Alan Ghani analisa regulação das redes

 


O economista Alan Ghani comentou, no programa Os Pingos nos Is desta terça (06), a regulação das redes sociais proposta pelo Senado e que deve avançar até abril em Brasília. #OsPingosNosIs

Correção da tabela do IR inclui 1,1 milhão de contribuintes em faixa de isenção, diz Sindifisco

 Segundo o governo, nova tabela isenta 15,8 milhões de brasileiros da primeira faixa

Faixa de isenção do Imposto de Renda foi ampliada para quem tem renda de até dois salários 

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para contribuintes com renda de até dois salários mínimos (R$ 2.824) fará com que 1,1 milhão de pessoas deixem de pagar o tributo, de acordo com cálculo do Sindifisco Nacional, que representa os auditores fiscais da Receita Federal. A entidade também calcula que houve uma redução de 4,27 pontos porcentuais na defasagem acumulada desde 1996 para esta faixa.

Segundo o governo, a nova tabela do IR isenta, no total, 15,8 milhões de brasileiros da primeira faixa, mas beneficia a todos os contribuintes devido à progressividade da tabela. A medida tem impacto fiscal de R$ 3,3 bilhões em 2024, e a Fazenda informou que, embora a lei não exija a apresentação de uma medida compensatória específica para a renúncia, garantirá o cumprimento da meta de primário neutro.

Segundo o Sindifisco, a mudança coloca mais 1,1 milhão de pessoas no grupo isento. “O aumento do desconto e do reajuste porcentual aliviam a situação dos mais pobres. Por outro lado, a classe média assalariada, que historicamente vê seu imposto de renda aumentar pela insuficiência da correção, precisa que a tabela seja reajustada em níveis compatíveis com a inflação acumulada desde 1996”, avalia o presidente do Sindifisco Nacional, Isac Falcão.

A entidade afirma que, levando em conta os resíduos acumulados desde 1996 (ano do fim do reajuste automático), a defasagem para a faixa isenta do IR passou para 127,72%, ante 132% em dezembro de 2023.

Se houvesse correção integral, a faixa de isenção seria de R$ 4.899,69, segundo os cálculos do Sindifisco, o que implicaria na inclusão de 14,6 milhões de contribuintes. Isso significa que estariam isentos 29,19 milhões de pessoas, representando uma renúncia fiscal de R$ 135,8 bilhões. Nesse cenário, a alíquota máxima, de 27,5%, seria aplicada para quem tem renda mensal superior a R$ 12.176,03.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Santos supera Corinthians sob olhares de Neymar no Paulistão

 Time da Vila Belmiro bateu o timão por 1 a 0

Santos venceu o Corinthians por 1 a 0 

O líder Santos soube se aproveitar da crise instaurada no Corinthians para emplacar mais uma vitória no Campeonato Paulista. Nesta quarta-feira, na Vila Belmiro e sob os olhares do ídolo Neymar, o time de Fábio Carille expôs a desordem do time do Parque São Jorge, fez um jogo modesto e, mesmo assim, saiu vencedor por 1 a 0, com gol solitário de João Schmidt. Trocar de treinador e estrear novo atleta se mostraram medidas inócuas nesse primeiro momento.

O Corinthians fez mais uma partida para esquecer e somou sua quinta derrota seguida. A falta de confiança no coletivo faz os atletas abusarem do individualismo e das escolhas erradas no momento de definir as jogadas.

O português António Oliveira, que tem situação encaminhada para dirigir a equipe, enfrentará muitas dificuldades e vai precisar de uma força-tarefa. Na zona de rebaixamento, o Corinthians pode ser ultrapassado nesta rodada pelo Santo André e cair para a lanterna do Paulistão.

O Santos só tem o que comemorar. Em pouco tempo, Carille montou um time claramente melhor que o de 2023. O time da Baixada poderia ter saído do clássico com um placar melhor. A ineficácia no ataque poderia custar caro, mas o adversário não foi forte o suficiente para incomodar.

No primeiro jogo sem Mano Menezes, o interino Thiago Kosloski colocou os jovens Caetano e Wesley como titulares e lançou Garro entre os 11 logo na primeira partida com documentação regularizada. Já Carille priorizou uma alteração no ataque, com a entrada de Willian Bigode no lugar de Furch, que sofreu com dores ao longo da semana.

