Roberto Cabrini mostra os dois lados da operação no Jacarezinho

https://recordtv.r7.com/domingo-espetacular/videos/roberto-cabrini-mostra-os-dois-lados-da-operacao-no-jacarezinho-10052021

Roberto Cabrini mostra os dois lados da operação no Jacarezinho

 

Veja a ficha corrida dos “anjinhos” defendidos por parte da mídia. Assaltos, latrocínios, tráfico de drogas, etc.

 Fonte:





Fonte: https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=2347913868677420&id=156951837773645

Briga entre André Marinho e Tomé Abduch acaba em porrada no Pânico

 

https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/celebridades/briga-entre-andre-marinho-e-tome-abduch-acaba-em-porrada-no-panico-57265?fbclid=IwAR1yYVOANet9Oxh3Bo5iyQ6CC9KbM8HiJUc68dGOQpDg4jhuXbE9AtX99p0

Briga entre André Marinho e Tomé Abduch acaba em porrada no Pânico

PF pede abertura de investigação sobre supostos repasses ilegais a Toffoli

PF pede abertura de investigação sobre supostos repasses ilegais a Toffoli

 

Foguetes do Hamas atingem Tel-Aviv e Israel amplia ofensiva contra Gaza

 Conflitos se intensificaram nos últimos dias, com mais de 30 mortos e centenas de feridos



A onda de violência que começou na semana passada em Jerusalém deixou ontem palestinos e israelenses mais perto de uma nova guerra na Faixa de Gaza. Os conflitos se intensificaram, com mais de 30 mortos, centenas de feridos e a população, de ambos os lados, aterrorizada. Israel convocou oito batalhões de reservistas e posicionou baterias de artilharia em vilas na fronteira. Maior metrópole do país, Tel-Aviv foi atingida.

O Hamas, que governa a Faixa de Gaza, e militantes da Jihad Islâmica lançaram mais de 500 foguetes contra Israel. Um terço deles, segundo o jornal Haaretz, nem sequer cruzou a fronteira, caindo no próprio território palestino. Cerca de 90% dos foguetes foram interceptados pelo sistema antimíssil Domo de Ferro. O equipamento, no entanto, deixou a cidade de Ashkelon desprotegida por algumas horas - o suficiente para um foguete destruir uma casa e matar duas mulheres.

Em Holon, subúrbio no sul de Tel-Aviv, um vídeo gravado com celular registrou o momento em que um disparo atingiu um ônibus vazio. Ao longo do dia, israelenses tiveram de se esconder em abrigos assim que as sirenes soavam. Escolas foram fechadas em várias partes do país. No início da noite, os disparos de Gaza foram retomados e um dos foguetes fez uma terceira vítima nos subúrbios de Tel-Aviv. O Aeroporto Internacional Ben Gurion foi fechado por algumas horas.

A resposta de Israel foi dura, desencadeando o mais intenso bombardeio da Força Aérea desde 2014. O Exército garantiu ter destruído mais de 500 alvos. Autoridades palestinas disseram que as bombas mataram 32 pessoas, incluindo 10 crianças. Em Gaza, uma torre de 13 andares foi atingida e desabou. O edifício abrigava um escritório do Hamas.

Sem trégua. Segundo os militares israelenses, pelo menos 15 dos palestinos mortos eram oficiais ou combatentes. O Exército prometeu investigar os relatos de crianças mortas, mas culpou o Hamas por estocar armas e montar pontos de lançamento de foguetes em áreas civis. A Jihad Islâmica reconheceu que dois de seus comandantes morreram nos bombardeios - um deles, Sameh al-Mamlouk, de 34 anos, era chefe da unidade de mísseis.

Ontem, havia poucos sinais de que o conflito diminuiria de intensidade. Governos de vários países pediram contenção, de ambos os lados, e o Egito despachou uma delegação para Gaza, na esperança de intermediar um cessar-fogo. O grande ausente ainda é um aliado histórico de Israel, os EUA, que mantêm certa distância do conflito. O presidente americano, Joe Biden, estaria deliberadamente evitando um envolvimento direto. Segundo o Haaretz, o silêncio de Biden vem causando mal-estar entre especialistas e ex-funcionários da Casa Branca.

