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Passageiros impactados pela medida podem solicitar o ressarcimento do valor integral do bilhete ou remarcar a data da viagem
O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) emitiu, na tarde desta segunda-feira, ordem de serviço flexibilizando a operação de linhas de ônibus intermunicipais em razão de bloqueios em rodovias gaúchas, desde a noite deste domingo. As empresas foram autorizadas a alterar horários e até a cancelar as viagens.
Entre as empresas que já confirmaram alterações nas linhas, está a Unesul, que suspendeu viagens para o litoral Norte. A Reunidas também cancelou o trajeto de Vacaria para Horizontina e de Passo Fundo em direção a São Borja. A equipe do Daer garante estar concentrada em atender caso a caso a fim de encontrar a melhor solução para cada percurso.
Os passageiros impactados pela medida podem solicitar o ressarcimento do valor integral do bilhete ou remarcar a data da viagem, sem qualquer prejuízo financeiro.
O que dizem as empresas de ônibus
Conforme a Associação Riograndense de Transporte Intermunicipal (RTI), apesar de não haver um balanço exato de linhas afetadas, desde o fim da manhã já havia registros de cancelamentos e atrasos de viagens.
A assessoria de imprensa da RTI informou que os tripulantes das transportadoras foram alertados para que tenham o cuidado de não exporem os passageiros a risco. Em caso de bloqueio mais demorado, a orientação é para que procurem um ambiente seguro em que os viajantes tenham acesso a banheiro, água e alimentação.
Além disso, os motoristas foram orientados a seguirem a rota sempre que possível, buscando desvios. Já aos passageiros que ainda não embarcaram, a RTI sugere que consultem as rodoviárias e as empresas de ônibus, antes de ir para o local.
Rádio Guaíba e Correio do Povo
Dados são referentes ao primeiro turno
Termina nesta terça-feira, 1º de novembro, o prazo para que os candidatos e partidos entreguem à Justiça Eleitoral as prestações de contas finais referentes ao primeiro turno das eleições de 2022. Os dados devem ser enviados por meio do Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE) via internet e entrega da mídia física deve ser feita no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), no caso dos candidatos à deputado estadual, federal, senador e governador. Para os candidatos à presidência, documentos são entregues diretos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Este ano, para os candidatos e partidos gaúchos, a entrega das cerca de 1.500 mídias físicas será feita na Central de Atendimento ao Eleitor - CAE de Porto Alegre, na rua Siqueira Campos, do dia 28 de outubro até o dia 1 de novembro. O horário de atendimento será das 12h às 19h. Nos demais dias, para entregas referentes ao segundo turno, o atendimento será nos locais e nos horários de cada unidade judiciária. Nesta terça-feira a data está reservada especialmente para isso e não ocorrerá atendimento para o público em geral.
Até a manhã desta segunda-feira, apenas 490 candidatos, dentre os 1.399, haviam entregue suas prestações de contas.
Eventuais dúvidas acerca da forma de entrega das mídias físicas poderão ser dirigidas ao e-mail sadap@tre-rs.jus.br ou ao Whatsapp (51) 99308.9893.
Correio do Povo
Governador eleito lamentou os protestos de caminhoneiros no Rio Grande do Sul e no Brasi
Reeleito governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) assegurou que irá concluir integralmente o seu mandato. "Vou ficar até o final. O foco agora é o Rio Grande", disse em entrevista nesta segunda ao Balanço Geral, da Record TV RS. A fala se dá em função da saída de Leite do governo gaúcho em março deste ano. Sobre a vitória de ontem, governador eleito classificou a eleição como uma "renovação de confiança" e reafirmou que governará para "todos".
Leite afirmou que ainda não falou com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Imagino que ele também esteja sobre demanda", disse o tucano. Durante a campanha, Lula disse que pretende reunir-se com os governadores eleitos. O tucano garantiu que estará presente no encontro.
Leite lamentou os protestos de caminhoneiros no Rio Grande do Sul e no Brasil. Os apoiadores do atual presidente Jair Bolsonaro (PL) contestam o resultado das urnas e bloqueiam rodovias. "Qual a intenção? Subverter a decisão da população?" questionou, destacando ainda que a democracia é um regime onde "sempre haverá alguém que perde", mas que a regularidade das eleições "garante que ninguém precisa recorrer a violência".
Ainda sobre a relação com o governo federal, o tucano disse que estará aberto ao diálogo com a nova equipe econômica, caso Brasília apresente uma nova proposta para rever os valores da dívida do Estado.
