Sérgio Machado diz que repassou propina a mais de 20 políticos

O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, um dos delatores da Operação Lava Jato, disse que repassou propina para mais de 20 políticos de vários partidos. As declarações de Machado estão nos depoimentos de delação premiada tomados pela força-tarefa de investigadores da Operação Lava Jato, que foram tornados públicos hoje (15), após decisão do ministro Teori Zavascki, por meio da decisão que retirou o sigilo das oitivas.

Brasília - O ex-presidente da Transpetro Sergio Machado é alvo da Operação Catilinárias deflagrada hoje pela PF no Distrito Federal e em sete estados (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Sérgio Machado ficou no comando da subsidiária da Petrobras de 2003 a novembro de 2014Agência Petrobras/Divulgação

Em um trecho do depoimento, de mais de 400 páginas, Machado citou os políticos que também teriam recebido propina. “O depoente repassou propina, via doação oficial, para os seguintes parlamentares e ex-parlamentares: Cândido Vaccarezza (PDT-SP), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Luis Sérgio (PT-RJ), Edson Santos (PT-RJ), Francisco Dornelles (PP-RJ), Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Ideli Salvatti (PT-SC), Jorge Bittar (PT-RJ), Garibaldi Alves (PMDB-RN), Valter Alves (PMDB-RN), José Agripino Maia (DEM-RN), Felipe Maia (DEM-RN), Sergio Guerra (PSDB-PE, morto em 2014), Heráclito Fortes (PSB-PI) e Valdir Raupp (PMDB-RO). Michel Temer pediu ao depoente que obtivesse doações oficiais para Gabriel Chalita, então candidato a prefeito de São Paulo”, acrescentou o depoimento.

Machado ficou no comando da subsidiária da Petrobras de 2003 a novembro de 2014. Segundo ele, os políticos indicavam aliados para cargos em empresas estatais para conseguir “maior volume possível de recursos ilícitos tanto para campanhas eleitorais quanto para outras finalidades”. De acordo com Machado, a função dos diretores indicados era administrar as empresas e “arrecadar propina para os políticos que os indicaram”.

No primeiro depoimento, Sérgio Machado declarou aos investigadores que os responsáveis por sua nomeação foram os senadores Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá, Edison Lobão e o ex-senador José Sarney.

De acordo com os termos do acordo de delação, divulgados hoje, após decisão do ministro Teori Zavascki, Sérgio Machado vai devolver R$ 75 milhões. Desse total, R$ 10 milhões deverão ser pagos 30 dias após a homologação, que ocorreu no mês passado, e R$ 65 milhões parcelados em 18 meses. Por ter delatado os supostos repasses de recursos da Transpetro para políticos, Machado vai cumprir regime domiciliar diferenciado.

Em outro depoimento, Machado afirmou que foram repassados ao PMDB “pouco mais de R$ 100 milhões”, que tiveram origem em propinas pegas pelas empresas que tinham contratos coma Transpetro.

Renan calheiros

O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), comentou nesta quarta-feira a publicidade da delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que disse, entre outras coisas, ter repassado a ele mais de R$ 30 milhões em propinas.

Renan afirmou que nunca autorizou ninguém a falar em seu nome e que todas as doações de campanha que recebeu foram “legais, com contas prestadas à Justiça e aprovadas”. “De modo que não tenho nada, absolutamente, a temer.”

O presidente do Congresso também se disse satisfeito com a publicização das informações e cumprimentou os ministros do Supremo Tribunal Federal por adotarem esse procedimento e evitar vazamentos seletivos das declarações prestadas em delação premiada.

“Quero cumprimentar o Supremo Tribunal Federal e acho que o pior que pode acontecer nessas delações fantasiosas é você ser acusado sem saber do que é acusado. E ainda depois de vazamentos propositados. É muito boa essa decisão do Supremo, que torna essas delações públicas. Eu queria cumprimentá-los.”

As declarações de Machado estão nos depoimentos de delação premiada tomados pela força-tarefa de investigadores da Operação Lava Jato, que foram tornados públicos após decisão do ministro Teori Zavascki, por meio da decisão que retirou o sigilo das oitivas.

Valdir Raupp

Em nota, o senador Valdir Raupp disse que repudia “com veemência as ilações do sr. Sérgio Machado  na sua delação e afirmou que nunca  solicitou  ao delator doações para campanhas eleitorais”. O senador finalizou a nota dizendo que  as citações feitas por Machado são “mentirosas e descabidas”.

Gabriel Chalita

Também por meio de nota, Gabriel Chalita afirmou que não conhece Sérgio Machado. “Portanto, nunca lhe pedi recursos ou qualquer outro tipo de auxílio à minha campanha. Esclareço, ainda, que todos os recursos recebidos na minha campanha foram legais, fiscalizados e aprovados pelo Tribunal Regional Eleitoral", informou.

Edison Lobão, Romero Jucá e José Sarney

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, que representa os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Edison Lobão (PMDB-MA) e também o ex-presidente José Sarney, disse que seus clientes “negam peremptoriamente terem recebido qualquer montante, a qualquer título, do delator”.

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“Esta delação tem que ser vista com muita ressalva dada as circunstâncias em que foi feita, para impedir a prisão dos filhos dele [Sérgio Machado]”, conclui a nota divulgada pelo advogado.

O PMDB também divulgou nota na qual informa que “sempre arrecadou recursos seguindo os parâmetros legais em vigência no país. Doações de empresas eram permitidas e perfeitamente de acordo com as normas da Justiça Eleitoral nas eleições citadas. Em todos esses anos, após fiscalização e análise acurada do Tribunal Superior Eleitoral, todas as contas do PMDB foram aprovadas não sendo encontrado nenhum indício de irregularidade”.

Cândido Vacarezza

O ex-deputado Cândido Vacarezza disse que nunca pediu ao ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, para que ele arrecadasse dinheiro para sua campanha e que a declaração que ele deu na delação premiada é falsa. “Nunca apresentei nenhum empresário a ele. Nunca tive relação de amizade e nem intimidade com Sérgio Machado para falar de dinheiro ou de contribuição para campanha”, afirmou o ex-líder do PT.

Agripino Maia

Em nota, o Senador José Agripino (DEM-RN) disse que, apesar de desconhecer o inteiro teor da delação do ex-senador Sérgio Machado, a quem conhece e conviveu no período em que Machado foi senador, as doações que, como presidente do DEM tem a obrigação de buscar, obedecendo a legislação vigente, “foram obtidas sem intermediação de terceiros, mediante solicitações feitas diretamente aos dirigentes das empresas doadoras”. 

Segundo Agripino, as doações recebidas – "todas de origem lítica" – foram objeto de prestação de contas, devidamente aprovadas pela Justiça Eleitoral.  “Presidente de partido de oposição que sou, não teria nenhuma contrapartida a oferecer a qualquer empresa que se dispusesse a fazer doação em troca de favores de governo”, concluiu o senador.

Felipe Maia

O deputado Felipe Maia (DEM-RN), também citado na delação de Machado, disse que foi surpreendido com a citação de seu nome pelo ex-senador e que, como deputado da oposição há dez anos, não teria como condicionar doação à troca de favores de governo.

“Todas as doações recebidas na minha campanha foram devidamente contabilizadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. Em 2014, as doações recebidas de empresas privadas, dentro do que regia a legislação vigente, foram arrecadadas pelo Diretório Nacional do meu partido e sem intermediários”, disse Felipe Maia por meio de nota.

Jandira Fhegali

Também por meio de nota, a deputada Jandira Fhegali (PCdoB-RJ) disse que nunca negou que esteve em algumas ocasiões com o então presidente da Transpetro, Sérgio Machado. “Foram encontros públicos, reuniões do setor da indústria naval, inaugurações, episódios vinculados aos mais de 30 anos de luta em apoio e soerguimento do setor naval e defesa de seus trabalhadores”.

A deputada afirmou que todas as doações que recebeu em suas campanhas eleitorais foram lícitas, registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral e que nunca conheceu ou participou de qualquer esquema criminoso envolvendo a Transpetro e jamais aceitaria doações se pudesse supor serem de origem ilícita.

