Além da PEC, equipe de Lula estuda alternativas para ter mais recursos

 Geraldo Alckmin, vice-presidente eleito, afirma que "há outros caminhos" para novo governo bancar promessas do aliado petista

vice-presidente da República eleito e coordenador-geral do governo de transição, Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta terça-feira que a equipe do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ainda não tem uma definição sobre qual instrumento vai adotar para conseguir mais recursos no Orçamento de 2023 para poder financiar as promessas de campanha do petista.

Mais cedo, o grupo de Lula adiou a entrega do texto da chamada Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, que tem sido o principal método estudado pela equipe do presidente eleito para que o petista consiga, por exemplo, manter o Auxílio Brasil em R$ 600 e pagar de um adicional de R$ 150 a cada criança de até 6 anos das famílias beneficiárias.

A equipe do petista também conta com a liberação de mais dinheiro para corrigir o salário mínimo, alterar a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), ter recursos para os programas Farmácia Popular e Auxílio Merenda e garantir que obras e serviços não sejam interrompidos.

Em entrevista coletiva, no entanto, Alckmin comentou que a equipe de Lula monitora outras opções. "São várias possibilidades. Uma delas é ter uma PEC para garantir esses serviços e a consequente mudança no PLOA (Projeto da Lei Orçamentária Anual). Esse é um caminho. Há outros caminhos e isso vai ser definido nos próximos dias. O TCU (Tribunal de Contas da União) tem outra hipótese, de crédito extraordinário. Tem o Judiciário outras alternativas", afirmou.

Crédito extraordinário

A possibilidade de crédito extraordinário é o plano B da equipe de Lula. Alckmin citou o TCU pois em 2016 a corte de contas autorizou o governo do ex-presidente Michel Temer a editar diferentes medidas provisórias para conseguir a liberação de recursos extras no Orçamento.

O então ministro da Fazenda Henrique Meirelles fez diversas consultas ao TCU à época e teve o aval, por exemplo, para abrir créditos extraordinários destinados a ações de socorro, assistência às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação dos cenários de desastres e para custear parcela das despesas com a segurança pública decorrentes da realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos.

No entanto, em todas as manifestações, o TCU respondeu ao governo de Temer que a medida provisória só poderia ser editada para arcar com despesas imprevisíveis, urgentes e relevantes, a exemplo de situações decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública.

Há uma dúvida se o crédito extraordinário serviria para as promessas de Lula, em especial ao Auxílio Brasil, visto que o programa já é previsto no Orçamento. De todo modo, a equipe do petista entende que a manutenção do programa a R$ 600 é um assunto urgente.

"A definição se vai ser PEC ou não, o valor, o formato, será tomada nos próximos dias, essa é uma questão. A outra, é aquilo que é urgente, que não pode esperar, que é fome, é saúde, é educação, é não interromper obras. Estamos pautados em uma agenda de atender quem mais precisa, quem mais está sofrendo, passando por privação. Todos são favoráveis a isso. Ninguém é contra", destacou Alckmin.

Outra saída

Uma terceira alternativa ao governo do presidente eleito é a de se basear em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que resultou no pagamento de R$ 600 do Auxílio Brasil neste ano. Em abril do ano passado, o plenário da corte determinou ao Foverno Federal que garantisse, a partir de 2022, o pagamento de um programa de renda básica de cidadania para os brasileiros em situação de extrema pobreza e pobreza.

O Judiciário não especificou um valor mínimo para o pagamento. O governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), em resposta à decisão do Supremo, disse que neste ano conseguiu zerar a fila de espera do Auxílio Brasil e que, com isso, atendeu à exigência do STF. Sendo assim, a equipe de Lula entende que poderia editar uma medida provisória liberando o valor necessário para arcar com as promessas de Lula ao Auxílio Brasil, pois estaria cumprindo com o que estabeleceu o Supremo. 


