Dólar recua 0,92% com mercado de olho em equipe de Lula e fala de Bolsonaro

 No fim do dia, moeda era cotada a R$ 5,1186



Após uma manhã de instabilidade e troca de sinais, o dólar se firmou em baixa no início da tarde e encerrou a sessão desta terça-feira, 1º de novembro, em queda forte, mas longe das mínimas da sessão. Operadores voltaram a relatar entrada de fluxo estrangeiro para ativos doméstico e desmonte de posições defensivas no mercado futuro de câmbio, em meio às expectativas para a transição de governo.

Já na reta final do pregão, o dólar tocou nova mínima, ao descer pontualmente até R$ 5,0866 (-1,545), quando o mercado digeria o primeiro pronunciamento público de Jair Bolsonaro após o segundo turno da eleição presidencial. Embora não tenha reconhecido explicitamente a derrota nas urnas, o presidente disse que continuará "cumprindo todos os mandamentos da Constituição". O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, vai tocar a transição pelo lado do governo. Bolsonaro disse que protestos de apoiadores são "fruto de indignação e sentimento de injustiça de como seu deu o processo eleitoral", mas ressaltou que manifestações precisam ser pacíficas.

Apesar de bloqueio de rodovias e eventuais turbulências, consolida-se a sensação de redução do risco político-institucional. As atenções se voltam à formação do futuro governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O mercado celebrou no início da tarde a indicação do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) para comandar a equipe de transição do lado petista. Mas houve certo receio diante da informação, divulgada pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) na reta final dos negócios, de que o ex-ministro Aluizio Mercadante será o coordenador de Economia pela parte técnica. "Mercadante ter algum poder em qualquer coisa relacionada à economia é ruim", disse um trader, resumindo o sentimento do mercado, que aguarda um nome que afaste a possibilidade de medidas heterodoxas.

Logo após a informação sobre Mercadante, o dólar reduziu bastante o ritmo de alta e não apenas ultrapassou novamente o nível de R$ 5,10 como tocou pontualmente a casa de R$ 5,13. No fim do dia, era cotado a R$ 5,1186, em queda de 0,92% - o que leva a baixa acumulada nos dois primeiros pregões após a eleição de Lula a 3,43%. Na quarta, o mercado local estará fechado em razão do feriado do Dia de Finados. No exterior, as atenções se voltam à decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), que pode acenar com redução do ritmo de alta dos juros a partir de dezembro.

Bolsa

Mesmo com protestos ainda interrompendo ou prejudicando o tráfego nas estradas brasileiras nesta terça-feira, e os índices de ações em Nova York mostrando perdas na sessão, o Ibovespa manteve-se no positivo pelo segundo dia, mas ficou volátil durante a fala do presidente Jair Bolsonaro, no fim de tarde, sem pedido direto de desmobilização dos caminhoneiros e sem cumprimento ao vencedor da eleição para a Presidência da República do último domingo.

"Continua esse clima de embate político, ele (Bolsonaro) acabou não falando nada. As manifestações continuam atrapalhando e podem afetar a economia, com falta de produtos, mesmo de combustível. Deveria ter pedido o fim das manifestações", diz Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença Corretora.

Dessa forma, o Ibovespa chegou a subir menos de 1% na conclusão da fala de Bolsonaro, mas voltou a ganhar um pouco de terreno, logo em seguida, com a confirmação, pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, de que a transição de governo será iniciada, conforme prevê a lei. No início do curto pronunciamento do presidente, o Ibovespa chegou a acentuar máxima do dia (+1,92%), aos 118.261,20 pontos, mas perdeu força logo depois, na conclusão da fala.

Assim, a referência da B3 fechou o dia em alta de 0,77%, aos 116.928,66 pontos, entre mínima de 115.547,46 e a máxima de 118.261,20 pontos, com abertura a 116.037,26 pontos. O giro seguiu forte nesta terça-feira, a R$ 40,7 bilhões, após ter chegado a R$ 47,2 bilhões, na segunda-feira. Na semana, o Ibovespa avança 2,09%, colocando os ganhos do ano a 11,55%.

