“Não existe risco de pandemia”, afirma ministro da Saúde sobre casos de hantavírus

 Ministro Alexandre Padilha comentou sobre confirmação de casos da doença no Paraná durante agenda em Porto Alegre



Após a confirmação de dois casos de hantavírus no Paraná, o ministro da Saúde Alexandre Padilha afirmou que não há risco de pandemia da doença e que o Brasil está preparado para atender pacientes infectados com o vírus. Ele comentou sobre a situação durante uma agenda de entregas e inaugurações em Porto Alegre e Canoas, nesta sexta-feira.


Padilha reforçou que a doença é conhecida, não sendo considerado como “algo novo” pela saúde. Além disso, ele afirmou que o país possui estruturas de referência para atender pacientes infectados pelo vírus.


“Estamos extremamente preparados, tanto em relação aos casos que não são do Brasil, como esses do Paraná, como os com transmissão aqui. Não existe nenhum alerta de risco de pandemia ou de crescimento dessa infecção. O que estamos registrando está dentro da série histórica”, disse o ministro.

Ele explicou que o hantavírus é uma doença relacionada com a infecção respiratória a partir do contato com urina e fezes de roedores. Os dois casos confirmados no Paraná, de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, foram registrados em Pérola d'Oeste e Ponta Grossa. Além deles, outros 11 casos seguem em investigação.


O alerta com relação à doença surgiu após casos e mortes registrados em um cruzeiro que pariu da Argentina em direção a Cabo Verde, na África. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reiterou que o risco do hantavírus para população é mínimo.


Vacinas para gripe e covid

Na visita à Capital, Padilha falou também do envio de vacinas para o Rio Grande do Sul por parte do Ministério da Saúde. Pela segunda vez em 2026, Porto Alegre ficou sem doses disponíveis para a vacinação contra a Covid-19 para o público adulto. Apesar disso, o ministro afirmou que foram encaminhadas 350 mil doses para o RS.


“A quantidade que encaminhados é o suficiente para garantir a vacinação dentro daquilo que está sendo registrado. Mas queremos apresentar também uma proposta aos secretários estaduais para que a gente possa encaminhar (as remessas) direto para a Capital, para as estruturas estaduais distribuírem entre os municípios. Assim, poderemos atingir mais rápido a Capital, que tem um ritmo de vacinação maior. Para nós, quando mais pessoas vacinadas, melhor”, completou.


Correio do Povo

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