Ferramenta monitora frequência escolar no RS

 Aplicativo auxilia no controle dos pais e gestão pedagógica

Aplicativo avisa se o estudante está com a frequência abaixo de 75% e aconselha aumento da assiduidade 

Estudantes gaúchos beneficiados pelo programa estadual “Todo Jovem na Escola” já podem acompanhar a frequência escolar em tempo real. A nova ferramenta, lançada pelo governo do Estado via aplicativo “Escola RS”, permite que o aluno confira e monitore sua presença, para não perder o repasse mensal de R$ 150,00, creditados no cartão “Cidadão da Família”.

O aplicativo avisa se o aluno está com frequência abaixo de 75%; e sugere aumento da assiduidade. A medida, além de servir para o controle de pais, auxilia a gestão escolar, agilizando o monitoramento, evitando erros e ampliando a transparência.

O coordenador do Centro de Educação Baseado em Evidências, Guilherme Simionato, informa que, dos mais de 100 mil alunos beneficiados, cerca de 30 mil deixam de receber o repasse, por falta de frequência mínima. Ele explica que o programa visa reduzir o impacto da pandemia na rede estadual, prevenir a evasão escolar e incentivar a conclusão do Ensino Médio.

Correio do Povo

Falta de luz persiste em pontos do Rio Grande do Sul

 Cerca de 10 mil clientes estão sem energia na área de concessão da CEEE

Cidades mais afetadas são Canguçu, Cerrito, Pelotas e Tramandaí 

falta de luz persiste em pontos no Rio Grande do Sul em razão dos temporais que atingiram o Estado. Na área de concessão da CEEE, 10 mil clientes seguem sem energia. As regiões mais afetadas eram, na noite deste domingo, a Sul, com 5 mil clientes sem energia, Litoral Norte, com 2 mil clientes, e Campanha, com 2 mil clientes sem energia. Já os municípios mais afetados eram Canguçu (2 mil sem energia), Cerrito (mil clientes), Pelotas (800 clientes) e Tramandaí (600 clientes sem energia).

Na área atendida pela RGE, equipes fazem a recomposição da rede em Muçum e Roca Sales, cidades praticamente devastadas pelo rio Taquari. A empresa explica que a energia só vai poder ser religada quando as residências e o comércio tiverem condições técnicas e de segurança para isso. “Para religar a energia em um local não basta apenas a rede ser reconstruída. É necessário que tenha a entrada de energia (poste, medidor, ramal de ligação e outros equipamentos) e que as instalações internas estejam adequadas”, cita a nota da RGE. Conforme a concessionária, o número de clientes desligados vem reduzindo gradativamente. Encantado está com 99,59% dos clientes religados, Roca Sales com 96,97% e Muçum com 87,08%.

A RGE alerta, em especial os moradores dos municípios Muçum e Roca Sales, para considerar a rede energizada. Esse cuidado é importante para evitar acidentes que podem causar mortes. Antes de fazer reparos nas instalações internas, moradores devem se certificar sobre as condições da rede de distribuição de energia elétrica. A RGE recomenda, também, que ninguém faça consertos por conta própria ou toque em fios partidos ou galhos de árvores que estejam caídos sobre a rede.

Rádio Guaíba e Correio do Povo

7/9 SEM POVO: O SIGNIFICADO DO RECADO

 


Ao não comparecer ao 7 de setembro em todo o país, o povo mandou um recado ao establishment e as autoridades podem tentar disfarçar ou encobrir, mas o recado foi captado. Que recado é esse? LIVE ESPECIAL ABERTA HOJE 20:00. NÃO PERCA!

Polícia Civil inicia operação para identificar e localizar pessoas desaparecidas durante enchentes

 As equipes entrarão em contato com familiares de desaparecidos e realizarão investigações detalhadas

No total, 118 servidores vão trabalhar na operação 

A Polícia Civil (PC) iniciou a Operação Desaparecidos  neste sábado (9). O objetivo é determinar, com mais clareza e exatidão, o número exato de pessoas não localizadas e auxiliar na busca das pessoas desaparecidas, como divulgado pelo governo do Estado neste domingo (10). 

Os policiais realizarão diligências nos sete municípios mais atingidos pelos recentes acontecimentos (Arroio do Meio, Cruzeiro do Sul, Encantado, Estrela, Lajeado, Muçum e Roca Sales), em um esforço concentrado para esclarecer e sanar eventuais inconsistências nas listas de desaparecidos.

