Livro - Textos para acalmar tempestades

 


“E de repente, num dia qualquer, acordamos e percebemos que já podemos lidar com aquilo que julgávamos maior que nós mesmos. Não foram os abismos que diminuíram, mas nós que crescemos...”

Textos para acalmar tempestades é um livro sobre busca, encontro, perda e renascimento. Recorrendo a citações de grandes nomes da literatura mundial, Fabíola Simões propõe uma jornada de autoconhecimento e aprofundamento no mistério da própria vida, em textos e poemas leves e, ao mesmo tempo, profundos.

Partindo de máximas ou trechos de autores como Charles Dickens, Clarice Lispector, Joseph Campbell, Hermann Hesse, Isabel Allende... a autora constrói uma narrativa sensível e dinâmica, que tem conquistado milhares de leitores.


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Rússia homologa a Sputnik Light, sua vacina anticovid de dose única

 De acordo com o Fundo Russo de Investimento Direto, o novo imunizante tem 79,4% de eficácia, ante 91,6% da versão em duas doses



A Rússia anunciou nesta quinta-feira a homologação de uma versão "light" de sua vacina contra a Covid-19, a Sputnik V, que é administrada em uma única dose contra duas em sua versão original. A homologação foi anunciada ao mesmo tempo pelos criadores da vacina e pela vice-primeira-ministra russa responsável pela Saúde, Tatiana Golikova, durante encontro com o presidente Vladimir Putin, transmitido pela televisão.

De acordo com o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), que financia o desenvolvimento da vacina, a Sputnik Light tem 79,4% de eficácia, ante 91,6% da versão em duas doses. "A vacina Sputnik Light é baseada em uma plataforma de vetor adenoviral humano bem estudada que se mostrou segura e eficaz", garantiu o RDIF em um comunicado, acrescentando que o custo desta versão da injeção será "inferior a 10 dólares".

De acordo com Alexandre Guintsbourg, diretor do centro de pesquisas moscovita Gamaleya - responsável pela vacina russa - a Sputnik Light vai permitir "uma imunização mais rápida de grupos populacionais maiores, além de apoiar altos níveis de imunidade em quem já foi contaminado". O diretor do RDIF, Kirill Dmitriev, também citado no comunicado, acredita que esta versão "reduz significativamente a probabilidade de casos graves que levam à hospitalização".

Segundo ele, a Sputnik V de duas doses "continuará sendo a principal fonte de vacinação na Rússia, enquanto a Sputnik Light será exportada".

A Rússia se orgulha de ter sido o primeiro país a licenciar uma vacina contra o coronavírus - em agosto de 2020 -, um anúncio então considerado prematuro no exterior, uma vez que foi feito antes mesmo do início dos ensaios clínicos em massa (fase III) e da publicação dos resultados científicos.

Em fevereiro, a prestigiosa revista médica The Lancet observou que a Sputnik V era 91,6% eficaz, dissipando as dúvidas sobre sua confiabilidade. Sem ser capaz de produzir o suficiente e desejar dedicar sua produção prioritariamente para sua população, a Rússia entregou até agora apenas quantidades reduzidas fora de seu território.


No final de abril, a Anvisa recusou-se a aprovar a vacina russa, justificando que ela carregava uma versão ativa de um vírus comum causador de resfriados em razão de uma anomalia de fabricação.



Os criadores da Sputnik V denunciaram uma recusa de natureza "política" e ameaçaram a agência brasileira com uma ação judicial por difamação. De acordo com o centro Gamaleya, mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo receberam uma primeira dose da Sputnik V.


AFP e Correio do Povo


Eliminatórias africanas para a Copa do Mundo são adiadas


Arábia Saudita suspende importações de 11 frigoríficos brasileiros

 A Arábia Saudita excluiu 11 frigoríficos brasileiros da lista de plantas autorizadas a exportar carne de aves para aquele país, atualizada nesta quinta-feira. Os ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura reagiram em nota conjunta, na qual admitem que o governo brasileiro recebeu a decisão “com surpresa e consternação”. O texto lembra também que “não houve contato prévio das autoridades sauditas, tampouco apresentação de motivações ou justificativas que embasem as suspensões”. Ressalta, ainda, que o governo brasileiro iniciou contatos com as autoridades da Arábia Saudita para buscar esclarecer o episódio. Por fim, adverte que, caso se comprove a interposição de barreira indevida, o Brasil poderá levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC).