Segundo Ned Price, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Antony Blinken, chefe da diplomacia americana, conversou por telefone com autoridades israelenses e palestinas. Segundo o portal de notícias Walla, Biden teria enviado uma carta ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pedindo que ele encerrasse o conflito com Israel.

O problema é que Abbas não controla um palmo da Faixa de Gaza, onde quem manda é o Hamas. Ontem, o grupo prometeu continuar a disparar foguetes em retaliação às incursões da polícia israelense na Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém. Por isso, Hidai Zilberman, porta-voz das forças israelenses, disse que o Exército de Israel está com "o pé no acelerador" e os ataques a Gaza se intensificarão nos próximos dias. O primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, afirmou que aumentará a intensidade e a frequência das ações.

Guerra civil

A violência, no entanto, não ficou restrita à Faixa de Gaza. Ontem, os protestos se espalharam também para áreas árabes dentro de Israel. Na cidade mista de Lod, dividida entre judeus e muçulmanos, manifestantes árabes lançaram pedras e fogos de artifício na polícia. Um judeu abriu fogo contra um grupo de árabes que carregavam bandeiras palestinas. Um jovem de 25 anos morreu.

Yair Revivo, prefeito de Lod, pediu que o governo declarasse estado de emergência e comparou os confrontos nas ruas com uma guerra civil. "Isto é uma Kristallnacht em Lod", afirmou Revivo, em referência ao massacre nazista contra os judeus alemães, em 1938. "Sinagogas estão sendo queimadas. Centenas de carros foram incendiados. Bandidos árabes estão vagando pelas ruas. A guerra civil estourou em Lod." (Com agências internacioanis)

Agência Estado e Correio do Povo


Flamengo empata com La Calera e perde 100% na Libertadores


Estado de saúde melhora e Enderson Moreira é transferido ao quarto após enfarte


Recuperado da Covid-19, Léo Chú volta aos treinos no Grêmio


Buffon se despede da Juventus, mas não do futebol


América do Sul vacina jogadores contra Covid-19 com doses doadas pela Conmebol



Renato cita atrito e emoção em saída do Grêmio


Sporting vence o Boavista e é campeão português pela primeira vez em 19 anos


Caxias oficializa a saída de Rafael Lacerda e a chegada do técnico Rafael Jaques



Tite vai convocar Seleção Brasileira para Eliminatórias na próxima sexta-feira


City é campeão Inglês após derrota do United para o Leicester

EUA revisa retirada do tratado "Céus Abertos", enquanto Rússia inicia saída

 Em fevereiro, autoridades russas garantiram "deixar a porta aberta" a uma volta às disposições se Washington fizesse o mesmo


Os Estados Unidos informaram nesta terça-feira que estão revisando sua retirada do tratado de vigilância militar Céus Abertos, decidida durante o mandato de Donald Trump, quando a Rússia iniciou formalmente sua saída do acordo. "Não tomamos uma decisão sobre uma futura participação no tratado Céus Abertos. Estamos revisando ativamente o tema", afirmou à imprensa o porta-voz da diplomacia americana, Ned Price, em alusão a consultas com os aliados de Washington. 

"O descumprimento persistente deste tratado por parte da Rússia é um dos muitos fatores pertinentes que levamos em consideração", acrescentou, pedindo a Moscou "adotar medidas para voltar a cumprir o tratado". 

O presidente russo, Vladimir Putin, apresentou ao Parlamento, nesta terça, o projeto de lei de retirada deste importante tratado de vigilância militar, denunciado por Moscou no ano passado em resposta à saída dos Estados Unidos. O Parlamento deve aprovar o projeto antes de ser promulgado por Putin.

Em fevereiro passado, as autoridades russas garantiram "deixar a porta aberta" a uma volta às disposições do tratado se Washington fizesse o mesmo. 