Para tais diligências, 35 policiais civis que trabalham na capital deslocaram-se para as localidades atingidas e vão juntar-se com os 83 servidores da região para formar 10 equipes com um total de 118 pessoas, para as quais foram disponibilizadas 10 viaturas. 

As equipes entrarão em contato com familiares de desaparecidos e realizarão investigações detalhadas para garantir que o número total seja o mais preciso possível.

Em parceria com o Instituto-Geral de Perícias (IGP), a polícia notificará as famílias afetadas, iniciando imediatamente o processo de coleta de DNA, fundamental para facilitar a identificação de possíveis vítimas.

Os dados serão disponibilizados de forma informatizada para que outros órgãos possam acessar e contribuir para a resolução da situação.

O chefe da Polícia Civil, Fernando Sodré, enfatizou a importância da colaboração e coordenação entre as várias instituições envolvidas nesse esforço conjunto. "Estamos à frente na busca pela precisão dos números de desaparecidos, mas também estamos trabalhando em estreita colaboração com outras instituições. Vamos compartilhar nossos números para que todos possam acessar as informações necessárias", afirmou, em nota divulgada pelo governo.

Correio do Povo

Saúde do RS terá R$ 80 milhões da União para atender Vale do Taquari

 Recursos vão ser destinados para toda a área de assistência farmacêutica

Hospital de campanha foi montado em Roca Sales com recursos da Força Nacional do SUS 

Dos R$ 741 milhões em recursos anunciados neste domingo (10) para o Rio Grande do Sul, o governo federal vai destinar R$ 80 milhões para o atendimento à população e recuperação da estrutura de saúde nos municípios do Vale do Taquari afetados pelas enchentes, como divulgou a Secretaria da Saúde do Estado neste domingo (10).

“Esse recurso é para toda a área de assistência farmacêutica, como os kits de vigilância de desastres”, explicou a ministra da Saúde, Nísia Trindade, que acompanhou o vice-presidente Geraldo Alckmin neste domingo no encontro com o governador Eduardo Leite e prefeitos da região. “Nós sabemos que a área de saúde fica muito agravada depois, também e para a recuperação das unidades básica de saúde e as unidades hospitalares”

Uma comitiva, formada pelo vice-presidente, o governador, ministros, prefeitos e secretários, conheceu o hospital de campanha montado em Roca Sales com recursos da Força Nacional do SUS e equipamentos do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), que começou a funcionar na manhã deste domingo. 

O hospital conta com 20 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos, para atender casos de média e alta complexidade 24 horas por dia. Os equipamentos chegaram ao município por volta das 22h de sábado, sendo montados durante a madrugada pela equipe do SUS. 

A unidade será mantida enquanto houver necessidade, segundo a ministra da Saúde. “Nós ainda vamos avaliar. Vai depender do plano de recuperação. Mas o necessário para dar esse apoio”.

Estado destina R$ 5,4 milhões às UBS 

Os recursos federais se somam a R$ 20 milhões já anunciados pelo Governo do Estado para o Vale do Taquari. A  secretária da Saúde, Arita Bergmann, que participou da visita, lembrou que, do total, R$ 5,4 milhões são para custeio das unidades básicas de saúde. 

“O Vale do Taquari sofreu danos que estamos presenciando muito tristes”,ressaltou a secretária da Saúde. “Estamos ajudando com apoio psicossocial, com várias equipes, e um grande voluntariado, que é muito importante”. 

Arita Bergmann anunciou que o município de Roca Sales vai receber R$450 mil nesta semana “para colocar naquilo que achar que é necessário”. “Para construção, compra de medicamentos, para combustíveis, o que tiver necessidade”, disse. “O Governo do Estado está presente inclusive entregando medicamentos e dando o apoio para a gestão dessa crise instalada a partir das chuvas e das enchentes”. 

Hospital será recuperado

A comitiva ainda visitou uma sala de estabilização da Força Nacional do SUS, com atendimento odontológico e primeiros socorros, no Hospital Roque Gonzales, em Roca Sales. Bastante afetado pelas chuvas, o hospital poderá ser beneficiado com recursos para reconstrução, segundo a secretária Arita Bergmann. 

“Nós vamos ajudar. Destes R$ 20 milhões, R$ 10 milhões são para investimento. Para reforma, compra de equipamento. Depende da apresentação de projetos e necessidades”.

