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Por que um país simplesmente não liga as impressoras do Banco Central para imprimir mais dinheiro e salvar a economia? Isso, na verdade, pode gerar inflação brutal e até colapso total
A ideia de resolver problemas econômicos apenas ligando as impressoras do banco central sempre volta ao debate. À primeira vista, parece uma solução simples: se falta dinheiro, basta criar mais. No entanto, a realidade mostra que essa prática não gera riqueza verdadeira e costuma terminar em crises graves.
Dinheiro não é riqueza em si
O valor do dinheiro está no que ele pode comprar. Notas e moedas só funcionam porque representam a possibilidade de trocar por produtos ou serviços úteis.
Quando um governo decide imprimir mais papel, a quantidade de bens disponíveis continua a mesma.
Portanto, não surgem novas casas, empregos ou alimentos só porque mais cédulas estão circulando. O resultado inicial é apenas um aumento da procura por mercadorias, já que mais pessoas têm recursos na mão.
O efeito passageiro da demanda
Esse impulso extra de consumo até pode estimular empresas a produzir mais no começo. O movimento é explicado pelo modelo de oferta e demanda: quando cresce a procura, há tentativa de atender ao mercado.
Mas o efeito logo perde força. À medida que os preços sobem, salários e custos de produção também aumentam.
A economia retorna ao mesmo ponto de antes, só que com tudo mais caro. Em outras palavras, há inflação sem ganho duradouro.
Inflação corrói o poder de compra
Esse é o ponto central: imprimir dinheiro cria apenas uma sensação temporária de crescimento. A longo prazo, cada moeda passa a valer menos porque há mais notas disputando a mesma quantidade de produtos.
O impacto aparece nos preços básicos do dia a dia. Um pão que custava R$ 1 pode passar a valer R$ 2, R$ 5 ou até valores muito mais altos em situações extremas. A inflação atinge com força os mais pobres, que têm menos formas de se proteger.
Emissão controlada em casos específicos
Alguns especialistas reconhecem que, em momentos de recessão, a emissão limitada de moeda pode ajudar.
Bancos centrais, quando atuam de forma responsável, usam essa ferramenta para conter crises e reaquecer investimentos.
Ainda assim, trata-se de um recurso temporário e que exige cuidado. Se usado em excesso, o efeito muda de estímulo para distorção, criando vícios e dependência de soluções artificiais.
O risco de sustentar ineficiências
A Escola Austríaca de economia alerta para outro problema. Segundo essa visão, imprimir dinheiro para salvar empresas ou setores enfraquece a busca por eficiência.
Surge o chamado risco moral: companhias passam a depender de ajudas em vez de inovar e melhorar sua produtividade.
Além disso, ao interferir nos preços e juros, o governo atrapalha a alocação natural de recursos. Isso acaba reduzindo a inovação e atrasa o crescimento sustentável.
Lições deixadas pela história
O passado oferece provas contundentes. A Alemanha na República de Weimar, o Zimbábue nos anos 2000 e a Venezuela mais recentemente viveram o mesmo roteiro: imprimir dinheiro em excesso levou ao colapso.
Nesses contextos, a confiança na moeda sumiu. Pilhas de cédulas não compravam sequer produtos básicos.
Populações voltaram ao escambo ou adotaram moedas estrangeiras para sobreviver. A promessa de prosperidade se revelou uma ilusão cara.
Crescimento verdadeiro exige produtividade
Portanto, a resposta à dúvida é simples: um país não pode enriquecer apenas imprimindo dinheiro. O máximo que acontece é um surto passageiro de consumo que se desfaz rapidamente, deixando para trás inflação e instabilidade.
A prosperidade real nasce de fatores como inovação, educação, aumento da produtividade e boa gestão dos recursos. Dinheiro pode facilitar trocas, mas não cria valor por si mesmo.
A ilusão do atalho econômico
No fim, apostar nas impressoras como solução é trocar o crescimento sólido por um alívio enganoso. E essa ilusão sempre cobra um preço alto, porque a conta chega com juros na forma de perda de confiança e empobrecimento coletivo.
Com informações de Nuseconomicssociety.