“Repudio a tentativa de criminalizar as doações feitas segundo as leis à época vigentes, portanto legais e públicas, e qualquer tentativa de vincular meu nome ao recebimento de propina”.  A deputada acrescentou que, pelas afirmações, Machado será criminalmente processado por calúnia e difamação.

Luiz Sérgio

A Assessoria do deputado Luiz Sérgio (PT) informou que o deputado recebeu doações, mas que elas foram todas lícitas.

Heráclito Fortes

A assessoria do deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) disse que o deputado soube da notícia da citação do seu nome na delação de Sérgio Machado, no Panamá, onde se encontra em missão pela Câmara e que ele falará amanhã (16) em Brasília sobre o assunto.

Jader Barbalho

O senador Jader Barbalho (PMDB-PA), afastado do Senado por problemas de saúde, desclassificou o ex-presidente da Transpetro e suas declarações em delação premiada. “Sergio Machado é um canalha, que roubou a Transpetro de todas as formas. Somos incompatíveis desde que deixei o Senado em 2001. Não falo e nem tenho nenhum tipo de aproximação com ele há 15 anos. Jamais recebi nenhum tipo de favor desse canalha. Estou à disposição da Justiça para verificação de minha conta bancária", afirmou o senador por meio de nota.

* A matéria foi alterada às 16h47 para inclusão do posicionamento do presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, às 17h33 para incluir nota do senador Valdir Raupp, às 17h44 para inclusão de nota de Gabriel Chalita, às 19h32 para inclusão da nota da defesa de Sarney, Jucá e Lobão, às 20h15 para inclusão dos posicionamentos do ex-deputado Cândido Vacarezza, do senador Agripino Maia e dos deputados Felipe Maia, Jandira Fhegali, Luiz Sérgio e Heráclito Fortes e às 20h28 para o posicionamento do senador Jader Barbalho.

Agência Brasil

 

 

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Senado aprova PEC que assegura ajuda a mulheres vítimas de violência

 

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil

O plenário do Senado aprovou, em segundo turno, a proposta de emenda constitucional que inclui mulheres vítimas de violência doméstica como beneficiárias de programas sociais previstos na Constituição.

A PEC tem por objetivo proteger mulheres que, ao deixarem os maridos em razão da violência, passam por dificuldades financeiras. O texto iguala as mulheres nessas condições às crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e estabelece que elas devem receber ajuda independente de terem contribuição previdenciária.

O texto já tinha sido aprovado em primeiro turno ontem (15) e em ambas as votações foi aprovado pela unanimidade dos senadores presentes em plenário. A matéria segue agora para a Câmara dos Deputados, onde também será votada em dois turnos, além de tramitar nas comissões da Casa.

 

Agência Brasil

 

Festival em São Paulo faz 80 sessões com curtas sobre direitos humanos

 

Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil

Cena do curta Cuscuz Peitinho, que será apresentado no Entretodos

São Paulo - Cena do curta Cuscuz Peitinho, que será apresentado no Festival EntretodosDivulgação

Com 25 filmes, o Entretodos - Festival de Curtas de Direitos Humanos fará 80 sessões gratuitas na cidade de São Paulo. As exibições ocorrem em 22 pontos da capital de hoje (16) a quarta-feira (22). Das produções, 19 são brasileiras e seis internacionais.

Apesar da complexidade dos temas que envolvem o tema da mostra, a curadoria busca selecionar curtas que tragam abordagens mais leves e inovadoras. “Que você traga um discurso de direitos humanos sem que seja aquela coisa didática, ostensiva. Um discurso mais lúdico, poético, subjetivo, que você, no final do filme, aprendeu algumas coisas que no fundo estão falando de direitos humanos”, enfatiza um dos curadores, Jorge Grinspum.

Neste ano, o nono consecutivo de realização do festival, têm destaque as produções que tratam das questões de gênero. Segundo Grinspum, esse ponto acabou se impondo no diálogo feito com os realizadores e pela quantidade de curtas enviados com essa temática. Inicialmente, a ideia era fazer uma mostra com foco no tema dos refugiados. Porém, a organização e a curadoria perceberam que os cineastas apontavam em outras direções.

“A gente acrescentou a palavra mudanças, porque nos filmes que a gente recebeu, nas pessoas que começaram a ligar e falar, percebemos uma tendência muito forte de tratar de mudanças que estão ocorrendo tanto no Brasil, quanto no mundo. São mudanças tanto na questão de gênero, nas relações políticas”, explicou Grinspum sobre como acabou sendo definido o tema deste ano - Refúgios e Mudanças.

Jovens

“A gente tem essa dinâmica que não é nada engessada, justamente para dar essa liberdade, que é muito a cara do Entretodos”, acrescenta o curador sobre a flexibilidade do festival, condizente com a aproximação com o público jovem, outra característica da mostra. “Claro que todos os públicos são importantes. Mas o que a gente quer mais ter conosco é a criança e o jovem. É uma maneira de colocarmos da uma maneira lúdica e agradável uma questão que é muito tensa e densa, que são os direitos humanos”, ressalta Grinspum.

 

Agência Brasil

 

 

Janot afirma que Cunha continua usando mandato em benefício próprio

 

André Richter – Repórter da Agência Brasil

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), continua usando “seu mandato e poder político” em benefício próprio. As conclusões de Janot estão no pedido de prisão de Cunha, enviado à Corte no dia 23 de maio.

Ontem (14), o ministro do Supremo Teori Zavascki concedeu prazo de cinco dias para que a defesa de Cunha se manifeste sobre o pedido de prisão. A medida foi tomada após o vazamento do pedido. Na mesma decisão, o ministro determinou a retirada do sigilo do pedido de prisão.

De acordo com o procurador, mesmo após ser afastado do cargo de presidente da Câmara e do mandato de deputado federal pelo STF, Eduardo Cunha continua atuando em benefício próprio. Janot cita a decisão da Mesa Diretora que manteve as prorrogativas do parlamentar, como autorização para continuar na residência oficial, uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), e declarações dele à imprensa, nas quais diz que vai continuar frequentando a Casa e seu gabinete. Para Janot, Cunha tenta ainda influenciar na indicação de integrantes do governo do presidente interino, Michel Temer.

Além da prisão, Janot pediu ao ministro Teori Zavascki que Cunha seja proibido de frequentar a Casa, obrigado a cumprir recolhimento domiciliar durante o período de funcionamento das atividades da Câmara e proibido de manter contato com outros parlamentares e investigados na operação.

 

 

Agência Brasil

 

 

Nós e Lula

Por Diogo Mainardi

Lula denunciou O Antagonista.

Você já sabe disso. Ele até fez um site para reproduzir o pedido de abertura de inquérito policial contra nós.

O pedido diz:

“Apenas nos meses de setembro e outubro foram mais de 160 (cento e sessenta) publicações que aviltam a honra e a imagem do Noticiante”.

Os trechos citados pelos advogados de Lula foram:

“Se você fosse Lula, já estaria preso”.

“Lula, bom, já deveria estar preso”.

“Lula vai ser preso”.

“Lula na cadeia”.

“O destino de Lula será a prisão”.

De lá para cá, o Noticiante foi alvo de um pedido de prisão por parte dos promotores de São Paulo, foi levado para depor pela PF, teve suas propriedades escarafunchadas pela Lava Jato, tentou se refugiar na Casa Civil, foi desmascarado pelos grampos de Sergio Moro, comprou deputados no Golden Tulip, tentou subornar Nestor Cerveró, passou a ser investigado no STF como chefe do quadrilhão.

Oito meses depois de sua denúncia contra O Antagonista, Lula finalmente será julgado pela Lava Jato.

E repetiremos mais 160 (cento e sessenta) vezes: “Lula na cadeia”.

