Vice-prefeito chama Marchezan de “desleal” após demissões

CCs ligados ao PP foram exonerados da Prefeitura em meio à crise com o PSDB

Por Lucas Rivas / Rádio Guaíba

Gustavo Paim fez críticas a Marchezan após demissões em seu gabinete

Gustavo Paim fez críticas a Marchezan após demissões em seu gabinete | Foto: Guilherme Testa / CP Memória

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De férias, o vice-prefeito de Porto Alegre, Gustavo Paim (PP), reagiu, nesta sexta-feira, à decisão tomada pelo prefeito Nelson Marchezan Junior (PSDB) de exonerar mais de 50 cargos de comissão (CCs) indicados pelo PP – os últimos filiados à legenda que permaneciam na administração municipal. Nos Estados Unidos, Paim criticou duramente a postura de Marchezan ao considerar a medida “desleal”, “não republicana” e tomada no “auge da falta de respeito”.

Nessa quinta-feira, o prefeito demitiu os assessores do PP, incluindo CCs com atuação direta no gabinete do vice. Nesta sexta, oito exonerações de CCs foram publicadas no Diário Oficial de Porto Alegre. Paim e o PP afirmam que, para evitar as exonerações, alguns indicados foram obrigados a trocar o PP pelo PSDB ou outro partido da base

Em nota, Paim se solidarizou com os progressistas demitidos e assegurou que fica no cargo, lembrando ter sido eleito democraticamente ao lado de Marchezan. “Agora, durante as minhas férias, longe de Porto Alegre, receber relatos de que integrantes do meu gabinete foram chamados para ou se desfiliarem do partido ou serem exonerados foi o auge da falta de respeito ante minha lealdade indiscutível do ponto de vista pessoal e político-partidária”, escreveu o vice. “Usar estruturas e cargos públicos com o propósito de tentar aniquilar um partido que ajudou a ganhar a eleição e fortalecer a própria legenda definitivamente não é uma atitude republicana e não é o que se espera da gestão pública.”

Após as manifestações de Paim, o PP de Porto Alegre também criticou Marchezan. Em uma nota que elencar oito pontos, a executiva sustenta que o prefeito age como um “Reizinho” de uma “monarquia absolutista”.

A legenda municipal repudia as acusações de que o PP tenha arquitetado o último pedido de impeachment contra Marchazan. O partido também considera que o prefeito não aceitou a possibilidade de Paim concorrer ao Paço Municipal em 2020, após afirmar que não tinha intenção de se reeleger. Por fim, o PP classifica como “ilegal” e “imoral” o processo que culminou com as exonerações dos últimos filiados à sigla.

• Íntegra da nota de Gustavo Paim:



Íntegra da nota do PP de Porto Alegre:

