Caso Tairone: ex-PM deixa unidade militar e é conduzido à PECAN

 Transferência do condenado pelo homicídio do boxeador atende pedido do MPRS


Após novo recurso interposto pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), a Justiça determinou que o ex-policial militar condenado pelo homicídio do boxeador Tairone Luis Silveira da Silva, ocorrido em Osório, cumpra pena em penitenciária comum. A decisão garante o cumprimento da pena em estabelecimento prisional civil, afastando a permanência do condenado em unidade militar, em um caso de grande comoção da comunidade no Litoral Norte.


O agravo em execução foi apresentado pela promotora de Justiça Fabiane Rios, que atua na Vara de Execuções Criminais de Osório. Em 29 de abril de 2026, a 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) deu provimento ao recurso do MPRS, determinando a imediata remoção do apenado para estabelecimento prisional adequado ao regime imposto. Em cumprimento à decisão, o condenado foi transferido em 5 de maio para a Penitenciária Estadual de Canoas (PECAN).


Na manifestação, o Ministério Público sustentou que o crime não foi praticado no exercício da função policial e que o condenado, já exonerado da Brigada Militar, não possui direito ao cumprimento da pena em presídio militar. Também foram afastados pedidos da defesa que buscavam a manutenção em unidade especial ou outras formas alternativas de custódia.


O ex-PM foi condenado pelo Tribunal do Júri em 2019, por homicídio duplamente qualificado, em crime ocorrido em 2011, que vitimou o jovem boxeador Tairone e gerou forte comoção na comunidade. Após recursos apresentados pelo MPRS para assegurar a execução da condenação, ele foi preso em 2025, e o processo seguiu para a fase de execução penal.


Correio do Povo

Pré-lista do Paraguai para Copa do Mundo tem dois jogadores do Grêmio e dois ex-Inter

 Villasanti e Balbuena podem ser convocados, assim como os meias Maurício e Óscar Romero


Como parte do protocolo da Copa do Mundo, todas as seleções participantes do torneio enviaram à Fifa uma lista com 55 atletas que podem estar na convocação oficial do torneio. Na lista do Paraguai, segundo a imprensa do país, estão quatro nomes conhecidos da dupla Gre-Nal: o zagueiro Fabián Balbuena, o volante Mathías Villasanti, ambos do Grêmio, e os meias Maurício e Óscar Romero, que já atuaram pelo Inter.


Balbuena, que ganhou destaque no Tricolor com a implementação do esquema com três zagueiros, defendeu o país ao longo das eliminatórias para a Copa do Mundo. Ele tem 48 jogos e dois gols pelo Paraguai. Caso esteja na lista final, essa será sua primeira Copa do Mundo.


Villasanti, por outro lado, era titular da seleção paraguaia até romper o ligamento cruzado anterior e sofrer uma lesão no menisco, em agosto do ano passado. Ainda em processo de recuperação, o jogador ainda não voltou a atuar pelo Grêmio.

Brasileiro com raízes paraguaias

O meia Maurício, que se destacou pelo Inter entre 2021 e 2023, se naturalizou parafuaio em fevereiro deste ano. Em março foi convocado pela primeira vez, participando dos amistosos da seleção contra a Grécia e o Marrocos.


O jogador do Palmeiras é neto de uma paraguaia e o pai, apesar de ter nascido no Brasil, se criou no país vizinho.


Óscar Romero, que atuou pelo Colorado em 2025, também aparece na lista.


Correio do Povo

Cabo Verde: a história e a alma de um país feito de mar, vento e mistura

 


Onde fica e como é
Cabo Verde é um país-arquipélago no meio do Atlântico. São 10 ilhas vulcânicas, 9 delas habitadas, espalhadas numa área de 4.033 km². Ficam entre 600 e 850 km da costa do Senegal, bem na ponta oeste da África. Junto com Açores, Canárias, Madeira e Selvagens, faz parte da Macaronésia.

As ilhas se dividem em dois grupos que todo cabo-verdiano conhece de cor:

  • Barlavento, ao norte: Santo Antão, São Vicente, Santa Luzia - desabitada -, São Nicolau, Sal e Boa Vista.
  • Sotavento, ao sul: Maio, Santiago, Fogo e Brava.