Desde sua chegada à Casa Branca, o presidente Joe Biden voltou a alguns dos acordos e organizações internacionais denunciados por seu antecessor Donald Trump. Em janeiro, estendeu o tratado New Start sobre limitação dos arsenais nucleares e decidiu retomar as negociações sobre o programa nuclear iraniano. Já as negociações sobre o Tratado de Céus Abertos estão paralisadas. Trump saiu do acordo, acusando a Rússia de tê-lo violado.

"Céus Abertos", que de início envolvia 35 países, estabelece o direito de fazer voos de observação, com a obrigação de reciprocidade, nos territórios dos países signatários para controle das atividades militares.

Moscou se recusa a permanecer no acordo sem a presença de Washington, considerando que os demais países signatários e membros da Otan iriam transmitir as informações dos voos para os Estados Unidos, privando efetivamente a Rússia do direito à reciprocidade.

As relações russo-americanas continuaram a se deteriorar nos últimos anos, dando lugar, em abril, a sanções e a expulsões de diplomatas entre ambos os países.

Os Estados Unidos propuseram uma cúpula Biden-Putin em um terceiro país em junho, uma oferta atualmente em negociação e que, por enquanto, teve uma recepção favorável do Kremlin. 


AFP e Correio do Povo

Churrasqueira a Carvão com Abafador - Tramontina TCP 320L Vermelha

 


Quem não gosta de passar um fim de semana fazendo um bom churrasco na companhia da família e dos amigos, não é mesmo? E para fazer um bom churrasco, é necessário ter uma boa churrasqueira, como o modelo TCP 320L da Tramontina. Fabricada em aço esmaltado, possui abafador que ajuda a reter o calor, fazendo com que a carne fique mais macia e suculenta. Seu modelo é portátil, dando liberdade para que seus churrascos aconteçam onde e quando você quiser. Seu tamanho compacto possibilita que você prepare churrascos com apenas 1kg de carvão e ela também possui grelha e utensílios em aço inox.


Link: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelucioborges/p/churrasqueira-a-carvao-com-abafador-tramontina-tcp-320l-vermelha/12692343/?utm_source=magazinevoce&utm_medium=email&utm_content=produto-224841700&utm_campaign=email_110521_terca_cj&campaign_email_id=3166

Câmara aprova projeto que combate o superendividamento de consumidores

 Consumidor poderá desistir de empréstimo contratado em até sete dias



A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (11) o projeto de lei que cria regras para prevenir o superendividamento dos consumidores, proíbe práticas consideradas enganosas e prevê audiências de negociação. A matéria é de autoria do senador José Sarney (PMDB/AP) e foi aprovada em 2015. Como foi modificada pelos deputados o texto retorna para análise do Senado.  

O texto permite ao consumidor desistir de contratar empréstimo consignado dentro de sete dias do contrato sem indicar o motivo. 

“[O projeto] nasceu no Senado Federal, em 2012. Em 2015, ele veio para esta Casa tratando do superendividamento. Se, em 2012, o superendividamento já era um tema relevante e importante discutido dentro do Congresso Nacional, imaginem neste momento. Não só o tempo passou, mas também hoje vivemos a pandemia e certamente o pós-pandemia será um momento muito agudo para os endividados, sobretudo para os superendividados”, afirmou o relator, deputado Franco Cartafina (PP-MG).

Segundo o relator, atualmente 60% das famílias brasileiras estão endividadas e 30% dos brasileiros estão em situação de inadimplência. O texto define como superendividamento a impossibilidade manifesta de o consumidor, pessoa natural, de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo. No entanto, não se aplicam as dívidas que tenham sido contraídas mediante fraude ou má-fé ou sejam oriundas de contratos celebrados dolosamente com o propósito de não realizar o pagamento.

