“No meu tempo, o povo tinha orgulho de comprar picanha para fazer churrasco”

Lula também aproveitou a alta no preço da carne para fazer populismo barato — bem ao seu estilo — no vídeo divulgado nas redes sociais.

“Mesmo o povo mais pobre tem o hábito de comer carnes neste país, se a carne estiver barata, obviamente”, disse o petista.

E mais:

“No meu tempo de governo, o povo tinha orgulho de comprar picanha para fazer churrasco.”

A JBS que o diga.


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Cerca de 800 mil pessoas vão às ruas em Hong Kong

Marcha multitudinária coincide com os seis meses do início dos protestos

Ato deste domingo foi uma das maiores já realizadas desde o início dos protestos em Hong Kong

Ato deste domingo foi uma das maiores já realizadas desde o início dos protestos em Hong Kong | Foto: Astair Pike / AFP / CP

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Em torno de 800 mil pessoas participaram, neste domingo, da manifestação pró-democracia em Hong Kong, uma das maiores já realizadas desde o início dos protestos neste território semiautônomo há seis meses - informaram os organizadores.

"Há 800 mil pessoas participando do protesto", relatou Eric Lai, da Frente Cívica para os Direitos Humanos, ao anoitecer deste domingo, quando ainda havia milhares de manifestantes nas ruas. A polícia de Hong Kong ainda não divulgou números de participação.

Esta marcha multitudinária coincide com os seis meses do início destes protestos e foi apresentado pelos ativistas como a "última oportunidade" dada a Pequim e às autoridades locais para responderem às suas reivindicações.

Desde junho, a ex-colônia britânica se encontra mergulhada em sua pior crise desde sua devolução a Pequim em 1997, com manifestações quase diárias para exigir reformas democráticas e uma investigação imparcial da atuação da polícia durante os protestos.


AFP e Correio do Povo


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Mercado Público sedia festival de carnes com descontos de até 20% a partir desta segunda

Sete bancas participam do festival que acontece entre os dias 9 e 14 de dezembro

Festival segue até 14 de dezembro no Mercado Público

Festival segue até 14 de dezembro no Mercado Público | Foto: Alina Souza / CP Memória

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Na contramão do aumento do preço médio das carnes, o Mercado Público de Porto Alegre sedia, a partir desta segunda-feira, a 1ª edição do Festival de Carnes do Mercado Público Central. Ao todo, sete bancas oferecerão descontos de até 20% nos preços dos mais variados cortes de carne. A expectativa é de que o volume de comercialização cresça em até 30 toneladas na comparação com uma semana comum.

Participam do festivas as bancas: Costelão do Mercado, Santo Ângelo, Açougue Rodeio, Banca A, San Remo, Big Beef e Ildo Pozzebom LTDA.

O festival, promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e a Associação dos Permissionários do Mercado Público, seguirá até sábado, dia 14 de dezembro. O horário de atendimento do Mercado Público é de segunda a sexta, das 7h30min às 19h30min, e sábado, das 7h30min às 18h30min.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Eduardo Cidade, explicou que o evento representa uma boa alternativa para os porto-alegrenses diante do recente aumento no preço médio da carne – que cresceu em até 30% em novembro, segundo dados da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas). “Ao mesmo tempo, o Festival serve de estímulo para fortalecer o segmento de casas de carne do Mercado. Ganha o consumidor, ganha o comércio local e ganha a economia da Capital”, disse Cidade.

Já o coordenador do Mercado Público, Denis Carvalho, explica que o Festival honra a tradição do espaço de oferecer ao consumidor cortes de alta qualidade com preços diferenciados. “Reunimos os comerciantes das casas de carnes e criamos, em conjunto, este Festival. Nosso intuito é trazer opções de melhores preços aos consumidores”, garantiu Carvalho.


Rádio Guaíba e Correio do Povo


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Carlos Bolsonaro volta ao Twitter após período "sabático" nas redes

Afastamento, desde 11 de novembro, havia sido recomendado pelos advogados por conta da CPI das Fake News

Afastamento, desde 11 de novembro, havia sido recomendado pelos advogados por conta da CPI das Fake News

Afastamento, desde 11 de novembro, havia sido recomendado pelos advogados por conta da CPI das Fake News | Foto: Caio Cesar / CMRJ / CP

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Após 26 dias sem publicar nas redes sociais, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, voltou ao Twitter. O parlamentar reapareceu na rede social a três dias do prazo final dado pela empresa para que ele retornasse sem perder a conta. Na foto de perfil, o vereador segura um fuzil de assalto 7.62, que no Brasil é exclusivo das Forças Armadas e de algumas forças policiais.

