Após Câmara barrar denúncia, Temer tentará recompor base e acelerar reformas

Governo venceu, mas não obteve placar que esperava para chancelar a retomada da agenda econômica e para enfrentar um iminente novo processo   

Por: Fábio Schaffner / Brasília


Após Câmara barrar denúncia, Temer tentará recompor base e acelerar reformas  Sergio Lima/AFP

Foto: Sergio Lima / AFP

Mais importante vitória do presidente Michel Temer no Congresso, a suspensão da denúncia por corrupção passiva deu sobrevida ao governo e irá ditar seu futuro. O placar de 263 votos contra a abertura de ação penal, ante 227 favoráveis, garantiu o sepultamento da primeira acusação contra Temer, mas não chegou perto da sonhada meta de 280 a 300 que o Planalto esperava para chancelar a retomada da agenda de reformas e enfrentar a iminente segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), por obstrução da Justiça.

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Neste cenário, Temer tem pressa. Após abrir o cofre por votos, a ordem é conter gastos. Sob risco de elevar em R$ 20 bilhões a meta fiscal – dos atuais R$ 139 bilhões de déficit em 2017 para R$ 159 bilhões –, o Planalto pretende suspender todos os reajustes salariais previstos ao funcionalismo federal. A previsão é de economia de R$ 7 bilhões, adiando para o segundo semestre de 2018 os aumentos que seriam pagos em janeiro.

Placar antecipa dificuldade em mudanças na Previdência

Aos olhos do mercado, o mais importante é a aprovação da reforma da Previdência. O governo nem sequer tinha a vitória sacramentada e aliados já afirmavam que essa será a prioridade a partir da próxima semana.

O texto está pronto para o plenário. Mas como se trata de proposta de emenda à Constituição (PEC), são necessários 308 votos, em dois turnos, para aprovação. O placar de quarta-feira (2) mostra que a tarefa não será fácil.

Muitos deputados da base afirmam que já deram sua cota de sacrifício ao defender um governo rejeitado por 70% da população. Argumentam que mudar as regras da aposentadoria nesse momento, medida que afeta diretamente os eleitores, teria efeito nocivo nas campanhas à reeleição.

— Agora ninguém vai votar medidas tão duras como essas. Ano que vem tem eleição — justifica um deputado da base.

Apesar do escore não ter chegado perto dos 300 votos sonhados pelos governistas, nenhum deles esperava tamanha facilidade logo no início do dia. Eram 12h46min quando o painel registrou quórum de 342 deputados. A sessão foi encerrada, mas o presidente da Casa, Rodrigo Maia (PMDB-RJ), imediatamente chamou nova sessão. Ao governo, a pressa não incomodava. Estava claro que a oposição, em estratégia errática, não tinha força para barrar a votação.

A vitória de Temer foi construída durante o recesso. Enquanto o Planalto usou o período para cabalar votos, trocando cargos, emendas, verbas e todo tipo de facilidades por apoio, a oposição tirou férias. Quando voltou a Brasília, na terça-feira, Temer tinha mais de 200 votos para enterrar a denúncia.

Às 13h15min, cinco horas antes do início da votação, o vice-líder da minoria, Silvio Costa (PT do B-PE), já admitia a derrota. Para Costa, a oposição ajudou a construir o quórum e agiu de forma equivocada.

— Houve um erro terrível. O maior discurso da oposição hoje (quarta-feira) seria o silêncio. Apenas um deputado da oposição falando e fazendo questões de ordem — criticou.

Quando a votação começou, às 18h21min, era apenas questão de tempo para a comemoração do Planalto. Mas seus apoiadores, estavam constrangidos. Ao contrário da sessão que aprovou o impeachment de Dilma Rousseff, não houve longos discursos, louvações a Deus, à família ou à ética. Os governistas apenas chegavam ao microfone e proferiam um monossilábico "sim".

O voto que sacramentou matematicamente o resultado saiu às 20h41min, do deputado Paes Landim (PMDB-PI), pró-Temer.

