Contra-Reforma - História virtual

O que foi a Contra-Reforma?

Um erro comum é pensar que a Contra-Reforma foram medidas tomadas pela Igreja Católica após o evento da Reforma de Lutero, mas ela ocorreu antes desta, no final do século XV. Na Itália e na Espanha alguns clérigos (membros da igreja) já se reuniam e passaram a tomar medidas para moralizar a Igreja Católica e voltar a sua dignidade espiritual de seu princípio. Mas só veio a tomar medidas decisivas quando Lutero lançou sua religião.

Foram diversas medidas para conter a expansão protestante, desde regras morais aos clérigos, como o celibato (os membros da igreja não poderem casar), uma vida mais humilde de seus integrantes, apoio a ordens religiosas mendicantes que pregavam o trabalho, a obra assistencial aos pobres e doentes. Também regularizou o Tribunal do Santo Oficio que existia desde a Idade Média e servia para julgar “crimes” religiosos, ou seja, idéias e práticas que são contraditórias as idéias da Igreja Católica.

Mas entre 1545 à 1563, o Papa Paulo III (1468-1549) realizou o Concílio de Trento onde foram tomadas mais medidas de reformar a Igreja Católica e combater o protestantismo. E as principais foram: A criação do Index Librarum Proibitorum , uma lista de livros proibidos, entre eles as Bíblias traduzidas de teólogos, escritos de Lutero e Calvino, o livro O elogio da loucura, do humanista católico Erasmo de Roterdam (1469-1536), e muitos outros. Também reafirmou os dogmas da Igreja como a transubstanciação (a presença real de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia, pela mudança da substância do pão e do vinho na de seu corpo e de seu sangue), celibato clerical e manter os sacramentos.

E surgia a Ordem dos Inacianos ou Companhia de Jesus dos padres jesuítas, fundada por Inácio de Loyola (1491-1556), que possuía um regime militar em que os padres jesuítas sairiam pelos novos continentes para difundir a fé Católica. Eles foram responsáveis pela vastidão do catolicismo nas colônias de Portugal, da Espanha e da França.

O Tribunal do Santo Ofício também chamado de Santa Inquisição usou muito da tortura, morte ou ameaças aos “inimigos” da Igreja, na Espanha, Portugal, Itália e França a Inquisição foi mais ativa. Mas é bom lembrar que no meio dos protestantes era comum enforcar mulheres acusadas de bruxaria, adultério ou fornicação, foi o caso das Bruxas de Salem nos Estados Unidos em 1692, onde mulheres foram queimadas em fogueiras. Ou seja, a violência religiosa não é exclusiva de uma única religião.


Por Frederico Czar
Professor de História


Contra-Reforma

Reação da Igreja Católica à Reforma Protestante e às pressões internas pela renovação das práticas e da atuação política do clero durante os séculos XVI e XVII. Em 1545, o papa Paulo III (1468-1549) convoca o Concílio de Trento e torna-se o primeiro papa da Contra-Reforma.
Concílio de Trento

Conselho que se reúne várias vezes, entre 1545 e 1563, para assegurar a disciplina eclesiástica e a unidade da fé. Confirma a presença de Cristo na eucaristia e combate a doutrina protestante a respeito dos sacramentos.

Regula as obrigações do clero, a contratação de parentes para a Igreja e o excesso de luxo na vida dos religiosos.

É instituído o índice de livros proibidos (Index Librorum Prohibitorum) com as obras que os católicos não poderiam ler, sob pena de excomunhão (expulsão da Igreja).

O órgão encarregado pela repressão às heresias e aplicação das medidas da Contra-Reforma é a Inquisição. Para efetivar as mudanças, a Igreja cria ou reorganiza ordens religiosas, como a Companhia de Jesus.


Fonte: www.geocities.yahoo.com.br
Contra-Reforma

A situação da igreja católica, em meados do século XVI, era bastante difícil: ela perdera metade da Alemanha, toda a Inglaterra e os países escandinavos; estava em recuo na França, nos Países Baixos, na Áustria, na Boêmia e na Hungria.

A Contra-Reforma, ou Reforma católica, foi uma barreira colocada pela Igreja contra a crescente onda do protestantismo.

Para enfrentar as novas doutrinas, a igreja católica lançou mão de uma arma muito antiga: a Inquisição.

O Tribunal da Inquisição foi muito poderoso na Europa nos séculos XIII e XIV, No decorrer do século XV, porém, perdeu sua força.

Entretanto, em 1542 este tribunal foi reativado para julgar e perseguir indivíduos acusados de praticar ou difundir as novas doutrinas protestantes.

Percebendo que os livros e impressos tinham sido muito importantes para a difusão da ideologia protestante, o papado instituiu, em 1564, o Index Libro rum Prohibitorum, uma lista de livros elaborada pelo Santo Ofício, cuja leitura era proibida aos fiéis católicos.

Estas duas medidas detiveram o avanço do protestantismo, principalmente na Itália, na Espanha e em Portugal.

Para remediar os abusos da Igreja e definir com clareza sua doutrina, organizou-se o Concilio de Trento (1545-1563).


