Juíza suspende decreto de nomeação do novo ministro da Justiça

A Justiça de Federal do Distrito Federal aceitou hoje (4) ação protocolada pelo DEM e suspendeu a nomeação do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. A juíza Solange Salgado, da 1ª Vara Federal, entendeu que o ministro, que é membro do Ministério Público da Bahia, não pode exercer o cargo.
De acordo com a decisão, o ministro da Justiça poderá tomar posse novamente, mas somente se pedir exoneração do cargo vitalício no MP ou aposentar-se. Para a juíza, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmam entendimento de que integrantes do Ministério Público só podem exercer outros cargos no âmbito do próprio órgão.
"Isso não impede, contudo, que o Sr. Wellington César Lima e Silva seja novamente nomeado no cargo de ministro de Estado da Justiça, desde que haja o necessário desligamento (por exoneração ou, se for o caso, aposentadoria) do cargo que ocupa, desde 1991, no Ministério Público do Estado da Bahia, à exemplo do que fora formulado no pedido principal", decidiu a juiza.
O Supremo Tribunal Federal também recebeu ação um partido de oposição, o PPS, contra a normação do ministro da Justiça e vai julgá-lo na quarta-feira que vem.
No recurso apresentado ontem (3) ao Supremo, a legenda alega que é inconstitucional o entendimento do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) de que um membro do MP pode pedir licença para assumir cargo no Poder Executivo.
Nesta semana, o CNMP negou outro pedido do PPS para suspender a licença concedida para que o ministro fosse nomeado. Na decisão, o conselheiro Otávio Brito Lopes afirmou que uma resolução do conselho permite que um membro do órgão se afaste temporariamente para ocupar cargo no Poder Executivo.
“Esclareço que nenhuma das citadas decisões adotadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público foi questionada no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Sob esse prisma e com arrimo na posição majoritariamente encampada por este colegiado, não é possível vislumbrar, em juízo de cognição sumária, ilegalidade no ato impugnado que justifique a concessão liminar da tutela vindicada, o que já bastaria para obstar sua concessão”, argumentou o conselheiro.
Recurso
O novo Advogado-Geral da União e ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse confiar na cassação da liminar. “A Advocacia-geral da União está providenciando recurso contra essa medida, a busca de cassação dessa liminar.
Na nossa avaliação, isso é perfeitamente possível, e é a tese que inclusive o Conselho Nacional do Ministério Público [CNMP] defende. Portanto, acho que estamos bem agasalhados, com o entendimento do próprio CNMP”, disse.
Ao conversar com jornalistas, depois de se reunir com o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, Cardozo lembrou que a liminar expedida em primeira instância, e disse que a AGU trabalha para que o recurso seja encaminhado à Justiça Federal em Brasília nas próximas horas.



Mudança de conceito, por Francisco Turra


Num grito de desespero, em meio à crise que, aliás, ataca de todos os lados e vem de todas as latitudes, ouvi uma lábia colocação do ministro Delfim Netto: “Todas as crises passam e normalmente deixam ensinamentos e mudanças de conceitos”. Crise europeia, asiática, russa, brasileira, gaúcha. Todas roubando a confiança do povo, causando sofrimentos. Crises políticas ou econômicas. Crises do poder público. Vícios, gastanças sem limite, objetivos e prioridades perdidas. Estado inflado, cansado, perdulário, despreparado para o novo tempo.
As fichas começaram a cair. Já caíram na Europa. Portugal pactuou e diminuiu de tamanho, é um Estado mais eficiente. A Espanha o “Estado voraz”, inflado, também diminuiu suas gorduras e ficou mais ágil.
O Brasil e o Rio Grande do Sul caminham para esta mudança e de conceitos. A singeleza da matemática de olhar para as colunas da receita e da despesa agora, mais do que nunca, é necessária.
E o Brasil solitário no mercado, que antes adotara a postura de uma ilha exportadora de ideologia, agora começa a pensar em acordos de comércio, acordos bilaterais e enxerga que a saída é ter moeda forte, exportar, gerar desenvolvimento, abrir oportunidades e atrair investidores.
Nunca é tarde para mudar, mas nossa mudança custou a vergonha de ver o rebaixamento da nota do país, a desconfiança, a fuga de capitais. A própria crise política é fruto da teimosia, das más escolhas, das más companhias, das picuinhas, do toma lá, dá cá. Nossa geração quase assistiu ao fenômeno do efetivo crescimento acontecer.
A chance se foi, mas o desejo não morreu. A ideia de que outro mundo é possível, onde existe índice de qualidade de vida e paz, agora está plantada em nossos filhos. Pois como disse o escritor Irlandês Oscar Wilde: “Nenhum outro país do mundo é digno de um olhar se o país da utopia não figura nele”.
Graças à dor, agora pensamos diferente e buscamos a nossa utopia. Estou convicto disso: a crise nos obrigou a mudar nossos conceitos.