O clássico começou quente, com divididas ríspidas e distribuição de cartões amarelos. Os donos da casa não duvidaram de seu ímpeto e comandaram o duelo desde os primeiros movimentos. A defesa corintiana se mostrou perdida, com falhas claras de posicionamento.

A desorganização do Corinthians logo culminou com o primeiro gol do Santos. Aos 23 minutos, Otero, em cobrança de escanteio, achou João Schmidt, livre de marcação, na entrada da pequena área. O volante cabeceou firme e deixou o ambiente ainda mais favorável ao time da Baixada.

Nem mesmo o ilusório equilíbrio demonstrado pelo Corinthians após ficar atrás do marcador ameaçou a harmonia entre os sistemas de ataque e defesa do Santos. O temor dos jogadores do Corinthians era palpável. Tanto que, em pouco tempo, o time da casa voltou a dominar o jogo e colocou os corintianos na roda. Cássio impediu a equipe do Parque São Jorge de levar mais gols na etapa inaugural.

Na volta do intervalo, o Santos continuou dominante. O semblante de inconformismo de Cássio traduziu quão preocupante foi a atuação do Corinthians. Faltou à equipe da Baixada ser contumaz e decretar a vitória com antecedência. Chances não faltaram, mas, sem capricho, os gols não saíram no tempo esperado.

Os técnicos começaram a se mexer e fizeram modificações para reverter o comodismo em que se encontrou o clássico. Pela parte do Corinthians, o interino Kosloski priorizou a presença de ataque, formando a dupla Yuri Alberto e Pedro Raul. Romero não gostou de ser substituído.

No Santos, Carille entendeu que o panorama da partida favorecia a velocidade e os contragolpes. Na reta final do duelo, o Santos ofendeu com mais frequência a meta corintiana. A dupla Yuri e Pedro não demorou para ser desfeita no Corinthians, que precisava de criatividade e jogo coletivo para chegar ao empate.

Os visitantes sufocaram o Santos nos minutos finais e chegaram perto de anotar o empate, mas o placar permaneceu inalterado até o apito final do árbitro.

Neymar ovacionado

Neymar foi o convidado de honra do Santos para acompanhar o clássico de um dos camarotes da Vila. O craque foi ovacionado pelo torcedores e ouviu algumas vezes gritos de 'Ole, Ole, Olá, Neymar, Neymar'. O atleta do Al-Hilal está se recuperando de uma grave lesão no joelho e tem previsão de retorno aos gramados somente no segundo semestre. o Corinthians encara no domingo, às 16h, a Portuguesa, na Neo Química Arena. O Santos, por sua vez, volta a jogar pelo Paulistão no mesmo dia, às 18h, diante do Mirassol, no interior.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

MPRS intervém e plano de ação para poda de árvores em Porto Alegre deve ser entregue até o final do mês

 Novo encontro entre Ministério Público, Prefeitura, Governo do Estado e CEEE Grupo Equatorial está marcado para o dia 29 de fevereiro


Um plano de ação deve nortear as os trabalhos de manutenção de poda de árvores localizados próximos da rede elétrica em Porto Alegre. Em reunião realizada na sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul, o promotor de Justiça do Meio Ambiente Felipe Teixeira Neto intermediou a definição da criação de um plano de ação para definir responsabilidades de cada uma das partes envolvidas. Estiveram presentes na reunião representantes da Prefeitura de Porto Alegre, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e da CEEE Grupo Equatorial.

Conforme o promotor, uma nova reunião foi marcada para o dia 29 de fevereiro para definir detalhes do plano entre os entes. Dentro do documento, Teixeira Neto ainda conta que a capital será dividida em poligonais, de acordo com regiões prioritárias. “Em função do último episódio climático, ficou um tanto difícil delimitar obrigações precisas de cada uma das partes. Em vez de fazer um documento teórico que diga as obrigações, vamos partir para um plano de ação. Nós vamos partir da concretização de uma proposta de atuação para trazer retorno para a comunidade”.

A intenção do plano é que equipes da CEEE Grupo Equatorial e Prefeitura realizem ações conjuntas e preventivas para minimizar danos. “Um plano de ação impõe que estas equipes conversem. É uma ação mais técnica. Nós vamos ter uma nova reunião no dia 29 de fevereiro para que, até lá, este plano seja construído e que possa ser apresentado ao MPRS pela CEEE e Prefeitura um documento já estruturado”, completou o promotor.