“CARTA ABERTA AOS PORTO-ALEGRENSES
1. As divergências entre o Progressistas e o Prefeito Marchezan Júnior tiveram início na votação do projeto de aumento do IPTU. O PP/POA escolheu ficar com o povo de Porto Alegre e com o compromisso assumido em campanha, enquanto o Prefeito escolheu o caixa da Prefeitura.
2. O Prefeito Marchezan não aceita o lançamento de pré-candidatos a Prefeito na Convenção Municipal do PP, esquecendo-se que ele assumiu o compromisso de não concorrer à reeleição. O PP esperava reciprocidade de quem ajudou a eleger, mas Marchezan novamente escolheu abandonar o compromisso de campanha. Faltando mais uma vez com a palavra.
3. O PP repudia qualquer alegação de que o pedido de impeachment contra o Prefeito tenha sido elaborado pelo Partido – prova maior disso é que a bancada do PP votou CONTRA a admissibilidade do processo de impedimento de Marchezan.
4. O Progressistas reitera que discorda profundamente da forma como o Prefeito decidiu governar a cidade: sem diálogo, desrespeitando a democracia, ignorando e atacando a
Câmara de Vereadores e agindo como se a cidade fosse uma monarquia absolutista, e ele seu Reizinho.
5. A dispensa do gabinete do Vice-Prefeito eleito de Porto Alegre, Gustavo Paim, realizada pelo Prefeito durante as férias do Vice, de maneira abrupta e autoritária, é um desrespeito com o Partido, com o Vice-Prefeito que sempre lhe foi leal, e com a cidade de Porto Alegre que elegeu ambos. É um ato que simboliza perfeitamente a forma de agir do Prefeito Marchezan.
6. Não é verdade que a condução da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Vereadores) atrase votações para prejudicar o Governo. A Comissão, formada por sete vereadores de diferentes partidos, onde o Governo tem inclusive maioria, está estritamente emdia com seus procedimentos.
7. O constrangimento e a cooptação de servidores para o partido do Prefeito (PSDB), sob ameaça de demissão, representa ato ilegal, imoral, contrário aos princípios da Administração Pública e à tradição democrática de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul. É uma perseguição de servidores por pura vendeta política. É gravíssimo usar cargos da Prefeitura para beneficiara sua reeleição.
8. Finalmente, o fato da bancada assinar uma CPI não significa acusar o Prefeito de corrupção, apenas significa apurar fatos graves denunciados à Câmara. Aliás, é dever constitucional o parlamento fiscalizar o Executivo. Se não há ilegalidades cometidas pelo Prefeito, ele nada deveria temer”


Rádio Guaíba e Correio do Povo


CIDADES

Hospital Centenário demite médica e enfermeiro em razão de morte por meningite

Indicado para a PGR, Aras começa a procurar senadores em busca de apoio

Para assumir o cargo, subprocurador precisa obter 14 votos na CCJ e 41 no plenário

Aras foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro

Aras foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro | Foto: Roberto Jayme / TSE / Agência Brasil / CP

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Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para a Procuradoria-Geral da República (PGR), o subprocurador Augusto Aras já começou a procurar senadores em busca de apoio. O nome precisa ser aprovado por pelo menos 14 senadores na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e 41 no plenário.

Aras telefonou para a presidente da CCJ, Simone Tebet (MDB-MS), na noite de quinta-feira e anunciou que pretende visitar todos os 81 senadores da Casa antes de ser sabatinado. A mensagem presidencial com a indicação deve começar a tramitar no Senado na semana que vem. Para Simone, a votação do PGR poderá ser concluída ainda neste mês.

O escolhido também já procurou senadores de oposição. O líder do PT, no Senado, Humberto Costa (CE), vai recebê-lo na semana que vem. "Nós não vamos vetar ninguém. Nós queremos ouvir, vamos cobrar coisas que a gente acha que são importantes, relevantes", comentou o parlamentar.

Para que comece a tramitar, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), precisa ler a mensagem presidencial com a indicação no plenário. Na sequência, começa a tramitação na CCJ, onde um relator será designado. A votação na comissão e no plenário é secreta.


Agência Estado e Correio do Povo


GERAL

Revitalização de mobiliário em Porto Alegre chega à Praça da Alfândega

FRASE DO DIA–06.09.2019

Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes.
William Shakespeare

ESPAÇO PENSAR +

Eis o texto da pensadora Fernanda Estivallet Ritter –A IMPORTÂNCIA DAS PRIVATIZAÇÕES PARA TIRAR O RS DO ATRASO- :

Empreender requer coragem e dedicação. Escolher as pessoas certas, criar uma cultura de resultados, compartilhar valores e propósitos, encantar os clientes, lidar com reclamatórias trabalhistas, prestar contas para sócios, inovar, cortar custos, pagar as contas em dia, ter diferencial perante a concorrência e, quem sabe, obter lucro no final das contas. Quem arcará com as consequências, sejam elas lucros, sejam prejuízos, serão apenas os proprietários da empresa.

