate ocorrido na rádio Jovem Pan, por exemplo. Holiday massacra o adversário com argumentos, e só resta ao esquerdista fazer cara de tacho:

 

 

Holiday é candidato a vereador em São Paulo. Os liberais estão reagindo. Já era tempo!

Rodrigo Constantino

 

Reflexões patrióticas

 

Por Rodrigo Constantino

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“O nacionalismo é uma doença infantil; é o sarampo da humanidade.” (Albert Einstein)

No...

 

 

Uma nova independência

 

Por Rodrigo Constantino

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Como um simples tropeiro, sujo e com dor de barriga, foi assim...

Comer carne é machismo? Ou: A politização do bife


Por Thiago Kistenmacher, para o Instituto Liberal

O que não é politizado hoje em dia? O leitor saberia dizer? Começo perguntando isso por trazer aqui uma questão que, se não fosse desastrosa, seria hilária. Talvez o leitor já tenha ouvido falar do livro que veremos a seguir. No entanto creio que ele ainda não seja tão conhecido por não ser o tipo de coisa – felizmente – que circula por qualquer livraria. Me refiro ao livro chamado A Política Sexual da Carne: a relação entre o carnivorismo e a dominação masculina, da professora universitária e militante Carol J. Adams. Parece piada, mas não é.

Na capa do livro podemos ver o esboço de três mulheres associadas à textura de um couro bovino:

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Conforme o próprio site da autora, o livro A Política Sexual da Carne “explora a relação entre os valores patriarcais e o consumo de carne entrelaçando concepções do feminismo, vegetarianismo, defesa animal e teoria literária.” Li algumas partes e só posso dizer que é uma loucura, que a “politização do bife” é o cúmulo das manobras conceituais e da estupidez ideológica.

Num determinado trecho a autora assinala ter visto um retrato de Henrique VIII comendo carne enquanto as mulheres ao seu redor comiam frutas. A interpretação de Adams é que ali existiria machismo, pois a carne estaria simbolizando a virilidade, a força e, por isso, a dominação, enquanto as frutas representariam a fragilidade feminina.

Em outra parte ela relata o caso de alguns maridos que teriam agredido suas esposas quando estas lhes serviram legumes em vez de carne. Risadas? A autora talvez tenha se esquecido de que se um homem agride uma mulher porque ela não serve carne, ele é um doente, um criminoso e indubitavelmente agride a esposa também por outras razões. Em suma, para Carol J. Adams, comer carne tem tudo a ver com machismo e patriarcalismo.

Adams declara que o “ciclo de objetificação, fragmentação e consumo une o abatimento de animais tanto com a representação quanto com a realidade da violência sexual nas culturas Ocidentais, o que normaliza o consumo sexual.”

Mas a loucura continua. Complementando o delírio acima, Adams diz que seu livro “argumenta que a dominância masculina e a opressão dos animais estão ligadas pelo modo como a função tanto das mulheres quanto dos animais serem referências ausentes no consumo de carne e na produção de laticínios e que a teoria feminista logicamente contém uma crítica vegana… assim como o veganismo desafia secretamente a sociedade patriarcal.” Por fim ela conclui dizendo que “O patriarcalismo é um sistema de gênero que está implícito na relação homem/animal.”

Há uma contradição aqui. Se ela acredita que os humanos também são de uma espécie animal e que, portanto, não estão acima dos demais, deveria considerar o fato de os animais matarem uns aos outros. Além do que, o ser humano é o único capaz de criar mecanismos que suavizam o abatimento, diferente do que acontece na selva. Mas isso é óbvio e estúpido demais para ser discutido.

Não precisa ser muito inteligente para constatar que tais concepções de mundo como essa, que pretende salvar a humanidade sei lá do que, estão cerceando cada vez mais a liberdade dessa mesma humanidade. Não precisamos de ideólogos que fazem malabarismos teóricos para acusar de machista quem gosta de filé mignon.