Hospitais do Estado já estão auxiliando a instituição. Ela destacou o trabalho do Hospital Bruno Born, de Lajeado, na higienização e limpeza de equipamentos e na área de engenharia clínica, civil e elétrica, e da Santa Casa de Porto Alegre, com a doação de equipamentos. 

“Todos estão se somando para que a gente restabeleça o atendimento. Nós, do Governo do Estado, junto com o governo municipal, queremos reconstruir aquilo que for necessário para que o hospital volte a atender a população”, disse. “Eu tenho muito carinho por esse hospital e como é importante para essa comunidade”.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Raquel Oestreich, que também é diretora do Hospital Roque Gonzales, a expectativa é de retomar o pronto-atendimento no dia 1º de outubro.

Correio do Povo

Marrocos: estradas fechadas atrasam resgate de vítimas de tremor

 Equipes de resgate correm contra o tempo para chegar a áreas remotas

A extensão dos danos e o número definitivo de vítimas estão longe de serem determinados 

Equipes de resgate correm contra o tempo para chegar a áreas remotas para resgatar sobreviventes do pior terremoto dos últimos 100 anos que atingiu Marrocos, na sexta-feira. Estradas bloqueadas e a lentidão do governo em pedir ajuda prejudicam os trabalhos. O tremor de magnitude 6,8 matou mais de 2,1 mil pessoas.

Isolamento

A extensão dos danos e o número definitivo de vítimas estão longe de serem determinados, já que as comunidades mais atingidas estão nas montanhas do Alto Atlas, onde o acesso está bloqueado por escombros e rachaduras no solo. O serviço telefônico e o fornecimento de eletricidade foram interrompidos.

Imagens de TV mostraram neste sábado helicópteros transportando ajuda para áreas remotas, onde muitas casas são feitas de tijolos de barro, um método de construção tradicional e vulnerável. Os próximos dias, segundo especialistas, sejam cruciais para o resgate. "Os edifícios danificados representam um perigo e alto risco para quem tenta ajudar", disse Caroline Holt, diretora da Cruz Vermelha.

A tragédia provocou comoção internacional. Países Turquia, França e EUA ofereceram ajuda humanitária. No entanto, o governo marroquino está hesitante e deu sinal verde apenas para Espanha e Qatar. A lentidão na resposta ao terremoto também prejudica os trabalhos de resgate.

Milhares de marroquinos dormiram ontem nas ruas ao relento após suas casas terem sido destruídas. Em algumas áreas montanhosas, a própria população busca sobreviventes entre os escombros, enquanto as equipes de resgate não chegam.

Futebol

O amistoso da seleção olímpica do Brasil contra Marrocos, que seria realizado hoje, foi cancelado. O anúncio da CBF veio após a decisão da federação marroquina de jogar com os portões fechados por causa do terremoto.

Agência Estado e Correio do Povo

Visita de Alckmin ajuda a atenuar críticas sobre ausência de Lula no RS

 Deslocamento de comitiva com oito ministros para visitas às cidades atingidas pelas chuvas, anúncio de ações e novos recursos evidencia ajuste na forma de governo federal demonstrar seu envolvimento

Deslocamento da comitiva ocorre sete dias após o início das chuvas 

A visita do presidente em exercício Geraldo Alckmin (PSB) ao RS neste domingo, chefiando uma comitiva de oito ministros, entre eles titulares do Meio Ambiente e Mudança do Clima, da Saúde, do Desenvolvimento e Assistência Social, e da Defesa, explicitou a alteração promovida pelo governo federal na forma de mostrar seu envolvimento na resposta à catástrofe gerada pelas chuvas no Estado.

O deslocamento da comitiva, com reuniões e anúncios feitos em Lajeado, e visitas in loco às cidades de Roca Sales e Muçum, duas das mais atingidas, ocorre sete dias após o início das chuvas. E depois de ganharem corpo, ao longo da semana, questionamentos sobre o fato de o presidente Lula ter viajado à Índia para participar da 18ª cúpula de chefes de Estado e governo do G20, na quinta, sem antes visitar o RS.

As críticas começaram na oposição, mas acabaram se disseminando, na mesma velocidade em que era mensurado o tamanho da destruição e aumentava o número de mortos, que tende a chegar perto de 100 nos próximos dias. Alckmin anunciou no RS a criação de um comitê interministerial permanente para tratar do desastre no Estado, e a liberação de R$ 741 milhões em diferentes programas.