O ponto mais alto do país é o Pico do Fogo, um vulcão ainda ativo com 2.829 m. A última erupção foi em 2014. A paisagem muda muito: de salinas enormes no Sal e Maio, a montanhas verdes cortadas por ribeiras em Santo Antão e Santiago, até praias de areia branca na Boa Vista.

Clima: sol, vento e pouca chuva
Cabo Verde tem basicamente duas estações: "as-águas", de agosto a outubro, quando pode chover - mas a chuva é irregular e às vezes nem aparece; e "as-secas", de dezembro a julho, tempo das brisas. A Corrente das Canárias deixa a temperatura agradável o ano todo: entre 20°C e 25°C. A água do mar varia de 21°C em fevereiro a 25°C em setembro. O vento é constante. Quando vem o harmatão do Saara, traz a "bruma seca" e até fecha aeroportos.

De onde vem o nome
O nome não nasceu nas ilhas. Em 1444, navegadores portugueses avistaram o Cabo Verde, no Senegal. Anos depois, quando acharam o arquipélago, batizaram com o mesmo nome. Desde 2013, a ONU usa só "Cabo Verde", sem traduzir.

História: do vazio à independência
Até o século XV, ninguém morava ali. Os portugueses chegaram por volta de 1460 e começaram a povoar Santiago e Fogo. A localização era perfeita: no meio das rotas do Atlântico. A Ribeira Grande, em Santiago, virou um grande entreposto do comércio de pessoas escravizadas. Isso trouxe riqueza nos séculos XVI e XVII, mas também piratas e corsários.

Quando o tráfico foi proibido em 1876, a economia desabou. Veio a pobreza, a fome. Entre 1941 e 1948, as secas mataram mais de um terço da população e Portugal não ajudou. Muita gente emigrou.

A luta pela independência se juntou à da Guiné-Bissau. Em 1956 nasceu o PAIGC, com Amílcar Cabral na liderança. Diferente da Guiné, não houve guerra em Cabo Verde. A pressão foi política. Depois da Revolução dos Cravos em Portugal, em 25 de abril de 1974, o processo acelerou. Em 5 de julho de 1975, Cabo Verde virou independente, na cidade da Praia.

De 1975 a 1990, o PAICV governou sozinho. Em 1991, vieram as primeiras eleições multipartidárias. Desde então, o país é uma das democracias mais estáveis da África.

Quem é o povo cabo-verdiano
São cerca de 550 mil pessoas vivendo nas ilhas, mas há mais cabo-verdianos fora do que dentro. Estados Unidos e Portugal têm as maiores comunidades da diáspora. O povo é resultado da mistura: africanos, europeus - principalmente portugueses -, e também judeus do Norte da África. Não existem etnias em Cabo Verde. O que existe é crioulo, cultura própria.

A população é jovem: 40% tem menos de 14 anos. A expectativa de vida é a mais alta da África continental junto com Tunísia e Líbia - 75 anos no geral, 79 para mulheres e 71 para homens. A mortalidade infantil caiu de 110‰ em 1975 para 20‰ em 2004.

Fé, língua e identidade
72,5% são católicos. Mas tem Igreja do Nazareno, Adventistas, Mórmons, Testemunhas de Jeová, muçulmanos, bahá’ís e judeus. A liberdade religiosa é total.

A língua oficial é o português - usado na escola, no governo, nos jornais. Mas a língua do coração é o crioulo cabo-verdiano, o "kriolu". Cada ilha tem seu jeito de falar. O crioulo está sendo padronizado para virar segunda língua oficial. Francês e inglês também são ensinados nas escolas.

Como o país se organiza
Cabo Verde é uma república semipresidencialista. O presidente é eleito por 5 anos. O primeiro-ministro comanda o governo. A Assembleia Nacional tem 3 partidos principais: MpD, PAICV e UCID. Em 2012, ficou em 26º no Índice de Democracia mundial.

São 22 concelhos espalhados pelas 9 ilhas habitadas. Praia, em Santiago, é a capital e maior cidade. Mindelo, em São Vicente, vem em segundo e é considerada a capital cultural.

