Toffoli deve adiar soltura de Lula | Clic Noticias



“Dias Toffoli deve formalizar nesta quinta-feira a decisão de adiar o julgamento de ação sobre a prisão após condenação em segunda instância”, diz a Folha de S. Paulo.
“Integrantes do STJ avaliam que o Supremo só vai tratar da prisão em segunda instância depois que eles julgarem o recurso do ex-presidente Lula contra a condenação no caso do tríplex. Até que isso ocorra, dizem, o debate fica fulanizado.”
E não é um fulano qualquer: é o chefe da ORCRIM.
O Antagonista

UM PASSO IMPORTANTE PARA A APROVAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA
XVIII- 120/18 – 04.04.2019
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NO CAMINHO CERTO
Ontem, na medida em que avançava a longa e divertida audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal, que contou com a presença marcante do valente ministro da Economia, Paulo Guedes, o meu sentimento de que a REFORMA DA PREVIDÊNCIA será aprovada aumentava paulatinamente.
FORA DA CASINHA
É bem possível que muita gente, do tipo que normalmente se deixa influenciar pelos noticiários dos maiores meios de comunicação do País, esteja achando que este meu convencimento é típico de quem está -fora da casinha-.

MAUS FORMADORES DE OPINIÃO
Para estes mais descrentes sugiro que antes de se deixar levar pelos -maus formadores de opinião- tratem de se informar sobre o que aconteceu ao longo da audiência pública na CCJ. A partir daí, com total isenção, estou convencido de que até aqueles que têm apenas um neurônio estarão de acordo quanto à urgente necessidade da aprovação da PEC da REFORMA DA PREVIDÊNCIA.

ÓDIO, INCOMPREENSÃO E MÁ EDUCAÇÃO
Mais: para facilitar o entendimento do quanto urge a aprovação da PEC proponho que deem pouca ou nenhuma importância para o que disse, com muita precisão, seriedade e conhecimento o ministro Paulo Guedes, e se divirtam com as participações dos mal intencionados deputados comunistas (PT, PDT e PSB, etc.), que lá estavam, de forma muito organizada, com o propósito de destilar ódio, incompreensão, confusão e farta má educação.
EXÉRCITO DE UM HOMEM SÓ
A análise também revelará uma estranha COVARDIA de parte dos aliados do governo, que simplesmente ficaram mudos durante a audiência pública. Mesmo assim Paulo Guedes foi em frente e lutou sozinho contra tudo e contra todos. Tal qual Dom Quixote, o ministro se apresentou como EXÉRCITO DE UM HOMEM SÓ,  como bem referiu o pensador André Burger no Facebook.
COLABORAÇÃO PETISTA
Vi, portanto, com nítida clareza, que o PT e assemelhados ajudaram bastante no convencimento geral de que a REFORMA DA PREVIDÊNCIA é fundamental. A colaboração destes atrasados de sempre, que de antemão se notabilizam por serem os maiores responsáveis pelo CAOS das finanças públicas, foi simplesmente pontual e extraordinária. A ponto de deixar tornar desnecessários e/ou insignificantes os bons e esclarecedores argumentos usados por Guedes.
MARKET PLACE
CARTÕES ZAFFARI E BOURBON CARD – Os cartões Zaffari Card e Bourbon Card irão distribuir dois milhões de milhas através de uma promoção que acontece de 2 de abril a 31 de maio. Os portadores dos cartões titulares participam automaticamente da campanha, sem a necessidade de troca por cupons, por meio da geração de números da sorte a cada R$ 400,00 reais em compras pagas exclusivamente com o Zaffari Card e o Bourbon Card.
Serão sorteados 10 prêmios de 200 mil milhas Smiles cada, sendo que durante os dois meses de promoção haverá a geração de números em dobro, triplo e quádruplo em dias específicos. Os números da sorte poderão ser consultados diretamente pelo aplicativo Zaffari e Bourbon, pelo SAC (4004 1224) ou nas lojas Zaffari e Bourbon. Os clientes ainda receberão notificações pelo aplicativo com informações como saldo restante para geração de mais um número da sorte para concorrer e números gerados na última compra. As milhas poderão ser trocadas por produtos e serviços à escolha do contemplado, dentre as opções oferecidas por intermédio da Smiles.
As compras são cumulativas e, para a geração dos números da sorte, serão somadas as compras do cliente titular e também as dos clientes adicionais vinculados à mesma conta. Os sorteios ocorrerão pela Loteria Federal no dia 5 de junho. O regulamento completo pode ser acessado no site www.zaffaricard.com.br / www.bourboncard.com.br.
TORCIDAS – Inaugurou no Porto Alegre CenterLar, Zona Norte da Capital, a única operação no Estado da Loja das Torcidas. A marca já opera em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia, e tem mix que vai além dos tradicionais artigos da dupla Gre-Nal e de outros times do futebol brasileiro. Para atrair o público, a loja aposta em produtos oficiais e licenciados de diferentes esportes como vôlei, corrida, MMA (Mixed Martial Arts) e das ligas de futebol e basquete dos EUA, a NFL (National Football League) e a NBA (National Basketball Association).
FRASE DO DIA
Só ultrapassa as barreiras das dificuldades quem é forte.
                                                                                                                                 Silvio Sibemberg