Teixeira Neto destacou a dificuldade em estabelecer responsabilidades. “Cada ente sempre tem uma resistência em assumir responsabilidade, pois sabem que se assumirem com o MPRS, serão cobradas por isso. Mas tudo será previsto neste plano, como o que vai ser manejado, a destinação final”, finalizou.

O encontro contou com a presença dos secretários municipais Germano Bremm, do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade, e Marcos Felipe Garcia, de Serviços Urbanos, e do diretor de Energia da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Rodrigo Martins Huguenin, além do superintendente de Operações da CEEE Grupo Equatorial, Sergio Valinho, e o diretor jurídico David Abdalla Pires Leal.




Correio do Povo

Lula fala que mulher não quer namorar com “ajudante geral” e defende profissionalização

 Declaração ocorreu durante discurso na cerimônia de lançamento da pedra fundamental do campus do Instituto Federal do Rio no Complexo do Alemão



O presidente Luiz Inácio Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 7, no Rio de Janeiro, que "nenhuma mulher quer namorar um ajudante geral". A declaração ocorreu durante discurso na cerimônia de lançamento da pedra fundamental do campus do Instituto Federal do Rio no Complexo do Alemão.

Ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), e de ministros do governo, como Anielle Franco (Igualdade Racial) e Camilo Santana (Educação), o chefe do Executivo discursava sobre a importância dos jovens se profissionalizarem. "Se a gente não tiver uma profissão, vai ser ajudante geral. E ajudante geral não ganha nada. Nenhuma mulher quer namorar com um cara que mostra a carteira de trabalho: ‘qual é sua profissão? Ajudante geral’. A mulher fala: ‘pô, cara, nem uma profissão você tem, para levar arroz e o feijão no final do mês...’ Então, tem que estudar", disse Lula.

O petista destacou ações do governo federal e investimentos na educação durante o seu terceiro mandato e disse que pretende construir mais 100 Institutos Federais de educação (IFs) em todo o País. "Estou investindo para tirar essa meninada da rua, da bala perdida, do crime organizado".

No evento, ele anunciou a construção de dois IFs, um na Cidade de Deus, também na Zona Oeste, e outro no Complexo do Alemão, conjunto de favelas na Zona Norte da capital fluminense. Em cada uma das duas novas unidades da capital serão investidos R$ 15 milhões.

Os terrenos serão cedidos pela Prefeitura do Rio e os recursos estão previstos no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Só no Rio, o governo federal planeja construir de institutos federais (IFs) em seis locais: nas cidades de Magé, Belford Roxo, São Gonçalo e Teresópolis, além das duas comunidades carentes da capital.

As 100 novas unidades planejadas para o País consumirão um total de R$ 3,9 bilhões a serem repassados pela União. Lula voltou a se queixar do fato de que investimentos em educação no Brasil serem comumente encarados como gasto.

"Durante muito tempo nesse país, educação para o povo humilde e necessitado nunca foi levada a sério. No Brasil, colocar dinheiro na educação é considerado gasto. Quando precisa aumentar salário de professor, fazer sala de aula, melhorar escola não é investimento, é gasto. É uma visão que só serve para desmoralizar o serviço público", disse Lula.

Tempo integral

Segundo o mandatário, o atual governo "se rendeu" ao projeto do ex-governador do Rio, Leonel Brizola, e do antropólogo Darcy Ribeiro, e vai investir pesadamente em escolas de tempo integral, onde crianças tenham acesso não só aos conteúdos programáticos, mas também à "alimentação, esporte e música".

Em discurso minutos antes, o ministro da Educação, Camilo Santana, havia dito que haverá prioridade nos recursos do Novo PAC para a construção de escolas nesse formato.

Lula voltou a dizer que o papel do estado não é atender ao megaempresário, mas sim à parcela da população que precisa de assistência em educação e saúde. Ele fez as afirmações na cerimônia de inauguração do Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado, que também abriga uma escola municipal, no Parque Olímpico da Barra, zona oeste do Rio.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Trindade comenta debate sobre regulação da IA

 


O analista José Maria Trindade, no programa Os Pingos nos Is desta terça (06), opinou sobre a regulação da inteligência artificial, pauta que deve avançar no Senado nas próximas semanas, segundo Rodrigo Pacheco (PSD-MG), líder do Congresso. #OsPingosNosIs


Brasil suspende a importação de Tilápia do Vietnã, afirma ministro da Agricultura

 Ministro Carlos Fávaro anunciou interrupção das importações durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel/PR

Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, afirma que o Brasil não precisa da tilápia importada para atender à demanda interna 

O Brasil suspendeu as importações de tilápia vindas do Vietnã, anunciou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, nesta quarta-feira, 7, durante O Show Rural Coopavel, em Cascavel/PR. Em 30 de janeiro, a Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR) se reuniu com o governo federal e cobrou explicações sobre a importação de um lote de 25 toneladas de tilápias congeladas do Vietnã em dezembro de 2023.