R7 e Correio do Povo

COMISSÃO DA CÂMARA SUGERE PREMIAR ALEXANDRE DE MORAES E TSE POR TRANSPARÊNCIA

 Vídeo de Marcel van Hattem

Não posso concordar com um prêmio por Transparência e Fiscalização para o ministro Alexandre de Moraes. Foi o que eu disse nesta manhã em reunião da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados, que integro como membro titular.
Não estou discutindo o resultado eleitoral. O que não se pode é punir, censurar aqueles que têm questionamentos, opiniões e dúvidas sobre a eleição. Nesse sentido, o TSE não tem contribuído, pois agora censura qualquer tipo de opinião ou questionamento sobre o processo eleitoral. Isso tudo com decisões monocráticas, sigilosas, arbitrárias e unilaterais vindas de um só ministro a parlamentares e cidadãos brasileiros.
É preciso deixar claro: o Congresso tem culpa pelo que está ocorrendo agora no nosso país. A Câmara permitiu que um deputado fosse preso por “crime de opinião” e o Senado, que tem o poder de analisar impeachment de ministros do Supremo, está calado, inerte. É vergonhoso ver o Congresso de joelhos diante de outros Poderes, totalmente acovardado. Para piorar, agora quer premiar quem o humilha. Sou contra!




Fonte: https://www.facebook.com/watch/?v=842992776840898

Coordenador da área de Saúde na equipe de transição defende atualização do Mais Médicos

 Lula avalia setor do governo como prioridade, aponta senador

O senador Humberto Costa (PT-PE), coordenador da área de Saúde da equipe de transição do governo eleito, defendeu nesta quarta-feira uma atualização do programa Mais Médicos, diante do cenário atual no país. “Nosso programa prevê um projeto que tenha os princípios do Mais Médicos, para garantir que esses vazios assistenciais possam ser cobertos. Agora, o desenho ainda vai ser construído, porque hoje há um número de médicos significativo, houve um crescimento”, afirmou Costa. "Poderia se fazer um programa parecido, mas com predomínio de médicos brasileiros. Essas ideias são aprofundadas aqui e terão que passar pelo crivo do presidente”, completou.

O senador será o coordenador da área da Saúde na equipe de transição, que contará também com o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), do médico David Uip, Arthur Chioro e José Gomes Temporão. Costa destacou também a possibilidade avaliada pela equipe de condicionar benefícios sociais com vacinas e exames médicos. “Nossa ideia é ter uma ação articulada com a área de assistência social, para que os benefícios de transferência de renda voltem a ter a essa vinculação com a consulta de gestantes e com o cartão de vacinação das crianças”, explicou.

Segundo o senador, o assunto será debatido com a equipe de transição. “Não sei se demora para poder aplicar esses critérios. As pessoas estão passando fome, então não vamos poder condicionar de imediato uma coisa à outra. Mas a ideia é que isso faça parte”, acrescentou.

Costa informou ainda que a área da Saúde teve uma perda orçamentária de R$ 22,5 bilhões. “A primeira demanda que tivemos foram esses R$ 22,5 bilhões, que seria a perda por causa do teto de gastos. Mas como o presidente Lula já deixou claro que a questão de saúde, além de ser prioridade, é um investimento, eu acredito que, se houver necessidade, teremos um canal aberto”, afirmou.

PEC da Transição

A chamada PEC da Transição, anunciada na última quinta-feira, pela equipe do governo eleito, seria oficialmente apresentada nesta quarta-feira. Porém, foi adiada para que Lula dê sua avaliação final sobre a proposta, que prevê a liberação de verba acima do teto de gastos para financiar compromissos de campanha.

Neste momento, a prioridade é a manutenção do Auxílio Brasil de R$ 600, mais R$ 150 por criança menor de 6 anos. Sem o recurso extra, o benefício cai para R$ 405 em 2023, como previsto pelo Orçamento enviado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, o aumento de 1,3% no salário mínimo, que deve custar R$ 7 bilhões, e a recomposição do mínimo constitucional da saúde, que tem déficit de R$ 15 bilhões, devem entrar na PEC.