O Concilio tomou uma série de medidas, entre as quais citamos:

Organizou a disciplina do clero: os padres deveriam estudar e formar-se em seminários. Não poderiam ser padres antes dos 25 anos, nem bispos antes dos 30 anos.

Estabeleceu que as crenças católicas poderiam ter dupla origem: as Sagradas Escrituras (Bíblia) ou as tradições transmitidas pela Igreja; apenas esta estava autorizada a interpretar a Bíblia. Mantinham-se os princípios de valia das obras, o culto da Virgem Maria e das imagens.

Reafirmava a infalibilidade do papa e o dogma da transubstanciação.

A conseqüência mais importante deste Concilio foi o fortalecimento da autoridade do papa, que, a partir de então, passou a ter a palavra final sobre os dogmas defendidos pela igreja católica.

A partir da Contra-Reforma surgiram novas ordens religiosas, como a Companhia de Jesus, fundada por Ignácio de Loyola em 1534. Os jesuítas se organizaram em moldes quase militares e fortaleceram a posição da Igreja dentro dos países europeus que permaneciam católicos. Criaram escolas, onde eram educados os filhos das famílias nobres; foram confessores e educadores de várias famílias reais; fundaram colégios e missões para difundir a doutrina católica nas Américas e na Ásia.


Morte na fogueira de Savonarola, 1498


A Igreja perdia adeptos e assistia à contestação
e rejeição de seus dogmas, mas demostrou no Concílio
de Trento que ainda era muito poderosa e tinha capacidade de reação
A Reforma

Em decorrência da reforma protestante, o mundo cristianizado ocidental, até então hegemonicamente católico, viu-se dividido entre cristãos católicos e cristãos não mais alinhados com as diretrizes de Roma. O catolicismo havia perdido terreno, deixando de ser a religião oficial de muitos estados da Europa e, consequentemente, o mesmo ameçava se repetir nas novas colônias do Novo Mundo. Nesse contexto, surgiu a necessidade de reformas na igreja católica, a fim de e reestruturá-la e barrar o avanço protestante.

De acordo com Burns a Renascença foi acompanhada de um outro movimento – a Reforma.

“Este movimento compreendeu duas fases principais: a Revolução Protestante, que irrompeu em 1517 e levou a maior parte da Europa setentrional a separar-se da igreja romana, e a Reforma Católica, que alcançou o auge em 1560. Embora a última não seja qualificada de revolução, na verdade o foi em quase todos os sentidos do termo, pois pareceu que efetuou uma alteração profunda em alguns dos característicos mais notáveis do catolicismo da Idade Média.”

Acontecimentos reformistas foram o V Concílio de Latrão, os sermões reformistas de Juan Colet, a publicação do Consilium de Emendanda Ecclesia de Gasparo Contarini e a fundação do Oratório do Amor Divino.
Primórdios da Reforma Católica

Em 31 de Outubro de 1517 Lutero publicou em Wittemberg as suas Noventa e cinco teses contra as indulgências, dentre estas 95 teses um ou dois argumentos eram contra a crença de que se faria o perdão dos pecados mediante o pagamento de determinada quantia, defendendo que só Deus pode perdoar o homem.

Em 1519 este monge católico foi acusado de heresias que tinha publicado, foi alertado pelas autoridades Vaticanas o ameaçaram e o mandaram retratar-se perante o príncipe, e em acto de rebeldia, negou-se, sendo então excomungado. Todas as igrejas que estavam insatisfeitas com a liturgia e a tradição católica-romana no ocidente passaram a ser designadas de igrejas protestantes, pois na Dieta de Worms os príncipes alemães protestaram para que o Imperador Carlos V permitisse que eles professassem suas fés.

“Já na segunda metade do século XV, tudo o que havia de mais representativo entre os católicos, todos os que tinham verdadeiramente consciência da situação, reclamavam a reforma, por vezes num tom de violência feroz, e mais freqüentemente como um ato de fé nos destinos eternos da ‘Ecclesia Mater’.” (Rops). A Espanha sobressaiu-se como vanguarda da Reforma Católica. “Na Espanha durante os últimos anos do século XV, uma revivescência religiosa iniciada pelo Cardeal Cisneros agitou profundamente o país. (…) Também na Itália, desde o início do século XVI, um grupo de clérigos fervorosos vinha trabalhando para tornar os sacerdotes da sua igreja mais dignos da missão.”

Os reis católicos consideraram a reforma eclesiástica como uma parte essencial da restauração do estado, que norteou a sua política. o cardeal Cisneros reformou os franciscanos com São Pedro de Alcântara e a vida monástica, notadamente a dos beneditinos, a Universidade de Alcalá, por ele fundada, foi um grande centro de estudos teológicos e humanísticos e fez publicar a célebre Bíblia Poliglota Complutense.

A obra de renovação espiritual do clero e do povo levada a efeito por São João de Ávila constitui um capítulo à parte na história religiosa do século XVI. Santa Teresa de Ávila reformou a Ordem do Carmelo e São João da Cruz estendeu a reforma aos frades carmelitas.

