quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Procurador-geral de Justiça de SP confirma que empresários financiaram bloqueio de rodovias

 Declaração foi dada após reunião com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, nesta terça-feira


O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Mário Luiz Sarrubbo, afirmou nesta terça-feira (8) que o Ministério Público identificou empresários que estão financiando os atos antidemocráticos organizados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com ele, esse tipo de envolvimento de executivos ocorre em diversos estados.

As investigações do Ministério Público apontam que os financiamentos ocorreram tanto para o bloqueio de rodovias pelo país quanto para a manutenção de manifestantes em frente a quartéis das Forças Armadas. 

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (8) após reunião com o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e outros dois procuradores-gerais.

Dados incipientes

Apesar da confirmação, Sarrubbo afirmou que os nomes e a quantidade de empresários envolvidos ainda não podem ser revelados. "São empresários que são financiadores. Nós já temos alguns nomes que não podemos revelar porque estão sendo investigados, mas a ideia é que esse cruzamento [com dados do TSE] possa permitir a identificação", afirmou.

Segundo ele, os dados ainda são "incipientes". "Ainda não suficientes para a gente fechar o cerco. Então, seria prematuro formar número ou nome [dos empresários]. Ainda estamos investigando. Há um fluxo financeiro importante", completou.

Segundo Sarrubbo, existem indícios de atuação interestadual dos empresários, ou seja, os mesmos suspeitos estariam atuando em mais de uma unidade da federação.

De acordo com informações do TSE, os procuradores foram até a Corte repassar informações sobre a identificação de autores e financiadores das manifestações organizadas para questionar o resultado das eleições.

O encontro começou por volta das 11h30, na sede do tribunal, em Brasília. Além de Moraes e Sarrubbo, participaram Fernando da Silva Comin, procurador-geral de Justiça de Santa Catarina, e Luciana Gomes Ferreira, procuradora-geral de Justiça do Espírito Santo. Os atos se concentram no bloqueio de estradas e na frente de quartéis militares.

Por ordem do TSE, a Polícia Rodoviária Federal e as forças de segurança dos estados e do DF atuam desde a semana passada para desobstruir vias. Também foi fixada multa de R$ 100 mil para os proprietários dos caminhos e a obrigatoriedade de identificação dos motoristas e empresas.


R7 e Correio do Povo

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