Turquia prende dois chineses suspeitos de atentado em Istambul

 

Da Rádio França Internacional

Dois chineses foram presos hoje (14) na Turquia, acusados de participação no atentado ocorrido em uma boate de Istambul na noite de Ano Novo. O atentado, que foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico, deixou 39 mortos. As informações são da Rádio França Internacional.
Os dois suspeitos, identificados como Omar Asim e Abuliezi Abuduhamiti, foram presos e acusados de integrar uma organização terrorista e de comprar armas de fogo sem autorização.
Na semana passada, o chefe do ministério turco das Relações Exteriores, Mevlüt Cavusoglu, anunciou que o responsável pelo atentado foi identificado, mas não revelou seu nome nem sua nacionalidade. No entanto, o vice-primeiro-ministro declarou que o suspeito era provavelmente de origem uigur, povo de origem turca, que habita parte da China.

 

Agência Brasil

 

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Mais corrupção

 Alan Marques/ Folhapress

Investigação da Polícia Federal coloca o partido do governo Temer, o PMDB, como suposto favorecido pelo esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal.
O esquema envolveria o ex-ministro do governo Geddel Vieira Lima e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Geddel ainda não se manifestou e a defesa de Cunha nega as acusações; já a Caixa divulgou nota na qual alega colaborar com as investigações.Leia mais

 

Não é bem assim

Sergio Lima/Folhapress

Depois de dizer que iria permitir que as operadoras de internet de banda larga limitassem os dados, Gilberto Kassab voltou atrás. O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações soltou uma nota desmentindo a informação anterior
Kassab tinha dito que o limite de dados para assinantes seria implementado no segundo semestre deste ano. Leia mais

 

 

Novo prazo para Samarco

Instituto Últimos Refúgios

Pela terceira vez, a Justiça Federal prorrogou o prazo para a Samarco fazer o pagamento de R$ 1,2 bilhão como medida reparatória pelo rompimento da barragem, em Mariana (MG), em 2015. Agora, a mineradora tem até o dia 19 para efetuar o pagamento.
No desastre, morreram 19 pessoas e diversos municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo foram tomados pela lama. Leia mais

 

Ex-policiais transferidos de presídio fazem greve de fome no Rio

 

Da Agência Brasil

Um grupo de ex-policiais lotado no presídio Bangu 6, zona oeste do Rio, foi transferido nos últimos dias para a unidade Bangu 9, onde estão presos milicianos. Por medo de represálias, já que alguns desses oficias foram os responsáveis pelas prisões dos milicianos, os policiais fazem greve de fome.

Segundo a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária,  os policiais estão recusando a comida oferecida pela administração do presídio. Eles procuram pela cantina da unidade para se alimentar. As polícias Militar e Civil, procuradas pela Agência Brasil, preferiram não se posicionar sobre o tema.

 

Agência Brasil

 

Jovens indígenas atuam como guias turísticos em Brasília

 

Da Agência Brasil

Brasília - Jovens de origem indígena atuam como guias turísticos no Memorial dos Povos Indígenas (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Jovens de origem indígena atuam como guias turísticos no Memorial dos Povos IndígenasFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A partir de uma demanda da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal, o Memorial dos Povos Indígenas passou contar com o trabalho de jovens indígenas, desde o dia 2 de janeiro, para auxiliar os turistas durante a visitação no local, com intuito de proporcionar um atendimento diferenciado ao público.

Integram o grupo os jovens Fêtxawewe Guaguajara, Dariana Machado, Jeilane de Souza, Yassury Souza Queiroz, Lucinha Alves, Eliane de Souza, Lezenita Lopes, Iraelson Lopes, a maioria da etnia Guajajara. Todos estão na faixa de 14 a 19 anos.

Os indígenas fazem parte do programa Jovem Candango, voltado à aprendizagem de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Lucinha Alves tem 14 anos e é a guia mais nova do grupo. “Esse trabalho, para mim, está sendo muito fácil, o mais difícil é que eu sou tímida, mas estou perdendo a timidez cada vez mais para pode falar do que eu sei para o povo que não sabe da cultura indígena”, disse.

Fêtxawewe Guaguajara contou que é comum ver estrangeiros pelo memorial. O jovem disse que, apesar da dificuldade em falar outra língua, eles conseguem falar sobre as peças expostas no memorial.

Brasília - Jovens de origem indígena atuam como guias turísticos no Memorial dos Povos Indígenas (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A ideia é proporcionar um atendimento diferenciado ao públicoFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Durante as visitas, os guias podem fazer pinturas corporais indígenas, contar histórias e lendas, usar o espaço da arena do memorial para a prática de jogos como cabo de guerra, arco e flecha e peteca.

Para a analista ambiental Simone soares, muita gente não conhece a cultura e a riqueza cultural que existe no país. A analista disse que ficou surpresa com o passeio. “Estou achando a exposição interessante, tem muita coisa. Eu pensei que [o museu] era pequeno, mas é bem maior. Os guias são ótimos e estão me explicando tudo direitinho, com todos os detalhes. Eles estão de parabéns.”

Atualmente, o memorial reúne 380 peças de artesanato indígena. O espaço funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h.

 

Agência Brasil

Geddel, Cunha e outros investigados agiam para beneficiar empresas, diz MPF

A operação que a Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (13), no Distrito Federal, Bahia, Paraná e São Paulo para investigar um suposto esquema de fraudes na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal, entre 2011 e 2013, teve origem na obtenção de informações extraídas de um aparelho celular apreendido em 2015, do ex-presidente da Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Ao pedir à Justiça Federal autorização para a PF cumprir sete mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais das quatro unidades da federação, o Ministério Público Federal (MPF) citou Cunha e o ex-ministro Geddel Vieira Lima como suspeitos de possíveis crimes de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, praticados entre 2011 e 2013. Para o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, Geddel “valeu-se de seu cargo na Caixa para, de forma orquestrada, beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e fornecer informações privilegiadas para outros membros da quadrilha composta, ainda, por Eduardo Cunha” e outros.

