Ao menos 413 das 497 cidades gaúchas já decretaram situação de emergência por causa da falta de chuva

 


Até esta quinta-feira (17), ao menos 408 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul já haviam decretado situação de emergência por causa da falta de chuvas, conforme a Defesa Civil. O índice é de 82%. Destas cidades, 377 já receberam homologação pelo Executivo gaúcho e 373 obtiveram reconhecimento da medida pelo governo federal.

Esse tipo de documento é exigido para que uma prefeitura tenham acesso a ajuda humanitária. Trata-se, também, de um requisito para que agricultores e pecuaristas locais possam repactuar dívidas relativas a financiamento agrícola

Em suas redes sociais, a ministra disse que o governo federal foi ao estado para “ver de perto a situação das lavouras atingidas pela seca e conversar com os produtores rurais em busca de soluções”.

Agricultores apreensivos

Esse cenário motivou, na quarta-feira, um protesto de pequenos produtores em frente à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), em Porto Alegre. Na pauta, o clamor por ações urgentes dos governos estadual e federal para minimizar os efeitos da falta de chuvas.

Dentre as reivindicações estão a liberação de crédito e auxílio emergencial, criação de Comitê Estadual da Estiagem, a anistia de dívidas e liberação de milho com valor subsidiado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). À tarde, líderes da mobilização foram recebidos por integrantes do secretariado estadual.

A manifestação contou com represebtantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetraf-RS), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Pequenos Agricultores, Movimento dos Atingidos por Barragem, União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária e Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Rio Grande do Sul.

Promessa de recursos

Em nota, a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural informou que “tem concentrado esforços para agilizar a tramitação do Avançar na Agropecuária e no Desenvolvimento Rural e beneficiar os produtores rurais, em meio a uma das estiagens mais severas das últimas décadas”. Confira alguns trechos do texto:

– “Ao todo, o programa destinará R$ 275,9 milhões ao campo gaúcho em 2022. Este valor é o dobro do que foi investido pelo Estado no setor nos últimos dez anos”.

– “Para agilizar os trâmites administrativos de ações de enfrentamento à estiagem em municípios que se encontram em situação de emergência, no último dia 10 de fevereiro, o governador Eduardo Leite criou, por meio de Ordem de Serviço, uma força-tarefa no âmbito da Secretaria da Agricultura”.

– “A força-tarefa vem para acelerar o processo de assinatura de convênios entre a Seapdr e municípios para o repasse de recursos que viabilizarão a escavação de 6.025 microaçudes no Rio Grande do Sul. Ainda neste mês, estes convênios serão assinados, garantindo o repasse do valor correspondente à escavação de, em média, dez microaçudes por município”.

– “Neste momento, a Secretaria da Agricultura também aguarda parecer da Procuradoria-Geral do Estado sobre a autorização para promover a contratação emergencial da perfuração de 750 poços artesianos e respectivas caixas d’água, além de 500 conjuntos de cisternas”.

– “Os termos de referência que embasarão estas contratações estão em fase final de ajustes. Se o parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) for favorável, a Secretaria da Agricultura estima que, ainda em março, promoverá as contratações”.

O Sul

25ª edição do Liquida Porto Alegre começa nesta sexta-feira

 


O Liquida Porto Alegre inicia nesta sexta-feira (18), com mais de 4,6 mil estabelecimentos espalhados por 85 bairros oferecendo promoções. A maior incidência de lojas está no Centro Histórico (702 lojas), Passo D’Areia (302 lojas) e Floresta (244 lojas). Dentre as inscritas, 71% são lojas de rua, 19% localizam-se em shoppings e 10% estão em camelódromos. Ainda, mais de 70 estabelecimentos são totalmente digitais e quase 700 são novatos na liquidação, que ocorrerá até o dia 26.

Os segmentos são os mais variados, desde vestuário (740 lojas) a farmácias (470 lojas), passando por móveis e colchões (300 lojas), alimentação (285 lojas) e beleza (280 lojas), chegando até os nichos religiosos, a área de moradias compartilhadas — os colivings — e à venda de espaços físicos de armazenamento – os self storages.

Nesta edição do Liquida Porto Alegre, a CDL POA empenhou-se, de maneira ainda mais significativa, em instruir os lojistas a focar em ofertas que façam a diferença para o consumidor, aponta o presidente da Entidade, Irio Piva.