Correio do Povo


Santos anuncia Fernando Diniz como novo técnico

Brasileiros depositam R$ 3,841 bilhões líquidos na poupança em abril, revela BC

 Foi o primeiro mês de captação positiva após três meses de saques líquidos



Em meio à segunda onda da pandemia do novo coronavírus, os brasileiros depositaram R$ 3,841 bilhões líquidos na poupança em abril, informou nesta quinta-feira, 6, o Banco Central. Este foi o primeiro mês de captação positiva para a poupança após três meses de saques líquidos. O resultado ocorre na esteira da volta do pagamento do auxílio emergencial para uma parcela da população.

Em abril, os aportes na poupança somaram R$ 267,073 bilhões, enquanto os saques foram de R$ 263,233 bilhões. Este movimento gerou o depósito líquido total de R$ 3,841 bilhões no mês. Considerando o rendimento de R$ 1,745 bilhão da caderneta em abril, o saldo total das contas chegou a R$ 1,019 trilhão.

Abril foi o primeiro mês de 2021 em que houve mais depósitos do que saques na poupança. Nos meses de janeiro, fevereiro e março, os brasileiros haviam retirado recursos da caderneta.

No acumulado de janeiro a abril, a população já retirou R$ 23,701 bilhões líquidos da caderneta. Em 2020, em meio à pandemia do novo coronavírus, a poupança havia registrado dez meses consecutivos de depósitos líquidos (de março a dezembro).

No ano passado, a caderneta havia sido favorecida pelo pagamento de auxílios à população. Além disso, a poupança foi impulsionada em 2020 pela maior cautela das famílias brasileiras. Preocupadas com a renda futura e com medo do desemprego, muitas delas reduziram gastos e passaram a aplicar recursos na caderneta, o que elevou o saldo. Este movimento foi o que o próprio BC chamou de "poupança precaucional".

Em contrapartida, as famílias passaram a enfrentar, no início de 2021, as tradicionais despesas de início de ano (IPTU, IPVA, matrículas de filhos em escolas particulares e gastos com material escolar), além de um ambiente ainda negativo para a economia. Nos primeiros meses do ano, o governo não pagou o auxílio emergencial, o que também impactou os saldos.

Estes fatores favoreceram os saques na poupança em janeiro, fevereiro e março, com muitos brasileiros precisando de recursos para fechar as contas.

Em abril, porém, o resultado positivo foi influenciado pela volta do pagamento do auxílio emergencial para uma parcela da população. Os depósitos começaram a ser feitos em 6 de abril.

A poupança é remunerada atualmente pela taxa referencial (TR), que está em zero, mais 70% da Selic (a taxa básica de juros), hoje em 3,50% ao ano. Na prática, a remuneração atual da poupança é de 2,45% ao ano. O porcentual não cobre necessariamente a inflação.

Esta regra de remuneração da poupança vale sempre que a Selic estiver abaixo dos 8,50% ao ano. Quando estiver acima disso, a poupança é atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano).

Agência Estado e Correio do Povo


Everton, ex-Grêmio, comemora primeiro gol pelo Benfica no Estádio da Luz

Livro - Box Trilogia Verão

 


Da mesma autora da série Para todos os garotos que já amei


A vida de Isabel Conklin é marcada pelas férias de verão. As outras estações do ano são como um intervalo, dias que passam lentamente enquanto ela espera que o sol lhe traga de volta o que mais ama: o mar, descanso, diversão e, principalmente, Conrad e Jeremiah Fisher.


Os garotos da família Fisher sempre estiveram ao lado de Belly em suas aventuras. Conrad é ousado, sombrio, inteligente. Já Jeremiah, é confiável, engraçado, espontâneo. Mesmo sendo tão diferentes, os três constroem uma amizade que parece inabalável. Apenas parece...


Tudo muda quando, em uma dessas férias, Conrad demonstra sentir algo por ela. O problema é que Jeremiah faz o mesmo. À medida que os anos passam, Belly sabe que precisará escolher entre os dois e encarar o inevitável: ela vai partir o coração de um deles.


Na trilogia Verão, acompanhamos Belly dos 15 aos 24 anos. Em meio a descobertas e mudanças, ela se apaixona, se envolve em um triângulo amoroso, entra na universidade e descobre que amadurecer também significa tomar decisões difíceis. Primeiros romances jovens de Jenny Han, os três livros são agora relançados pela Intrínseca, com novas capas e traduções inéditas.


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Mega-Sena acumula e próximo concurso deve pagar R$ 20 milhões

 Sorteio será no sábado



Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2.369 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira à noite no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo. Os números sorteados foram 04 - 09 - 17 - 19 - 37 - 60. O próximo concurso, no sábado, deve pagar R$ 20 milhões.