O MELHOR DO DIA

Nome de Temer surge na Lava Jato

Na sua delação premiada, Sérgio Machado afirma que Michel Temer lhe pediu dinheiro para a campanha de Gabriel Chalita... [veja na íntegra

Teori devolve para Janot pedido contra Dilma

Teori Zavascki devolveu para Rodrigo Janot o pedido de abertura de inquérito contra Dilma Rousseff, Lula, Aloizio Mercadante e JEC... [leia mais

O mensalão da Transpetro

Em sua delação, Sérgio Machado disse que só pedia propina a empresários com quem conseguia desenvolver uma "relação de confiança"...  [veja na íntegra

TCU abre prazo para Dilma explicar contas de 2015

O Tribunal de Contas da União aprovou, por unanimidade, um prazo de até 30 dias para que a defesa de Dilma Rousseff explique as 23 irregularidades identificadas... [veja mais]
- Sobram crimes também em 2015

Lula preso em 2018

Segundo o Estadão, “o maior risco que o ex-presidente enfrenta não é a prisão cautelar, avaliam investigadores ouvidos em caráter reservado...” [leia na íntegra]
- Lula já ganhou tempo demais
- Os 14 milhões de reais de Luleco
- Os inquéritos de Lula serão enviados para Curitiba
- O estratagema criminoso que beneficiou Lula

 

A bancarrota do PT

O PT será extinto. Quantas vezes já repetimos isso? Mas é o que vai ocorrer. O Valor, nesta quarta-feira, publica aquilo que estamos antecipando... [veja o texto completo]

- A bancarrota do PT (e do PMDB e do PP)

 Esquerda e direita querem saquear o Brasil

O fato de os deputados terem desfigurado a nova lei geral das estatais mostra que o Brasil ainda está muito longe de pensar em ser um país civilizado... [veja o texto completo]
- O loteamento não pode parar

Delator confirma propina em Belo Monte para PT e PMDB

O engenheiro e delator Luiz Carlos Martins, ligado à Camargo Corrêa, confirmou em depoimento no final de março que a empreiteira... [leia na íntegra]

O teto elástico de Temer

A Lei de Responsabilidade das Estatais já deixou de ser a Lei de Responsabilidade das Estatais. Agora o teto do gasto público corre o risco de deixar de ser o teto do gasto público... [veja mais]
- A sabotagem de Renan

José Sarney e o esgoto da política

O esgoto da política brasileira não para de transbordar. Em 29 de janeiro, Ribamar Alves, prefeito de Santa Inês, no Maranhão, foi preso em flagrante... [leia mais]

 

 

Desabamento de igreja em Diadema deixa três pessoas soterradas

 

Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Igreja Desaba em Diadema (Bruno Bocchini/Agência Brasil)

Três pessoas foram soterradas pelo desabamento do templo da Assembléia de Deus Madureira em Diadema (SP), que, segundo a prefeitura, estava em obras sem autorização do municípioBruno Bocchini/Agência Brasil

O desabamento de uma casa, onde funcionava uma igreja da Assembleia de Deus Madureira, na cidade de Diadema, no ABC Paulista, deixou três pessoas soterradas.

O Corpo de Bombeiros informou, às 19h25, que tinha contato visual com duas das vítimas, que estavam conscientes. Uma mulher, de nome Vanda, ainda não havia sido localizada.

De acordo com os bombeiros, a retirada dos escombros está sendo feita com as mãos, sem máquinas pesadas, para evitar novo desmoronamento.

Além das três vítimas ainda soterradas, quatro pessoas foram retiradas do local com ferimentos leves, encaminhadas a o hospital Quarteirão da Saúde, na mesma cidade, e passam bem.

De acordo com a Assembleia de Deus Madureira, no momento do desabamento estava sendo realizado um culto denominado Tarde de Libertação, do qual participavam entre 10 e 15 pessoas.

A prefeitura de Diadema informou que o prédio estava em obras, mas sem autorização da administração municipal. Uma notificação foi entregue à igreja na última segunda-feira determinando a paralisação  das obras.

O advogado da igreja, kaique Nicolau de Lima, disse que as obras estavam paralisadas há cerca de duas semanas, por determinação da própria igreja, já que a reforma estava sendo feita sem autorização da prefeitura.

No momento, cerca de 70 bombeiros trabalham no resgate.

 

Agência Brasil

 

Renan acusa MPF de abuso de poder e de tomar decisões "esdrúxulas e ridículas"

 

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Presidente do Senado, Renan Calheiros, durante sessão do Congresso Nacional para analisar e votar o projeto de lei que altera a meta fiscal de 2016 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Renan Calheiros lembrou que três membos da força-tarefa da Lava Jato tiveram indicações rejeitadas pelo SenadoArquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acusou hoje (15) membros do Ministério Público Federal (MPF) de agirem com “abuso de poder” na força-tarefa da Operação Lava Jato no que se refere a investigações de senadores. Em discurso no plenário da Casa, Renan classificou de “esdrúxula” e “ridícula” a decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de pedir, semana passada, sua prisão e de outros membros da cúpula do PMDB.

Renan começou o discurso afirmando que já arquivou quatro pedidos de impeachment do procurador-geral e que vai analisar “com isenção” o novo pedido de impedimento apresentado ontem (14). Disse ainda que vai se declarar “impedido” de determinar sobre o pedido se constatar que ele faz referências a seu nome.

“Se os pedidos forem ineptos, e os analisarei, irei arquivá-los. Se, do ponto de vista pessoal, fizerem alguma citação a mim, não posso vincular a instituição ao meu interesse pessoal, absolutamente. Eu me tornarei publicamente impedido”, adiantou.

Renan lembrou que três membros da força-tarefa da Lava Jato foram recentemente rejeitados pelo Senado em indicações do procurador-geral para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNPM) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele cobrou que essas pessoas também sejam impedidas de investigar senadores “pelo constrangimento que significaram as rejeições” pelo Senado.

“Talvez o bom senso não recomendasse que essas pessoas continuassem investigando o Senado Federal como instituição, investigando senadores, abusando de poder, fazendo condução coercitiva sem fato que a justifique, busca e apreensão na casa de senador, prisão em flagrante claramente orientada, gravações de senadores de forma ilegal com pessoas colocadas na convivência de senadores”, acrescentou.

Saiba Mais

Renan lembrou que o ex-senador Delcídio do Amaral, cassado pela unanimidade do plenário do Senado, teria acertado um acordo para que sua delação só fosse publicizada após seis meses, quando ele teria tempo para circular na Casa, gravando conversas com senadores – o que Renan chamou de “delação predatada”.

“Ou seja, o senador Delcídio, que chegou ao cúmulo de gravar o então ministro [da Educação] Aloízio Mercadante por meio do seu gabinete, da sua assessoria, ficaria durante seis meses aqui no Senado gravando os senadores para que essas gravações servissem de materialidade a acusações sem provas”, afirmou.

Brasília - Votação do processo de impeachment de Dilma Roussef no plenário do Senado. na foto, o senador Cristovam Buarque (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Cristovam Buarque pediu cautela a Renan na análise do impeachment do procurador-geralArquivo/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em referência direta ao pedido de sua prisão e também do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP), do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do senador Romero Jucá (PMDB-RR), o presidente do Senado disse que “o que pareceu na esdrúxula decisão da semana passada é que eles [Ministério Público] já haviam perdido seus limites constitucionais. Com aquele pedido, perderam o limite do bom senso e o limite do ridículo”.

Após o discurso, alguns senadores pediram a Renan “extrema cautela” ao tratar do assunto, em especial ao analisar o pedido deimpeachment do procurador-geral. “O senhor tem a obrigação de zelar pelas prerrogativas, mas também pela imagem do Senado”, destacou o senador Cristovam Buarque (PPS-DF).

“Mesmo com todo o rigor, mesmo com toda a prerrogativa, se passar a imagem de que estamos tentando impedir a Lava Jato de ir adiante será um desastre de proporções inimagináveis para todos nós”, completou Buarque.

O senador João Capiberibe também pediu cautela e lembrou que o país passa por um momento delicado na vida política.

“Isso pode transparecer uma atitude individual de vossa excelência, porque esse momento é delicado da vida política brasileira. As instituições estão funcionando muito bem. Estamos diante de uma crise política terrível, mas eu solicitaria que continue nessa conduta que vossa excelência tem tomado em relação a todos os demais casos”, concluiu Capiberibe.

A assessoria de comunicação da PGR informou à noite que o procurador Rodrigo Janot não iria se pronunciar sobre as declarações do senador Renan Calheiros.