“Foi determinação ontem à noite antes de sair para cá: que seja suspensa imediatamente qualquer importação de tilápia vinda do Vietnã, para que os protocolos sanitários sejam todos revisados. Nós não podemos precarizar a sanidade dos nossos produtos, é isso que garantiu essas aberturas de mercados e é neste nível da régua que nós vamos manter a qualidade dos produtos brasileiros. Vamos conversar Vietnã, não queremos um potencioso, não queremos uma disputa e mercado fechados, mas em hipótese alguma, precariziremos a questão sanitária”, disse o ministro.

O que disse a PeixeBR

A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), entidade que representa os produtores de tilápia de todo o Brasil, enviou nota oficial à imprensa, afirmando que o pronunciamento do ministro Fávaro atende aos pedidos da associação. Confira a nota na íntegra:

Os ministros Carlos Fávaro, da Agricultura e Pecuária (MAPA), e André de Paulta, da Pesca e Aquicultura (MPA), anunciaram, hoje (07.02.2024), que estão suspensas as importações de tilápia do Vietnã até que sejam feitas todas as análises de risco sanitário dos produtos vindos daquele país.

“A decisão do MAPA e do MPA atende a insistentes pleitos da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR). Desde a confirmação da importação de um lote de tilápia do Vietnã, em dezembro, deixamos claro o receio de entrada no Brasil do vírus TILV, além do uso de polifostato no Vietnã para aumentar artificialmente o peso dos filés de tilápia e de pangasius”, ressalta Francisco Medeiros, presidente executivo da Peixe BR.

Em recente pronunciamento, Medeiros informou que o Brasil é um grande importador de pangasius do Vietnã e, como a análise dos peixes importados era feita por amostragem, “um volume não identificado de pangasius tratado com polifosfato está entrando no país. Isso também é preocupante, pois é uma fraude ao consumidor brasileiro”.

Francisco Medeiros reforça que o Brasil não precisa da tilápia de fora para atender à demanda interna. “Somos o 4º maior produtor mundial e nossa produção aumenta ano após devido ao investimento dos piscicultores e da indústria de genética, nutrição, sanidade e equipamentos”.

A Associação Brasileira da Piscicultura agradece a sensibilidade dos ministros Carlos Fávaro e André de Paula, que “entenderam a seriedade da questão e tomaram a decisão mais correta: suspender as importações de tilápia do Vietnã”.

Entenda o caso

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou no dia 31 de janeiro que revisaria os protocolos sanitários para a importação de tilápia. A decisão foi anunciada após reunião do Mapa com o Ministério da Pesca e Aquicultura e com representantes da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR). O encontro foi realizado, a pedido dos piscicultores, após o ingresso de alto volume de tilápia do Vietnã no Brasil, em dezembro do ano passado.

“Acompanhamos com muita preocupação os pesados prejuízos do TILV (vírus presente no Vietnã). A tilápia é o nosso mais importante peixe de cultivo e a entrada desse vírus no Brasil seria desastroso para a cadeia produtiva, que conta com mais 230 mil estabelecimentos rurais que criam peixes – expressiva maioria de pequeno porte – e 1 milhão de empregos”, argumentou o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros.

Outro motivo de preocupação está num possível acordo comercial entre o Brasil e o Vietnã que, de acordo com a Peixe BR, está em construção. “Está agendada missão para aquele país, em março, com a presença de empresários de diversas cadeias do agronegócio, além dos ministros André de Paula (Pesca e Aquicultura) e Carlos Favaro (Mapa). Esperamos que isso não seja impeditivo para dar a atenção devida à importação de tilápia daquele país”, pontuou Medeiros. O líder garante que o país não precisa importar tilápia para atender à demanda interna, já que é o quarto maior produtor mundial do pescado.