Empresas estatais operam sem se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos – se sua gestão não for eficiente e seu resultado for prejuízo, o Tesouro irá fazer aportes financeiros para compensar. Decisões de gestão equivocadas, escolhas erradas de fornecedores licitados, corpo de executivos sem capacidade técnica adequada e escândalos de propinas são situações comuns de serem noticiadas sobre essas empresas. Os aportes necessários para compensar esses prejuízos são financiados por nós, cidadãos pagadores de impostos, seja por meio dos impostos arrecadados por nossas empresas (independentemente de seu resultado), seja como contribuintes individuais. Quais são os incentivos para essas empresas terem sucesso?

Além disso, as empresas públicas não têm dono, portanto, não há propriedade. Não há uma pessoa que será responsabilizada com seu insucesso, e ele acaba sendo aceito pela população, que muitas vezes nem tem conhecimento dos seus prejuízos. Campanhas como “o petróleo é nosso” geram senso de propriedade, com forte apelo popular, criando sentimento de “patrimônio público”, porém, a população, na prática, não tem nenhum poder sobre essas empresas. Quem é o dono das estatais são os partidos políticos no poder e seus grupos de interesse. Como prevenir para que a gestão dessa empresa não sofra com conflitos de interesses de quem está no poder?

As empresas geridas pelo governo carregam também o peso do funcionalismo público; seus servidores não são geridos por meritocracia, ou seja, os bons não recebem reconhecimento por desempenho, portanto, não há valorização daqueles que se sobressaem. Além disso, as possibilidades de trocas de profissionais são extremamente difíceis, visto que só  é possível demitir por justa causa. Mais ainda, muitos estão ali por indicações políticas, tornando-as notório “cabide de empregos”, renovado a cada quatro anos, quando há a troca de quem está no poder político. E por que os servidores públicos têm tratamento diferente do dos funcionários privados, visto que ganham mais, têm estabilidade e regime de aposentadoria diferenciada?

O governo não tem competência, nem é sua função disputar mercado. Há uma falsa impressão de que as empresas públicas atenderão melhor aos interesses da população, porém, elas conseguem apenas atender ao interesse de poucos em detrimento do dinheiro de muitos. Ao privatizar as empresas estatais, estas deverão se esforçar para atender ao interesse de seus consumidores (se eles tiverem interesse) em detrimento do dinheiro de seus proprietários. Seu esforço para atender melhor seus clientes, ter um diferencial perante a concorrência e resultar em lucro para seus acionistas garantirá, em um livre mercado, o excelente atendimento do interesse do povo. Se a empresa privada não atender bem, seu resultado será a falência, e ela ficará de fora do mercado.

Em julho deste ano, o Rio Grande do Sul comemorou a aprovação, na Assembleia Legislativa, das privatizações de três de suas estatais: a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a Companhia Rio-grandense de Mineração (CRM) e a Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás). Esse resultado permitirá que se pleiteie a repactuação da dívida com a União, necessária para a sobrevivência do estado. A CEEE, responsável pelo fornecimento de energia elétrica para 3 milhões de pessoas, conta com uma dívida de R$ 5 milhões; a CRM tem apenas um cliente; e a Sulgás não tem capacidade de venda ampliada há 24 anos.

Novamente o assunto entrou em pauta com o anúncio de mais nove empresas públicas incluídas na lista do Programa de Parcerias de Investimentos do governo federal. Entre elas está a Trensurb, empresa de trens urbanos de Porto Alegre, que teve R$ 103,9 milhões de prejuízo em 2018 e recebeu R$ 286,4 milhões de ajuda do Tesouro Nacional.

Para garantirmos o início da recuperação do Rio Grande do Sul, essas privatizações deverão ser seguidas de uma genuína desestatização e desregulamentação. É imprescindível que haja livre concorrência e a menor intervenção possível do governo e de suas agências reguladoras, para romper os laços políticos. É preciso deixar que as empresas que comprarem essas estatais trabalhem para oferecer os melhores serviços e produtos, inovando e encontrando soluções para oferecer diferenciais perante os outros players do mercado, em livre concorrência. O Rio Grande do Sul está em situação calamitosa, e o povo gaúcho parece finalmente abrir os olhos para a necessidade de diminuir o tamanho da máquina pública. Não quero meu dinheiro, recolhido de forma coerciva em forma de impostos, sendo usado para financiar empresas mal geridas e que não prestam um bom serviço para a população. Que comecem as privatizações!