Agência Estado e Correio do Povo

Bolsonaristas prometem virar a noite no Centro de Porto Alegre para dar seguimento a protesto

 Apoiadores de Jair Bolsonaro não aceitam derrota do presidente e pedem intervenção federal


Churrasco, suprimentos, barracas, carro de som, discursos inflamados e orações. Esse é o cenário nas mediações do Comando Militar do Sul (CMS) na terça-feira por volta das 22h, no Centro Histórico de Porto Alegre. Tudo isso começou de dia e  foi organizado por um grande grupo de apoiadores do atual presidente Jair Bolsonaro (PL), que prometeram pernoitar no local como forma de protestos pela vitória do oponente, o petista Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é manifestar repúdio ao resultado das eleições e exigir intervenção federal.

 Foto: Fabiano do Amaral

Uma larga bandeira foi estendida e era balançada pelos apoiadores enquanto oravam. Depois, o principal símbolo nacional foi estendido no chão e crianças pequenas corriam e brincavam em cima.

Um caixão e um boneco representando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, faziam alusão ao entendimento unívoco do movimento, que é de “morte à democracia”, com o retorno da esquerda ao governo federal. 

O cirurgião dentista Paulo Figueiró Sobrinho conta que a manifestação não tem liderança única e que se trata de um movimento orgânico de indignação pela forma como as eleições foram conduzidas. Segundo ele, a imprensa foi censurada e não pode mostrar o histórico de Lula e que houve interferência de outros poderes que favoreceram a vitória do adversário de Bolsonaro. Sobrinho conta que os apoiadores de todo Brasil estão unidos em torno dessa causa.

 

Um grupo de senhoras se organizou com gazebo, cadeiras e compras  para pernoitar. Elas estão inseridas nos protestos desde segunda-feira. A pensionista carioca Jane Vilella  entende  que o movimento é de não aceitação ao resultado eleitoral “que elegeu um ex-presidiário ao poder”, disse.

 Foto: Fabiano do Amaral

A eletricista Florinda Andrade reiterou que não vão sair dali enquanto não forem ouvidos, evocando o artigo 1º da Constituição Federal/1988, que diz que “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos”. “Só iremos sair quando formos ouvidos. Não é pelo Bolsonaro, é pelo nosso país, amor ao nosso país”, clamou. 

A técnica de enfermagem, Luisenia Gomes Paz, disse que está morando na Alemanha e veio para votar “por amor ao Brasil”. Eu não voltei para lutar pela minha nação por respeitar meus pais que trabalharam anos no campo e não sairemos daqui enquanto não houver intervenção federal”, enfatizou.

Movimentos surgiram em todo o país desde que houve o anúncio da vitória de Lula, nas eleições presidenciais no último domingo. Bloqueios de rodovias federais e estaduais também estão entre os atos ordenados pelos apoiadores, que não aceitam o saldo das urnas. O presidente Jair Bolsonaro, que tentava a reeleição, fez  primeiro pronunciamento na terça-feira à tarde, quando disse que vai seguir a Constituição e criticou manifestações que impedem o direito de ir e vir. 


Correio do Povo

Nota da Fecomércio-RS sobre o resultado das eleições

 


Acima de nomes, a eleição de 2022 colocou em disputa modelos de política econômica e valores importantes na determinação do nosso futuro como país. Frente aos resultados deste domingo, produzidos por um regime democrático que apoiamos, ainda que por diferença pequena, a Fecomércio-RS reafirma suas bandeiras e reforça seus compromissos com os empresários do comércio de bens, serviços e turismo do Rio Grande do Sul para os próximos quatro anos. Em nome da garantia do melhor ambiente de negócios possível no Brasil, monitoraremos e enfrentaremos, com posicionamentos democráticos, todas as tentativas de reverter avanços e as iniciativas contrárias às bandeiras de liberdade econômica, de protagonismo do setor privado e de irresponsabilidade fiscal. Seguiremos participando do debate público, apresentando nossas opiniões e confiantes no futuro do Brasil.

