Defesa de Lula recorre ao STF contra decisão que mandou investigação para Moro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorreu hoje (15) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para manter na Corte as investigações nas quais é alvo na Operação Lava Jato. Na petição enviada ao Supremo, os advogados pedem que o ministro Teori Zavascki ou o plenário do tribunal reveja decisão que enviou todos os processos contra Lula para a 13ª Vara Federal em Curitiba, comandada pelo juiz federal Sérgio Moro.

O ex-presidente é investigado sobre supostas irregularidades na compra de cota de um apartamento tríplex no Guarujá (SP) e em benfeitorias em um sítio frequentado por sua família em Atibaia (SP).

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De acordo com a defesa, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestou, durante a tramitação de um dos processos, a favor de que as investigações continuem em tramitação no STF.

“Ora, se o procurador-geral da República incluiu o embargante [Lula] na principal investigação relativa à Operação Lava Jato e defendeu que tal investigação seja realizada perante esse Excelso Supremo Tribunal Federal — o que foi deferido por Vossa Excelência — é evidente que não se mostra possível a abertura de novas investigações a respeito do mesmo assunto perante outros órgãos jurisdicionais”, argumentou a defesa.

Ontem (13), Zavascki decidiu remeter os processos a Sérgio Moro e anulou a gravação, feita durante a operação, de uma conversa telefônica entre Lula e a presidenta afastada Dilma Rousseff. 

Na decisão de anular a gravação da conversa entre Dilma e Lula, Teori, responsável pelos processos da Lava Jato no STF, entendeu que a escuta deve ser retirada do processo porque foi gravada pela Polícia Federal após a decisão de Sérgio Moro de suspender o monitoramento. De acordo com o entendimento de Zavascki, Moro usurpou a competência do Supremo ao levantar o sigilo das conversas.

“Foi também precoce e, pelo menos parcialmente equivocada, a decisão que adiantou juízo de validade das interceptações, colhidas, em parte importante, sem abrigo judicial, quando já havia determinação de interrupção das escutas”, disse o ministro.

 

Agência Brasil

 

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Sérgio Machado diz que Temer pediu R$ 1,5 milhão para campanha de Chalita

 

Michèlle Canes - Repórter da Agência Brasil*

Em um dos depoimentos prestados em acordo de delação premiada, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado disse que o presidente interino Michel Temer pediu para que Machado o ajudasse a conseguir recursos ilícitos para a campanha do então candidato à prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita.

No texto do acordo, Machado afirma que o presidente interino Michel Temer negociou com ele, em 2012, o repasse de R1,5 milhão em propina para financiar a campanha de Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo. Esses recursos, de acordo com o ex-presidente da Transpetro teriam sido dados pela construtora Queiroz Galvão.

Segundo Machado, a negociação aconteceu em setembro de 2012 na base área de Brasília e o repasse foi feito pela construtora Queiroz Galvão.

Segundo Machado, Temer apoiava Chalita nas eleições de 2012, que vinha tendo problemas durante a campanha. No depoimento, o ex-presidente da Transpetro disse que o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) entrou em contato com ele. “O depoente foi acionado pelo Senador Valdir Raupp para obter propina na forma de doação oficial para Gabriel Chalita", diz o documento da delação. 

Machado diz ainda que se encontrou com Temer na Base Aérea de Brasília em 2012 para tratar do tema, "havendo Michel Temer pedido recursos para a campanha de Gabriel Chalita”, disse em um de seus depoimentos.

Segundo Machado, o contexto da conversa que teve com o presidente interino “deixava claro que o que Michel Temer estava ajustando com o depoente era que este solicitasse recursos ilícitos das empresas que tinham contratos com a Transpetro, na forma de doação oficial para a campanha de Chalita”.

Em outro depoimento, Machado diz que Temer “disse que estava com problema no financiamento da candidatura do Gabriel Chalita e perguntou se o depoente poderia ajudar; que, então, o depoente disse que faria um repasse através de uma doação oficial no valor de R$ 1 milhão e 500 mil reais; que a doação oficial feita pela construtora Queiroz Galvão a pedido do depoente ao diretório nacional do PMDB”. Segundo Machado, o contato foi feito diretamente com Ricardo Queiroz Galvão e com o Ildefonso Colares.