Reconstrução da base e elo fraturado com PSDB

Agora, o desafio é recompor a base na Câmara. Embora o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, tenha dito que Temer consegue governar sem o PSDB, o Planalto irá se esforçar para reconstruir a aliança. Na noite de terça-feira, o vice-líder do PMDB, Darcísio Perondi (RS), ameaçou retaliar o governador de São Paulo e postulante à Presidência em 2018, Geraldo Alckmin.

— Se não votarem conosco, não conte com aquela turma do PMDB que sempre esteve ao teu lado e do (José) Serra — avisou o gaúcho.

— Já ganhei no Rio Grande do Sul.

Serra ganhou duas vezes – disse Alckmin, lembrando a votação dos tucanos nas eleições presidenciais de 2002, 2006 e 2010.

— Se não votarem conosco, na próxima não vamos nem te receber — rebateu Perondi.

A ameaça parece não ter surtido efeito. Enquanto a votação corria em Brasília, em Campinas (SP) o governador defendia a saída do PSDB do governo:

— Daqui 45 dias, 50 dias, se não fizer a reforma política, não vai fazer mais. A da Previdência, se não votar logo, vai ficar difícil. Então, encerrado esse período, se depender de mim, nós não teremos cargos no governo.

*Zero Hora

Parlamento francês proíbe deputados de contratar familiares de primeiro grau

Da EFE

AGS04 PARÍS (FRANCIA), 01/08/2017.- La ministra francesa de Trabajo, Muriel Pénicaud, interviene en un debate sobre la reforma del código laboral en la Asamblea Nacional en París, Francia, hoy, 1 de agosto de 2017.

Parlamento francês proíbe contratação de familiares de primeiro grauChristophe Petit Tesson/Arquivo/EFE

O Parlamento da França proibiu hoje (3) definitivamente que os deputados contratem familiares como assistentes, uma medida que faz parte da lei de "moralização da vida pública". A medida votada na Assembleia Nacional também afeta ministros, senadores e cargos públicos locais, e impede a contratação dos familiares mais próximos (cônjuge, pais e filhos).

Apesar disso, o texto deixa aberta a possibilidade de contratar pessoas que tenham "vínculo familiar" a partir de segundo grau. O projeto de lei foi aprovado hoje com 383 votos a favor, três contra e 48 abstenções. A informação é da Agência EFE.

Esta proibição foi anunciada durante a campanha presidencial pelo atual chefe de Estado, Emmanuel Macron, depois que o ex-candidato conservador, François Fillon, foi acusado de dar emprego fictício a sua esposa durante décadas, como assistente parlamentar.

O Parlamento ainda deve votar, em 9 de agosto, o outro texto da lei "de moralização" que suprime a "reserva parlamentar", um fundo de 146 milhões de euros (R$ 538 milhões) que permite aos parlamentares financiar projetos locais, entre outras medidas.


Agência Brasil

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O perfil dos imóveis mais procurados para comprar em Porto Alegre

Petrópolis é o bairro mais buscado pelos usuários do site de imóveis ZAP

Resultado de imagem para perfil dos imóveis mais procurados para comprar em Porto Alegre


Por: Giane Guerra


Empresa especialista em mercado imobiliário, a ZAP lançou a pesquisa "Quais são os imóveis mais desejados para compra?". Enviou para a colunista o recorte regional do levantamento que mapeou o perfil dos usuários, dispositivos usados para acessar o site e o imóvel desejado.

Em Porto Alegre, a idade média dos consumidores ficou em 39 anos. A maior parte é de mulheres. De todos os acessos ao site da empresa, os smartphones responderam por 57%.