Denis Machado

Moglia Comunicação Empresarial

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Lab Fecomércio-RS sedia evento sobre Empreendedorismo Feminino

 Inscrições estão abertas pela internet

No mês em que é comemorado o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, a Fecomércio-RS convida mulheres do ecossistema de inovação e empreendedorismo para bater um papo sobre esta temática. O evento híbrido “Empreendedorismo Feminino: Desafios, erros e acertos” acontece no próximo dia 23 de novembro, às 14h, no Lab Fecomércio-RS.

Entre as painelistas estão Cris Pellegrin, head de Pessoas da Ventiur, Fernanda Dauber, gestora de Relacionamento com Investidores e sócia da Ventiur, Jessica Matos de Araújo, co-founder da BeJobs, Luciana Malinsky, CEO e fundadora da startup LM Nutrindo Soluções. O evento conta ainda com a mediação de Camila Tubin Lopes, gestora de comunidade do Lab Fecomércio-RS, e Patrícia Palermo, economista-chefe da Fecomércio-RS. 

Os painéis têm a parceria de Ladies In tech, SebraeX e Ventiur Aceleradora Lab. A ação acontece presencialmente no Lab Fecomércio-RS e on-line, pelo YouTube da Federação. Inscreva-se em https://bit.ly/lab_empreendedorismofeminino.

Shállon Teobaldo

Moglia Comunicação Empresarial

Fone: (51) 9 9324-8677

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Brasil possui 67,9 milhões de inadimplentes: Especialista explica porque brasileiros se endividam tanto e orienta como sair do vermelho neste final de ano

 


Educação financeira oferece uma melhora na qualidade de vida das pessoas, pois proporciona maior segurança, afirma o Coordenador dos Cursos de Gestão da Estácio RS 

O ano de 2022 não está sendo fácil para a vida financeira de muitas famílias brasileiras. O cenário mundial é responsável por influenciar as ações governamentais no âmbito econômico de cada País. No Brasil, os efeitos da economia global, do pós-pandemia do COVID-19 e da guerra entre Rússia e Ucrânia, refletem na alta dos preços e na inflação, que são fatores que dificultam o pagamento das contas, induzem no acúmulo e crescimento das dívidas da população brasileira.   Segundo dados de setembro do Serasa, atualmente o Brasil possui 67,9 milhões de inadimplentes. O Coordenador dos Cursos de Gestão da Estácio RS, André Guedes, explica o motivo pelo qual o brasileiro se endivida tanto e também dá dicas de como sair do vermelho e iniciar 2023 com as contas em dia. 

Para Guedes, a questão do endividamento dos brasileiros é cultural, além da situação econômica, pois está intrinsecamente ligado ao modo de adquirir bens de consumo. “Entre a maioria dos consumidores a pergunta recorrente no momento da compra é qual a quantidade de parcelas a pagar ou qual o valor da parcela. Totalmente diferente do consumidor na Europa ou nos Estados Unidos, onde o pensamento é e se eu juntar “x” em dinheiro por mês, em quanto tempo eu consigo adquirir esse bem?”, explica. Ou seja, a ideia de constituir uma reserva para então efetuar a compra não é uma prática do consumidor brasileiro e isto faz uma diferença grande no aumento dos endividados. 

Outro fator que leva ao endividamento é que o brasileiro dispõe de diferentes formas de crédito e parcelamento, o que culmina no comprometimento de boa parte da renda nos parcelamentos contratados. “Sem o hábito de constituir reserva de dinheiro e possuir um orçamento controlado, os brasileiros hoje estão formando uma legião de endividados”, analisa André. 

