Correios abandonam negociação com TST e categoria ameaça parar

por William Castanho

Captura de Tela 2019-09-05 a?s 07.43.34.png

BRASÍLIA

Os Correios rejeitaram uma mediação feita pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) com funcionários. É a primeira vez que uma empresa fecha as portas, de forma unilateral, em negociação capitaneada pela corte.

Com a decisão, sindicalistas ameaçam deflagrar greve a partir de terça-feira (10).

A Vice-Presidência do TST é responsável por arbitrar impasses envolvendo categorias de empresas com abrangência nacional.

A mediação se dá em fase pré-processual para evitar a judicialização —o chamado dissídio. Na terça-feira (3), esse procedimento foi extinto pelo vice-presidente do TST, ministro Renato de Lacerda Paiva.

Na sexta-feira (30), a empresa encaminhou ofício ao TST no qual recusou formalmente a proposta elaborada pela corte. O acordo 2018-2019 perdeu então a validade nessa data.

Os termos da mediação foram negociados entre as partes, sob a liderança de Paiva.

O principal desentendimento está no plano de saúde pago a mães e pais de funcionários dos Correios. No ofício, a empresa afirmou que gasta por ano mais de R$ 500 milhões com planos de saúde desses dependentes.

A empresa disse ainda que precisa cortar gastos com a folha para manter os serviços. Segundo os Correios, os salários consomem R$ 12 bilhões por ano, ou 62% do custo operacional.

Segundo a estatal, houve “mal dimensionamento das contratações e, muito especificamente, da inclusão paulatina de cláusulas sociais e econômicas [direitos] díspares ao longo dos sucessivos acordos coletivos”.

O documento do Departamento Jurídico é assinado pelos advogados Raphael Ribeiro Bertoni, Gustavo Esperança Vieira e Mariana Nunes Scandiuzzi.

Nele, a empresa afirmou também que, com 79 cláusulas do acordo coletivo —benefícios dados aos trabalhadores, mas não previstos em lei—, gasta por ano mais de R$ 70 milhões.

Pela lei, o adicional de uma hora extra, por exemplo, é de 50%. Para os trabalhadores dos Correios, o valor acordado é de 70%. Desde o início de setembro, essa regra não vale mais.

Além disso, mães e pais de funcionários da estatal não têm mais direito ao plano de saúde desde então.

Segundo José Aparecido Gimenes Gandara, presidente da Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios), é assegurado apenas atendimento a pacientes em tratamento ou casos de emergência e urgência.

O plano era garantido a pais e mães com renda mensal de até 1,2 salário mínimo. De acordo com Gandara, 80% dos empregados dos Correios têm salário entre R$ 1.700 e R$ 2.500. A empresa tem mais de 101 mil funcionários.

“Solicitamos a mediação do TST nesse momento de discussão de privatização. Tivemos a preocupação de evitar a greve”, afirmou Gandara. A empresa entrou na lista de estatais que o governo Jair Bolsonaro quer vender.

O presidente da Findect disse que a intenção era manter as cláusulas sociais e econômicas. Os sindicalistas queriam ainda garantir a reposição da inflação nos salários.

De acordo com Gandara, a empresa se recusou a negociar e, por fim, recusou a proposta do vice-presidente do TST.
Para que o benefício médico às mães e aos pais dos funcionários fosse mantido, foi proposto reajuste salarial de 1%. O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) ficou em torno de 3%. Essa diferença subsidiaria o plano de saúde.

  “A estratégia é empurrar os trabalhadores para a greve. Jogar com a opinião pública contra a categoria e, assim, facilitar a privatização”, afirmou Gandara.

Os custos da empresa com os trabalhadores, segundo ele, ficarão menores, o que agilizaria a venda da estatal. No ofício, os Correios afirmaram que os sindicalistas não cederam.

Segundo os advogados da estatal, “restou claro que os representantes obreiros não se mostraram receptivos a qualquer solução que não implicasse considerável aumento de custo para a empresa”.

Ainda de acordo com eles, em apenas 324 dos 5.570 municípios brasileiros a empresa apresenta lucro.

Gandara afirmou que funcionários de 36 sindicatos do país vão deliberar pela greve na próxima semana. A Fentect, outra federação de entidades de representação dos funcionários, também informou que participa da iniciativa.