“Iniciamos o Liquida Porto Alegre com o ambiente ideal: consumidores com expectativa para fazer suas compras e lojistas sabendo a importância de oferecer boas ofertas para gerar negócios. Nosso papel é criar esse ambiente e levar o consumidor até as lojas, impulsionando a economia local”, detalha o dirigente﹒Piva explica que o maior poder do Liquida está no consumidor, que decidirá quais são os estabelecimentos que melhor irão atender as suas necessidades: “As boas ofertas devem ser oportunidades únicas”.

O propósito do Liquida Porto Alegre 2022 está em constituir um marco para a retomada da economia do município. Segundo o economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, alguns dados oficiais mostram o quão necessário é o processo de recuperação da geração de emprego e de renda.

“O mercado de trabalho formal encolheu 1,2% entre março de 2020 e dezembro de 2021, o que significa 6.528 vagas a menos no período, conforme o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Por sua vez, a quantidade de Notas Fiscais Eletrônicas emitidas na Capital hoje é praticamente a mesma de três anos atrás, de acordo com a Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul. Portanto, cremos que o evento deve colaborar para a ativação das vendas em um mês que é tradicionalmente caracterizado por ser o de pior movimento ao longo do ano para o varejo”, analisa o economista.

Segundo levantamento de dados do especialista, o cálculo da sazonalidade aponta que fevereiro é o mês de menor faturamento no setor, cuja queda em relação à média dos demais meses é de 16%.

O Sul


Divulgados os vencedores do Prêmio Açorianos de Literatura


Subvariante BA.2 é mais agressiva que a ômicron, indica novo estudo

Tribunal Superior Eleitoral define regras para a retomada da propaganda partidária gratuita

 O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou nesta segunda-feira (14) resolução que regulamenta o tempo de propaganda partidária durante intervalos na programação de TVs e rádios. O texto foi aprovado, por unanimidade, pela Corte Eleitoral na última terça (8).

O texto prevê regras para o acesso de partidos ao dispositivo e estabelece a forma que os conteúdos serão veiculados. A propaganda partidária havia sido extinta em 2017, mas foi retomada em uma lei aprovada pelo Congresso e sancionada por Jair Bolsonaro em janeiro deste ano.

As propagandas partidárias são usadas, por exemplo, para incentivar a filiação de eleitores ao partido e para a divulgação do programa e para ações das siglas. É diferente da propaganda eleitoral, divulgada no horário eleitoral gratuito nos anos em que há votação e usada para promover as candidaturas.

No mesmo dia em que o TSE aprovou a resolução, o Congresso derrubou veto do presidente Jair Bolsonaro ao trecho que previa compensações fiscais às emissoras pela exibição dos programas.

Com a derrubada, as emissoras terão direito à compensação calculada com base na média do faturamento comercial no horário em que serão exibidos os conteúdos.

Tempo

De acordo com a resolução aprovada pelo TSE, para ter direito à divulgação, os partidos precisarão alcançar a cláusula de desempenho. A divisão do tempo disponível para cada partido será feita de acordo com o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados:

— o partido que tiver eleito mais de 20 deputados federais terá direito à utilização de 20 minutos por semestre, para inserções de 30 segundos, nas redes nacionais, e de igual tempo nas emissoras estaduais;
— o partido que tiver eleito entre 10 e 20 deputados federais terá direito à utilização do tempo total de 10 minutos por semestre, para inserções de 30 segundos, nas redes nacionais e nas emissoras estaduais;
— o partido que tiver eleito até nove deputados federais terá o direito à utilização do tempo total de 5 minutos por semestre, para inserções de 30 segundos nas redes nacionais, e de igual tempo nas redes estaduais.

Em caso de partidos que oficializarem federações, a regulamentação do TSE prevê um novo cálculo unificado dos deputados eleitos pelo grupo na eleição seguinte à formação da federação.

Exibição

Os programas exibidos em rádio e televisão terão 30 segundos. Poderão ser vistos nos intervalos das programações das emissoras entre 19h30 e 22h30.

Os partidos poderão requisitar transmissões em nível estadual ou nacional. As inserções nacionais serão exibidas exclusivamente nas terças-feiras, quintas e sábados. As estaduais, nas segundas-feiras, quartas e sextas.