A quina teve 47 ganhadores e cada um receberá R$ 30.966,61. A quadra teve 3.447 acertadores e pagará o prêmio individual de R$ R$ 603,18.

As apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio nas lotéricas de todo o país ou pela internet, no site da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

Correio do Povo


Always Ready vence o Deportivo Táchira e é vice-líder do grupo do Inter na Libertadores

Bebê e autor de crime em creche de Saudades (SC) seguem internados

 Menino de 1 ano e 8 meses se recupera no Hospital da Criança; acusado passa pelo 2º pós-operatório, diz boletim médico



O mais recente boletim médico, divulgado às 18h desta quinta-feira (6), revelou que o bebê sobrevivente e o autor do ataque à Escola Infantil e Berçário Pró-Infância Aquarela, em Saudades, no oeste de Santa Catarina, seguem internados no Hospital Regional do Oeste, na cidade de Chapecó, a cerca de 70 km de distância.

De acordo com o relatório da unidade médica, o menino de 1 ano e 8 meses está em recuperação no Hospital da Criança.

Já o homem de 18 anos que matou duas professoras e três crianças ao invadir a creche, armado com uma espada e uma faca, se recupera no segundo pós-operatório, com boa evolução tanto do quadro cirúrgico quanto clinicamente nos cuidados intensivos da UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Os médicos avaliaram que o paciente ventila espontaneamente, responde a estímulos e está saindo da sedação pesada. Provavelmente, ele terá alta da UTI nos próximos dias, caso mantenha a evolução satisfatória.

Posteriormente, o autor da chacina — que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça catarinense — deverá permanecer em enfermaria de recuperação cirúrgica no decorrer da evolução devido às cirurgias envolverem pescoço, tórax, abdômen e membros inferiores.

R7 e Correio do Povo

Livro - Box da série Crepúsculo

 


Box especial e de edição limitada com os quatro volumes da série que marca a estreia literária da americana Stephenie Meyer: Crepúsculo, que desafiou a imaginação dos leitores com o universo fantástico apresentado por Meyer; Lua nova, quando os laços entre Bella e Edward são postos à prova e ela, solitária, se aproxima do amigo Jacob, um lobisomem; Eclipse, que põe vampiros e lobisomens, inimigos mortais, lado a lado numa proximidade arriscada, e Amanhecer, que dá aos romances um desfecho de tirar o fôlego.


A irresistível narrativa da paixão entre a jovem Bella Swan e o vampiro Edward Cullen resgata o fascínio que esses seres fantásticos são capazes de despertar. Fenômeno também nas telonas, a primeira adaptação da série para o cinema (Crepúsculo, 2008), foi uma das maiores bilheterias do período no país, com cerca de 2 milhões de espectadores, e bateu o recorde norte-americano de faturamento em uma primeira semana de exibição. A sequência, lançada em 2009, inspirada no livro Lua nova, foi recordista de vendas antecipadas nos cinemas dos Estados Unidos.


O sucesso da série colocou a autora estreante Stephenie Meyer entre as cem pessoas mais influentes do mundo no ranking da revista Time.


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Dólar cai a R$ 5,27, menor valor desde 14 de janeiro, com Selic em alta

 No fechamento, o dólar à vista terminou em queda de 1,62%



O dólar operou todo o dia em forte queda ante o real, chegando na mínima a recuar a R$ 5,25, no menor nível diário desde 18 de janeiro. As projeções de mais altas de juros no Brasil e a perspectiva de ingresso de capital externo no País ajudaram o real a ter o melhor desempenho no mercado internacional nesta quinta-feira, 6, considerando as 34 divisas mais líquidas. O movimento foi ajudado pelo dia de baixa do dólar nos emergentes. Além disso, grandes investidores têm feito grande desmonte de posições contra a moeda brasileira no mercado futuro da B3, que só na quarta-feira, 5, somou US$ 2 bilhões.

No fechamento, o dólar à vista terminou em queda de 1,62%, a R$ 5,2779, no menor valor deste o dia 14 de janeiro. No mercado futuro, o dólar para junho cedia 1,50% às 17h35, a R$ 5,2875.

Apesar de divergências quanto ao tom do comunicado do Banco Central sobre a alta de juros, a visão consensual é que mais altas virão pela frente e o real tende a ganhar força nesse ambiente, recuperando o espaço perdido a outros emergentes.

O Bank of America prevê mais duas elevações de 0,75 ponto porcentual, uma em junho e outra em agosto. Já a consultoria inglesa TS Lombard vê o risco de o BC ter de elevar a Selic a 6,5% até o fim do ano, caso haja piora do risco fiscal e uma desancoragem das expectativas de inflação para 2022. O banco suíço Julius Baer elevou a previsão de Selic ao final de 2021 de 4,5% para 5%.