Também são representados o ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Ferreira Cleto; o ex-vice-presidente de Gestão de Ativos Marcos Roberto Vasconcelos, exonerado do cargo a pedido em setembro de 2016; o servidor da Caixa, José Henrique Marques da Cruz, que chegou a ocupar a vice-presidência de Varejo e Atendimento do banco, além do fundador da Marfrig Alimentos, Marcos Antonio Molina, e do doleiro Lúcio Bolonha Funaro.

Segundo o MPF, o ex-deputado Eduardo Cunha manipulava a liberação de créditos na Caixa com o envolvimento de Cleto e, possivelmente, do então vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, Geddel Vieira, mencionado em diversas mensagens eletrônicas como beneficiários de valores desviados por meio do esquema.

Geddel ocupou a vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa entre março de 2011 e dezembro de 2013. Entre 2007 e 2010, período do segundo governo Lula, Geddel chefiou o Ministério da Integração Nacional. Em maio de 2016, voltou ao Palácio do Planalto como ministro-chefe da secretaria de governo do presidente Michel Temer, deixando o cargo em novembro do mesmo ano, alvo de suspeitas de ter atuado para beneficiar uma construtora na Bahia.

Saiba Mais

De acordo com o MPF, foi o ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Cleto quem, ao prestar depoimentos à Procuradoria-Geral da República, acusou Eduardo Cunha de ter recebido propina de empresas em troca da liberação de verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS ). A gestão do fundo estava sob a responsabilidade da vice-presidência de Gestão de Ativos, então ocupada por Marcos Roberto Vasconcelos, que foi exonerado do cargo a pedido, em setembro de 2016. 

Para o procurador Cordeiro Lopes, os indícios de irregularidades já reunidos apontam que os investigados operaram para fraudar a liberação de créditos da Caixa empregando técnicas semelhantes às usadas para desviar recursos da Petrobras e já reveladas pela Operação Lava Jato. Entre outras acusações, o procurador sustenta que Cunha obtinha empréstimos fraudulentos para empresas participantes do esquema junto à diretoria comandada por Geddel.

Dentre as empresas citadas como beneficiárias do esquema estão o grupo J&F, a BR Vias (pertencente ao Grupo Constantino e alvo da Operação Lava Jato), a Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários, Digibrás, Inepar, Grupo Bertin, entre outras.

“A BR Vias beneficiava-se de sistemática ilícita para obtenção de recursos junto à CEF, contando com a participação ativa do então vice-presidente de Pessoa Jurídica, Geddel Vieira Lima, bem como do ex-deputado federal Eduardo Cunha e de Fábio Cleto e Lúcio Bolonha”, afirma o procurador. Em uma mensagem extraída do telefone apreendido de Cunha, Geddel informa o ex-presidente da Câmara de que há problemas na liberação de créditos para a Oeste Sul.

“Outras mensagens dão testemunho de que, assim como a BR Vias, outras empresas vinculadas à família Constantino negociavam a obtenção de recursos na vice-presidência de Pessoas Jurídicas da CEF”, relata Cordeiro Lopes, mencionando o grupo Marfrig e Seara como beneficiários do esquema. 

Diante dos argumentos e elementos apresentados pelo MPF, o juiz federal Allisney de Souza Oliveira autorizou a PF a fazer buscas e apreender documentos em endereços residenciais e comerciais ligados aos investigados e na própria Caixa. Também a pedido do MPF, o magistrado suspendeu o sigilo de todo o processo, inicialmente enviado ao STF, devido ao foro privilegiado de que Geddel e Cunha dispunham no início das investigações e, posteriormente, remetidos para o Tribunal Regional Federal do Distrito Federal. 

Procurada, a assessoria do PMDB informou que Geddel ainda não se pronunciou sobre as suspeitas. A reportagem ainda não conseguiu contato com o ex-ministro, com os advogados de Eduardo Cunha e com os demais alvos dos mandados de busca e apreensão. 

A Caixa informou que o banco está em contato permanente com as autoridades, prestando irrestrita colaboração com as investigações, procedimento que continuará sendo adotado pela instituição.

 

Agência Brasil

 

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Movimento Passe Livre exposto: uma cambada de fascistas!

 

Por Rodrigo Constantino

O serviço que Arthur do Val, do canal #Mamãefalei, tem prestado ao Brasil é inestimável. Com a coragem que poucos jovens demonstram hoje em dia, com embasamento, e com a ousadia que até então só a esquerda tinha, inspirada em Michael Moore e similares, ele tem exposto o vazio, a ignorância, a barbárie e as contradições dos ícones esquerdistas. MST, UNE, PSOL, Movimento Passe Livre (MPL), todos esses instrumentos dos socialistas acabam ridicularizados...


Por que Fernando Holiday incomoda tanto a esquerda?

 

Por Rodrigo Constantino

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Por Thiago Kistenmacher, publicado pelo


Rio tem nove policiais militares mortos em 12 dias: isso deveria chocar e incomodar a ONU e o Papa!

 

Por Rodrigo Constantino

blog

Já são nove os policiais militares assassinados no Rio em 2017, e o ano mal começou. Uma média...


Nossos “jornalistas” não têm jeito mesmo: caso isolado é distorcido e vira bandeira contra Trump

 

Por Rodrigo Constantino

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O movimento liberal precisa de alguns Tico Santa Cruz

 

Por Rodrigo Constantino

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Por João Cesar de Melo, publicado pelo


No apagar das luzes, Obama agrada ditadura dos Castro e prejudica cubanos: xenófobo!

 

Por Rodrigo Constantino

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Um “bom samaritano” armado salva a vida de um policial vítima de uma emboscada em Arizona

 

Por Rodrigo Constantino

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A eterna tensão entre fé e ciência: o avanço tecnológico não elimina a natureza humana

 

Por Rodrigo Constantino

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“O desenvolvimento técnico deixará apenas um problema: a caducidade da natureza humana.” (Karl...