Quais imóveis lideram as buscas:

- Apartamentos usados de 2 dormitórios: 47%

- Entre 31 e 60 metros quadrados de área privativa: 43%

- 1 vaga na garagem: 74%

Bairros mais desejados pelos consumidores em Porto Alegre:

1 - Petrópolis
2 - Menino Deus
3 - Centro Histórico
4 - Cidade Baixa
5 - Centro
6 - Bom Fim
7 - Santana
8 - Passo D Areia
9 - Rio Branco
10 - Partenon

E, para finalizar, o ranking dos cinco bairros com metro quadrado mais caro na Capital, conforme os anúncios ZAP:

1 - Três Figueiras R$ 9.650
2 - Pedra Redonda R$ 8.727
3 - Bela Vista R$ 8.359
4 - Moinhos de Vento R$ 8.023
5 - Mont'Serrat R$ 7.116


Zero Hora

Congresso chileno aprova descriminalização do aborto em três casos

Da Agência EFE

O congresso do Chile aprovou nessa quarta-feira (2) a lei para descriminalizar o aborto em três circunstâncias. A iniciativa deverá passar agora pela aprovação do Tribunal Constitucional, pois a oposição recorreu a essa corte para impugná-la. O projeto legaliza o aborto em caso de inviabilidade do feto, de perigo de vida para a mãe e de gravidez decorrente de estupro.

Em uma sessão qualificada pela coalizão governista de "histórica", o Senado aprovou com 22 votos a favor e 13 contra o relatório de uma comissão mista sobre os procedimentos em casos de estupro contra menores de 14 anos.

Horas antes, a Câmara de Deputados também tinha aprovado - por 70 votos a favor, 45 contra e uma abstenção - artigo que estabelece que as meninas possam abortar sem o consentimento de seus pais.

Após a sessão, a ministra da Mulher, Claudia Pascual, agradeceu a todos os parlamentares o debate.

O projeto passará agora para o Tribunal Constitucional, depois que os líderes da coalizão opositora Vamos Chile apresentaram um requerimento solicitando sua impugnação.

Segundo os opositores, a iniciativa, um dos pilares da campanha presidencial de Michelle Bachelet em 2013, é inconstitucional. Em um documento de 67 páginas, entregue ao Tribunal Constitucional, os legisladores afirmam que o projeto viola a Carta Magna, que "protege a vida do nascituro".


Agência Brasil

Governistas saíram vitoriosos de sessão que arquivou denúncia contra Temer.Veja como cada deputado votou. Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

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Inquérito contra Teixeira, Marin, Del Nero e mais seis chega ao STF

  • Michael Regan/Getty Images

    Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, em imagem de julho de 2011

    Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, em imagem de julho de 2011

Já tramita no Supremo Tribunal Federal um inquérito para investigar denúncias de práticas criminosas envolvendo uma lista de nove dirigentes e ex-dirigentes ligados ao futebol, entre eles Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Os dois primeiros já ocuparam a presidência da Confederação Brasileira de Futebol, e o terceiro é o atual dono do cargo.

Além deles, o inquérito apura a conduta de mais seis pessoas, sendo elas Gustavo Feijó e Marcus Vicente, ambos vices da CBF, Carlos Eugenio Lopes, diretor jurídico da entidade, Antonio Osorio da Costa, ex-diretor financeiro da CBF, além de Kleber Leite e J. Hawilla, executivos das empresas Klefer e Traffic.

A lista de crimes a serem apurados tem, por exemplo, ações contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, crimes eleitorais e estelionato. A ação é de autoria do Ministério Público Federal.

A investigação no STF é resultado do relatório da CPI do Futebol, cuja presidência foi do senador Romário. Além dele, o documento foi assinado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).


UOL Esporte


Câmara rejeita envio da denúncia contra o presidente Michel Temer ao STF

Deputados votaram pelo arquivamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República de corrupção passiva contra Michel Temer

Justiça autoriza preços diferentes para homens e mulheres em baladas em SP

Divulgação

Balada Nos Trilhos leva público à Mooca

Público na balada Nos Trilhos, no bairro paulistano da Mooca

DE SÃO PAULO


A Justiça Federal autorizou nesta terça-feira (1º) a cobrança de preços diferentes para homens e mulheres nas baladas em São Paulo. A decisão liminar vale apenas no Estado.

