PF indicia 4 pessoas por crimes associados à importação de 18 girafas no Rio

 Dois servidores públicos estão entre os investigados


Em investigação envolvendo a importação de 18 girafas provenientes da África do Sul, a Polícia Federal (PF) indiciou dois servidores públicos e dois representantes do BioParque, no Rio de Janeiro. Eles foram acusados por crimes previstos na legislação ambiental. O relatório final do inquérito foi encaminhado na semana passada ao Ministério Público Federal (MPF), que poderá apresentar judicialmente uma denúncia contra os quatro.

Os trabalhos da investigação tiveram início em janeiro desse ano, após a morte de três dos 18 animais. As girafas foram importadas pelo BioParque. Administrado pelo Grupo Cataratas, trata-se de uma reformulação do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, que foi inaugurado em 1945 e é um dos mais antigos do país. Em 2016, o município decidiu repassar sua administração à iniciativa privada. O edital de concessão foi vencido pelo Grupo Cataratas.

Após diversas obras, o BioParque foi inaugurado em março do ano passado. O Grupo Cataratas, que também é responsável pela gestão de outros importantes espaços de ecoturismo no país como o Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu, o Parque Nacional da Tijuca (Paineiras Corcovado) e o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (EcoNoronha), anunciou a adoção de um novo conceito de zoológico, baseado na educação ambiental, na pesquisa e na conservação da biodiversidade. 

As girafas entraram no Brasil em novembro de 2021 e foram levadas para um galpão no resort Hotel Resort Safari Portobello, em Mangratiba (RJ), onde ficariam em quarentena até serem levadas para o BioParque. Seis delas conseguiram escapar do espaço e foram recapturadas, mas três acabaram indo a óbito no episódio.

Diante da situação, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multa ao BioParque e o MPF considerou que a importação violou acordos internacionais, recomendando a devolução dos 15 animais sobreviventes, o que não ocorreu. Desde então, as discussões na esfera cível se dão na Justiça estadual, em uma ação movida pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e pela Agência de Notícias de Direitos Animais (Anda). No âmbito desse processo, o juízo determinou que o BioParque foi realizasse as obras necessárias para construção de local adequado para a permanência das girafas. A situação passou a ser acompanhada de perto pelo Ibama.

O BioParque tem sustentado que os animais integram programas de conservação da biodiversidade e não foram capturados na natureza, o que é considerado crime pela legislação brasileira. Considerada a maior importação de animais de grande porte da história dos zoológicos brasileiros, a movimentação havia sido autorizada pelo Ibama. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão vinculado ao governo do Rio de Janeiro, vistoriou e aprovou as instalações do Hotel Resort Safari Portobello antes da chegada das girafas.

Segundo a PF, a apuração revelou que houve falhas deliberadas de dois servidores públicos, cujos nomes não foram divulgados. O inquérito aponta que eles ignoraram o descumprimento de requisitos fundamentais. Foram desrespeitadas normas expressas sobre a metragem mínima e outras características básicas que deveriam ser constatadas nos recintos para onde os animais foram levados. Também foi apurado que os representantes do BioParque praticaram crime de maus tratos no manejo das girafas. A PF concluiu que eles prezaram pela redução de custos em detrimento do bem-estar e da segurança dos animais.

Em um laudo técnico produzido em fevereiro pelo Instituto de Veterinária da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), inadequações no espaço onde estavam os animais já haviam sido apontadas como determinantes para o episódio que resultou nas três mortes. O documento reuniu as conclusões de uma avaliação realizada a pedido do MPF, onde foram observados diferentes quesitos como condições do abrigo, de alimentação e de saúde, além de questões comportamentais.

Os indiciamentos foram realizados com base na Lei Federal 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. Os servidores públicos foram apontados como autores do crime de "afirmação falsa ou enganosa, omitir a verdade, sonegar informações ou dados técnico-científicos em procedimentos de autorização ou de licenciamento ambiental". A pena em caso de condenação é de um a três anos de detenção, além de multa.

Já os representantes do BioParque podem responder por "praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais". Embora seja prevista detenção de três meses a um ano, a legislação prevê o aumento da pena quando há morte e quando diversos animais são afetados.

Procurados pela Agência Brasil, o BioParque e o Ibama não se pronunciaram. Já o Inea informou que não recebeu oficialmente nenhuma notificação da PF, acrescentando estar à disposição para colaborar com os investigadores e para esclarecer eventuais questionamentos.