As exibições não poderão ultrapassar cinco minutos diários em cada emissora, respeitando a seguinte divisão por faixas:

— Entre 19h30 e 20h30: no máximo três inserções;
— Entre 20h30 e 21h30: no máximo três inserções.
— Entre 21h30 e 22h30: no máximo quatro inserções.

Além disso, será preciso também um intervalo mínimo de dez minutos entre cada programa exibido.

Nos casos em que as emissoras de TV ou rádio comprovarem impossibilidade de interrupção da programação normal da emissora no horário estabelecido para exibir os conteúdos partidários, poderá ser requisitada a prorrogação do horário de exibição das inserções de propaganda eleitoral até a meia-noite.

Para ter acesso ao dispositivo, o Tribunal Superior Eleitoral estabeleceu que os partidos deverão apresentar requerimentos à Corte. As solicitações deverão conter o número de inserções pretendidas e as datas de preferência para exibição nacionais ou estaduais.

Para programas a serem exibidos no primeiro semestre de cada ano, as legendas deverão protocolar os pedidos entre os dias 1º e 14 de novembro. Para o segundo semestre, o prazo estabelecido será entre 10 e 25 de maio. Em anos eleitorais, como é o caso de 2022, não haverá exibição durante o segundo semestre.


O Sul

Andador Infantil Tutti Baby Safari Plus

 Os andadores para bebês são a fase intermediária entre o carrinho de bebê e o inicio do engatinhar. Trata-se de uma estrutura que permite aos nossos filhos andar de forma assistida. E o andador infantil Safari Plus da Tutti Baby vai auxiliar os primeiros passos do bebê de forma lúdica e divertida! Ele possui assento acolchoado, bandeja de brinquedos e adesivos personalizado. É indicado para crianças a partir de 6 meses e suporta até 12kg. Isso sem contar que ele possui 3 níveis de altura, freios antiqueda. E tudo isso com o certificado do INMETRO, este brinquedo desenvolve a coordenação motora, imaginação, senso de direção, lateralidade, senso de organização e muito mais!


Link: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/p/andador-infantil-tutti-baby-safari-plus/230529100/?utm_source=magazinevoce&utm_medium=email&utm_campaign=email_140222_seg&utm_content=produto-230529100&campaign_email_id=3386

Crise dos fertilizantes e inflação estão na agenda da viagem de Bolsonaro à Rússia

 Apesar do acirramento de tensões entre Rússia e Ucrânia, o presidente Jair Bolsonaro chega a Moscou nesta terça-feira (15), em sua segunda viagem internacional de 2022. Lá, terá encontros com o presidente Vladimir Putin e empresários. Para além de tentar fortalecer a pauta comercial entre os países, há o objetivo de manter aberto o fluxo de fertilizantes, essenciais para o agronegócio brasileiro. O aperto na oferta do insumo tem o potencial de pressionar o preço dos alimentos e, consequentemente, a inflação, pesadelo do presidente em ano eleitoral.

A chance de a Rússia invadir a Ucrânia durante a viagem de Bolsonaro – e ganhar resposta à altura dos Estados Unidos – assusta integrantes do Palácio do Planalto, em especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), comandado pelo ministro Augusto Heleno.

A ala política do governo chegou a pressionar pelo adiamento da visita oficial, mas o presidente não cedeu. Depois de Moscou, ele segue para Budapeste, capital da Hungria, para agenda com o primeiro-ministro Viktor Orbán, nacionalista de extrema-direita.

Para além da delicada questão geopolítica na qual o Brasil pode se envolver, a viagem presidencial enfrenta outro desafio: o desfalque causado pela ausência da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Com covid-19, a favorita do Centrão para a vice de Bolsonaro em 2022 é a principal articuladora junto a Moscou quando o assunto é crise dos fertilizantes.

Hoje, o Brasil importa 85% dos fertilizantes utilizados nas lavouras. Desse montante, 22% vem da Rússia, que no ano passado restringiu as exportações desses insumos para garantir o abastecimento interno em meio à crise energética global. Os russos ainda bloquearam, em fevereiro deste ano, a venda de nitrato de amônio para outros países até abril. Neste caso, a dependência do Brasil é ainda mais elevada: 98% do produto vem de lá.

“Valorização”

O decreto protecionista de Putin está no radar dos investidores. “Com a disponibilidade restrita no mercado, a tendência é de valorização dos preços”, diz o Itaú BBA, em nota enviada a clientes. O tema também é monitorado pelo governo federal, que deseja evitar um choque no preço dos alimentos às vésperas das eleições e diante de uma inflação já elevada. Em janeiro, o IPCA acumulado em 12 meses bateu 10,38%, maior índice em seis anos.