Funcionário Público Liberal: pode isso, Arnaldo?

 

Por Rodrigo Constantino

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Por Ricardo Bordin, publicado pelo...


Bandido aponta arma para cabeça de texano com 78 anos e exige sua carteira, mas ele pega outra coisa…

 

Por Rodrigo Constantino

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Cria cuervos: feras não podem se humanizar, mas o contrário não é verdadeiro

 

Por Rodrigo Constantino

blog

Por


Notícia positiva na economia: a queda da inflação!

 

Por Rodrigo Constantino

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Por Marcel Balassiano, publicado pelo


Obama: o mito

 

Por Rodrigo Constantino

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Por João Luiz Mauad, publicado pelo Instituto Liberal

Meirelles antecipará volta de Davos para negociar acordo com o estado do Rio

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, antecipará a sua volta do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, para participar das negociações de ajuda financeira ao estado do Rio de Janeiro. O ministro ficará em Davos até quarta-feira (18) à noite e chegará ao Brasil na quinta-feira (19) para retomar as discussões com o governo fluminense.

O Fórum Econômico Mundial começa domingo (15) e vai até sábado (21). De acordo com o Ministério da Fazenda, Meirelles partirá do Brasil no sábado à noite e terá reuniões bilaterias na Suíça com presidentes de bancos, de multinacionais e autoridades de três países: Argentina, Suíça e Arábia Saudita.

Saiba Mais

O compromisso mais importante de Meirelles ocorrerá na quarta-feira, quando ele e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, se reunirão pela primeira vez com o novo ministro da Fazenda da Argentina, Nicolás Dujovne, e o presidente do BC do país vizinho, Federico Sturzenegger. Esse será o primeiro encontro das equipes econômicas dos dois países desde que o presidente argentino, Mauricio Macri, trocou os titulares dos dois órgãos, no fim de dezembro.

Na terça-feira (17), Meirelles se reunirá com o ministro das Finanças da Suíça, Ueli Maurer. Também está previsto um encontro com o ministro das Finanças da Arábia Saudita, em horário ainda não definido.

Segundo o Ministério da Fazenda, o ministro deverá explicar aos empresários e representantes de governos estrangeiros a atual situação econômica do Brasil e as medidas postas em prática pelo governo brasileiro, como a criação de um teto de gastos públicos e a proposta de reforma da Previdência. O principal destaque, no entanto, serão as reformas microeconômicas, que visam reduzir a burocracia e facilitar os investimentos no país.

Além de Meirelles e Goldfajn, irão a Davos representando o governo brasileiro os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira, e de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho.

 

Agência Brasil

 

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Febre amarela

Folhapress

Minas Gerais está em alerta para os casos de febre amarela notificados pelo Estado.
Boletim divulgado ontem aponta 30 mortes com suspeita de terem relação com a doença, sendo que dez são consideradas prováveis. Também subiu para 110 o número de casos suspeitos de febre amarela. Leia mais

 

Vem game novo por aí...

Divulgação/Nintendo

Os fãs de jogos já podem comemorar: a Nintendo anunciou que o Switch, novo videogame da empresa, vai ser lançado no dia 3 de março e vai custar US$ 300.
Diferente de um videogame tradicional, o Switch não precisa de uma televisão. O sistema é uma espécie de tablet, que pode ser levado para fora de casa. A Nintendo ainda não confirmou oficialmente se planeja lançar o Switch no Brasil. Leia mais

 

 

Ministério Público do Rio propõe grupo para enfrentar superlotação de prisões

 

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil

Maranhão transfere detentos para presídios federais

Em dezembro de 2016, a taxa de ocupação dos presídios do estado do Rio chegou a 185%, mais que 60 pontos percentuais acima dos 124% de 2013Wilson Dias/Agência Brasil

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) propôs que um colegiado formado por diversos órgãos estaduais elabore um plano para reduzir a superlotação dos presídios fluminenses. A criação do grupo foi solicitada ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, diante do aumento de 50% no número de detentos entre 2013 e 2016, período em que os presídios ganharam apenas 0,6% a mais de vagas.

O encarceramento ocorreu em um cenário que já era de lotação. Em 2013, o estado tinha 33.627 detentos em 27.069 vagas. Em 2016, o número de presos se aproximou do dobro de vagas, com 50.482 detentos para 27.242 vagas. Em dezembro de 2016, a taxa de ocupação dos presídios do estado do Rio chegou a 185%, mais que 60 pontos percentuais acima dos 124% de 2013.

O grupo seria formado pelo MP, a Vara de Execuções Penais, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), a Defensoaria Pública, a Ordem dos Advogados do Brasil, do Conselho Penitenciário Estadual e dos Conselhos da Comunidade, por representantes da sociedade como familiares de detentos, comerciantes, religiosos e advogados.

A primeira reunião do colegiado deve ocorrer em até 15 dias, com os órgãos que manifestarem interesse em integrá-lo. O objetivo do grupo será reduzir a superlotação dos presídios a 137,5% nas prisões masculinas e 110% nas femininas. Entre as medidas propostas pelo MP está o remanejamento de presos, a recuperação de vagas indisponíveis por interdição e a comunicação aos juízos criminais sobre presos provisórios com mais de 90 e 180 dias de encarceramento.

Mortes cresceram 90%

Saiba Mais

No período em que aumentou a população carcerária também cresceu o número de mortes dentro dos presídios. Em 2013, 133 pessoas morreram nas prisões fluminenses, número que subiu 90,9% em 2016, para 254.

O subcoordenador do Núcleo do Sistema Penitenciário da Defensoria Pública, Leonardo Rosa, acredita que a superlotação tem relação com o aumento ainda maior do número de óbitos.