 

Agência Brasil

 

 

Machado diz que repassou R$ 1 milhão para candidatura de Aécio à Câmara

 

André Richter e Mariana Jungmann - Repórteres da Agência Brasil

O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, um dos delatores da Operação Lava Jato, disse que repassou ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) recursos para viabilizar a candidatura dele à presidência da Câmara dos Deputados em 1998. Na época, Machado era senador e ocupava o posto de líder do partido no Senado.

De acordo com o delator, parte dos recursos foram obtidos no exterior. “Os recursos foram entregues aos próprios candidatos ou a seus interlocutores. Que a maior parcela dos cerca de R$ 7 milhões arrecadados à época, foi destinada ao então deputado Aécio Neves, que recebeu R$ 1 milhão em dinheiro. Que, com frequência, Aécio recebia esses valores através de um amigo de Brasília que o ajudava nessa logística”, acrescentou trecho do depoimento.

De acordo com o delator, à época o então presidente do PSDB, senador Teotônio Vilela (AL), e Aécio, então deputado federal, definiram “um plano de eleger a maior bancada federal” para viabilizar a candidatura à presidência da Casa. Segundo Machado, a forma encontrada foi ajudar financeiramente cerca de 50 deputados se elegerem.

Nota

Saiba Mais

Em nota, o senador Aécio afirmou que as acusações de Machado são falsas e covardes para ganhar os benefícios da delação premiada.

“Qualquer pessoa que acompanha a cena política brasileira sabe que, em 1998, sequer se cogitava a minha candidatura à presidência da Câmara dos Deputados, o que só ocorreu muito depois. Essa eleição foi amplamente acompanhada pela imprensa e se deu exclusivamente a partir de um entendimento político no qual o PSDB apoiaria o candidato do PMDB à presidência do Senado e o PMDB apoiaria o candidato do PSDB à presidência da Câmara dos Deputados. A afirmação feita não possui sequer sustentação nos fatos políticos ocorridos à época”, disse o senador.

PSDB

O PSDB também divulgou nota afirmando que “as delações premiadas são uma conquista da sociedade e não podem se transformar em acusações sem provas, em instrumento de manipulação da verdade e em esconderijo de interesses inconfessáveis de criminosos.”.

“O PSDB repudia as falsas acusações feitas pelo delator Sérgio Machado, envolvendo lideranças do partido. As mentiras ditas e que fazem referência a nomes do PSDB na articulação e recebimento de recursos de caixa 2, na campanha eleitoral de 1998, são afirmações feitas no desespero de quem está tentando se livrar da responsabilidade pelos crimes que cometeu”, afirmou o texto.

O partido considerou ainda que as delações de Sérgio Machado são “afirmações descabidas e contraditórias, que não guardam qualquer relação com os fatos políticos da época”. A nota reiterou que o partido “confia que as investigações revelarão a verdade dos fatos, assim como os interesses dos que se escondem por trás das calúnias”.

 

Agência Brasil

 

 

Ministério da Saúde confirma 30 novos casos de microcefalia

 

Aline Leal - Repórter da Agência Brasil

Na última semana, o Ministério da Saúde confirmou o diagnóstico de  microcefalia e outras alterações no sistema nervoso em 30 bebês, todos sugestivos de terem sido causados por infecção congênita. Ao todo, agora são 1.581 casos registrados de outubro do ano passado até o dia 11 de junho. Outros 3.047 bebês com suspeita de malformações ainda não tiveram os exames concluídos para diagnóstico preciso.

Do total de confirmados, 226 tiveram exames laboratoriais comprovando que foram causados pelo vírus Zika. Entretanto, para o Ministério da Saúde este número não reflete a realidade. Para a pasta, a maior parte dos confirmados foram causados pelo vírus Zika, mas, por dificuldades de diagnosticar a doença, a situação não foi comprovada em laboratório.

O novo boletim registrou 3.308 casos descartados por apresentarem exames normais, por apresentarem microcefalia, malformações confirmadas por causa não infecciosas ou não se enquadrarem na definição de caso.

Os 1.581 casos confirmados em todo o Brasil ocorreram em 562 municípios, localizados em 25 unidades da Federação e no Distrito Federal. A maior parte dos registros (1.394) foi registrada no Nordeste.

 

Agência Brasil

 

 

Mais de 45 pessoas detidas em desocupação de secretaria em Porto Alegre

 

Daniel Isaia – Correspondente da Agência Brasil

A Brigada Militar (BM) deteve mais de 45 pessoas durante a desocupação da Secretaria Estadual da Fazenda, em Porto Alegre. O prédio havia sido invadido por estudantes, que reivindicam verba de R$ 240 milhões para melhorias nas escolas gaúchas e o fim do Projeto de Lei (PL) 44, que, segundo eles, permite a privatização da educação pública no estado.
Pelo menos 35 entre os detidos são menores de idade e foram levados ao Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca). Dez pessoas, maiores de idade, foram encaminhadas à 3ª Delegacia de Polícia Civil de Porto Alegre.

A secretaria foi invadida no fim da manhã de hoje (15). O Batalhão de Choque da BM usou gás de pimenta para retirar as pessoas que invadiram o prédio.
Os estudantes reclamaram da forma como foram retirados do local. “A desocupação de um prédio público, da forma violenta como foi, não leva a lugar nenhum. Protesto é uma coisa pacífica, é um direito nosso”, afirmou o estudante Lucas dos Santos Fagundes, de 16 anos. Para Lucas, a melhor forma de o governo lidar com os manifestantes é tratar a educação como prioridade: “Muita gente está dizendo que a invasão vai prejudicar o ano letivo, mas meu professor de sociologia disse que o ano já começa prejudicado quando não há condições de dar aula.”

Os estudantes detidos fizeram exame de corpo de delito para identificar possíveis lesões e ferimentos contraídos durante a desocupação. Os menores permaneceram detidos no Deca durante a tarde. Do lado de fora do departamento, mães e pais dos detidos manifestavam apreensão por não poder falar com os filhos. Indignada com a forma como a desocupação foi feita, Tara Burke, mãe de um dos menores, disse ter entendido que não havia ordem de reintegração de posse. "A polícia pensa que pode agir sem ordem de juiz, e isso significa ditadura”, afirmou Tara.

Os menores de idade vão ser denunciados por dano qualificado e liberados ainda hoje na presença dos responsáveis.

Maiores serão presos

Os dez detidos que têm mais de 18 anos vão ser indiciados por associação criminosa, corrupção de menores, prejuízo ao trabalho coletivo e dano qualificado ao patrimônio público, este último, inafiançável. Por isso, todos eles serão encaminhados para o Presídio Central ou para a Penitenciária Feminina Madre Pelletier.

Entre os maiores de idade, está o jornalista Matheus Chaparini, repórter do Jornal Já. A empresa diz, nas redes sociais, que Chaparini identificou-se como jornalista perante a Brigada Militar durante a desocupação, mas que os policiais o detiveram afirmando que “não faz diferença nenhuma”.

Desocupação negociada

A detenção de pelo menos 45 pessoas ocorre no dia seguinte ao acordo entre representações estudantis e governo do estado para que mais de 100 escolas em várias cidades gaúchas fossem desocupadas. O acerto havia sido feito no final da terça-feira (14), quando o governo prometeu que não iria incluir o PL 44 na pauta de votação deste ano.

 

Agência Brasil

Defesa de Lula recorre ao STF contra decisão que mandou investigação para Moro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu hoje (15) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para manter na Corte as investigações nas quais é alvo na Operação Lava Jato. Na petição enviada ao Supremo, os advogados pedem que o ministro Teori Zavascki ou o plenário do tribunal reveja decisão que enviou todos os processos contra Lula para a 13ª Vara Federal em Curitiba, comandada pelo juiz federal Sérgio Moro.

O ex-presidente é investigado sobre supostas irregularidades na compra de cota de um apartamento tríplex no Guarujá (SP) e em benfeitorias em um sítio frequentado por sua família em Atibaia (SP).

Saiba Mais

De acordo com a defesa, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestou, durante a tramitação de um dos processos, a favor de que as investigações continuem em tramitação no STF.