A mais importante fundação religiosa, no entanto, neste século foi a da Companhia de Jesus por Santo Inácio de Loyola; quando o seu fundador morreu esta ordem contava com mais de mil membros e meio século depois com 13.000. Os jesuítas prestaram o mais relevante serviço ao Pontificado no trabalho da Reforma Católica com as suas missões, a formação do clero e a educação da juventude, na propagação da fé católica e no ensino da sua doutrina. Segundo Burns, deveu-se em grande parte ao trabalho da Companhia de Jesus “o fato de a Igreja Católica ter recuperado muito de sua força a despeito da secessão protestante.”

Também na Itália davam-se inquietações por uma renovação cristã. Surgiu a Ordem dos Teatinos (1524), a Ordem dos Barnabitas (1534), os somascos o Oratório do Amor Divino e o trabalho de Caetano de Thiene e de João Caraffa. Na Itália surgiram também os Capuchinhos como um novo tronco dos Franciscanos, alcançando grande popularidade pela austeridade de vida e dedicação ao ensino.
Apogeu da Reforma Católica

O auge da reforma católica se deu com os papas reformistas. O primeiro deles foi Adriano VI, sucedeu-lhe Clemente VII com um governo de nove anos. Os papas Paulo III, Paulo IV, Pio V e Sixto V cobriram um período que vai de 1534 a 1590, foram os mais zelosos reformistas que presidiram a Santa Sé desde Gregório VII

As finanças da Igreja foram reorganizadas e os cargos foram ocupados por padres e religiosos de reconhecida fama de disciplina e austeridade e foram rigorosos com os clérigos que persistiam no vício e no ócio. A ação dos papas reformistas foi completada com a convocação do Concílio que se reuniu na cidade de Trento.
O Concílio de Trento

O acontecimento central da Reforma Católica foi a convocação do Concílio. O Papa Paulo III reuniu os representantes máximos da Igreja no Concílio de Trento (entre 1545 e 1563), onde foram reafirmados os princípios da Igreja Católica.

No campo doutrinal o Concílio reafirmou, sem exceção, os dogmas atacados pela Reforma Protestante, declarou-se antes de tudo que:


1) a Revelação divina se transmite pela Sagrada Escritura, mas esta Sagrada Escritura abaixo da Tradição da Igreja, e a palavra do Papa é tida como infalivel acima das Escrituras Sagradas e que estas devem ser interpretadas pelo Magistério da Igreja e pela Tradição.
2) O Concílio, ainda, enfrentou o tema chave da questão da “justificação” e, contra as teologias luterana e calvinista, ensinou e declarou que a Salvação vem pelas Obras e o perdão pelas penitências
3) Definiu-se ser verdade também a doutrina dos sete Sacramentos e as notas próprias de cada um deles.

O Concílio confirmou, como elementos essenciais da religião católica,como verdades absolutas (dogmas) a transubstanciação, a sucessão apostólica, a crença no purgatório, a comunhão dos santos e reafirmou-se o primado e autoridade do Papa como sucessor de São Pedro contudo não reconheceu o erro de vender indulgências e o considerou como certo.

No campo disciplinar procurou-se com empenho a por fim nos abusos existentes no clero, confirmou o celibato clerical e religioso, melhorou-se substancialmente a sua formação intelectual e cultural e mas não exigiu-se uma elevada moralidade e espiritualidade dos seus integrantes pois não existe relatos de punições para os seus subordinados os mesmo poderiam ser punidos se aceitasse a fé protestante.

Obrigou-se aos párocos a ensinar a catequese às crianças e a dar doutrina e instrução religiosa aos fiéis. Os habitantes de terras descobertas, foram catequizados através da ação dos jesuítas.

Retomou-se o Tribunal do Santo Ofício e Inquisição: para punir e condenar os acusados de heresias e todos os outros que não aceitassem a autoridade da igreja romana.
O pós-Concílio

O período que se seguiu ao Concílio de Trento foi marcado por uma grande renovação da vida católica. A reforma fundada nos decretos e nas constituições tridentinas foi levada a efeito pelos papas que se sucederam. Foi criado o “Index Librorium Proibitorium” ( Índice de Livros Proibidos ) para evitar a propagação de idéias contrárias à fé da Igreja Católica. Todos estes livros proibidos eram queimados, a Igreja Católica proibiu-os de ser lidos, porque os livros que continham principalmente feitiçaria davam medo. Publicou-se uma Catecismo Romano, um Missal e um Breviário por ordem de São Pio V.

O espírito tridentino deu oportunidade ao surgimento de bispos exemplares como São Carlos Borromeu, zeloso arcebispo de Milão. São Filipe de Néri contribuiu para a renovação do espírito cristão da Cúria Romana, São José de Calassanz fundou as Escolas Pias e desenvolveu abnegada atividade de formação da juventude entre as classes populares e São Francisco de Sales difundiu a piedade pessoal – a vida devota – entre os leigos que viviam no meio do mundo.

Também são fruto e conseqëncia da Reforma Católica levada a efeito pelo Concílio a renovação da arte sacra cristã, com o surgimento do Barroco que é o estilo artístico da Reforma Católica. Portugal e Espanha levaram a fé católica para além-mar. Hoje os católicos da América Latina e das Filipinas constituem a grande reserva demográfica da Igreja e do Cristianismo. Em 1622 foi criada a Congregação de Propaganda Fide.