Ex-ministro da Agricultura e presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)



Fonte: Correio do Povo, página 2 da edição de 5 de outubro de 2015.

 Mudanças do clima em pauta


Uma consulta pública está sendo realizada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) a fim de elaborar o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA). O objetivo é traçar metas que ajudem a amenizar os impactos dessas variações climáticas sobre pessoas, atividades econômicas e ecossistemas. O governo federal pretende reunir subsídios para atuar no âmbito interno do território nacional seguindo recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU), que já alertou sobre o aumento de temperatura do planeta, com risco de ultrapassar 2ºC, o que já seria suficiente para atingir atividades essenciais, como a oferta de água e de alimentos no mundo.
A questão do clima tem se constituído num problema de monta em todo o país, além, é claro, de ter dimensões além-fronteiras com as levas dos refugiados. O Brasil está imerso numa série de contrastes, com diversas regiões enfrentando secas e outras inundações, quando não as duas ocorrências concomitantemente. A própria situação do Rio Grande do Sul é um exemplo dos danos advindos das intempéries, com as tempestades causando estragos, prejuízos, materiais e até mesmo óbitos. Muitos problemas se devem à falta de investimentos em infraestrutura, planejamento e mesmo descartes indevidos de lixo pela população.
O espaço para que os setores governamentais e privados, incluindo organizações da sociedade civil, se manifestem deve ser aproveitado para que os avanços necessários à superação das tragédias do clima sejam implementados. As políticas públicas são mais viáveis quando legitimadas pela participação popular.


Fonte: Correio do Povo, editorial da edição de 21 de outubro de 2015, página 2.

 
Muito suor e lágrimas, por Walter Galvani


Exultante, atendi ao convite do Museu de Comunicação Hipólito José da Costa e do colega Landro Oviedo, organizador do evento, para ouvir Maria Alice da Silva Braga falar de um companheiro jornalistas com quem tive a honra de conviver durante alguns anos na redação do Correio do Povo e com ele muito aprender: Manoelito de Ornelas.
O nobre nome não escondia, ao contrário, revelava um espírito notável de intelectual e, aos poucos, descobri naquela convivência dos anos 50 e 60 que ali estava um verdadeiro “príncipe”, tanto na postura física quanto no desempenho jornalístico e literário, o que me fez sentir ainda mais sua perda prematura em 1969.
Mas eis que a sorte me levou ao convívio de Maria Alice da Silva Braga, jovem e brilhante pesquisadora que transformou sua tese numa obra-prima e felizmente agora é editada pela Megalupa, com o título de “Monoelito de Ornelas – Jornalista, professor e escritor emérito” e o subtítulo de “Vida e obra de um ex-presidente da ARI”, o que tornou a entidade dos jornalistas, Associação Riograndense de Imprensa, copatrocinadora defesa brilhante iniciativa.
E brilhante, sobretudo, pelo trabalho de pesquisa de Maria Alice, que lhe custou bons períodos de mergulho na obra do nosso antigo presidente e cronista do Correio da inesquecível Prosa das Terças, quando dava lições semanais em nosso jornal, de equilíbrio, isenção, conhecimento e talento em artigos imperdíveis publicados às terças-feiras.
Mas a professora Maria Alice Braga lançou-se ao trabalho de pesquisa, disposta a não economizar o suor, assim como não pôde conter as lágrimas na apresentação que fez, quando, merecidamente, sentiu que todos os que lotavam aquela sala do Museu Hipólito admiravam Manoelito e sentiam seu notável esforço e o resultado fantástico traduzido pelo livro que estava sendo lançado.
Depois da leitura e da releitura do texto de Maria Alice, vi que ela conseguiria recolocar de pé a notável figura de Manoelito, obedecendo a uma espécie de epígrafe que surge nessa transcrição que ela faz: “Dominamos pelo espírito a paisagem do mundo para melhor sentirmo os dramas humanos, nessa solidariedade que transcende as convenções territoriais”.


