Fonte: https://youtube.com/shorts/EsucToyX4DI?si=M2VYAQ_E4Jj1LN1d
As principais notícias do dia. Política, economia, notícias internacionais, agronegócio e empreendedorismo.
| |||||
Medida provisória prevê pagamento de duas parcelas do salário mínimo para mais de 400 mil trabalhadores do Estado
A quarta visita do presidente Lula ao Rio Grande do Sul desde o início da tragédia climática buscou atender, parcialmente, aos pedidos de empresários, sindicatos e do governo estadual: a manutenção dos empregos. O anúncio mais esperado do dia foi feito em Arroio do Meio, no Vale do Taquari, e coube ao ministro do Trabalho, Luiz Marinho. O governo federal pretende pagar diretamente aos funcionários duas parcelas (dois meses) correspondente ao salário mínimo.
A medida valerá desde que as empresas que estejam em áreas afetadas façam a adesão ao programa. Assim, em contrapartida, elas deverão manter o vínculo trabalhista dos empregados por mais dois meses, totalizando quatro meses de estabilidade. Serão contempladas todas aquelas empresas em áreas afetadas, mesmo que não estejam em um município em estado de calamidade.
“Nós vamos oferecer duas parcelas de um salário mínimo a todos os trabalhadores formais do Rio Grande do Sul que foram atingidos na mancha (de inundação). Não são todos os CNPJs dos municípios em calamidade ou emergência, mas os atingidos pela mancha”, enfatizou o ministro do Trabalho. Ele também informou que o governo vai editar uma portaria para prorrogar a validade dos acordos coletivos de trabalho entre empresas e sindicatos.
Não ficou claro no anúncio do governo, tampouco nas explicações dadas pelo ministro de Apoio à Reconstrução Extraordinária do RS, Paulo Pimenta, se as empresas serão obrigadas a complementar aqueles salários cujo valor ultrapassar o mínimo ou terão algum tipo de sanção caso não o façam. Nesta sexta-feira, está prevista uma coletiva do ministro do Trabalho para detalhar a medida provisória (MP).
O documento foi assinado por Lula minutos antes do anúncio e já começa a valer. Porém, precisa do aval do Congresso Nacional. Com ela, o governo estima que sejam contemplados 326 mil trabalhadores celetistas, 40 mil domésticos, 36 mil estagiários e 27 mil pescadores, somando 434 mil trabalhadores.
Segundo Pimenta, as empresas não optantes podem escolher outras formas de compensação para manter os empregos, como o layoff. Isso permite que as companhias suspendam os contratos de trabalho por quatro meses e os trabalhadores entrem no regime de pagamento do seguro social.
Após o evento oficial, o governo federal informou que a primeira parcela do aporte deve ser liberada no mês de julho. O recurso previsto para esta medida é em torno de R$ 1 bilhão.
Além disso, outras duas medidas provisórias foram anunciadas durante o evento em Arroio do Meio. Uma delas autoriza a inclusão de mais municípios na lista de habilitados para receber o auxílio reconstrução. O outro texto aumenta o número de cidades que receberão parcela extra do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Outros anúncios foram feitos, como na área da saúde. O governo irá habilitar 799 leitos clínicos hospitalares, adultos e pediátricos, por seis meses.
Antes da coletiva, o presidente caminhou pela rua Campos Sales, no bairro Navegantes, um dos mais afetados de Arroio do Meio. Foi a primeira vez que Lula viu a destruição de tão perto. Durante o trajeto, acompanhado dos ministros, ele parou de ponto em ponto. Conversou com empresários, prefeitos e moradores que perderam tudo.
A caminhada ia ser breve, cerca de uma quadra, mas o presidente saiu do protocolo. Por cima dos escombros, ouviu reivindicações e foi de encontro a um grupo de moradores que o chamavam. Lá, prometeu a cada morador que construiria para eles uma casa, “não um barraco”, mas uma boa casa. Contanto com um pouco de paciência, afirmou que o processo de reconstrução era mais complicado: “é preciso comprar terreno, precisa preparar o terreno e depois de tudo preparado, o Ministério da Cidades vai vir aqui e vai construir a sua casa”, disse a um casal de senhores que está morando de favor na casa de amigos e que havia sido afetado pelas enchentes em setembro e novembro de 2023.
