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Nunes Marques faz procedimento médico em Brasília, por complicação após cirurgia bariátrica
Segundo o boletim médico, ministro apresenta boa evolução e não tem sinais de infecção; ele deve retirar um dreno nos próximos dias
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, realiza neste domingo (7) procedimento médico devido complicação de uma cirurgia bariátrica.
De acordo com boletim médico divulgado nesta tarde pelo Hospital DF Star, em Brasília, o magistrado apresenta boa evolução e não tem sinais de infecção. O hospital diz ainda que o Nunes Marques deve retirar um dreno nos próximos dias (Veja íntegra da nota ao fim da reportagem).
Em março deste ano, Nunes Marques ficou internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para se recuperar de uma cirugria feita em 16 de fevereiro, como parte da revisão da cirurgia bariátrica pela qual ele passou em 2012.
Ministro do Supremo Tribunal Federal
Nunes Marques tomou posse no STF em novembro de 2020 e assumiu a vaga deixada pelo ministro Celso de Mello, que se aposentou em outubro do mesmo ano. Ele foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ministro é natural de Teresina (PI), tem 50 anos e integrava o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) desde 2011, do qual foi vice-presidente entre 2018 e 2020. O magistrado também já foi advogado e juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI).
Nota divulgada pelo Hospital DF Star
"O Hospital DF Star informa que o ministro do STF Kassio Nunes Marques encontra-se em tratamento ambulatorial oriundo de complicação de cirurgia bariátrica revisional (fístula intestinal) realizada em outra instituição, com boa evolução, sem sinais de infecção e previsão de retirada do dreno para os próximos dias."
R7 e Correio do Povo
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Veja vídeo: Lancha afunda em evento náutico no Lago Paranoá, em Brasília
De acordo com o Corpo de Bombeiros, não houve vítimas e as dez pessoas que estavam na embarcação já tinham sido resgatadas
Uma lancha afundou durante um evento náutico no Lago Paranoá, na área próxima ao Minas Brasília Tênis Clube, em Brasília (DF) no início da noite deste domingo (7).
De acordo com o Corpo de Bombeiros, não houve vítimas no naufrágio e, quando os militares chegaram, as dez pessoas que estavam na embarcação já tinham sido resgatadas para outros barcos que estavam no evento. "Quando a equipe chegou ao local, visualizou parte da lateral da lancha fora da água. Em seguida, a lancha submergiu por completo", disse o Corpo de Bombeiros em nota.
Ainda de acordo com os bombeiros, dois mergulhadores da corporação fizeram a busca no Lago onde a embarcação submergiu, à procura de vítimas no interior da lancha e na região onde se encontrava o barco. A embarcação já estava a quatro metros de profundidade. "Foram encontrados apenas alguns pertences [mochilas com roupas, maquiagem e comidas] das pessoas que já estavam nas embarcações vizinhas", disseram os bombeiros.
R7 e Correio do Povo
Grande show em Windsor e milhares de festejos celebram a coroação de Carlos III
Cerca de 20 mil pessoas acompanharam evento neste domingo
Um grande show de música em homenagem aos monarcas em frente ao Castelo de Windsor e dezenas de milhares de festejos populares celebram a coroação de Carlos III e da rainha Camilla em todo o Reino Unido neste domingo. Antes do anoitecer, os reis se juntaram a cerca de 20 mil espectadores em frente ao palco instalado em Windsor, a cerca de 40 km de Londres, para um grande espetáculo apresentado por Hugh Bonneville, ator da série "Downton Abbey".
Vestida de dourado, a norte-americana Katy Perry, que colabora em obras beneficentes com Charles III, interpreta seus sucessos "Roar" e "Firework". Já o veterano Lionel Richie arrancou alguns passos de dança do monarca, 74, com uma "All Night Long" repleta de energia, que fez a família real se levantar. "Sei que está aí em cima olhando para nós", disse o príncipe William sobre sua avó, a falecida Elizabeth II, "e seria uma mãe muito acompanhada", completou, ao subir ao palco para homenagear seu pai.