Jornalista e escritor


Fonte: Correio do Povo, página 2 da edição de 30 de outubro de 2015.

Movimentos se unem a Bicudo


Movimentos contra a corrupção que protocolaram na Câmara dos Deputados pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff decidiram unificar o requerimento ao do jusrista Hélio Bicudo. Carla Zambelli, porta-voz dos 30 grupos que querem o afastamento de Dilma, afirmou que o objetivo da unificação é “dar mais força” ao impeachment da presidente. Bicudo foi um dos fundadores do PT.



Fonte: Correio do Povo, página 3 de 12 de setembro de 2015.

 

Maria do Rosário sempre defendeu a bandidagem. Isso explica porque ela defendeu José Dirceu na CPI da Petrobras, por Lúcio Machado Borges*

Me chamou demais a atenção foi ver a deputada federal do PT do RS, Maria do Rosário defender o ex-ministro da Casa Civil no governo Lula, José Dirceu. Confesso que até não fiquei surpreso com esta atitude, já que é sabido e notório que Maria do Rosário sempre defendeu a bandidagem. Ela sempre teve simpatia pelo “Direitos dos Manos”.
Em tempo: que palhaçada que é esta CPI da Petrobras. Puro espetáculo televisivo para que os deputados e senadores fiquem aparecendo na mídia. Gastaram os parcos recursos públicos, já que a economia brasileira está na UTI para ir até Curitiba para ouvir os bandidos da Petrobras, que se negaram a falar. Primeiramente, deveriam ver se alguém queria falar para depois somente viajarem até Curitiba. Mas por favor, deixem que o juiz Sérgio Moro faça este trabalho. O trabalho dele é sério e não visa dar espetáculo na televisão.







*Editor do site RS Notícias



Artigo escrito no dia 1º de setembro de 2015.

Maiores municípios do RS reprovam Dilma


Pesquisa realizada nas quatro maiores cidades do Estado revela imagem do governo Dilma