Pontocritico.com

Supermercados e lojas abrem no feriado de Sete de Setembro

Na Estação Rodoviária de Porto Alegre, a previsão é que circulem cerca de 20 mil pessoas, entre hoje e amanhã

Estabelecimentos comercias devem obter certidão para aberturas aos feriados

Estabelecimentos comercias devem obter certidão para aberturas aos feriados | Foto: Ricardo Giusti

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O feriado que festeja a Independência do Brasil será de comércio e supermercados abertos em Porto Alegre. De acordo com o Sindilojas, o comércio poderá funcionar normalmente com o uso de funcionários mediante posse da Certidão de Abertura para Domingos e Feriados. O documento, que é expedido pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre (Sindec-POA), deve ter sido solicitado previamente à entidade.

As lojas que não possuírem a documentação poderão receber o público, porém com atendimento feito pelos proprietários. O horário de funcionamento é normal, definido pelos estabelecimentos, assim como as lojas de shoppings, que terão abertura opcional e a praça de alimentação funcionando. Os supermercados, conforme o Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Rio Grande do Sul (Sindigêneros-RS), devem abrir normalmente.

Transportes e estradas

Na Região Metropolitana, os trens seguirão a tabela horária de domingos e feriados, com viagens de 15 em 15 minutos ao longo do dia, em ambos os sentidos – com exceção dos últimos trens da noite. Coletivos transitam com tabela de feriados.

Na Estação Rodoviária de Porto Alegre, o gerente de operações, Jorge Rosa, prevê circulação de cerca de 20 mil pessoas, entre hoje e amanhã. “Esperamos que tenha uma movimentação um pouco maior do que a normal. As pessoas devem sair do trabalho e viajar para descansar”, avaliou. No domingo o fluxo será mais intenso devido ao retorno do público que aproveitou para sair da Capital. Não há previsão de colocação de coletivos extras.

Nas rodovias estaduais e federais deverá ter aumento no fluxo, mas nada que gere congestionamentos intensos. Essa, ao menos, é a expectativa da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM). Já que muitas crianças participam dos desfiles organizados pelos municípios, as estradas não deverão ter movimentos acentuados em direção ao interior do Estado. Porém, as guarnições estarão nas estradas estaduais com maior movimentação já nesta tarde.

Já nas federais, o fluxo mais intenso deve ocorrer nas BRs 290, 116 e 386. O chefe de comunicação da PRF, Cássio Garcez, ressaltou que é fundamental o respeito à legislação, sobretudo ao excesso de velocidade, ultrapassagens e sonolência na direção, situações que podem ocasionar acidentes graves e fatais. “Outra orientação é que as famílias evitem viagens noturnas, desobediência à legislação de trânsito vigente e à sinalização das rodovias”, destacou.

Conforme a CCR ViaSul, são aguardados 21 mil veículos nesta sexta-feira e 19 mil neste sábado em direção ao Litoral, pela Freeway. Ainda que um pouco acima da média, não são esperados congestionamentos na rodovia. Mesmo assim, vale a orientação para que o usuário evite horários de pico, como o fim da tarde de hoje e o começo da manhã deste sábado.

O Departamento de Trânsito (Detran) informou que, como em todos os feriados e datas festivas em que ocorre uma maior movimentação nas rodovias, acontece a 106ª edição da Viagem Segura, que integra esforços de órgãos das esferas municipal, estadual e federal, para coibir comportamentos de risco, com foco na redução da acidentalidade no trânsito.

Nesta edição, como divulgou o departamento, a iniciativa se estenderá por três dias, de sexta-feira a domingo. A Viagem Segura tem como principais parceiros PRF, Brigada Militar e Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), DetranRS e Polícia Civil. Também colaboram órgãos de trânsito municipais (EPTC na Capital), ANTT, Dnit, Cetran/RS, Daer, EGR, Famurs, além de representantes da sociedade civil organizada, como o Lions Club.