“Esse valor, na realidade, é oriundo de pagamento de vantagem indevida pela Queiroz Galvão, de contratos que ela possuía junto a Transpetro; que o depoente ligou para Michel Temer e avisou que a contribuição ocorreria”, diz o documento.

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Segundo Machado, durante sua gestão na Transpetro, “foram repassados ao PMDB pouco mais de R$ 100 milhões de reais, cuja origem eram comissões pagas ilicitamente por empresas contratadas”.

O conteúdo da delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, veio hoje (15) a público após decisão do ministro Teori Zavascki, que retirou o sigilo das oitivas da Operação Lava Jato.

Respostas

O presidente interino Michel Temer disse, em nota, que, “em toda sua vida pública”, sempre respeitou estritamente os limites legais para buscar recursos para campanhas eleitorais. Ele afirmou que nunca permitiu arrecadação “fora dos ditames da lei, seja para si, para o partido e, muito menos, para outros candidatos que, eventualmente, apoiou em disputas.”

Para Temer, “é absolutamente inverídica a versão de que teria solicitado recursos ilícitos ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado – pessoa com quem mantinha relacionamento apenas formal e sem nenhuma proximidade.”

A construtora Queiroz Galvão divulgou nota em que fiz que não comenta investigações em andamento e acrescentou que “as doações eleitorais obedecem à legislação".

Por meio de nota, Gabriel Chalita afirma que não conhece Sérgio Machado. “Portanto, nunca lhe pedi recursos ou qualquer outro tipo de auxílio à minha campanha. Esclareço, ainda, que todos os recursos recebidos na minha campanha foram legais, fiscalizados e aprovados pelo Tribunal Regional Eleitoral", informou.

Em nota, o senador Valdir Raupp disse que repudia “com veemência as ilações do sr. Sérgio Machado  na sua delação e afirmou que nunca  solicitou  ao delator doações para campanhas eleitorais”. O senador finalizou a nota dizendo que  as citações feitas por Machado são “mentirosas e descabidas”.

Citação a políticos

No depoimento, de mais de 400 páginas, Machado citou outros políticos que também teriam recebido propina via doação oficial.

 

Agência Brasil

 

 

Comitê Rio 2016 libera ingressos para nado sincronizado e ginástica

 

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

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Rio2016 - EBC

O Comitê Rio 2016 faz hoje (16), a partir das 12h, no site www.rio2016.com/ingressos, nova liberação de ingressos de contingência para nado sincronizado e ginástica artística, rítmica, trampolim e gala. As duas modalidades de ginástica – artística e rítmica – têm tíquetes esgotados atualmente, de acordo com informação da Diretoria de Ingressos do comitê.

Para as finais do nado sincronizado dueto rotina livre, que ocorrerão no dia 16 de agosto, os preços variam de R$ 140 a R$ 420, mesmo valor para as provas de rotina livre por equipes, no dia 19. Na rotina livre, as atletas fazem movimentos e formações escolhidas pela equipe, ao contrário da rotina técnica, em que precisam desenvolver movimentos obrigatórios, estabelecidos pelos juízes.

Nas finais da ginástica artística, competição por equipes masculinas, programada para 8 de agosto, e para a disputa feminina, no dia 9, os preços são os mesmos: de R$ 260 a R$ 900. Esses valores se mantêm para as finais das competições individuais - geral masculina, no dia 10 de agosto, e geral feminina, no dia 11. Não haverá alteração ainda de preço para as finais de aparelhos masculina e feminina, no domingo (14 de agosto) e no dia 16, e para a final masculina de argola, dia 15 de agosto.

Para a ginástica rítmica, os ingressos para a final da competição individual geral feminina, que ocorrerá no dia 20 de agosto, e para a final por equipes femininas, no dia 21, custarão de R$ 220 a R$ 540.