No final de semana, enquanto o pacote federal era finalizado em Brasília, na Índia Lula fazia mais uma menção ao RS e ao caos gerado pelo ciclone, usando a tragédia como exemplo da necessidade de ações que tratem das mudanças climáticas, em seu discurso no encerramento da cúpula do G20.

Neste domingo, durante encontro com prefeitos da região em Lajeado, após pedir um minuto de silêncio pelas vítimas, Alckmin deu início a sua manifestação citando Lula e reforçando que o governo federal se movimentou imediatamente depois do início das chuvas.

“O presidente Lula nos orientou para prioridade absoluta, prioridade máxima, nesta parceria com a população e com a região. Logo após a tragédia, já estiveram aqui o ministro Paulo Pimenta (da Secretaria de Comunicação Social da presidência) e o ministro Waldez (Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional).”

Coube justamente a Góes e ao gaúcho Pimenta a defesa expressa do presidente e da agilidade do governo federal em prestar socorro ao Estado. “Quero colocar aqui que, da parte do presidente Lula e do presidente Alckmin, houve uma absoluta prioridade do ponto de vista das nossas ações. Eu desconheço qualquer pleito encaminhado pelo governo do Estado ou pelas prefeituras que não tenha tido uma resposta imediata por parte do governo federal. E assim vamos trabalhar, por determinação do presidente Lula e orientação do presidente Geraldo Alckmin”, afirmou Pimenta, após fazer um breve histórico das ações tomadas.

Góes foi na mesma linha. “Há uma integração muito forte do governo federal, até para que a gente corresponda bem na relação com o governo estadual, as prefeituras e, obviamente, a sociedade. Essa sinergia tem acontecido porque é um princípio, uma orientação, do governo do presidente Lula. Hoje ele já ligou duas vezes, fala com o vice-presidente Alckmin, fala com o ministro Pimenta, ainda há pouco estávamos eu, o ministro Jader Filho e o ministro Pimenta falando com ele”, insistiu o ministro.

Enquanto Alckmin visitava o Estado, Lula assumiu na Índia a presidência simbólica do G20 (oficialmente, o país passa a presidir o bloco a partir de 1º de dezembro), participou do encerramento dos trabalhos e cumpriu agenda de encontros com líderes de outros países. Na volta ao Brasil ele deve ir a São Paulo e Minas Gerais para eventos de apresentação de obras do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Correio do Povo

Como ajudar as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul

 


Informação importante! A Associação dos Bancos no Rio Grande do Sul abriu uma conta específica para receber PIX para ajudar as vítimas das enchentes. A chave PIX é o CNPJ 92.958.800/0001-38.
Vídeo de Ramiro Rosário

Exército afasta Mauro Cid, mas mantém salário de R$ 27 mil a ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

 Cid deixou o Batalhão do Exército em Brasília no sábado, quatro meses após ser preso na Operação Verine


O Exército informou neste domingo que, atendendo à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, vai afastar o tenente-coronel Mauro Cid de suas funções. A instituição diz que o ex-ajudante de ordens da Presidência vai ficar agregado ao Departamento-Geral do Pessoal sem ocupar cargo.

Mauro Cid deixou o Batalhão do Exército em Brasília na tarde deste sábado, 9, quatro meses após ser preso na Operação Verine - investigação sobre suposto peculato eletrônico com a inserção de dados falsos nos sistemas do SUS para a emissão de carteiras de vacinação fraudadas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outras pessoas.

A soltura foi ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, que, também neste sábado, 9, homologou a delação premiada de Mauro Cid, que pode levar os investigadores a sanarem lacunas e avançarem nas apurações mais sensíveis que miram o ex-presidente Bolsonaro.

Como mostrou o Estadão, o ex-ajudante de ordens é peça-central nos inquéritos que se debruçam sobre os ataques às urnas eletrônicas, os atos golpistas, as fraudes no cartão de vacinação do ex-chefe do Executivo e o suposto esquema de venda de joias e presentes entregues a Bolsonaro.

Cid deixou o cárcere, mas tem que cumprir uma série de medidas ordenadas por Moraes. No rol de restrições impostas ao tenente-coronel está seu afastamento do Exército. O militar está usando tornozeleira eletrônica, está proibido de deixar o País e teve seu passaporte cancelado. Também não pode se comunicar com outros investigados, usar as redes sociais.