Se a categoria parar, terá início o dissídio coletivo, e o processo, que se tentou evitar com a mediação do TST, é iniciado.

Em nota, os Correios afirmaram que desde o início de julho participam da mesa de negociação sob mediação do TST e que não houve consenso nas propostas apresentadas ao longo de dez encontros.

“Durante as reuniões, a empresa apresentou sua real situação econômica e propostas para o Acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões. As federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa.”

Fonte: Folha Online - 04/09/2019 e SOS Consumidor



Frota: "O presidente é a broxada do ano e quer falar de ejaculação precoce?"

O neotucano Alexandre Frota saiu em defesa de João Doria após o comentário de Jair Bolsonaro, ontem, comparando a... [leia mais]

Presidente do PSL é agredido

O presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, relatou a colegas de bancada na Câmara que foi “agredido moralmente”... [leia mais]

Risco de boicote na ONU

O Itamaraty vem monitorando a possibilidade de haver um boicote ao discurso de Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU, diz o blog de Lauro Jardim em O Globo... [leia mais]


A defesa de Dallagnol contra Toffoli

Deltan Dallagnol, que pode ser punido no CNMP por seus comentários sobre Dias Toffoli, Gilmar Mendes e... [ leia mais]

Sergio Moro é ótimo

Sergio Moro, segundo o Datafolha, é ótimo ou bom para 54% dos brasileiros... [leia mais]

- A parcialidade dos brasileiros

- O apelo de Janaina a Moro

- Para a PF, Bolsonaro quer atingir Moro

- Se FHC fosse Moro...

A DEMOGRAFIA E O CAPITALISMO!

(Editorial - O Estado de S. Paulo, 02) Se a diminuição da população mundial é positiva para o clima, ela pode ser profundamente desafiadora para o sistema capitalista.
Em artigo publicado na revista Foreign Affairs (The Population Bust: Demographic Decline and the End of Capitalism as We Know It), Zachary Karabell analisa as possíveis consequências sociais e econômicas das atuais mudanças demográficas. “A maior parte do mundo está sofrendo fortes e bruscas contrações nas taxas de natalidade ou em sua população absoluta”, escreve.
O fenômeno das mudanças demográficas drásticas ocorre também aqui. É global. Por exemplo, no ano passado, o IBGE anunciou que, diante da diminuição da taxa de fertilidade e do aumento da expectativa de vida, o bônus demográfico do País terminava não mais em 2023, como estava previsto, mas em 2018. O bônus demográfico é a situação em que o número de habitantes em idade ativa, entre 15 e 64 anos, supera o total de pessoas consideradas dependentes – os idosos e as crianças.
Apesar dos enormes efeitos que as mudanças demográficas podem ter, por exemplo, sobre o clima, a geopolítica e o capitalismo, o assunto é muito pouco discutido. “Se o mundo no futuro tiver menos pessoas, será possível ter algum crescimento econômico real? Não apenas estamos despreparados para responder a essa pergunta, não estamos nem começando a nos perguntar”, afirma Zachary Karabell.
O assunto é complexo a começar pela própria dificuldade de traçar projeções seguras. A ONU prevê, por exemplo, que a população global chegará a quase dez bilhões em 2050. Mas estudiosos em demografia acham que os números podem estar superestimados. Quase sempre as expectativas da população feitas no passado não se concretizaram. Para o pesquisador Paul Morland, do Birkbeck College, é irracional atribuir um caráter de certeza às tendências futuras sobre a população.
Mesmo que não se saiba com segurança o que ocorrerá no futuro, os dados atuais já revelam, no entanto, que o paradigma de expansão da população utilizado nos dois últimos séculos não serve mais. “Chama a atenção que o declínio da população esteja se tornando um fenômeno global quase tão rapidamente quanto o boom populacional do século 20. As taxas de fecundidade na China e na Índia, que juntas respondem por quase 40% das pessoas do mundo, estão agora no nível de reposição ou abaixo dele. O mesmo acontece com as taxas de fecundidade em outros países populosos, como Brasil, Malásia, México e Tailândia.”
Zachary Karabell lembra que a deflação demográfica pode ter um efeito positivo sobre o aquecimento global. “Dado que as emissões de carbono são resultado direto de mais pessoas necessitando e exigindo mais material – de comida e água a carros e entretenimento –, se houver menos pessoas, haverá menor demanda.”
Mas se a diminuição da população mundial é positiva para o clima, ela pode ser profundamente desafiadora para o sistema capitalista – e aqui está o cerne da reflexão do artigo de Zachary Karabell. “O capitalismo é, essencialmente, um sistema de maximização – mais produção, mais bens e mais serviços. (...) Se a população global parar de se expandir e começar a diminuir, o capitalismo – um sistema que está implicitamente baseado em um número cada vez maior de pessoas – provavelmente não será capaz de prosperar em sua forma atual. O envelhecimento da população elevará o consumo de certos bens, como os cuidados com a saúde, mas, em geral, o envelhecimento e a diminuição da população acarretarão uma diminuição do consumo”, afirma Zachary Karabell.
Se essa mudança de paradigma é por si só desafiadora, ela traz ainda maiores desafios para países como o Brasil, que não conseguiram, nem mesmo no paradigma demográfico anterior – de população crescente e jovem –, alcançar um patamar mínimo de riqueza e de produtividade. Agora, com uma população mais velha e menos jovens, tudo indica que será ainda mais difícil. Como alerta Zachary Karabell, “se não estamos bem preparados para um mundo com mais pessoas, estamos totalmente despreparados para um mundo com menos gente”. É urgente abrir os olhos para a realidade.