Vídeos curtos apresentados por atores como Pierce Brosnan, Hugh Jackman e Joan Collins relembraram dados biográficos do rei durante o show, como seu amor pelas artes e pelos animais e sua formação como piloto. "Pode ser meu copiloto quando quiser", disse o ator Tom Cruise, em uma gravação feita no avião de seu personagem no filme "Top Gun". Também apareceram bonecos dos personagens "Miss Piggy" e "Caco", que arrancaram risos dos netos do monarca George e Charlotte, que estavam sentados ao lado dos pais, William e Kate. O grupo Take That, de Manchester, fechou o show, que durou pouco mais de uma hora e meia.
Unidos como comunidade
"Não importa ser a favor ou contra a monarquia", acrescentou Rob Barnes, 42 anos. "Tenho sentimentos contraditórios sobre a família real, mas isto é sobre nos unirmos como uma comunidade".
As festas de bairro deste tipo marcaram as comemorações pela coroação de Elizabeth II em 1953, um momento histórico de celebração após os anos difíceis do pós-guerra. Mais de 14 milhões de telespectadores - em um país de 67 milhões de habitantes - assistiram à coroação pela BBC, informou uma emissora pública britânica de rádio e televisão.
Os monarcas estão "profundamente emocionados e agradecidos" aos que ajudaram a tornar a coroação "uma ocasião tão gloriosa" e aos que "compareceram para mostrar o seu apoio", afirmou um porta-voz do palácio. Charles III, 74 anos, que subiu ao trono em setembro, após a morte de Elizabeth II - que reinou por 70 anos - herdou um país que enfrentou grandes desafios.
Os problemas vão das aspirações independentistas na Escócia e Irlanda do Norte à grave crise provocada pelo custo de vida, passando por uma revisão do passado colonial, que inclui uma investigação sobre os laços da monarquia com o tráfico de escravizados. O rei tem a ambição de modernizar a instituição, o que a deixaria menos dispendiosa e mais próxima da população.
AFP e Correio do Povo
GloboNews vê fuga do público em abril e já é incomodada pela Jovem Pan
A GloboNews perdeu público em abril e já vê a Jovem Pan aparecer no retrovisor e incomodar. Na faixa da manhã, os programas Em Ponto e Conexão sofrem com Jornal da Manhã e Pânico, o que prejudica o Estúdio i, de Andréia Sadi. No fim de tarde, Os Pingos nos Is começa a vencer com mais frequência o Edição das 18h, com César Tralli. O canal de notícias acompanha com atenção o avanço da concorrente.
Chuva causa pontos de alagamento em Porto Alegre e destelhamentos no Norte gaúcho neste domingo
MetSul Meteorologia chegou a divulgar alerta para que a população evitasse sair às ruas no início da noite
A promessa de semana chuvosa se cumpre e diversos municípios gaúchos voltaram a registrar chuvas e trovoadas na noite deste domingo no Rio Grande do Sul. A MetSul Meteorologia lançou um alerta pedindo que a população evitasse sair à rua no início da noite, em Porto Alegre e região metropolitana, em função dos riscos de exposição à chuva intensa. As ruas da Capital registraram pouco movimento nesta noite e quem transitava encontrava pontos de alagamento, como foi o caso dos bairros Humaitá e Vila Farrapos, onde motoristas precisavam desacelerar para passar por trechos alagados.
No Estado, a localidade mais castigada foi o Norte gaúcho, conforme a Metsul. Na ERS 155, próximo a Ijuí, motoristas registraram troncos e galhos caídos na rodovia, prejudicando o tráfego no local. Em Panambi, o rio Fiuza transbordou, causando alagamentos, queda de árvores e destelhamentos. Moradores ainda chegaram a mencionar falta de luz no município e granizo.