Na esteira da dinâmica tridentina, por iniciativa de São Pio V, organizou-se a “Santa Liga” que levou a cabo uma autêntica Cruzada contra os turcos otomanos que os derrotou na famosa batalha de Lepanto sob o comando de João de Áustria. Pela ação de missionários como São Francisco de Sales obteve-se a reconquista religiosa de uma porção importante dos povos do centro europeu, e ainda na Áustria, na Baviera, na Polônia, na Boécia e na Ucrânia.

A cisão cristã definitiva, entretanto, se deu com o final da Guerra dos Trinta Anos e com a paz de Vestfália, com ela o avanço da reconquista católica na Alemanha ficou bloqueado, ali estabeleceu-se o princípio cuius regio eius religio, cada um siga a religião de seu Príncipe, o que consagrou a fragmentação religiosa germânica num povo dividido em mais de trezentos principados e cidades.

Bibliografia

PEDRO, Antonio, 1942 – História: Compacto, 2º Grau / Antonio Pedro,. – Ed. Atual., ampl. e renovada. São Paulo: FTD, 1995.

Fonte: www.saberhistoria.hpg.ig.com.br
Contra-Reforma
A Reforma católica ou Contra-Reforma

Os avanços do protestantismo ameaçavam seriamente a supremacia da Igreja Católica. Com exceção de Portugal e Espanha, todo o resto da Europa ocidental conhecia movimentos reformistas, o que forçou a Reforma Católica, também conhecida como Contra-Reforma. A Igreja não só se armou contra o protestantismo, como também reformou-se internamente.

O Concílio de Trento iniciou a Reforma Católica. De 1544 a 1563, com intervalos, os conciliares discutiram as medidas a serem adotadas. Decidiram manter o monopólio do clero na interpretação dos dogmas, reforçar a autoridade papal e a disciplina eclesiástica.

Outras medidas foram:


a) Formação obrigatória e ordenação dos padres em seminários.
b) Confirmação do celibato clerical.
c) Proibição da venda de indulgências e relíquias.
d) Manutenção do direito canônico.
e) Edição oficial da Bíblia e do catecismo.

O espanhol Inácio de Loiola fundou a Companhia de Jesus, em 1534, ordem religiosa com características militares, exigindo dos seus membros completa obediência. Dirigida contra o espírito de independência do humanismo, combateu a razão com suas próprias armas e organizou sua ação a partir do ensino.

Os jesuítas foram bem-sucedidos em regiões da Alemanha, Polônia e Suíça. Colaboraram na restauração da disciplina clerical, devolvendo-lhe a pureza. Lutaram pela supremacia da autoridade papal. Participaram ativamente das colonizações portuguesa e espanhola. Desembarcaram na Ásia e na África para difundir o catolicismo. No Brasil, os jesuítas destacaram-se por sua ação catequética.

O Concílio de Trento decidiu pelo fortalecimento dos tribunais de inquisição para combater o protestantismo. Os dogmas católicos foram defendidos pela política do terror e da delação dos suspeitos de heresia. Em 1564, o papa Paulo IV, antigo grande inquisidor, investiu até contra as obras científicas que contrariassem os princípios e dogmas católicos. Foi criada a Congregação do índex, um órgão com a função de elaborar a “relação dos livros proibidos”, ou seja os livros que os católicos não poderiam ler. A Contra-reforma tomava, assim, aspectos de uma verdadeira contra-renascença. Muitos livros e suspeitos de heresia foram condenados à fogueira.
A Reforma Religiosa

As transformações ocorridas na Europa, na passagem da Idade Média para a Moderna, atingiram os princípios e os valores religiosos tradicionais. Os “grandes males” do século XIV revelavam que a vida valia muito pouco, que era preciso pensar mais na alma, na vida após a morte, preparar-se para o dia do Juízo Final.

Porém, os princípios da Igreja, como a proibição da usura, que limitava os lucros, não se encaixavam nos ideais e objetivos da burguesia. Além disso, os reis e a nobreza cobiçavam os bens da Igreja, especialmente suas terras.

Agravava a crise o fato de que leitura da Bíblia e dos textos básicos do Cristianismo contradiziam muitas atitudes e condições da Igreja. Observa-se que havia um descompasso entre a doutrina e a realidade. As riquezas oriundas das rendas das terras eclesiásticas, da venda de indulgências, da cobrança do dízimo embelezavam os palácios episcopais e corrompiam o alto clero.

Era uma Igreja que pregava a simplicidade, para os outros. E politicamente havia, dentro dela, uma disputa pela ampliação de poder entre o papado e a Cúria Romana, seu mais alto órgão colegiado. Como a possibilidade da Igreja se reformar de dentro para fora não se concretizou, ela aconteceu de fora para dentro.

Fonte: marcelohistoriando.zip.net
Contra-Reforma
Reforma e Contra-Reforma

Localização Geográfica: Europa Ocidental

Localização cronológica: Século XVI

Características da Reforma:


Movimento religioso que foi provocado pela nova mentalidade humanista aplicada às Sagradas Escrituras, gerando a rejeição da autoridade papal por uma parte da Europa cristã e a fundação do Protestantismo.

