Lideranças de esquerda da América Latina comemoram liberdade de Lula

Ex-presidente do Uruguai José Mujica citou "dia de festa para o Brasil" e Havana classificou prisão como "injusta"

Esquerda da América Latina celebrou liberdade de Lula nesta sexta-feira

Esquerda da América Latina celebrou liberdade de Lula nesta sexta-feira | Foto: STR / AFP / CP

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Líderes da esquerda nas Américas comemoraram nesta sexta-feira a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deixou o cárcere após um ano e meio de prisão na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. O ex-presidente uruguaio José Mujica, eleito senador pela governista Frente Ampla, disse ao telejornal Subrayado, do Canal 10, de Buenos Aires, que este "é um dia de festa para o Brasil" e anunciou que "é muito possível que vá ver Lula" depois do segundo turno das eleições presidenciais em seu país, no próximo 24 de novembro.

Em Havana, o ministério das Relações Exteriores celebrou a libertação de Lula, após "580 dias de injusta prisão". "O povo de Cuba celebra a liberdade de Lula, após 580 dias de injusta prisão. #LulaLivre", tuitou a chancelaria cubana, enquanto o jornal oficial Granma destacou que, ao deixar a prisão, o líder histórico da esquerda "agradeceu a todas as pessoas que lutaram por sua liberdade".

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, comentou que a soltura do ex-presidente "é um avanço, mas a luta por sua libertação deverá continuar até que se faça justiça". "Lula é inocente, vítima de uma feroz perseguição política", acrescentou Rodríguez no Twitter. Mais cedo, o pré-candidato democrata à Casa Branca Bernie Sanders celebrou a notícia, lembrando no Twitter que durante sua Presidência, Lula "fez mais que ninguém para reduzir a pobreza e defender os trabalhadores".

O peronista de centro-esquerda Alberto Fernández, presidente eleito da Argentina, também interpretou a prisão de Lula como uma perseguição e destacou a fortaleza do ex-presidente. "É comovente a força de Lula para enfrentar esta perseguição (essa é a única definição que cabe ao processo judicial arbitrário ao qual foi submetido). Sua integridade demonstra não apenas o compromisso, mas a imensidão desse homem. Viva Lula livre", escreveu Fernández em sua conta no Twitter.

Fernández assumirá a presidência em 10 de dezembro, e o presidente Jair Bolsonaro já anunciou que não irá à cerimônia de posse. Companheira de chapa de Fernández, a ex-presidente Cristina Kirchner também comemorou a soltura de Lula. "Acaba hoje uma das maiores aberrações do 'Lawfare' na América Latina: a privação ilegítima da liberdade do ex-Presidente da República Federativa do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva. #LulaLivre", escreveu Kirchner no Twitter.

De Buenos Aires, onde participa de uma conferência do Grupo de Puebla, a ex-presidente Dilma Rousseff, tuitou: "Nós não vamos parar aqui. Queremos que sua inocência seja reconhecida". Em Caracas, o presidente Nicolás Maduro também comemorou a notícia da libertação de Lula - um aliado-chave de seu falecido antecessor e mentor, Hugo Chávez - com um pronunciamento em rede nacional. "O povo venezuelano está feliz e saúda a liberdade do irmão Lula. Viva o Brasil!, Viva Lula!, Viva a união da nossa América!", declarou Maduro em discurso transmitido pelo sistema de rádio e televisão, com a exibição de imagens da soltura de Lula em Curitiba.

Embora o governo equatoriano de Lenín Moreno não tenha se manifestado, seu ex-aliado, o ex-presidente Rafael Correa escreveu que Lula é "exemplo e inspiração para todos nós". "Os dias dos traidores estão contados. Até a vitória sempre!", emendou Correa. O ex-chanceler Ricardo Patiño, auto-exilado no México e foragido da Justiça equatoriana, que o acusa de incitar a rebelião que sacudiu o país recentemente, publicou: "saudamos a libertação de Lula, líder indiscutível do Brasil e da América Latina.


AFP e Correio do Povo

Vitamina E é suspeita de causar mortes por uso de cigarro eletrônico

Pesquisa nos EUA apontou que óleo do composto adicionado a cargas de maconha teria causado danos

| Foto: Justin Sullivan / Getty Images / AFP / CP

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As autoridades da área da saúde dos Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira que podem ter descoberto o mistério da doença pulmonar que afetou mais de 2 mil usuários de cigarros eletrônicos, causando 39 mortes no país: um óleo de vitamina E aparentemente adicionado às cargas de maconha vendidas no mercado negro.