Também houve queda de granizo em municípios como Campo Bom e na área rural de Novo Hamburgo, na região metropolitana de Porto Alegre. Foi registrado granizo miúdo, sem prejuízos identificados até o momento. O tráfego áereo nas proximidades da Capital foi afetado pelas rajadas de vento perto de 60 km/h. A previsão da MetSul é de que a frente fria avance para Santa Catarina e enfraqueça nas próximas horas.
Correio do Povo
Inter faz jogo apático e perde para o São Paulo por 2 a 0 no Brasileirão
Gols do time da casa foram marcados por Luciano e Pablo Maia
Uma partida para esquecer. Mesmo com os titulares em campo desde o começo, o Inter não jogou bem e perdeu por 2 a 0 para o São Paulo neste domingo no Morumbi. Em dois tempos com poucas chances de gol, o Colorado pouco produziu e acabou derrotado com gols de Luciano e Pablo Maia.
O primeiro tento saiu em um lance de pênalti, cometido por Igor Gomes, aos 30 minutos da primeira etapa. Luciano bateu a cobrança, Keiller defendeu, e no rebote o atacante chutou para o gol sem dificuldades. O segundo saiu de uma jogada de lateral, já na etapa complementar, que culminou em um golaço de Pablo Maia. Com o resultado, o Inter perde a invencibilidade no Brasileirão e não está mais no G-4. Com 7 pontos, o Colorado ocupa a sétima posição. O próximo confronto do Inter é nesta quarta-feira contra o Athletico Paranense, no estádio Beira-Rio às 19h.
Inter sofre o gol em primeiro tempo apático
Mesmo jogando três competições e com muitos jogos no calendário, o Inter entrou com força máxima para o duelo contra o São Paulo neste domingo no Morumbi. Dos jogadores que iniciaram o jogo contra o Nacional, pela Copa Libertadores, apenas Alemão, lesionado, não entrou como titular. Em seu lugar, Mano Menezes escalou o atacante Luiz Adriano.
O jogo começou morno com o Inter tentando ficar com a bola em busca do gol. O São Paulo marcava forte e impedia que o clube gaúcho se aproximasse da área. O time da casa também não apresentava perigo para a meta do goleiro Keiller. O jogo era tão apático que os melhores lances eram apenas tentativas distantes de conclusão. Com quase 30 minutos de jogo, ambas equipes ainda não haviam sequer finalizado a gol. Foi aí que começou a mudar a história do jogo.
Aos 29 minutos, o São Paulo chegou ao ataque mas sem perigo. Quando a bola já parecia perdida, Marcos Paulo chegou na linha de fundo e cruzou para dentro da área, a bola tocou no braço de Igor Gomes e o árbitro assinalou o pênalti. Luciano bateu mal, o goleiro Keiller fez a defesa e espalmou a bola. No rebote, o mesmo Luciano não perdoou e abriu o placar.
O gol não melhorou a qualidade do jogo. O Inter continuava com mais posse de bola, mas sem criar chances claras de gol, enquanto o São Paulo tentava as jogadas mais agudas também sem sucesso. O primeiro chute do Inter aconteceu aos 40 minutos, com Campanharo. O volante arriscou de longe, sem dificuldades para o goleiro Rafael. E foi isso.
São Paulo amplia
Se o primeiro tempo foi sem grandes oportunidades e fraco tecnicamente, não se pode dizer o mesmo do segundo tempo, pelo menos em termos de chances de gol. Logo no primeiro minuto Nestor obrigou Keiller a fazer uma grande defesa após chutar dentro da área, pelo lado esquerdo.
Com duas trocas, Bustos e Baralhas no lugar de Igor Gomes e Campanharo, o Inter tentava chegar ao ataque sem sucesso. O São Paulo, apesar de ter menos posse, continuava criando as melhores chances. Aos 8 minutos, Luciano achou Caio Paulista livre pelo lado esquerdo de ataque. O jogador do São Paulo entrou livre na área e cruzou para o meio, tentando encontrar o atacante Marcos Paulo. A bola passou por todo mundo e saiu da área.