Entre as principais medidas do novo mandato, Leite ressaltou uma reestruturação da educação. Segundo ele, em função dos problemas financeiros do governo durante os primeiros anos de gestão, houve uma "dificuldade técnica e operacional" que dificultou um melhor aproveitamento. Em função disso, deve propor uma reestruturação entre a secretaria de Obras e da Educação para "conseguir fazer projetos mais rapidamente".
Outra medida que o tucano pretende colocar em prática nos próximos quatro anos é a implementação de uma usina de hidrogênio verde no porto de Rio Grande. O projeto é uma aposta para o desenvolvimento econômico do estado e, principalmente, da metade Sul. "Pode ser transformador do ponto de vista econômico e vai atrair o interesse dos países mais ricos", garantiu Leite.
Reforçando o que já havia afirmando durante sua campanha, o PT, partido que foi oposição à Leite durante o primeiro mandato mas, no segundo turno das eleições abriu voto crítico ao tucano, não deverá participar do seu governo. "Temos convergência na democracia e no respeito as instituições", disse Leite, ao afirmar, contudo, as divergências pragmáticas de agenda. "O PT terá da minha parte uma relação leal e republicana."
Correio do Povo
Infraestrutura, burocracia e incentivo às exportações estão entre as preocupações
As lideranças do agronegócio avaliaram nesta segunda-feira o resultado do segundo turno das eleições de 2022, que reelegeu o governador gaúcho Eduardo Leite e deu a Luiz Inácio Lula da Silva a presidência da República.
O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, diz que é “altamente preocupante a eleição de Lula” pois governos anteriores do PT relativizaram a questão da posse da terra, ponto inegociável para o produtor. “Agora tem a novidade da demagogia da comida barata, taxando as exportações, a exemplo da Argentina”, reclama. No Estado, a posição expressada por Pereira é de aprovação de Eduardo Leite.
O presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro), Paulo Pires, avalia que o setor agropecuário teve um crescimento excepcional nos últimos 10 anos e que a vitória de Lula causa temor, principalmente por conta do “histórico do partido eleito”, afirma. Pires argumenta que há políticas bem-sucedidas do governo atual que precisam ter continuidade, em questões como a desburocratização, demarcação de terras indígenas e armamentismo. Quanto à reeleição de Leite, Pires aponta que ela é resultado de mérito político e de uma gestão de sucesso.
O presidente da Federarroz, Alexandre Velho, sem comentar os resultados, disse que é missão do setor continuar buscando as pautas de interesse de cada cadeia. No Estado, uma maior eficiência para o porto de Rio Grande na exportação de arroz, melhorias nas estradas e redução do ICMS. No âmbito federal, Velho ressalta que é preciso avançar em medidas estruturais para menos custos de produção.
Roges Pagnussat, presidente da Associação das Empresas Cerealistas do Rio Grande do Sul, vê continuidade e maturidade do governo do Estado. Cita a capacidade técnica das equipes que ocupam a pasta da Agricultura e programas como o Duas Safras como muito importantes para o setor. Já em âmbito nacional, afirma que, “de maneira geral, o agro fica apreensivo”, pois “há apenas um discurso de campanha em que o governo fala em taxar o agronegócio ou restringir algumas ações de expansão”.
Enquanto isso, o presidente executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, ressalta a importância de o país seguir atendendo mercados interno e externos e, para tanto, espera investimentos nos órgão de defesa sanitária “para manter-se, por exemplo, com o status de livre de influenza aviária”. Também cita questões relacionadas à logística, defendendo aumento da estrutura ferroviária do estado, além de novas possibilidades de sustentabilidade e energias renováveis para dar competitividade para o setor no cenário mundial.
As entidades representantes dos agricultores familiares consideram positivas tanto a reeleição no Rio Grande do Sul quanto a mudança de comando no governo federal. O coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf/RS), Douglas Cenci, ressalta que a continuidade do governo Eduardo Leite elimina a necessidade de começar tudo outra vez. No âmbito nacional, afirma que a mudança de presidente é bem-vinda, pois “o governo Bolsonaro tinha inviabilizado um conjunto de políticas públicas para a agricultura familiar”.
O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, espera que o governador eleito recrie a Secretaria da Agricultura Familiar, possibilidade já sinalizada por Leite à Fetag. Na esfera federal, a entidade espera a volta do Ministério da Agricultura Familiar. “Não dá para viver de pacotes agrícolas e não dá para viver de plano safra que em 4 meses já não tem recursos em diversas linhas”, completa.