Economia: sem recursos, mas com criatividade
Cabo Verde não tem grandes riquezas minerais. Sofre com seca crônica. A agricultura só cobre 10% do que o país consome. Então, a saída foi o setor de serviços: 80% do PIB vem dali. Turismo é o que mais cresce, principalmente no Sal e na Boa Vista.

Pesca, café, banana e cana-de-açúcar também ajudam, mas em pequena escala. As remessas dos emigrantes são vitais. Portugal é parceiro chave: ajudou a indexar o escudo cabo-verdiano ao euro.

Em 2007 entrou na OMC. Em 2008, deixou de ser considerado "subdesenvolvido" e passou a "renda média". Santiago responde por mais de metade do PIB. Depois vem São Vicente e Sal.

Infraestrutura que conecta ilhas
Para vencer o mar entre as ilhas, Cabo Verde investiu pesado em aeroportos. São 4 internacionais: Amílcar Cabral no Sal, Nelson Mandela na Praia, Aristides Pereira na Boa Vista e São Pedro em São Vicente. Barco também rola, mas avião é mais usado. Dentro das cidades, tem autocarros e táxis.

Na saúde, são 6 hospitais regionais e vários centros de saúde. A taxa de HIV é baixa. Na educação, o ensino primário é obrigatório e gratuito dos 6 aos 14 anos. 90% dos adultos são alfabetizados. A Universidade de Cabo Verde é a principal instituição de ensino superior.

Cultura: o terceiro elemento
Cabo Verde não é África + Europa. É outra coisa. Uma cultura nova, nascida da mistura de 500 anos.

Música
É o que o país tem de mais famoso. Morna, coladeira, funaná, batuque. Cesária Évora, a "diva dos pés descalços", levou a morna para o mundo. Bana, Ildo Lobo, Travadinha são outros nomes gigantes. Hoje, Mayra Andrade, Lura e Sara Tavares continuam o legado. O Carnaval de Mindelo é tão forte que chamam a cidade de "Brazilim".

Comida
A base é milho, feijão, arroz e peixe. O prato nacional é a cachupa: um cozido lento de milho, feijão, carne ou peixe. O pastel, recheado, é o aperitivo de todo dia. Fruta tem sempre: banana, papaia, manga na época.

Desporto
Basquetebol é o que mais deu alegria: bronze no Afrobasket de 2007. Walter Tavares chegou à NBA e hoje brilha no Real Madrid. Futebol também cresce: os "Tubarões Azuis" já foram a 4 Campeonatos Africanos e sonham com a Copa do Mundo de 2026. E tem o mar: windsurf e kitesurf são tradição. A ilha do Sal recebe etapa da Copa do Mundo de Kite-Surf. Mitu Monteiro foi campeão mundial em 2008.

Cinema
O documentário "Tchindas", sobre o Carnaval de São Vicente, ganhou prêmio no Outfest de Los Angeles em 2015.

Cabo Verde hoje
É um dos países mais desenvolvidos e democráticos da África. Sem grandes recursos naturais, apostou nas pessoas, na estabilidade e na cultura. Tem problemas, claro: seca, dependência de importação, desemprego. Mas tem também uma diáspora forte, um crioulo que une todo mundo e uma música que ninguém esquece.

Como dizem por lá: Cabo Verde não é um país pobre. É um país sem recursos, mas rico de gente.

Ator de “Ted Lasso” jogará profissionalmente por clube dos EUA

 Ator Cristo Fernández interpretou o jogador Dani Rojas em seriado


O ator mexicano Cristo Fernández, que interpreta o jogador Dani Rojas na série “Ted Lasso”, jogará profissionalmente pelo El Paso Locomotive, dos Estados Unidos. O clube texano disputa a USL Championship, competição de nível inferior à MLS, liga que tem o Inter Miami de Lionel Messi como atual campeão.


A própria equipe de El Paso, na fronteira com Ciudad Juárez (México), anunciou nesta terça-feira (12) a contratação de Fernández, de 35 anos, que joga como atacante e vinha treinando em período de testes a dois meses. "Cristo é um grande reforço para o nosso elenco, sendo mais uma arma para o nosso ataque”, afirmou o técnico Junior González em comunicado. “Sua paixão pelo futebol e suas qualidades de liderança no vestiário vão nos ajudar a continuar desenvolvendo a cultura positiva que buscamos como clube”, acrescentou González.