 

Agência Brasil

 

Vice-presidente americano luta há muitos anos por essa causa e garantiu que não vai desistir http://glo.bo/1YtFoz1

Joe Biden cobra medidas de controle ao porte e à venda de armas nos EUA em discurso

G1.GLOBO.COM

 

Uma mulher de 54 anos segue desaparecida. Veja o momento do resgate!‪#‎GloboNews‬ http://glo.bo/1XqYMNC

Bombeiros resgatam 2 pessoas com vida, durante a madrugada, de escombros da igreja que desabou em SP

G1.GLOBO.COM

 

Renata Lo Prete, Cristiana Lôbo e Merval Pereira analisam a situação de Eduardo Cunha: http://glo.bo/2648wza

'Delação de Cunha teria efeito devastador no governo', comenta Lo Prete

G1.GLOBO.COM

 

Em delação premiada, Sérgio Machado diz que repassou valores para políticos que faziam oposição aos governos Lula e Dilma:http://glo.bo/1YswbGR

Sérgio Machado afirma que Aécio Neves recebeu R$ 1 milhão em doação ilegal

G1.GLOBO.COM

 

Café foi retirado da lista de possíveis causadores de câncer pela Organização Mundial da Saúde: http://glo.bo/1Or27cJ

Não há indícios de que café possa causar câncer, desde que não seja consumido muito quente, diz OMS

G1.GLOBO.COM

 

Temer, Jucá, Renan e outros políticos negam acusações de Sérgio Machado

 

Da Agência Brasil

O presidente interno, Michel Temer, negou hoje (15) que tenha pedido recursos ilícitos ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado para a campanha do então candidato à prefeitura de São Paulo, em 2012, Gabriel Chalita.

Machado, que prestou vários depoimentos no âmbito das investigações da Operação Lava Jato, em acordo de delação premiada, disse que Temer negociou com ele o repasse de R1,5 milhão em propina para financiar a campanha de Chalita. Esses recursos, de acordo com o ex-presidente da Transpetro, teriam sido dados pela construtora Queiroz Galvão. Ainda segundo Machado, a negociação aconteceu em setembro de 2012 na base área de Brasília e o repasse foi feito pela construtora Queiroz Galvão.

Temer afirmou que mantinha com Machado apenas um relacionamento formal, sem nenhuma proximidade. “Em toda sua vida pública, o presidente em exercício Michel Temer sempre respeitou estritamente os limites legais para buscar recursos para campanhas eleitorais. Jamais permitiu arrecadação fora dos ditames da lei, seja para si, para o partido e, muito menos, para outros candidatos que, eventualmente, apoiou em disputas”, disse o presidente em nota divulgada pela Secretaria de Imprensa da Presidência.

O presidente interno disse ainda ser inverídica a versão de que teria solicitado recursos ilícitos a Machado.

As declarações de Machado estão nos depoimentos de delação premiada tomados pela força-tarefa de investigadores da Operação Lava Jato, que foram tornados públicos após decisão do ministro Teori Zavascki, por meio da decisão que retirou o sigilo das oitivas.

Políticos

No acordo de delação, cujo documento foi liberado hoje pelo ministro Teori Zavascki, relator do inquérito da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Machado citou mais de 20 políticos, entre eles o presidente do Senado, Renan Calheiros; os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA), Valdir Raupp (PMDB-RO), Agripino Maia (DEM-RN), Jader Barbalho (PMDB-PA), a senadora Jandira Fhegali (PCdoB-RJ); os deputados Felipe Maia (DEM-RN), Luiz Sérgio (PT-RJ), Heráclito Fortes (PSB-PI); além do ex-presidente José Sarney (PMDB), o ex-candidato a prefeito de São Paulo Gabriel Chalita e o ex- deputado  Cândido Vacarezza , filiado ao PT. Em geral, as citações referem-se à intermediação de Machado para obtenção de recursos para campanhas políticas.

O senador Renan Calheiros negou que tenha repassado a Machado R$ 30 milhões em propinas e que nunca autorizou ninguém a falar em seu nome. Além disso, Calheiros afirmou que todas as doações de campanha que recebeu foram “legais, com contas prestadas à Justiça e aprovadas”. “De modo que não tenho nada, absolutamente, a temer.”

O presidente do Senado também se disse satisfeito com a publicização das informações e cumprimentou os ministros do Supremo Tribunal Federal por adotarem esse procedimento e evitar vazamentos seletivos das declarações prestadas em delação premiada.

