Daniel Silveira usa revogação da lei de Segurança para pedir inocência

 Em documento enviado ao Supremo, defesa do parlamentar diz que ele serviu de "boi de piranha" e alega inocência do cliente



O deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) apresentou nesta quarta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) as alegações finais no processo que o mantém preso há 199 dias por ataques contra as instituições democráticas. No documento, a defesa do parlamentar pede sua absolvição sob o argumento de que a revogação da Lei de Segurança Nacional (LSN), em setembro deste ano, extinguiu a punibilidade dos crimes aos quais ele responde.

No dia 2 de setembro, o presidente Jair Bolsonaro sancionou o texto que revogou a LSN, em vigor desde 1983, últimos anos do regime militar. O chefe do Executivo vetou cinco pontos do projeto aprovado pelo Congresso Nacional para atualizar o dispositivo herdado da ditadura.

De acordo com a defesa de Silveira, a Lei de Segurança Nacional é 'letra morta' e, portanto, o parlamentar não pode permanecer condenado. A defesa diz que, na versão que substituiu a LSN, não há equivalente para os crimes pelos quais o deputado foi denunciado em fevereiro. A nova legislação, no entanto, só entrará em vigor a partir de dezembro, mês em que se esgota o prazo de 90 dias após a sanção.

Os advogados de Daniel Silveira também questionam o parecer do vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, que, em outubro, pediu ao Supremo a condenação do deputado bolsonarista. Eles afirmam que não foram apresentados fatos concretos dos crimes imputados. "A conduta tal como outrora tipificada não mais configura os crimes descritos nas alegações finais do vice PGR", argumentam. "O denunciado agiu dentro de sua liberdade de expressão, manifestação e opinião", seguem.

Daniel Silveira responde por cinco crimes previstos na antiga legislação, como ataques ao exercício dos Poderes, publicidade violenta, subversão da ordem social, calúnia e difamação. Os advogados dizem que o deputado teve a opinião criminalizada por 'criticar' os ministros do Supremo. Em vídeo publicado nas redes sociais, Daniel Silveira defendeu a destituição dos integrantes do tribunal, pauta inconstitucional. A defesa também afirma que os perfis do deputado na internet estão cobertos por sigilo parlamentar.

"Muito embora a liberdade de expressão não pode ser confundida com uma carta branca para propagação de ofensas e ameaças, no mesmo sentido, não pode o público acusador, juntamente com o guardião da constituição, se evocarem do poder supremo para, ao arrepio do Estado Democrático e de Direito, em nome de uma proteção institucional, violar direito individual e direito do Parlamentar", afirmam os advogados.

A defesa alega ainda que a atuação do Ministério Público Federal (MPF) restringiu o direito à ampla defesa. Isso porque o órgão não propôs o chamado 'Acordo de Não Persecução Penal', instrumento pelo qual denunciados por delitos de menor gravidade têm a oportunidade de negociar com a acusação.

"Resumindo, do mesmo modo que o MP não pode promover o arquivamento nos casos em que estiverem reunidos os requisitos para propositura da ação penal, também não pode deixar de propor acordo de não persecução penal quando os requisitos legais para a formação de uma proposta estiverem presentes", escrevem na manifestação ao Supremo.

Além de tentar a absolvição, a defesa pede a devolução dos R$ 100 mil pagos pelo deputado a título de fiança por sucessivas violações ao monitoramento por tornozeleira eletrônica enquanto ele esteve em prisão domiciliar.

Agência Estado e Correio do Povo

Anvisa diz que não recebeu pedido de registro de vacinas para crianças

 Pfizer anunciou na semana passada que entraria com a solicitação


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta quarta-feira que ainda não recebeu novo pedido de autorização emergencial ou de registro definitivo de vacinas contra a Covid-19 para uso em crianças.