Correio do Povo


O MEU FOCO É O ECONÔMICO
XVIII- 226/18 - 05.09.2019

________________________________________

QUESTIONAMENTO DOS LEITORES

Alguns leitores têm me perguntado por que os meus editoriais não são alvos de opinião e/ou comentários sobre a postura política, não raro erráticas, do presidente Jair Bolsonaro.

LADO ECONÔMICO

Atendendo ao questionamento desses atentos leitores, o que tenho a dizer é o seguinte: - enquanto a maioria dos meios de comunicação se dedicam, basicamente, na produção de críticas quanto às atitudes POLÍTICAS do presidente, quase todas de cunho estritamente -ideológico-, onde impera o mais puro SENSACIONALISMO, prefiro focar meus comentários visando o lado ECONÔMICO do governo.

PRESIDENTE BOQUIRROTO

Mais: o fato de me manter atento e acompanhando as boas medidas que vem sendo propostas, tanto pela equipe que toca o Ministério da Economia, sob a batuta de Paulo Guedes, quanto pelo excelente ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, não significa que esteja alheio às costumeiras -bobagens- ditas e repetidas, constantemente, pelo nosso BOQUIRROTO presidente. Coisa, aliás, que sempre ostentou ao longo de sua vida, tanto militar quanto política.

TUDO PASSA PELO CAIXA

Como, inevitavelmente, tudo nesta vida passa pelo -CAIXA-, uma coisa é certa: enquanto os problemas ECONÔMICOS não forem adequadamente atacados, mesmo sabendo que a maioria não têm a menor chance de cura, o que resta, que não é pouca coisa, só tende a se agravar.


FOCO TOTAL

Daí o meu foco -TOTAL- na REFORMA DA PREVIDÊNCIA, na REFORMA TRIBUTÁRIA, na MP da LIBERDADE ECONÔMICA, nas PRIVATIZAÇÕES e outras coisas mais que tenham como propósito fazer a  economia brasileira crescer e se desenvolver de forma ampla, consistente e sustentável.

MAIS UM PASSO

Ontem, por exemplo, mesmo longe daquilo que o Brasil precisa, a REFORMA DA PREVIDÊNCIA, apesar de sofrer novas mutilações, deu mais um passo ao ser aprovada na CCJ do Senado. Mais: a PEC Paralela, que inclui Estados e Municípios, ganhou força e tem grande chance de ser aprovada também na Câmara, uma vez que no Senado já tem votos garantidos para tanto.

MARKET PLACE

REDUÇÃO DO COMPULSÓRIO- A propósito de boas notícias ECONÔMICAS, hoje o presidente do Banco Central, RobertoCampos Neto, voltou a dizer que uma das medidas em estudo pela instituição, para determinar o quanto da carteira de um banco pode ser usada como garantia nas operações em que a instituição financeira precisar de liquidez, pode REDUZIR BASTANTE  as taxas de COMPULSÓRIO BANCÁRIO.

ESPAÇO PENSAR +

Eis o texto da pensadora Fernanda Estivallet Ritter –A IMPORTÂNCIA DAS PRIVATIZAÇÕES PARA TIRAR O RS DO ATRASO- :

Empreender requer coragem e dedicação. Escolher as pessoas certas, criar uma cultura de resultados, compartilhar valores e propósitos, encantar os clientes, lidar com reclamatórias trabalhistas, prestar contas para sócios, inovar, cortar custos, pagar as contas em dia, ter diferencial perante a concorrência e, quem sabe, obter lucro no final das contas. Quem arcará com as consequências, sejam elas lucros, sejam prejuízos, serão apenas os proprietários da empresa.