Em nota, o senador Aécio Neves afirmou que as acusações de Machado feitas contra ele nos depoimentos são falsas e covardes, “para ganhar os benefícios da delação premiada”.

“Qualquer pessoa que acompanha a cena política brasileira sabe que, em 1998, sequer se cogitava a minha candidatura à presidência da Câmara dos Deputados, o que só ocorreu muito depois. Essa eleição foi amplamente acompanhada pela imprensa e se deu exclusivamente a partir de um entendimento político no qual o PSDB apoiaria o candidato do PMDB à presidência do Senado e o PMDB apoiaria o candidato do PSDB à presidência da Câmara dos Deputados. A afirmação feita não possui sequer sustentação nos fatos políticos ocorridos à época”, disse Aécio.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, que representa os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Edison Lobão (PMDB-MA) e também o ex-presidente José Sarney, disse que todos eles “negam peremptoriamente terem recebido qualquer montante, a qualquer título, do delator”.

“Esta delação tem que ser vista com muita ressalva dada as circunstâncias em que foi feita, para impedir a prisão dos filhos dele [Sérgio Machado]”, conclui a nota divulgada pelo advogado.

O PMDB também divulgou nota na qual informa que “sempre arrecadou recursos seguindo os parâmetros legais em vigência no país. Doações de empresas eram permitidas e perfeitamente de acordo com as normas da Justiça Eleitoral nas eleições citadas. Em todos esses anos, após fiscalização e análise acurada do Tribunal Superior Eleitoral, todas as contas do PMDB foram aprovadas não sendo encontrado nenhum indício de irregularidade”.

Em nota, o senador Valdir Raupp disse que repudia “com veemência as ilações do sr. Sérgio Machado  na sua delação e afirmou que nunca  solicitou  ao delator doações para campanhas eleitorais”. O senador finalizou a nota dizendo que  as citações feitas por Machado são “mentirosas e descabidas”.

O senador José Agripino (DEM-RN) disse que, apesar de desconhecer o inteiro teor da delação do ex-senador Sérgio Machado, a quem conhece e conviveu no período em que Machado foi senador, as doações que, como presidente do DEM tem a obrigação de buscar, obedecendo a legislação vigente, “foram obtidas sem intermediação de terceiros, mediante solicitações feitas diretamente aos dirigentes das empresas doadoras”.

Segundo Agripino, as doações recebidas – "todas de origem lítica" – foram objeto de prestação de contas, devidamente aprovadas pela Justiça Eleitoral.  “Presidente de partido de oposição que sou, não teria nenhuma contrapartida a oferecer a qualquer empresa que se dispusesse a fazer doação em troca de favores de governo”, concluiu o senador.

Já o senador Jader Barbalho (PMDB-PA), afastado do Senado por problemas de saúde, desclassificou o ex-presidente da Transpetro e suas declarações em delação premiada. “Sergio Machado é um canalha, que roubou a Transpetro de todas as formas. Somos incompatíveis desde que deixei o Senado em 2001. Não falo e nem tenho nenhum tipo de aproximação com ele há 15 anos. Jamais recebi nenhum tipo de favor desse canalha. Estou à disposição da Justiça para verificação de minha conta bancária", afirmou o senador por meio de nota.

A deputada Jandira Fhegali (PCdoB-RJ) disse que nunca negou que esteve em algumas ocasiões com o então presidente da Transpetro, Sérgio Machado. “Foram encontros públicos, reuniões do setor da indústria naval, inaugurações, episódios vinculados aos mais de 30 anos de luta em apoio e soerguimento do setor naval e defesa de seus trabalhadores”.

A deputada afirmou que todas as doações que recebeu em suas campanhas eleitorais foram lícitas, registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral e que nunca conheceu ou participou de qualquer esquema criminoso envolvendo a Transpetro e jamais aceitaria doações se pudesse supor serem de origem ilícita.

“Repudio a tentativa de criminalizar as doações feitas segundo as leis à época vigentes, portanto legais e públicas, e qualquer tentativa de vincular meu nome ao recebimento de propina”.  A deputada acrescentou que, pelas afirmações, Machado será criminalmente processado por calúnia e difamação.