Na manhã deste domingo, 8, ele postou um GIF do chef turco Nusret Gökçe, conhecido como Salt Bae, dono da rede de steakhouses Nusr-Et - e nada disse. Na pequena biografia, há um link para uma página com seus dados e atuação parlamentar, onde o destaque é o pai, Jair Bolsonaro. Há um link para conhecer "Alguns grandes feitos do governo em menos de um ano" e outro para "Quem é Jair Bolsonaro", além de acesso ao "blog família Bolsonaro", que diz trazer informações "exclusivas". Pouco mais de uma hora após a publicação, a mensagem já tinha mais de 800 compartilhamentos e 3,5 mil curtidas.



Como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, Carlos havia sumido das redes sociais desde 11 de novembro, em uma tentativa de se preservar após ter o nome envolvido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista das Fake News e ver assessores voltarem a prestar depoimento na investigação sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL). O "sabático" forçado incomoda o segundo filho do presidente, mas era recebido com alívio por ministros e aliados de Bolsonaro.

Na semana passada, em entrevista ao Estado, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, comemorou o "momento feliz". Desde janeiro, não faltaram críticas abertas às posições de Carlos por parte de autoridades do Planalto, mas quem o recriminou acabou perdendo força no núcleo do governo. Interlocutores do presidente dizem que a decisão havia sido tomada pelo próprio vereador, sem interferência do pai - Carlos, no entanto, conversa com Bolsonaro por telefone quase todos os dias. Um amigo garantiu à reportagem que ele estava se "coçando" para voltar a postar. Durante o sabático, o vereador não usou a rede nem mesmo para reagir a ataques. A intenção era reverter a pecha de que sua atuação nas redes engessa o Planalto.

A aliados próximos, Bolsonaro reclama que os opositores tentam empurrar seu filho para o centro das investigações. O afastamento havia sido recomendado pelos advogados por conta dos trabalhos da CPI das Fake News. O "02" de Bolsonaro foi citado em praticamente todos os depoimentos ouvidos pela comissão, acusado de comandar o "gabinete do ódio", instalado no Palácio do Planalto, de onde partiriam ataques a adversários da família. Um dos responsáveis por administrar as contas do presidente na internet, Carlos criou problemas políticos para o governo por suas postagens.

Em 17 de outubro, por exemplo, a conta oficial de Twitter do presidente publicou uma defesa da prisão após condenação em segunda instância e da Proposta de Emenda à Constituição sobre o tema que tramita na Câmara. No mesmo dia, o post foi apagado e Carlos pediu desculpas pelo gesto, interpretado como tentativa do Executivo de interferir em outros Poderes. Carlos tem mais de 1 milhão de seguidores no Twitter. Pelas normas da empresa, ele teria até o dia 11 deste mês para reativar o perfil, sob risco de perder os dados. Antes da postagem deste domingo, assessores informaram que ele não havia desativado em definitivo a conta nem apagou o histórico de interações.


Agência Estado e Correio do Povo


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Segunda-feira será de sol e calor em todo o RS

Porto Alegre terá temperatura mínima de 18ºC e máxima de 33ºC

Porto Alegre terá temperatura mínima de 18ºC e máxima de 33ºC

Porto Alegre terá temperatura mínima de 18ºC e máxima de 33ºC | Foto: Alina Souza / CP Memória

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O sol aparece entre nuvens nesta segunda-feira no Rio Grande do Sul. Entretanto, algumas regiões podem registrar maior presença de nebulosidade. O início da semana também terá o ingresso de ar mais quente, provocando calor já nas primeiras horas do dia.

A cidade de Uruguaiana, por exemplo, deve ter temperatura mínima de 22ºC e a máxima de 35ºC nesta segunda-feira. O mesmo ocorre em Santa Maria, Santa Cruz e Santa Rosa. A temperatura mais amena deve ser registrada em Ausentes, com mínima de 13ºC e máxima de 26ºC. Em Porto Alegre, os termômetros podem marcar até 33ºC. Já a mínima ficará em 18ºC.

O cenário de sol entre nuvens deve se prolongar para os próximos dias. Durante a semana o calor deve ser intenso, podendo marcar 39ºC na quinta-feira para o Estado.