Correio do Povo

Saiba quais remédios são contraindicados em caso de suspeita de dengue

 Tratamento inclui analgésico, antitérmico e medicamento contra vômito

Tratamento básico inclui analgésico, antitérmico e, eventualmente, medicação para vômito 

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) alertou, nesta quarta-feira (7), para os remédios contraindicados em caso de suspeita da doença. Segundo o Ministério da Saúde, do início deste ano até a última segunda-feira (5), a doença provocou 36 mortes no país.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da SBI, Alberto Chebabo, citou o ácido acetilsalicílico, ou AAS, conhecido popularmente como aspirina, entre os não recomendáveis, por se tratar de medicação que age sobre plaquetas. "Como já tem uma queda de plaquetas na dengue, a gente não recomenda o uso de AAS”, disse o médico. Corticoides ambém são contraindicados na fase inicial da dengue.

Segundo Chebabo, como a dengue é uma doença viral, para a qual não existe antiviral, os sintomas é são tratados. O tratamento básico inclui analgésico, antitérmico e, eventualmente, medicação para vômito. Os principais sintomas relacionados são febre, vômito, dor de cabeça, dor no corpo e aparecimento de lesões avermelhadas na pele.

O infectologista advertiu que, se tiver qualquer um dos sintomas, a pessoa não deve se medicar sozinha, e sim ir a um posto médico para ser examinada. “A recomendação é procurar o médico logo no início, para ser avaliada, fazer exames clínicos, hemograma, para ver inclusive a gravidade [do quadro], receber orientação sobre os sinais de alarme, para que a pessoa possa voltar caso tais sinais apareçam na evolução da doença”.
Os casos devem ser encaminhados às unidades de pronto atendimento (UPAs) e às clínicas de família.

Sintomas graves

Entre os sinais de alarme, Chebabo destacou vômito incoercível, que não para, não melhora e prejudica a hidratação; dor abdominal de forte intensidade; tonteira; desidratação; cansaço; sonolência e alteração de comportamento, além de sinais de sangramento. “Qualquer sangramento ativo também deve levar à busca de atendimento médico”, alertou. No entanto, a maior preocupação dever ser com a hidratação e com sinais e sintomas de que a pessoa está evoluindo para uma forma grave da doença.

Quanto ao carnaval, o infectologista disse os festejos não agravam o problema da dengue, porque não se muda a forma de transmissão, que é o mosquito Aedes aegypti. “Talvez impacte mais a covid do que a dengue, mas é mais uma questão, porque, no carnaval, há doenças associadas, que acabam aumentando a demanda dos serviços de saúde. Esta é uma preocupação”.
Entre os problemas relacionados ao carnaval, Chebabo destacou traumas, doenças respiratórias e desidratação, que podem sobrecarregar ainda mais o sistema de saúde.

Agência Brasil e Correio do Povo

Governo do Estado lança programa para distribuir kits de enxoval para grávidas em vulnerabilidade social

 Ao todo, serão distribuídos 24.793 kits, sendo 10 mil destes adquiridos com os recursos repassados pelo TJRS

Presidente do TJRS, Alberto Delgado Neto, assinando o ato de repasse de R$ 3,38 milhões para a efetivação do programa Mãe Gaúcha, do Governo do Estado 

O governo do Estado lançou oficialmente na tarde desta quarta-feira o programa Mãe Gaúcha, destinada para atender mulheres gestantes em situação de vulnerabilidade social, pobreza ou extrema pobreza. A política pública terá um investimento total de R$ 8,38 milhões, sendo R$ 3,38 milhões repassados pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. O restante é oriundo do Fundo de Proteção e Amparo Social do Estado (Ampara-RS) e do Tesouro do Estado.

O programa distribuirá kits de enxoval para bebês a gestantes em vulnerabilidade, inscritas no Cadastro Único, a partir da 28ª semana de gravidez e que estejam com o pré-natal em dia. O conjunto é composto por um cobertor, toalha de banho com capuz, casaquinho de moletom, macacões longos e curtos, bodies, culotes, meias e uma bolsa maternidade. A expectativa é que a distribuição dos kits comece a partir da segunda quinzena de março.

O governador Eduardo Leite destacou a união dos poderes em prol da melhoria dos serviços para a população. “Este programa é muito importante, sendo voltado às crianças que estão chegando e serão sempre bem-vindas ao nosso mundo, porque o futuro pertence a elas também. É um programa que busca incentivar o cumprimento de agendas de pré-natal, fortalecer os vínculos das famílias em situação de vulnerabilidade com as nossas equipes de assistência social”, citou.