Em comunicado, a Anvisa lembrou que a aprovação da vacinação em um determinado público só ocorre a partir de uma solicitação de um fabricante. Nessa requisição, é preciso apresentar dados científicos sobre segurança e eficácia do imunizante.

O tema ganhou atenção na semana passada quando a autoridade sanitária dos Estados Unidos, a FDA, aprovou o uso da vacina do consórcio Pfizer-BioNTech em pessoas com idades de 5 a 11 anos.

Na semana passada a Pfizer anunciou que entraria com a solicitação junto à Anvisa para viabilizar a aplicação do imunizante nesse público. Contudo, segundo a agência, o requerimento ainda não foi encaminhado.

Ameaças

Na semana passada, os diretores da Anvisa receberam ameaças de morte de pessoas contra a vacinação de crianças. O caso foi denunciado às autoridades para investigação e eventual punição dos responsáveis.


Agência Brasil e Correio do Povo

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 Adriano Marreiros





Fonte: https://www.facebook.com/100044227639577/posts/437445417739709/?sfnsn=wiwspmo

Revisão de dados do Caged aponta 46 mil empregos a menos em 2021

 Comparação entre números divulgados e corrigidos mostra que equipe econômica anunciou 46.657 empregos a mais



Revisões dos números de emprego e desemprego de 2021 mostram que foram anunciadas 46 mil vagas de trabalho a mais do que o número real de empregos criados neste ano. Nesta quarta-feira, o R7 mostrou também que os dados de postos de trabalho criados em 2020 caíram quase pela metade com a atualização estatística.

O Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostra o Brasil com 46.657 vagas de trabalho com carteira assinada a menos do que o acumulado dos números divulgados mensalmente de janeiro a setembro deste ano. Com a revisão, o saldo positivo de empregos criados neste período caiu de 2.559.594 para 2.512.937.

A maior diferença entre estatísticas divulgadas e atualizadas foi do mês de julho. Naquele mês, a equipe econômica do governo anunciou que o Brasil teve 316.580 admissões a mais do que demissões. Porém o saldo atualizado é de 302.261, ou seja, de 14.319 postos de trabalhos a menos.

Já a atualização dos números de 2020 derrubou o saldo de vagas formais abertas ao longo dos 12 meses de 142.690 para 75.883. Isso representa uma queda de 46,82% em relação ao dado comemorado em janeiro deste ano pelo ministro da Economia, além de diminuir o tamanho da “grande notícia” anunciada por Paulo Guedes na ocasião.

“A grande notícia para nós é que, em um ano terrível em que o PIB caiu 4,5%, nós criamos 142 mil novos empregos”, declarou o ministro ao divulgar os números, agora reduzidos. As revisões foram apresentadas pelo Novo Caged. Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, pasta que agora é responsável pela divulgação do cadastro, essas diferenças existem porque o painel atualizado contabiliza declarações feitas pelas empresas fora do prazo.

R7 e Correio do Povo

Barroso será relator de notícia-crime contra Davi Alcolumbre

 Representação pede ao STF investigação por suposto crime de rachadinha no gabinete do ex-presidente do Senado



O Ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), será o relator da notícia-crime sobre as denúncias contra o senador Davi Alcolumbre (DEM-AM). A ação  foi apresentada na segunda-feira, pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). A representação pede ao STF uma investigação sobre a suposta prática de rachadinha no gabinete do ex-presidente do Senado e atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que envolveria R$ 2 milhões.

Na denúncia, seis ex-funcionárias do gabinete de Alcolumbre afirmam que foram contratadas para cargos, mesmo sem capacitação técnica, com salários que variavam de R$ 4 mil a R$ 14 mil. Segundo elas, os valores não eram pagos integralmente e a maior parte deles era devolvida.

O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), Lucas Rocha Furtado, pediu a abertura de uma investigação para apurar o caso. A representação sugere a "adoção de medidas mais drásticas, tal como a quebra de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos". 