Correio do Povo
Região se transformou em uma montanha de entulhos e lama vindas do rio Taquari
Ao menos um bairro inteiro de Cruzeiro do Sul, no Vale do Taquari, onde outrora havia 650 residências, não existe mais, transformado em uma montanha de entulhos e lama vinda do rio Taquari. O curso d´água, que um dia trouxe prosperidade a esta região, há um mês foi o emissário da dor e da destruição. Cruzeiro do Sul, com cerca de 13 mil habitantes, tem 12 mortos e seis desaparecidos, conforme o boletim da Defesa Civil Estadual da última quarta-feira, mas a Prefeitura acredita que o número é maior. Não apenas o bairro de Passo de Estrela, este levado pelas águas, foi atingido, mas as marcas da tragédia são visíveis em todo o município.
"Está sendo cada vez mais complicado lidar com isto. 80% da área urbana do município foi diretamente afetada, e no interior também foi um percentual grande", afirma o coordenador da Defesa Civil Municipal, Samuel Beuren. A maior enchente da história de Cruzeiro do Sul elevou o nível do Taquari a 33 metros, arrasando comunidades inteiras. "Lugares onde a enchente nunca havia chegado agora foram atingidas. Esta inundação de agora foi bem mais prejudicial do que todas as outras. As pessoas que já estavam acostumadas a sofrer com a água sofreram novamente, mas agora as comunidades mais altas também foram bastante prejudicadas", relata.
Poucos moradores foram autorizados a retornar para suas casas, a fim de começar a limpeza, e quem ainda não pode sair de um dos três abrigos segue sentindo a angústia de não poder ter novamente um lar. Ana Paula Dahm Belini era autônoma antes da enchente, e agora está desempregada. A então moradora do Passo de Estrela foi uma das que perdeu sua casa. Ela está morando com as duas filhas, de 16 e 4 anos, mais o esposo, em Lajeado. Nesta quinta, Ana e a filha menor estavam no salão da Comunidade Católica do município, convertido em local de recebimento e triagem de roupas para doação.
Mas nem todas eram para ela. Parte era para amigos que também perderam tudo, em Cruzeiro do Sul e Canoas. "A gente tinha esperança de a água vir, descer e voltarmos para limpar. Só que foi muito além do que pensamos. No fim, não pensávamos que a água faria o que fez. É uma paulada da vida", disse ela, que relatou ter perdido ao menos um casal de vizinhos, mortos na enchente. "Mas Deus tem algo melhor para a gente. Não podemos abaixar a cabeça. Temos sempre que pensar que temos estrutura para nossos filhos. E se permitir ficar triste, mas não chorar. Meu esposo estava quase entrando em depressão, mas disse para ele: levanta a cabeça, tu precisa pensar na tua filha. Um dia após o outro e Deus em todos eles", relatou Ana Paula, enquanto selecionava roupas.
O local conta com milhares de peças de roupas e artigos de cama, mesa e banho, e chamou a atenção uma doação trazida pelo Exército nesta quinta de dezenhas de edredons do clube Athlético Paranaense. No abrigo montado no ginásio da mesma Comunidade Católica, a dona de casa Mariana Rufino contou que tem um filho especial, de 26 anos, porém que toma medicações. Moradora do bairro Vila Zwirtes, em uma casa à beira ao rio, Mariana contou que ambos, mais o marido dela, saíram da residência no dia 5 de maio, quando a água subiu, apenas com a roupa do corpo. "Em 40 anos que moro ali, pegamos duas enchentes, e esta foi a terceira. Foi a maior de todas. Colocamos tudo no andar de cima, onde eu moro, mas não sobrou nada. O rio levou mais da metade do nosso terreno", afirmou ela.
A família foi resgatada com a ajuda do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina. "Saímos e deixamos tudo para trás, inclusive duas pinschers", relatou. No entanto, a história teve um final feliz. Quando retornaram, dias depois, o colchão onde ambos os cachorrinhos estavam boiava na água, e elas foram salvas. O secretário de Obras e Infraestrutura de Cruzeiro do Sul, Paulo Nascimento, diz que, nos últimos nove meses, o município passou por quatro grandes cheias. Atualmente, segundo ele, há 480 pessoas nos abrigos.