O Ministério da Justiça tinha proibido a prática comercial por considerar abusiva e ilegal. Para a pasta, a utilização da mulher como estratégia de marketing é ilegal e a coloca em situação de inferioridade.

O Ministério tinha dado o prazo de um mês para as casas noturnas, bares e restaurantes se adequarem à determinação. O secretário nacional do Consumidor, Arthur Rollo, disse que haveria fiscalização para garantir o cumprimento da prática.

A seccional São Paulo da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) entrou com a liminar e conseguiu reverter a prática comercial.

No processo, a Associação alegou que a União "abusa do intervencionismo na iniciativa privada, criando cada vez mais embaraço à atividade econômica e gerando custos e insegurança jurídica para quem se dedica a investir no setor".

Na decisão, o juiz federal Paulo Cezar Duran disse que não há "abusividade dos empreendedores individuais na cobrança de preços diferenciados para homens e mulheres".

Para o magistrado, uma nota técnica não pode ser pautada estritamente em presunções que possam impedir a livre concorrência e iniciativa no mercado.

Segundo Duran, admitir que a diferença de preços confira à mulher a conotação de "isca" para que o local seja frequentado por mais homens leva à ideia de que ela não tem discernimento para escolher onde quer frequentar.

Duran falou também que isso traduz o conceito de que a mulher "não sabe se defender ou, em termos mais populares que não sabe 'dizer não' a eventuais situações de assédio de qualquer homem que dela se aproximar".


Folha de S. Paulo


Resultado da votação de denúncia contra Temer fica abaixo de projeção de aliados


Ivan Richard Esposito e Iolando Lourenço – Repórteres da Agência Brasil

Apesar da vitória ao impedir o andamento das investigações contra o presidente Michel Temer, o resultado da votação do parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) contrário à autorização para a investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) ficou abaixou das projeções feitas pelos principais aliados do governo. Nos últimos dias e até o início da votação, os governistas acreditavam que teriam mais de 270 votos com facilidade.

Votaram a favor do relatório do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) 263 deputados. Já os votos contrários foram 227, duas abstenções e 19 ausências. A oposição, que precisava de 342 votos para rejeitar o relatório e autorizar as investigações pelo STF, comemorou o resultado ao final da votação.

No entanto, somados os votos a favor, as abstenções e as ausências, o placar a favor de Temer sobe para 284. Para aprovar mudanças na Constituição, por exemplo, são necessários 308 votos.

Um dos principais articuladores do Palácio do Planalto na Câmara, o vice-líder do governo Darcísio Perondi (PMDB-RS), minimizou o placar. “As circunstâncias são complicadas”, disse. “Os 264 votos são uma demonstração de força boazinha”.

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) avaliou que o resultado de hoje pode influenciar no resultado de uma eventual nova denúncia a ser apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra Temer. “A pressão da sociedade tende a mudar votos para a votação da segunda denúncia. É nisso que a gente [da oposição] aposta”.

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Partidos

Partido do presidente Michel Temer, o PMDB, sigla com maior número de deputados, deu 53 votos a favor do parecer, seis contrários, uma abstenção e três deputados faltaram. Por outro lado, o PT, principal partido de oposição, votou fechado contra o parecer, com 58 votos a favor das investigações.

O PSDB votou dividido; 22 a favor, 21 contrários e quatro faltaram. No DEM, partido do presidente da Casa, Rodrigo Maia (RJ), 23 votaram a favor, cinco contra, um faltou e um se absteve. No PCdoB, os dez deputados da bancada votaram contra o parecer da CCJ. No PDT, 17 foram contra Temer, um votou a favor e um faltou. No PP, 37 votaram a favor do relatório da CCJ, sete contrários e três faltaram.

No PR, 29 votaram para arquivar a denúncia, oito contra Temer e dois faltaram. No PSB, 20 foram votos pelo prosseguimento das investigações, 11 para arquivar o relatório, e dois faltaram.  No PRB, 15 foram a favor do relatório da CCJ, sete contra e um faltou. No PSD, 21 votaram a favor do relatório da CCJ pelo arquivamento da denúncia, 14 contrários e um faltou.