"São mortes silenciosas. E estão morrendo cada vez mais, principalmente nas unidades que têm superlotação. Há uma correlação clara", disse Rosa.

Em 2017, 11 mortes já foram registradas nos 50 presídios do estado, segundo a Seap. A secretaria explica que todos os casos são apurados por uma sindicância interna, e os corpos são encaminhados ao Instituto Médico Legal para perícia.

"Se essa média de 2017 se mantiver, vai bater o recorde de 2016", prevê o defensor. "São mortes na maioria das vezes naturais ou por doenças, e doenças ligadas ao aparelho respiratório, como pneumonia e tuberculose".

Problemas de pele também são frequentemente encontrados por defensores públicos que atendem aos presos nos presídios, e as condições, afirma Leonardo Rosa, afetam os agentes penitenciários: "Eles trabalham em condições de alto risco e expostos a pegar doenças."

A solução para a superlotação dos presídios, na visão do defensor, é complexa e também passa pela adoção de penas alternativas ao encarceramento. Além disso, ele considera importante acelerar o julgamento dos presos provisórios, que permanecem detidos antes mesmo da condenação e estão perto de corresponder a 50% da população carcerária. 

"A retenção carcerária na Vara de Execuções Penais é gritante. Os pedidos [de liberdade ou indulto] demoram a ser analisados, e são avaliados com uma cultura de encarceramento."

 

Agência Brasil

Valor da produção agropecuária encerra 2016 em R$ 527,9 bilhões

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou nesta sexta-feira (13) que o valor bruto da produção agropecuária encerrou 2016 em R$ 527,9 bilhões. O montante ficou 1,8% abaixo do registrado em 2015. Tanto a pecuária quanto as lavouras contribuíram para a queda.

O valor da produção para a pecuária caiu 3,2% e para as lavouras 1%, segundo o ministério. Na pecuária, as carnes bovina ( queda de 5,6%), suína (10,7%) e o leite (7,8%) foram afetados pelos preços mais baixos. Nas lavouras, houve retração no valor da produção de produtos como o tomate (47,9%), mamona (41%), fumo (29,1%), uva (13,4%), cacau (14,7%), algodão (12,1%), amendoim (11,3%), cebola (11,3%) e arroz (9,5%).

Para o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do ministério, José Garcia Gasques, o aspecto mais marcante de 2016 foram as secas, que afetaram as atividades principalmente no Cerrado e no Nordeste.

Por região, o Sul liderou o valor da produção, com R$ 155,78 bilhões, seguido pelo Sudeste, R$ 145,61 bilhões, Centro-Oeste, R$ 145,38 bilhões, Nordeste, R$ 42,44 bilhões, e finalmente, Norte, onde a produção somou R$ 32, 15 bilhões.

Pela primeira vez em quatro anos, o faturamento do Sudeste superou o do Centro-Oeste. José Garcia Gasques atribuiu a mudança ao bom desempenho de Minas Gerais com o café no ano passado.

Para 2017, os primeiros resultados mostram previsão de faturamento de R$ 545 bilhões com o agronegócio entre as lavouras há forte crescimento do valor esperado para soja, milho, cana de açúcar, feijão e algodão.

 

Agência Brasil

 

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Acelera aí

Renato Costa/Folhapress

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, orientou os tribunais de Justiça dos Estados a fazerem um 'esforço concentrado' para analisar a situação dos presos no país.
A ministra deu até a próxima terça-feira para que os presidentes dos tribunais de Justiça informem o número de processos não julgados e quantos juízes são necessários.Leia mais

 

 

Brasil lidera na propina

Pela primeira vez, o Brasil aparece como líder de um ranking feito nos Estados Unidos por suspeita de pagar propina no exterior.
A lista é feita por um site especializado nessa legislação nos EUA. O Brasil é mencionado 19 vezes como o país em que empresas que operam globalmente pagaram propina. A China aparece em segundo lugar, com 17 menções. Leia mais

 

Lula pede indenização

Lalo de Almeida/The New York Times

O ex-presidente Lula protocolou uma ação de reparação por danos morais contra o promotor de Justiça Cassio Roberto Conserino.
A ação pede que Conserino seja condenado a pagar R$ 1 milhão. Em 2016, durante a investigação sobre o apartamento tríplex no Guarujá (SP), o promotor pediu a prisão de Lula à Justiça estadual.  Leia mais

 

 

Acesso à contracepção no país é influenciado por questões religiosas, diz estudo

 

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Embora o Brasil tenha uma das legislações sobre planejamento familiar mais avançadas da América Latina, o acesso das mulheres a contraceptivos no país é influenciado por correntes religiosas e grupos conservadores. A conclusão está no relatório Barômetro latino-americano sobre o acesso das mulheres aos contraceptivos modernos, que levantou dados sobre direitos reprodutivos no Brasil, México, Colômbia, Argentina e Chile.

O documento, divulgado esta semana pela Federação Internacional de Planejamento Familiar/Região do Hemisfério Ocidental, aponta que a influência desses fatores na escolha dos métodos contraceptivos se dá porque as mulheres não têm acesso à informação nem a políticas públicas de educação sexual.

A pesquisa foi realizada no fim de 2015 e ouviu 20 especialistas de cada país, dos setores público e privado. No Brasil, o estudo foi coordenado pela organização não governamental (ONG) Cepia, que se dedica ao desenvolvimento de projetos que promovem os direitos humanos e a cidadania de grupos vulneráveis.

Interferência

De acordo com a socióloga da Cepia Jacqueline Pitanguy, muitas vezes, a influência religiosa determina a escolha de um método contraceptivo e até impede o cumprimento da Lei de Planejamento Familiar, que prevê, por exemplo, a vasectomia e a ligadura de trompas como instrumentos de programação de um casal. Em alguns casos, segundo a representante da Cepia, até profissionais de saúde – motivados por valores morais pessoais e crenças religiosas – interferem na tomada de decisão das mulheres sobre essa escolha.