“Temos 63 milhões de brasileiros inadimplentes, um lastimável recorde histórico, em que 94% ostentam rendimento mensal inferior a 5 salários mínimos. Nesse universo de endividados, são 12 milhões de jovens, que já iniciam sua vida laboral em condições completamente desfavoráveis, e quase 6 milhões de idosos que deviam, após décadas de trabalho exaustivo”, detalhou Cartafina. “Desses 6 milhões de idosos, 32% são de baixa renda, justamente os brasileiros que se encontram em maior situação de hipervulnerabilidade”, acrescentou.

O projeto prevê maior rigor na publicidade da oferta de crédito e o dever ativo de informação, esclarecimento e de avaliação do conhecimento da condição social e da capacidade de discernimento do tomador de crédito (compartilhamento de responsabilidades entre a instituição de crédito e consumidor).

A matéria aprovada proíbe que a oferta de crédito ao consumidor, seja publicitária ou não, use os termos "sem juros", "gratuito", "sem acréscimo" e "com taxa zero" ou expressão semelhante. Além disso, veda a indicação de que a operação de crédito poderá ser concluída sem consulta a serviços de proteção ao crédito ou sem avaliação da situação financeira do consumidor. Esse dispositivo, porém, não se aplica à oferta para pagamento por meio de cartão de crédito.

O texto também proíbe assédio ou pressão para que o consumidor contrate o fornecimento de produto, serviço ou crédito, inclusive a distância, por meio eletrônico ou por telefone, principalmente se se tratar de consumidor idoso, analfabeto, doente ou em estado de vulnerabilidade agravada. 

“Estamos diante de um profundo problema social, no qual 50% dos endividados voltam a ficar inadimplentes. Tomam novos empréstimos para rolar a dívida e acabam reincidindo na impontualidade ao longo da renegociação, num círculo vicioso que acentua ainda mais as dificuldades de existência digna dos devedores, que passam a canalizar a integralidade de seus rendimentos para o pagamento de dívidas e colocam em risco a subsistência da família, traço característico do  superendividamento”, afirmou o relator.

O descumprimento pode acarretar judicialmente a inexigibilidade ou a redução dos juros, dos encargos ou de qualquer acréscimo ao valor principal e o aumento do prazo de pagamento previsto no contrato original, conforme a gravidade da conduta do fornecedor e as possibilidades financeiras do consumidor, sem prejuízo de outras sanções e de indenização por perdas e danos, patrimoniais e morais, ao consumidor.

Consignado

O texto prevê que no crédito consignado a soma das parcelas reservadas para pagamento de dívidas não poderá ser superior a 35% de sua remuneração mensal líquida, sendo 5% destinados exclusivamente para pagamento de dívidas relacionadas a contratos de cartão de crédito com reserva de margem consignável.

Conciliação

A matéria também prevê a possibilidade de repactuação de dívidas de forma conciliatória, a pedido do consumidor, que terá no máximo cinco anos para apresentar proposta de plano de pagamento. Nas situações em que a conciliação não for possível, poderá haver revisão judicial compulsória dos contratos e dívidas. O projeto aprovado admite a conciliação administrativa concorrente, que será dirigida pelos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Procons).

Agência Brasil e Correio do Povo


Palmeiras vence Del Valle na altitude e está nas oitavas de final da Libertadores

Dólar tem novo dia de volatilidade e fecha cotado em R$ 5,22

 Moeda norte-americana encerrou com leve queda de 0,18%


O dólar teve novo dia de volatilidade, operando sem firmar tendência. A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizando nova alta de juros em junho, mas reforçando a visão de ajuste parcial na Selic, fez as cotações subirem mais cedo. No início da tarde, porém, a moeda norte-americana chegou a cair e testou os R$ 5,20, refletindo a melhora do Ibovespa e fluxo externo, segundo operadores. A divisa caiu ante pares fortes, mas subiu em relação a alguns emergentes, como o México, refletindo a alta dos juros longos americanos em meio a renovadas preocupações com a inflação nos Estados Unidos.

Nesse ambiente, com a cena política também no radar, a divisa dos EUA acabou terminando o dia em leve queda de 0,18%, cotado em R$ 5,2227. O dólar futuro para junho cedia 0,11% às 17h10, em R$ 5,2275.