Antes da proibição do nitrato de amônio, em novembro de 2021, Tereza Cristina chegou a ir a Moscou e ganhou o compromisso de que o Brasil não seria mais afetado por restrições, o que não aconteceu. Por isso a grande expectativa em torno de qual seria a próxima estratégia da Rússia para manter o abastecimento interno sem desregular substancialmente a cadeia global do insumo.

De acordo com fontes ouvidas, o Executivo federal ainda espera melhorar a balança comercial com a Rússia após a visita oficial de Bolsonaro. Em 2021, o déficit comercial foi de US$ 4,1 bilhões – foram US$ 5,70 bilhões em importações ante US$ 1,59 bilhão em exportações.


O Sul

Mudanças na Constituição batem recorde histórico no governo Bolsonaro

 As mudanças na Constituição ganharam ritmo acelerado no governo do presidente Jair Bolsonaro, que planeja mais alterações neste ano eleitoral. De 2019 até agora, foram 16 modificações —uma emenda à Carta passou a vigorar a cada 71 dias.

Há exemplos de temas estruturais, como a reforma da Previdência, mas prevalecem textos com dribles a regras fiscais, caso do adiamento ao pagamento de precatórios — maneira também de fortalecer o caixa, com o projeto de reeleição adiante — e acenos a categorias que tendem a apoiar o governo, a exemplo da criação da polícia penal.

A média no atual governo é próxima à verificada na segunda gestão de Fernando Henrique Cardoso, com uma alteração a cada 76 dias — nos primeiros quatro anos do tucano, o ritmo foi mais lento, a cada 91 dias. A realidade é diferente, porém, dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (uma a cada 104 dias), do período Fernando Collor-Itamar Franco, quando houve uma alteração a cada 437 dias, e da passagem de Dilma Rousseff — uma a cada 85 dias no primeiro mandato, e um intervalo de 97 dias nos quatro anos finais, em que parte do período teve Michel Temer na Presidência.

Algumas das PECs analisadas pelo Congresso chegam a ter até o prazo da validade, por tratarem de modificações transitórias, caso da ofensiva mais recente, apoiada por Bolsonaro, que busca reduzir o preço de gasolina, diesel e gás. Dois textos tramitam simultaneamente com objetivo de alterar a cobrança de impostos. A iniciativa, porém, não trata de um ponto estrutural: o emaranhado tributário, citado por especialistas como fator de fuga de investimentos do País.

Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto afirmou que o número de 115 emendas desde que a Constituição entrou em vigor configura um “desastre” institucional.

“É preciso ter a clareza de que a Constituição não é do Estado. É da nação, reunida em Assembleia Constituinte. Quando o Estado mexe na Constituição, é preciso ter cuidado. É uma alteração em obra alheia. A nação é anterior ao Estado. Parlamentares e presidentes da República, infelizmente, não sabem disso e mexem aleatoriamente e demasiadamente. É um atentado intrínseco. Não dá tempo à Constituição para respirar”, critica.

“A jato”

Desde que assumiu a cadeira, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tem adotado postura oposta à preconizada por Britto. Em fevereiro do ano passado, por exemplo, tentou imprimir uma tramitação a jato de proposta que ficou conhecida como “PEC da impunidade”. Na esteira da prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), Lira encomendou um texto com o propósito de ampliar a imunidade parlamentar. Após intensa pressão, a votação foi adiada, e o tema não retornou à pauta.

Lira avisou que uma outra PEC deve ser analisada em breve. O texto, aprovado em comissão especial, aumenta de 65 para 70 anos a idade máxima para nomeação de juízes e ministros em tribunais superiores. Segundo ele, é uma adaptação à aprovação da PEC da bengala, aprovada em 2015, que postergou a aposentadoria de magistrados.

“Houve um embarreiramento nas carreiras jurídicas. O Congresso pode corrigir essa falha de maneira rápida, porque não vejo polêmica nessa PEC”, disse Lira.

Nas últimas semanas, líderes começaram a debater também uma outra ideia: dar encaminhamento a uma PEC que libera partidos de manter o compromisso assumido ao formar federações. O instrumento, aprovado no ano passado, permite a união de siglas por quatro anos. O objetivo, porém, é possibilitar a aliança apenas durante o período eleitoral, para preservar partidos menores de extinção.