Caso não haja piora dos riscos fiscais, os economistas do Citi avaliam que o juro mais alto tende a igualar as taxas do Brasil a de outros emergentes, trazendo de volta as operações de 'carry trade', quando um investidor toma recurso em um país de juro zero e aplica em outro de taxa mais alta. Atualmente, o México, com juro de 4%, era o mercado na América Latina que vinha sendo alvo desse tipo de operação, enquanto no Brasil o câmbio passou a ser usado como um instrumento de proteção (hedge) para outras estratégias, por causa do custo baixo. Esse movimento pressionava adicionalmente o real.

Neste contexto, o Citi espera que o real tenha desempenho levemente melhor em comparação a outras moedas emergentes do que nos últimos anos, quando acumulou o posto de pior divisa internacional.

"Tende agora a ter atratividade maior para o investidor estrangeiro alocar seus recursos aqui", afirma o economista da Amplla Assessoria em Câmbio, Alessandro Faganello, destacando que o BC não só elevou os juros em 0,75 ponto na quarta como sinalizou outro aumento da mesma magnitude em junho.

Para o analista de pesquisa de estratégia de mercados emergentes do Julius Baer, Mathieu Racheter, a mensagem do BC é de juros mais altos e deve ajudar o real no curto prazo. Mas mesmo com a Selic em alta, o grupo financeiro suíço está mais cauteloso com o Brasil e recomenda a seus clientes que sejam "seletivos" com ativos brasileiros, em meio a um cenário incerto, com a antecipação da campanha presidencial de 2022, com a volta do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao jogo, além de uma retomada econômica ainda lenta por causa da pandemia.

Juros

Os juros futuros encerraram a quinta-feira em alta nos vencimentos de médio e longo prazos e estáveis nos demais prazos. A sessão pós-Copom foi de volatilidade, com o mercado digerindo o comunicado sobre a decisão de elevar a Selic para 3,5% e sob o impacto do recuo do dólar abaixo dos R$ 5,30. O dia ainda teve leilão de títulos prefixados, com volume bem menor de NTN-F em relação ao anterior e ligeiramente acima no caso da oferta de LTN.

A sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para os próximos meses resultou em ajustes na precificação da curva para a taxa básica, fortalecendo a aposta de novo aumento de 0,75 ponto porcentual para o encontro de junho, como indicaram os diretores.

As taxas começaram o dia perto da estabilidade, engataram queda a partir do fim da manhã, mas na última hora de negócios passaram a exibir alta nos vencimentos longos.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 fechou a sessão regular em 4,80%, estável ante o ajuste de quarta-feira, e a do DI para janeiro de 2025 subiu de 7,956% para 8,03%. O DI para janeiro de 2027 encerrou em 8,65%, de 8,564% no ajuste anterior.

A interpretação do texto do Copom foi difusa, com dificuldade em se qualificar como hawkish ou dovish, o que trouxe hesitação para as taxas no começo do dia.

Ao mesmo tempo em que manteve a ideia de que o ciclo será de recomposição parcial da Selic, o Copom preferiu se precaver afirmando que isso não necessariamente representa um compromisso e deixando algum espaço para reconduzir a Selic para o chamado nível neutro. Também contratou novo aumento de 0,75 ponto para junho, o que não foi surpresa, mas ao mesmo tempo visto como um sinal conservador, uma vez que em apenas três reuniões o ajuste já terá chegado a 2,25 pontos.

Para Sérgio Machado, sócio-gestor da Trópico SF2, o Copom "se esmera" em ser confuso na comunicação. "A prova disso é a percepção diversa dos agentes", escreveu em sua conta no Twitter. "Vamos ver quem ganha a briga: as pombas ou os falcões. Nada como um BC para imputar volatilidade na curva de juros."

Na avaliação do economista Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central, um ajuste parcial no processo de normalização é insustentável. "A melhor alternativa seria reconhecer explicitamente que perseguirá o ajuste integral, sem, contudo, comprometer-se por atingir no novo equilíbrio dentro do ano calendário nem com a magnitude dos próximos reajustes", afirmou, em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Como resultado do Copom, a curva tinha precificação de 82 pontos-base de alta para o encontro de junho, ainda com cerca de 25% de chance de aumento de 1 ponto porcentual. Os cálculos são do economista-chefe da Greenbay Investimentos, Flávio Serrano, que pondera que o mercado esteve nesta quinta-feira muito contaminado pelos ajustes técnicos típicos de pós-Copom. "Isso deve se acomodar nos próximos dias, a probabilidade de 1 ponto para junho ainda está muito forte", disse.