O livro A Política Sexual da Carne já foi traduzido para o “japonês, coreano, chinês, alemão, português e turco; as edições em italiano, espanhol, croata e francês estão em processo.” Quer dizer, em vez de a maluquice da autora ficar circunscrita ao seu próprio mundo, ela se espalha pelo nosso. Carol J. Adams diz que o livro “oferece exemplos de resistências históricas, contemporâneas e ficcionais ao consumo de carne e argumenta que decisões alimentares são formas codificadas de resistência.” Haja paciência.

Como já escrevi no Facebook, esse pessoal que quer salvar o mundo abraçando árvores e politizando o bife seria fuzilado pelos marxistas do século XX antes dos czares. Bolcheviques como Lênin e Stálin se sentiriam ridículos caso voltassem à vida e vissem no que a luta de classes se transformou. Na impossibilidade da Revolução, parece que essa gente resolveu “chutar o pau da barraca” e bagunçar a lógica de tudo.

Enfim, quem leva um livro como esse a sério não pode ser levado a sério, a não ser como paciente de um bom psiquiatra – que seja vegano, claro.

 

Blog do Rodrigo Constantino

 

Podcast do dia: Operação Greenfield expõe roubalheira nos fundos de pensão. Ou: Estatizaram (e roubaram) nossa poupança!

 

Por Rodrigo Constantino

Comento os escândalos envolvendo os fundos de pensão brasileiros, e mostro como a raiz do problema está na estatização de nossas poupanças, um modelo que só interessa aos pelegos, políticos safados e empresários corruptos, num conluio que nos remete ao fascismo, defendido pela esquerda.

PS: Logo no começo chamo a primeira-dama de Michele Temer, misturando seu nome Marcela com o do presidente Michel. Falha...

 

 

Militares aposentados criticam Obama e Hillary e declaram apoio a Trump

 

Por Rodrigo Constantino

Republican U.S. presidential candidate Donald Trump speaks before introducing Indiana Governor Mike Pence as his vice presidential running mate in New York City, U.S., July 16, 2016. REUTERS/Carlo Allegri

 

Com fatiamento da Constituição, fechamos uma porta e abrimos uma porteira

 