O estrategista de moedas do banco Brown Brothers Harriman (BBH), Ilan Solot, destaca que há um emaranhado de fatores afetando os ativos locais, alguns positivos, outros negativos. Entre eles, a pandemia dá sinais de melhora, mas ao mesmo tempo a CPI da Covid-19 no Senado inspira cautela. Os juros estão em alta pelo Banco Central, mas o cenário fiscal exige atenção e permanece como peça essencial a ser ajustada na economia brasileira.

Ainda é cedo para afirmar, mas a própria valorização recente do real, caso dure, pode ajudar a tornar o ciclo de alta da Selic mais curto, avalia Solot.

Na ata desta terça-feira, a visão de normalização parcial da taxa de juros prevaleceu, comenta o economista-chefe do Goldman Sachs para América Latina, Alberto Ramos, em relatório. Ele prevê nova elevação de 0,75 ponto porcentual em junho e a Selic indo a 5,25% ao final do ano.

O ciclo de elevação provavelmente se dará em dois estágios, afirma Ramos, destacando que esta sinalização é uma das principais inovações da ata. Assim, a primeira fase deve terminar com a Selic ainda em território estimulativo, abaixo do nível neutro. Após uma pausa, as elevações prosseguiriam em um segundo momento, levando a taxa básica a 6,5% ao final de 2022.

Neste contexto, para a gestora Franklin Templeton, o dólar pode recuar para um nível mais próximo de R$ 5,00, se houver melhora na percepção de risco político. Na carta mensal divulgada nesta terça, o diretor de renda variável, Frederico Sampaio, ressalta que, no quadro externo, o Brasil está sendo "amplamente favorecido" pela valorização expressiva dos preços dos produtos básicos de exportação, como o minério de ferro e soja. "Os termos de troca da economia brasileira voltaram aos patamares de 2009/10, quando eram recorde. Claramente, os fundamentos econômicos jogam a favor de uma maior valorização do real."

Mas Sampaio alerta que a gestora "continua achando o cenário doméstico desafiador, com muita incerteza política e quadro fiscal delicado". Já outro fator positivo para o real é que os investidores estrangeiros voltaram a entrar com recursos na Bovespa, com saldo de R$ 7 bilhões em abril, destaca o gestor da Franklin Templeton. Este mês, até o dia 7, o saldo está positivo em R$ 3,4 bilhões.

Juros

Os juros futuros terminaram a terça-feira em queda. As taxas curtas e, principalmente, as do miolo, tiveram recuo firme desde cedo, com o mercado digerindo a ideia reforçada no documento de que o Copom encerrará o ciclo de alta da Selic antes que esta alcance o chamado patamar neutro, mantendo algum nível de estímulo.

As apostas de aperto monetário mais forte no Copom de junho, de 1 ponto porcentual, se enfraqueceram, na medida em que os diretores endossaram a intenção de aplicar novo aumento de 0,75 ponto. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) veio ligeiramente acima das estimativas, mas sem comprometer as projeções de inflação para 2022, agora horizonte da política monetária nos próximos meses.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 encerrou em 4,78% (4,849% no ajuste anterior) e a do DI para janeiro de 2023, em 6,505%, de 6,653% na segunda-feira. O DI para janeiro de 2025 passou de 8,165% para 8,04% e a do DI para janeiro de 2027, de 8,714% para 8,66%.

As longas subiam pela manhã, pressionadas pelo avanço do dólar e do rendimento dos Treasuries, mas à tarde a moeda norte-americana passou a cair, devolvendo a ponta longa para os ajustes de segunda-feira, enquanto os demais trechos mantiveram-se sob a influência da ata do Copom.

"O mercado comprou a ideia de um ciclo menor, mas acredito que vai acabar sendo maior do que se imagina. O mundo todo está preocupado com a inflação", disse o operador de renda fixa da Terra Investimentos Paulo Nepomuceno. O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Lima Gonçalves, disse que o mercado viu a ata mais "dove" do que o comunicado. "A ata garantiu mais 75 pontos, mas não garantiu nada à frente", escreveu.