Aos 13 minutos, Mano tentou mudar o estilo do time com a entrada de Pedro Henrique no lugar de Maurício. Mesmo com a troca, o Inter continuou criando poucas chances. Aos 23 minutos, Mano tentou mais uma vez mudar a produtividade do time, com a entrada de Lucca no lugar de Luiz Adriano. O jogador, que por duas vezes entrou e ajudou a melhorar o time, desta vez fez pouca diferença. Foi o São Paulo que continuou atacando.
Aos 24 veio o segundo gol. Calleri recebeu bola no campo de ataque, após uma cobrança de lateral. Ele esperou a aproximação de Pablo Maia. De fora da área, o volante chutou com categoria e fez um golaço encobrindo Keiller, que não teve chance de impedir. Se o jogo estava difícil, o segundo gol sofrido complicou ainda mais para o Inter.
O Colorado até que tentou reagir mas as jogadas ou eram afastadas pela zaga ou terminavam com as intervenções do goleiro Rafael. Aos 30 minutos, Baralha arriscou de longe e o goleiro fez uma bela defesa. Aos 36 minutos, o Inter criou sua melhor oportunidade. De Pena bateu o escanteio, Mercado dentro da pequena área finalizou para o gol mas, Beraldo tirou a bola com endereço certo e colocou para fora.
Aos 39, o São Paulo quase ampliou. Luciano recebeu o cruzamento de Calleri em profundidade pelo lado esquerdo. O atacante achou Wellington Rato, livre dentro da área. Porém, Rato chutou para fora. Já no acréscimos o Inter quase descontou com Pedro Henrique. Era a última grande chance de um jogo em que o Colorado jogou pouco e quase não conseguiu produzir.
Brasileirão - 4ª rodada
São Paulo 2
Rafael; Rafinha, Arboleda, Beraldo e Caio Paulista; Gabriel (Luan), Rodrigo Nestor (Jhegson Méndez) e Pablo Maia; Alisson (Wellington Rato), Marcos Paulo (Calleri) e Luciano(Michel Araújo). Técnico: Dorival Júnior.
Inter 0
Keiller; Igor Gomes (Bustos), Vitão (Rodrigo Moledo), Mercado e Renê; Campanharo(Baralhas); Mauricio (Pedro Henrique), De Pena, Alan Patrick e Wanderson ; Luiz Adriano (Lucca). Técnico: Mano Menezes.
Gols: Luciano (30min/1ºT) e Pablo Maia (24min/2ºT)
Cartões amarelos: Rafinha, Gabriel e Wellington Rato, Moledo, Mercado, Maurício e Lucca
Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC)
Auxiliares: Bruno Boschilia (PR) e Henrique Ribeiro (SC)
Correio do Povo
PELO BEM DO BRASIL: O CONSELHO DE UM EX-MINISTRO DE BOLSONARO PARA UM MINISTRO DE LULA - 08.05.23
Por Adolfo Sachsida (ex-ministro de Minas e Energia; e ex-secretário de política econômica)
Por três anos estive em cargos chave no Ministério da Economia, e depois assumi como Ministro de Minas e Energia. Falo com a experiência de quem já esteve na linha de frente da formulação e implementação de importantes políticas públicas no Brasil. Este artigo pode desagradar alguns, mas depois de muito refletir decidi escrevê-lo. Sigo aqui o conselho que o presidente Bolsonaro me deu quando me nomeou ministro: “Faça sempre o que for melhor para o povo brasileiro”.
Nos jornais de hoje o ministro Haddad diz “Estamos no caminho para deixar o país pronto para decolar”, apostando na aprovação da reforma tributária, do novo arcabouço fiscal e das reonerações tributárias para alavancar o crescimento econômico. Apesar de ser uma boa pauta econômica acredito que ela seja inexequível; e irá levar a um cenário de estagflação no segundo semestre desse ano gerando considerável pressão sobre a permanência da atual equipe econômica.