REDESCOBRINDO O CENTRO! | Clic Noticias



(Monica de Bolle – Estado de S.Paulo, 03) Já sabemos que o centro político implodiu não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro. Mesmo nos sistemas majoritariamente ou completamente bipartidários, como o Reino Unido e os EUA, partidos estão fragmentados pois as rupturas internas têm levado pedaços aos extremos. O caso mais eloquente é o do Reino Unido, onde não há consenso sobre o que quer que seja, enquanto todos observam atônitos a incansável novela do Brexit. A falta de centro no espectro político resulta, em parte, da destruição das regras de transitividade que sustentam qualquer reflexão racional: se eu prefiro a opção A à opção B e a opção B à opção C, então deveria preferir a opção A à opção C. Contudo, hoje, a transitividade já não vale. Quem prefere A à B e B à C prefere C à A. Quando isso acontece, não há possibilidade de encontrar formas de resgatar a racionalidade sobre qual se apoia o centro político.
Algo semelhante está acontecendo na economia: se a preferência é pelo Estado mínimo em vez do Estado que regula os mercados e se circunscreve a ser forte na área social e pelo Estado que regula os mercados e se circunscreve a ser forte na área social ao Estado desenvolvimentista, então dever-se-ia preferir o Estado mínimo ao desenvolvimentista. Mas, não é isso o que querem os brasileiros, como revelam as discussões sobre as reformas necessárias para o País. Paulo Guedes pode gostar de Estado mínimo mais do que qualquer outra coisa, mas o eleitorado que elegeu Bolsonaro está se lixando para essa discussão. O eleitorado que elegeu Bolsonaro quer ver redução dos 13,1 milhões de desempregados, quer pagar menos impostos, quer ter acesso a serviços públicos de alta qualidade, quer segurança, para não falar de vastidão de outros desejos que necessitam da participação ativa do Estado. Qual é, portanto, o centro de gravidade econômico que tem sido ignorado em prol da discussão sobre a reforma da Previdência – necessária, porém longe de ser bala de prata para quem é minimamente honesto sobre os problemas do Brasil?
Penso ser assim: não há dúvida de que o Estado tem tido papel oneroso para o investimento privado. Gastos mal geridos e dívida em ascensão pressionam a taxa de juros e reduzem o espaço para empreendedores. Para resolver isso, é preciso avaliar como se gasta – o Banco Mundial já tem extensa documentação sobre isso – e racionalizar as despesas, incluindo por uma reforma da Previdência sensata, que garanta equilíbrio com justiça social. É preciso também remover o Estado de certas atividades inclusive por meio de privatizações. Dar mais espaço para a atuação dos mercados fortalecendo o arsenal regulatório pois os
mercados não são perfeitos deveria ser um dos focos da discussão. Não chegaríamos ao Estado mínimo, ideia ultrapassada, mas a um Estado mais enxuto e moderno, que não obstruísse a capacidade de investimento do mercado. Já na área social, não podemos prescindir de um Estado forte e bem equipado para lidar com as inúmeras desigualdades brasileiras. Precisamos de um Estado que garanta igualdade de oportunidades na educação e na saúde, que seja provedor de saneamento básico, que esteja preparado para enfrentar injustiças perenes como o racismo nas mais diversas esferas da vida pública e a disparidade de gêneros amplamente documentada – no Brasil e no mundo.
A concepção econômica do centro passa pelo reconhecimento de que o Estado como indutor do crescimento, como
Não chegaríamos ao Estado mínimo, ideia ultrapassada, mas a um Estado mais enxuto e moderno
propulsor de políticas industriais, leva a resultados que podem ser ou subótimos ou absolutamente desastrosos, como vimos na era Dilma. Contudo, passa também pela percepção de que o mercado, por si, jamais foi instrumento para reduzir desigualdades, prover bens públicos, ou atuar para reduzir injustiças sociais que jamais foram adequadamente enfrentadas ao longo de décadas. Em resumo, o Estado deve ter mecanismos de monitoramento dos gastos para mantê-los eficazes e compatíveis com a estabilidade dos preços e os juros necessários para alcançá-la, precisa devolver atividades ao mercado e regulá-las adequadamente, e ser forte e atuante na área social. Deixando de lado a balbúrdia que tende a levar o debate para a troca de acusações, tal concepção do centro econômico nada tem de “direita” ou de “esquerda”, mas simplesmente parte de uma observação sobre o que é o Brasil e do que o País necessita.
Se todos estivéssemos pensando assim, talvez chegássemos à conclusão de que antes de sermos comunistas, esquerdopatas, de extrema-direita, ou bolsonaristas, somos pessoas que buscam desesperadamente o centro da discussão. Fica o apelo para que pessoas que compreendem essa necessidade unamse para o bem do País.
Ex-Blog do Cesar Maia