Os kits serão entregues inicialmente em 9 municípios de referência: Caxias do Sul, Frederico Westphalen, Lajeado, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Maria, Santo Ângelo e Uruguaiana. Porém, todas as cidades interessadas em participar do Mãe Gaúcha poderão se habilitar para o programa aderindo ao edital, até o dia 23 de fevereiro. Ao todo, serão distribuídos 24.793 kits, sendo 10 mil destes adquiridos com os recursos do TJRS.

O presidente do tribunal, o desembargador Alberto Delgado Neto, agradeceu pela oportunidade de novamente contribuir com políticas públicas importantes para a sociedade. “Nosso Judiciário segue a sua linha de atuação voltada para as pessoas, e trabalhamos intensamente por todas elas. As ações fazem parte do programa Judiciário Solidário, através do qual o TJ promove doações, dentro uma política de gestão financeira e orçamentária, para as áreas mais sensíveis da sociedade”, apontou o desembargador.

Além do governador e do presidente do TJRS, o lançamento do Programa Mãe Gaúcha no Palácio Piratini contou com a presença do presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Luciano Orsi, do vice-governador Gabriel Souza e do secretário estadual de Desenvolvimento Social, Beto Fantinel.

Correio do Povo

Governo cria comitê para discutir reclamações de passageiros contra aéreas

 Governo e empresas aéreas negociam os termos para um acordo mais amplo para o setor

Planalto tenta colocar em pé um pacote de socorro às companhias 

Um dos motivos apontados pelas companhias aéreas como responsáveis pela crise no setor, as reclamações dos consumidores que se transformam em processos judiciais vão ser discutidas em um comitê criado ontem pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). As ações na Justiça, dizem as companhias, custam cerca de R$ 1 bilhão por ano.

Governo e empresas aéreas negociam, porém, os termos para um acordo mais amplo para o setor. De um lado, o Planalto tenta colocar em pé um pacote de socorro às companhias, duramente afetadas pela pandemia e cercadas de desconfiança depois do pedido de recuperação judicial da Gol nos Estados Unidos, no final de janeiro.

De outro, aproveita o momento para pressionar o segmento por melhorias no atendimento aos passageiros, em meio ao elevado número de reclamações.

Surpreendidos

"Todo mundo tem uma experiência ruim com companhia aérea. De preço até qualidade da prestação do serviço", disse o titular da Senacon, Wadih Damous, que antes da conversa com os representantes das aéreas apresentou dados que mostram muitas reclamações, principalmente ocasionadas por atraso de voos. Segundo ele, o setor é "muito problemático".

De janeiro a dezembro de 2023, foram contabilizadas cerca de 73 mil reclamações contra as três maiores empresas aéreas brasileiras, Latam, Gol e Azul por meio do site consumidor.gov. Desde 2019, quando a plataforma passou a fazer os registros, chegam a 430 mil. Após o encontro, os representantes das empresas aéreas disseram ter sido surpreendidos pelo tema da reunião.

Sob a condição de anonimato, um deles disse que, até o momento, não há ideias a serem sugeridas e que soluções para os atrasos de voos, por exemplo, fogem do controle das companhias. No anúncio de convocação da reunião, a Senacon falava sobre a necessidade de melhorias para redução das reclamações feitas por passageiros e indicava o encaminhamento de um plano de ação.

Ao final ficou definida a criação de um comitê que iniciará os diálogos no próximo dia 29. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) divulgou nota dizendo que apoia a iniciativa da Senacon.

Outras frentes

Até ontem, as discussões entre governo e companhias aéreas vinham se dando em duas outras frentes. O governo, por meio do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, pressiona as aéreas a embarcar no Voa Brasil, plano que pretende anunciar depois do carnaval e que promete oferecer passagens a R$ 200 para aposentados e estudantes do Prouni. Ao mesmo tempo, ele tem prometido o anúncio de um plano de resgate para o setor, que poderia envolver R$ 6 bilhões.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, diz estar analisando com sua equipe a situação do setor, mas já descartou o uso de recursos do Tesouro ou qualquer subsídio. Já o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que não há possibilidade de o banco conceder empréstimos sem garantias às companhias.

Os R$ 6 bilhões de que falou Costa seriam utilizados justamente como garantia para renegociações de dívidas ou solicitação de empréstimos por parte das empresas aéreas.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo