Presidente do PSOL diz que quer fazer no Brasil ataques semelhantes aos que fizeram no Chile. A esquerda não quer o bem do Brasil.
Fonte: https://twitter.com/Biakicis/status/1192418192867647489
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Presidente do PSOL diz que quer fazer no Brasil ataques semelhantes aos que fizeram no Chile. A esquerda não quer o bem do Brasil.
Fonte: https://twitter.com/Biakicis/status/1192418192867647489
07.11.19 13:51
Por Claudio Dantas
Luiz Fux derrubou ontem liminar que impedia o CNMP de julgar Deltan Dallagnol sobre críticas que fez ao Supremo.
A decisão contraria a jurisprudência do STF e decisão do próprio Fux, de fevereiro, em relação ao caso de uma promotora de Mato Grosso.
“Não há qualquer previsão de competência originária desta Corte para reanalisar, sob a via processual de ação ordinária, atos administrativos oriundos do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)”, escreveu o ministro.
O Antagonista
Eis a mensagem do pensador Winston Ling:
“Se você está irritado e mortificado como eu, tenho uma recomendação: resista. É o que estou fazendo agora, neste exato momento, diante desta página já não tão branca do Pages.
Temos de resistir para que a história não seja reescrita pelos ideólogos.
Temos de resistir para que a camarilha não volte nunca mais a ocupar o Palácio do Planalto.
Para isso, é imperioso não cair na tentação de trocar de bandidos, porque há princípios que precisam ser cláusulas pétreas.
Se a Justiça não existe, somente as urnas serão capazes de impedir o retorno dessa gente.”
Pontocritico.com
Ex-presidente foi solto nesta 6ª
‘Tentaram matar uma ideia’
‘Trabalharam para criminalizar PT’
Estava preso desde abril de 2018
Lula foi 1 dos beneficiados pela derrubada da condenação em 2ª instânciaGibran Mendes / CUT Paraná/8.nov.2019
MAHILA AMES DE LARA e NATHAN VICTOR
08.nov.2019 (sexta-feira) - 18h45
atualizado: 08.nov.2019 (sexta-feira) - 20h54
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu o apoio da militância e desferiu ataques à operação Lava Jato e ao ministro da Justiça e ex-juiz, Sergio Moro, em seu 1º ato em liberdade desde abril de 2018, no fim da tarde desta 6ª feira 9.nov.2019).
“Viram o que o lado podre do Estado brasileiro fez comigo. O lado podre da Justiça. O lado podre do Ministério Público. O lado podre da Polícia Federal, da Receita Federal. Trabalharam para tentar criminalizar a esquerda, criminalizar o PT, criminalizar o Lula“, esbravejou Lula logo após deixar o prédio da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba.
Solto após 580 dias por força de decisão baseada no julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) que proibiu prisões após condenação em 2ª Instância, Lula discursou por 16 minutos e 4 segundos, rodeado por apoiadores e acompanhado pela namorada e por lideranças do PT.
Lula criticou Moro e os desembargadores do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), bem como o coordenador da força-tarefa de procuradores da Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol. “Vou dizer para vocês, se pegar o Dallagnol, o Moro, e alguns delegados que fizeram inquérito, enfiar 1 dentro do outro e bater no liquidificador, o que sobrar não é 10% da honestidade que represento neste país“, disse.
“Quero que vocês saibam que, além de continuar lutando para melhorar a vida do povo brasileiro –que está uma desgraça– além de lutar para não permitir que esses caras entreguem o país, eu quero dizer em alto e bom som que o lado mentiroso da PF fez 1 inquérito contra mim. O lado mentiroso e canalha do Ministério Público e o [Sergio] Moro e mais o TRF-4, eles têm que saber: eles não prenderam 1 homem, eles tentaram matar uma ideia, e uma ideia não se mata. Uma ideia não desaparece”, continuou.
Assista à íntegra do discurso (23min37 seg):
Em seu discurso, o petista fez algumas menções ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). Ironizou o uso das redes sociais do presidente e fez graça com a patente de Bolsonaro, que é capitão reformado do Exército, e o comparou com 1 dos integrantes de sua equipe de segurança. “Eu não posso apresentar os meus companheiros da segurança, mas o Moraes que é o chefe está aqui. Não é só o Bolsonaro que é capitão, o Moraes também é capitão. Eu tenho meu capitão. Que não se aposentou como tenente e virou capitão não. Esse aqui é capitão de verdade. Se 1 dia o Bolsonaro te encontrar, ele que tem que bater continência para você“, brincou.
Sobre o governo, Lula criticou diretamente o ministro da Educação, Abraham Weintraub, e disse que pretende provar “que esse país pode ser muito melhor se ele tiver 1 presidente que não minta tanto no Twitter quanto o Bolsonaro”. “O Brasil piorou. O povo está desempregado, o povo está trabalhando de Uber, de bicicleta para entregar comida. Vi a notícia que não vai ter aumento de salário mínimo nos próximos 2 anos“, avaliou.
O ex-presidente também cumprimentou os “companheiros” do MST (Movimento sem Terra) e agradeceu todos que fizeram vigília na porta da PF de Curitiba.
“Vocês não têm dimensão do significado de eu estar aqui junto de vocês. Eu, que a vida inteira estive conversando com o povo brasileiro, não pensei que no dia de hoje poderia estar aqui conversando com homens e mulheres que, durante 580 dias, gritaram aqui ‘bom dia’, ‘boa tarde’, ‘boa noite Lula’. Não importa que estivesse chovendo, não importa que tivesse 40 graus, não importa se tivesse zero grau. Vocês eram o alimento da democracia que eu precisava”, disse.
Eis fotos do ex-presidente durante o período que ficou preso:
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Poder 360
ANISTIA AMPLA, GERAL E IRRESTRITA
XIX - 776/19 - 08/ 11/ 2019
O CRIME, ENFIM, COMPENSA
Ainda que a decisão do STF, de impedir que todo e qualquer criminoso venha a ser preso até que seja julgado em última instância (o próprio STF), tenha deixado os brasileiros decentes muito enojados, e preocupados, o fato é que a atitude dos seis facínoras que votaram a favor do crime não pode ser vista como algo surpreendente.
TODOS INOCENTADOS
Ora, tanto para bom quanto para mau entendedor, a lógica do raciocínio impõe a seguinte e clara compreensão: se nenhum criminoso pode ser preso antes do -trânsito em jugado-, a considerar a nítida paixão que a maioria dos ministros o STF nutre por criminosos, quando (e se) os processos chegarem ao Supremo (última instância), aí não haverá mínima razão para qualquer prisão, pois todos serão INOCENTADOS.
DEVOLUÇÃO DO ROUBO
Depois de várias tentativas, o STF enfim bateu o martelo. Ou seja, daqui para frente, por decisão suprema (MÁXIMA) , o CRIME não só COMPENSA como passa a ser altamente ESTIMULADO. Agora só falta decidir, se é que não está implícito, que o dinheiro e bens roubados sejam integralmente devolvidos aos facínoras.
INDIGNADOS
Esta ANISTIA - AMPLA, GERAL E IRRESTRITA imposta pelo STF, que não beneficia -mocinhos-, mas apenas e tão somente -bandidos-pode ter consequências imprevisíveis. Entretanto, se levarmos em conta a -covardia histórica- do povo brasileiro, tudo nos leva a crer que os indignados não passarão de indignados. Na mais do que INDIGNADOS.
CAMINHONEIROS
O que nos resta em termos de -esperança- é que os caminhoneiros façam aquilo que prometeram dias atrás, quando o STF colocou em pauta esta questão da prisão em segunda instância. Disseram, vários deles, que em caso de decisão -pró criminosos- a capital federal seria invadida. A ver...
MARKET PLACE
RESISTA! -
Eis a mensagem do pensador Winston Ling:
“Se você está irritado e mortificado como eu, tenho uma recomendação: resista. É o que estou fazendo agora, neste exato momento, diante desta página já não tão branca do Pages.
Temos de resistir para que a história não seja reescrita pelos ideólogos.
Temos de resistir para que a camarilha não volte nunca mais a ocupar o Palácio do Planalto.
Para isso, é imperioso não cair na tentação de trocar de bandidos, porque há princípios que precisam ser cláusulas pétreas.
Se a Justiça não existe, somente as urnas serão capazes de impedir o retorno dessa gente.”
FRASE DO DIA
Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.
Confúcio
Outras sete pessoas estão desaparecidas, segundo autoridades locais

Incêndios deixaram duas mortes na Austrália | Foto: David Gray / AFP
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Pelo menos duas pessoas morreram e 100 residências foram destruídas pelos incêndios que assolam o leste da Austrália, segundo os bombeiros, que lutam com grandes dificuldades para extinguir muitos focos ao mesmo tempo. Os bombeiros no estado de Nova Gales do Sul disseram ter encontrado os restos mortais de uma pessoa em um carro, e que uma mulher faleceu enquanto recebia tratamento médico. "Nesta etapa, parece que pelo menos 100 casas foram destruídas pelas chamas", acrescentou o serviço de bombeiros.
Até o momento, sete pessoas estão desaparecidas, informou a primeira-ministra do estado de Nova Gales do Sur, Gladys Berejiklian. O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, disse que o grande número de incêndios era "incrivelmente preocupante" e pediu os moradores a "permanecerem seguros" e "ouvirem os serviços de emergência". No total, 100 incêndios atingem as áreas rurais dos estados de Nova Gales do Sul e Queensland.
Dezessete deles, muito perigosos, permanecem fora de controle. "Nunca tivemos tantos incêndios ao mesmo tempo e com tal nível de urgência", disse à televisão pública ABC Shane Fitzsimmons, chefe dos serviços de bombeiros da zona rural de Nova Gales do Sul. "Estamos em território desconhecido", acrescentou.
No verão, os incêndios de ervas daninhas e de várzea são frequentes na Austrália, mas este ano começaram cedo. Este início da temporada de verão no sul foi dramático, mas os cientistas se preocupam com o que pode acontecer nos próximos meses. As mudanças e os ciclos climáticos geraram uma seca excepcional, um fraco índice de umidade e ventos fortes, que contribuem para gerar incêndios na vegetação rasteira.
Os incêndios se espalharam por mais de mil quilômetros na costa do Pacífico. Portanto, os bombeiros enfrentam grandes dificuldades, apesar do apoio aéreo de cerca de 70 aparelhos. Em Nova Gales do Sul, as autoridades indicaram que os incêndios ultrapassaram as áreas onde foram confinados, de modo que parte da Rodovia do Pacífico que liga Sydney e Brisbane teve que ser fechada.
Ao longo da Sunshine Coast, no estado de Queensland, a polícia ordenou a evacuação total de Tewantin, um bairro que tem cerca de 4.500 habitantes. "Vão embora imediatamente, suas casas estão ameaçadas", alertaram aos moradores. Em algumas regiões, os moradores se viram presos e foram instruídos a "procurar abrigo, já que é tarde demais para fugir". As estações de rádio locais interromperam seus programas para informar sobre como sobreviver a um incêndio, no caso de pessoas ficarem presas pelo fogo em suas casas ou em seus veículos.
AFP e Correio do Povo
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por Alexandro Martello

'Temos um projeto que vai sair em breve para redesenhar isso', disse Roberto Campos Neto, durante audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados
O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta quarta-feira (6), durante audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, que a instituição está preparando um projeto para baixar os juros cobrados no cheque especial.
"Temos um projeto que vai sair em breve para redesenhar isso", declarou ele, sem dar mais detalhes sobre o assunto.
Em setembro, de acordo com dados do BC, os juros bancários médios cobrados no cheque especial e no cartão de crédito rotativo registraram elevação, permanecendo acima da marca de 300% ao ano (veja no vídeo abaixo).
De acordo com o presidente do BC, toda vez que o banco disponibiliza um limite do cheque especial, há um "custo de capital" cobrado.
"Se a pessoa não usa, o banco paga por aquilo. Se a pessoa tem um limite muito alto e nunca usa, tem que cobrar nos juros [de todos os clientes], pois não pode cobrar na tarifa. Quem tem um limite alto e nunca usa [o cheque especial], esse benefício está sendo custeado por quem tem um limite baixo e usa muito", declarou Campos Neto.
Segundo Roberto Campos Neto, as linhas de crédito classificadas como "emergenciais", entre elas o cheque especial e o cartão de crédito rotativo (cujos limites estão disponíveis para os clientes bancários de antemão), são muito "regressivas" – ou seja, penalizam os mais pobres.
"Quem usa [o limite do cheque especial], 44% ganha até dois salários mínimos e 67% tem até ensino médio. Estamos falando de um grupo de pessoas que tem menos educação financeira e menos recursos", declarou. No que se refere ao endividamento, disse ele, 21% dos mais endividados ganham até dois salários mínimos.
Spread bancário
O presidente do Banco Central também falou sobre a agenda de redução do chamado "spread bancário" – que é a diferença entre a taxa de captação dos bancos, ou seja, quanto eles pagam pelos recursos, e o valor cobrado de seus clientes. No Brasil, o "spread bancário" é um dos maiores do mundo.
De acordo com Campos Neto, essa agenda de redução do "spread bancário" gera "ansiedade em todos".
Segundo ele, o custo de captação dos bancos, o patamar da taxa de inadimplência e o nível da inflação não é muito diferente de outros países emergentes. Entretanto, o spread acaba sendo quase cinco vezes maior na economia brasileira.
"A pergunta que fica é porque tendo variáveis macroeconômicas parecidas, temos um 'spread' tão grande", questionou. Em seguida, ele avaliou que, no resto do mundo, se recupera 52% do crédito não pago (fruto de inadimplência) enquanto que, no Brasil, esse percentual é de 14,6%. No resto do mundo, o prazo de recuperação é de 1,7 ano, e, na economia brasileira, de quatro anos.
Ele explicou que é importante ter um projeto de organizar a recuperação de garantias. Avaliou, também, que o processo de recuperação judicial demora muito no Brasil, cerca de quatro anos. "Em grande parte do mundo emergente, é extrajudicial. Há projetos para melhorar o problema da judicialização, para que acelere um pouco", acrescentou.
Fonte: G1 - 06/11/2019 e SOS Consumidor
LAVA JATO
Solto após decisão do STF
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Lula ataca Moro, Lava Jato e Bolsonaro em discurso ao deixar a prisão
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Bolsonaro silencia sobre Lula e 2ª Instância: ‘Não vou entrar em canoa furada’
'Sou responsável pelo Executivo'
LAVA JATO
Além de Lula, outros 12 alvos da Lava Jato podem ser soltos após decisão do STF
Ex-presidente e Dirceu já agraciados
CONGRESSO
PEC da 2ª Instância volta a andar na Câmara após decisão do STF
Francischini pautou para 2ª e 3ª feira
ECONOMIA
Governo de SP apresenta reforma da Previdência para poupar R$ 32 bilhões
Proposta aumenta idade mínima
ECONOMIA
Mexicana Femsa compra empresa brasileira de logística AGV
Precisa da aprovação de reguladoras
MÍDIA
A inconsistência das políticas de remoção de conteúdo do Facebook
Leia a tradução do artigo do Nieman Lab
Análise
O caso da misteriosa mancha de óleo nas praias e o isolamento de 1 ministro
Investigações ainda mais lentas
Opinião
Como domar a complexidade, por Hamilton Carvalho
E se Flamengo jogar contra o Barcelona?
Opinião
Um retrato da decadência da grande imprensa brasileira, escreve Marcelo Tognozzi
Qualidade da informação ofertada caiu
por Fernanda Brigatti

Serviço entrou no ar na sexta-feira (1º) e unificou pagamentos de dívida e taxas
Os cidadãos e as empresas com dívidas do município de São Paulo que tenham sido protestadas já podem usar um sistema online de pagamentos, que deve antecipar a retirada da pendência dos cartórios e facilitar a quitação.
A retirada no protesto leva, no modelo tradicional, mais de 15 dias úteis. O sistema de pagamento pelo internet promete uma solução em até 48 horas. O boleto deve ser impresso no site www.protestosp.com.br; é necessário fazer um cadastro.
Até então, o devedor precisava buscar a Fazenda municipal ou um posto de serviços como o Descomplica SP, no qual a retirada do boleto estivesse disponível. Da emissão, ele tinha três dias para pagar. A partir da quitação, corria um prazo de 15 dias úteis até que o cartório que recebeu o protesto fosse informado.
Depois, ainda era necessário buscar o cartório, recolher as taxas (chamadas de emolumentos). Só então a dívida era considerada quitada.
Segundo a Procuradoria-Geral do Município, em 2018 e 2019, foram inscritos 551.546 devedores, com valor total de R$ 892.618.704,80.
O sistema online de pagamentos permitirá que o devedor emita um boleto com todos os valores, ou seja, a dívida atualizada e as taxas cartoriais, sem a necessidade de o cidadão ou o empresário precisar ir até a prefeitura e depois de alguns dias ao cartório.
O presidente do IEPTB (Instituto de Estudos de Protesto de Títulos) de São Paulo, José Carlos Alves, explica que é possível uma pessoa com mais de uma dívida protestada precisar ir em cartórios diferentes para regularizar a situação.
Além disso, havia quem deixava de finalizar a quitação por falta de informação. “Não é todo mundo que sabe como resolver essa pendência. Então às vezes a dívida está paga, mas sem ir ao cartório e pagar a taxa, o protesto continua registrado”, diz.
Em nota, a prefeitura de São Paulo informou que “a novidade é benéfica para o contribuinte”, pois “resolve tudo de uma vez”. Podem acabar protestadas dívidas de ISS (Imposto Sobre Serviços), multas de trânsito e TFE (Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos). O cidadão ou empresa nessa situação não consegue emitir cheques nem contratar empréstimos.
Fonte: Folha Online - 06/11/2019 e SOS Consumidor
(James Poniewozik - New York Times/O Estado de S. Paulo, 06) Pode ser a maior queda da TV de todos os tempos. E também a última. Por “maior” quero dizer em volume. Além das habituais estreias dos canais de TV (ainda operando no horário de volta às aulas, como meio século atrás) e a cabo e das novas temporadas da Netflix, dois novos serviços de streaming da Apple e da Disney chegam neste mês, carregados de novos programas.
E por “última” quero dizer última mesmo, o ato final da “queda da TV” enquanto marco e conceito. Quanto mais o streaming se tornar a principal maneira como as pessoas assistem a séries e programas, menos importantes serão os conceitos de tempo sob os quais a TV operava – temporadas, faixas de programação, horários. E isso mudará a própria cultura da mídia essencial dos Estados Unidos, mesmo que ainda não possamos saber exatamente como.
Muitas das maneiras às quais nos acostumamos a assistir TV são consequência da tecnologia e dos negócios. Setembro se tornou o Ano Novo da TV porque era a época dos lançamentos de novos modelos de carros. Os episódios de TV desenvolveram sua estrutura dividida em atos para abrir espaço para os comerciais. A grade horária semanal se estabeleceu porque era preciso transmitir programas para todos de uma vez só (uma prática que algum dia veremos como um ritual medieval, como assar seu pão no forno comunitário da aldeia).
Esse sistema de televisão foi mudando aos poucos – os canais a cabo começaram a estrear seus programas ao longo de todo o ano, por exemplo – mas, em geral, repetiu seu ciclo orbital, como planetas girando em torno do sol, desde meados do século 20. Agora, duas Estrelas da Morte gigantes, feitas de muito dinheiro, estão em rota de colisão com esse sistema solar. (Na verdade, como a Estrela da Morte agora é propriedade intelectual exclusiva da Disney, talvez seja melhor dizer que são dois asteroides, um deles com orelhinhas de rato).
As séries originais da Disney e da Apple são apenas uma pequena parte da tempestade cósmica que está prestes a cair. Há também os conteúdos de arquivo, especialmente no Disney Plus, que será o cofre do Tio Patinhas da empresa, com os catálogos da Marvel, Star Wars e muito mais. Outros serviços de streaming também vão chegar em 2020, como os da WarnerMedia e da NBC Universal, que dividiram Harry Potter, Garibaldo e Michael Scott como se estivessem escolhendo jogadores para seus times de futebol.
De certa forma, todos os acordos de distribuição e exibição podem ter mais importância do que as novas séries para o novo universo televisivo. É o que sugere o preço de Friends. Afinal, um dos maiores efeitos de distorção do espaço-tempo da ascensão do streaming é que o passado da TV está mais presente do que nunca (a menos que determinado programa não tenha contrato com algum serviço de streaming, nesse caso, é como se nunca tivesse existido).
O efeito do streaming na cultura do assistir a TV parece coisa de ficção científica: de repente, o público está em todos os pontos da história da TV e em nenhum momento específico. É tão fácil acessar toda a série Seinfeld quanto a nova temporada de BoJack Horseman. Uma série antiga pode se tornar tão significativa para o zeitgeist quanto uma nova: é só ver a proliferação de GIFs de The Office nas redes sociais.
Para um crítico de TV – isto é, para alguém que acredita que a televisão é o sistema nervoso pelo qual nossa cultura envia sinais para si mesma – tudo isso é empolgante e assustador. Por um lado, haverá mais de tudo: mais TV antiga, mais TV nova, mais oportunidades para a inovação e a diversidade, pelo menos em teoria.
Por outro lado, o dinheiro também tem aversão ao risco. As mesmas forças econômicas que transformaram a temporada de estreias nos cinemas em uma batalha de franquias podem levar os serviços de streaming a se empenharem em nos trazer novas versões daquelas coisas antigas de que já gostamos: Star Wars e Marvel na Disney Plus, extensões do universo da DC Comics no HBO Max, da Warner. Nenhum conteúdo morre de verdade na era do streaming, e isso pode nos trazer a maldição da vida eterna: algumas marcas imensas e imortais travando a cultura, em detrimento de novas vozes e ideias.
Monocultura. Em certo sentido, como alguns argumentaram, serviços de streaming como a Netflix representam o retorno da monocultura dos primeiros dias da TV: são muito acessíveis, têm grande variedade de programas e conseguem atrair uma audiência vasta (ainda que não verificável).
Mas também são a expressão máxima da cultura fragmentada. Além de os usuários não escolherem os mesmos programas e não os assistirem ao mesmo tempo, os algoritmos famintos por dados dos serviços de streaming oferecem a cada usuário diferentes opções de menu – e até imagens de tela diferentes para os mesmos programas. Milhões de nós assistimos à Netflix, sim, mas, de certa forma, todos assistimos a milhões de Netflixes diferentes e sob medida. O streaming deixou a TV, ao mesmo tempo, maior e menor do que nunca.
O novo e difuso debate sobre a TV pode ser pior ou melhor. Pode significar, por exemplo, mais oportunidades para que bons programas tenham boa repercussão, como as séries da Netflix Inacreditável e I Think You Should Leave tiveram nas redes sociais. Mas, de qualquer maneira, essas serão uma das nossas últimas experiências de cultura de massa – especialmente porque muitos desses programas agora vão morar atrás dos portões da assinatura mensal.
Até certo ponto, o impacto do streaming sobre a cultura da TV dependerá das decisões de cada consumidor na hora de assistir e gastar. Talvez o futuro nos divida em famílias da Disney, famílias da Amazon e famílias da Apple, como seitas religiosas que vivem em um mesmo país, mas mantendo seus próprios costumes .
Ou talvez a maioria de nós se inscreva em tudo e obtenha seus novos e inesgotáveis entretenimentos do século 21 de umas poucas megaempresas – mais ou menos como fizemos no século 20. Poderíamos até criar um nome sofisticado para elas, como “redes” ou “canais”. Esta é mais uma teoria do desconhecido universo quântico em que estamos prestes a entrar: pode ser que, mesmo expandindo, ele acabe por se contrair.
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Forças de segurança avisaram que não irão mais reprimir manifestantes da oposição que exigem renúncia do presidente

Polícia boliviana afirmou que não irá mais reprimir manifestantes contrários ao governo Evo Morales | Foto: STR / AFP
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Unidades da polícia nas cidades bolivianas de Cochabamba (centro), Sucre (sudeste) e Santa Cruz (leste) se rebelaram nesta sexta-feira contra a polêmica vitória eleitoral de Evo Morales, e não reprimirão mais os manifestantes da oposição que exigem a renúncia do presidente. "A polícia de Chuquisaca está se unindo aos camaradas já rebelados em Cochabamba, também em Chuquisaca (cuja capital é Sucre) está se rebelando com o povo boliviano", disse a um canal de TV um policial com o rosto coberto na entrada do comando de Sucre. "Não podemos seguir com este 'narcogoverno', com esta democracia injusta".
Os agentes do comando de Santa Cruz fecharam a unidade e vários policiais subiram no teto do prédio com bandeiras bolivianas, como os rebelados em Cochabamba. Milhares de manifestantes foram às unidades policiais de La Paz, Potosí (sudoeste) e Trinidad (nordeste) para incentivar os policiais à revolta. A revolta teve início em Cochabamba, quando um policial com o rosto coberto anunciou no Quartel-General da Unidade Tática de Operações: "Estamos amotinados". Outro policial acrescentou: "Vamos estar com o povo, não com os generais".
Imagens de TV mostraram ao vivo cerca de vinte policiais no alto do edifício do quartel da polícia UTOP de Cochabamba, agitando uma bandeira boliviana, enquanto dezenas de jovens opositores se amontoavam nos arredores, saudando-os da rua. Os manifestantes estouraram fogos em um ambiente festivo e içaram em um mastro uma bandeira boliviana, entoando o hino nacional.
Nas últimas horas, circularam versões - segundo o jornal Los Tiempos de Cochabamba - sobre queixas e reivindicações de militares contra o comandante da Polícia de Cochabamba, Raúl Grandy, de maus-tratos e ter se inclinado a favor de manifestantes governistas durante os confrontos de rua contra opositores. No último conflito de quinta-feira, foram registrados durante os confrontos um morto e de 80 a 90 feridos. Segundo versões extraoficiais, os policiais receberam ordens de Grandy de reprimir aos manifestantes da oposição e favorecer o grupo de seguidores do presidente Morales.
Por outro lado, o comando policial nacional nomeou como novo comandante da Polícia de Cochabamba o coronel Javier Zurita. A Bolívia padece a terceira semana de violentos protestos, com greves e bloqueios de ruas, contra a reeleição do presidente para um quarto mandato. - Bloqueios de rua em La Paz -Iniciados em Santa Cruz, os protestos foram se espalhando gradualmente pelo país e, pela primeira vez, uma multidão tomou as ruas nesta sexta-feira em La Paz, sede dos Poderes Executivo e Legislativo.
As atividades no centro da cidade de 800.000 habitantes foram virtualmente paralisadas, assim como na nobre Zona Sul. Várias avenidas do sul foram bloqueadas. Ônibus, micro-ônibus e táxis se moviam por trechos curtos, e apenas o teleférico (público) circulou normalmente em suas dez linhas. Em torno da Casa Grande do Povo, a torre onde fica a sede do Executivo de Morales no centro de La Paz, um grande dispositivo de segurança impediu a passagem de manifestantes.
O prédio foi cercado pela multidão nas últimas três noites. O prédio de 29 andares contíguo ao Palácio Quemado, a histórica casa de governo, também foi protegido por mineiros e por camponeses aliados ao presidente. Hoje o rosto mais visível e radical da oposição boliviana, o líder regional Luis Fernando Camacho prosseguiu nesta sexta em busca do apoio de organizações para pressionar Morales a renunciar.
Várias organizações e coletivos sociais se uniram a Camacho, formando uma frente ampla contra Morales, algo que os partidos opositores não conseguiram fazer para as eleições de 20 de outubro passado. A oposição chegou às urnas com oito candidatos à Presidência. Camacho, líder do poderoso Comitê Cívico Pró-Santa Cruz (direita), disse que, na próxima segunda-feira, levará pessoalmente uma carta de renúncia a Morales. Pretende ir acompanhado de outras lideranças políticas e sociais. "Vamos entregar essa carta todos juntos", declarou Camacho ontem.
O ministro da Defesa, Javier Zavaleta, descartou que Morales vá recebê-lo. O presidente indígena, de 60 anos, no poder desde 2006, ignora as reivindicações da oposição, que o acusa de "fraude" eleitoral. A oposição exige sua saída, a anulação das eleições e uma nova disputa sem Morales como candidato. O presidente rebate, alegando que o pleito foi limpo, e exige que os resultados sejam respeitados.
AFP e Correio do Povo