Surgem, durante o século XVI, as Igrejas Reformadas:


Igreja Luterana – Alemanha e países nórdicos, como a Noruega, Suécia, etc.
Igreja Reformada – (Calvino) – Genebra, Suíça, França, Escócia, etc.
Igreja Anglicana – Inglaterra.

Causas da Reforma:

Intelectuais criticam a Igreja Católica, desencadeando movimentos conhecidos como heresias, dentre eles destacam-se:


Heresia de John Wyclif – Inglaterra
Século XIV (finais) – Pregava que: “A Bíblia era a única regra de fé e cada crente deveria interpretá-la livremente” – teve poucos seguidores;
Heresia de John Huss – Bohêmia
Alemanha – século XV (início) – Pregava as idéias de Wiclif – Foi condenado pelo Concílio de Constança – morreu como herege.

Críticas à estrutura disciplinar do Clero Católico e a algumas práticas religiosas católicas:


Abusos e relaxamento dos costumes do Clero;
A taxação Papal sobre terras da Europa: dízimos, dispensas, indulgências, emolumentos, etc.;
Crítica às dispensas e indulgências;
Proibição da usura e do enriquecimento;
A difusão da Bíblia, através da imprensa;
A análise dos Dogmas da Igreja Católica, provocada pelo desenvolvimento do espírito crítico, fruto da difusão do humanismo;
O desejo de certos Príncipes ou Reis de confiscar terras ou riquezas da Igreja Católica (na Alemanha, 1/3 das melhores terras eram da Igreja);
O desenvolvimento do Nacionalismo, na Europa;
Conflitos entre Reis e Papas;
O fortalecimento do Poder Monárquico.
Principais reformadores e suas igrejas reformadas

Martinho Lutero (Alemanha)


Excelente formação universitária e teológica;
Frei da ordem dos Agostinianos, revoltou-se contra o Papado e suas práticas comerciais da época – Papa Leão X autorizou venda de indulgências;
Foi excomungado pelo Papa por suas idéias;

Algumas de suas idéias:


Justificação pela fé, isto é, “que jejuns, penitências e os sacramentos não bastavam para redimir o homem pecador”;
Atacou, violentamente, a venda de indulgências na Alemanha;
Na época de sua morte estava fundada a Igreja Protestante Luterana.

A Igreja Luterana

É uma Igreja católica medieval com algumas modificações:

Principais Dogmas e Práticas Religiosas:


Substituiu o latim pelo alemão nos serviços religiosos;
Rejeitou a hierarquia eclesiástica;
Aboliu o celibato clerical;
Eliminou os sacramentos;
Proibiu certas práticas do culto católico, como os jejuns, as peregrinações, as promessas, etc.

Surgiram na Alemanha, em conseqüência da reforma luterana, os ANABATISTAS, que levaram a extremos essa doutrina, provocando:


A formação de numerosas Igrejas na Suíça, Suécia, Inglaterra, etc.
As guerras de religião na Alemanha.

Ulrico Zuínglio e João Calvino:


A Reforma na Suíça começou com as pregações de Zuinglio, nos cantões florescentes, como Berna, Genebra, Basiléia e Zurich, que eram dominados por uma burguesia rica que detestava o ideal católico da pobreza glorificada;
Zuinglio era seguidor de Lutero e aceitava a maioria de seus ensinamentos;
João Calvino, substituiu Zuinglio, após sua morte e estendeu a Reforma na Suíça, consolidando-a após a conquista e domínio da cidade de Genebra, onde exerceu Ditadura religiosa, apoiado no Consistório, principal órgão de governo.
A doutrina calvinista está contida na obra “Instituições da Religião Cristã”.

A Igreja Calvinista:

É uma Igreja cristã moderna, adaptada à burguesia rica e concebida para substituir a Igreja Católica na Europa.

Principais Dogmas e práticas religiosas:


Adotou a “predestinação” – crença que a pessoa nasce predestinada e os sinais de riqueza indicam-lhe o caminho da salvação;
Combateu o “papismo” – eliminando vitrais, quadros, imagens, festas de Natal e de Páscoa e outros rituais, etc.
Acompanha mais de perto o texto da Escritura e sua livre interpretação;
O Calvinismo espalhou-se pela Europa Ocidental e pelo Novo Mundo;

Os Calvinistas passaram a ser conhecidos por diferentes denominações:


Na França eram os Huguenotes;
Na Escócia eram os Presbiterianos;
Na Holanda eram os Reformistas;
Na América eram os Puritanos.

Henrique VIII e Elizabeth I na Inglaterra:


O Protestantismo na Inglaterra foi adotado por uma questão política;
Henrique VIII desejando um filho varão pediu ao Papa anulação de seu casamento com Catarina de Aragão (após 18 anos de casados, filha de Carlos V, Imperador da Alemanha). O Papa Leão X recusou a anulação. Henrique VIII pede ao Parlamento inglês a aprovação do “Act of Supremacy”, que o transformou no Chefe da Igreja na Inglaterra. Inicia-se a Reforma na Inglaterra.
Os sucessores de Henrique VIII prosseguiram na Reforma Religiosa e
Elisabeth I criou o ANGLICANISMO.