Toffoli deve adiar soltura de Lula

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Juventude do PSDB anuncia caravana pelo Nordeste

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Coisa de “tchutchuca” petista

Depois que Zeca Dirceu chamou Paulo Guedes de “tchutchuca” e ouviu do ministro que “tchutchuca era a mãe, a avó e a família”… [leia mais]

Maria do Rosário manda bloquear assessora de Guedes

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O primeiro ministro de tribunal superior a ser escolhido por Bolsonaro

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PSL vai ao Supremo para afrouxar Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte

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Rodrigo Maia defende Paulo Guedes

Rodrigo Maia classificou como “muito ruim” o tchutchuca de Zeca Dirceu… [leia mais]

Relator no Senado quer endurecer pacote de Moro

Enquanto a Câmara leva em banho-maria o pacote anticrime, um dos relatores da proposta no Senado… [leia mais]

Vagas de emprego em Porto Alegre–4.4.2019 | Clic Noticias



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Necessário ensino completo e desejável experiência como vendedor. Conhecimentos em vestido para festas.

Formação Excel (fórmulas, recursos de formatação, gráficos, dashboards, planilhas dinâmicas, e outros recursos ) | Clic Noticias



Artigos e Novidades no Site

Próximas formações (aulas 4 vezes por semana em Porto Alegre)
Noite – 09/04/2019 – 05/07/2019
Próximos cursos extensivos (aulas 1 vez por semana em Porto Alegre)
Noite – 08/04/2019 – 25/11/2019
Sábados – 01/06/2019 – 25/04/2020
A Formação Excel Alfamídia trabalha o ensino do Excel através de exemplos práticos. Cada módulo utiliza uma planilha como base para demonstrar o uso de fórmulas, recursos de formatação, gráficos, dashboards, planilhas dinâmicas, e outros recursos básicos e avançados do Excel.
Para mais informações, entre em contato pelo telefone (51) 3073-2100, pelo e-mail info@alfamidia.com.br ou peça uma proposta online.