A ideia é que a equipe de Lula indique quais políticas precisariam extrapolar o teto, mas sem a imposição de valores. Quem vai determinar quanto será destinado a cada tema será o Congresso Nacional, na votação do Orçamento de 2023.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), sinalizou em reunião com o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), que vai pautar a PEC e articular em favor das negociações que miram a ampliação de verba. A informação foi dada pelo senador eleito Wellington Dias (PT-PI), articulador da questão orçamentária na transição de governo.


R7 e Correio do Povo

Entidades empresariais gaúchas lançam nota em defesa da liberdade de expressão

 Assinam a nota Federasul, Farsul, Fiergs, FCDL e Fecomércio

Um documento assinado por cinco entidades empresariais gaúchas defendeu o respeito à liberdade de expressão e ao estado decmorático de direito. "Sabemos que todo direito tem limites e deveres correlatos. Todavia, não pode intimidar manifestações individuais legítimas, inclusive quando questionam atos do poderes constituídos", diz a nota, divulgada na última terça-feira.

Em manifestação, as entidades solicitam que seja "assegurado um ambiente de liberdade decmorática, no qual sejam punidos eventuais excessos, mas respondidos questionamentos legítimos levantados pelos cidadões". Reiteram, ainda, o pedido para que as instituições respeitem a dirvergência de opiniões e o contráditório. 

A nota é assinada pela Federasul, Farsul, Fiergs, FCDL e Fecomércio. 

Leia a nota na íngra:

O respeito às liberdades individuais é marca do estado democrático de direito.

Entre elas, está a liberdade de expressão, garantia constitucional imutável, conquistada pela sociedade brasileira.

É a partir da livre manifestação de pensamento, de criação, de expressão e de informação que as sociedades debatem e evoluem, sendo vedada, por nossa Constituição Federal, “toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística” (CF, art. 220, §2º).

Nesse contexto, as Federações empresariais do Estado do Rio Grande do Sul reafirmam, em conjunto, a defesa do estado democrático de direito e das liberdades individuais.

Sabemos que todo direito tem limites e deveres correlatos. Todavia, não se pode intimidar manifestações individuais legítimas, inclusive quando questionam atos dos poderes constituídos. Há que se recordar que os poderes servem à sociedade – não o contrário.

Defendemos que seja assegurado um ambiente de liberdade democrática, no qual sejam punidos eventuais excessos, mas respondidos questionamentos legítimos levantados pelos cidadãos, sempre dentro do devido processo legal, sem intimidação e vedação de manifestação. Essas condutas inibitórias agravam e acirram ainda mais o ânimo social.

Todos queremos um país produtivo, pacífico, livre e democrático. E todos, em especial as instituições, podem dar sinais de serenidade e respeito à divergência de opiniões e ao contraditório.


Correio do Povo

Heinze cobra impeachment, CPI do Radiolão e fim da censura

 Vídeo de Luis Carlos Heinze

Em plenário, defendi o reequilíbrio do sistema democrático. Precisamos que o Senado Federal ofereça respostas sobre os excessos que foram cometidos.
Não podemos tolerar superpoderes!


Fonte: https://www.facebook.com/watch/?v=657581912697533

Em Brasília, Lula tem agendas estratégicas

 Presidente eleito se encontrou com os chefes dos Poderes nesta quarta-feira

Taline Oppitz

Presidente eleito, Lula (PT) cumpriu agendas em Brasília, nesta quarta-feira, pela primeira vez desde a vitória nas urnas sobre Jair Bolsonaro (PL). Estrategicamente, o petista se reuniu com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, e do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes. Os demais ministros também estiveram presentes no encontro.

Na mesma data, horas antes, o pai de Lira, ex-senador e ex-deputado federal Benedito de Lira (PP), afirmou que o apoio a Bolsonaro, garantido por ele e pelo filho, não representa obstáculo para que o presidente da Câmara agora feche uma aliança com Lula. “Terminou a eleição? Acabou. Vamos pensar no futuro”, disse Benedito em entrevista à Folha de São Paulo.