Bolsa

Em um pregão vespertino marcado pela estabilidade, o Ibovespa acabou ganhando tração na reta final da sessão de negócios diante da aceleração do ritmo de alta de seus pares em Nova York e, localmente, um avanço mais forte das ações da Vale - que passou o dia valorizada impulsionada pela cotação do minério de ferro, que rompeu marca dos US$ 200 por tonelada no porto chinês de Qindao.

Também contribuiu o dólar em queda atingindo o menor nível desde 14 de janeiro. O Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,30%, aos 119.920,61 pontos com giro financeiro de R$ 36,3 bilhões.

"A gente teve a Vale com movimento muito expressivo e os outros ativos chamados de primeira linha, os mais negociados, em queda. Há, pontualmente, movimentos relacionados às questões corporativas, com o resultados dos balanços", nota Ariane Benedito, economista da CM Capital.

Pelo lado negativo, ações do setor financeiro e da Petrobras, que acompanhou a queda das cotações dos contratos futuros de petróleo nesta quinta-feira em razão da percepção no mercado de que a piora da pandemia na Índia representa riscos para a demanda.

Ainda que os índices pares em Nova York oscilassem em alta nesta tarde, analistas apontam que a agenda esvaziada deixou os investidores na bolsa local em compasso de espera pelo resultado dados do mercado de trabalho americano, o payroll, na sexta-feira.

"Vamos para o tudo ou nada no mercado acionário com o payroll", disse Benedito, que espera que as informações venham melhores do que as divulgadas no mês anterior, mas abaixo das expectativas dos agentes do mercado, o que pode amenizar o mau humor.

"Há pitadas de coisas aleatórias, como mais uma questão envolvendo a China e o presidente Jair Bolsonaro. Vão se somando ruídos, coisas de curto prazo e as pessoas vão perdendo o ânimo de alocar capital", afirmou um analista, colocando nesse contexto também o avanço do coronavírus com descobertas de nova variante no Brasil.

Nesta quinta-feira, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, afirmou que o país se opõe "firmemente" à tentativas de "politizar e estigmatizar" o coronavírus. "O vírus é o inimigo comum da humanidade. A tarefa urgente agora é que todos os países se unam na cooperação antiepidêmica e se esforcem por uma vitória rápida e completa sobre a epidemia", disse Wenbin.

Agência Estado e Correio do Povo

Comissão de Ética irá ampliar investigação contra Ruy Irigaray

 Com relatório favorável, foi formada uma subcomissão para averiguar as supostas acusações


A Comissão de Ética da Assembleia Legislativa aprovou a criação de uma subcomissão para investigar as denúncias contra o deputado Ruy Irigaray (PSL). Durante reunião, nesta quinta-feira, o corregedor da Comissão, deputado Tiago Simon (MDB), apresentou o relatório indicando que há elementos suficientes, em provas materiais, para abertura de investigação para apurar as acusações feitas por duas ex-assessoras do deputado. 

Segundo as duas ex-funcionárias, Irigaray teria realizado a prática de rachadinha, além de manter um grupo que disseminava mensagens falsas a seus opositores, o chamado gabinete do ódio. O relatório feito pelo corregedor ainda consta que há materiais que configuram a possibilidade de falta de decoro parlamentar, o que ocasionaria, caso parecer seja aprovado, na cassação do mandato do deputado. Os parlamentares Beto Fantinel (MDB), Dalciso Oliveira (PSB) e Mateus Wesp (PSDB) foram eleitos e vão compor a subcomissão. 

Irigaray, que acompanhou a reunião, nega as acusações. "Ficamos satisfeitos com a lisura do processo. Acho que a questão mais importante do nosso Parlamento e da nossa Legislatura é ver que há uma seriedade de todos os colegas dessa comissão, como do Parlamento", afirmou ao fim da sessão. 

O grupo irá elaborar um parecer a ser votado pelos integrantes da Comissão de Ética. Se for aprovado um parecer que indique a perda de mandato parlamentar, o caso é encaminhado para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que então avalia a legalidade e constitucionalidade do procedimento. Aprovado na CCJ, o caso vai ao Plenário, em forma de Projeto de Resolução, a ser votado por todos os deputados. Se for aprovado por maioria absoluta, em voto aberto, o parlamentar em questão perde seu mandato. 

Os deputados da nova subcomissão se manifestaram em suas redes sociais. 


Correio do Povo


Com mais 127 óbitos, Rio Grande do Sul acumula 25,6 mil mortes por Covid-19