Conteúdo Programático
Funções no Excel
Neste curso o aluno aprenderá a trabalhar com diversas funções do Excel, realizando exercícios com planilhas que emulam situações reais de uso em finanças, vendas, ou mesmo no controle de gastos doméstico. Cada planilha utilizada está disponível na plataforma de ensino, junto com vídeos demonstrativos dos conceitos ensinados em aula.
Formatação e Gráficos no Excel
Aprenda a formatar uma planilha e trabalhar com os diferentes tipos de gráficos do Excel, construindo relatórios e apresentando de forma clara os dados trabalhados. Neste módulo serão trabalhados exemplos com os formatos de gráfico mais utilizados em Excel.
Filtragem e Pesquisa em Excel
Neste módulo o aluno trabalhará com grandes volumes de dados em planilhas e os recursos que o Excel fornece para filtrar dados, ordenar, pesquisa informações e manipular conjuntos de informação de forma a rapidamente analisar e produzir resultados.
Apresentações em Excel
Neste módulo de Excel o foco do curso é na construção de apresentações e estruturação da informação visando apresentar resultados, seja para impressão ou demonstração ao vivo.
Excel Dashboard
No curso de Dashboard em Excel, o aluno aprenderá a criar dashboards na prática, trabalhando com exemplos previamente desenvolvidos.
Programação VBA 1
No curso de programação VBA, o aluno aprenderá a desenvolver pequenas aplicações simples em VBA, a linguagem de programação do Excel, de forma a criar recursos que não seriam possíveis ou seriam muito difíceis e trabalhosos de desenvolver utilizando apenas fórmulas.
Programação VBA 2
Neste segundo curso de programação VBA em Excel, o aluno continua desenvolvendo aplicações que automatizam seu trabalho em Excel. O módulo de Programação VBA 1 é pré-requisito para este módulo

Militares russos devem operar mísseis antiaéreos na Venezuela | Clic Noticias

O analista venezuelano Andrei Pont disse a Duda Teixeira, de Crusoé, que os 99 militares russos levados à Venezuela devem operar um sistema de mísseis antiaéreos.
Venezuelanos que sabiam operar o sistema deixaram o país em razão da crise.
Leia a reportagem:
Os dois aviões que levaram 99 militares russos para a Venezuela nos últimos dias partiram de duas bases na Síria, uma em Latakia e outra em Damasco. Segundo o analista internacional venezuelano, Andrei Serbin Pont, diretor da Coordenadoria Regional de Investigações Econômicas e Sociais (Cries), esse pessoal foi levado para Caracas com o fim de … Continue lendo
O Antagonista

Fachin envia inquérito sobre Dirceu e filho para Justiça Eleitoral | Clic Noticias



Edson Fachin determinou o envio de um inquérito que investiga José Dirceu e seu filho, o deputado federal Zeca Dirceu, para o TRE do Paraná, informa Matheus Leitão no G1.
Fachin é o relator do inquérito que apura se Zeca recebeu propina da Odebrecht para as campanhas eleitorais de 2010 e 2014 a pedido de seu pai.
O ministro lembrou que, por maioria, o plenário do STF decidiu pela competência da Justiça Eleitoral em situações como a do inquérito.
O Antagonista

Hitler: o marxista heterodoxo que tentou implantar a utopia socialista | Clic Noticias