Também citado na delação de Sérgio Machado, o deputado Felipe Maia (DEM-RN) disse que foi surpreendido com a citação de seu nome pelo ex-senador e que, como deputado da oposição há dez anos, não teria como condicionar doação à troca de favores de governo.

“Todas as doações recebidas na minha campanha foram devidamente contabilizadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. Em 2014, as doações recebidas de empresas privadas, dentro do que regia a legislação vigente, foram arrecadadas pelo Diretório Nacional do meu partido e sem intermediários”, disse Felipe Maia, por meio de nota.

A assessoria do deputado Luiz Sérgio (PT) informou que o deputado recebeu doações, mas que elas foram todas lícitas. Por meio de sua assessoria, o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) disse que o deputado soube da notícia da citação do seu nome na delação de Sérgio Machado, no Panamá, onde se encontra em missão pela Câmara e que ele falará amanhã (16) em Brasília sobre o assunto.

Também por meio de nota, Gabriel Chalita afirmou que não conhece Sérgio Machado. “Portanto, nunca lhe pedi recursos ou qualquer outro tipo de auxílio à minha campanha. Esclareço, ainda, que todos os recursos recebidos na minha campanha foram legais, fiscalizados e aprovados pelo Tribunal Regional Eleitoral", informou.

O ex-deputado Cândido Vacarezza disse que nunca pediu ao ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, para que ele arrecadasse dinheiro para sua campanha e que a declaração que ele deu na delação premiada é falsa. “Nunca apresentei nenhum empresário a ele. Nunca tive relação de amizade e nem intimidade com Sérgio Machado para falar de dinheiro ou de contribuição para campanha”, afirmou o ex-líder do PT.

Queiroz Galvão

A construtora Queiroz Galvão divulgou nota em que fiz que não comenta investigações em andamento e acrescentou que “as doações eleitorais obedecem à legislação".

 

Agência Brasil

 

Senado retomará projeto original sobre nomeação de dirigentes de estatais

 

Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse hoje (15) que pretende retomar o texto do Senado do projeto de Lei (PL 4918/16), que estabelece o chamado Estatuto das Estatais e cria regras para nomeação de dirigentes de empresas estatais dos três níveis de governo, normas para licitações e práticas de transparência.

Renan deu a declaração após o projeto ter sido aprovado pela Câmara dos Deputados, na madrugada dessa quarta-feira (15), com algumas alterações que tornam menos “engessados” os critérios para a ocupação de cargos em empresas estatais, depois de acordo do governo com deputados da oposição.

Como o texto, de origem do Senado, foi alterado na Câmara, ele volta para o Senado, que dará a palavra final sobre a proposta. Nesta quarta, em entrevista, o presidente do Senado se antecipou ao anunciar sua disposição de "repor" as medidas que "foram colocadas pelo Senado Federal, uma vez que esse projeto começou a tramitar no Senado e terá, terminativamente, a sua conclusão também aqui no Senado Federal”, disse.

Na Câmara, depois de intensas discussões que começaram na terça (14) de noite e se estenderam até a madrugada da quarta, foi alterado o relatório inicial do deputado Arthur Maia (PPS-BA), que proibia a nomeação de dirigentes partidários e sindicais a cargos em estatais. De acordo com o relatório, dirigentes sindicais também não poderiam participar de conselhos de administração. Maia explicou que a intenção da proposta era limitar o uso político das indicações de dirigentes dessas empresas.

No entanto, depois das negociações feitas em plenário, o relator mudou o texto e retirou as proibições. Assim, por emenda apresentada de maneira global em plenário, Maia incluiu a permissão para que dirigentes sindicais e partidários ocupem cargos de direção em estatais desde que não mantenham a ocupação sindical/partidária durante o tempo em que ocuparem os cargos.

Entre outras alterações promovidas de última hora na Câmara, está a retirada da carência de 36 meses (três anos) para a nomeação de gestores que eram filiados a partidos políticos ou que exerciam atividade sindical, prevista no projeto aprovado no Senado.