Por Rodrigo Constantino

blog

Greve fecha mais de 7.000 agências bancárias em 1º dia de paralisação

por TÁSSIA KASTNER

O primeiro dia de greve dos bancários paralisou 7.359 agências das cerca de 20 mil que estão sob o guarda-chuva da Contraf (confederação que representa trabalhadores do ramo financeiro) em todo o país —o que corresponde a aproximadamente 31% das agências. Também foram afetados centros administrativos e de atendimento telefônico ao cliente.
Bancários pedem reajuste de 5% acima da inflação do período (de 9,57%). Os bancos ofereceram, até aqui, aumento de 6,5% (abaixo da inflação) sobre o salário e benefícios –como vale­-alimentação e auxílio­-creche–, além de abono no valor de R$ 3.000.
Já no primeiro dia de greve, bancos chamaram sindicatos dos trabalhadores para uma nova rodada de negociações, que ocorrerá na sexta-feira (9). Roberto von der Osten, presidente da Contraf, atribuiu a chamada de negociação à grande adesão dos trabalhadores.
"A greve cresceu 17% neste primeiro dia em relação ao primeiro dia de greve no ano passado. Creio que isso estimulou a nova proposta", disse.
A paralisação prosseguirá na quinta-feira (8). Em 2015, a greve se iniciou em outubro, durou 21 dias e garantiu à categoria um reajuste de 10%, com aumento real de 0,11%.
SÃO PAULO
Em São Paulo, o Sindicato dos Bancários diz que 680 agências ficaram fechadas e 35 mil trabalhadores cruzaram os braços, cerca de um quarto dos filiados do sindicato da capital.
Pela manhã, a adesão à greve era forte na maior parte das agências da Avenida Paulista. Correntistas, no entanto, não enfrentavam grandes transtornos. Sem acesso ao atendimento presencial, clientes utilizavam normalmente as salas de autoatendimento.
A Folha encontrou algumas agências funcionando na região. Na agência do Banco do Brasil na esquina com a Bela Cintra, havia atendimento de gerentes, mas os caixas estavam fechados. As agências Estilo (para clientes com renda acima de R$ 9.000) também atendiam normalmente, "até que o sindicato mandasse fechar", disseram recepcionistas. Correntistas do banco gaúcho Banrisul encontraram portas abertas.
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O QUE OS BANCÁRIOS PEDEM
>>> reajuste - 5% mais a inflação de 9,57%
>>>benefícios - R$ 880 em vales-alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche
>>>piso - R$ 3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese)
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O QUE OS BANCOS OFERECEM
>>> reajuste - 6,5% sobre salário e benefícios
>>>abono - R$ 3.000
>>>piso - R$ 2.842,96
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BANCOS DURANTE A GREVE
1 - Pagar contas
O cliente do banco pode utilizar internet banking e aplicativos para celular do banco para efetuar o pagamento. Para isso, confira se as senhas os aplicativos estão funcionando e vá a agências ainda não paralisadas para atualizá-las. Os caixas eletrônicos e correspondentes bancários, como agências lotéricas, Correios e até alguns supermercados também recebem pagamentos de contas
Em caso de dificuldade, o cliente pode entrar em contato com a empresa e pedir alternativas para realizar o pagamento. É importante registrar o pedido, enviando por e-mail ou anotando o número de protocolo de atendimento. Caso o fornecedor não dê opções para pagar a conta, o consumidor deve usar esses documentos para reclamar junto a um órgão de defesa do consumidor.
2 - Transferências de dinheiro
É possível fazer por internet banking, celular, caixa eletrônico e atendimento por telefone.
Atenção: os valores das transferências podem ser limitados por esses canais, dependendo do seu perfil de renda e padrão de gastos. Se existe a previsão de uma transferência nos próximos dias, procure uma agência que ainda esteja funcionando
3 - Investimentos e resgates
Também podem ser feitos por internet, aplicativo, caixa eletrônico e central de atendimento por telefone. Seja qual for o canal de atendimento, lembre-se de pesquisar o rendimento oferecido e as taxas cobradas para aplicar ou resgatar o dinheiro aplicado
4 - Empréstimos e financiamentos
Os bancos também oferecem crédito pessoal em condições pré-aprovadas nas plataformas de atendimento eletrônico. Lembre-se, no entanto, que as taxas nessas modalidades costumam ser altas e devem ser usadas apenas em emergências.
Para quem precisa renegociar dívidas, os grandes bancos oferecem plataformas de renegociação sem atendimento ou então permitem o envio de propostas pela internet.
A documentação para financiamento imobiliário é entregue na agência. Esse tipo de crédito tende a ficar suspenso durante a greve.
Fonte: Folha Online - 06/09/2016 e Endividado

 

O black bloc do Senado


Renan Calheiros
vai tentar votar hoje o pedido de urgência para o aumento do salário dos ministros do STF. O black bloc do Senado está jogando mais um coquetel molotov nas contas públicas. E Michel Temer se esconde. 


Sai da rua

Michel Temer nunca foi popular. E nunca será. Ele é um especialista em manobras de gabinete, e é exatamente nisso que ele tem de apostar. Em vez de perseguir o aplauso... [veja mais


Aposentando a reforma das aposentadorias

Michel Temer prometeu apresentar nos próximos dias sua reforma previdenciária. Mas não é para valer. Rodrigo Maia disse ao Estadão: “Se enviar a partir de quarta-feira, ela só vai dar entrada...” [leia mais


Avise a patroa

O MST prometeu parar o Brasil caso o impeachment fosse aprovado. Quase seis meses atrás, João Pedro Stédile disse: “Nós não vamos deixar o Temer dormir...” [veja mais


Dentro, Ladrão

Moreira Franco disse ao Estadão: “O Brasil viveu ambiente de muita marquetagem. Aqui não é agência de publicidade. Não vamos inventar a roda”. Enquanto isso, o marqueteiro de... [leia mais


Vitória de Cunha


Eduardo Cunha
foi notificado hoje por meio do Diário Oficial. Ele será cassado depois de Dilma Rousseff. Sim, uma vitória. 