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Banco erra e deposita R$ 131 milhões em conta de homem — ele devolveu, mas quer R$ 13,1 milhões de recompensa e R$ 150 mil por danos morais
Antônio Pereira, de 59 anos, exige na Justiça 10% dos R$ 131 milhões devolvidos ao banco, além de indenização por danos morais
O caso que chamou a atenção do Brasil e do mundo em 2023 voltou a ganhar destaque. Antônio Pereira do Nascimento, motorista autônomo de 59 anos, morador de Palmas (TO), pede na Justiça uma indenização milionária contra o banco responsável por transferir, por engano, mais de R$ 131 milhões para sua conta.
Além de solicitar compensação por danos morais, ele reivindica 10% do valor devolvido, apoiando sua demanda em artigos do Código Civil.
O erro bancário que gerou repercussão nacional e internacional
O episódio ocorreu em junho de 2023. Antônio havia vendido um imóvel e, após a negociação, depositou o valor recebido em sua conta pessoal.
Em seguida, compareceu à agência bancária para transferir esse dinheiro para outra instituição financeira, também em conta de sua titularidade.
Ao realizar o procedimento no caixa presencial, tudo parecia normal. Ele saiu do banco com o comprovante da operação e só percebeu algo errado ao conferir o aplicativo em casa.
O saldo mostrava a quantia absurda de R$ 131.870.227, valor muito acima de sua realidade.
Assustado com o montante, Antônio primeiro buscou contato com o gerente do segundo banco, responsável por receber a transferência.
Em seguida, comunicou a falha ao funcionário da instituição que havia feito a operação.
No entanto, de acordo com a ação judicial, o retorno não foi tranquilo. Ele afirma ter sofrido pressão psicológica e até ameaças, como a alegação de que havia pessoas em frente à sua residência esperando a devolução.
Mesmo fora do horário de expediente bancário, o motorista conseguiu reverter a operação. Com ajuda do gerente da segunda instituição, a devolução foi concluída ainda no mesmo dia.
A ação judicial e os pedidos de Antônio
Passado o susto e a ampla exposição, Antônio ingressou com processo na 6ª Vara Cível de Palmas. Ele pede R$ 150 mil de indenização por danos morais, alegando abalos emocionais, constrangimentos e impactos diretos em sua vida pessoal.
Além disso, solicita 10% da quantia devolvida como forma de recompensa legal, totalizando R$ 13.187.022.
A defesa sustenta que o cliente foi tratado como criminoso, mesmo tendo agido corretamente e comunicado o erro imediatamente.
Alteração da conta pelo banco e constrangimentos
Outro ponto levantado na ação diz respeito às mudanças impostas pelo próprio banco. Segundo Antônio, a conta corrente foi reclassificada para categoria “Select” de forma unilateral, elevando tarifas e provocando incômodos financeiros.
Ele também aponta que a repercussão do caso gerou enorme exposição na mídia, tanto nacional quanto internacional. Para alguém simples e reservado, o impacto psicológico teria sido ainda mais forte.
O que diz a lei sobre casos semelhantes
A legislação brasileira prevê situações parecidas. O artigo 1.233 do Código Civil trata da chamada “descoberta”, determinando que quem encontra bem ou valor pertencente a outra pessoa deve devolver ou entregar às autoridades.
Já o artigo 1.234 assegura que quem devolve algo encontrado tem direito a recompensa. Essa compensação não deve ser inferior a 5% do valor restituído, além da cobertura de eventuais despesas relacionadas à guarda e ao transporte.
Argumentos da defesa e alegações do motorista
Os advogados de Antônio sustentam que o banco não poderia estornar o valor por meios próprios, já que o dinheiro havia sido transferido para uma conta em outra instituição.
A devolução, portanto, só poderia ocorrer por ação judicial ou administrativa junto ao Banco Central.
Eles reforçam que, por iniciativa própria, o motorista garantiu a devolução, demonstrando honestidade. Contudo, teria sido tratado de forma desrespeitosa e coagido por representantes da instituição.
Para a defesa, o episódio provocou medo e trauma no cliente, que passou a temer pela própria segurança e a de seus familiares.