A Igreja Anglicana:


Religião oficial da Inglaterra, que mantém a forma episcopal e os rituais católicos, combinando-os com a teologia calvinista e presbiteriana;
O chefe da Igreja Anglicana é o Rei da Inglaterra.
Consequências da Reforma


Rompeu a unidade religiosa da Igreja Católica na Europa;
Forçou os ideais de tolerância religiosa;
Precipitou as Guerras de Religião na França, Holanda, Alemanha e Inglaterra;
Gerou as perseguições religiosas na Inglaterra, França e Holanda, provocando a emigração de milhares de famílias para a América do Norte;
Provocou uma tomada de posição da Igreja Católica, gerando a Contra – Reforma ou Reforma Católica.
A Contra-Reforma

Caracterização


Foi um movimento espontâneo da Igreja Católica Romana de reação contra o protestantismo e de sua expansão pela Europa, visando ainda a reorganização de sua estrutura, atacada pelos reformadores.

A Ação da Contra-Reforma

Pode ser resumida por três fatos de grande importância:

A atuação dos Papas Reformistas, Paulo III, Paulo IV e Pio V, que:


Expulsaram da Igreja os Padres relapsos, imorais e perseverantes no erro;
Aprovaram os Estatutos da Companhia de Jesus;
Convenceram o Concílio de Trento para rever toda a estrutura da Igreja Católica;
Reorganizaram o Tribunal da Inquisição.

Fonte: www.geocities.com


História Licenciatura

Espanha ordena o confinamento de 200 mil pessoas na Catalunha

País soma mais de 28 mil mortes por novo coronavírus

Espanha decide pelo confinamento de 200 mil pessoas na Catalunha como modo de prevenção ao novo coronavírus

A Espanha ordenou o confinamento de mais de 200 mil pessoas na Catalunha e monitora surtos de coronavírus em outras regiões. Ao mesmo tempo, autoriza a visitação da Sagrada Família em Barcelona a partir deste sábado.
Com pelo menos 28.385 mortes, a Espanha é um dos países mais afetados pela pandemia. Para as autoridades os contágios haviam sido controlados após um confinamento rigoroso de toda a população por mais de mais de três meses, levantado em 21 junho.
No entanto, segundo o Ministério da Saúde, na sexta-feira o país registrou 17 mortes por coronavírus em 24 horas, o maior número diário desde 19 de junho. Mais de 50 surtos em quase todo o país preocupam as autoridades. O presidente da Catalunha (nordeste), Quim Torra, anunciou que uma área inteira em torno da cidade de Lérida, 150 km a oeste de Barcelona, foi isolada a partir do meio-dia deste sábado.

Decisão difícil

"Decidimos confinar a região do Segriá (na cidade de Lérida), com base em dados que confirmam um aumento bastante significativo do número de casos de Covid-19", declarou à imprensa o dirigente separatista, que falou em "uma decisão difícil" para dezenas de municípios afetados.
As entradas e saídas foram restringidas nesta região agrícola, em plena colheita de frutas, enquanto muitas famílias iniciavam suas férias de verão. A circulação interna não foi proibida, mas foi recomendado "minimizar o deslocamento" e "usar máscara na rua", disse o departamento de Interior.
"Foi uma surpresa", disse Josep Raluy, um aposentado de 63 anos que passou o dia em sua fazenda, mas voltou para casa por precaução."Voltar atrás novamente, má notícia", lamentou com um suspiro.
O conselheiro regional de Saúde, Alba Vergés, informou que reuniões de mais de dez pessoas foram proibidas, além de visitas a casas de repouso. A província de Lérida registrou 4.030 casos de coronavírus na sexta-feira, 60 a mais que na quinta-feira.
Autoridades regionais habilitaram um hospital de campanha para acomodar todos aqueles com sintomas. Madri, que foi o epicentro do país, relatou na sexta-feira cinco novos casos, todos do mesmo ambiente de trabalho, que foram isolados em suas casas.

Sánchez faz convite para "sair às ruas"

Durante uma visita à Galícia (noroeste), antes das eleições nesta região, o chefe do governo Pedro Sánchez enviou uma mensagem dupla no sábado: "Não vamos baixar a guarda, mas não vamos deixar o medo nos dominar".
"É preciso sair às ruas, recuperar a economia, aproveitar o novo normal. E estar ciente de que o país está melhor equipado para os surtos", disse o líder socialista.
Apenas duas semanas após o levantamento das restrições que impediam os espanhóis de saírem das cidades, o retorno ao confinamento na Catalunha coincidiu com a reabertura das fronteiras para visitantes de 12 novos países.
A Espanha já havia admitido em 21 de junho os cidadãos da UE e do espaço Schengen, assim como os britânicos. Novas medidas foram adotadas nos aeroportos, onde equipes medem a temperatura e coletam dados pessoais dos passageiros.
Enquanto o governo tentava controlar os focos, neste sábado foi reaberta a Basílica da Sagrada Família em Barcelona, um dos locais mais visitados da Espanha, após mais de três meses fechada.
A primeira fase da abertura do templo modernista, Patrimônio Mundial da UNESCO, faz uma homenagem aos profissionais de saúde, em reconhecimento a seu compromisso com pacientes de COVID-19.
O número de casos confirmados na Espanha alcança a 250.545 por 47 milhões de habitantes, segundo o último balanço do Ministério da Saúde na sexta-feira.