No Podemos, nove votaram a favor e cinco contra, enquanto no PEN, os três deputados da sigla votaram a favor do presidente Temer. No PTB, 15 votaram a favor do parecer, dois contra e um faltou, enquanto no SD, oitos foram favoráveis ao relatório da CCJ e seis foram contra.

No PPS, nove votaram contra o parecer da CCJ e um a favor; já no PSC, cinco apoiaram o parecer da CCJ, quatro foram contra e um faltou; no PHS, seis votaram contra o parecer da CCJ e um a favor. Já no PROS, quatro declararam voto contrário ao parecer e dois a favor.

No PSOL, toda a bancada, seis ao todo, votaram pelo prosseguimento das investigações contra Temer. No PSL, os três deputados da bancada votaram pelo arquivamento das investigações. No PTB, 15 votaram a favor do parecer, dois contra e um faltou. PTdoB, dois votos foram contra o relatório da CCJ e um a favor; no PV quatro votos foram contra o parecer e três favoráveis. Já na Rede, os quatro votaram pelo prosseguimento das investigações. No PMB, o único deputado da sigla votou pelo prosseguimento das investigações.


Agência Brasil

Rússia diz que novas sanções dos EUA são declaração de "guerra comercial"

Da Agência EFE

O primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou que as novas sanções dos Estados Unidos (EUA) contra o seu país são uma declaração de "guerra comercial", em uma postagem publicada no Facebook depois que o presidente americano Donald Trump sancionou a lei nessa quarta-feira (2). A informação é da Agência EFE,

"Foi declarada uma guerra comercial contra a Rússia", escreveu o chefe de governo russo na rede social, destacando que, com a promulgação das sanções, "foram enterradas as esperanças de uma melhora nas relações com o novo governo dos EUA".

Para Medvedev, o governo Trump evidenciou sua "total impotência e cedeu, da maneira mais humilhante, suas faculdades ao Congresso" dos EUA.

Saiba Mais

"A classe dominante derrotou Trump completamente", acrescentou o primeiro-ministro, lembrando que o tema das novas sanções contra a Rússia surgiu, em primeiro lugar, para "colocar" o presidente americano "em seu lugar".

O político russo previu que Trump será submetido a novos ataques, "cujo objetivo final é afastá-lo do poder".

Segundo Medvedev, a lei promulgada por Trump é muito mais dura que a emenda Jackson-Vanik, aprovada em 1974 e que restringiu o comércio com a União Soviética.

O regime de sanções dos EUA, de acordo com o premiê, "durará decênios, se não houver um milagre".

"O que isso significa para nós? Que seguiremos trabalhando tranquilamente para desenvolver nossa economia e a esfera social com base em nossas próprias forças", disse.


Agência Brasil

OPERAÇÃO RIO, 40 GRAUS PRENDE EX-SECRETÁRIO DE EDUARDO PAES

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Temer, "chefe de organização criminosa"

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Como votou a região Sudeste
Veja abaixo como votaram os deputados da região Sudeste na votação da denúncia contra Michel Temer.

Das quatro estados, Michel Temer perdeu em três (Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo) e ganhou em um (Minas Gerais)...

Como votou a região Centro-Oeste
Veja abaixo como votaram os deputados da região Centro-Oeste na votação da denúncia contra Michel Temer.

Das quatro unidades da Federação, Michel Temer ganhou em três...

Como votou a região Sul
Veja abaixo como votaram os deputados da região Sul na votação da denúncia contra Michel Temer.

Dos três estados, Michel Temer ganhou em dois ...

Como votou a região Nordeste
Veja abaixo como votaram os deputados da região Nordeste na votação da denúncia contra Michel Temer.

Dos noves estados, Michel Temer ganhou em cinco...

Como votou a região Norte
Veja abaixo como votaram os deputados da região Norte na votação da denúncia contra Michel Temer.

Dos sete estados...