“Ora, se o procurador-geral da República incluiu o embargante [Lula] na principal investigação relativa à Operação Lava Jato e defendeu que tal investigação seja realizada perante esse Excelso Supremo Tribunal Federal — o que foi deferido por Vossa Excelência — é evidente que não se mostra possível a abertura de novas investigações a respeito do mesmo assunto perante outros órgãos jurisdicionais”, argumentou a defesa.

Ontem (13), Zavascki decidiu remeter os processos a Sérgio Moro e anulou a gravação, feita durante a operação, de uma conversa telefônica entre Lula e a presidenta afastada Dilma Rousseff. 

Na decisão de anular a gravação da conversa entre Dilma e Lula, Teori, responsável pelos processos da Lava Jato no STF, entendeu que a escuta deve ser retirada do processo porque foi gravada pela Polícia Federal após a decisão de Sérgio Moro de suspender o monitoramento. De acordo com o entendimento de Zavascki, Moro usurpou a competência do Supremo ao levantar o sigilo das conversas.

“Foi também precoce e, pelo menos parcialmente equivocada, a decisão que adiantou juízo de validade das interceptações, colhidas, em parte importante, sem abrigo judicial, quando já havia determinação de interrupção das escutas”, disse o ministro.

 

Agência Brasil

 

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Sérgio Machado diz que Temer pediu R$ 1,5 milhão para campanha de Chalita

 

Michèlle Canes - Repórter da Agência Brasil*

Em um dos depoimentos prestados em acordo de delação premiada, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado disse que o presidente interino Michel Temer pediu para que Machado o ajudasse a conseguir recursos ilícitos para a campanha do então candidato à prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita.

No texto do acordo, Machado afirma que o presidente interino Michel Temer negociou com ele, em 2012, o repasse de R1,5 milhão em propina para financiar a campanha de Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo. Esses recursos, de acordo com o ex-presidente da Transpetro teriam sido dados pela construtora Queiroz Galvão.

Segundo Machado, a negociação aconteceu em setembro de 2012 na base área de Brasília e o repasse foi feito pela construtora Queiroz Galvão.

Segundo Machado, Temer apoiava Chalita nas eleições de 2012, que vinha tendo problemas durante a campanha. No depoimento, o ex-presidente da Transpetro disse que o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) entrou em contato com ele. “O depoente foi acionado pelo Senador Valdir Raupp para obter propina na forma de doação oficial para Gabriel Chalita", diz o documento da delação. 

Machado diz ainda que se encontrou com Temer na Base Aérea de Brasília em 2012 para tratar do tema, "havendo Michel Temer pedido recursos para a campanha de Gabriel Chalita”, disse em um de seus depoimentos.

Segundo Machado, o contexto da conversa que teve com o presidente interino “deixava claro que o que Michel Temer estava ajustando com o depoente era que este solicitasse recursos ilícitos das empresas que tinham contratos com a Transpetro, na forma de doação oficial para a campanha de Chalita”.

Em outro depoimento, Machado diz que Temer “disse que estava com problema no financiamento da candidatura do Gabriel Chalita e perguntou se o depoente poderia ajudar; que, então, o depoente disse que faria um repasse através de uma doação oficial no valor de R$ 1 milhão e 500 mil reais; que a doação oficial feita pela construtora Queiroz Galvão a pedido do depoente ao diretório nacional do PMDB”. Segundo Machado, o contato foi feito diretamente com Ricardo Queiroz Galvão e com o Ildefonso Colares.

“Esse valor, na realidade, é oriundo de pagamento de vantagem indevida pela Queiroz Galvão, de contratos que ela possuía junto a Transpetro; que o depoente ligou para Michel Temer e avisou que a contribuição ocorreria”, diz o documento.

Saiba Mais

Segundo Machado, durante sua gestão na Transpetro, “foram repassados ao PMDB pouco mais de R$ 100 milhões de reais, cuja origem eram comissões pagas ilicitamente por empresas contratadas”.

O conteúdo da delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, veio hoje (15) a público após decisão do ministro Teori Zavascki, que retirou o sigilo das oitivas da Operação Lava Jato.

Respostas

O presidente interino Michel Temer disse, em nota, que, “em toda sua vida pública”, sempre respeitou estritamente os limites legais para buscar recursos para campanhas eleitorais. Ele afirmou que nunca permitiu arrecadação “fora dos ditames da lei, seja para si, para o partido e, muito menos, para outros candidatos que, eventualmente, apoiou em disputas.”

Para Temer, “é absolutamente inverídica a versão de que teria solicitado recursos ilícitos ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado – pessoa com quem mantinha relacionamento apenas formal e sem nenhuma proximidade.”

A construtora Queiroz Galvão divulgou nota em que fiz que não comenta investigações em andamento e acrescentou que “as doações eleitorais obedecem à legislação".

Por meio de nota, Gabriel Chalita afirma que não conhece Sérgio Machado. “Portanto, nunca lhe pedi recursos ou qualquer outro tipo de auxílio à minha campanha. Esclareço, ainda, que todos os recursos recebidos na minha campanha foram legais, fiscalizados e aprovados pelo Tribunal Regional Eleitoral", informou.

Em nota, o senador Valdir Raupp disse que repudia “com veemência as ilações do sr. Sérgio Machado  na sua delação e afirmou que nunca  solicitou  ao delator doações para campanhas eleitorais”. O senador finalizou a nota dizendo que  as citações feitas por Machado são “mentirosas e descabidas”.

Citação a políticos

No depoimento, de mais de 400 páginas, Machado citou outros políticos que também teriam recebido propina via doação oficial.

 

Agência Brasil

 

 

Comitê Rio 2016 libera ingressos para nado sincronizado e ginástica

 

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

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Rio2016 - EBC

O Comitê Rio 2016 faz hoje (16), a partir das 12h, no site www.rio2016.com/ingressos, nova liberação de ingressos de contingência para nado sincronizado e ginástica artística, rítmica, trampolim e gala. As duas modalidades de ginástica – artística e rítmica – têm tíquetes esgotados atualmente, de acordo com informação da Diretoria de Ingressos do comitê.

Para as finais do nado sincronizado dueto rotina livre, que ocorrerão no dia 16 de agosto, os preços variam de R$ 140 a R$ 420, mesmo valor para as provas de rotina livre por equipes, no dia 19. Na rotina livre, as atletas fazem movimentos e formações escolhidas pela equipe, ao contrário da rotina técnica, em que precisam desenvolver movimentos obrigatórios, estabelecidos pelos juízes.

Nas finais da ginástica artística, competição por equipes masculinas, programada para 8 de agosto, e para a disputa feminina, no dia 9, os preços são os mesmos: de R$ 260 a R$ 900. Esses valores se mantêm para as finais das competições individuais - geral masculina, no dia 10 de agosto, e geral feminina, no dia 11. Não haverá alteração ainda de preço para as finais de aparelhos masculina e feminina, no domingo (14 de agosto) e no dia 16, e para a final masculina de argola, dia 15 de agosto.

Para a ginástica rítmica, os ingressos para a final da competição individual geral feminina, que ocorrerá no dia 20 de agosto, e para a final por equipes femininas, no dia 21, custarão de R$ 220 a R$ 540.

 

Agência Brasil

 

Vice-presidente americano luta há muitos anos por essa causa e garantiu que não vai desistir http://glo.bo/1YtFoz1

Joe Biden cobra medidas de controle ao porte e à venda de armas nos EUA em discurso

G1.GLOBO.COM

 

Uma mulher de 54 anos segue desaparecida. Veja o momento do resgate!‪#‎GloboNews‬ http://glo.bo/1XqYMNC

Bombeiros resgatam 2 pessoas com vida, durante a madrugada, de escombros da igreja que desabou em SP

G1.GLOBO.COM

 

Renata Lo Prete, Cristiana Lôbo e Merval Pereira analisam a situação de Eduardo Cunha: http://glo.bo/2648wza

'Delação de Cunha teria efeito devastador no governo', comenta Lo Prete

G1.GLOBO.COM

 

Em delação premiada, Sérgio Machado diz que repassou valores para políticos que faziam oposição aos governos Lula e Dilma:http://glo.bo/1YswbGR

Sérgio Machado afirma que Aécio Neves recebeu R$ 1 milhão em doação ilegal

G1.GLOBO.COM

 

Café foi retirado da lista de possíveis causadores de câncer pela Organização Mundial da Saúde: http://glo.bo/1Or27cJ

Não há indícios de que café possa causar câncer, desde que não seja consumido muito quente, diz OMS

G1.GLOBO.COM

 

Temer, Jucá, Renan e outros políticos negam acusações de Sérgio Machado

 

Da Agência Brasil

O presidente interno, Michel Temer, negou hoje (15) que tenha pedido recursos ilícitos ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado para a campanha do então candidato à prefeitura de São Paulo, em 2012, Gabriel Chalita.