Afastamento da presidência da CCJ

Na segunda-feira, a bancada do Podemos no Senado Federal emitiu uma nota defendendo o afastamento imediato de Alcolumbre da presidência da CCJ (Comissão de Contituição e Justiça). 

Alcolumbre rejeitou as acusações. "Nunca, em hipótese alguma, em tempo algum, tratei, procurei, sugeri ou me envolvi nos fatos mencionados, de que somente tomei conhecimento agora, por ocasião dessa reportagem", ressaltou. Alcolumbre afirmou que tomará "as providências necessárias para que as autoridades competentes investiguem os fatos". Ele alegou que tem sido alvo de ataques.

R7 e Correio do Povo


Governo do Rio Grande do Sul emite aviso para região de Cachoeira do Sul

Rodoviários de Porto Alegre indicam protesto e paralisação se empresas não regularizarem vale-alimentação

 Trabalhadores tiveram encontro com secretário de Mobilidade Urbana de Porto Alegre após atraso de 30% no benefício



Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte de Porto Alegre (Stetpoa) foram recebidos pelo secretário de Mobilidade Urbana, Luiz Fernando Záchia, nesta quarta-feira. Eles protestam não terem recebido o pagamento do vale-alimentação em repasse único, como determina o acordo coletivo em vigor. O atraso é de 30% do benefício.

Mobilizados desde o início da manhã, os rodoviários pretendiam se encontrar com o prefeito Sebastião Melo, que não estava presente devido a uma agenda externa. No final da tarde, Melo e o secretário Zácchia se reuniram, mas não chegaram a um definição sobre o tema. Um novo encontro deverá ocorrer nesta quiinta-feira para continuar analisando os números e chegar a uma definição.

Segundo a entidade, seis empresas informaram aos trabalhadores a necessidade de atrasar, em partes, os depósitos do ticket. As empresas Sudeste, VAP, VTC, Restinga, Trevo e Gazômetro alegaram falta de recursos em caixa para integralizar o benefício. 

O Stetpoa também contesta o valor do vale-refeição, fixado em R$ 27,50/dia. Os trabalhadores pedem um aumento de, pelo menos, R$ 4,50, o que elevaria o total para R$ 32/dia. Além do atraso no vale-refeição, a categoria se queixa por estar há dois anos sem aumento salarial. Os rodoviários querem reajuste salarial com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e mais um ganho real de 3%.

Na saída da prefeitura, o presidente do sindicato, Sandro Abbáde, referiu o encontro com o secretário como positivo, mas não descarta a possibilidade de greve em caso de não resolução do problema. “A patronal disse que o Município é quem está atrasando o repasse, por isso fomos cobrar do prefeito. O secretário Záchia disse que não deve nada às empresas, mas entende que a situação financeira está difícil. Se não tivermos a resposta que queremos nesta quinta feira, já estaremos imediatamente nos corredores e avenidas, o que vai causar transtorno, mas para mostrarmos nossa indignação”, afirmou. Outra medida em curso é a denúncia encaminhada ao Ministério Público, após a confirmação do descumprimento da convenção coletiva de trabalho.

O Sul

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Melo volta a defender a liberação do uso de máscaras em ambientes abertos em Porto Alegre

 Prefeito alega que capital possui bons indicadores para abolição do item de proteção



Com avanço da vacinação contra a Covid-19 em Porto Alegre e a estabilização das internações nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), o prefeito Sebastião Melo vem defendendo desde a semana passada a liberação do uso de máscaras em ambientes ao ar livre. De acordo com o vacinômetro da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), 991.321 pessoas estão com esquema vacinal concluído. Em encontro na semana passada com o governador Eduardo Leite, Melo abordou a possibilidade do fim da obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes ao ar livre.