Empresas estatais operam sem se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos – se sua gestão não for eficiente e seu resultado for prejuízo, o Tesouro irá fazer aportes financeiros para compensar. Decisões de gestão equivocadas, escolhas erradas de fornecedores licitados, corpo de executivos sem capacidade técnica adequada e escândalos de propinas são situações comuns de serem noticiadas sobre essas empresas. Os aportes necessários para compensar esses prejuízos são financiados por nós, cidadãos pagadores de impostos, seja por meio dos impostos arrecadados por nossas empresas (independentemente de seu resultado), seja como contribuintes individuais. Quais são os incentivos para essas empresas terem sucesso?

Além disso, as empresas públicas não têm dono, portanto, não há propriedade. Não há uma pessoa que será responsabilizada com seu insucesso, e ele acaba sendo aceito pela população, que muitas vezes nem tem conhecimento dos seus prejuízos. Campanhas como “o petróleo é nosso” geram senso de propriedade, com forte apelo popular, criando sentimento de “patrimônio público”, porém, a população, na prática, não tem nenhum poder sobre essas empresas. Quem é o dono das estatais são os partidos políticos no poder e seus grupos de interesse. Como prevenir para que a gestão dessa empresa não sofra com conflitos de interesses de quem está no poder?

As empresas geridas pelo governo carregam também o peso do funcionalismo público; seus servidores não são geridos por meritocracia, ou seja, os bons não recebem reconhecimento por desempenho, portanto, não há valorização daqueles que se sobressaem. Além disso, as possibilidades de trocas de profissionais são extremamente difíceis, visto que só  é possível demitir por justa causa. Mais ainda, muitos estão ali por indicações políticas, tornando-as notório “cabide de empregos”, renovado a cada quatro anos, quando há a troca de quem está no poder político. E por que os servidores públicos têm tratamento diferente do dos funcionários privados, visto que ganham mais, têm estabilidade e regime de aposentadoria diferenciada?

O governo não tem competência, nem é sua função disputar mercado. Há uma falsa impressão de que as empresas públicas atenderão melhor aos interesses da população, porém, elas conseguem apenas atender ao interesse de poucos em detrimento do dinheiro de muitos. Ao privatizar as empresas estatais, estas deverão se esforçar para atender ao interesse de seus consumidores (se eles tiverem interesse) em detrimento do dinheiro de seus proprietários. Seu esforço para atender melhor seus clientes, ter um diferencial perante a concorrência e resultar em lucro para seus acionistas garantirá, em um livre mercado, o excelente atendimento do interesse do povo. Se a empresa privada não atender bem, seu resultado será a falência, e ela ficará de fora do mercado.

Em julho deste ano, o Rio Grande do Sul comemorou a aprovação, na Assembleia Legislativa, das privatizações de três de suas estatais: a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), a Companhia Rio-grandense de Mineração (CRM) e a Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás). Esse resultado permitirá que se pleiteie a repactuação da dívida com a União, necessária para a sobrevivência do estado. A CEEE, responsável pelo fornecimento de energia elétrica para 3 milhões de pessoas, conta com uma dívida de R$ 5 milhões; a CRM tem apenas um cliente; e a Sulgás não tem capacidade de venda ampliada há 24 anos.

Novamente o assunto entrou em pauta com o anúncio de mais nove empresas públicas incluídas na lista do Programa de Parcerias de Investimentos do governo federal. Entre elas está a Trensurb, empresa de trens urbanos de Porto Alegre, que teve R$ 103,9 milhões de prejuízo em 2018 e recebeu R$ 286,4 milhões de ajuda do Tesouro Nacional.

Para garantirmos o início da recuperação do Rio Grande do Sul, essas privatizações deverão ser seguidas de uma genuína desestatização e desregulamentação. É imprescindível que haja livre concorrência e a menor intervenção possível do governo e de suas agências reguladoras, para romper os laços políticos. É preciso deixar que as empresas que comprarem essas estatais trabalhem para oferecer os melhores serviços e produtos, inovando e encontrando soluções para oferecer diferenciais perante os outros players do mercado, em livre concorrência. O Rio Grande do Sul está em situação calamitosa, e o povo gaúcho parece finalmente abrir os olhos para a necessidade de diminuir o tamanho da máquina pública. Não quero meu dinheiro, recolhido de forma coerciva em forma de impostos, sendo usado para financiar empresas mal geridas e que não prestam um bom serviço para a população. Que comecem as privatizações!