Mínimas e máximas

Torres 18ºC / 28ºC
Caxias do Sul 17ºC / 29ºC
Vacaria 14ºC / 26ºC
Erechim 19ºC / 28ºC
Santa Maria 21ºC / 34ºC
Alegrete 20ºC /33ºC
Pelotas 18ºC / 33ºC
Chuí 19ºC / 31ºC


MetSul Meteorologia e Correio do Povo


SAÚDE

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Por que sou o que sou?

Muitos continuam sendo o que são até o final de seus dias, ignorando a existência em si mesmos de tão extraordinária potência transformadora e assimiladora.

A árvore é como é porque não tem consciência de seu poder fertilizante, nem de sua condição de existência animada. Carente de mobilidade, ela nasce, vive e morre no mesmo lugar, e só é sensível às mudanças de estação ou aos fatores que contrariam a normalidade de suas funções naturais. O animal a sobrepuja por sua organização biológica e suas possibilidades de movimento e configuração instintiva; porém, ao não conter em si possibilidades conscientes, cumpre o mesmo destino prefixado para sua espécie.

O ser humano, por sua própria vontade e inteligência, pode transformar sua vida, superar sua própria espécie e alcançar, pela evolução consciente, os graus mais altos da perfeição, meta ideal em cuja cúspide a alma encontra desvelados para si os mistérios que antes a preocuparam e que, por serem indecifráveis para a inteligência comum, a mantiveram na ignorância, sem conhecer, e muito me­nos compreender, o Pensamento Criador de toda a existência universal. Mas esse poder permanece latente, isto é, sem possibilidade de manifestação dentro do ser, enquanto não tome contato com uma força superior que o desperte do letargo interno.

Força superior é a que emana de inteligências supersensíveis, assistidas pela Lei da Sabedoria e facultadas para promover, em outras inteligências, fases de conveniente desenvolvimento, em ordenadas e pacientes aprendizagens.

O ser, despertado para realidades da índole citada, sente que se acendem nele novas luzes. São elas, pois, que haverão de iluminar-lhe o caminho, permitindo-lhe descobrir dentro de si mesmo possibilidades ignoradas.

Quem quiser chegar a ser o que não é deverá principiar por não ser o que é

Ao conectar-se à força superior, serão despertadas, por lógica gravitação de sua influência, as potências adormecidas do entendimento. Isso ocorrerá à medida que o processo transformador se vá realizando, e que a consciência se afirme numa fase plenamente evolutiva, não esquecendo que "Quem quiser chegar a ser o que não é deverá principiar por não ser o que é", como adverte o princípio logosófico.

Deixar de ser é fechar um capítulo da existência para abrir outro, no qual se começa a ser de outro modo.

Fácil será compreender que dizer "Por que sou o que sou?" vale tanto como dizer: "Ainda não tentei ser outra coisa". Muito prontamente, porém, você deixará de ser o que é, se se propuser mudar as velhas modalidades por outras novas e melhores, e, sobretudo, se começar a viver uma vida de enriquecimento moral, intelectual e psicológico capaz de mudar a anterior, que, ao que parece, já não satisfaz o seu entendimento.

Extraído do Livro Diálogos, pág. 160


Fonte: http://www.logosofia.org.br/artigos/por-que-sou-o-que-sou/379.aspx

Com servidores no centro de polêmica, pacote de Leite colabora para corrida de aposentadorias

O Reforma RS atinge as carreiras e a previdência do funcionalismo. O Executivo aponta como a única forma de sanar a crise, enquanto entidades fazem duras críticas ao projeto

Por Mauren Xavier | Foto: Ricardo Giusti

O governo do Estado tem mais de 364 mil vínculos, contando servidores e empregados da administração direta e indireta, ativos e inativos. Segundo o Executivo, cerca de 82% de tudo o que é arrecadado serve para custear a folha de pagamento desse contingente, distribuído pelas mais diferentes carreiras do Estado, assim como pelos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, além do Ministério Público, autarquias e fundações.

O dado de vínculos da Secretaria Estadual da Fazenda, referente a dezembro de 2018, não traz exatamente a atual realidade, já que há uma verdadeira corrida nos últimos meses pela aposentadoria, uma vez que as regras foram alteradas no âmbito federal, pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019. Mesmo assim, permite ter uma dimensão do impacto trazido pelo pacote chamado “Reforma RS”, protocolado no dia 14 de novembro na Assembleia Legislativa e do qual, parte dos projetos, deverá trancar a pauta de votações a partir de 17 de dezembro, nas últimas sessões antes do recesso parlamentar. As propostas, distribuídas em uma PEC, seis Projetos de Lei Complementar (PLC) e um Projeto de Lei (PL), trazem alterações consideráveis às carreiras dos servidores e à previdência do funcionalismo, abrangendo todas as esferas do setor público.