Próximos passos e expectativa do julgamento
O processo segue em andamento e está sob análise da 6ª Vara Cível de Palmas. Ainda não há decisão judicial, mas a discussão promete abrir precedente importante sobre recompensas em casos de devolução de valores vultosos.
A história de Antônio mostra que, mesmo ao agir com correção, cidadãos podem enfrentar dificuldades diante de falhas bancárias.
O desfecho do caso será acompanhado de perto, porque envolve não apenas uma quantia milionária, mas também a interpretação de direitos previstos em lei.
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Lula autoriza governo a discutir fim da obrigatoriedade de autoescola para CNH
Próxima fase é a realização de um ciclo de audiências públicas pelo Ministério dos Transportes
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o governo a levar adiante a discussão sobre o fim da obrigatoriedade de aulas em autoescola para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A informação foi confirmada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho.
A próxima fase é a realização de um ciclo de audiências públicas pelo Ministério dos Transportes para discutir o assunto. Esse processo deve demorar mais 30 dias.
A autorização dada pelo presidente não foi para que o governo já leve adiante a partir de agora a proposta de acabar com a obrigatoriedade das autoescolas, mas para que o ministério responsável pelo tema abra o processo de debate.
O fim da obrigatoriedade das aulas é um dos temas que o ministro Renan Filho tem defendido nos últimos meses. A depender do modelo adotado, as aulas práticas e teóricas podem ser dadas por instrutores que tiverem autorização do governo federal para isso.
O Conselho Nacional de Trânsito é que estabelece as regras sobre o assunto. Apesar do fim da obrigatoriedade das aulas, as provas continuarão sendo obrigatórias para obter a CNH.
Estadão Conteúdo e Correio do Povo
CBF anuncia mudanças importantes no calendário do futebol brasileiro para 2026
Brasileirão começará em janeiro e final da Copa do Brasil será disputada em jogo único encerrando a temporada
Não será apenas a Copa do Mundo de 2026 que irá alterar o calendário do futebol brasileiro na próxima temporada. Nesta quarta-feira, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou mudanças importantes nos formatos e datas das competições, que deverão ser aplicadas nos próximos quatro anos.
De acordo com o presidente da entidade, Samir Xaud, o processo de elaboração do novo calendário foi amplamente debatido com clubes, federações e representantes do mercado do futebol. Entre as principais mudanças estão o início do Brasileirão em janeiro, a Copa do Brasil com final única encerrando a temporada e os Estaduais com um menor número de datas.
“Foi um trabalho coletivo, técnico e transparente. 2026 ainda será um ano de transição, mas toda caminhada precisa de um primeiro passo. Este primeiro passo será dado hoje”, afirmou Samir Xaud. Além disso, o principal objetivo é garantir mais equilíbrio ao calendário, oferecendo mais jogos à base da pirâmide do futebol brasileiro, e reduzir o número de partidas dos clubes da Série A.
Confira as principais mudanças:
- Campeonato Brasileiro:
A principal alteração é em relação ao início da competição, que começará no dia 28 de janeiro com previsão de encerramento no dia 2 de dezembro. Além disso, o torneio terá uma paralisação em função da Copa do Mundo, entre o dias 11 de junho a 19 de julho.
- Estaduais:
Os campeonatos terão uma redução considerável em 2026. Antes disputado em no máximo 16 datas, agora cada torneio terá no máximo 11. O início está previsto para 11 de janeiro e o término no dia 8 de março
- Copa do Brasil:
Competição que sofreu maiores alterações pela CBF. As cinco primeiras fases serão disputadas em jogo único e as equipes da Série A entrarão a partir da quinta fase. Oitavas, quartas e semifinais mantém o modelo de ida e volta. A final a ser disputada em jogo único, no dia 6 de dezembro, em sede a ser definida pela entidade. Também terá um aumento de 92 para 126 clubes em 2026 e 128 a partir de 2027
Para 2027, a expectativa é de que a CBF também consiga um maior intervalo entre as partidas das seleções nas Datas Fifa e o retorno das competições nacionais. Isso não ocorrerá em 2026 em função da Copa do Mundo, que exige uma pausa maior nos campeonatos.