Centrais Sindicais

A possibilidade de retomada do texto do projeto aprovado no Senado foi criticada por representantes dos trabalhadores. O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, disse que a quarentena de três anos é discriminatória. "Em um momento em que a gente debate tanto sobre a democracia, é muito ruim ver essa intenção do Senado. Quando houve a votação do projeto lá, nós conseguimos convencer os senadores de que essas medidas não ajudam na governança das empresas estatais. Na verdade elas punem injustamente os trabalhadores por se organizarem em sindicatos ou por terem uma orientação política", disse à Agência Brasil.

A proposta também foi criticada pelo presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Pedro Ferreira. "Não podemos trabalhar com a ideia de penalizar as pessoas por elas terem atuação nos sindicatos ou em partidos políticos, isso atenta contra o Estado Democrático de Direito", afirmou o sindicalista. "Quando o projeto passou pelo Senado, trabalhamos para diminuir esses ataques aos trabalhadores e ao serviço púbico e, agora, vamos nos mobilizar para garantir que o que foi aprovado na Câmara prevaleça", acrescentou.

Os deputados também diminuíram de 25% para 20% o percentual mínimo dos chamados integrantes “independentes” nos conselhos de administração das empresas. O projeto classifica como "independentes" os gestores que não possuam vinculação prévia com a empresa pública e também não sejam parentes de até terceiro grau de detentores de cargos de chefia no Executivo Nacional ou local.

Segundo Ferreira, da Fenae, a redução do percentual é necessária para garantir, minimamente, o equilíbrio com as representações dos funcionários nesse espaço. Apesar disso, ele disse que a intenção de garantir integrantes ditos "independentes" pode prejudicar as empresas por abrir brecha para a presença de representantes de concorrentes. "Imagina você ter no Conselho de Administração do Banco do Brasil, da Caixa Econômica, uma pessoa que vem de um banco concorrente. Essa pessoa pode muito bem passar para a concorrência informações estratégicas, e isso atenta contra o serviço público", considerou.

Repercussão do relator

A intenção de retomar o projeto original do Senado também foi criticada pelo relator do projeto na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA). Em nota, Maia negou que a retirada da quarentena de três anos, no projeto aprovado pela Câmara, tenha afrouxado as "exigências técnicas criadas pelo Senado para preenchimento dos cargos das estatais, apenas acabou com a quarentena de 36 meses para quem tenha ocupado cargos de direção partidária ou sindical. O resto permaneceu como estava”, disse o deputado.

Maia está em viagem oficial a Cuba e se manifestou por meio de nota. Ele criticou a possibilidade de retomada do percentual de 25% do número de conselheiros “independentes”. Segundo o relator do projeto na Câmara, a redução proposta em seu relatório, que foi aprovada, busca equiparar as estatais às regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) De acordo com Maia, essas regras são mais modernas em termos de compliance.

“Além do mais, esta mudança impede que o governo perca o controle da empresa, fato que pode acontecer no modelo adotado pelo Senado, caso a soma dos conselheiros independentes, somados aos representantes dos empregados, mais os representantes dos trabalhadores, atinjam mais de 50% do Conselho de Administração” . Do inglês, o termo compliance significa agir de agir de acordo com uma regra, o que, no caso das empresas, pode ser entendido como o fato de estar em conformidade com leis e regulamentos externos e internos.

Maia disse ainda que, mesmo com as novas regras aprovadas na Câmara, “não há nada que ela [a lei] possa fazer contra a má-fé daqueles que deliberadamente queiram assaltar os cofres públicos”.

Líder do governo

A aprovação do projeto também foi comentada pelo líder do governo interino do presidente Michel Temer no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP), que, ao contrário de Renan, classificou a aprovação na Câmara como uma “vitória”. A votação do projeto foi uma das prioridades que Temer passou para a base. Na semana passada, ele mandou paralisar todas as nomeações para diretorias e presidências de empresas estatais e de fundos de pensão, enquanto a Câmara dos Deputados não aprovasse a proposta.