Nesta quarta-feira, Melo voltou a tratar do tema e destacou que Porto Alegre é uma das capitais que mais vacinaram no país, com 81% da população acima de 12 anos com imunização completa. "De cada 10 pessoas, 8 estão imunizadas, por isso tenho defendido que ao ar livre, em espaços públicos, está na hora de facultarmos o uso da máscara", afirma Melo. O prefeito ressalta que a decisão, no entanto ainda depende de modificação de uma lei federal e do Estado do RS fazer mudanças no seu decreto. "Estamos preparados que tão logo isso seja resolvido, aqui em Porto Alegre essa decisão vai ser tomada", frisa.

No país, algumas cidades, como Rio de Janeiro, já liberaram o uso de máscaras ao ar livre. Na semana passada, a prefeitura da capital carioca publicou decreto que determina o fim da obrigatoriedade de máscara de proteção contra a Covid-19 em locais abertos, justificando que a medida decorre da vacinação de 65% da população com o esquema vacinal completo. Hoje, o Comitê Científico de São Paulo anunciou que o fim do uso de máscara em todo o Estado deve ocorrer no mês de dezembro. O órgão informa que a liberação do uso de máscara vai levar em consideração alguns indicadores da saúde do Estado, como número de casos e de mortes, internações, taxa de transmissão e percentual de vacinação.

"Qualquer flexibilização neste momento pode ser precipitada", alerta epidemiologista

Na avaliação do epidemiologista Paulo Petry, qualquer flexibilização neste momento pode ser precipitada, uma vez que o vírus segue circulando e os casos novos de Covid-19 se mantêm 'em patamar bem expressivo'. Professor de Epidemiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Petry destaca o exemplo do Rio de Janeiro - que determinou o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras na semana passada - e critica a possibilidade de Porto Alegre seguir pelo mesmo caminho.

"Seria um erro, uma precipitação. A gente avalia dois aspectos, a taxa de contágio e o percentual de vacinados com duas doses. E nós ainda estamos numa situação de alerta, não dá para pensar que a pandemia terminou", avalia.

Segundo Petry, um levantamento do Imperial College de Londres indica que a pandemia no Brasil desacelerou. E destaca que a taxa de transmissão (Rt) do Sars-CoV2 atingiu índice de 0,60. "A pandemia não tem acelerado, pelo contrário. Ainda na semana passada, aquela taxa de contágio, que chamamos de RT, bateu em 0,60. Isso quer dizer que cada 100 pessoas transmitem para 60. Quando é abaixo de 1, isso indica uma desaceleração da pandemia. Ela desacelerou, mas não desapareceu", observa.

No Rio Grande do Sul, o epidemiologista explica que o aumento dos casos confirmados para a doença em outubro serve de alerta. Conforme a Secretaria Estadual da Saúde (SES), no mês passado foram 26.156 diagnósticos positivos, ou seja, 1.318 casos a mais que setembro.

Por outro lado, o epidemiologista reforça que em função do avanço da vacinação, não há uma explosão de internações ou elevação do número de mortes. "O aumento de contágio dá um sinal de alerta, ainda que estatisticamente de 24,8 mil para 26,1 mil seja pouco. Mas parou de desacelerar, parou de cair, e isso preocupa. Quando começa parar de cair, pode subir de novo. A gente não sabe o que vai acontecer", afirma. Petry reforça a necessidade de manter a cautela neste momento e destaca o cenário da pandemia em março e abril, quando houve explosão de casos da doença no Estado logo após o fim do veraneio. "É importante ressaltar que o vírus não desapareceu, porque a gente vê um certo relaxamento generalizado", completa.  

Apesar de reforçar o apelo para que a população mantenha o uso de máscaras e evite aglomerações, principalmente em ambientes fechados, Petry explica que Porto Alegre tem mais de 80% da população acima de 12 anos vacinada, o que indica que a cidade está no caminho correto. "A vacinação avançou, a taxa de contágio desacelerou, mas como o vírus não desapareceu e segue circulando, a situação ainda é de cautela. E essas precipitações vão ser perigosas, sem dúvida", avalia.