 

Expresso


Onde Temer não pode vacilar

Em sua coluna no Estadão, Celso Ming lembra que a Petrobrás deverá fechar nesta semana a venda de até 90% de participação de uma de suas malhas de gasodutos, a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), para um fundo... [veja mais

- Risco país em queda
- Pelo menos mais quatro anos
- A Eletrobras tem um plano
- “Não é necessariamente ruim”
- Com Dilma, sem Dilma

 

Consumidor que ingeriu alimento em condições impróprias deverá ser indenizado

A 3ª Turma Recursal do TJDFT negou provimento a recurso da Indústria de Alimentos Kodama (Seven Boys) e ratificou sentença do Juizado Cível do Guará, que condenou a empresa a indenizar consumidor que ingeriu alimento em condições impróprias. A decisão foi unânime.
O autor conta que, no dia 10/8/2015, realizou a compra de pão fabricado pela parte ré, sendo que o produto encontrava-se dentro do prazo de validade. Afirma que após ingeri-lo, observou que estava inapropriado para o consumo, pois apresentava manchas verdes, típicas de mofo. Conta que, após o consumo, sentiu fortes dores abdominais que persistiram durante três dias, quando, tendo procurado atendimento médico, foi diagnosticado com infecção contraída em virtude da ingestão do produto.
A parte ré sustenta que, após contato do consumidor, entregou-lhe um novo produto, apesar de não ter recolhido o supostamente defeituoso. Diz que, se o produto não estivesse em perfeitas condições era de fácil percepção, já que o invólucro é transparente, e que não foi registrada qualquer outra reclamação referente ao número do lote do produto.
Ao analisar o feito, a juíza registra que "as fotografias acostadas aos autos evidenciam a presença de mofo no pão adquirido e consumido pelo autor, de modo que se mostra prescindível a realização de perícia técnica para a constatação de um fato que é perceptível sem maiores dificuldades por qualquer pessoa". E acrescenta: "Saber se o vício é de fabricação ou se decorreu de má conservação não possui qualquer relevância, pois em quaisquer dessas hipóteses a responsabilidade da ré não é afastada. Além disso, resta também comprovado que o produto é de fabricação da parte ré".
Por fim, a julgadora anota que o mofo verificado no alimento encontrava-se no meio do pão, o que impediria o autor de notar sua presença antes de comprá-lo. "Além disso, restou comprovado que o autor foi diagnosticado por infecção contraída em virtude do consumo do produto".
É incontroverso, diz a magistrada, "que o autor percebeu a presença de mofo após consumir algumas fatias do pão, o que provoca imediato sentimento de repugnância, configurando, assim, violação e abalo à sua integridade psíquica. Essa situação sai do campo do mero aborrecimento, a ponto de configurar o dano moral passível de reparação. Pouco importa se a ingestão do produto foi o causador da infecção adquirida pelo autor, que o afastou do trabalho por alguns dias, pois o dano aqui é presumido".
Em sede recursal, foi ressaltado ainda que, uma vez caracterizado defeito do produto (art. 12 do CDC), que expôs o consumidor ao risco concreto de dano à saúde e à segurança, fica evidenciado o dever de indenizar.
Assim, a Turma confirmou a sentença do juizado, que condenou a parte ré ao pagamento de R$ 2.500,00 ao autor, pelos danos morais suportados.
Processo: 2015.14.1.005522-7
Fonte: TJDF - Tribunal de Justiça do Distrito Federal - 06/09/2016 e Endividado

 

 

Loja deverá indenizar cliente que não recebeu produto quase 5 anos depois da compra