Fernández competiu na categoria juvenil pelo Tecos FC, do México, até que uma lesão o afastou dos gramados quando tinha 15 anos. Posteriormente, entrou para o mundo da atuação e alcançou a fama com o personagem Dani Rojas, famoso pelo bordão "Football is life!” ('O futebol é vida!') e atacante do fictício AFC Richmond, treinado por Ted Lasso.


A popular série da Apple TV estreará sua quarta temporada em agosto, depois da Copa do Mundo na América do Norte. "Sou extremamente grato ao El Paso Locomotive FC (...) por me abrir as portas e me dar a oportunidade de competir desde o primeiro dia”, afirmou Fernández. “O futebol sempre foi uma parte enorme da minha vida e da minha identidade, e não importa para onde a vida me levasse, o sonho de competir profissionalmente nunca saiu do meu coração”, disse o ator.


AFP e Correio do Povo

Cavalo Caramelo ganhará monumento em Canoas

 Escultor visitou universidade para conhecer o animal símbolo das enchentes



A Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, na Região Metropolitana, recebeu nesta terça-feira, a visita do escultor Ranilson Viana, responsável pela criação de uma obra em homenagem ao cavalo Caramelo, símbolo das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024.


O artista esteve no campus para conhecer de perto o animal que inspirará a escultura monumental, prevista para ter quatro metros de altura. A peça será instalada próxima da BR-386, no município de Estrela, e a expectativa é de que fique pronta nos próximos meses.


Durante a visita, o escultor acompanhou a rotina de Caramelo, que atualmente vive sob cuidados do Hospital Veterinário da Ulbra, onde recebe acompanhamento especializado desde o resgate. O artista esteve acompanhado da prefeitacde Estrela, Carine Schwingel.


Caramelo ganhou destaque nacional ao permanecer ilhado sobre um telhado durante as enchentes em Canoas, em uma imagem que mobilizou o país e passou a representar a resistência e a resiliência do povo gaúcho diante da tragédia climática. Após o resgate, o cavalo foi acolhido pela Ulbra e, desde então, tornou-se um dos principais símbolos do período.


Além do cuidado veterinário, o animal passou a integrar o cotidiano da universidade, recebendo visitas guiadas e conquistando milhares de pessoas também pelas redes sociais (@cavalocaramelo.oficial), onde sua rotina é compartilhada em conteúdos que mostram sua qualidade de vida no campus.


A visita do escultor reforça o impacto que a história de Caramelo segue tendo dois anos após as enchentes, transformando o cavalo em um símbolo permanente de superação, solidariedade e memória coletiva do Rio Grande do Sul.

Correio do Povo

Oceano da segurança

 Diálogo em Portugal coincide com a divulgação de uma pesquisa mostrando que quase 70 milhões de brasileiros já tiveram contato com o crime

Por Alexandre Garcia

O recepcionista do hotel em Amarante, no norte de Portugal, na intenção de ser amistoso, ao ver meu endereço, perguntou: “Em Brasília também é perigoso?”. Expliquei que não, pelos padrões brasileiros, mas muito perigosa pelos padrões portugueses. Mencionei cidades brasileiras que são bem mais perigosas que a capital federal, mas não era necessário. Ele já sabia porque convive com brasileiros que trabalham no ramo hoteleiro de Portugal e revelam porque vieram viver em terras lusitanas. Sempre é para fugir dos perigos por que já passaram no Brasil.


O diálogo coincide com a divulgação de uma pesquisa Datafolha no Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostrando que quase 70 milhões de brasileiros já tiveram contato com o crime; que 41% das mulheres e 30% dos homens já não saem à noite por medo. Que o maior pavor é com vigarices digitais, assalto à mão armada e receber um tiro na rua. Entre as mulheres, 82% temem agressão sexual. Imagine o pavor das mães em relação às suas crianças.


Há dias, em Lisboa, encontrei um casal de Fortaleza que se mudou para Portugal depois de sequestro com assassinato. Contaram-me que seus filhos pequenos estão aprendendo a andar na rua, para irem à escola sozinhos – como todos íamos na minha geração. As crianças tiveram que perder o medo de andar na calçada, brincar no parque público. No mesmo dia, recebíamos amigos e, quando eles saíram, vimos que havia uma mochila do lado de fora da porta. A arrumadeira, que trabalharia no dia seguinte, não quis perturbar-nos e deixou lá a mochila. Já estava acostumada com a segurança de seu novo país, depois de ter deixado Pernambuco após o quinto assalto.