Machado, que prestou vários depoimentos no âmbito das investigações da Operação Lava Jato, em acordo de delação premiada, disse que Temer negociou com ele o repasse de R1,5 milhão em propina para financiar a campanha de Chalita. Esses recursos, de acordo com o ex-presidente da Transpetro, teriam sido dados pela construtora Queiroz Galvão. Ainda segundo Machado, a negociação aconteceu em setembro de 2012 na base área de Brasília e o repasse foi feito pela construtora Queiroz Galvão.

Temer afirmou que mantinha com Machado apenas um relacionamento formal, sem nenhuma proximidade. “Em toda sua vida pública, o presidente em exercício Michel Temer sempre respeitou estritamente os limites legais para buscar recursos para campanhas eleitorais. Jamais permitiu arrecadação fora dos ditames da lei, seja para si, para o partido e, muito menos, para outros candidatos que, eventualmente, apoiou em disputas”, disse o presidente em nota divulgada pela Secretaria de Imprensa da Presidência.

O presidente interno disse ainda ser inverídica a versão de que teria solicitado recursos ilícitos a Machado.

As declarações de Machado estão nos depoimentos de delação premiada tomados pela força-tarefa de investigadores da Operação Lava Jato, que foram tornados públicos após decisão do ministro Teori Zavascki, por meio da decisão que retirou o sigilo das oitivas.

Políticos

No acordo de delação, cujo documento foi liberado hoje pelo ministro Teori Zavascki, relator do inquérito da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Machado citou mais de 20 políticos, entre eles o presidente do Senado, Renan Calheiros; os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA), Valdir Raupp (PMDB-RO), Agripino Maia (DEM-RN), Jader Barbalho (PMDB-PA), a senadora Jandira Fhegali (PCdoB-RJ); os deputados Felipe Maia (DEM-RN), Luiz Sérgio (PT-RJ), Heráclito Fortes (PSB-PI); além do ex-presidente José Sarney (PMDB), o ex-candidato a prefeito de São Paulo Gabriel Chalita e o ex- deputado  Cândido Vacarezza , filiado ao PT. Em geral, as citações referem-se à intermediação de Machado para obtenção de recursos para campanhas políticas.

O senador Renan Calheiros negou que tenha repassado a Machado R$ 30 milhões em propinas e que nunca autorizou ninguém a falar em seu nome. Além disso, Calheiros afirmou que todas as doações de campanha que recebeu foram “legais, com contas prestadas à Justiça e aprovadas”. “De modo que não tenho nada, absolutamente, a temer.”

O presidente do Senado também se disse satisfeito com a publicização das informações e cumprimentou os ministros do Supremo Tribunal Federal por adotarem esse procedimento e evitar vazamentos seletivos das declarações prestadas em delação premiada.

Em nota, o senador Aécio Neves afirmou que as acusações de Machado feitas contra ele nos depoimentos são falsas e covardes, “para ganhar os benefícios da delação premiada”.

“Qualquer pessoa que acompanha a cena política brasileira sabe que, em 1998, sequer se cogitava a minha candidatura à presidência da Câmara dos Deputados, o que só ocorreu muito depois. Essa eleição foi amplamente acompanhada pela imprensa e se deu exclusivamente a partir de um entendimento político no qual o PSDB apoiaria o candidato do PMDB à presidência do Senado e o PMDB apoiaria o candidato do PSDB à presidência da Câmara dos Deputados. A afirmação feita não possui sequer sustentação nos fatos políticos ocorridos à época”, disse Aécio.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, que representa os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Edison Lobão (PMDB-MA) e também o ex-presidente José Sarney, disse que todos eles “negam peremptoriamente terem recebido qualquer montante, a qualquer título, do delator”.

“Esta delação tem que ser vista com muita ressalva dada as circunstâncias em que foi feita, para impedir a prisão dos filhos dele [Sérgio Machado]”, conclui a nota divulgada pelo advogado.

O PMDB também divulgou nota na qual informa que “sempre arrecadou recursos seguindo os parâmetros legais em vigência no país. Doações de empresas eram permitidas e perfeitamente de acordo com as normas da Justiça Eleitoral nas eleições citadas. Em todos esses anos, após fiscalização e análise acurada do Tribunal Superior Eleitoral, todas as contas do PMDB foram aprovadas não sendo encontrado nenhum indício de irregularidade”.

Em nota, o senador Valdir Raupp disse que repudia “com veemência as ilações do sr. Sérgio Machado  na sua delação e afirmou que nunca  solicitou  ao delator doações para campanhas eleitorais”. O senador finalizou a nota dizendo que  as citações feitas por Machado são “mentirosas e descabidas”.

O senador José Agripino (DEM-RN) disse que, apesar de desconhecer o inteiro teor da delação do ex-senador Sérgio Machado, a quem conhece e conviveu no período em que Machado foi senador, as doações que, como presidente do DEM tem a obrigação de buscar, obedecendo a legislação vigente, “foram obtidas sem intermediação de terceiros, mediante solicitações feitas diretamente aos dirigentes das empresas doadoras”.

Segundo Agripino, as doações recebidas – "todas de origem lítica" – foram objeto de prestação de contas, devidamente aprovadas pela Justiça Eleitoral.  “Presidente de partido de oposição que sou, não teria nenhuma contrapartida a oferecer a qualquer empresa que se dispusesse a fazer doação em troca de favores de governo”, concluiu o senador.

Já o senador Jader Barbalho (PMDB-PA), afastado do Senado por problemas de saúde, desclassificou o ex-presidente da Transpetro e suas declarações em delação premiada. “Sergio Machado é um canalha, que roubou a Transpetro de todas as formas. Somos incompatíveis desde que deixei o Senado em 2001. Não falo e nem tenho nenhum tipo de aproximação com ele há 15 anos. Jamais recebi nenhum tipo de favor desse canalha. Estou à disposição da Justiça para verificação de minha conta bancária", afirmou o senador por meio de nota.

A deputada Jandira Fhegali (PCdoB-RJ) disse que nunca negou que esteve em algumas ocasiões com o então presidente da Transpetro, Sérgio Machado. “Foram encontros públicos, reuniões do setor da indústria naval, inaugurações, episódios vinculados aos mais de 30 anos de luta em apoio e soerguimento do setor naval e defesa de seus trabalhadores”.

A deputada afirmou que todas as doações que recebeu em suas campanhas eleitorais foram lícitas, registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral e que nunca conheceu ou participou de qualquer esquema criminoso envolvendo a Transpetro e jamais aceitaria doações se pudesse supor serem de origem ilícita.

“Repudio a tentativa de criminalizar as doações feitas segundo as leis à época vigentes, portanto legais e públicas, e qualquer tentativa de vincular meu nome ao recebimento de propina”.  A deputada acrescentou que, pelas afirmações, Machado será criminalmente processado por calúnia e difamação.

Também citado na delação de Sérgio Machado, o deputado Felipe Maia (DEM-RN) disse que foi surpreendido com a citação de seu nome pelo ex-senador e que, como deputado da oposição há dez anos, não teria como condicionar doação à troca de favores de governo.

“Todas as doações recebidas na minha campanha foram devidamente contabilizadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. Em 2014, as doações recebidas de empresas privadas, dentro do que regia a legislação vigente, foram arrecadadas pelo Diretório Nacional do meu partido e sem intermediários”, disse Felipe Maia, por meio de nota.