O Sul

Exportações do agronegócio brasileiro bateram recorde em janeiro

 As exportações do agronegócio atingiram US$ 8,82 bilhões, valor recorde para os meses de janeiro, o que significou incremento de 57,5% em relação aos US$ 5,60 bilhões exportados em janeiro do ano passado.

Conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), esse forte crescimento do valor exportado foi influenciado tanto pela expansão dos preços médios de exportação, que subiram 19% na comparação com janeiro de 2021, quanto em função do aumento do volume exportado, que cresceu 32,3%.

Com essa expressiva elevação, a participação do agronegócio nas exportações brasileiras cresceu de 37,5% (janeiro/2021) para 44,9% (janeiro/2022).

Complexo soja

O destaque dos embarques do mês de janeiro foi o complexo soja, com US$ 2,12 bilhões, cifra 338,3% superior aos US$ 484,07 milhões exportados em janeiro de 2021 (+US$ 1,64 bilhão).

A soja em grãos registrou 2,45 milhões de toneladas em exportações (+4.853,6%), ou US$ 1,24 bilhão (+5.223,9%); valores recordes para os meses de janeiro.

De acordo com os analistas da SCRI, há uma demanda mundial crescente pela oleaginosa, em virtude da retomada da produção e consumo de proteína animal no mundo, o que indica redução da relação estoque/consumo de soja em grãos em 2022. Dessa forma, a previsão é que a China importe cerca de 100 milhões de toneladas neste ano.

Já em janeiro, o país asiático adquiriu 80,1% do volume de soja exportado pelo Brasil (1,97 milhão de toneladas). Além da China, União Europeia e Vietnã também importaram mais de 100 mil toneladas do Brasil: 159,8 mil e 136,7 mil toneladas adquiridas, respectivamente.

As exportações de farelo de soja elevaram-se 45,6% em volume, passando de 1,03 milhão para 1,49 milhão de toneladas. As exportações de óleo de soja também apresentaram expressivo crescimento devido à forte demanda indiana e ao aumento da disponibilidade doméstica. As exportações do óleo de soja atingiram US$ 232,54 milhões em janeiro de 2022 (+1.974%) ou 170,26 mil toneladas (+1.907,6%). A Índia adquiriu 82% do volume total exportado (139,76 mil toneladas).

Carnes

O segundo maior setor exportador do agronegócio foi o de carnes. Com US$ 1,61 bilhão em janeiro de 2022 (+39,8%), alcançou valor recorde para estes meses em toda a série histórica. Houve incremento do volume exportado (+21,1%) e dos preços médios de exportação (+15,5%).

A principal carne exportada pelo Brasil foi a bovina, com US$ 801,06 milhões em vendas externas (+46,2%), recorde para os meses de janeiro. Tanto o volume exportado quanto o preço médio de exportação cresceram, +25,7% e +16,3%, respectivamente.

As exportações de carne de frango também foram recordes, com o valor exportado alcançando US$ 604,89 milhões (+42,8%). O volume exportado, também recorde, (+20,2%), contou com preços médios de exportação elevados (+18,8%).

Diferentemente da carne bovina e da carne de frango, as vendas externas de carne suína cresceram em função exclusiva da expansão do volume exportado, que aumentou 18,5%, passando de 62 mil toneladas (janeiro/2021) para 73 mil toneladas (janeiro/2022). Por outro lado, o preço médio de exportação registrou queda de 7,4%.

A redução da demanda chinesa por carne suína importada tem afetado os preços internacionais desde o segundo semestre de 2021, em função da recuperação do rebanho chinês de porcos. Mesmo assim, a China continuou sendo o principal país importador da carne suína in natura brasileira, com participação de 44% nos volumes exportados, que representaram US$ 62,85 milhões (-20,4%).

Trigo

Já no caso do trigo, as vendas externas foram recordes em valor (US$ 190,93 milhões; +121,0%) e quantidade (648,06 mil toneladas; +61,6%), principalmente pela menor demanda do produto no mercado nacional e pela safra brasileira recorde de trigo em 2021 (7,68 milhões de toneladas, segundo a Conab).

Os três principais países importadores do trigo brasileiro foram: Arábia Saudita (218,92 mil toneladas); Marrocos (180,6 mil toneladas) e Indonésia (141,1 mil toneladas).