Agência Brasil e Correio do Povo

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Três das 18 obras da Copa do Mundo de 2014 ainda não foram concluídas em Porto Alegre

 Moradores e motoristas reclamam dos transtornos nos locais onde os projetos estão em andamento

Moradores e motoristas reclamam dos transtornos nos locais onde os projetos estão em andamento 

Das 18 obras previstas para serem entregues até a Copa do Mundo de 2014 em Porto Alegre, três ainda aguardam conclusão, mesmo depois de oito anos do término dos Mundiais no Brasil, além da Rússia, em 2018, e a dias do início do evento esportivo no Catar. São elas a ampliação da avenida Severo Dullius, próxima da rua Dona Alzira, bem como a duplicação da avenida Tronco e ainda o trecho 2 das melhorias na rua Voluntários da Pátria, no trecho entre a Ramiro Barcellos e a avenida Sertório.

Ainda que os projetos estejam em andamento, há transtornos aos moradores e motoristas que circulam pelos locais. Preocupados especialmente com o descarte irregular de lixo próximo às obras e a falta de sinalização das mesmas, eles esperam por uma resolução rápida para evitar novos problemas de mobilidade. Na Severo Dullius, por exemplo, o asfalto está em andamento, e os trabalhos estão 89% concluídos, de acordo com o painel da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smoi). Há três meses e meio, no final de julho, eram 87%. 

O investimento é de R$ 77,9 milhões, e a via terá dois quilômetros de extensão, da região do Aeroporto Internacional Salgado Filho até a avenida Sertório. No local, o comerciante Leandro Vagner, que vive com a família na área há dez anos, tem esperanças de que a obra seja finalizada logo. “O pessoal até está trabalhando por aqui, mas a gente fica preocupado com o lixo. Não são os pobres que descartam, mas as pessoas com carros melhores. Com o asfalto, terá bem mais trânsito por aqui”, observa ele. 

Com frequência, equipes do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) fazem a limpeza do local. Por mês, segundo o DMLU, são retiradas mais de 200 toneladas de resíduos da área. Já a Tronco deverá ter concluída sua ampliação até março de 2023. Nos trechos 1 e 2, que devem ser entregues no próximo ano, os trabalhos estão 72% prontos, e nos trechos 3 e 4, a conclusão chega a 82%. A construção sofreu alguns revezes, como uma suspensão em outubro de 2016 por falta de recursos, retomada em junho de 2018, suspensa novamente em julho de 2019 e novos avanços a partir de fevereiro de 2020.

Além da duplicação de 6,5 quilômetros totais, o projeto prevê ainda a drenagem, implantação de corredores de ônibus, ciclovia, sinalização e nova iluminação pública. “Já está levando oito anos. Com certeza atrapalha bastante, mas acho que agora sai”, diz o eletricista Reni dos Santos, morador do bairro Santa Tereza e frequentador assíduo da região da Tronco. No total, estão sendo investidos R$ 129 milhões.

Quanto ao trecho 2 da Voluntários da Pátria, ligando o Centro Histórico à zona Norte, a Smoi se manifestou dizendo que está sendo refeito o projeto para a duplicação. Ainda não há construções sendo realizadas no local. No momento, o projeto passa por mudanças, e, “assim que pronto”, ainda sem data, “entrará para licitação”. A obra deverá entrar no chamado “Centro Expandido”, também com melhorias no Centro Histórico, Orla do Guaíba e 4º Distrito.

Resumo das obras da Copa

• Ampliação da avenida Severo Dullius, bairro Anchieta: 89% de conclusão
• Duplicação da Avenida Tronco, bairro Santa Tereza: 72% concluídos (trechos 1 e 2), 82% concluídos (trechos 3 e 4)
• Trecho 2 das melhorias na rua Voluntários da Pátria, da altura da Ramiro Barcelos até a avenida Sertório, bairro Floresta: ainda na fase de projeto

Correio do Povo

Filho de Flordelis evita ficar frente a frente com réus e presta depoimento por videoconferência

 Em depoimento, Luan disse que quem não concordasse com a ex-deputada federal era tratado como "não aliado"



Um dos filhos afetivos da ex-deputada federal Flordelis, Alexsander Felipe Matos Mendes, conhecido como Luan, foi a segunda testemunha a prestar depoimento ao Tribunal do Júri de Niterói, região metropolitana do Rio, nesta terça-feira (8). Mesmo presente no fórum, ele não quis ficar frente a frente com os réus acusados da morte do pastor Anderson do Carmo e falou por videoconferência. 

De acordo com informações da Record TV Rio, Luan sabia do plano para matar o pastor Anderson, mas não concordou. E, por isso, Flordelis ofereceu dinheiro a ele, além de passagens para ir aos Estados Unidos acompanhado da família. 

Ele disse que quem não concordasse com Flordelis era tratado como "não aliado".

segundo dia de julgamento começou tumultuado. A sessão teve início com atraso de mais um hora porque um dos réus não teria chegado no horário marcado porque foi esquecido pelos agentes penitenciários. 