O destaque da ata foi o parágrafo 14, no qual o Copom reitera o recado do comunicado de que o processo de normalização da Selic será "parcial", argumentando que um ajuste total poderia levar as expectativas de inflação para muito abaixo da meta. "Elevações de juros subsequentes, sem interrupção, até o patamar considerado neutro implicam projeções consideravelmente abaixo da meta de inflação no horizonte relevante", afirma o texto.

Na avaliação do estrategista-chefe da Western Asset, Adauto Lima, o mercado vinha muito pressionado por fatores técnicos nos últimos dias, com investidores montando posições tomadas em DI como hedge para ficarem vendidos em dólar, o que ajudou a potencializar a reação nesta terça à ata e ao IPCA. "O IPCA em 12 meses veio alto, mas a dinâmica parece ser favorável, pois a inflação não parece estar espalhada", afirmou.

O índice subiu 0,31% em abril e ficou pouco acima da mediana das previsões de 0,29%, com a taxa em 12 meses passando de 6,10%, em março, para 6,76% em abril. Alguns especialistas alertam que esse movimento está contaminado pelos números atípicos de deflação de 2020 - em abril do ano passado foi de -0,31%. A Capital Economics observa que o choque de alimentos está dando mais sinais de dissipação, com a menor taxa em 12 meses desde setembro (15,54%). "A alta dos preços dos alimentos já está se dissipando, a de energia deve seguir o mesmo caminho depois e a inflação subjacente está modesta. Assim, o índice geral deve desacelerar drasticamente no final deste ano", afirmam os profissionais da consultoria.

Bolsa

O Ibovespa conseguiu não apenas se sustentar no nível dos 122 mil pontos, marca esta que alcançou na sexta-feira da semana passada, mas quase tocou os 123 mil pontos muito embora diante de um ambiente externo arredio. A força das empresas ligadas às commodities e, marginalmente, os bons resultados corporativos na média, ajudaram o principal índice do mercado acionário brasileiro no desempenho desta terça-feira na qual o temor de uma alta da inflação global - e, por consequência, a necessidade de uma elevação das taxas de juros - tomou os investidores.

Após oscilar mais de 2,5 mil pontos entre a máxima e a mínima intraday, o Índice Bovespa encerrou na máxima com alta de 0,87% aos 122.964,01 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 30,1 bilhões.

Destaque do dia, as ações da Vale e empresas correlatas surfaram na onda do aumento das commodities e a mineradora encerrou o pregão ganhando 3,51%. Já as preferenciais e ordinárias de Petrobras subiram, pela ordem, 1,82% e 1,32%. O barril do petróleo WTI com entrega prevista para junho avançou 0,55%, a US$ 65,28, enquanto o do Brent para julho aumentou 0,34%, a US$ 68,55.

"Foi o que fez segurar o índice em contraposição aos pares em Nova York", disse Antônio Duarte Jr, sócio da Aplix Investimentos. Em Wall Street, o Dow Jones recuou 1,36% e o S&P500, 0,87%.

"Há uma incerteza maior por conta da expectativa de alta da inflação. O aumento da cotação das commodities continua acontecendo e isso puxa preço de alimentos e preços de produtos industriais para cima", ressalta, completando que esse risco inflacionário está ocorrendo tanto nos países emergentes quanto desenvolvidos. E, afirma, uma das formas tem de conter o movimento é elevando as taxas de juros, com isso, o mercado acionário sempre fica um pouco menos atrativo.

O temor que toma conta dos investidores externos ocorre a despeito dos discursos, ato contínuo, dos dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) no qual dizem que picos de inflação devem ser temporários e que a autoridade monetária está monitorando as expectativas no médio prazo.


Agência Estado e Correio do Povo


Diniz é expulso na estreia, mas Santos vence o Boca e respira na Libertadores