Café verde e solúvel

O setor cafeeiro registrou US$ 719,21 milhões em vendas externas (+41,1%). Houve queda no volume exportado em janeiro (-18,5%), mas o aumento dos preços médio de exportação (+73,0%) mais que compensou essa redução. O Brasil é o maior produtor mundial e o principal produto exportado pelo setor é o café verde (com recorde de exportação de US$ 659,01 milhões; +41,3%).

Os preços médios de exportação atingiram US$ 3.700 por tonelada em janeiro de 2022 (+76,1%). As vendas externas de café solúvel alcançaram US$ 54,15 milhões (+37,1%).


O Sul

Cadeira de Alimentação Portátil Cosco Smart - 2 Posições de Altura 6 meses até 23kg

 Quando a criança entra na fase de introdução alimentar é muito importante ter uma cadeira de alimentação para que ela possa começar a compreender como esse momento é fundamental para seu crescimento. A cadeira de alimentação portátil Smart Cosco é facilmente instalada sobre uma cadeira, permitindo à criança acompanhar a família na hora das refeições. A cadeirinha é ideal para crianças com até 23kg e possui 02 posições de altura, compartimento para armazenar ou transportar objetos, como talher e babador; cinto de segurança com 03 pontos, bandeja removível e é super compacta quando fechada.


Link: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/cadeira-de-alimentacao-portatil-cosco-smart-2-posicoes-de-altura-6-meses-ate-23kg/p/224305700/BB/CADB/?campaign_email_id=3386&utm_campaign=email_140222_seg&utm_medium=email&utm_source=magazinevoce&utm_content=produto-224305700

Hamilton Mourão diz que avalia filiação ao PP ou Republicanos para concorrer ao Senado pelo Rio Grande do Sul

 O vice-presidente Hamilton Mourão disse que avalia se filiar apenas a dois partidos: o PP e o Republicanos. Ele deve se lançar candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, mas ainda não transferiu seu título de eleitor de Brasília para o Estado. Mourão tem até o dia 2 de abril deste ano para estar filiado a um partido e ter domicílio eleitoral no Rio Grande do Sul para poder participar da disputa, que será em outubro.

Mourão deu rápida entrevista à imprensa nesta segunda. Assim como na sexta-feira, ele usava uma máscara com a bandeira gaúcha. Ele disse que vai voltar para o Sul e, questionado se está conversando com partidos, confirmou: “Claro! A notícia chegará no momento certo.”

Perguntado quais são os partidos, disse: “Os partidos que estão na nossa base. O PP, o Republicanos.”

Depois afirmou que está conversando só com esses dois e que a informação do partido escolhido sairá em breve. Indagado se já transferiu o título de eleitor para o Rio Grande do Sul, respondeu que ainda não, mas fará isso até o fim deste mês.

Com a viagem do presidente Jair Bolsonaro para a Rússia, Mourão assumirá interinamente a Presidência da República. Ele disse que terá um compromisso como presidente em exercício em São Paulo na quinta. Na sexta, quando Bolsonaro já terá retornado, vai participar da Festa da Uva em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Questionado se Bolsonaro lhe deixou alguma missão, afirmou: “Vou falar com ele (…). Normalmente não tem nada de mais.”

Candidatos

O cenário ainda incerto em torno da formação de chapas para o governo do Rio Grande do Sul reflete-se na indefinição dos nomes que vão concorrer às duas cadeiras para o Senado pelo Estado. Por enquanto, somente estão confirmados pelos seus respectivos partidos os dois atuais senadores gaúchos Paulo Paim (PT) e Ana Amélia (PP), que tentarão a reeleição.

Outros partidos lançaram cinco nomes para o Senado, mas ainda sem bater o martelo – as duas vagas têm sido usadas como moeda de troca para formar alianças na disputa pelo governo do Estado.

O MDB, do governador José Ivo Sartori, indica que Germano Rigotto, ex-governador do Estado, poderá ser o nome da sigla para o Senado. Segundo o presidente estadual do partido, o deputado federal Alceu Moreira, Rigotto possui apoio de grande parte dos prefeitos e vereadores do MDB gaúcho e é o “candidato natural”.

O quadro, entretanto, está indefinido, segundo Moreira, para não atrapalhar as negociações com outros partidos para formação da chapa de Sartori, que poderá concorrer à reeleição.