À tarde, um alarme que seria de incêndio disparou acidentalmente e provocou a saída da sala de pessoas que acompanhavam o julgamento. 

Por volta das 19h, estava sendo ouvida pela juíza Nearis do Santos a terceira testemunha de acusação: outro filho afetivo de Flordelis, Misael. 

O primeiro a falar, hoje, foi um policial que acompanhou as investigações do caso do pastor Anderson do Carmo, morto a tiros na porta de casa, em Niterói, em 2019. Thiago Vaz Souza afirmou que dentro da residência havia uma divisão da família, como se fossem facções.

R7 e Correio do Povo

Justiça mantém prisão do ex-vereador Gabriel Monteiro

 Acusado de estupro, ele teve a prisão preventiva decretada. Segundo as investigações, crime ocorreu em julho deste ano



A Justiça do Rio de Janeiro manteve a prisão do ex-vereador Gabriel Monteiro, na Audiência de Custódia realizada na tarde desta terça-feira (8), na Central de Audiência de Custódia. A prisão de Gabriel Monteiro foi determinada por força de mandado expedido pelo juízo da 34ª Vara Criminal no processo em que o ex-vereador é denunciado por estupro de uma jovem. O processo está em segredo de Justiça.

Na decisão, a juíza da audiência de custódia Rachel Assad da Cunha argumentou que o mandado de prisão contra o ex-vereador estava dentro do prazo de validade e não houve a sua revogação pelo juízo da 34ª Vara Criminal.

“Assim, tem-se que se o mandado de prisão é válido e a decisão que ensejou sua expedição está inalterada, sendo vedado ao juízo da Ceac [Central de Custódia] avaliar o pedido defensivo de liberdade ou substituição da prisão por outra medida, sob pena de usurpação de competência”.

A magistrada entendeu ainda que “cabe à Ceac, portanto, avaliar tão somente a regularidade da prisão e a validade do mandado de prisão, além de determinar a apuração de eventual abuso estatal no ato prisional”.

A juíza Rachel Assad determinou também a expedição do ofício à Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) para que Gabriel Monteiro fique acautelado em presídio que assegure a sua integridade física. Durante a audiência, os advogados alegaram a condição de ex-policial militar do ex-vereador, que teria feito prisões na função e ter sofrido tentativas de homicídio. Assim, pediram que o acusado fosse acautelado em um presídio compatível com a sua condição de ex-PM.

Denúncia

De acordo com a denúncia da 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da Área Zona Sul e Barra da Tijuca, do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), em julho Gabriel Monteiro forçou uma mulher, que conheceu em uma boate da Barra da Tijuca, a praticar com ele ato sexual após saírem da casa noturna, sem o uso de preservativo e utilizando-se de violência física. Um exame médico realizado após os fatos comprovou que a vítima foi infectada pelo vírus do HPV.

As investigações apontaram que o ex-vereador conheceu a vítima no dia 15 de julho, durante a reinauguração da boate Vitrine, na Barra da Tijuca. Após trocarem beijos, Gabriel convidou a mulher e uma amiga da vítima para a casa de um amigo dele, localizada no bairro do Joá. Ao chegar, o ex-vereador subiu com a mulher para um dos quartos e solicitou que a amiga os aguardasse na sala.

A denúncia descreve que, após entrarem no quarto, percebendo que a vítima, assustada, fez menção de sair do local, Gabriel trancou a porta, retirou sua arma da cintura e passou no rosto da mulher, constrangendo-a com o objetivo de manter relações sexuais. Ao tentar tirar a roupa da vítima à força, o ex-vereador ouviu dela que a mesma tiraria a roupa sozinha. Com a mulher despida, Gabriel a empurrou de forma violenta sobre a cama e começou a ter relação sexual de forma também violenta, sem o uso de preservativo, mesmo após os apelos da vítima para que a relação não fosse consumada sem camisinha.

Ainda de acordo com a denúncia oferecida à Justiça, durante o ato sexual o ex-vereador desferiu tapas violentos no rosto da vítima, além de segurá-la firmemente pelos pulsos, tendo, em determinado momento, ameaçado espancar a mulher caso ela continuasse reagindo às agressões físicas.

R7 e Correio do Povo

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Prefeitura responde questionamentos do MPRS sobre medidas para desbloqueio de ruas de Porto Alegre

 Gestão Municipal admitiu dificuldades em desmobilizar atos contra o resultado da eleição


A Prefeitura de Porto Alegre respondeu, na tarde desta terça-feira, o ofício encaminhado pelo Ministério Público Federal (MPF), juntamente com o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MPRS) e Ministério Público de Contas (MPC), sobre eventuais medidas para o desbloqueio de vias do Centro Histórico, ocupadas há mais de uma semana por manifestantes contrários ao resultado da eleição. 