A reforma tributária só é consenso nos editoriais de jornais e no mundo acadêmico. Fora dessa bolha a realidade é bem diferente: a reforma tributária irá inevitavelmente aumentar a carga tributária de alguns setores (mesmo que seja neutra do ponto de vista de arrecadação). Além disso, a incerteza sobre o que será aprovado no Congresso e qual será a nova carga tributária de cada setor, o período de transição e a ausência de jurisprudência sobre o novo regime tributário irão paralisar o investimento privado no país. Melhor que uma reforma tributária ampla é reduzir a tributação toda vez que a arrecadação estrutural aumentar. Ou então atacar o contencioso tributário, as obrigações acessórias, melhorar a digitalização e os processos, e realizar melhorias marginais e consistentes no sistema. Melhorias marginais e consistentes tem efeito agregado importante, ainda mais se implicarem em redução de tributos (com a consequente redução do peso morto do tributo e aumento da eficiência econômica).
Se você não acredita em mim, então acredite ao menos em seus olhos. Em janeiro de 2022 o presidente Bolsonaro tentou reduzir o IPI. Atenção: reduzir o IPI pode ser feito por decreto (só depende do presidente da República, e não precisa de aprovação do Congresso). Reduzir o IPI beneficia imediatamente a quase totalidade da população brasileira, mas traz alguns empecilhos para a Zona Franca de Manaus. Pois bem, tivemos que reescrever 3 vezes o decreto (até excluir dele 95% dos produtos da Zona Franca de Manaus) até que o mesmo pudesse seguir em frente. Se com o IPI é assim você consegue imaginar o que irá acontecer quando você incluir nessa equação, além do IPI, o ICMS, o ISS, a COFINS, os regimes especiais, os estados e os municípios? Minha sugestão aqui é simples: esqueça esse tipo de reforma tributária. Você irá gastar um capital político enorme em algo que tem tudo para ser um novo Frankenstein e paralisar a atividade econômica do país gerando desemprego e queda na renda da sociedade.
A segunda agenda do Ministro Haddad é simplesmente tecnicamente errada: o novo arcabouço fiscal apresentado pelo governo é confuso, cheio de sub-regras, e uma garantia na expansão contínua do gasto público que só será sustentável com contínuos aumentos da já elevada carga tributária brasileira. Melhor é desistir disso e apresentar uma regra mais simples. Por exemplo, fixar um limite para a dívida pública e usar os superávits primários como instrumento para perseguição desse objetivo. Para tornar isso crível colocam-se gatilhos travando aumento de salários de funcionários públicos, contratações e outras travas orçamentárias a partir de determinado nível de endividamento. Essa regra é muito mais simples, transparente e exequível.
Em outras palavras, aprovar a regra fiscal proposta pelo governo terá pouco efeito sobre a credibilidade da política econômica ao mesmo tempo que implicará num desgaste junto a bases políticas. A visão otimista aqui, apesar de não compartilhar dela, é que o Congresso irá assumir o ônus político de uma regra fiscal mais dura. Em minha opinião, o governo irá lutar muito para manter uma regra que ao final terá pouco efeito sobre a credibilidade da política fiscal. Isto é, teremos uma nova regra fiscal que necessariamente aumenta a carga tributária, gera incertezas sobre a trajetória da dívida pública e diminui a eficiência econômica reduzindo o crescimento de longo prazo do país. Nesse ponto a evidência empírica é clara: ajustes fiscais via redução do gasto público apresentam resultados econômicos superiores a ajustes executados via aumento de tributos. Na situação atual do Brasil, a elevação de carga tributária irá reduzir o crescimento econômico, o que gera novos desafios sobre a ideia de um ajuste fiscal via aumento de tributos.