A assessoria do deputado Luiz Sérgio (PT) informou que o deputado recebeu doações, mas que elas foram todas lícitas. Por meio de sua assessoria, o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) disse que o deputado soube da notícia da citação do seu nome na delação de Sérgio Machado, no Panamá, onde se encontra em missão pela Câmara e que ele falará amanhã (16) em Brasília sobre o assunto.

Também por meio de nota, Gabriel Chalita afirmou que não conhece Sérgio Machado. “Portanto, nunca lhe pedi recursos ou qualquer outro tipo de auxílio à minha campanha. Esclareço, ainda, que todos os recursos recebidos na minha campanha foram legais, fiscalizados e aprovados pelo Tribunal Regional Eleitoral", informou.

O ex-deputado Cândido Vacarezza disse que nunca pediu ao ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, para que ele arrecadasse dinheiro para sua campanha e que a declaração que ele deu na delação premiada é falsa. “Nunca apresentei nenhum empresário a ele. Nunca tive relação de amizade e nem intimidade com Sérgio Machado para falar de dinheiro ou de contribuição para campanha”, afirmou o ex-líder do PT.

Queiroz Galvão

A construtora Queiroz Galvão divulgou nota em que fiz que não comenta investigações em andamento e acrescentou que “as doações eleitorais obedecem à legislação".

 

Agência Brasil

 

Senado retomará projeto original sobre nomeação de dirigentes de estatais

 

Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse hoje (15) que pretende retomar o texto do Senado do projeto de Lei (PL 4918/16), que estabelece o chamado Estatuto das Estatais e cria regras para nomeação de dirigentes de empresas estatais dos três níveis de governo, normas para licitações e práticas de transparência.

Renan deu a declaração após o projeto ter sido aprovado pela Câmara dos Deputados, na madrugada dessa quarta-feira (15), com algumas alterações que tornam menos “engessados” os critérios para a ocupação de cargos em empresas estatais, depois de acordo do governo com deputados da oposição.

Como o texto, de origem do Senado, foi alterado na Câmara, ele volta para o Senado, que dará a palavra final sobre a proposta. Nesta quarta, em entrevista, o presidente do Senado se antecipou ao anunciar sua disposição de "repor" as medidas que "foram colocadas pelo Senado Federal, uma vez que esse projeto começou a tramitar no Senado e terá, terminativamente, a sua conclusão também aqui no Senado Federal”, disse.

Na Câmara, depois de intensas discussões que começaram na terça (14) de noite e se estenderam até a madrugada da quarta, foi alterado o relatório inicial do deputado Arthur Maia (PPS-BA), que proibia a nomeação de dirigentes partidários e sindicais a cargos em estatais. De acordo com o relatório, dirigentes sindicais também não poderiam participar de conselhos de administração. Maia explicou que a intenção da proposta era limitar o uso político das indicações de dirigentes dessas empresas.

No entanto, depois das negociações feitas em plenário, o relator mudou o texto e retirou as proibições. Assim, por emenda apresentada de maneira global em plenário, Maia incluiu a permissão para que dirigentes sindicais e partidários ocupem cargos de direção em estatais desde que não mantenham a ocupação sindical/partidária durante o tempo em que ocuparem os cargos.

Entre outras alterações promovidas de última hora na Câmara, está a retirada da carência de 36 meses (três anos) para a nomeação de gestores que eram filiados a partidos políticos ou que exerciam atividade sindical, prevista no projeto aprovado no Senado.

Centrais Sindicais

A possibilidade de retomada do texto do projeto aprovado no Senado foi criticada por representantes dos trabalhadores. O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, disse que a quarentena de três anos é discriminatória. "Em um momento em que a gente debate tanto sobre a democracia, é muito ruim ver essa intenção do Senado. Quando houve a votação do projeto lá, nós conseguimos convencer os senadores de que essas medidas não ajudam na governança das empresas estatais. Na verdade elas punem injustamente os trabalhadores por se organizarem em sindicatos ou por terem uma orientação política", disse à Agência Brasil.

A proposta também foi criticada pelo presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira. "Não podemos trabalhar com a ideia de penalizar as pessoas por elas terem atuação nos sindicatos ou em partidos políticos, isso atenta contra o Estado Democrático de Direito", afirmou o sindicalista. "Quando o projeto passou pelo Senado, trabalhamos para diminuir esses ataques aos trabalhadores e ao serviço púbico e, agora, vamos nos mobilizar para garantir que o que foi aprovado na Câmara prevaleça", acrescentou.

Os deputados também diminuíram de 25% para 20% o percentual mínimo dos chamados integrantes “independentes” nos conselhos de administração das empresas. O projeto classifica como "independentes" os gestores que não possuam vinculação prévia com a empresa pública e também não sejam parentes de até terceiro grau de detentores de cargos de chefia no Executivo Nacional ou local.

Segundo Ferreira, da Fenae, a redução do percentual é necessária para garantir, minimamente, o equilíbrio com as representações dos funcionários nesse espaço. Apesar disso, ele disse que a intenção de garantir integrantes ditos "independentes" pode prejudicar as empresas por abrir brecha para a presença de representantes de concorrentes. "Imagina você ter no Conselho de Administração do Banco do Brasil, da Caixa Econômica, uma pessoa que vem de um banco concorrente. Essa pessoa pode muito bem passar para a concorrência informações estratégicas, e isso atenta contra o serviço público", considerou.

Repercussão do relator

A intenção de retomar o projeto original do Senado também foi criticada pelo relator do projeto na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA). Em nota, Maia negou que a retirada da quarentena de três anos, no projeto aprovado pela Câmara, tenha afrouxado as "exigências técnicas criadas pelo Senado para preenchimento dos cargos das estatais, apenas acabou com a quarentena de 36 meses para quem tenha ocupado cargos de direção partidária ou sindical. O resto permaneceu como estava”, disse o deputado.

Maia está em viagem oficial a Cuba e se manifestou por meio de nota. Ele criticou a possibilidade de retomada do percentual de 25% do número de conselheiros “independentes”. Segundo o relator do projeto na Câmara, a redução proposta em seu relatório, que foi aprovada, busca equiparar as estatais às regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) De acordo com Maia, essas regras são mais modernas em termos de compliance.

“Além do mais, esta mudança impede que o governo perca o controle da empresa, fato que pode acontecer no modelo adotado pelo Senado, caso a soma dos conselheiros independentes, somados aos representantes dos empregados, mais os representantes dos trabalhadores, atinjam mais de 50% do Conselho de Administração” . Do inglês, o termo compliance significa agir de agir de acordo com uma regra, o que, no caso das empresas, pode ser entendido como o fato de estar em conformidade com leis e regulamentos externos e internos.

Maia disse ainda que, mesmo com as novas regras aprovadas na Câmara, “não há nada que ela [a lei] possa fazer contra a má-fé daqueles que deliberadamente queiram assaltar os cofres públicos”.

Líder do governo

A aprovação do projeto também foi comentada pelo líder do governo interino do presidente Michel Temer no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP), que, ao contrário de Renan, classificou a aprovação na Câmara como uma “vitória”. A votação do projeto foi uma das prioridades que Temer passou para a base. Na semana passada, ele mandou paralisar todas as nomeações para diretorias e presidências de empresas estatais e de fundos de pensão, enquanto a Câmara dos Deputados não aprovasse a proposta.

 

Agência Brasil

 

Tite é o novo técnico da seleção, diz presidente do Corinthians

 

Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil

Tite é o novo técnico da seleção Brasileira

Tite deixa o Corinthians para dirigir a seleção brasileira no lugar de Dunga, demitido pela CBF depois da eliminação pelo Peru na Copa AméricaDaniel Augusto Jr / Agência Corinthians

Saiba Mais

O novo técnico da seleção brasileira de futebol é Tite, ex-treinador do Corinthians.  A informação foi confirmada no final da tarde desta quarta-feira (15) pelo presidente do clube, Roberto Andrade, em coletiva de imprensa no centro de treinamento Joaquim Grava. Tite entra no lugar de Dunga, demitido ontem (14), após a eliminação da Copa América pelo Peru, nos Estados Unidos, quando os brasileiros foram derrotados por 1 a 0. 

