Okinawa: a ilha japonesa que abriga o povo mais longevo do mundo, bases americanas e o legado do antigo Reino de Ryukyu

 


A Ilha de Okinawa (沖縄本島, Okinawa-hontō), também chamada simplesmente de Okinawa-jima, é a maior ilha do arquipélago de Ryukyu e a principal da Prefeitura de Okinawa, no sul do Japão. Com aproximadamente 110 km de comprimento, 11 km de largura e área de 1.206,98 km², está localizada a cerca de 640 km ao sul do Japão continental, 500 km ao norte de Taiwan e relativamente próxima da China.A ilha abriga cerca de 1,3 milhão de habitantes, dos quais aproximadamente 800 mil vivem na região da Grande Naha, capital da prefeitura. A cidade de Naha propriamente dita tem cerca de 323 mil moradores.Estratégia militar e presença americanaDesde o final da Segunda Guerra Mundial, Okinawa ocupa posição altamente estratégica para os Estados Unidos. Cerca de 26 mil militares norte-americanos estão estacionados na ilha — quase metade de todas as forças dos EUA no Japão —, distribuídos em 32 bases e 48 campos de treinamento. Essas instalações tiveram papel importante na Guerra da Coreia, na Guerra do Vietnã, no Afeganistão e na Guerra do Iraque.Um dos povos mais longevos do mundoOs okinawanos são conhecidos mundialmente por sua extraordinária longevidade. A ilha registra uma das maiores taxas de centenários do planeta: 34 para cada 100 mil habitantes.HistóriaA história antiga de Okinawa está ligada à cultura Kaizuka (período das pilhas de conchas), quando os habitantes viviam da caça, coleta e, posteriormente, da pesca. A agricultura, incluindo o cultivo de arroz, só se desenvolveu de forma mais intensa a partir do século XII, no chamado Período Gusuku, marcado pela construção de castelos e fortalezas típicas conhecidas como gusuku.Em 1429, o rei Shō Hashi unificou os três reinos da região e fundou o Reino de Ryūkyū, com capital no Castelo de Shuri. O reino floresceu como importante entreposto comercial entre a China, o Japão e o Sudeste Asiático. Em 1609, foi invadido pelo Domínio Satsuma, tornando-se vassalo do Japão, mas mantendo relações tributárias com a China.Em 1879, o Japão anexou oficialmente o arquipélago, extinguindo o reino e transformando a região na Prefeitura de Okinawa. A monarquia foi abolida e o último rei, Shō Tai, foi obrigado a mudar-se para Tóquio.Durante a Segunda Guerra Mundial, Okinawa foi palco da Batalha de Okinawa (abril a junho de 1945), uma das mais sangrentas do conflito no Pacífico. A batalha resultou na morte de cerca de 95 mil soldados japoneses, 12.510 americanos e dezenas de milhares de civis okinawanos. Um memorial na ilha registra o nome de mais de 241 mil mortos.Após a guerra, Okinawa permaneceu sob administração americana até 1972, quando foi devolvida ao Japão.Geografia e naturezaO sul da ilha é formado principalmente por recifes de coral elevado, com inúmeras cavernas, como a famosa Gyokusendō. O norte, mais montanhoso, abriga florestas densas, como a de Yanbaru, lar da ameaçada ave Yanbaru kuina, que não voa.O clima é subtropical úmido, com florestas densas no norte e estação chuvosa no final da primavera.EconomiaA economia de Okinawa depende fortemente do turismo e da presença das bases militares americanas. A ilha possui a população mais jovem do Japão, mas enfrenta desafios como baixa taxa de emprego e menor renda média em comparação com outras prefeituras.Principais atrações turísticas incluem o Okinawa Churaumi Aquarium (um dos maiores do mundo), praias como a Century Beach, o Pineapple Park, a fábrica de cerveja Orion e cachoeiras como a Hiji. Nos últimos anos, o destino tem atraído cada vez mais turistas da China e do Sudeste Asiático.Embora as bases americanas tenham perdido peso relativo na economia local (cerca de 4% a 5% atualmente), elas ainda geram debates intensos sobre seu impacto social e ambiental.

Lana Wood: a bond girl de 007 que viveu à sombra da irmã Natalie Wood e ainda busca respostas sobre sua morte

 


Lana Wood, nome artístico de Svetlana Nikolaevna Zakharenko (Santa Monica, Califórnia, 1º de março de 1946), é uma atriz e produtora norte-americana de origem russa. Ela ficou mundialmente conhecida por interpretar a sensual bond girl Plenty O'Toole no filme 007 – Os Diamantes São Eternos (1971), ao lado de Sean Connery.Irmã mais nova da icônica atriz Natalie Wood, Lana teve sua vida marcada pela trágica morte da irmã em 1981, em circunstâncias ainda consideradas misteriosas.Origens familiaresFilha de imigrantes russos, Lana nasceu em Santa Monica. Seu pai, Nikolai Stepanovich Zakharenko (1912–1980), nasceu em Vladivostok e fugiu da Rússia durante a Guerra Civil, após a morte do próprio pai em confrontos entre forças Vermelhas e Brancas. A mãe, Maria Stepanovna Zudilova Zakharenko (1912–1996), nasceu em Barnaul e também deixou a Rússia com a família, refugiando-se inicialmente em Harbin, na China.A família acabou se estabelecendo nos Estados Unidos, onde os pais de Lana se conheceram e construíram uma vida modesta.Carreira no cinemaLana Wood estreou no cinema ainda criança, aos 10 anos, ao lado da irmã Natalie no clássico faroeste Rastros de Ódio (The Searchers, 1956), dirigido por John Ford. Ambas adotaram o sobrenome artístico “Wood”, inspirado no diretor Sam Wood.Sua carreira ganhou grande projeção em 1971, quando interpretou a exuberante Plenty O'Toole em Os Diamantes São Eternos. O papel de bond girl — uma mulher sedutora que conhece James Bond em um cassino — a tornou conhecida internacionalmente. Em 1970, pouco antes do filme, ela havia posado nua para a revista Playboy, o que ajudou a chamar atenção para sua beleza e talento.Ao longo da carreira, Lana participou de cerca de vinte produções para cinema e televisão, embora nenhum outro trabalho tenha alcançado o mesmo impacto do filme de 007. A partir de 1982, ela passou a atuar também como produtora.Vida pessoal e o livro sobre Natalie WoodEm 1983, Lana Wood lançou o livro Natalie: A Memoir by Her Sister, um best-seller que mescla biografia da irmã e autobiografia. No livro, ela revela detalhes da vida de Natalie e afirma ter tido um caso com Sean Connery durante as filmagens de Os Diamantes São Eternos.Lana foi casada quatro vezes. O primeiro casamento, aos 16 anos, foi anulado. Os demais terminaram em divórcio. Do último casamento, teve uma filha e é avó de três netos.A morte de Natalie Wood, em novembro de 1981, abalou profundamente Lana, que até hoje questiona as circunstâncias do afogamento e mantém críticas públicas ao viúvo Robert Wagner.