Conforme Petry, para o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras, é preciso a cooperação da população. "Se houver cuidado adequado da população, o que já estou pondo em dúvida, nós estamos próximos de abolir máscaras pelo menos em ambientes abertos, talvez daqui um mês. Talvez possamos ter um Natal mais tranquilo", assinala.

"As pessoas estão se aglomerando nos estádios", afirma

Coordenador a Comissão de Medicina e Saúde da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Petry afirma que outras medidas anunciadas por governos estaduais, como aumento da presença de público em estádios, causam perplexidade por conta das cenas de aglomeração registradas nesses locais. "A gente faz os protocolos de estádios e estamos apavorados com o rumo que está tomando. As pessoas estão se aglomerando, estão tirando as máscaras, quando o protocolo recomenda um certo afastamento e o uso de máscaras. As pessoas já não estão mais obedecendo a isso, e isso preocupa porque o vírus segue circulando", frisa.

"Pedimos um pouquinho mais de cuidado, como não aglomerar e usar máscaras, e tentar evitar locais fechados. E uso correto de máscaras, porque eu vejo muita gente com máscara no queixo, abaixo do nariz, daí não adianta nada", completa.

Correio do Povo


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Pacheco convoca esforço concentrado para sabatinas de autoridades no Senado

 Até 2 de dezembro, senadores devem votar "todos os nomes indicados pelo Executivo" a cargos federais, inclusive no STF



O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), convocou um esforço concentrado para que os parlamentares sabatinem e votem a indicação de nomes a diversos cargos em órgãos e entidades, entre eles o STF (Supremo Tribunal Federal). As reuniões presenciais dos senadores estão marcadas para 29 de novembro, 1º e 2 de dezembro. 

O nome mais relevante na lista de espera é o do ex-advogado-geral da União e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública André Mendonça, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro a uma vaga no STF.

"Embora nós possamos funcionar bem o Senado como estamos funcionando, com a presença remota, com votações, inclusive, de propostas de emenda à Constituição pelo sistema remoto, o que, repito, faz funcionar bem o Senado Federal, e assim foi no decorrer dos anos de 2020 e 2021, a apreciação de nomes a serem sabatinados e escolhidos pelo plenário do Senado Federal exige presença física dos senadores e das senadoras", disse Pacheco.

Pacheco ainda pediu aos presidentes das comissões que pautem "todas as indicações, de modo que o Senado Federal possa chegar ao final deste ano de 2021 desencumbido do seu dever de apreciação de todos os nomes submetidos a seu crivo por indicações do Poder Executivo". 

André Mendonça

O nome de André Mendonça está parado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) há três meses. A demora do presidente da comissão, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em pautar a sabatina gerou críticas de Bolsonaro e de senadores governistas, que cobram uma definição por parte do presidente do colegiado.

Em 14 de outubro, Pacheco disse que estava trabalhando para que a sabatina ocorresse. “Eu estou trabalhando por isso. Essa é minha intenção, que haja sabatina. Eu acredito muito que ela será realizada”, disse. Para que, efetivamente, torne-se ministro, Mendonça precisa ser avaliado e aprovado pela comissão e, depois, pelo plenário do Senado, em votação secreta.

R7 e Correio do Povo

Câmara aprova PEC dos Precatórios após mudanças no texto

 Deputados ainda precisam analisar sugestões de mudanças pontuais no texto


A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quinta-feira o texto-base da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios. O texto foi aprovado com 312 votos a favor e 144 contra. Para aprovação de uma PEC eram necessários pelo menos 308 votos a favor. Agora, os deputados devem votar destaques ao texto, que são sugestões pontuais à proposta. Apesar da aprovação da PEC, o governo não conseguiu levar a voto o texto aprovado na comissão especial e precisou fazer negociações ao longo do dia para aprovar a nova versão.