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Em abril de 1945, quando Hitler cometeu suicídio em Berlim, ninguém estava interessado no que ele acreditava. A guerra não é um período de reflexão e o que Hitler fez foi tão destruidor – e ficou amplamente conhecido pelas fotos de corpos nus empilhados em valas coletivas – que pouca atenção foi dada ao ideal nacional-socialista (vulgo “nazista”).
Décadas depois, há muito a ser dito. Os diversos materiais que apareceram posteriormente enriqueceram e aprofundaram o conhecimento sobre o nacional-socialismo. Amigos íntimos de Hitler, como Albert Speer, publicaram as suas memórias; as conversas privadas que Hitler teve durante o período da guerra se transformaram em livros; revelações como as conversas políticas que Hermann Rauschning teve com Hitler foram confirmadas por pesquisas minuciosas; e diários de nazistas como o do consultor econômico de Hitler, Otto Wagener, e de seu conhecido ministro de propaganda, Joseph Goebbels, igualmente se transformaram em livros.
Lendo esses materiais, fica claro, sem sombras de dúvidas, que Hitler e seus aliados se consideravam socialistas e que outros também acreditavam nisso. Adotar o nome “nacional-socialismo” não foi uma hipocrisia. Numa época onde a União Soviética era o único estado socialista no mundo e Hitler adotou a retórica antibolchevique como parte de seu apelo popular, é compreensível que ele relutasse em falar abertamente sobre as suas fontes – em público, Hitler sempre se declarou um antimarxista. Sua megalomania impedia que ele se declarasse discípulo de qualquer pessoa. E isso levou a uma estranha e paradoxal aliança entre os historiadores de esquerda modernos e a mente de um ditador. Muitos analistas atuais se recusam a analisar a mentalidade de Hitler e aceitam, sem questionar, o slogan “Cruzada contra o Marxismo” como uma síntese de sua visão, classificando Hitler e seu nacional-socialismo, erroneamente, como sendo “conservador” ou de “extrema-direita”.
Em suas conversas privadas, Hitler reconhecia sua dívida com a tradição marxista. De acordo com Hermann Rauschning, um nazista que conheceu Hitler antes de sua ascensão ao poder em 1933 e publicou as conversas que teve com o ditador, Hitler afirmava que “havia aprendido muito com o marxismo”. Ele se orgulhava de ter se aprofundado na lógica marxista quando era um estudante, antes da Primeira Guerra Mundial, e posteriormente na prisão em 1924, para onde foi levado quando sua tentativa de golpe (o Putsch de Munique) falhou. O problema dos políticos da República de Weimar, como Hitler afirmou a Otto Wagener, era que “eles nunca leram Marx” e acreditavam que a Revolução Russa de 1917 era apenas “uma questão limitada à Rússia” e não um acontecimento que teria mudado a história humana. Suas diferenças com os comunistas eram mais táticas do que ideológicas. Para Hitler, os comunistas eram meros panfleteiros, enquanto ele acreditava que “tinha colocado em prática o que esses vendedores ambulantes e empurradores de canetas começaram timidamente”, afirmando, com todas as letras, que “todo o nacional-socialismo era baseado em Marx”.
Essa é uma observação devastadora e mais bruta do que qualquer coisa em seus discursos ou em Mein Kampf: mesmo em sua autobiografia, ele salienta que a sua doutrina era diferente do marxismo por reconhecer a importância das “raças” – deixando implícito que poderia ser facilmente ser reconhecida como mera derivada. Sem a luta de raças, Hitler afirmava, o nacional-socialismo “apenas competiria com o marxismo em seu próprio terreno”. O marxismo era internacionalista. Os proletários, como diz o famoso slogan, não têm uma única pátria. Hitler tinha uma pátria e ela era tudo para ele.
Mesmo assim, privadamente ele reconhecia que o nacional-socialismo era baseado em Marx. E faz todo sentido. O nazismo era baseado no marxismo de diversas formas. Ambos são teorias históricas que afirmam explicar todo o passado e o futuro da humanidade. Hitler apenas descobriu que o socialismo poderia ser nacional e não apenas internacional. Era possível haver um nacional-socialismo. Como Hitler afirmou a seu conselheiro econômico, Otto Wagener, em 1930: o socialismo do futuro seria baseado na “comunidade do povo”, não no internacionalismo, e sua tarefa era “transformar o povo alemão em socialista sem matar os antigos individualistas”, ou seja, os empreendedores e gestores da era liberal. Eles deveriam ser usados e não destruídos. O estado poderia controlar tudo sem que fosse o proprietário, e, guiada por um único partido, a economia poderia ser planejada e direcionada sem estatizar totalmente a propriedade privada.
Essa percepção foi fundamental para o nacional-socialismo. A estatização da propriedade privada, como a então recente Guerra Civil Russa mostrava, significava que alemães teriam que lutar contra outros alemães, e Hitler acreditava que havia um caminho mais rápido e eficiente rumo ao socialismo, sem demandar uma guerra civil.