Segundo o governador Eduardo Leite (PSDB), é o remédio para evitar que o paciente morra, uma metáfora à situação fiscal do Estado, e impedir o caos. Ao mesmo tempo, representantes de sindicatos denominam esse como “um pacote de maldades” e que vai fazer “o paciente morrer”, uma vez que os servidores terão perda de direitos e redução salarial, tornando menos interessante, inclusive, permanecer na função pública. Essa não é a primeira vez que mudanças são propostas para as carreiras dos servidores. Porém, é inédita a grande dimensão das alterações, que, se aprovadas na íntegra, como espera o governo, poderiam representar uma economia de mais de R$ 25 bilhões no período de uma década. Para se ter uma dimensão, apenas para 2020, segundo o projeto orçamentário aprovado no final de novembro na Assembleia, o déficit nas contas públicas é estimado em R$ 5,2 bilhões. O governo assegura que não há alternativas para a busca de recursos a curto prazo, para conseguir, por exemplo, colocar a folha de pagamento em dia dos funcionários do Executivo, que enfrentam o parcelamento há quase 50 meses e terão, pela quinta vez consecutiva, que contrair um empréstimo junto ao Banrisul para conseguir receber o valor no final de dezembro, como prevê a legislação.

Quem são os servidores?

São mais de 364 mil vínculos de servidores públicos do Rio Grande do Sul, que estão distribuídos pelas mais diversas áreas e poderes do Estado, como na área da segurança, educação, saúde ou ainda no Judiciário e Defensoria Pública. São esses funcionários que fazem a máquina pública funcionar. Alguns têm carreiras específicas, que, de acordo com a sua função, envolvem gratificações e outras vantagens.

Porém, esse contingente de servidores tem variado significativamente na última década. Uma série histórica da Secretaria da Fazenda mostra as alterações. Por exemplo, a questão do número de inativos superar os ativos, que pode ser apontada como a mais evidente e que ocorreu entre 2015 e 2016. Em dezembro de 2015, o Estado, contabilizando a administração direta e indireta, somava 165.750 vínculos ativos e 156.982 inativos, além de 47.717 pensionistas. No ano seguinte, os inativos contabilizaram 162.684, contra 156.652 que estão na atividade. A diferença fica mais evidente se pensarmos que entre 2015 e 2016, o Estado perdeu mais de 9 mil vínculos da ativa. Contingente esse que só reduziu desde então e, no dado de dezembro de 2018, era de 148.813 mil. Em outras palavras, foram quase 17 mil servidores a menos na ativa no período entre 2015 e 2018. Além disso, nesse mesmo tempo, o grupo de inativos aumentou quase 12,5 mil, logo, em maior parte, passando para a Previdência.

E essa disparidade deve se acentuar. Os pedidos de aposentadoria têm crescido entre os servidores neste ano, em parte pela aprovação da reforma da Previdência no âmbito nacional e também pelas mudanças propostas pelo Executivo. Em outubro, a procura foi praticamente o dobro na comparação a outros meses do ano. A Secretaria Estadual do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) diz que as médias mensais de solicitações eram de até 600 até setembro. Porém, em outubro, atingiu quase 1,2 mil. Apesar do crescimento, sindicatos afirmam que há uma grande demanda represada. Isso porque quando atinge os critérios que viabilizam o pedido, o servidor deve fazer a solicitação. A alegação é de que o tempo de espera chega a 180 dias. Seplag justifica que essas são situações pontuais.

A situação fiscal e o Reforma RS

O discurso sobre a crise fiscal do Rio Grande do Sul não é recente. Nos últimos governos, uma série de ações foram adotadas pelos diferentes chefes de Executivo. Porém, o centro do cálculo matemático passa por uma relação simples: a arrecadação do governo é menor do que a despesa. Entre as alternativas encontradas estavam, por exemplo, os saques dos depósitos judiciais e do Caixa Único, que totalizaram R$ 19 bilhões, ou ainda a majoração da alíquota do ICMS, que vale até o final de 2020. Valores que entram no caixa e ajudam a pagar as despesas.