Uma dessas “portas abertas” é com o PSB. O partido e o MDB são aliados na administração Sartori. De acordo com Moreira, a segunda vaga ao Senado na chapa do MDB estaria destinada a um pessebista. “Em princípio, se o PSB confirma a parceria conosco, será o Beto Albuquerque”, afirmou. Um entrave, contudo, é que outro pessebista, o ex-prefeito de Porto Alegre José Fortunati, também quer disputar uma vaga no Senado. Ele trocou o PDT pelo PSB este ano justamente com este objetivo.

Dos principais partidos que possuem candidatos ao Piratini, o PSDB e o PDT ainda não indicaram oficialmente nomes para o Senado e estão trabalhando em alianças para compor a chapa. O presidente estadual do PDT, o deputado federal Pompeo de Mattos, afirmou que a vaga ao Senado está colocada na mesa como elemento de troca. “Está disponível para negociação. Podemos ter candidato, bem como compor com outros partidos”, disse.

Para a constituição da chapa de Jairo Jorge ao governo gaúcho, o PDT aguarda as alianças serem feitas para a candidatura de Ciro Gomes ao Planalto. “Temos esperança com PSB por causa de um acordo nacional que pode acontecer”, afirmou Pompeo de Mattos. Já o PSDB afirmou que ainda não tem nada definido com relação ao Senado.


O Sul

Polícia investiga morte de músico eletrocutado ao tocar guitarra durante show gauchesco em São Borja (RS)

 A Polícia Civil abriu inquérito sobre a morte do músico Luyan Lopes de Aguiar, 24 anos, vitimado por choque elétrico ao tocar guitarra durante uma festa em São Borja (Fronteira-Oeste do Estado). O acidente aconteceu na noite de sábado passado (12). Dentre os objetivos da investigação é analisar, em até 30 dias, eventual falha técnica na instalação dos equipamentos.

Todas as pessoas que estavam no evento – um piquete gauchesco – serão ouvidas, incluindo os responsáveis pela montagem do palco e equipamento sonoro. Além disso, um laudo já está sendo elaborado por equipe do Instituto-Geral de Perícias (IGP).

De acordo com testemunhas, Luyan cantava e tocava em um show com o grupo do qual fazia parte, denominado “Pankda da Vaneira” e com base na cidade de Itaqui. O rapaz realizou a passagem de som no começo da noite, ajustou sua guitarra e a apresentação começou. Em meio à terceira música, ele gritou por auxílio e foi acudido por um colega, que chegou a levar descarga ao tentar separar a vítima do instrumento, mas sobreviveu.

Alguém conseguiu desligar a rede elétrica do piquete e outros músicos tentaram reanimar o músico até a chegada de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar dos esforços nesse sentido, Luyan teve o óbito constatado já no local.

A vítima

Luyan Aguiar integrava o grupo tradicionalista havia três anos e, recentemente, obtivera aprovação em concurso da Brigada Militar (BM). Um de seus parceiros de banda contou, desolado, que não era para o rapaz tocar guitarra na noite em que aconteceu o incidente: ele substituía outro guitarrista, que não conseguiu comparecer ao evento de São Borja.

“Eu sou vocalista e cantava ao lado do Luyan, mas como o guitarrista não pôde ir nesse dia, ele se ofereceu para tocar, até porque gostava muito do instrumento”. O corpo foi sepultado em Itaqui, na tarde de domingo.

Em entrevistas à imprensa, familiares e amigos ressaltaram a personalidade da vítima. “Era uma pessoa sempre alegre, sorridente e que me ensinou muito, com seu jeito de ser e agir”, emocionou-se o irmão Felipe, dois anos mais novo. “O Luyan tinha um coração enorme e cheio de sonhos, com humildade de sobra.”

Além de ressaltarem a importância da música na vida do cantor e instrumentista desde os tempos de guri, as pessoas próximas destacaram o momento de alegria experimentado pelo rapaz ao ser aprovado na Brigada Militar, em um plano que incluía duas carreias paralelas, na corporação e na música.

“Durante a infância havia o sonho de trabalhar como motorista de ônibus, que depois foi sendo substituído pelo  desejo de uma trajetória militar, então meu irmão estava muito feliz nas últimas semanas”, relatou o mano, às lágrimas. “Perdemos um cara cheio de amigos e com um seu jeito para lá de simples.”


O Sul