A menos de um ano das eleições municipais de 2016, o Correio do Povo em parceria com o Instituto Methodus, publica três pesquisas de avaliação da administração pública nos quatro maiores colégios eleitorais do Estado: Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas e Canoas. Juntos, esses municípios totalizam 1.920.979 eleitores, de um total de 8.392.033 do Rio Grande do Sul, segundo dados do Tribunal de Superior Eleitoral.
Foram avaliadas a imagem e a aprovação da presidente Dilma Rousseff e do governador José Ivo Sartori, assim como das prefeituras municipais em cada uma das quatro maiores cidades do Rio Grande do Sul. Nessas quatro cidades, o resultado da pesquisa indica que a presidente Dilma Rousseff não seria um bom cabo eleitoral para um candidato a prefeito, se a eleição fosse realizada nas mesmas condições de hoje.
Nos quatro municípios, o seu governo registrou imagem negativa, e o desempenho da presidente foi aprovado. A imagem positiva da presidente, representada pela soma do bom e ótimo, registrou 8,8% na média das quatro maiores cidades do Rio Grande do Sul.
O índice regular ficou em 18,9%, e o ruim e péssimo somou 72,2%. Caxias do Sul foi a cidade em que o governo da presidente obteve o índice negativo mais alto: 78% de ruim e péssimo. A avaliação positiva mais alta do governo foi registrada na Capital: 12,5% de ótimo e bom. Porto Alegre é também a cidade em que Dilma tem a maior aprovação para o seu desempenho como presidente da República, 18,8%.
Em Pelotas, a presidente registrou 15,8% da aprovação, em Canoas 15,4%. Em Caxias do Sul esse índice foi o mais baixo, 13,8%. O índice de eleitores que não aprova o desempenho pessoal da presidente foi de 81,2% em Porto Alegre, 84,2% em Pelotas, 84,6% em Canoas e 86,2% em Caxias do Sul.
A nota média, calculada num intervalo entre 1 e 10, do governo da presidente Dilma, foi de 2,6 em Caxias do Sul; 3,1 em Canoas; 3,2 em Pelotas e 3,3 em Porto Alegre.
Segundo o diretor do Instituto Methodus, Jefferson Jaques, o alto desgaste da presidente atinge inclusive a parcela do eleitorado mais pobre, que foi durante os últimos anos a grande base de apoio dos governos Lula e Dilma. “Em Porto Alegre, por exemplo, o governo federal tem 80% de ruim ou péssimo entre os eleitores com renda familiar até R$ 1.576,00.”
Para Jaques, isso é um sinal de que “além da crise política, a crise econômica está sendo sentida por toda a sociedade e corrói fortemente a popularidade do governo federal. Não é uma crise de imagem restrita à classe media. É um fenômeno generalizado”.


Fonte: Correio do Povo, página 3 de 6 de outubro de 2015.


Segundo Gerson Camarotti, encontro com ex-presidente será um gesto de solidariedade de Dilma Rousseff: glo.bo/1prwFj8


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Fotos mostram Lula fazendo vistoria em triplex no Guarujá


JN obteve fotos inéditas que mostram Lula em triplex. Funcionário da OAS disse…
G1.GLOBO.COM