Existe uma série de razões apresentada pelo governo para explicar o agravamento da situação fiscal, que se reflete, mais especificamente, no atraso no pagamento de salários dos servidores do Executivo. Um desses pontos é o gasto com a Previdência. Segundo o Executivo, o déficit anual previdenciário está projetado em R$ 12 bilhões neste ano.
Além disso, o atual governo justifica que há dois fatores que, de certa maneira, evitam o rombo maior. O primeiro é o fato de não estar sendo paga a dívida com a União, desde 2017, a partir de uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O Executivo estima que cerca de R$ 7 bilhões não foram pagos desde agosto de 2017.

Outra negociação diz respeito ao pagamento de precatórios, que são dívidas resultantes de ações em que o Estado foi condenado. O passivo atualizado de débitos vencidos e não pagos atinge R$ 15,8 bilhões. Também por meio de liminar, R$ 1,9 bilhão é o valor anual que o governo deixa de pagar. Um argumento utilizado com frequência pelo Executivo para dar uma dimensão da crise fiscal é que se essas duas liminares não estivessem em vigor, o Estado estaria pagando atualmente os salários com seis meses de atraso.

A dimensão do crescimento das dívidas e da crise foi demonstrada pelo Executivo por meio da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), encaminhada e aprovada no primeiro semestre do ano na Assembleia. O texto previa o congelamento dos gastos dos poderes. A proposta foi sancionada por Eduardo Leite. Porém, acabou sendo judicializada e rejeitada pelo Tribunal de Justiça do RS. O mérito ainda está em análise no STF. O déficit estimado de 2020 é de R$ 5,2 bilhões. Na prática, o Executivo argumenta que o valor que falta se reflete na ausência da capacidade de o Estado investir em obras e em serviços. Assim, as propostas da Reforma RS são justificadas como uma maneira de conter o gasto com funcionalismo.




Se por um lado a rejeição é grande por parte dos servidores, representantes da área empresarial apoiam as mudanças com a justificativa de tornar o Estado “mais leve” e “mais competitivo”. O presidente da Fecomércio/RS, Luiz Carlos Boh, defendeu a importância da aprovação. “Temos que dar condições ao Rio Grande do Sul de competitividade.” Na mesma lógica, o economista e consultor da Fecomércio, Marcelo Portugal, enfatizou que as mudanças nas carreiras atingem diretamente os gastos correntes, o que é fundamental, no momento em que a arrecadação não está reagindo da maneira como deveria para sustentar o gasto. Na apresentação do governador na Federasul, a presidente da entidade, Simone Leite, apoiou o pacote. “Os problemas são encarados de frente com propostas de soluções que a Federasul apoia por tratar-se de mudanças para o futuro”, disse, também convocando a mobilização por parte dos empresários a favor do pacote.

Porém, as críticas não são poucas por parte dos servidores. O presidente do Movimento Unificado, que reúne 80 entidades sindicais e associativas, e da Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado (Fessergs), Sérgio Arnoud, argumenta que a máquina pública do Estado é avaliada como a segunda mais eficiente do país. “Ao contrário de enfrentar o problema do Estado, que é o de receita, e não de cortes no setor público, o governador investe contra toda a sociedade, precarizando o serviço público”, pontuou. Para ele, o problema do RS é gestão. Neste ponto, destacou que o Estado aparece em último lugar na apresentação de projetos em busca de recursos junto ao governo federal. Outro ponto de crítica não foi dirigido exclusivamente ao atual governo e é o que chamou de “premiação” aos devedores, com os constantes lançamentos de refinanciamento de dívidas de empresas. “Foram editados quatro decretos permitindo a anistia aos devedores em cinco anos”, ressaltou, comparando que no mesmo período os servidores não tiveram reajuste salarial e enfrentam o parcelamento. Ainda sobre as propostas, cita que a da Previdência prevê descontos dos aposentados que ganham até cinco salários mínimos, que é o teto no país. “Hoje esse grupo é isento. A partir do pacote, todos passarão a pagar. Isso representa mais de 60% da folha do Estado. Então, são os servidores, os aposentados e pensionistas que terão redução salarial a partir disso.”

Em relação ao projeto do magistério, a presidente do Cpers Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, considera as mudanças como devastadoras para a categoria. Segundo ela, as alterações, se aprovadas, vão representar perda salarial, uma vez que os salários já são baixos. A crítica vem sendo rebatida pelo governador Eduardo Leite em diversas ocasiões. Ele argumenta que o atual plano de carreira da categoria é responsável pela desvalorização dos ganhos, uma vez que qualquer aumento tem impacto em cadeia em todos os vínculos, gerando uma repercussão financeira muito elevada.