Entre os principais pontos relatados no documento de resposta, a gestão municipal admite que a manifestação, que ocorre desde o dia 1º de novembro, dois dias após a eleição, “obstrui parcialmente algumas vias públicas”, e que medidas de limitação de espaço aos manifestantes foram adotadas. “Conforme orientações recebidas dos órgãos estaduais de segurança pública, concentrando os manifestantes na local que traria menor comprometimento para a circulação na Área Central”, diz o documento. 

 A prefeitura também entende que se o Ministérios Públicos avaliam que possa estar ocorrendo um abuso, "a situação ultrapassa o limite de competência municipal, enquadrando-se no exercício do poder de polícia ostensivo, relacionados ao âmbito da segurança pública, de contornos estadual e federal.” 

No documento, o poder público também relata que não conseguiu identificar líderes da manifestação que está em frente ao Comando Militar do Sul na rua 7 de setembro em Porto Alegre, “o que dificulta o convencimento para a desmobilização dos manifestantes".

Leia a resposta na íntegra


Correio do Povo

Moraes se reúne com procuradores que investigam financiamento de protestos em rodovias

 Representantes do Ministério Público foram ao tribunal repassar a identificação de autores e financiadores das manifestações



O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se reúne nesta terça-feira com procuradores-gerais de três estados para tratar das manifestações antidemocráticas organizadas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) em protesto contra o resultado das eleições.

De acordo com informações do TSE, os procuradores foram até a Corte repassar informações sobre a identificação de autores e financiadores dos atos que se concentram no bloqueio de estradas e na frente de quartéis militares. O encontro começou por volta das 11h30min, na sede do Tribunal, em Brasília. Além de Moraes, participam Mario Luiz Sarrubo, procurador-geral de Justiça de São Paulo, Fernando da Silva Comin, procurador-geral de Justiça de Santa Catarina, e Luciana Gomes Ferreira, procuradora-geral de Justiça do Espírito Santo.

Por ordem do TSE, a Polícia Rodoviária Federal e as forças de segurança dos estados e do Distrito Federal atuam desde a semana passada para desobstruir vias. Também foi fixada multa de R$ 100 mil para os proprietários dos caminhões e a obrigatoriedade de identificação dos motoristas e empresas.

R7 e Correio do Povo

Procurador-geral de Justiça de SP confirma que empresários financiaram bloqueio de rodovias

 Declaração foi dada após reunião com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, nesta terça-feira


O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Mário Luiz Sarrubbo, afirmou nesta terça-feira (8) que o Ministério Público identificou empresários que estão financiando os atos antidemocráticos organizados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com ele, esse tipo de envolvimento de executivos ocorre em diversos estados.

As investigações do Ministério Público apontam que os financiamentos ocorreram tanto para o bloqueio de rodovias pelo país quanto para a manutenção de manifestantes em frente a quartéis das Forças Armadas. 

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (8) após reunião com o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e outros dois procuradores-gerais.

Dados incipientes

Apesar da confirmação, Sarrubbo afirmou que os nomes e a quantidade de empresários envolvidos ainda não podem ser revelados. "São empresários que são financiadores. Nós já temos alguns nomes que não podemos revelar porque estão sendo investigados, mas a ideia é que esse cruzamento [com dados do TSE] possa permitir a identificação", afirmou.

Segundo ele, os dados ainda são "incipientes". "Ainda não suficientes para a gente fechar o cerco. Então, seria prematuro formar número ou nome [dos empresários]. Ainda estamos investigando. Há um fluxo financeiro importante", completou.

Segundo Sarrubbo, existem indícios de atuação interestadual dos empresários, ou seja, os mesmos suspeitos estariam atuando em mais de uma unidade da federação.

De acordo com informações do TSE, os procuradores foram até a Corte repassar informações sobre a identificação de autores e financiadores das manifestações organizadas para questionar o resultado das eleições.

O encontro começou por volta das 11h30, na sede do tribunal, em Brasília. Além de Moraes e Sarrubbo, participaram Fernando da Silva Comin, procurador-geral de Justiça de Santa Catarina, e Luciana Gomes Ferreira, procuradora-geral de Justiça do Espírito Santo. Os atos se concentram no bloqueio de estradas e na frente de quartéis militares.

Por ordem do TSE, a Polícia Rodoviária Federal e as forças de segurança dos estados e do DF atuam desde a semana passada para desobstruir vias. Também foi fixada multa de R$ 100 mil para os proprietários dos caminhos e a obrigatoriedade de identificação dos motoristas e empresas.


R7 e Correio do Povo

Vagas de emprego em Porto Alegre - 09.11.2022

 

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