Para mudar esse cenário, o consumidor precisa reaprender a organizar as finanças. E para que isso ocorra, a educação financeira é fundamental. “A educação financeira não se resume simplesmente em aprender a economizar, reduzir gastos, poupar e economizar. Ela representa uma melhora na qualidade de vida das pessoas, pois proporciona maior segurança às adversidades que possam surgir”, explica. 

Porém, nem todos estão preparados agora para buscar esse conhecimento. “De imediato, o recomendável a todas as famílias é o controle de gastos. Isso significa manter um registro diário de todas as despesas realizadas utilizando dinheiro, cartão ou outra forma de pagamento, para facilitar a gestão do orçamento”, orienta Guedes. Também deve-se agrupar as despesas em categorias, como por exemplo, educação, alimentação, moradia, transporte, para facilitar a tomada de decisão em eventuais cortes no orçamento. 

E nessa reta final de 2022, para reduzir os gastos e conseguir terminar o ano sem estar no vermelho é necessário um planejamento financeiro ostensivo, levando em consideração os seguintes pontos: identificar o tamanho do problema gerado pelo descontrole financeiro, entender a real renda mensal da família, cortar os gastos de maneira inteligente mantendo os itens de alimentação, gastos básicos (luz e água) e transporte para o trabalho, fazer o cálculo de quanto se pode pagar pelas dívidas, entrar em contato com os credores para renegociar os valores e, quando possível, tentar quitar as dívidas menores e refinanciar as maiores. “Estas dicas são básicas, mas ainda será necessário em algum momento constituir uma reserva financeira para situações adversas da economia no futuro”, finaliza o professor. 

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Atenciosamente,

O que vocês acham do recado dado pelo presidente Jair Bolsonaro?

 



Fonte: https://www.facebook.com/watch/?v=2476611102637881&aggr_v_ids[0]=2476611102637881&aggr_v_ids[1]=806354630633036&aggr_v_ids[2]=669853531182730&notif_id=1667262653057261&notif_t=watch_follower_video&ref=notif

Pronunciamento do Presidente Jair Bolsonaro

 



Fonte: https://www.facebook.com/watch/?v=806354630633036&aggr_v_ids[0]=806354630633036&aggr_v_ids[1]=669853531182730&notif_id=1667262653057261&notif_t=watch_follower_video&ref=notif

Chefe da ONU está 'profundamente preocupado' após Rússia deixar acordo de exportação de grãos

 

País suspendeu sua participação depois de ter acusado a Ucrânia de um ataque 'massivo' de drones a sua frota no mar Negro

O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, fala em reunião no Vietnã

NHAC NGUYEN/AFP - 22.10.2022

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Antonio Guterres, expressou neste domingo (30) uma "profunda preocupação" com a interrupção das exportações de grãos por via marítima da Ucrânia, depois que a Rússia suspendeu sua participação em um acordo que permite os embarques. 

Segundo o porta-voz da autoridade, ele "decidiu adiar sua partida para a Cúpula da Liga Árabe em Argel em um dia para se concentrar no assunto".

O acordo, assinado em julho entre a Rússia e a Ucrânia com mediação da Turquia e da ONU, é essencial para aliviar a crise alimentar global causada pelo conflito.

Esse pacto permitiu a exportação de 9 milhões de toneladas de grãos ucranianos e a renovação do acordo, prevista para 19 de novembro.

A Rússia anunciou que suspenderia sua participação depois de ter acusado Kiev de um ataque "massivo" de drones a sua frota no mar Negro, o que a Ucrânia chamou de "falso pretexto".

"O secretário-geral continua engajado em intensos contatos com o objetivo de encerrar a suspensão russa de sua participação na Iniciativa de Grãos do Mar Negro", disse ainda o porta-voz de Guterres.

"O mesmo compromisso também busca a renovação e a plena implementação da iniciativa para facilitar as exportações de alimentos e fertilizantes da Ucrânia, bem como a remoção dos obstáculos existentes às exportações russas de alimentos e fertilizantes", observou.