A terceira agenda do ministro Haddad é correta: reduzir os gastos tributários. Infelizmente aqui os exemplos do mundo real são desanimadores. Por exemplo, a desoneração de folha já consumiu mais de R$ 100 bilhões. Alguém realmente acredita que exista força política capaz de reverter essa desoneração? O maior gasto tributário é o SIMPLES, alguém acredita que o governo vai alterar o SIMPLES? Ou que irá tirar o benefício tributário de hospitais? Ou que irá reduzir as vantagens tributárias da Zona Franca de Manaus? Ou que irá alterar os regimes especiais?
Você já ouviu falar do REIQ (Regime Especial da Indústria Química)? Pois bem, em 2022 enviamos uma medida provisória ao Congresso acabando com o REIQ (como medida de compensação para poder reduzir outro tributo). Ao final da discussão no Congresso foi aprovada a extensão do REIQ. Em resumo, não só não conseguimos acabar com esse regime especial como o mesmo ainda foi prorrogado. A agenda de gastos tributários precisa ser debatida amplamente com a sociedade, e decisões importantes precisam ser tomadas nesse ponto. Contudo, no momento atual, acho difícil o governo conseguir aprovar reonerações importantes. Será um custo político alto para um resultado pouco expressivo.
Enfim, as três principais agendas do ministro Haddad, apesar de bem-intencionadas, levarão o Brasil a um quadro recessivo no segundo semestre. Se incluirmos aqui outras medidas econômicas equivocadas: elevação da meta de inflação, juros subsidiados pelo BNDES, aumento do crédito direcionado e fornecido por bancos públicos, fim das concessões e privatizações, fim da política de abertura econômica unilateral, fim da política de redução de tributos, aumento do gasto público, pouca ênfase na agenda microeconômica e na melhoria de marcos legais, ameaças de rever pontos da reforma trabalhista, muitos atores dando palpites sobre os rumos da política econômica, entre outros problemas, teremos um quadro de estagflação no segundo semestre: inflação e desemprego em alta; e PIB, produtividade e investimento privado em queda.
Dito tudo isso, aqui vai meu conselho a equipe econômica atual: foquem na agenda microeconômica. O Novo Marco de Garantias, o Novo Marco do Setor Elétrico, a venda de contratos da PPSA (que pode gerar R$ 300 bilhões ao governo) são todas medidas que já estão no Congresso e podem ser aprovadas com o apoio do governo. Além disso, a Secretaria de Política Econômica tinha em minha época várias iniciativas para aprimorar o mercado de capitais, de crédito e de seguros. Essas medidas podem ser ajustadas e enviadas ao Congresso. Enquanto fui Ministro de Minas e Energia igualmente me preocupei com a melhoria dos marcos legais. Existe um conjunto robusto de medidas no Ministério de Minas e Energia que podem ser enviadas ao Congresso para reduzir o custo da energia, melhorar os marcos legais de energia, petróleo, gás, e mineração, e impulsionar a entrada de capitais no Brasil gerando empregos e renda em nossa sociedade.
Em resumo, consolidação fiscal e reformas pró-mercado para aumento da produtividade são a chave para o crescimento econômico de longo prazo. Ter responsabilidade fiscal, reduzindo o gasto público como proporção do PIB e reduzindo a relação Dívida/PIB, e insistir na agenda microeconômica é o caminho trilhado pelo governo passado e que deveria ser mantido pelo atual governo. Essa agenda não dá manchete nos grandes jornais, mas gera emprego e renda para o povo brasileiro.
Termino esse artigo dizendo que o escrevi para honrar a promessa que fiz ao Presidente Jair Bolsonaro. Quando me nomeou ministro ele disse: “Faça sempre o que for melhor para o povo brasileiro”. E respondi: “Pode ter certeza presidente de que o povo brasileiro virá sempre em primeiro lugar”. A atual política econômica irá levar o Brasil a um desastre, e o povo brasileiro irá pagar essa conta via aumento da inflação e do desemprego. Já fui pobre, sei o que é o desemprego e a inflação. Sei o mal que a inflação e o desemprego causam nas famílias mais pobres. Esse artigo é minha modesta contribuição para ajudar nossa pátria, para ajudar nosso povo.
Pontocritico.com