Além disso, em nome de questões morais e religiosas, alguns protocolos de atendimento são quebrados, como o direito à confidencialidade e à privacidade nas consultas médicas, que também é garantido por lei a adolescentes, mas descumprido quando os profissionais condicionam o atendimento à presença da mãe ou outro adulto.

“Isso fere o protocolo e mostra uma moral incriminatória que, imediatamente, freia o que é o objetivo precípuo desse atendimento, que é fornecer à jovem informação contraceptiva, acesso a meios para que ela possa, por exemplo, evitar uma gravidez na adolescência, que é uma coisa muito séria no Brasil”, pondera a socióloga.

A interferência se dá, segundo Jacqueline, por causa da ausência de disciplinas sobre saúde sexual e reprodutiva nos currículos escolares do país. Para a socióloga, a educação sexual tem a ver “com cidadania, com projeto de vida, de liberdade” e não pode ser limitada ao ensino de questões biológicas.

De acordo com o relatório, de modo geral, os cinco países analisados tratam os temas de direitos sexuais e reprodutivos de forma limitada em campanhas de saúde. No Brasil, por exemplo, as campanhas públicas sobre o tema são quase sempre restritas ao período do carnaval e voltadas especificamente para a prevenção de HIV/Aids. “Apesar de termos alcançado pontuação elevada no que se refere a protocolos, normas, mesmo a leis com relação à saúde reprodutiva e sexual, nós não fazemos campanhas de sensibilização da população sem ser aquela coisa pontual de carnaval, Aids, camisinha”, critica Jacqueline.

Vírus Zika

O relatório destaca a necessidade de reforço das políticas de planejamento familiar em função do vírus Zika, que provoca malformações em bebês. Logo após o auge a epidemia da doença, em 2015, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos emitiu recomendações sobre a ampliação do acesso à contracepção, principalmente entre as mulheres mais pobres, mais vulneráveis à contaminação pelo vírus, transmitido pelo Aedes Aegypti. Além disso, a ONU apontou a necessidade de revisão das leis sobre o aborto por causa da doença.

Segundo Jacqueline, as diretrizes não foram acolhidas pelo Brasil, que concentrou os esforços no atendimento às famílias de bebês que nasceram com microcefalia causada pelo Zika.

Sistema Único de Saúde

No documento, a Federação Internacional de Planejamento Familiar elogia a política brasileira de distribuição gratuita de medicamentos contraceptivos no Sistema Único de Saúde (SUS), mas pondera que o acesso é desigual e varia de acordo com a região do país.

A íntegra do relatório pode ser consultada no site da Cepia

 

Agência Brasil

Governo reduz em R$ 37,5 bilhões volume de restos a pagar para 2017

Os restos a pagar do governo federal caíram 20% de 2016 para 2017. O número foi divulgado nesta sexta-feira (13) pelo Tesouro Nacional. Segundo o órgão, o volume de restos a pagar caiu de R$ 185,7 bilhões em 2016 para R$ 148,2 bilhões este ano. São considerados restos a pagar as despesas empenhadas (autorizadas) num ano, mas não pagas até o fim do exercício fiscal, ficando para o ano seguinte.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a redução do passivo é a maior dos últimos dez anos, mesmo se desconsiderar os pagamentos dos passivos com bancos oficiais e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que inflaram os restos a pagar em 2016.

Em relação a participação no total do orçamento, os restos a pagar voltaram aos níveis do ano de 2008. Para 2017, essas verbas corresponderam a 6,6% do orçamento total do ano, contra 8,5% em 2016, 12,3% em 2015 e 13,4% em 2014.

Segundo o Tesouro, a redução dos restos a pagar em 2017 deve-se a três motivos. O primeiro é o cancelamento de autorizações para serviços que ainda não haviam sido executados. O governo também ampliou o uso de recursos financeiros levantados por meio de títulos públicos e quitou mais restos a pagar que em anos anteriores.

No ano passado, dos R$ 185,7 bilhões de restos a pagar, a equipe econômica executou R$ 105,6 bilhões, 57% do total. Em termos proporcionais, a execução é a maior observada desde 2011. A execução dos restos a pagar foi acelerada após a aprovação da emenda constitucional que limita o crescimento dos gastos públicos.

De acordo com a emenda, o governo poderá gastar, em 2017, até 7,2% a mais que em 2016. Para ampliar o teto, o governo usou parte dos R$ 46,8 bilhões obtidos com a regularização de recursos no exterior (também conhecida como repatriação) para acelerar a execução dos restos a pagar e alcançar um limite maior de gastos para este ano.

 

Agência Brasil

 

 

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Cortes na Educação em São Paulo

Adriano Vizoni / Folhapress

Com dificuldades no Orçamento da cidade, o prefeito de São Paulo João Doria (PSDB) decidiu rever gastos da Secretaria de Educação que não são ligados diretamente ao ensino.
O programa Leve Leite, que atende estudantes da creche ao 9º ano da rede municipal de São Paulo, deve ser o primeiro a passar por uma redução. Nele, os alunos recebem 2 kg de leite a cada dois meses, e crianças de até um ano recebem mensalmente. A compra de material escolar e o transporte de alunos também podem passar por mudanças. Leia mais

 

Encontros com a facção

Reprodução/TV

Líderes da facção Família do Norte e o policial militar Carliomar Barros Brandão se encontraram pelo menos três vezes antes do primeiro turno das eleições de 2014, quando o governador do Amazonas, José Melo (Pros), tentava a reeleição. A informação está em documentos obtidos pelo UOL.
Melo foi reeleito com suspeitas de que tenha feito acordo com a facção em troca de votos. Na época, o policial militar era subsecretário de Justiça e Cidadania do governo comandado por Melo. Os dois negam a negociação de votos com a facção.  Leia mais

 