Tite esteve na noite passada na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), quando se encontrou com o presidente da entidade, Marco Polo del Nero, mas saiu sem falar com os jornalistas.  Na seleção, a primeira missão do novo treinador será classificar o Brasil para a Copa do Mundo da Rússia, garantindo a vaga nas eliminatórias sul-americanas, em que o Brasil é o 6º colocado atualmente.

A CBF informou que o técnico da seleção brasileira na Olimpíada do Rio de Janeiro, em agosto deste ano, será Rogério Micale, que dirige a seleção sub-20. A lista com os 35 jogadores e 12 membros da comissão técnica será enviada hoje à Fifa. A divulgação da lista final acontecerá no dia 29 de junho.

A preparação da seleção olímpica será feita na Granja Comary, a partir de 18 de julho. Dia 30 de julho o Brasil joga amistoso contra o Japão no Estádio Serra Dourada, em Goiânia.

 

Agência Brasil

 

 

Longas-metragens de cinco países concorrem ao Troféu Mucuripe em Fortaleza

 

Edwirges Nogueira* - Correspondente da Agência Brasil

Cena do filme panamenho Salsipuedes

Fortaleza - Cena do filme panamenho Salsipuedes, que estreia no Brasil durante o Festival Ibero-Americano de CinemaDivulgação

Após concorrer entre mais de 250 inscritos, oito filmes foram selecionados para disputar o Troféu Mucuripe na 26ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema, realizado anualmente pela Universidade Federal do Ceará (UFC) por meio da Casa Amarela Eusélio Oliveira.

O evento começa nesta quinta-feira (16) em Fortaleza e vai até o dia 22. As obras serão exibidas na Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longas-Metragens e são oriundas de cinco países: Brasil, Uruguai, Panamá, Espanha e México.

Neste ano, as inscrições para o festival bateram recorde: foram 957 obras, entre curtas e longas-metragens. Das oito que concorrem na mostra competitiva de longas, sete estreiam no Brasil durante o festival. É o caso do panamenho Salsipuedes, de Ricardo Aguilar e Manolito Rodríguez.

Saiba Mais

“Pela primeira vez no Brasil, vamos exibir um longa panamenho. A cinematografia do Panamá é bastante jovem. Recentemente, o país entrou no Ibermedia, que é um programa ibero-americano de fomento”, destacou o diretor executivo do Cine Ceará, Wolney Oliveira, que é filho de Eusélio Oliveira, um dos grandes incentivadores do cinema no estado.

Na Mostra Competitiva Brasileira de Curtas-Metragens concorrem 14 produções. Entre elas, está o filme cearense Abissal, de Arthur Leite, vencedor do festival É Tudo Verdade e que, por isso, está qualificado para disputar uma vaga no Oscar.

Oliveira comemora o recorde de inscrições e a grande variedade de curtas e longas de diferentes países. “O Cine Ceará é o único projeto do estado com repercussão nacional e internacional. É um evento consolidado, considerado uma das principais iniciativas audiovisuais do Brasil.”

O cineasta também atribui ao festival a ampliação de políticas públicas e do mercado audiovisual no estado, como a criação de cursos superiores de cinema e o lançamento de editais de financiamento para novos projetos. “O Cine Ceará puxou muito de tudo isso que está acontecendo, o que torna o Ceará hoje um dos principais polos de cinema do Nordeste.”

Nesta 26ª edição, o Cine Ceará homenageia o cinema mexicano, com a exibição de 22 trabalhos, tanto de diretores renomados como de novos nomes do país. O festival também presta homenagem aos trabalhos no cinema do ator Chico Diaz e da atriz Dira Paes, que estarão no evento.

 

TV Ceará e Agência Brasil

Governo protocola na Câmara PEC que limita gastos públicos

Projeto estipula inflação como teto para aumento dos aportes da administração federal - Crédito: Luis Macedo / Câmara dos Deputados / CP

Governo protocola na Câmara PEC que limita gastos públicos

Projeto estipula inflação como teto para aumento dos aportes da administração federal

    Presidente em exercício teria pedido recursos ilícitos para campanha de Gabriel Chalita em 2012 - Crédito: Andressa Anholete / AFP / CP

    POLÍTICA

    Machado aponta Temer e outros 20 políticos em propinas

      Divulgação da delação aumenta tensão na Comissão do Impeachment

        Machado revela propina de R$ 1 milhão para Aécio e caixa 2 do PSDB

          Grupo foi detido durante ação da BM para remover protesto de estudantes em Porto Alegre - Crédito: Guilherme Testa

          OCUPAÇÃO NA SEFAZ

          Manifestantes presos em ocupação da Fazenda têm soltura determinada

           

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          Tricolor saiu na frente, mas voltou a sofrer com a bola aérea, deixando dois pontos escaparem - Crédito: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação CPGRÊMIO

          Grêmio luta muito, mas empata em 3 a 3 com a Chapecoense

           

          Tite aceita convite e vai comandar a Seleção Brasileira - Crédito: Daniel Augusto / Agência Corinthians / Divulgação / CPSELEÇÃO BRASILEIRA

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          Dnit pode aplicar multas por excesso de velocidade, decide STJ - Crédito: Samuel Maciel / CP MemóriaTRÂNSITO

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          Treinador reconheceu volta das falhas em bola aérea, mas exaltou ponto fora de casa - Crédito: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação CP

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            Atlético-MG vai vir com força total, alerta Fabinho - Crédito: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP Memória

            INTER

            "Atlético-MG vai vir com força total", alerta Fabinho

             

            RS tem previsão de chuva nesta quinta-feira - Crédito: Joel Vargas / PMPA / CP Memória

            PREVISÃO DO TEMPO

            Chuva deve chegar no RS nesta quinta

              Professores garantem que só deixam local se proposta concreta for oferecida pelo governo do estado - Crédito: Fabiano do AmaralENSINO

              Cpers decide manter ocupação no Centro Administrativo

                ECONOMIA

                Dólar cai após sinais de manutenção de juros nos EUA

                  Quina teve 36 vencedores que terão direito a mais de R$ 52,1 mil - Crédito: Alina Souza / CP MemóriaLOTERIAS

                  Mega-Sena acumula e poderá pagar R$ 13 milhões no próximo sábado

                    Encontrado corpo de menino vítima de ataque de jacaré na Disney - Crédito: Gregg Newton / AFP / CP

                    EUA

                    Encontrado corpo de menino vítima de ataque de jacaré na Disney

                      Aeronave caiu no mediterrâneo em 19 de maio com 66 pessoas a bordo - Crédito: HO / Egyptian millitary / AFP / CP

                      INTERNACIONAL

                      Localizados restos de cabine do avião da EgyptAir desaparecido

                       

                      Grupo apresenta o espetáculo  "Vida, Paixão e Obra" - Crédito: Felipe Gaieski / Divulgação / CP

                      MÚSICA

                      Homenagem a Tom, Chico e Vinicius ganha novas apresentações na Capital

                        Série será focada em jovens estudantes lidando com o possível fim da existência - Crédito: Reprodução / CP

                        TV

                        Spin-off de Doctor Who terá protagonista gay

                          "Se Eu Fosse Você" será exibido com audiodescrição, legendas e em Libras - Crédito: Reprodução / CPCINEMA

                          Porto Alegre recebe nova edição do Festival de Cinema Acessível

                            Anne Hathaway é nomeada embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres - Crédito: Reprodução / Instagram / CP

                            Anne Hathaway é nomeada embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres

                              Superprodução é recomendada para maiores de quatro anos - Crédito: Bianca Tatamiya / Divulgação / CP

                              TEATRO

                              Musical "Alice no País das Maravilhas" terá apresentações em Porto Alegre

                               

                              Complexo de 5 bilhões de dólares tem o maior castelo da Disney do mundo - Crédito: Johannes Eisele / AFP / CPVÍDEO

                              Disney inaugura parque temático na cidade chinesa de Xangai

                               

                              Cômite Rio 2016 apresenta as medalhas Olímpicas e Paralímpicas - Crédito: Cômite Rio 2016 / Divulgação / CPVÍDEO

                              Cômite Rio 2016 apresenta as medalhas Olímpicas e Paralímpicas