Como prevenir o contágio do novo coronavírus 

De acordo com recomendações do Ministério da Saúde, há pelo menos cinco medidas que ajudam na prevenção do contágio do novo coronavírus:
• lavar as mãos com água e sabão ou então usar álcool gel.
• cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir.
• evitar aglomerações se estiver doente.
• manter os ambientes bem ventilados.
• não compartilhar objetos pessoais
AFP e Correio do Povo

Governo vai atuar para recuperar estragos do ciclone, diz Bolsonaro

Presidente sobrevoou na manhã deste sábado áreas da Grande Florianópolis atingidas pelo fenômeno natural

Santa Catarina foi fortemente atingida por ciclone

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (4), no Twitter, que o governo federal vai "intensificar o trabalho de recuperação dos estragos causados" pelo ciclone bomba que causou destruição no sul do Brasil. 
O presidente sobrevoou neste sábado as áreas mais atingidas pelo ciclone bomba em Florianópolis (SC). O roteiro dos locais observados por Bolsonaro foi definido com a participação da Secretaria Nacional da Defesa Civil.
Uma equipe fez o itinerário na sexta-feira (3) e a visita se concentrou na região de Grande Florianópolis. Após o sobrevoo, que durou cerca de uma hora, Bolsonaro se reuniu com a equipe técnica da Defesa Civil catarinense para apresentação de um levantamento dos estragos.
O ciclone bomba atingiu a região Sul do Brasil causando destruição e ao menos 10 mortes (nove em Santa Catarina e uma no Rio Grande do Sul) no dia 1º de julho.


R7 e Correio do Povo

Reduz o número de pessoas desalojadas após vendaval no RS


Boletim da Defesa Civil contabilizou 47 pessoas fora de suas residências neste sábado

Defesa Civil distribuiu cobertores para as famílias afetadas pelo vendaval no Estado

Diminuiu de 242 para 47 o número de pessoas que estão fora de suas casas após a passagem de um intenso vendaval pelo Rio Grande do Sul. A redução, registrada neste sábado, consta no boletim atualizado da Defesa Civil, órgão que está calculando os estragos e prejuízos causados pela chuva e pelo vendaval na última semana. 
De acordo com os dados, Vacaria é o município que possui o maior volume de desalojados, com 38 pessoas atualmente abrigadas em locais provisórios da cidade. Já a cidade de Itatiba do Sul tem cinco desalojados e Cacique Doble quatro pessoas fora de suas residências.
Com 350 danos em edificações, o município de Cacique Doble registrou o destelhamento em 350 residências e quedas de estruturas em três empresas da cidade. O número total de dados em edificações, conforme contabilizou a Defesa Civil, é de 2.609 – 30 a menos do que foi registrado no dia anterior.
Já o número de cidades que registraram junto ao órgão algum estrago em decorrência do vendaval segue em 30 municípios. Da mesma forma, Lagoa Vermelha e Iraí ainda seguem como as únicas cidades que decretaram situação de emergência no Rio Grande do Sul. 
Correio do Povo

O super agro

Enquanto o Brasil contabiliza as perdas com a pandemia do novo coronavírus, o agronegócio nacional terá o melhor ano de sua história. O futuro é promissor, mas o país precisa conectar o campo - e levar a sustentabilidade mais a sério. Este é um dos temas da edição nº 1.213 da EXAME, cujas principais reportagens você encontra abaixo. Se ainda não é assinante, assine para ter acesso às melhores análises de negócios, mercados e investimentos. Boa leitura. 


O Brasil que vai bem
Maurício De Bortoli: sua fazenda, no Rio Grande do Sul, foi a campeã em produtividade de soja no país em 2019 | Ricardo Jaeger/Exame
Nos últimos meses, o gaúcho Maurício De Bortoli, de 40 anos, tem se dedicado a decifrar cores. Elas o ajudam a interpretar a produtividade de soja em sua fazenda de 9.000 hectares em Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. Não é o olhar treinado desse representante da terceira geração de uma família de agricultores que entra em ação, mas sensores que, acoplados a sondas instaladas no solo, captam as ondas de luz emitidas pelas plantas e ajudam Bortoli a tomar decisões na lavoura - sua fazenda foi campeã em produtividade de soja no país em 2019. As conquistas de empreendedores rurais, como as do gaúcho de Cruz Alta, dão alento a tempos sombrios para a economia brasileira. A pandemia do novo coronavírus deve fazer o PIB do país encolher até 9%, mas o PIB do agronegócio deve crescer 2,5%, passando de 728 bilhões de reais, um recorde. “O agronegócio está sendo fundamental para ajudar a remendar o estrago causado na economia pelo coronavírus”, diz o economista Marcos Jank, pesquisador de agronegócio no Insper. Leia a reportagem completa.
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Suspensão de atividades do Mercado Público preocupa comerciantes em Porto Alegre