Ex-Blog do Cesar Maia



Correios abandonam negociação com TST e categoria ameaça parar

BRASÍLIA Os ...
Leia mais

Fim do TED e do DOC? BC vai implantar sistema de pagamentos instantâneos
Banco Central vai administrar novo sistema que funcionará 24 horas todos os dias; as transferências poderão serão feitas ...
Leia mais

Plano de saúde deve pagar R$ 40 mil por descumprir decisão que concede tratamento domiciliar a paciente
A 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) condenou a empresa Hapvida Assistência Médica a pagar indenização ...
Leia mais

CCJ do Senado aprova reforma da Previdência; texto vai ao plenário
Proposta de emenda à Constituição já foi aprovada pela Câmara e votação no plenário é a última etapa da tramitação. ...
Leia mais

OAB abre consulta pública para classe sobre publicidade na advocacia
A partir do dia primeiro de setembro, os advogados poderão opinar sobre os novos limites para a publicidade na advocacia e sugerir alterações visando atualizar ...
Leia mais

Emissora deve indenizar homem que teve imagem veiculada em programa humorístico
Cenas deverão ser retiradas da internet. A 5ª Câmara ...
Leia mais

Abertura de conta pelo celular ainda termina em agência bancária
Relatório feito por analistas do J.P. Morgan testou serviços digitais de bancos brasileiros Abrir uma conta bancária pelo celular e receber uma ...
Leia mais

Execução de dívida condominial pode incluir parcelas a vencer
Com base nos princípios da efetividade e da economia processual, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou válida a inclusão de ...
Leia mais

Funerárias são condenadas por troca de cadáver em velório
A 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal manteve condenação das funerárias Bom Senhor e HR Serviços Póstumos ao pagamento ...
Leia mais

Conjunto à venda. Informações: Judite Sandra La Cruz (51) 9 8502.8080


Conjunto à venda.

Mais informações:
Judite Sandra La Cruz
(51) 9 8502.8080
Teia de Aranha
Endereço: Av. João Pessoa, 1040 - Farroupilha, Porto Alegre - RS, 90040-001
A loja funciona de quarta a  domingo a partir das 10 horas.

Lavadora de Roupas Brastemp BWT12 ABANA - 12kg 110V

Lavadora de Roupas Brastemp BWT12 ABANA - 12kg

Lavadora Brastemp BWT12 tem 12 kg ideal para famílias grandes. No painel você pode programar a lavagem, com a quantidade de enxague, agitação turbo, normal, branco+branco e até mesmo enxágue anti-alérgico, minimizando riscos de irritações na pele e residual nos tecido. Agora o super filtro anti fiapos cuida nos mínimos detalhes da suas roupas, ele tem uma dupla camada de tela que capta até 5 vezes mais fiapos, deixando suas roupas com aparência de novas. E ainda com o Ciclo Cores Mais Vivas, as cores das suas roupas ficam radiantes por muito mais tempo.


Link: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/p/lavadora-de-roupas-brastemp-bwt12-abana-12kg/140753/