O vizinho que me visitava, às vezes, divide comigo um café no quiosque da esquina. Certa vez deixou por lá a carteira, com dinheiro e cartões. Ninguém levou. O mesmo aconteceu com uma sacola de compras que minha mulher deixou na calçada, diante do Museu Fernando Pessoa. Só lembrou cinco quadras à frente, quando tomávamos café numa mesa de calçada, sobre a qual ficam nossos celulares, enquanto passa muita gente de bicicleta rente às mesas. Ela voltou para buscar a sacola, que estava no mesmo lugar onde a deixara. Lisboa tem poucas garagens nos prédios centenários. Os carros ficam na rua. Carros arrombados ou vidros quebrados são exceção.


Como viram, fiz também a minha pesquisa e lamento constatar que o medo de brasileiros no Brasil é medo de outros brasileiros. Inclusive daqueles que a Itália classifica como máfia e os americanos como terroristas narcotraficantes. Os governantes usam muito a palavra soberania, mas as organizações criminosas exercem domínio em rios e pistas aéreas da Amazônia e em áreas do Rio de Janeiro e outras cidades. O estado brasileiro desrespeita a Constituição que estabelece que segurança pública é dever do estado. A Constituição acrescenta que é responsabilidade de todos, mas o estado tudo faz para impedir que as pessoas se protejam convenientemente. Pelo que vejo em Portugal, a proteção que conseguem é a barreira do Oceano Atlântico. E o presidente acha que a solução é criar mais um ministério.


Correio do Povo

Fórum Destinos RS encerra primeira edição com debate sobre inovação, investimentos e futuro do turismo gaúcho

 Encontro destacou o potencial do Rio Grande do Sul para ampliar e diversificar o turismo



O turismo do Rio Grande do Sul esteve no centro das discussões durante o Fórum Destinos RS, promovido pelo Correio do Povo, nesta semana, em Porto Alegre. Reunindo empresários, especialistas, gestores públicos e representantes do trade turístico, o encontro consolidou temas que devem pautar o desenvolvimento do setor nos próximos anos: turismo de experiência, novos investimentos, viagens femininas, infraestrutura e o potencial do Estado para avançar em segmentos ainda pouco explorados, como o turismo de luxo.


Ao longo do dia, no Centro de Convivência do CIEE-RS, os painéis conectaram diferentes áreas do setor e reforçaram uma percepção comum entre os participantes: o turismo gaúcho vive um momento estratégico de transformação.


Colunista de turismo do Correio do Povo, Anelise Zanoni destacou que a proposta do evento foi justamente provocar um novo olhar sobre o turismo no Estado, fugindo dos roteiros tradicionais. “A gente pensou o evento com muito carinho, olhando para o desenvolvimento do turismo do Rio Grande do Sul como um todo. Falamos sobre novos empreendimentos e experiências diferentes, mostrando o quanto o Estado tem potencial para crescer”, afirmou ela, após o encerramento do evento, que reuniu mais de 250 participantes.


Segundo Anelise, um dos pontos mais marcantes do fórum foi a conexão entre os temas apresentados. “Ao mesmo tempo em que falamos de novos investimentos, também apareceu a necessidade de mais conectividade e de um aeroporto cada vez mais estruturado. Os assuntos foram se cruzando durante todo o evento”, observou.


A programação também colocou em pauta o turismo de luxo, segmento ainda em expansão no Rio Grande do Sul. “A gente ainda não tem esse mercado totalmente consolidado, mas temos um potencial enorme pelas nossas paisagens, pelas experiências exclusivas e pelas belezas naturais”, avaliou.


“O Rio Grande do Sul precisa desenvolver ainda mais seus potenciais turísticos e esse tipo de encontro funciona como um catalisador de ideias, investimentos e conexões”, o principal resultado do fórum foi reunir diferentes agentes do setor em um mesmo espaço de discussão e articulação. “O ponto alto foi justamente o conjunto da programação”, ressaltou João Muller, diretor de Comercialização e Marketing do CP.


