EUA mantêm investigação contra Brasil e China e ampliam tarifas

 


O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, anunciou que seguirá com as investigações comerciais contra Brasil e China com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento que permite retaliar práticas consideradas desleais.

Contexto da decisão

  • A medida foi comunicada em 20 de fevereiro, após a Suprema Corte dos EUA derrubar tarifas globais de longo prazo impostas anteriormente.

  • O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) afirmou que as apurações continuam e que tarifas poderão ser aplicadas caso sejam confirmadas irregularidades.

Novas tarifas

  • O governo norte-americano reforçou uma sobretaxa temporária de 10% sobre todos os artigos importados, com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974.

  • No dia seguinte, 21 de fevereiro, Trump anunciou em rede social que a tarifa seria elevada para 15%, com efeito imediato.

Brasil na mira

  • O Brasil passou a ser investigado em 2025, quando exportações foram atingidas por tarifas de até 50%.

  • Os EUA alegam práticas desleais relacionadas a:

    • comércio digital e serviços de pagamento eletrônico (incluindo o Pix),

    • tarifas preferenciais,

    • proteção da propriedade intelectual,

    • acesso ao mercado de etanol,

    • desmatamento ilegal.

Próximos passos

  • O governo brasileiro ainda não se pronunciou sobre o aumento das tarifas nem sobre a continuidade das investigações pela Seção 301.

Esse movimento reforça a estratégia de Trump de manter pressão comercial sobre países considerados concorrentes, mesmo após decisões contrárias da Suprema Corte.

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