Com expansão, fábrica de Gravataí (RS) se tornará a maior da GM na América do Sul

Presidente da General Motors no Mercosul, Carlos Zarlenga afirmou que a unidade de Gravataí produzirá mais de um novo modelo

Por: Caio Cigana


Com expansão, fábrica de Gravataí se tornará a maior da GM na América do Sul Bruno Alencastro/Agência RBS

O governador José Ivo Sartori conversa com o o presidente da montadora no Mercosul, Carlos Zarlenga, pouco antes do anúncio desta quinta-feiraFoto: Bruno Alencastro / Agência RBS

A General Motors oficializou nesta quinta-feira o investimento de R$ 1,4 bilhão no Rio Grande do Sul. Durante o anúncio em que comunicou o valor, o presidente da General Motors (GM) no Mercosul, Carlos Zarlenga, explicou que a empresa produzirá mais de uma família de veículosna unidade de Gravataí. O executivo acredita que os automóveis lançados pela montadora serão bem sucedidos no mercado a partir do apelo da conectividade, item cada vez mais exigido pelo consumidor.

O vice-presidente da GM Mercosul, Marcos Munhoz, explica que a intenção é produzir várias versões do modelo, a partir de uma nova plataforma. A chegada ao mercado é esperada entre o final de 2019 e o início de 2020. A aposta do mercado é que seja um SUV, segmento que mais cresce no Brasil e no mundo.

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Com a nova ampliação, a GM em Gravataí se consolida como a mais importante da operação da montadora na América do Sul. 

— Nos dará mais longevidade, ainda mais em um mercado que está pronto para se reaquecer — disse Munhoz, em relação à ampliação.

À frente da montadora no Mercosul, Zarlenga diz que a intenção, em um primeiro momento, é abastecer com o novo modelo o mercado do Brasil e da América do Sul, mas para o futuro há a aposta de vender também para outros continentes.

— Nosso produto não competirá só no Mercosul, mas também globalmente — garante Zarlenga.

A nova família de veículos não exigirá grande ampliação da atual capacidade instalada de 350 mil carros por ano. Haverá maior potencial da fábrica, mas a novidade da GM também utilizará parte da capacidade atual. Especula-se que o Prisma acabe saindo de linha.

Zarlenga também não preferiu estimar o número de empregos que serão gerados. Mas avalia que isso será natural, de acordo com a recuperação do mercado de automóveis. Além da expansão da GM, os sistemistas atuais também deverão investir e novos fornecedores chegarão ao complexo. O Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí espera que ao menos o terceiro turno, que chegou a abrigar mil trabalhadores, retorne nos próximos anos.

Da fábrica de Gravataí saíram, de janeiro a julho deste ano, 73% dos 185 mil automóveis de passeio da montadora emplacados no país – 98,4 mil Onix, modelo que caminha para ser o campeão nacional de vendas no mercado interno pelo terceiro ano consecutivo, e 37,5 mil Prisma.

— Essa nova família de veiculos da vai trazer empregos, aumento de receita, expansão de negócios, incremento na cadeia de suprimentos e exportações — afirmou o governador José Ivo Sartori durante o evento.


Zero Hora

MP da Venezuela vai avaliar possível manipulação de resultados na Constituinte

Da Agência EFE

A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, anunciou nessa quarta-feira (2) a abertura de uma investigação sobre a suposta manipulação dos resultados da votação para a Assembleia Nacional Constituinte no último domingo (30), que envolve quatro reitoras do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). A informação é da Agência EFE.

"Determinei investigar se estamos na presença de um crime, inclusive de lesa-humanidade. Por isso, designei dois procuradores para investigar quatro reitoras do CNE por esse fato escandaloso", afirmou Ortega em entrevista à CNN, depois que a empresa responsável pelo sistema de votação denunciou uma manipulação do número de participantes.

"Também avaliamos se levaremos a denúncia a organizações internacionais, uma vez que estamos diante de possíveis crimes de lesa-humanidade", acrescentou a procuradora-geral.

Segundo o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, 8.089.320 pessoas - 41,53% - participaram no domingo da votação, marcada por protestos e mortes.