Nelson Barbosa propõe a governadores alongamento da dívida dos estados

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, apresentou aos governadores uma proposta de alongamento das dívidas dos estados com a União pelo prazo de até 20 anos. Além disso, o governo propôs a aplicação de uma carência de quatro anos para as dívidas dos estados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e dividi-las por mais seis anos.
De acordo com o ministro, a oferta de auxílio inclui a adoção de um programa de consolidação fiscal também no nível estadual. “Essa é uma ajuda que a União está oferecendo para auxiliar os estados nesse momento de maior restrição fiscal, em que há uma queda de receita no governo federal e nos estaduais. O auxílio não deve ser somente medida de curto prazo, deve ser oportunidade para se avançar em reformas estruturais”, disse Barbosa.
A proposta foi apresentada durante encontro da presidenta Dilma Rousseff com quase todos os governadores estaduais e a equipe econômica do governo. Segundo o ministro, a proposta prevê uma contrapartida que visa resolver questões fiscais dos estados, visando sustentabilidade a longo prazo.
“O alongamento [das dívidas] dará auxilio financeiro de curto prazo em troca de um programa de consolidação, de ajuste fiscal, que vai aperfeiçoar as regras de controle de gastos, sobretudo de pessoal e previdência, no nível estadual”, afirmou. Até o fim deste mês, o governo prometeu encaminhar ao Congresso Nacional as medidas, tanto do alongamento das dívidas, como o ajuste fiscal dos estados.
O governador do Mato Grosso, Pedro Taques disse que os chefes dos Executivos estaduais vão debater internamente e entre si essa e outras propostas, e apresentar a resposta, em um prazo ainda não determinado.
"[Barbosa apresentou uma proposta] a respeito do alongamento da dívida, e algumas dívidas com BNDES, um prazo de carência para o principal, não para os encargos da dívidas, 4 anos, para que estados possam saldar as suas dívidas com o BNDES", disse Taques.
Pedro Taques disse avaliar as propostas como "muito positivas", mas ressaltou que as unidades federativas precisam também de "dinheiro novo". A reunião com representantes de todos os estados, menos Goiás, ainda está ocorrendo no Palácio do Planalto.
Para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o alongamento da dívida é “necessário e importante”. “Foi uma reunião proveitosa, mas o problema é a morosidade das coisas. É preciso ganhar tempo para poder resolver mais rápido isso”, afirmou. Ele também se posicionou favoravelmente ao veto, por parte da presidenta, ao projeto que regulamenta a repatriação de recursos enviados ao exterior de forma lícita.
Segundo Barbosa, a proposta não pode virar lei antes que sejam criados os fundos que vão recolher parte desse dinheiro. Alckmin disse que vai ajudar na manutenção do veto no Congresso Nacional. “Minha posição é favorável ao veto à questão da repatriação do dinheiro lá de fora. Para fazer a reforma tributária, precisa ter o fundo de desenvolvimento e o fundo de compensação. O dinheiro da repatriação é para compor esses fundos, a metade dele. Então, querer dividir todo dinheiro já esse ano, compromete uma reforma estruturante para o país”, afirmou.
CPMF
De acordo com o governador Pedro Taques, a presidenta Dilma e o ministro Barbosa não condicionaram as propostas ao apoio, por parte dos governadores, para a aprovação da CPMF, imposto cuja recriação foi enviada pelo governo ao Congresso Nacional. "Não houve esse acordo no sentido de ou aceita a CPMF, ou não há o alongamento da dívida. Isso não foi dito, e tenho certeza que isso não seria proposto, porque estamos diante de pessoas que estão preocupadas com a sociedade", disse.
De acordo com o ministro da Fazenda, a proposta da CPMF foi revisada para aplicar os recursos, não somente na previdência, mas em toda a seguridade social, e para ser dividida com os estados e municípios, e agora será discutida no Congresso Nacional.
Pessoalmente, o governador se disse contrário ao novo imposto, ainda que haja aumento da alíquota e repasse aos estados e municípios. "Sou absolutamente sou contrário à CPMF. Num momento de crise não se cria mais impostos. Mesmo se dividido entre estados, porque não vou vender minha consciência e consciência do eleitor que me levou ao cargo de governador a pequenas parcelas que a União possa me repassar", afirmou.
Lava Jato
O ministro e os governadores também comentaram sobre a situação econômica após a nova etapa da Operação Lava Jato, que cumpriu mandato de condução coercitiva contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“A situação econômica que estamos passando exige respostas rápidas, e eu tenho certeza que, no contexto político, os parlamentares e os governadores estão interessados na recuperação mais rápida da economia. Então, vamos conseguir construir consenso sobre essas propostas”, afirmou Barbosa.
De acordo com Alckmin, a presidenta Dilma apresentou as justificativas sobre a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, e entregou papéis com esclarecimentos acerca da aquisição para cada um dos governadores. Taques relatou que Dilma apresentou solidariedade e desconforto com relação à condução do ex-presidente. “Infelizmente a perturbação na política está contaminando o cenário econômico”, disse.

Empregadores domésticos têm até segunda para pagar guia de fevereiro do eSocial

O prazo para os empregadores domésticos pagarem o Documento de Arrecadação do eSocial (DAE) referente ao mês de janeiro termina nesta segunda-feira (7). O Simples Doméstico reúne em uma única guia as contribuições fiscais, trabalhistas e previdenciárias que devem ser recolhidas pelos empregadores.
Para a emissão da guia unificada, o empregador deve acessar a página do eSocial na internet. Se não for recolhido no prazo, o empregador paga multa de 0,33% ao dia, limitada a 20% do total.
No último balanço da Receita Federal, divulgado na sexta-feira (4), 1.010.204 de empregadores domésticos já haviam emitido o Documento de Arrecadação eSocial (DAE) no eSocial para pagamento do Simples Doméstico . Desde a adoção do programa, foram cadastrados mais de 1,25 milhão de trabalhadores domésticos para mais de 1,18 milhão de empregadores – alguns empregadores contratam mais de um empregado.
No eSocial, o empregador recolhe, em documento único, a contribuição previdenciária, que varia de 8% a 11% da remuneração do trabalhador e paga 8% de contribuição patronal para a Previdência. A guia  inclui 8% de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), 0,8% de seguro contra acidentes de trabalho e 3,2% de indenização compensatória (multa do FGTS) e Imposto de Renda para quem recebe acima da faixa de isenção (R$ 1.903,98).