Como Hitler disse a Wagener, a era do individualismo havia chegado ao fim e sua tarefa era “encontrar e trilhar o caminho do individualismo ao socialismo, sem que haja uma revolução”. Marx e Lenin teriam escolhido a meta correta, mas o caminho errado – longo e desnecessariamente doloroso. Ao destruir os burgueses e os latifundiários, Lenin transformou a Rússia numa massa cinza de humanidade indiferente, uma vasta e anônima horda de pessoas que tiveram suas propriedades tomadas e perderam padrão de vida. O estado nacional-socialista elevaria o padrão de vida de todos, muito mais do que o capitalismo. Em outras palavras, Hitler e seus aliados levavam muito a sério a implantação do socialismo.
A mentalidade de Hitler muitas vezes olhava para o passado: não para a Idade Média, como os socialistas vitorianos Ruskin e William Morris, mas para um passado ainda mais remoto e supostamente cheio de virtude heroica. O mesmo pode ser dito de Marx e Engels.
Foi a questão da raça, acima de todas as outras, que tem evitado que o nacional-socialismo fosse classificado como socialismo. Os proletários não têm pátria, como Lenin dizia, mas havia raças que deveriam ser exterminadas, de acordo com a visão de Engels escrita no artigo “Der Magyarische Kampf” (“A Luta dos Magiares”), de janeiro de 1849, publicado no jornal Neue Rheinische Zeitung, editado por Karl Marx. Essa visão foi reforçada pelos socialistas até a ascensão de Hitler ao poder e é possível afirmar que Auschwitz foi inspirado pela mentalidade socialista. A teoria histórica marxista requer e defende genocídios por motivações implícitas na afirmação de que o feudalismo estava dando lugar ao capitalismo, e que este deveria ser suplantado pelo socialismo. Após a “revolução do proletariado”, raças inteiras ficariam para trás, verdadeiros resquícios feudais em uma era socialista; e como estes não conseguiriam avançar dois passos de uma vez, deveriam ser exterminados. Eles seriam o “lixo”, de acordo com Engels, e serviriam apenas para ser “o esterco da história”.
Essa visão brutal, a qual foi reforçada pela pseudo-ciência chamada eugenia na geração seguinte, se tornou uma defesa comum dos socialistas em geral, e foi convenientemente esquecida após a liberação de Auschwitz em janeiro de 1945. Há farta evidência da defesa da eugenia nos escritos de HG Wells, Jack London, Havelock Ellis, Bernard Shaw, Sidney e Beatrice Webb e outros socialistas que não hesitavam em defender o genocídio no Século XX. A ideia de “limpeza étnica” fez parte do ideal socialista por praticamente um século: do artigo de Engels escrito em 1849 até a morte de Hitler em 1945, todos aqueles que defendiam o genocídio se autointitulavam socialistas, sem exceções.
Os intelectuais socialistas do Ocidente defendiam, durante a Primeira Guerra Mundial, a “pureza racial” e a “dominação dos brancos” por meio da violência. O ideal socialista oferecia a eles um cheque em branco e a licença para matar incluía o genocídio. Em 1933, Bernard Shaw exaltava o extermínio em massa no prefácio de On the Rocks, uma ideia que a União Soviética já havia adotado na fome ucraniana conhecida como Holodomor. Os socialistas podiam se orgulhar de um estado que teve a coragem de agir (em prol da eugenia). Sidney e Beatrice Webb, os criadores de sociedade fabiana e da London School of Economics – a qual abrigaria futuramente outro eugenista, John Maynard Keynes  – chegaram a escrever livros em 1935 e 1942 exaltando o “Comunismo Soviético” como uma “Nova Civilização”, a “mais alta forma de democracia já criada”. No mesmo período, em 1935, a Suécia iniciou um programa estatal de eugenia que esterilizou compulsoriamente ciganos e pobres, tendo sido finalizado somente em 1975.
A alegação de que Hitler não poderia ser um socialista porque ele defendeu e praticou um genocídio, portanto, é uma falha monumental que ignora a história. Somente os socialistas defendiam ou praticavam genocídios naquele período, e Hitler sabia disso. Em seu famoso discurso “Por Que Somos Antissemitas“, feito a uma plateia de 2000 pessoas do Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães) no dia 15 de agosto de 1920, em Munique, Hitler afirmou: “Somos socialistas e, portanto, devemos ser necessariamente antissemitas porque queremos lutar contra o exato oposto (do socialismo): o materialismo e o mamonismo”. A plateia irrompeu em aplausos. Hitler continuou: “Como é possível não ser antissemita quando se é um socialista! Haverá um dia em que será óbvio que o socialismo só pode ser implantado se estiver acompanhado do nacionalismo e do antissemitismo. Os três conceitos estão conectados de forma inseparável. Eles são a base do nosso programa e, por isso, nos chamamos nacional-socialistas!”