FRASE DO DIA

Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes.
William Shakespeare

EPTC divulga esquema de trânsito para Desfile de Sete de Setembro

Bloqueio da avenida Beira-Rio será antecipado para as 5h deste sábado. Desfile começa às 10h, após revista do governador

Cerca de 4,5 mil pessoas deverão participar do desfile em alusão à independência do Brasil

Cerca de 4,5 mil pessoas deverão participar do desfile em alusão à independência do Brasil | Foto: Ricardo Giusti

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Neste sábado, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) vai adiantar o bloqueio da rua de lazer, na Edvaldo Pereira Paiva, das 6h45min para 5h, devido ao desfile do Sete de Setembro. Cerca de 4,5 mil pessoas devem participar da atividade cívica.

A concentração para as apresentações será na Padre Cacique, próximo ao Iberê Camargo. Por isso, diferente do que ocorre normalmente, a interrupção se estende do museu até a dispersão, na Edvaldo Pereira Paiva, pouco antes da Ipiranga.
Os motoristas que desejam se deslocar até a zona Sul na manhã deste sábado podem acessar a avenida Padre Cacique e o desvio pela rua Taquari, até a rua Chuí, em frente ao Barra Shopping. A previsão é que o trecho esteja liberado no início da tarde. O transporte coletivo opera com tabela de feriado.

Desfile

O evento vai começar às 9h30min com a revista do governador do Estado, Eduardo Leite, acompanhado do comandante militar do Sul, general Antonio Geraldo Miotto. O procedimento será seguido das honras militares e do hasteamento das bandeiras. Os grupamentos de bandas e fanfarras, a primeira atração, devem começar a se deslocar às 10h.

Pelo menos 200 viaturas, incluindo os blindados do Exército, as viaturas leves da Marinha, Exército, Aeronáutica, Brigada Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, EPTC e da Guarda Municipal deverão participar do evento. A montagem da estrutura, feita por cerca de 40 militares, iniciou-se na manhã de terça-feira e foi concluída na quinta-feira. O Exército utilizou pontes da Engenharia Militar como palanques.

As estruturas vieram do terceiro Batalhão de Engenharia de Combate, de Cachoeira do Sul.

*Com informações da EPTC


Correio do Povo


BARRA DO RIBEIRO

BM realiza cerco após confronto de criminosos com policiais

Quadrilha extorquia comerciantes no Centro de Porto Alegre

Publicado em 6 de set de 2019

Ofensiva tem relação com incêndio criminoso ocorrido na galeria Malcon, em Porto Alegre, no dia 22 de maio.
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Extorsões de comerciantes em Porto Alegre eram inspiradas em milícias do Rio, diz delegado

Grupo criminoso faturava até R$ 100 mil mensais com achacamento de trabalhadores no Centro da Capital

Voluntários da Pátria ficou isolada pela presença da polícia na manhã desta sexta

Voluntários da Pátria ficou isolada pela presença da polícia na manhã desta sexta | Foto: Alina Souza

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A série de extorsões contra comerciantes do Centro de Porto Alegre, praticada por uma organização ligada ao tráfico de drogas, teve uma trajetória ascendente antes de atingir o seu ápice, com um faturamento mensal de R$ 80 mil a R$ 100 mil. De acordo com o titular da 17ª Delegacia de Polícia, delegado Juliano Ferreira, a quadrilha, inspirada em milícias do Rio de Janeiro, encontrou um "mercado" para arrecadar dinheiro e manter o comércio de entorpecentes. Quinze pessoas foram presas, incluindo o gerente responsável por comandar o trabalho de extorsão.