Correio do Povo
Ganhador dos R$ 80 milhões da Mega-Sena em Porto Alegre faz resgate de prêmio
Bilhete premiado foi feito em lotérica do bairro Azenha
O ganhador (ou ganhadora) dos R$ 80 milhões da Mega-Sena já fez a retirada da premiação obtida a partir de uma aposta feita em Porto Alegre. O resgate foi feito nessa segunda-feira, mas só foi informado no final da manhã desta terça pela Caixa Econômica Federal.
A aposta simples foi feita em uma lotérica localizada no bairro Azenha. No total, o apostador faturou R$ 80.688.743,70 no concurso 2920.
Com o valor, é possível, por exemplo, adquirir dez unidades da Ferrari 12Cilindri, avaliada individualmente em R$ 7,9 milhões, ou 6.455 iPhones 17 Pro Max, ou ainda sete apartamentos de alto padrão, com quatro quartos, sete banheiros e quatro vagas de garagem no bairro Mont’Serrat, um dos mais luxuosos da Capital.
Em estimativas de aplicação, o valor da premiação aplicado na poupança, que tem o menor retorno, pode gerar em um mês R$ 532 mil. Após um ano, o ganho seria de R$ 6,5 milhões.
Usando o valor em CDBs de bancos médios, e considerando 110% de CDI, os R$ 80 milhões renderiam R$ 815 mil em um mês e mais de R$ 10 milhões em um ano.
Ponto da sorte
A proprietária da lotérica onde o prêmio saiu, Graciele Ardenghi, fez questão de comprar espumante em um supermercado próximo para celebrar com a equipe.
Contrariando a regra de que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, sua família, que é de lotéricos, e tem oito agências no Rio Grande do Sul e Paraná, recentemente já comercializou a sorte grande outras duas vezes.
No ano passado, uma das oito apostas vencedoras da Mega da Virada, um bolão de 50 cotas, foi feito em uma lotérica de Pinhais, no Paraná, que pertence ao pai de Graciele. Conforme a Caixa, na ocasião cada cota individual levou R$ 1.588.715,41. No começo deste ano, outra lotérica da família na mesma cidade paranaense levou perto de R$ 2 milhões na Lotofácil.
Correio do Povo
Câmara de Porto Alegre começa a debater Plano Diretor nesta quinta-feira
Comissão especial vai se encontrar para discutir sobre o plano de trabalho do grupo; mudanças na composição das temáticas também deverão ser pauta
A comissão especial do Plano Diretor de Porto Alegre vai voltar a se encontrar nesta quinta-feira para dar início aos trabalhos de discussão. As atividades do grupo estavam suspensas na espera do protocolo do projeto por parte da Prefeitura, que se deu no último dia 12 de setembro. Agora, o grupo se reunirá para começar a elaborar um plano de trabalho e debater mudanças na composição das temáticas.
A matéria está sendo adiada há cerca de cinco anos. Trata-se de um documento que estabelece as diretrizes e normas para o desenvolvimento da cidade no longo prazo. Em virtude disso, há grande disputa de interesses envolvendo o texto.
Na sessão de instalação da comissão, a oposição – alegando o desrespeito da proporcionalidade na divisão dos cargos – abandonou a reunião em protesto. Entretanto, informações dos bastidores indicam que o cenário pode mudar. O grupo é presidido por Idenir Cecchim (MDB), líder da base.
Articula-se a inserção dos não governistas nas temáticas ambiente natural e estrutura e infraestrutura urbana. Consideradas estratégicas, as sub-relatorias receberiam como seus revisores Giovani Culau (PCdoB) e Juliana de Souza (PT), respectivamente.
Correio do Povo
Dia Internacional do Idoso
Hoje é o Dia Internacional do Idoso e, por isso, manifestei durante sessão deliberativa da Comissão de Direitos Humanos (CDH) aqui do Senado, a qual presido, sobre a necessidade de estabelecermos normativos que garantam vistorias anuais nas casas de acolhimento dessa população.
Vídeo de Damares Alves
Parlamento Europeu recebe denúncia de tortura contra presos do 8 de janeiro
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