Os pesquisadores já haviam identificado esse óleo como um possível responsável por essa epidemia, mas as suspeitas foram confirmadas pelos achados em 29 pacientes cujos fluidos pulmonares foram analisados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). "Essas análises fornecem evidências diretas de que o acetato de vitamina E é a principal causa de dano pulmonar", disse Anne Schuchat, vice-diretora do CDC.

Acetato é o nome químico da molécula. Schuchat observou que "ainda não foi detectada nenhuma outra toxina potencial nas análises". A vitamina E é normalmente inofensiva. Pode ser comprada na forma de uma cápsula para engolir ou um óleo para aplicar na pele, mas é nocivo uma vez inalado ou aquecido. As descobertas ocorreram horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar seu desejo de aumentar a idade mínima para o uso de cigarros eletrônicos nos Estados Unidos de 18 para 21 anos.


AFP e Correio do Povo

Podcast Os Três Poderes: O porteiro do presidente, julgamento da 2ª instância e o pacote de Guedes

Publicado em 8 de nov. de 2019

A reportagem de capa da revista VEJA desta semana descreve as atividades do porteiro que citou o nome do presidente Jair Bolsonaro em depoimento à polícia do Rio, no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Dora Kramer avalia que as coisas continuam obscuras do ponto de vista do que o que realmente aconteceu.
Ricardo Noblat também considera que a confusão sobre a gravação continua e precisa ser apurada de maneira decente, já que até Carlos Bolsonaro teve acesso a gravação antes da polícia.
Augusto Nunes lembra que ainda existem muitas perguntas a serem esclarecidas e ressaltou que, se o porteiro mantém o depoimento, também mantém a conversa com o ‘Seu Jair’. E isso precisa ser bem apurado.
Os colunistas também comentam a decisão do STF sobre a prisão em segunda instância e o pacote econômico do ministro Paulo Guedes.
NOTÍCIAS SOBRE

Protesto em Santiago tem incêndio e saques

Manifestação terminou na Praça Itália de Santiago nesta sexta-feira

Manifestação terminou na Praça Itália de Santiago nesta sexta-feira

Manifestação terminou na Praça Itália de Santiago nesta sexta-feira | Foto: Martin Bernetti / AFP / CP

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Milhares de manifestantes participaram, nesta sexta-feira, da chamada terceira maior passeata do Chile, que terminou na Praça Itália de Santiago, em meio a saques a ao incêndio da sede de uma universidade. Três semanas após o início de uma revolta social sem precedentes, a enorme passeata - a princípio pacífica - degenerou em violência e a sede da Universidade Pedro de Valdivia foi incendiada.

O incêndio no prédio, construído em 1915, começou quando manifestantes encapuzados enfrentavam a polícia de choque e atearam fogo a barricadas em torno do local. Os manifestantes haviam rebatizado a Praça Itália com uma enorme bandeira com a inscrição: "Praça da Dignidade". Ao cair da tarde, uma maré humana inundou - pelo terceiro dia seguido - as duas calçadas da Avenida Alameda em direção à Praça Itália, carregando bandeiras chilenas, apitos e máscaras de distintos personagens, além de cartazes contra o governo do presidente Sebastián Piñera.

Ao passar diante do Palácio Presidencial, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra o Piñera e insultaram os policiais que protegiam o La Moneda. "Vim para derrubar os mitos de que estes são protestos violentos", disse à AFP Cristian, estudante de 27 anos que atendeu ao chamado feito pelas redes sociais após a última mensagem do presidente, que anunciou novas medidas de segurança para garantir a ordem pública. "A última mensagem de Piñera foi uma aberta provocação, não entende nada".

O presidente endureceu sua posição sobre a ordem pública após os protestos se alastrarem aos bairros mais exclusivos de Santiago, e não fez qualquer anúncio para atender às demandas dos manifestantes, especialmente sobre educação e saúde. "São muitos anos de abuso", disse à AFP Raúl Torres, aposentado de 65 anos que após 43 anos de trabalho recebe uma pensão de 130 mil pesos (175 dólares), suficiente apenas para sobreviver. "É uma alegria ver esta juventude que se levanta. Como não percebemos antes que estávamos sendo condenados à pobreza?!", refletiu Torres.

Em Viña del Mar também ocorreram confrontos violentos entre manifestantes e policiais, e barricadas foram levantadas no centro da cidade.


AFP e Correio do Povo

Polícia tenta intimar porteiro que vinculou Bolsonaro ao caso Marielle

Agentes estiveram na tarde de quinta-feira na casa de Alberto Mateus, mas profissional não estava no local

Oficialmente, Polícia Civil limitou-se a dizer que o

Oficialmente, Polícia Civil limitou-se a dizer que o "inquérito corre sob sigilo" | Foto: Wilton Júnior / Estadão Conteúdo / CP

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A Polícia Civil tentou intimar a prestar novo depoimento o porteiro do condomínio Vivendas da Barra, onde morava o PM reformado Ronnie Lessa, acusado do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL). Agentes estiveram na tarde de quinta-feira na casa de Alberto Mateus, no bairro Gardênia Azul, na zona oeste, mas o profissional não estava em casa.