É a política e sua dinâmica. Arthur Lira é um dos líderes do chamado Centrão, bloco estratégico que pode determinar a vitória ou derrota de projetos do Planalto. Os movimentos de Lula na Capital Federal deixam claro que o petista tem como objetivo a construção de uma agenda em torno da estabilidade institucional, abalada por diversos episódios durante a gestão de Bolsonaro até agora.

Após o encontro com Lira, Lula escreveu em suas redes que “o país precisa de diálogo e normalidade.” Nas reuniões que manteve em Brasília, além de temas institucionais, Lula abordou a pauta do Orçamento-Geral da União para 2023, que vem mobilizando a equipe de transição em função da necessidade de furar o Teto de Gastos para garantir a manutenção de programas sociais e a implementação de benefícios prometidos na campanha. 

  A Lira, Lula disse que o PT não terá candidato à presidência da Câmara. Foto: Sérgio Lima / AFP / CP

Gaúchos na transição

O ex-governador Germano Rigotto (MDB), por ora, é um dos únicos gaúchos a integrar a equipe de transição por parte do futuro governo. Segundo ele, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, telefonou nesta quarta-feira pela manhã e disse que ele poderia ser indicado para o setor de Indústria e Comércio. Em seguida, seu nome foi confirmado. Rigotto destacou que participar da transição não significa eventual entrada no futuro governo, à exceção de Simone Tebet, que tem relação e acertos pessoais com Lula. Rigotto disse ainda que o gaúcho João Gabbardo deve ser convidado para integrar o setor de Saúde. Gabbardo afirmou que ainda não foi contatado. 

Correio do Povo

Luzes misteriosas no céu de Porto Alegre podem ter relação com evento na Serra do RS

 Teoria é do professor Hernán Mostajo, também diretor do Museu Internacional de Ufologia, História e Ciência Victor Mostajo

A explicação para as luzes misteriosas que foram vistas por quatro dias seguidos no céu de Porto Alegre pode estar relacionada a um grande evento que ocorre na Serra Gaúcha, e projeta luzes para o alto. A teoria é do professor Hernán Mostajo, também diretor do Museu Internacional de Ufologia, História e Ciência Victor Mostajo. O local fica em Itaara, na região central gaúcha, e tem atraído a atenção de pessoas ao longo dos últimos dias, na esteira da aparição de objetos voadores não identificados (OVNIs) na região.

"A princípio, são fenômenos aéreos bem identificados", afirma ele. "Não temos certeza da origem da luz, mas há uma grande suspeita da relação com este evento", acrescenta, sem citar qual seria, nem onde ocorre, embora diga saber. A confirmação deverá vir, afirma Hernán, com laudos técnicos que estão em andamento, e precisam de autorização para serem divulgados. "Observe que em todos os dias onde houve avistamentos, o evento ocorreu. Somente em um dia não foram vistas luzes, e justamente não houve este evento", diz com firmeza.

A especulação alimenta as mais diversas teorias, especialmente na Internet, para o que seriam as tais luzes, visíveis principalmente pilotos de aeronaves por, pelo menos, cinco noites seguidas na Capital, e registradas por câmeras de monitoramento do Aeroporto Internacional Salgado Filho, que também divulga as conversas entre tripulantes e controladores de tráfego aéreo. A mais recente delas foi na noite da última terça-feira, quando cinco pilotos de voos comerciais relataram luzes não identificadas.

Outra teoria mais recente levantada nas redes sociais diz respeito a uma provável passagem dos satélites da empresa Starlink pela órbita terrestre, possibilidade que é refutada pelo diretor do museu de Itaara. “O Starlink é uma sequência de satélites. Os avistamentos relacionados a eles eram mais comuns há alguns anos, quando eles foram lançados”, comenta Hernán. O professor Carlos Fernando Jung, um dos proprietários do Observatório Heller & Jung, no município de Taquara, e diretor da Região Sul da Brazilian Meteor Observation Network (Bramon), afirmou não ter registrado nada na noite de terça. “Mas vamos continuar a monitorar”, diz Jung.