A Rússia revelou neste domingo que recuperou restos de drones que atacaram sua frota em Sebastopol e que os dispositivos utilizavam uma "zona segura" do corredor para o transporte de grãos; um deles poderia ter sido lançado de um "barco civil".

Moscou alegou que algumas das aeronaves tinham "módulos de navegação feitos no Canadá" e que a Ucrânia planejou o ataque à frota com a ajuda de especialistas militares britânicos.

Além disso, afirmou que os dados de um receptor de navegação em um dispositivo mostraram que ele foi lançado "da costa perto da cidade de Odessa".

Repercussão

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chamou a decisão russa de deixar o acordo de "indignante", e seu secretário de Estado, Antony Blinken, afirmou que Moscou "está tentando transformar os alimentos em armas novamente". Por sua vez, a União Europeia instou a Rússia a "reverter sua decisão".

O centro que coordena a logística do acordo afirmou em nota que não há tráfego previsto para este domingo. "Não foi alcançado um acordo no Centro de Coordenação Conjunta para a movimentação de embarcações de entrada e saída para 30 de outubro", disse. "Há mais de dez navios, tanto de saída quanto de entrada, esperando para transitar pelo corredor".

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, estimou que a Rússia bloqueia "2 milhões de toneladas de grãos em 176 navios todos os dias", o que é suficiente para alimentar "7 milhões de pessoas".

Ele também exigiu que Moscou acabe com "seus jogos da fome" e disse que as explosões estavam a mais de "220 quilômetros do corredor de grãos". A Ucrânia e a ONU informaram anteriormente que o acordo ainda estava em vigor.

O presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, chamou a decisão da Rússia de "uma intenção absolutamente transparente de retornar à ameaça de uma fome em larga escala na África e na Ásia".

Enquanto isso, Stephane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, afirmou que "é vital que todas as partes se abstenham de qualquer ação que possa comprometer o acordo".

"Afirmações falsas"

A cidade de Sebastopol, na península ucraniana da Crimeia, que foi anexada pela Rússia, foi alvo de vários ataques nos últimos meses. Ela é o quartel-general da frota russa no mar Negro e também abriga um centro de coordenação das operações na Ucrânia.

O Exército russo afirmou que "destruiu" nove drones aéreos e sete marítimos que atacaram o porto no início do sábado.

"A preparação desta ação terrorista e o treinamento dos militares do 73º centro de operações marítimas especiais da Ucrânia foram realizados por especialistas britânicos baseados em Ochakov, na região de Mykolaiv, na Ucrânia", disse o Ministério da Defesa russo no Telegram.

O Exército russo também acusou o Reino Unido de envolvimento nas explosões de setembro que causaram vazamentos dos oleodutos Nord Stream 1 e 2 no mar Báltico, construídos para transportar gás russo para a Europa.

O Reino Unido rejeitou as acusações, dizendo que o Ministério da Defesa russo recorre a "divulgar alegações falsas de dimensão épica".

A porta-voz diplomática russa, Maria Zakharova, afirmou no sábado que Moscou levaria essa questão, assim como os ataques de drones, ao Conselho de Segurança da ONU.

Um ataque "maciço"


A autoridade pró-russa de Sebastopol, o governador Mikhail Razvojayev, afirmou que o ataque foi o "mais maciço" contra a península até agora no conflito.

As investidas contra a Crimeia se multiplicaram nas últimas semanas, paralelamente ao avanço de uma contraofensiva ucraniana em direção à cidade de Kherson, próxima à península que serve de base de retaguarda para a operação militar russa.

A Ucrânia informou no sábado (29) que, na frente sul do país, suas tropas "estão resistindo em suas posições e atacando o inimigo para criar condições para ações mais ofensivas".

As autoridades russas de ocupação de Kherson prometeram transformar a cidade em uma fortaleza, preparando-se para um ataque inevitável.

Enquanto isso, separatistas pró-russos anunciaram uma nova troca de prisioneiros com a Ucrânia no sábado, dizendo que 50 soldados de cada lado poderão voltar para casa.

R7