Recontagem das fugas

Xinhua/A Crítica

A Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Amazonas) revisou para 225 o número de presos que fugiram do Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim) e do Ipat (Instituto Penal Antônio Trindade) no dia do massacre em Manaus que deixou 56 mortos. Com a atualização, são 41 fugas a mais que as que vinham sendo informadas.
Depois de uma nova contagem feita durante revistas às prisões, a Secretaria constatou que 148 internos ainda continuam foragidos. Até o momento, 77 foram recapturados.Leia mais

 

Prazo para Samarco, Vale e BHP depositarem R$ 1,2 bilhão é prorrogado de novo

 

Léo Rodrigues - Correspondente da Agência Brasil

A Justiça Federal prorrogou novamente o prazo para que a mineradora Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton depositem R$ 1,2 bilhão. O valor deveria ter sido transferido até o dia 10 de janeiro, mas um dia antes de esgotar o prazo, as empresas solicitaram adiamento. Conforme decisão do juíz Mário de Paula Franco, publicada hoje (13), a nova data limite é 19 de janeiro.

O valor de R$ 1,2 bilhão deve se somar a R$ 800 mil já depositados pelas empresas. O montante de R$ 2 bilhões objetiva garantir futuras ações de recuperação e reparação dos danos socioambientais decorrentes do rompimento da barragem de Fundão, em 5 de novembro de 2015, no município de Mariana (MG).

Em sua decisão, o juíz Mário de Paula Franco registrou que deferiu o pedido das mineradoras após tomar ciência de que elas e o Ministério Público Federal (MPF) estão em "tratativas com vistas à celebração de uma composição abrangente, com a informação de que as negociações evoluíram de forma substancial". O magistrado também enalteceu "a atitude positiva das partes e instituições envolvidas" na busca de solução para a maior tragédia ambiental do país "através de um meio consensual".

No mês passado, a juíza Rosilene Maria Ferreira havia adiado o prazo estipulado para o depósito e concedeu mais 30 dias para as empresas. Segundo a Samarco, a intimação da Justiça foi entregue no dia 12 de dezembro e, sendo assim, o depósito deveria ser efetuado até o dia 10 de janeiro. Na ocasião, ela fixou uma multa diária pelo descumprimento do prazo, no valor de R$ 1,5 milhão, até que a transferência dos valores fosse comprovada.

A barragem de Fundão, pertencente à mineradora Samarco, se rompeu no dia 5 de novembro de 2015. Na tragédia ambiental, considerada a maior do país, foram liberados mais de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos. O vazamento provocou devastação de vegetação nativa, poluição da Bacia do Rio Doce e destruição dos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu, entre outras comunidades. No episódio, 19 pessoas morreram.

Acordo

A determinação do depósito de R$ 2 bilhões atendeu a uma ação civil pública movida logo após a tragédia pelos governos federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo e por órgãos ambientais. O processo teria sido encerrado caso fosse homologado o acordo fechado entre as partes, estimando em aproximadamente R$ 20 bilhões o valor dos prejuízos causados pelo rompimento da barragem.

A homologação chegou a ocorrer em maio de 2016, mas foi suspensa após contestação do MPF. Avalidade do acordo será avaliada novamente pela Justiça Federal. Paralelamente, tramita umaação do MPF que estima em R$ 155 bilhões os prejuízos.

Sem homologação judicial do acordo, segue normalmente o trâmite da ação civil pública movida pelos governos federal, de Minas e do Espírito Santo e pelos órgãos ambientais. Além do depósito de R$ 2 bilhões, outras medidas urgentes foram solicitadas e atendidas pela Justiça, por meio de decisões liminares como a suspensão de licenças, contratação de estudos pelas empresas e obrigatoriedade da Samarco conter os rejeitos que ainda vazavam das estruturas remanescentes ao rompimento da barragem.

 

Agência Brasil

Guarda Municipal começa a atuar contra arrastões em praias da zona sul do Rio

Rio de Janeiro - Em dia de alta temperatura, cariocas e turistas enchem praias da zona sul da cidade. (Tomaz Silva/Agência Brasil)

A Guarda Municipal e a PM atuarão em conjunto para evitar arrastões e assaltos nas praias da zona sul do Rio de JaneiroArquivo/Tomaz Silva/Agência Brasil

Os agentes da Guarda Municipal começam hoje (14) a atuar como força auxiliar à Polícia Militar nos acessos e nas praias da zona sul do Rio de Janeiro. A intenção é impedir a ocorrência de arrastões, assaltos, roubos e furtos na orla da cidade. A operação deverá durar todo o verão.

Os agentes da Guarda Municipal já trabalham com auxílio de radiotransmissores sintonizados na mesma frequência da Polícia Militar, de modo a agilizar, facilitar e integrar as duas instituições e agilizar a tomada de decisões em caso de tumulto provocados por grupos de jovens que atuam juntos em arrastões pelas principais praias da zona Sul, como é o caso das praias de Copacabana, Ipanema e Leblon – as mais frequentadas por esses grupos, em razão da facilidade de deslocamento em razão das linhas do Metrô da cidade.

Barreiras policiais estão sendo montadas nos principais acessos às praias. A Guarda Municipal também está atuando na revista dos ônibus que chegam à orla. Os secretários de Assistência Social e Direitos Humanos, Tereza Bergher, e de Ordem Pública, Paulo Cesar Amendola, estiveram reunidos ontem (13) para discutir a melhor estratégia a ser adotada.

Uma das decisões envolvem crianças e adolescentes de 12 a 18 anos flagrados cometendo delitos. Eles serão conduzidos para delegacias do bairro para registro de ocorrência. Os que tiverem até 11 anos e estiverem desacompanhadas dos pais deverão ser levados para abrigos públicos e só sairão com a presença dos responsáveis.

Haverá educadores em pontos estratégicos ao longo do dia. Eles atuarão em conjunto com a Guarda Municipal em praças e pontos de chegada de banhistas, onde costuma haver maior aglomeração de adolescentes. 