"Destes, 90% não tem para onde retornar porque as casas foram levadas pelas águas. Hoje, minha preocupação é que as ajudas estão chegando, mas isto não é duradouro. O que me preocupa é depois que tudo isto acabar. Ainda vamos ter este pessoal alojado, ainda sem lugares definidos para ir, então todos os dias são uma superação. É muita tristeza", relatou Nascimento, que ainda fez um apelo. "O governo federal precisa olhar para estes municípios atingidos de uma forma especial, e que venha ajudar nosso povo".
Correio do Povo
| |||||||||||||||
Preço máximo do produto será de R$ 20 o pacote de 5 quilos
As 263,3 mil toneladas de arroz que serão importadas pelo governo federal para garantir o abastecimento no país deverão ser disponibilizadas aos consumidores em um prazo de 45 a 60 dias. A distribuição será feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para pequenos varejos, de forma direta, e para grandes atacarejos e redes de supermercados em forma de leilões.
A Conab promoveu nesta quinta-feira um leilão público para a compra de arroz importado. Por ter subsídio do governo, o preço máximo do produto será de R$ 20 o pacote de 5 quilos, em embalagens com identificação do governo federal.
“O único objetivo do leilão é garantir um acesso fácil e mais barato para a população a um alimento que é a base da alimentação do dia a dia das famílias do país”, explicou o presidente da Conab, Edegar Pretto.
A importação de arroz deverá estabilizar os preços no mercado interno, que tiveram uma alta média de 14%, chegando em alguns lugares a 100% após as inundações no Rio Grande do Sul, que produz cerca de 70% do arroz consumido no país. A produção local foi atingida tanto na lavoura como em armazéns, além de ter a distribuição afetada por questões logísticas no estado.
“Também houve uma desinformação, aconselhando consumidores a correr aos supermercados e fazer estoques sem nenhuma necessidade. Isso interferiu no mercado e tivemos uma subida grande nos preços”, explicou Pretto.
O presidente da Conab disse que a decisão de importar arroz neste momento não foi uma “afronta” aos produtores brasileiros. “O governo não está fazendo essa importação por um bel-prazer, é por uma necessidade de proteger, neste momento, o elo mais fraco dessa relação, que são os consumidores”.
Segundo ele, a Advocacia-Geral da União derrubou oito liminares que pediam a suspensão do leilão. A Conab realizará nos próximos dias outro leilão para a compra de mais 36 mil toneladas, para completar a expectativa inicial de 300 mil toneladas a serem adquiridas. Por enquanto, não há previsão de importação de outros produtos pelo governo.
Agência Brasil e Correio do Povo
Acordo foi assinado entre o presidente da instituição, Carlos Vieira, e a titular da SPGG, Danielle Calazans, em Brasília
"Vamos ampliar a troca de informações e aprimorar as soluções nas questões de atendimento, logística, habitação e outras políticas públicas que atendam aos cidadãos”, afirmou a secretária | Foto: Thiago Torres / SPGG / CPO governo do Estado, por meio da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), e a Caixa Econômica Federal assinaram nesta quinta-feira, 6, acordo de cooperação técnica para auxiliar nas medidas de enfrentamento à calamidade pública no Estado. O termo foi firmado entre o presidente da instituição, Carlos Vieira, e a titular da SPGG, Danielle Calazans, em Brasília.
O documento formaliza o apoio da Caixa ao Estado. Desde os primeiros momentos após a ocorrência dos fenômenos meteorológicos de maio, a instituição tem sido parceira da administração pública, com uma série de medidas em atendimento às demandas imediatas.
“Contar com o apoio da Caixa neste momento de dificuldades para o Rio Grande do Sul tem sido de extrema importância. Com a proximidade, vamos ampliar a troca de informações e aprimorar as soluções nas questões de atendimento, logística, habitação e outras políticas públicas que atendam aos cidadãos”, afirmou a secretária.
Também estiveram na cerimônia de assinatura o vice-presidente de Logística, Operações e Segurança da Caixa, Marcelo Campos Prata, a vice-presidente de Habitação, Inês da Silva Magalhães, o vice-presidente de Varejo, Adriano Assis Matias, e a diretora-geral da SPGG, Sônia Saconi.
Correio do Povo