Correio do Povo
Político reiterou que resultado das urnas precisa ser respeitado e oposição deve ser pacífica
Reeeleito ao governo do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite lamentou as ações de apoiadores do Bolsonaro que estao bloqueando rodovias no Rio Grande do Sul em protesto pela vitória de Lula nas eleições do último domingo.
"Democracia é o regime em que se perde eleições. Quem perde vai para a oposição e pode voltar ao poder daqui a quatro anos, pela força do voto - e não pela força física. Quem quer o bem do Brasil quer estabilidade e respeito à manifestação feita pelo povo nas urnas", pontuou.
Democracia é o regime em que se perde eleições. Quem perde vai para a oposição e pode voltar ao poder daqui a quatro anos, pela força do voto - e não pela força física. Quem quer o bem do Brasil quer estabilidade e respeito à manifestação feita pelo povo nas urnas.
— Eduardo Leite (@EduardoLeite_) October 31, 2022
O atual governador, Ranolfo Vieira Júnior, criou um gabinete de crise para gerenciar os bloqueios de rodovias. A primeira reunião acontecerá nesta terça-feira visando evitar prejuízos à sociedade. Estão no grupo membros da Secretaria de Segurança Pública, da Secom, Casa Civil, Defesa Civil, da Procuradoria Geral do RS, da Seltrs e do Daer.
Até o momento, 51 localidades sinalizaram transtornos. As ações se espalham por vias estaduais e federais no Estado.
Correio do Povo
Representação do Ministério Público nos estados também deve atuar para impedir que agentes facilitem protestos
O Ministério Público Federal solicitou à Polícia Rodoviária Federal (PRF) que informe quais medidas estão sendo tomadas para desobstruir rodovias interditadas por caminhoneiros em diversos estados do país. Grupos isolados que não aceitam o resultado das eleições interditam estradas em pelo menos dezesseis estados nesta segunda-feira.
O pedido de informações foi enviado à corporação pela Câmara de Controle Externo da Atividade Policial e Sistema Prisional do Ministério Público Federal (7CCR). O ofício com as demandas foi enviado ao diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques.
A entidade também enviou ofício aos procuradores-chefes das unidades do MPF solicitando informações "sobre medidas tomadas para coibir eventual omissão ou facilitação dos agentes da Polícia Rodoviária Federal na garantia da manutenção do fluxo nas rodovias federais".
De acordo com o MPF, é importante garantir que as autoridades atuem no caso. "O controle externo da atividade policial está entre as atribuições do Ministério Público, cabendo ao MPF a parte referente às forças federais, caso da PRF", destaca o órgão.
No ofício enviado a Silvinei, a subprocuradora-geral da República Elizeta de Paiva Ramos solicita que, "além de detalhar as providências adotadas para garantir a liberação de todas as rodovias, a direção-geral da PRF informe a relação completa dos trechos onde há bloqueios e as respectivas ações empreendidas pelo órgão em cada caso". O prazo de resposta pela corporação é de até 24 horas.
R7 e Correio do Povo
Apoiadores do atual presidente da República, Jair Bolsonaro, estão trancando vias estaduais e federais no Estado em protesto pela vitória de Lula nas eleições
O governador do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior, comunicou, na noite desta segunda-feira, a criação de um gabinete de crise para gerenciar os bloqueios de rodovias realizados por apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro. A primeira reunião acontecerá nesta terça-feira visando evitar prejuízos à sociedade.
Até o momento, 51 localidades sinalizaram transtornos. As ações se espalham por vias estaduais e federais no Estado em protesto pela vitória de Lula nas eleições no último domingo.
Acabo de instalar um gabinete de crise para o gerenciamento da situação dos protestos com bloqueios em estradas estaduais e federais no Rio Grande do Sul. O gabinete é composto pela @SSP_RS e suas vinculadas, @Secom_RS, SELTRS e DAER, @pgers, Casa Civil e Defesa Civil. pic.twitter.com/p79oSYWhY3
— Ranolfo Vieira Júnior (@DelegadoRanolfo) October 31, 2022
Conforme Ranolfo, o gabinete é composto pela Secretaria de Segurança Pública, a Secom, Casa Civil, Defesa Civil, a Procuradoria Geral do RS, a Seltrs e o Daer. O governador estendeu o convite para auxiliar nas ações ao Ministério Público gaúcho, ao Ministério Público Federal, as Forças Armadas, a Abin, e a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal.
Correio do Povo