As primeiras reações ao nacional-socialismo fora da Alemanha se perderam no tempo. A ascensão do fascista Mussolini ao poder, em 1922, pegou a Europa de surpresa. De onde vinha? Harold Nicolson, eleito para o parlamento em 1935 e um dos primeiros a alertar para a ascensão do fascismo (por ter visitado Roma em janeiro de 1932 e estudado os panfletos fascistas) afirmava que o fascismo era um socialismo militar, um “experimento socialista que destrói a individualidade”, como afirmou em seu diário. Já a União Soviética acreditava que o fascismo era o último estágio do capitalismo antes de se destruir.
Com o início da Guerra Civil Espanhola em 1936, era necessário ter um lado, e foi aí que surgiu o mito – criado pelos “intelectuais” ocidentais – de que Hitler era “de direita” (em contraposição à esquerda de Stalin). Essa súbita mudança de visão jamais foi explicada, e provavelmente não será, exceto com base na conveniência argumentativa. Posições binárias simples como mocinho-bandido e cowboys-índios são sempre satisfatórias. Praticamente todos consideraram o pacto Molotov-Ribbentrop (tratado de não-agressão firmado em 1939 por Hitler e Stalin) como um casamento cínico movido pela conveniência e não como uma tentativa de reunificar o socialismo.
No início da II Guerra Mundial, em 1939, a ideia de que Hitler era um socialista estava praticamente enterrada. A única exceção à regra foi o socialista George Orwell, que em sua obra de 1940, “O Leão e o Unicórnio” – escrita logo após Hitler conquistar a França – afirmou que o avanço nazista era “o desmantelamento físico do capitalismo”, mostrando que “uma economia planejada é mais forte do que uma sem planos”. Orwell afirmava que “a Alemanha possuía muito em comum com um estado socialista” e que Hitler entraria para a história como “o homem que fez a Cidade de Londres deixar de sorrir e passar a chorar” ao provar que o planejamento central funcionava melhor do que o livre mercado.
O diário do nazista Otto Wagener, consultor econômico de Hitler, registrou em 1933 – pouco depois de Hitler chegar ao poder – uma visão onde muitas das facetas que haviam tornado o socialismo “utópico” irresistível foram trazidas para uma era marcada por crises econômicas e guerras. Hitler associava, da mesma forma que o socialismo vitoriano fez anteriormente, um intenso radicalismo econômico a um entusiasmo romântico por uma suposta era onde o capitalismo não havia transformado o heroísmo em ganância sórdida e ameaçado instituições tradicionais como a família e a tribo.
O socialismo, dizia Hitler a Wagener, não era uma invenção recente do espírito humano, e quando ele lia o Novo Testamento via socialismo nas palavras de Jesus. Para Hitler, os longos séculos de existência do cristianismo falharam ao não aplicar os ensinamentos de seu mestre, e a tarefa do nacional-socialismo era dar corpo aos provérbios de um grande professor. Os judeus não eram socialistas e, portanto, Jesus crucificado era o verdadeiro criador da redenção socialista. Em relação aos comunistas, Hitler se opunha a eles por terem criado meros rebanhos soviéticos sem vida individual, e seu “socialismo formado por nações” era oposto ao socialismo internacionalista de Marx e Lenin. O principal e único problema de sua era, disse Hitler a Wagener, era libertar os trabalhadores, substituindo o controle do capital sobre o trabalho pelo controle do trabalho sobre o capital.
Com tudo o que sabemos sobre Hitler hoje, podemos afirmar, sem dúvidas: Hitler era um marxista heterodoxo que conhecia as fontes de suas ideias e como elas eram manipuladas por ele de forma heterodoxa. Hitler era um socialista dissidente, com um programa ao mesmo tempo nostálgico e radical, que buscava alcançar algo que os cristãos não haviam tentado e que os comunistas anteriores a ele haviam tentado e falhado: “O que os marxistas, leninistas e stalinistas não conseguiram realizar, nós teremos condições de alcançar”.
Essa era a visão nacional-socialista, vulgo nazista. Ela chegou a ser sedutora, e, ao mesmo tempo, nova e tradicionalista. Como todas as visões socialistas, ela se considerava moral, com políticas econômicas e raciais supostamente baseadas em leis morais universais. E se ainda restarem dúvidas sobre isso, sempre podemos recorrer ao diário de Goebbels, que em 16 de junho de 1941 – cinco dias antes do ataque de Hitler à União Soviética – exultou, na privacidade de seu diário, que o nazismo iria vencer os “bolcheviques judeus” na Rússia para implantar Der echte Sozialismus – o verdadeiro socialismo. Goebbels certamente era especialista em mentiras, mas não havia motivo para mentir em seu próprio diário. E até o fim da vida, assim como Hitler, ele acreditou que o nacional-socialismo era nada mais do que o seu próprio nome diz: socialismo.
Tradução: Marcelo Faria
Instituto Liberal de São Paulo