"Eu não tenho dúvidas de que essas extorsões foram inspiradas nas milícias do Rio. E tudo isso começou com profissionais do sexo, flanelinhas, vendedores ambulantes e comerciantes informais. A partir daí, perceberam que tinham campo para crescer e começaram a extorquir comerciantes já estabelecidos, culminando no incêndio na galeria Malcon. Pelas escutas e mensagens que obtivemos, os preços cobrados iam até R$ 400 e o faturamento mensal girava em torno de R$ 80 mil a R$ 100 mil", explicou Ferreira em entrevista coletiva.

Caminhonete da Polícia foi usada para arrancar portões no Centro da Capital / Foto: Alina Souza

O delegado comentou que o incêndio do dia 22 de maio na galeria Malcon foi uma ação criminosa realizada a partir da resistência de comerciantes em pagar o dinheiro da extorsão. "O incêndio ocorreu a partir do momento em que a administração do local tomou medidas para evitar o entra e sai de pessoas", acrescentou.

A diretriz da facção estava personificada na figura de um homem preso em um presídio federal. "Isso foi verificado e depois que tomaram um dos lugares para eles, que funciona como se fosse um QG. Começaram a fatiar a administração de locais que deveriam ser extorquidos para outras pessoas. O gerente responsável pela extorsão acabou sendo preso hoje, mas as diretrizes básicas de como deveria acontecer, a frequência e as datas eram estabelecidas de dentro da cadeia", esclareceu o delegado.

Conforme Ferreira, há na investigação relatos de uma tentativa de homicídio e casos de agressão contra comerciantes que se negaram a pagar o dinheiro. Há ainda casos em que pessoas foram expulsas depois de adquirir imóveis na região dominada pela quadrilha. O lucro da quadrilha era significativo, tanto que dois carros de luxo foram apreendidos durante a operação: uma Land Rover e um Audi TT.


Correio do Povo

Inflação oficial desacelera para 0,11% em agosto, diz IBGE

Tomate, batata inglesa e hortaliças registraram quedas nos preços

Tomate registrou queda de quase 25% devido aumento da oferta

Tomate registrou queda de quase 25% devido aumento da oferta | Foto: Alina Souza

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A inflação de agosto desacelerou para 0,11%, após registrar alta de 0,19% em julho, conforme Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE. O resultado foi influenciado, principalmente, pela deflação nos grupos alimentação e bebidas e transportes. No acumulado dos últimos 12 meses, a taxa ficou em 3,43%.

Segundo o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, a redução nos preços de alguns dos principais alimentos consumidos no dia a dia dos brasileiros aconteceu por questão de aumento de oferta nos pontos de venda. O tomate registrou redução de 24,49% nos preços e a batata inglesa teve deflação de 9,11%. Hortaliças e verduras também registram queda de preços (-6,53%).

No grupo dos transportes, o maior impacto veio do preço das passagens aéreas, que tiveram redução de 15,66%, depois de altas de 18,9% e 18,63% em junho e julho, respectivamente. “Após os reajustes nos meses de férias, as passagens ficaram com uma base mais alta, e agora voltam para uma base mais baixa”, explica Pedro Kislanov.

No lado das altas, o grupo habitação registrou o principal impacto positivo no IPCA, influenciado pelo aumento de 3,85% na energia elétrica devido entrada em vigor da bandeira tarifária vermelha patamar 1, em agosto, que acrescenta às contas de luz uma cobrança de R$ 4 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Entre as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE, sete tiveram deflação. Os preços em agosto ficaram menores em Vitória (-0,50%), Aracaju (-0,47%), São Luís (-0,31%), Campo Grande (-0,21), Belém (-0,20), Rio de Janeiro (-0,06) e Porto Alegre (-0,04%).

Porto Alegre

Além da deflação em relação a agosto, a Capital gaúcha registra uma inflação acumulada no ano de 2,47%. Nos últimos 12 meses, o índice é de 3,63%.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos. O índice abrange 10 regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados de 30 de julho a 27 de agosto de 2019 (referência) com os preços vigentes entre 29 de junho e 29 de julho de 2019 (base).


Correio do Povo



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O bloqueio dos bens de Marisa Letícia


Fonte: Jornal do Comércio, Porto Alegre