Novas restrições entram em vigor na segunda-feira e passam a valer por 15 dias

Novas restrições entram em vigor na segunda-feira e passam a valer por 15 dia

A suspensão das atividades do Mercado Público que passará a valer por 15 dias a partir de segunda-feira preocupa a Associação do Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc). Conforme anunciado pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior na sexta-feira, a determinação deve integrar um novo decreto de medidas restritivas.
No sábado, o movimento no espaço era controlado, com um número baixo de pessoas na área interna e uma fila de espera no portão. Quem entrava no Mercado, usava máscara de proteção e seguia as orientações de distanciamento social. 
O sócio-proprietário da Banca 10, Celso Rossato, que comercializa ampla variedade de frutas e verduras, comentou que muitos clientes se mostraram insatisfeitos com a possibilidade de fechamento do mercado. "Os clientes discordam dessa postura, pois o Mercado é um grande centro de abastecimento da capital, com preços acessíveis", afirmou.
Além disso, Rossato também manifestou preocupação com o estoque da própria banca, de produtos perecíveis. "Da noite para o dia resolve fechar, prejudicando comerciantes e a população, sem comunicar a associação e, enquanto isso, as grandes redes seguem abertas, sendo que o Mercado é muito mais arejado do que muitos supermercados que vemos por aí", comparou. 
A presidente da Ascomepc, Adriana Kauer, disse que há muita preocupação com a suspensão das atividades do Mercado Público. “Temos o entendimento que o Mercado é o primeiro centro de abastecimento da cidade, muito antes de qualquer outro supermercado de Porto Alegre e tratar o Mercado como qualquer outra coisa que não seja essa finalidade, nos causa muita estranheza inclusive”, destacou.
De acordo com Adriana, o Mercado Público já vinha tratando de forma muito responsável sobre essa questão da Covid-19. “Tanto que os clientes não podiam entrar nas lojas externas ou internas, nem mesmo nas bancas, em todas elas também há disponibilização de álcool em gel, além de controle de temperatura dos funcionários”, reiterou. É uma situação muito ruim, segundo Adriana. “A maioria dos mercadeiros trabalha com produtos perecíveis como carnes, peixes, legumes, verduras e laticínios. O que vão fazer com todo o estoque se passarmos 15 dias fechados?”, questionou.
O abastecimento do Mercado foi feito, nos últimos meses, de forma muito responsável para atender a população. “E com isso também garantir que os preços não aumentassem, eles continuam os mesmos que vínhamos praticando antes da pandemia. É algo muito impactante e está sendo bastante difícil compreender isso”, reforçou.
Com relação aos prejuízos, Adriana destacou que o principal é a questão do estoque dos produtos perecíveis. “A maioria tem estoques altos para suprir a demanda dos clientes, estávamos já fazendo outros sistemas de cuidados como desinfecção no Mercado todo, o mesmo tipo que se faz inclusive em hospitais para o combate ao vírus, fizemos isso nas áreas comuns e nas lojas internas”, enfatizou.
O proprietário da tradicional Banca do Holandês, Sergio Lourenço, declarou que os permissionários não conseguem entender o critério para o fechamento. "A nossa função é suprir as necessidades da população, temos cerca de 106 famílias, pequenos comerciantes, dispostos a atender ao público com segurança", disse. Todos os procedimentos de segurança, de acordo com Lourenço, todos os protocolos estão sendo respeitados. 
"Se o problema é não estarmos medindo a temperatura dos clientes, nós vamos resolver, está faltando fundamento para fechar o Mercado", destacou, reforçando que todos os comerciantes estão apavorados. Loureço reiterou que a questão não é somente o prejuízo dos comerciantes, mas sim a falta de critérios para suspender as atividades de um espaço essencial, como é o Mercado Público. "Simplesmente dizem que vão fechar, isso é insano", assinalou.
Adriana ainda ressaltou que é possível sempre fazer “um pouco mais”. “Poderíamos deixar apenas um portão aberto, com controle de acesso de pessoas, tal qual estão exigindo dos supermercados. Não entendemos porque um supermercado pode funcionar e o Mercado Público que é um lugar muito mais arejado não”, comparou. Desde o início da pandemia, Adriana comentou que o funcionamento já vem respeitando o limite de 25% da capacidade, sem contar a parte de telentrega. “De repente poderiam deixar, para quem puder, fazer pelo menos as entregas a partir do Mercado Público”, sugeriu.
Com relação às medidas anunciadas pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior na noite de sexta-feira, dentre as quais está incluída a suspensão de atividades do Mercado, Adriana assinalou que “infelizmente ninguém entrou em contato conosco para explicar o que vai acontecer nos próximos dias, tampouco para poder conversar sobre a situação real do mercado e as possibilidades que poderiam ser feitas”. “Tentar falar com alguém na Prefeitura está sendo bem difícil, estão todos bem preocupados, soubemos sobre o fechamento através da imprensa”, pontuou.
A Prefeitura de Porto Alegre não se manifestou sobre o assunto.

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