Com expansão, fábrica de Gravataí (RS) se tornará a maior da GM na América do Sul

Presidente da General Motors no Mercosul, Carlos Zarlenga afirmou que a unidade de Gravataí produzirá mais de um novo modelo

Por: Caio Cigana


Com expansão, fábrica de Gravataí se tornará a maior da GM na América do Sul Bruno Alencastro/Agência RBS

O governador José Ivo Sartori conversa com o o presidente da montadora no Mercosul, Carlos Zarlenga, pouco antes do anúncio desta quinta-feiraFoto: Bruno Alencastro / Agência RBS

A General Motors oficializou nesta quinta-feira o investimento de R$ 1,4 bilhão no Rio Grande do Sul. Durante o anúncio em que comunicou o valor, o presidente da General Motors (GM) no Mercosul, Carlos Zarlenga, explicou que a empresa produzirá mais de uma família de veículosna unidade de Gravataí. O executivo acredita que os automóveis lançados pela montadora serão bem sucedidos no mercado a partir do apelo da conectividade, item cada vez mais exigido pelo consumidor.

O vice-presidente da GM Mercosul, Marcos Munhoz, explica que a intenção é produzir várias versões do modelo, a partir de uma nova plataforma. A chegada ao mercado é esperada entre o final de 2019 e o início de 2020. A aposta do mercado é que seja um SUV, segmento que mais cresce no Brasil e no mundo.

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Com a nova ampliação, a GM em Gravataí se consolida como a mais importante da operação da montadora na América do Sul. 

— Nos dará mais longevidade, ainda mais em um mercado que está pronto para se reaquecer — disse Munhoz, em relação à ampliação.

À frente da montadora no Mercosul, Zarlenga diz que a intenção, em um primeiro momento, é abastecer com o novo modelo o mercado do Brasil e da América do Sul, mas para o futuro há a aposta de vender também para outros continentes.

— Nosso produto não competirá só no Mercosul, mas também globalmente — garante Zarlenga.

A nova família de veículos não exigirá grande ampliação da atual capacidade instalada de 350 mil carros por ano. Haverá maior potencial da fábrica, mas a novidade da GM também utilizará parte da capacidade atual. Especula-se que o Prisma acabe saindo de linha.

Zarlenga também não preferiu estimar o número de empregos que serão gerados. Mas avalia que isso será natural, de acordo com a recuperação do mercado de automóveis. Além da expansão da GM, os sistemistas atuais também deverão investir e novos fornecedores chegarão ao complexo. O Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí espera que ao menos o terceiro turno, que chegou a abrigar mil trabalhadores, retorne nos próximos anos.

Da fábrica de Gravataí saíram, de janeiro a julho deste ano, 73% dos 185 mil automóveis de passeio da montadora emplacados no país – 98,4 mil Onix, modelo que caminha para ser o campeão nacional de vendas no mercado interno pelo terceiro ano consecutivo, e 37,5 mil Prisma.

— Essa nova família de veiculos da vai trazer empregos, aumento de receita, expansão de negócios, incremento na cadeia de suprimentos e exportações — afirmou o governador José Ivo Sartori durante o evento.


Zero Hora

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