Ele também reforçou o papel do jornal como veículo de comunicação comprometido com o desenvolvimento econômico e social. “Nosso dever é ampliar essas pautas, dar voz ao trade turístico e mostrar tudo o que está sendo planejado para fortalecer o turismo gaúcho”, disse.


Perspectivas de novas edições


Presidente do Correio do Povo, Marcelo Dantas classificou a primeira edição do fórum como um marco para o setor e revelou que o sucesso já impulsiona novas edições. “Foi um evento extremamente positivo. O turismo vive um momento de transformação, com investimentos previstos e uma grande movimentação no setor. O Correio do Povo enxergou esse potencial e decidiu criar um espaço para discutir o futuro do turismo no Estado”, afirmou.


Dantas destacou ainda que o retorno recebido durante o evento confirmou a força do projeto. “A melhor notícia que tivemos foi a demanda por novas edições. Já surgiram pedidos para levar o Destinos RS para outras regiões do Estado e ampliar ainda mais esse debate”, contou.


Para ele, o Rio Grande do Sul ainda possui um potencial turístico subaproveitado. “O Estado tem uma força enorme no turismo e o nosso papel é ajudar a mostrar isso para os gaúchos, para o Brasil e para o mundo”, concluiu.


O evento foi realizado pelo Correio do Povo, com patrocínio de Governo do RS, Sicoob e Prefeitura de Capão da Canoa e com apoio do CIEE-RS.

Correio do Povo

Grêmio define data para o retorno de Arthur

 Volante se recupera de lesão muscular na coxa direita


Um dos principais jogadores do Grêmio, Arthur tem data para voltar a atuar. Conforme planejamento do clube, o volante deverá estar em campo diante do Santos, no dia 23 de maio, na Arena. Dessa forma, o camisa 8 ainda vai ficar fora das partidas contra o Confiança (dia 14/05 – Copa do Brasil), Bahia (dia 17/05 – Brasileirão) e Palestino (dia 20/05 – Sul-Americana).


O meio-campista se recupera de uma lesão muscular de grau 1 na coxa direita. A contusão foi sofrida no empate com o Palestino por 0 a 0, em Santiago, no dia 29 de abril. Conforme divulgado pelo Tricolor, a previsão de retorno era de duas a três semanas.


Para evitar uma nova lesão, o Grêmio trata o retorno de Arthur com cautela. Por isso, a projeção é de que o meio-campista volte a jogar somente três semanas e meia após ser diagnosticado com a lesão. Ele deve retomar os treinos sem restrições ainda nesta semana.


Correio do Povo

Adjetivos gentílicos estrangeiros

 Afeganistão: afegão

África do Sul: sul-africano

Argélia: argelino ou argeliano

Bagdá: bagdali

Bálcãs ou Balcãs: balcânico (prefira a pronúncia em que a sílaba tônica é bál)

Bélgica: belga

Bogotá: bogotano

Buenos Aires: portenho

Bulgária: búlgaro

Cabo Verde: cabo-verdiano

Cairo: cairota

Camarões: camaronês

Caracas: caraquenho

Catalunha: catalão

Congo: congolês

Costa Rica: costa-riquense, costa-riquenho ou costa-ricense

Croácia: croata

El Salvador: salvadorenho

Estados Unidos: norte-americano, estadunidense ou americano

Etiópia: etíope

Filipinas: filipino

Galícia: galego

Genebra: genebrino

Guatemala: guatemalteco

Guiné: guinéu

Honduras: hondurenho

Iêmen: iemenita

Índia: indiano

Iraque: iraquiano

Israel: israelense

Lima: limenho

Madri: madrilenho

Milão: milanês

Mônaco: monegasco

Mongólia: mongol

Nigéria: nigeriano

Nova Zelândia: neozelandês

País de Gales: galês

Panamá: panamense ou panamenho

Patagônia: patagão

Pequim: pequinês

Porto Rico: porto-riquenho ou porto-riquense

Rio da Prata: platino

Romênia: romeno

Somália: somali

Tunísia: tunisiano

Veneza: veneziano

Vietnã: vietnamita

Zaire: zairense


Agência Senado

Presidente da CBF se esquiva sobre Neymar na Copa e confirma conversas para renovar com Ancelotti