Saiba Mais

Antonio Múgica, executivo da Smartmatic, a empresa que instalou cerca de 24 mil urnas eletrônicas na Venezuela, afirmou que os dados oficiais superestimam em pelo menos 1 milhão de votos o número de cidadãos que compareceram às urnas.

"Calculamos que a diferença entre a participação real e a anunciada pelas autoridades é de pelo menos 1 milhão de votos", disse Múgica.

Para Ortega, "esse anúncio é bem grave, pois indica que houve manipulação" e é necessário medir o alcance desse fato, que representa, segundo ela, "mais um elemento do processo fraudulento e inconstitucional" de convocação da Constituinte.

Além disso, a titular do Ministério Público da Venezuela solicitou nova auditoria com "especialistas nacionais e internacionais, mas sem as reitoras do CNE", com o objetivo de determinar responsabilidades.

Ortega rechaçou a eleição da Assembleia Nacional Constituinte, por considerá-la "ambição ditatorial" do chavismo. Ela denunciou que o processo deveria "ser convocado pelo povo", e não pelo presidente Nicolás Maduro. Essas posições fizeram com que ela se tornasse uma das vozes mais críticas à Constituinte.

"Tenho que dar uma resposta ao país para oferecer segurança, pois esta Constituinte tem atribuições infinitas", disse a procuradora, acrescentando que, com a instalação da Assembleia, prevista para esta sexta-feira (4), "será instituído um órgão com superpoderes". Além disso, ela pediu medidas para "paralisar a instalação" da ANC, ao considerar que existem indícios de que "nem 15% dos eleitores votaram".

A Venezuela vive uma série de manifestações a favor e contra o governo desde o dia 1º de abril, que até agora já deixaram 121 mortos. A situação culminou com a eleição da Assembleia Constituinte, da qual a oposição não participou por considerá-la fraude.


Agência Brasil


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EUA lançam míssil balístico da Califórnia até um atol do Pacífico

Em Washington

AFP PHOTO / RINGO CHIU3.mai.2017 - Foto de arquivo de um teste dos Estados Unidos de um míssil intercontinental balístico lançado da base área de Vandenberg, na Califórnia

  • 3.mai.2017 - Foto de arquivo de um teste dos Estados Unidos de um míssil intercontinental balístico lançado da base área de Vandenberg, na Califórnia

Os Estados Unidos efetuaram nesta quarta-feira com sucesso o lançamento de um míssil balístico intercontinental desarmado de uma base militar na Califórnia até um atol no Pacífico, informou a força aérea americana.
O lançamento do míssil Minuteman 3 ocorreu às 2h30 (horário local, 6h30 de Brasília) da base aérea de Vandenberg, cerca de 130 quilômetros ao noroeste de Los Angeles, até o atol de Kwajalein, através do Pacífico, segundo um comunicado citado por meios de comunicação locais.
"Ainda que não seja uma resposta às recentes ações da Coreia do Norte, o teste demonstra que a atividade nuclear dos EUA é segura, eficaz e está pronta para poder dissuadir, detectar e defender-se dos ataques contra os EUA e os seus aliados", afirma a força aérea americana em sua nota.
Trata-se do quarto teste de um míssil Minuteman efetuado pelos EUA este ano, no meio de tensões crescentes com a Coreia do Norte, que na sexta-feira passada lançou um novo míssil balístico intercontinental com capacidade para alcançar o território americano.
O presidente dos EUA, Donald Trump, condenou esse novo lançamento da Coreia do Norte e antecipou que tomaria "todas as medidas necessárias" para proteger seu país e os aliados na região.
A base de Vandenberg já tinha anunciado que lançaria hoje o míssil com o objetivo de "validar e verificar a efetividade, preparação e precisão" do sistema, segundo um comunicado.
O teste aconteceu também depois que no domingo passado os EUA desenvolveram com sucesso uma nova prova do seu sistema antimísseis THAAD no Alasca.


EFE e UOL Notícias


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