 

Agência Brasil

 

Tite é o novo técnico da seleção, diz presidente do Corinthians

 

Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil

Tite é o novo técnico da seleção Brasileira

Tite deixa o Corinthians para dirigir a seleção brasileira no lugar de Dunga, demitido pela CBF depois da eliminação pelo Peru na Copa AméricaDaniel Augusto Jr / Agência Corinthians

Saiba Mais

O novo técnico da seleção brasileira de futebol é Tite, ex-treinador do Corinthians.  A informação foi confirmada no final da tarde desta quarta-feira (15) pelo presidente do clube, Roberto Andrade, em coletiva de imprensa no centro de treinamento Joaquim Grava. Tite entra no lugar de Dunga, demitido ontem (14), após a eliminação da Copa América pelo Peru, nos Estados Unidos, quando os brasileiros foram derrotados por 1 a 0. 

Tite esteve na noite passada na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), quando se encontrou com o presidente da entidade, Marco Polo del Nero, mas saiu sem falar com os jornalistas.  Na seleção, a primeira missão do novo treinador será classificar o Brasil para a Copa do Mundo da Rússia, garantindo a vaga nas eliminatórias sul-americanas, em que o Brasil é o 6º colocado atualmente.

A CBF informou que o técnico da seleção brasileira na Olimpíada do Rio de Janeiro, em agosto deste ano, será Rogério Micale, que dirige a seleção sub-20. A lista com os 35 jogadores e 12 membros da comissão técnica será enviada hoje à Fifa. A divulgação da lista final acontecerá no dia 29 de junho.

A preparação da seleção olímpica será feita na Granja Comary, a partir de 18 de julho. Dia 30 de julho o Brasil joga amistoso contra o Japão no Estádio Serra Dourada, em Goiânia.

 

Agência Brasil

 

 

Longas-metragens de cinco países concorrem ao Troféu Mucuripe em Fortaleza

 

Edwirges Nogueira* - Correspondente da Agência Brasil

Cena do filme panamenho Salsipuedes

Fortaleza - Cena do filme panamenho Salsipuedes, que estreia no Brasil durante o Festival Ibero-Americano de CinemaDivulgação

Após concorrer entre mais de 250 inscritos, oito filmes foram selecionados para disputar o Troféu Mucuripe na 26ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema, realizado anualmente pela Universidade Federal do Ceará (UFC) por meio da Casa Amarela Eusélio Oliveira.

O evento começa nesta quinta-feira (16) em Fortaleza e vai até o dia 22. As obras serão exibidas na Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longas-Metragens e são oriundas de cinco países: Brasil, Uruguai, Panamá, Espanha e México.

Neste ano, as inscrições para o festival bateram recorde: foram 957 obras, entre curtas e longas-metragens. Das oito que concorrem na mostra competitiva de longas, sete estreiam no Brasil durante o festival. É o caso do panamenho Salsipuedes, de Ricardo Aguilar e Manolito Rodríguez.

Saiba Mais

“Pela primeira vez no Brasil, vamos exibir um longa panamenho. A cinematografia do Panamá é bastante jovem. Recentemente, o país entrou no Ibermedia, que é um programa ibero-americano de fomento”, destacou o diretor executivo do Cine Ceará, Wolney Oliveira, que é filho de Eusélio Oliveira, um dos grandes incentivadores do cinema no estado.

Na Mostra Competitiva Brasileira de Curtas-Metragens concorrem 14 produções. Entre elas, está o filme cearense Abissal, de Arthur Leite, vencedor do festival É Tudo Verdade e que, por isso, está qualificado para disputar uma vaga no Oscar.

Oliveira comemora o recorde de inscrições e a grande variedade de curtas e longas de diferentes países. “O Cine Ceará é o único projeto do estado com repercussão nacional e internacional. É um evento consolidado, considerado uma das principais iniciativas audiovisuais do Brasil.”

O cineasta também atribui ao festival a ampliação de políticas públicas e do mercado audiovisual no estado, como a criação de cursos superiores de cinema e o lançamento de editais de financiamento para novos projetos. “O Cine Ceará puxou muito de tudo isso que está acontecendo, o que torna o Ceará hoje um dos principais polos de cinema do Nordeste.”

Nesta 26ª edição, o Cine Ceará homenageia o cinema mexicano, com a exibição de 22 trabalhos, tanto de diretores renomados como de novos nomes do país. O festival também presta homenagem aos trabalhos no cinema do ator Chico Diaz e da atriz Dira Paes, que estarão no evento.

 

TV Ceará e Agência Brasil

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