Além dos destaques, a proposta ainda precisa passar pela votação em segundo turno, em que precisa alcançar novamente a votação mínima de 308 votos favoráveis. Só então o texto segue para análise do Senado.

A PEC votada nesta noite desta quarta-feira foi fruto de um acordo costurado nos últimos dias, com as negociações intensificadas ao longo do dia. A votação estava marcada para começar às 18h, mas a sessão só teve início às 21h30min, após a apresentação de um novo texto que, segundo o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), englobou demandas feitas ao longo do feriado prolongado. Uma das principais reivindicações em torno da PEC era para que o pagamento das dívidas em torno do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério) fosse priorizado.

No texto que foi a votação, redigido após conversas com os governadores da Bahia, do Ceará e do Pernambuco — estados que têm valores bilionários a receber da União — e com sindicatos de professores, os precatórios do Fundef seriam pagos em três anos, com 40% do valor quitado em 2022, 30% em 2023 e os 30% restantes em 2024. A PEC não citava explicitamente o fundo, mas esbarrava nas quantias a serem recebidas por estados para o pagamento de docentes em processos já transitados em julgado, e que estão nos valores calculados na fatia dos precatórios a ser paga anualmente.

“São várias situações que já constam no texto, mas o acordo que foi feito hoje é de priorizar. Não é parcelar, é priorizar os precatórios do Fundef juntos com o do RPV [Requisições de Pequeno Valor] e o dos de alimentícios, que são os pequenininhos. [São] R$ 25 bilhões, mais ou menos, de RPVs e precatórios alimentícios pequenos, logo após o precatório do Fundef na proporção de 40% em 2022, 30% em 2023, e 30% em 2024”, afirmou Lira antes da votação. Os RPVs são precatórios devidos pela União que estão abaixo do limite de 60 salários mínimos.

Para que a PEC fosse votada, Lira também afirmou ter concordado com a votação de um projeto de lei que determina que os precatórios do Fundef poderão pagar a remuneração de professores da educação básica e as despesas com a manutenção da educação, como aquisição de materiais. O projeto citado por Lira já foi aprovado por duas comissões e está em tramitação conclusiva na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), ou seja, ao ser aprovada pelo colegiado, não precisará passar pelo plenário e seguirá para o Senado.

O presidente da Câmara tinha afirmado ainda que não teria “plano B” para uma eventual rejeição. Lira afirmou que, caso a proposta fosse rejeitada, seria necessário enfrentar “as dificuldades orçamentárias e políticas sociais que a situação vai requerer”.

O texto votado foi apresentado por volta das 21h e gerou reclamações por parte da oposição. Os deputados apontaram que a chamada emenda aglutinativa — que reúne emendas apresentadas ao texto em análise — aglutinava emendas que sequer haviam sido apresentadas antes do texto final.  O líder do PT na Câmara, Bohn Gass (RS) afirmou em discurso na tribuna da Casa que a emenda não tinha amparo legal.

Desoneração

Outro argumento usado por Lira e pela base do governo para tentar aprovar o texto era o do espaço fiscal no Orçamento que seria criado para manter a desoneração da folha de pagamentos em 2022. Segundo o presidente da Casa, não há vinculação textual da desoneração na PEC, mas o espaço fiscal seria aberto.

“Não tem nenhum texto. Eu estou afirmando, porque na realidade nós fizemos contas. Então não tem nada vinculando no texto, mas a desoneração, o texto sendo aprovado rapidamente será votado na CCJ”, disse.

O projeto de lei que prorroga a desoneração da folha de pagamento até 2026 está na Câmara e ainda não tem parecer publicado pelo relator, o deputado Marcelo Freitas (PSL-MG). Segundo Freitas, o espaço fiscal vai se abrir com o andamento da PEC. Atualmente, são 17 setores de empresas que pagam apenas alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de salários. A desoneração da folha desses setores está garantida apenas até dezembro deste ano.


R7 e Correio do Povo