Terá de se apresentar todas as segundas-feiras ao juízo de execuções de Brasília, a começar do próximo dia 11. Está proibido de deixar a capital federal, devendo ficar em recolhimento domiciliar durante as noites e os fins de semana. Também teve suspensos eventuais porte de armas e registro de CAC.

A liberação atende a um pedido da defesa de Cid. A avaliação do ministro Alexandre de Moraes foi a de que a manutenção da prisão já não seria mais 'adequada e proporcional', considerando, especialmente, que o tenente-coronel já depôs diversas vezes à Polícia Federal. O magistrado destacou especialmente três oitivas do ex-ajudante de ordens - dos dias 25 e 28 de agosto e do dia 1º de setembro. Segundo Moraes, os depoimentos esclareceram as provas obtidas anteriormente pela Polícia Federal.


Agência Estado e Correio do Povo

MIDR vai destinar R$ 185 milhões para assistência humanitária e restabelecimento de serviços no RS

 Montante faz parte dos R$ 741 milhões anunciados neste domingo pelo presidente em exercício Geraldo Alckmin

Atingidos em Encantado estão recebendo doações 

O governo federal vai destinar R$ 185 milhões para ações de assistência humanitária e restabelecimento de serviços em 10 municípios gaúchos afetados pelas enchentes, como divulgou o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) neste domingo (10). O montante faz parte dos R$ 741 milhões anunciados pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, em visita ao município de Roca Sales

Os recursos, além de serem voltados para ações de defesa civil, vão servir para a reconstrução de infraestruturas danificadas, como pontes e rodovias. Os primeiros repasses foram autorizados neste domingo (10), em portarias extraordinárias publicadas no Diário Oficial da União. Foram beneficiadas 10 cidades.

Confira as cidades com repasses já autorizados

Muçum - R$ 1,12 milhão

Encantado - R$ 1,2 milhão

Roca Sales - R$ 2,36 milhões

Três Cachoeiras - R$ 309,8 mil

Passa Sete - R$ 73,2 mil

Imigrante - R$ 173,32 mil

Maquiné - R$ 94,8 mil

Nova Bassano - R$ 91,9 mil

Cruzeiro do Sul - R$ 651,2 mil

Estrela - R$ 309 mil

“Nós autorizamos, neste domingo, este primeiro repasse de recursos para ações de assistência humanitária e de restabelecimento de serviços. E os demais repasses serão liberados a medida em que os planos de trabalho forem apresentados pelas prefeituras e avaliados pela equipe técnica da Defesa Civil Nacional”, informou o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, em nota divulgada pelo MIDR. “Nesta semana faremos vários outros repasses. Estamos com equipes em campo ajudando os municípios em todos os procedimentos necessários para agilizar as solicitações dos recursos”, completou.

Em parceria com o Ministério das Cidades, o MIDR também vai destinar outros R$ 196 milhões para a construção de 1.500 moradias para famílias afetadas pelas chuvas, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Até o momento, o MIDR já reconheceu o estado de calamidade pública de 79 cidades do Rio Grande do Sul afetadas pelo ciclone e outras nove devem ser reconhecidas já no início da semana, totalizando 88 municípios. Esse reconhecimento é necessário para os pedidos de recursos para as ações de defesa civil.

Apoio às prefeituras

Desde a segunda-feira (4), equipes da Defesa Civil Nacional apoiam as prefeituras das cidades atingidas na elaboração dos pedidos de repasse de recursos para assistência humanitária e restabelecimento de serviços essenciais. Integrantes do Grupo de Apoio a Desastre (Gade) realizaram reuniões de orientação  com 32 representantes de 12 cidades da região do Alto Taquari. Também houve visita à cidade de Colinas, onde foi realizado sobrevoo com drones em área com suspeita de pessoas desaparecidas.

Além disso, o ministro Waldez Góes já esteve duas vezes no Rio Grande do Sul desde o desastre. Neste domingo (10) e na última quarta-feira (6), Góes se reuniu com o governador Eduardo Leite e com prefeitos da região e visitou ou sobrevoou os municípios mais afetados pelo ciclone.

Solicitação de recursos

A solicitação dos recursos deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Com base nas informações enviadas, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com a valor ser liberado.

Correio do Povo