Reportagem publicada nesta sexta-feira, na revista Veja, revelou o paradeiro do porteiro, mas ele não deu entrevista. Segundo a publicação, Mateus sente-se acuado. Uma milícia domina o bairro onde ele mora.

Em dois depoimentos, Mateus contou que no dia do crime, 14 de março de 2018, o ex-PM Élcio Queiroz, também acusado do crime, esteve no condomínio por volta das 17h. Segundo o porteiro, Élcio anunciou que queria ir à casa 58, do então deputado federal Jair Bolsonaro, também morador.

Ele registrou a informação em um livro de entrada, e também contou que foi o próprio "seu Jair" quem teria autorizado a entrada. Naquele dia, no entanto, Jair Bolsonaro estava em Brasília e participou de duas votações no plenário da Câmara.

O Ministério Público do Rio apresentou um áudio da portaria em que a liberação da entrada é feita, via sistema de comunicação, por alguém da casa 65/66, de Ronnie Lessa. A voz que atende à ligação seria dele, não de Bolsonaro. Com base no áudio, cuja análise, feita em meios de três horas, foi questionada, promotoras que investigam o caso sustentaram que "o porteiro havia mentido".

Consultados, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), que têm poder para processar o presidente, afirmaram não haver prova contra Bolsonaro. Os autos foram devolvidos ao Ministério Público do Rio, para prosseguir com a investigação sobre o mandante ou mandantes do crime. O inquérito do Rio, porém, não poderá abordar nada relativo ao mandatário, por não ser legalmente habilitado para isso.

A Veja também localizou o porteiro cuja voz aparece no áudio. Trata-se de outro funcionário do condomínio, que também deve ser chamado a depor para esclarecer a situação.
Lessa e Élcio foram presos em março passado e denunciados pelos homicídios de Marielle e do motorista Anderson Gomes. Eles negam o crime, mas o registro do encontro dos dois no dia do crime - que eles depois admitiram - é considerada uma prova importante no processo.

A Polícia Federal, após pedido do Ministério Público Federal, abriu investigação sobre o porteiro pelos supostos crimes de denunciação caluniosa, falso testemunho e obstrução de Justiça. A Defensoria Pública do Rio informou que assumiu a defesa de Mateus. Oficialmente, a Polícia Civil limitou-se a dizer que o "inquérito corre sob sigilo".


Agência Estado e Correio do Povo


ECONOMIA

Receita abre consulta ao sexto lote do Imposto de Renda

GERAL

Reajustes de loterias da Caixa passam a valer no domingo

Movimentos mantêm atos e dizem que agora vão pressionar Congresso

Ativistas querem uma mudança à decisão do STF sobre prisão em segunda instância

Ativistas querem uma mudança à decisão do STF sobre prisão em segunda instância

Ativistas querem uma mudança à decisão do STF sobre prisão em segunda instância | Foto: Sergio Lima / AFP / CP

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Depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) mudar o entendimento de 2016 e decidir que, segundo a Constituição, ninguém pode ser considerado culpado até o trânsito em julgado, os grupos que convocaram manifestações para este sábado em defesa da prisão em segunda instância dizem que agora o movimento será para pressionar o Congresso a reverter a decisão.

"A manifestação está mantida, mas vamos olhar daqui para a frente. A decisão do STF tem que ser respeitada, gostemos ou não, mas vamos pressionar os parlamentares para que seja feita uma mudança constitucional ou por PEC (Proposta de Emenda à Constituição) ou projeto de lei", disse Renato Batista, coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL).

Depois da sessão do STF que derrubou a prisão em segunda instância, o presidente da Corte, Dias Toffoli, disse o Congresso tem autonomia para mudar a regra do início do cumprimento da pena. Tramita na Câmara a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 410/18, que inclui no texto constitucional a possibilidade da prisão após condenação em segunda instância. Antes da votação do STF, o MBL e o Vem Pra Rua haviam marcado uma manifestação amanhã na Avenida Paulista para defender a prisão em segunda instância.

Os dois grupos também defendem a CPI da Lava Toga para investigar o "ativismo judicial" de autoridades de tribunais superiores, especialmente ministros do STF.