Instituto Lula, em SP, amanhece com pichações contra o ex-presidente

Frases ofensivas contra Lula foram pichadas na sede do instituto, após ser deflagrada a 24º fase da Operação Lava-Jato: glo.bo/1pruigc


Oposição reafirma apoio à Lava Jato e decide obstruir votações na Câmara

Congresso Nacional, reunidos na noite desta sexta-feira (4), reafirmaram integral apoio e confiança nas instituições nacionais e no trabalho de investigação feito pela Operação Lava Jato. Os oposicionistas decidiram também obstruir todas as votações na Câmara dos Deputados a partir de segunda-feira (7) para pressionar pela instalação da comissão especial destinada a apreciar o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Em nota divulgada após a reunião, a oposição afirma que não faltarão coragem, determinação, nem serenidade, a seus membros. “Coragem para defender a democracia; determinação para defender a Constituição; serenidade para não aceitar provocações daqueles que, sem argumentos, insistem em confundir a sociedade enquanto tentam fugir das suas responsabilidades.”
A nota diz que a oposição convocará os brasileiros para acompanhar os acontecimentos e que rechaça “com vigor" as ameaças de radicalismo, que "só têm como objetivo esconder a verdade e dividir o país”. A oposição convoca ainda a população para ocupar, no próximo dia 13, as ruas de todo o país "para permitir o reencontro do Brasil com seu futuro”. Os oposicionistas ressaltam que "é hora de exigir respeito ao Estado Democrático de Direito, que determina que nenhum brasileiro está acima das leis e da Constituição", e que todos, “sem exceção, devem responder pelos seus atos perante a justiça”.

“Os brasileiros têm direito de conhecer a verdadeira história do país, escondida, durante anos, pelas mentiras, pela manipulação e pela propaganda”, acrescenta a nota da oposição. Os partidos defendem ainda o rigor das investigações feitas pela Operação Lava Jato, dizendo que são “imprescindíveis para estabelecer a verdade e determinar a responsabilidade de todos os envolvidos" naquele que consideram "omaior escândalo de corrupção da história do país”.
Obstrução
O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse que os líderes da oposição na Câmara dos Deputados decidiram obstruir todas as votações da Casa até a instalação da comissão encarregada de analisar o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Segundo Aécio, a decisão  foi respaldada pela direção dos partidos de oposição no Congresso. “Vamos, a partir de segunda-feira (7), discutir os graves problemas brasileiros e permitir a instalação dessa comissão [do impeachment].”
Para o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), a crise nacional é o que há de mais importante para ser discutido agora. “Vamos obstruir as votações e exigir a instalação imediata da comissão do impeachment”. Imbassahy citou dois fatos relevantes ocorridos nesta semana, que servem de instrumento para pressionar pela instalação da comissão: o suposto acordo de delação premiada feito pelo ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral (PT-MS) e os fatos da Operação Lava Jato, que “hojem atinge diretamente o núcleo político responsável por tudo o que aconteceu no país.”



Juízes e procuradores rebatem Lula e negam viés político da Lava Jato

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) rebateram há pouco, por meio de nota, as críticas feitas pelo ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva de que a 24ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada hoje (4), foi “um show de pirotecnia”.
Para juízes e procuradores, as instituições responsáveis pela Operação Aletheia agiram dentro dos preceitos legais e sem violência ou desrespeito aos investigados. “Um sistema de Justiça isento e imparcial permanece sereno, equidistante e austero na aplicação igual da lei penal a toda espécie de infratores, e é isso que vem acontecendo em nosso país”, diz trecho da nota assinada pelo presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti.