Sebastião Melo propõe decreto que suspende aumento automático do Judiciário | Clic Noticias

Reajuste ‘autoconcedido’ representa, em 2019, impacto anual de cerca de R$ 250 milhões
Publicado por
Sebastião Melo. Foto: Wilson Cardoso
O deputado Sebastião Melo (MDB) protocolou na Assembleia, nesta terça-feira, quatro decretos legislativos com o objetivo de sustar os atos do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas, que concederam, no início do ano, aumento de 16,38% para magistrados, promotores, procuradores, defensores e conselheiros, dependendo do órgão.
O reajuste ‘autoconcedido’, que se baseia em um decreto administrativo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), vai representar, em 2019, um impacto anual de aproximadamente R$ 250 milhões aos cofres do Rio Grande do Sul. Ele ocorre sempre que o Supremo Tribunal Federal eleva os vencimentos dos ministros da Corte, gerando, nos estados, o chamado “efeito cascata”. Até então, a reposição ainda dependia de aval do Parlamento, mas em 2019, passou a ser automática. No campo jurídico, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) também questiona a legalidade da automaticidade no Supremo Tribunal Federal (STF).
No decreto, Melo defende que aumento ou reajuste de servidor estadual dependem de lei estadual – como sempre ocorreu –, cuja aprovação é de competência exclusiva da Assembleia Legislativa, conforme determina a Constituição Federal.
“Se as carreiras jurídicas nos Estados serão remuneradas automaticamente pelo aumento concedido aos Ministros do STF por Lei Federal, que se abra o debate sobre a federalização desta categoria, com aporte de recursos do Tesouro da União”, defendeu o deputado.
Melo enxerga o aumento como uma “afronta” a outras categorias e como mais um fator que pode agravar a situação de calamidade do Tesouro estadual.
Rádio Guaíba
Não é só Tifanny: ainda longe da Superliga, clubes consultam CBV sobre inscrições de atletas trans | vôlei | Globoesporte https://twitter.com/joannadeassis/status/1113429141620187136