Correio do Povo

Confirmada viagem de Lula a Portugal, no dia 18, após Egito

 Presidente eleito terá encontro com primeiro-ministro, Antônio Costa, e com o presidente Marcelo Rebelo de Souza

Está confirmada a viagem do presidente eleito, Lula da Silva, a Portugal, como primeiro país da Europa a ser visitado pelo petista, que assume no Planalto em 1 de janeiro seu terceiro mandato presidencial. No dia 18, Lula chegará a Lisboa, após participação na COP27, com sede no Egito, para encontro com o primeiro ministro português, Antônio Costa, e com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. A confirmação da visita acaba de ser comunicada a autoridades e à diplomacia portuguesas. A informação foi obtida pelo blog em primeira mão. 

Os preparativos para a visita de Lula já estavam em andamento há cerca de uma semana, no aguardo da confirmação da agenda do presidente eleito. O país vem acenando ao brasileiro com gestos políticos claros e públicos. "É com renovada esperança que se ouviu o presidente eleito do Brasil, Lula da Silva, renovar o seu compromisso com a desflorestação zero da floresta amazônica" – declarou o primeiro ministro português Antônio Costa, em seu pronunciamento em Sharm el-Sheikh, em mesa redonda ao lado de autoridades como Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.

O líder português, que também foi um dos primeiros a saudar Lula pela vitória em 31 de outubro, mencionou expressamente a retomada da cooperação “em torno de causas globais”. Autoridades do país experimentaram constrangimentos com o governo Bolsonaro. O presidente não compareceu a mais de um evento oficial com altos representantes do país, como sinal de descontentamento ante as relações portuguesas, mesmo que institucionais, com seu adversário petista.


R7 e Correio do Povo

Veja o impacto que a população carcerária teve na eleição 2022

 Vídeo de Marco Feliciano




Fonte: https://www.facebook.com/watch/?v=2388478161304254

Anúncio de Guido Mantega em governo de transição faz Bolsa cair

 Índice do Ibovespa baixou 0,88% minutos após nome de ex-ministro da Fazenda ser confirmado em equipe de Lula


O anúncio feito pelo vice-presidente da República eleito, Geraldo Alckmin (PSB), de que o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega fará parte da equipe de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mexeu com o desempenho da Bolsa de Valores nesta terça-feira.

Em um intervalo de 13 minutos após a declaração de Alckmin, entre 16h19 e 16h32, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caiu 0,88%. Da abertura da Bolsa, às 8h, até 16h19, o indicador tinha subido 1,06%. Ao fim do dia, o Ibovespa fechou em alta de 0,71%. A resitência do mercado ao nome de Mantega ocorre pela atuação dele durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Nesta terça, Alckmin assinou a portaria que institui o gabinete de transição governamental de Lula e anunciou os primeiros integrantes do grupo. Mantega não vai compor o grupo técnico da economia, que terá como membros André Lara Resende, Guilherme Melo, Nelson Barbosa e Pérsio Arida.

De todo modo, o vice-presidente eleito garantiu a participação do ex-ministro. "Guido Mantega deve participar. Teremos outros grupos técnicos e ele participará. É muito importante a sua experiência, a sua participação", frisou Alckmin. A tendência é de que Mantega integre o grupo de planejamento, orçamento e gestão.

Os grupos técnicos da transição de Lula foram divididos em 31 áreas temáticas: agricultura, pecuária e abastecimento; assistência social; centro de governo; cidades; ciência, tecnologia e inovação; comunicações; cultura; defesa; desenvolvimento agrário; desenvolvimento regional; direitos humanos; economia; educação; esporte; igualdade racial; indústria, comércio e serviços; infraestrutura; inteligência estratégica; justiça e segurança pública; meio ambiente; minas e energia; mulheres; pesca; planejamento, orçamento e gestão; povos originários; previdência social; relações exteriores; saúde; trabalho; transparência, integridade e controle; e turismo.

R7 e Correio do Povo