 Samir Xaud confia na Seleção Brasileira para buscar o hexa da Copa do Mundo



O presidente da CBF, Samir Xaud esteve no Beira-Rio, nesta terça-feira, e participou de uma entrevista coletiva antes do jogo do Inter contra o Athletic-MG pela Copa do Brasil. Entre os diversos assuntos abordados, o mandatário da entidade foi questionado se levaria Neymar para a Copa do Mundo, mas preferiu se esquivar. Ele deixou a decisão nas mãos de Carlo Ancelotti, reforçando a confiança nos jogadores que forem convocados para representar a Seleção Brasileira.


“O torcedor não e técnico e o presidente também não. Tenho certeza que a comissão tem autonomia total para tomar essa decisão. Temos um excelente profissional à frente da seleção. Nada mais justo que isso seja da responsabilidade dele. Tenho certeza que os 26 escolhidos vão estar prontos para trazer o hexa”, afirmou.


Com contrato se encerrando após o Mundial, Ancelotti é uma prioridade da CBF para o próximo ciclo. Saud confirmou que conversas já acontecem para o técnico italiano seguir à frente da Seleção nos próximos quatro anos.


"A intenção é renovar até 2030. Estamos em reta final de últimos ajustes. Queremos dar sequência e tempo ao trabalho. Que ele possa deixar um legado para a nossa Seleção. Não acredito em trabalho num espaço curto de tempo. Temos o técnico mais vencedor do mundo. É a primeira Seleção que ele treina e é a Seleção mais vendedora de todas”, explicou.

Confira, abaixo, mais trechos da coletiva:


Mudanças no calendário

“Todas essas mudanças foram com dois pilares. Aliviar os clubes grandes e fomentar as bases do futebol brasileiro. Tinham vários clubes que não tinham calendário e, com essas mudanças, hoje é possível esses clubes jogares campeonatos nacionais pela primeira vez. Está longe do que a gente espera, mas essas mudanças acontecem e tem uma programação para cada ano estar melhorando. Esperamos que em 2028 esteja mais próximo do que idealizamos.”


Competitividade do futebol brasileiro

“É uma responsabilidade de cada clube para gerir. É algo muito particular. Nem sempre que tem gasta mais vence. Nem sempre quem tem o melhor elenco vence. Os outros clubes têm que correr atrás para bater aqueles que são melhores estruturados.”


Título do Inter em 2005

“É uma questão jurídica. A CBF vai sancionar ou não de acordo com a decisão. Aguardamos a questão judicial ser decidida. Nós vamos ver. Mas precisamos de um parecer da Justiça. Até porque o Inter entrou na Justiça. Nós avaliamos o conjunto, esperamos primeiro a justiça para depois tomar as providências cabíveis.”


Padronização dos gramados no Brasil

“Na verdade, a Fifa não proíbe (grama sintética). Mas isso é uma discussão que é preciso primeiro ter uma liga única. É uma discussão mais delicada. Sabemos que tem clubes com grama sintética, que usufruem disso para questões financeiras. Achamos que isso vai ser melhor discutido quando tivermos uma liga única.”


Seleção e Brasileirão em jogos de videogame

"O game é uma coisa que liga esses jovens que não conseguiram ver a Seleção ser campeã. A CBF fez questão de reinvestir nisso. É uma forma de trazer esses jovens para ter contato com a Seleção. Agora, pretendemos colocar o Campeonato Brasileiro, mas é um assunto mais amplo e já estamos discutindo com os clubes.”


Fair Play Financeiro

“Todos estão dentro desse fair play financeiro. A intenção é deixar o nosso futebol autossustentável e sem dúvidas. Os clubes são os maiores interessados e precisam procurar saídas. A CBF deu prazo para todos esses clubes se adaptarem. A partir de agora só gasta o que arrecada. Caso contrário, pode receber punições dentro do fair play financeiro.”


Fomentação da base

“Já iniciamos um grupo de trabalho em relação à base. De que forma a CBF, junto dos clubes, pode ajudar nessa questão. A gente faz questão de criar a vários mãos. Criamos o grupo de trabalho com essa intenção. E começar a trabalhar mais próximo dos clubes.”

Correio do Povo