“A Justiça Federal brasileira e os integrantes do Ministério Público, da Receita Federal e da Polícia Federal agiram nos estritos limites legais e constitucionais, sempre respeitando os direitos de ampla defesa e do devido processo legal, sem nenhuma espécie de abuso ou excesso. Logo, não se trata de espetáculo midiático”, reforçou Antônio César Bochenek, presidente da AJUFE.

Cavalcanti elogiou o trabalho da Força-tarefa da Lava Jato e descartou motivações políticas dos representantes do Ministério Público Federal, Polícia Federal e da Justiça envolvido nas investigações. “O que se viu hoje foi a ação de instituições democráticas, cumprindo, em nome da sociedade, seu dever de investigar práticas de crimes, sem olhar a quem e sem se deter diante de ninguém”, diz a nota.

O ex-presidente Lula foi incluído na Operação Aletheia, que apura possíveis irregularidades em pagamentos ao ex-presidente feitos por empresas investigadas na Lava Jato. A polícia investiga se os repasses foram realmente como doações e pagamento de palestras.
Logo nas primeiras horas da manhã, Lula foi levado de sua casa, em São Bernardo do Campo, na região do Grande ABC, sob um mandado de condução coercitiva, para o aeroporto de Congonhas, onde depôs por cerca de três horas.

À tarde, em entrevista coletiva na sede do PT, em São Paulo, Lula criticou a forma como foi desencadeada a operação. “Não precisaria levar uma coerção à minha casa, dos meus filhos. Não precisava, era só ter me comunicado. Antes dele [promotor do Ministério Público Estadual], fazíamos a coisa correta nesse país. Lamentavelmente, preferiam usar a prepotência, a arrogância, o show de pirotecnia. É lamentável que uma parte do Judiciário esteja trabalhando com a imprensa", criticou Lula.

Para o presidente da ANPR, o funcionamento das instituições não deve ser confundido com questões de cunho político ou midiático. “A condução coercitiva é instrumento de investigação previsto no ordenamento e foi autorizada, no caso do ex-presidente Lula, de forma justificada e absolutamente proporcional, para ser aplicada apenas se o investigado eventualmente se recusasse a acompanhar a autoridade policial para depoimento penal”, argumentou Cavalcanti em nota. 



Integrantes da força-tarefa da Lava-Jato dão detalhes da Operação Aletheia: glo.bo/1RN19VN

Delcídio tira mais 15 dias de licença médica


Senador Delcídio do Amaral (Wilson Dias/Agência Brasil)
Prazo da nova licença do senador Delcídio do Amaral começa a contar terça-feira Arquivo/Agência Brasil
O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) apresentou novo pedido de afastamento por licença médica à Mesa Diretora do Senado. Delcídio, que já está afastando para fazer exames, pediu mais 15 dias, contados a partir de terça-feira (8), quando venceria a licença atual.
O parlamentar ficou quase 90 dias e foi solto no último dia 18, sob condição de fazer recolhimento domiciliar, podendo sair de casa apenas para trabalhar no Senado. Delcídio nem chegou a retornar à Casa legislativa, porque apresentou o pedido de licença médica logo em seguida.
Agora, a expectativa é que Delcídio do Amaral retorne ao Senado a partir do dia 23 deste mês. Enquanto isso, corre contra ele o processo de análise de uma representação no Conselho de Ética da Casa, que pode resultar na abertura de processo de cassação de seu mandato.

Nesta sexta-feira, após tomar conhecimento de notícias de que o senador teria fechado acordo de delação premiada com a justiça, o advogado Gilson Dipp, que era um dos responsáveis pela defesa de Delcídio no conselho, deixou a causa.
Delcídio do Amaral foi preso sob acusação de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Ele ofereceu R$ 50 mil por mês e um plano de fuga para que o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró não fechasse acordo de colaboração com o Ministério Público. O filho de Cerveró gravou a conversa e entregou o áudio à Justiça, o que resultou na prisão em flagrante do senador. Segundo reportagem veiculada ontem (3) pela revista IstoÉ, Delcídio teria dito em delação que tomou a iniciativa a pedido do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.