Agência Estado e Correio do Povo


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#VEJA #GiroVEJA

RS terá sol e chuva neste sábado

Máxima em Porto Alegre deve chegar aos 27°C

Tempo deverá permanecer nublado em boa parte do Rio Grande do Sul neste sábado

Tempo deverá permanecer nublado em boa parte do Rio Grande do Sul neste sábado | Foto: Guilherme Testa / CP Memória

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O Rio Grande do Sul irá registrar tempo instável ao longo deste sábado. Até haverá um período de sol, mas a nebulosidade aumenta conforme o dia avança. Com o surgimento de mais nuvens, o risco de chuva, especialmente na segunda metade, é grande.

De acordo com a MetSul Meteorologia, as precipitações devem ocorrer do Centro para o Norte do Estado, de forma irregular. A temperatura, por outro lado, não deve sofrer grandes alterações, com as máximas mais altas sendo registradas nas regiões Oeste e Noroeste.

Em Porto Alegre, sol aparece, mas também deve haver chuva isolada. A mínima na Capital deve ser de 18°C, e a máxima chega aos 27°C.

Mínimas e máximas no RS

Pelotas 17°C / 27°C
Santa Rosa 18°C / 30°C
Uruguaiana 20°C / 30°C
Caxias do Sul 16°C / 24°C
Capão da Canoa 19°C / 24°C
Bagé 16°C / 28°C


MetSul Meteorologia e Correio do Povo


DIRETO AO PONTO

Antes de enviar pacote, Piratini anuncia incremento no funcionalismo

RURAL

John Deere demite 150 na planta de Horizontina

Justiça determina soltura do ex-governador de MG Eduardo Azeredo

Azeredo foi condenado a 20 anos e um mês de prisão por participação no mensalão mineiro

Ex-tucano cumpre pena desde 23 de maio do ano passado

Ex-tucano cumpre pena desde 23 de maio do ano passado | Foto: Beto Oliveira / ABR / CP Memória

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A Justiça em Minas Gerais mandou soltar o ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (ex-PSDB), condenado a 20 anos e um mês de prisão por participação no mensalão mineiro. O alvará de soltura foi expedido na tarde desta sexta-feira, pela Vara de Execuções Penais do Fórum Lafayette, na capital.

O ex-governador está preso em um batalhão do Corpo de Bombeiros na zona sul da capital e pode deixar o local a qualquer momento. O ex-tucano cumpre pena desde 23 de maio do ano passado.

O mensalão mineiro foi como ficou conhecido o esquema de desvio de recursos de empresas públicas de Minas Gerais, como o então Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), para o financiamento da campanha de Eduardo Azeredo à reeleição em 1998, disputa em que o tucano foi vencido pelo ex-presidente Itamar Franco.

O advogado de Azeredo, Castelar Neto, disse que a saída do ex-tucano era esperada, "após o novo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Preservou-se a garantia constitucional da necessidade do trânsito em julgado para a declaração da culpa".


Agência Estado e Correio do Povo

Bolsonaro diz ser responsável apenas pelo que ocorre no Executivo

Presidente não se manifestou sobre soltura de Lula nesta sexta-feira

Presidente não se manifestou sobre soltura de Lula nesta sexta-feira

Presidente não se manifestou sobre soltura de Lula nesta sexta-feira | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na noite desta sexta-feira, a populares que é responsável apenas pelo que acontece no Poder Executivo. "Não vou entrar numa furada", disse, logo que chegou no Palácio da Alvorada. "Tenho responsabilidade com todos vocês", completou. Essas foram as únicas frases que o presidente deu nesta sexta, um dia depois de o Supremo Tribunal Federal decidir rever o entendimento sobre a prisão de condenados em segunda instância e no dia em que a Justiça determinou a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-presidente estava desde abril do ano passado preso em Curitiba, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Com a decisão do STF de ontem, o presidente, que tinha a condenação em segunda instância, foi solto. Bolsonaro participou de dois eventos nesta sexta-feira. Em todos os seus discursos, silenciou-se sobre as decisões da Justiça. Também rompeu a rotina e não concedeu nenhuma entrevista na porta da residência oficial.

Na manhã desta sexta, o presidente associou sua eleição ao sucesso da Operação Lava Jato, que levou políticos e empresários à prisão. Ele elogiou o ministro da Justiça, Sergio Moro, ex-juiz da Lava Jato. "Parte do que acontece na política do Brasil devemos a Sergio Moro", completou. À tarde, o presidente também ignorou a decisão da Justiça de soltar o ex-presidente Lula. Ele foi a Goiânia para a entrega de ônibus escolares a 133 municípios do Estado.

Durante o evento, minutos depois de ser divulgada a decisão da Justiça de soltar Lula, um assessor aproximou-se de Bolsonaro e mostrou a ele uma informação na tela do celular. Não está claro se o assessor comunicava o presidente sobre a decisão.


Agência Estado e Correio do Povo