Entidades ligadas às categorias da área da segurança pública também fazem críticas às alterações. Em nota divulgada à sociedade, o Fórum das Associações Militares do Estado do Rio Grande do Sul, que reúne seis associações, aponta que o projeto não está alinhado com as discussões que ocorrem no Congresso Nacional. “Entendemos que a nossa condição de militar, por simetria com as Forças Armadas, e chancelada pela PEC recém aprovada no Congresso e com o PL 1645, que está no Senado, nos dá um tratamento completamente diferenciada dos servidores. E o governo do Estado insiste em tratar os militares estaduais como os demais servidores. Não é uma questão de sermos diferentes, é a legislação que nos dá essa condição.” Segundo o diretor presidente da Associação Beneficente Antônio Mendes Filho da Brigada Militar (ABAMF), José Clemente da Silva Corrêa, apesar das conversas com o governo, o avanço foi muito pequeno.

Tensão na Assembleia

Foto: Mauro Schaefer

Na construção política do seu governo, o governador Eduardo Leite iniciou a gestão com larga margem de vantagem na Assembleia Legislativa. Ao todo, conta com 40 deputados integrantes da chamada base aliada. Esse contingente é formado pelos parlamentares dos seguintes partidos: MDB (8); PP (6); PTB (5); PSDB (4); PSL (3); DEM (3); PSB (3); Republicanos (2); PL (2); Solidariedade (1); Podemos (1); PSD (1); Cidadania (1). Além desses, há dois deputados que integram a bancada do Novo, Fábio e Giuseppe, que se denominam independentes, mas apresentam alinhamento com o conceito do governo. Os outros 13 (PT (8); PDT (4); Psol (1)) integrariam a oposição.



O que matematicamente poderia parecer simples no plenário, acabou não resistindo às críticas ao pacote como um todo, mas mais especificamente ao projeto do magistério. Com a pressão de uma greve articulada pelo Cpers/Sindicato e que ganhou força, associada aos estudos técnicos de bancadas, as peças de apoio acabaram caindo como num jogo de xadrez. Se, no início, o governo poderia conceber algumas desistências pontuais, especialmente ainda reflexo da tensão resultante do pleito do ano anterior, após o anúncio formal da bancada do MDB, a maior aliada na Assembleia, de que votaria contra o projeto, caso não ocorressem alterações.

Em sequência, as manifestações aumentaram, sendo consolidadas pelos partidos. Nos últimos dias, com a adesão de categorias da área da segurança, que apontaram indicativo de greve às vésperas do possível início das votações na Assembleia e os atos promovidos por servidores de diversas áreas, o clima deve esquentar. Uma demonstração foi a grande mobilização, na quinta-feira passada, promovida por integrantes da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros, que trancaram várias ruas do centro de Porto Alegre, em uma caminhada para chamar a atenção da população ao pacote.



Assim, se as discussões já vinham sendo acirradas, deverão tomar mais corpo nos próximos dias, especialmente na terça-feira, dia 10, quando sindicatos estão convocando as categorias para o chamado “Dia D”, para tentar reverter a possibilidade de votação efetiva em plenário nos dias 17, 18 e 19 de dezembro. Porém, com os recentes acenos de bancadas, especialmente aliadas e de grande número, há basicamente dois caminhos para o governo. O primeiro é manter a votação, aceitando fazer algumas alterações, fruto de discussões mais intensas que estão ocorrendo nos últimos dias. Outra é negociar o melhor momento para levar os projetos ao plenário. Assim, o governo pode retirar a urgência, como sinalizaram alguns deputados, como o presidente da Assembleia, Luis Augusto Lara, do PTB, mesmo partido do vice-governador, Ranolfo Vieira Júnior, e ampliar a discussão. Isso acabaria empurrando o assunto para 2020, colocando pelo ralo o trabalho do Executivo, como justificou o governador, de evitar que isso ocorresse. A intenção de Leite era a de aprovar o pacote no primeiro ano de governo e evitar a influência do período eleitoral, já que em 2020 teremos eleições municipais, o que não propicia condições para o debate de temas tão polêmicos.

A influência da eleição é um fator relevante e mostrou alguns efeitos. Uma parte das pressões em relação aos deputados para que votem contra o pacote vem também nas bases eleitorais, onde a cobrança é maior. Além disso, partidos com grande número de vereadores e prefeitos, como o MDB e PP, têm receios de perderem apoios e espaço nas disputas locais, caso votem a favor dos projetos.


Correio do Povo