O 6º Juizado Especial Cível de Brasília condenou uma loja náutica a devolver R$ 3.600,00 a um consumidor, bem como lhe pagar R$ 2 mil de indenização por danos morais, em razão de descumprimento contratual. O autor da ação havia comprado, em 2011, um motor de barco junto à Brasília Náutica e Pesca, mas nunca recebeu o produto. O valor da devolução deverá ser corrigido pelo INPC desde a data do desembolso.
Devidamente citada, a empresa ré apresentou contestação na qual alegou, preliminarmente, a prescrição, a ilegitimidade passiva e a inaptidão da ação e, no mérito, sustentou que o requerente não agiu com boa-fé, requerendo a condenação deste em litigância de má-fé. Realizada a audiência de instrução e julgamento, a ré confirmou o recebimento dos valores indicados pela parte autora.
A juíza que analisou o caso lembrou, conforme preconiza o art. 27 do CDC, que “prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço, iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria”. Considerando que o primeiro pagamento foi feito em 4/5/2011 e a demanda foi ajuizada em 23/3/2016, a magistrada confirmou que não haveria como alegar prescrição da ação.
Sobre o mérito, a juíza entendeu que não havia nos autos comprovação de que o produto adquirido pelo autor foi efetivamente entregue. “Assim, diante da inércia sem justificativa da requerida em entregar o produto adquirido ao consumidor, mesmo este tendo efetuado o pagamento do valor acordado, não resta outra alternativa senão a rescisão do contrato, com a consequente devolução dos valores pagos pelo consumidor”, confirmou na sentença, lembrando que o valor teria que ser restituído com a devida correção monetária.
Na análise do pedido de danos morais, a magistrada lembrou que o simples descumprimento contratual, por si só, não é apto a gerar dano moral indenizável. No entanto, ela verificou que o caso vivenciado pelo autor extrapolou o mero descumprimento contratual, pois passou anos sem receber seu produto, ou sem ter o ressarcimento do valor pago, sem qualquer justificativa plausível, o que foi considerado conduta inaceitável do fornecedor. Considerando as circunstâncias, o Juizado entendeu que o valor de R$ 2 mil era suficiente para a compensação dos danos experimentados pelo autor.
Cabe recurso da sentença.
PJe: 0705839-86.2016.8.07.0016
Fonte: TJDF - Tribunal de Justiça do Distrito Federal - 06/09/2016 e Endividado

 

 

 

Cobrança indevida caracteriza abuso de direito, diz TJ-SP

A cobrança de um serviço não prestado é caracterizada como abuso de direito e essa atitude deve ser reprimida pela Justiça. Com esse entendimento, a 22ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou um hospital a pagar R$ 10 mil em indenização por danos morais a uma mulher que foi cobrada em R$ 6 mil pela internação de sua sobrinha sem que a menina tivesse usado o serviço.
Em 2013, a autora da ação levou sua sobrinha ao hospital mais próximo de sua casa depois que a menina teve uma crise respiratória. Apesar de ter sido atendida no estabelecimento, a rede do plano de saúde da paciente não cobria o estabelecimento hospitalar. Desse modo, a responsável pela menor pagou R$ 900 pelo tratamento.
Dias depois, a autora recebeu em sua casa uma nota no valor de R$ 6 mil devido a serviços de internação. Porém, como sua sobrinha tinha sido atendida no hospital, mas não internada, ela questionou a cobrança, sem sucesso — seu nome foi incluído nos cadastros de restrição a crédito. Em primeiro grau, a segunda cobrança foi anulada e o juízo estipulou indenização de R$ 5 mil.
As duas partes recorreram. A autora pedia o aumento da indenização e o hospital solicitava que a ação fosse indeferida. Para o relator do caso, desembargador Roberto MacCracken, apenas a primeira cobrança, de R$ 900, é válida, pois foi o único serviço realmente prestado.
Sobre a segunda cobrança, o desembargador destacou que o montante não deveria ser pago porque nenhum serviço nesse sentido foi prestado. “A exigibilidade do valor dessa segunda nota fiscal não merece respaldo jurídico, tendo em vista que o hospital requerido cessou as suas atividades com o próprio atendimento no pronto-socorro e consecutiva transferência da criança”.
O desembargador disse ainda que o protesto apresentado contra a autora justifica o aumento da indenização por causa de todos os problemas decorrentes da negativação do nome. “Desta forma, é justo o pedido de reparação por dano moral, cujo valor deverá ser majorado para R$10.000,00.”
Clique aqui para ler o voto do relator.
Fonte: Conjur - Consultor Jurídico - 06/09/2016 e Endividado