Policiais fazem blitz no Rio, para revistar ônibus com destino às praias, no esquema de segurança antecipado da Operação Verão, contra arrastões ocorridos no fim de semana passado (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Policiais farão revistas nos ônibus com destino às praias da zona sulArquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil

Sol volta a aparecer

Depois de dois dias de chuvas intensas, o sol voltou a aparecer na cidade do Rio de Janeiro ainda que de forma tímida e entre nuvens. A expectativa é de um dia de muito calor, abafado e de praias cheias, o que deverá dificultar ainda mais o trabalho da PM e da Guarda Municipal.

O céu estará parcialmente nublado ao longo do dia, com a possibilidade de pancadas de chuvas esporádicas e isoladas. A temperatura está em elevação e deverá variar entre a mínima de 21ºC e 33ºC.

Segundo relatório da Secretaria Estadual do Ambiente (SEA), 16 praias estarão aptas e recomendadas para o banho de mar nas zonas sul e oeste da cidade.

As praias liberadas são Barra de Guaratiba, Grumari, Prainha, Pontal de Sernambetiba, Recreio, Barra da Tijuca, Joatinga, Pepino, Leblon, Ipanema, Arpoador, Diabo, Copacabana, Leme, Vermelha e Urca. Estão impróprias, as praias de São Conrado, Vidigal, Botafogo e Flamengo.

Em Niterói, ainda segundo a SEA, estão impróprias as praias de Gragoatá, Icaraí (o banho está liberado apenas no trecho em frente à Rua Otávio Carneiro), São Francisco e Charitas.

Liberadas para o banho estão as praias de Piratininga (com exceção ao trecho em frente à Avenida Doutor Acúrcio Torres), Sossego, Camboinhas, Itacoatiara e Itaipu. Já em Paquetá, estão próprias as praias da Imbuca, Ribeira, Moreninha e J.Bonifácio.

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) alerta que o banho de mar deve ser evitado nas primeiras horas após a ocorrência de chuvas e próximo à saída de galeria de águas pluviais ou canais de drenagem.

Águas Cristalinas

Ainda segundo o Inea, o mar cristalino tem sido um atrativo a mais para cariocas e turistas aproveitarem as praias do Rio de Janeiro. “O fenômeno das últimas semanas pode ser associado à entrada de correntes oceânicas, fato que favorece a ocorrência de águas mais claras.” 

O monitoramento é realizado por técnicos do Inea, que percorrem todo o litoral coletando amostras na superfície da água nos locais de maior incidência de banhistas. Depois de coletadas, as amostras são levadas para o laboratório do Inea. Os dois parâmetros utilizados para avaliar a balneabilidade das praias são os coliformes termotolerantes e enterococos.

Com os resultados das análises, os dados são encaminhados para a Gerência de Avaliação da Qualidade da Água. A análise final da praia como própria ou imprópria para o banho é definida a partir dos resultados das avaliações das cinco últimas coletas, conforme a Resolução Conama 274/00.

Além das coletas, a observação visual, tais como a presença de manchas, contribui para compor a análise final daquele trecho de praia.

 

 

Agência Brasil

 

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Eduardo Cunha e Geddel na mira da PF

A PF investiga as negociatas entre Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima. A nota sobre a Operação Cui Bono diz que a PF "extraiu uma intensa troca de mensagens..." [ leia mais

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A última chamada

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Calero merece outra medalha

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Exclusivo: J&F pagou mais de 12 milhões a Funaro

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O tesouro sumiu

O tesouro de Sérgio Cabral não foi encontrado. Lauro Jardim explica: "O juiz Marcelo Bretas foi levado a erro por uma informação dada pelo Coaf e..." [leia mais


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Se a Selic cair para 10,50%, o Brasil vai economizar 57,4 bilhões de reais em pagamento de juros em 2017. O cálculo foi feito pela consultoria... [ veja mais

- Próximo?

 

Más condições das prisões facilitam crescimento de facções, dizem especialistas

 

Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil

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A guerra de facções mo Amazonas e em Roraima expôs a fragilidade do sistema penitenciário do BrasilArquivo/Agência Brasil

O ano de 2017 começou com o novo capítulo de uma história velha. A morte de 60 detentos em presídios do Amazonas chamou atenção do país e chocou o mundo.  Mais uma vez, a guerra de facções criminosas dentro de presídios brasileiros expôs a fragilidade do sistema penitenciário do país. Especialistas e profissionais que vivem de perto a rotina dos presídios mostram que o sistema é falho e contribui para episódios como de Manaus.

As más condições a que presos são submetidos facilitam o crescimento de facções criminosas dentro dos presídios, nos quais o Estado tem cada vez menos influência. “O que acontece é que criamos um modelo para impedir a fuga de certos indivíduos, mas você os deixa se virarem lá dentro. Então, isso facilita a vida de organizações criminosas que tomam conta da cadeia”, afirmou o doutor em ciência política e ex-secretário de Segurança Pública Guaracy Mingardi.

Manaus - O secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, afirmou, durante entrevista, concordar em medidas que reduzam o número de presos (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Sérgio Fontes disse concordar em medidas que reduzam o número de presosMarcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo ele, o sistema penitenciário sequer pode ser chamado de “sistema”. É uma “coisa dispersa”, onde cada lugar tem uma regra diferente. De acordo com Mingardi, o Brasil precisa repensar a situação dos seus presos e o motivo pelo qual estão encarcerados.

“O Brasil é um dos países com o maior número de presos sem nenhum resultado. Existem pessoas presas por coisas que nem precisaria, e não estou falando de homicídio ou assalto à mão armada. Precisamos pensar mais em outras formas que não sejam só aumentar o tamanho das penas”.

Presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Carlos Lamachia disse acreditar que as cadeias são locais onde pequenos infratores se tornam verdadeiros bandidos. “Acho que o Brasil prende mal e, quando prende, em determinadas circunstâncias, ainda alimenta o crime. Encarceramos alguém por um acidente menor. Aí, colocamos essa pessoa dentro de um presídio, no qual ele vai conviver com presos de altíssima periculosidade”

Secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes afirmou concordar em medidas que reduzam o número de presos. As audiências de custódia, que aceleram o julgamento para detidos em flagrante e preveem o uso de penas alternativas à prisão, são um exemplo. Entretanto,  ele defende a ação da polícia. E explica que a polícia “não escolhe” quem deve prender.

“Sou totalmente favorável às audiências de custódia, a medidas que procuram encarcerar menos, mas que não dependem da polícia. Dizem que a gente prende muito e prende mal. Na verdade, não temos opção. Cometeu o crime, tem de prender. [...] Quem escolhe se permanece [preso] ou não é o Judiciário”. Para ele, a forma do Estado retomar o controle dos presídios é investir na disciplina dos presos.

“Eles têm de saber que é o Estado que controla. É preciso retomar, com procedimentos que não são bem desejados. A tendência da gente é querer paz. Então, vamos abrindo mão, dando regalias e, quando vemos, o controle foi perdido”. Mingardi lembrou que as estruturas do Estado são voltadas a prender mais, e não menos.

Manaus - Juiz titular da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luis Carlos Valois disse que o Estado tem de passar a cumprir a lei sobre as condições de um presídio. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Para o juiz Luis Carlos Valois, o Estado tem de passar a cumprir a lei sobre as condições de um presídioMarcelo Camargo/Agência Brasil

“Se fizer uma reforma, aumentar a eficiência da polícia, do Judiciário e do Ministério público, vai mais gente para a cadeia. Tem de pensar como vai fazer isso, de forma que a cadeia não fique ainda mais entupida, porque ninguém quer gastar dinheiro em cadeia. Todo mundo acaba falando 'eu prefiro construir escola'. É bobagem, porque a maioria não constrói escola nem cadeia.”

Juiz titular da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luis Carlos Valois disse que o Estado tem de passar a cumprir a lei sobre as condições de um presídio. De acordo com o juiz, a prisão que existe é ilegal e longe do ideal.

“A lei fala em educação, saúde e assistência de tudo que é tipo: religiosa, esportiva, cela com arejamento, com espaço. Não pode ter superlotação. A lei diz tudo isso. O sistema penitenciário brasileiro, se cumprisse a lei, era um dos melhores do mundo. A lei não é cumprida”.

Superlotação

O magistrado descreve o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde 56 presos morreram no início de janeiro. Segundo ele, em uma cela feita para oito pessoas abriga 30, com gente dormindo sob camas de cimento. “Isso tudo no calor de Manaus. Já tem estudos de criminologia que informam que o calor é um índice de [aumento de] criminalidade. Imagine em Manaus." 

A superlotação é um dos problemas que afligem os presídios no Brasil. Dados de 2014 do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) mostram o crescimento gradual da população carcerária no Brasil. Em 2004, o país tinha 336 mil presos.

Dez anos depois, esse número quase dobrou, com 622 mil, sendo 584,7 mil em prisões estaduais, 37,4 mil em carceragens de delegacias e 397 nas quatro prisões federais em funcionamento no país. A quantidade de vagas, porém, não acompanha o crescimento. Em 2014, o número de vagas era 371,8 mil.

Conforme especialistas, o número de presos provisórios contribui para uma conta que não fecha quando se fala em população carcerária e vagas no sistema prisional. Presos provisórios são aqueles que ainda não foram julgados. No Brasil, 40,13% dos presos sequer foram julgados.

No Amazonas, por exemplo, 62,64% dos presos são provisórios. O número de presos ainda sem julgamento (5,5 mil) é suficiente para superar o número de vagas no estado (3,4 mil). Na Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Rondônia e Sergipe o cenário é o mesmo: não existe cadeia suficiente nem para os presos provisórios. Presídios superlotados do Amazonas e de Rondônia têm protagonizado as páginas de jornais desde o fim de 2016, com mortes e guerras entre facções criminosas.

Facções no controle

Atual secretário de Segurança Pública, Fontes já foi superintendente da Polícia Federal no estado. Para ele, chacinas entre presos não é nova. “Eles já se matam há muito tempo”, disse. Ele explica que o avanço do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Rio de Janeiro, estado natal do Comando Vermelho, pode ser um dos motivos do aumento da violência nas penitenciárias.

“Antes de acontecer aqui, aconteceu em Roraima, Acre, Maranhão, Pernambuco. E sempre com essa conotação. Nós já sabíamos, tanto que separamos os PCC's da FDN [Família do Norte, facção aliada ao Comando Vermelho e rival do PCC]”.

Fontes discorda, no entanto, que membros de que uma facção não devam ficar no mesmo presídio que membros de uma facção rival. “Dar um presídio para o PCC significa dizer que todo mundo que entrar lá vai virar PCC. E isso não é bom”.

Luis Carlos Valois ressaltou que “preso deve ser tratado como preso” e não como líder. Para o juiz, essa valorização do status de liderança de um preso lhe dá poder dentro da cadeia. “Não legitimo as facções. Quando chego na penitenciária, os presos se comportam como presos. Aliás, preso tem de ser tratado como preso e não como líder de alguma coisa. Esse é um grande equívoco do sistema penitenciário brasileiro, tratá-los como se fossem líderes”.

Para o presidente da OAB, o combate às facções passa pela separação de presos por tipo de crime cometido, algo que não é visto em muitos presídios do país.

“O Estado não pode mais sucumbir às facções criminosas. Termos a ideia da separação de presos, os de maior e menor potencial ofensivo. O Brasil tem de investir em mais vagas no sistema prisional. Investimento em sistema prisional brasileiro é investir em segurança pública. A sociedade precisa entender isso”.

 

Agência Brasil