STF abre cinco dias de prazo para que governo explique aumento dos combustíveis


A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias para que a Presidência da República se explique sobre o aumento de impostos sobre os combustíveis, anunciado pelo governo no último dia 20 de julho.

A determinação foi feita dentro de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) aberta pelo PT no Supremo, questionando a validade do decreto que aumentou as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre a gasolina, o diesel e o etanol.

O partido de oposição argumenta que, conforme determina a Constituição, o aumento de tributos só poderia ocorrer por meio de projeto de lei votado no Congresso e que, mesmo no caso de aprovação, precisaria de 90 dias após a sanção para poder entrar em vigor.

O argumento é o mesmo usado em uma ação popular que levou o juiz Renato Borelli, da 20ª Vara Federal de Brasília, a conceder uma liminar suspendendo a alta no preço dos combustíveis, no dia 25 de julho. A decisão acabou derrubada no dia seguinte pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), Hilton Queiroz, após recurso da Advocacia-Geral da União (AGU).

A AGU usa argumentos econômicos para justificar a medida, defendendo a legalidade do aumento por ser “imprescindível” para o equilíbrio das contas públicas. O órgão estimou em R$ 74 milhões o prejuízo diário com a interrupção da cobrança.

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, já havia negado, no dia 26 de julho, decisão liminar favorável à suspensão do aumento, deixando para Rosa Weber, relatora da ação protocolada pelo PT, a decisão após o retorno do recesso. Após o prazo de cinco dias para a Presidência, ela deu mais três dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a AGU também se manifestem.

A previsão do governo é arrecadar mais R$ 10,4 bilhões com o aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis, de modo a conseguir cumprir a meta fiscal de déficit primário de R$ 139 bilhões para este ano.


Agência Brasil


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O GLOBALISMO E O QUE ELE ESCONDE

Por Pedro Henrique Alves, publicado pelo Instituto Liberal

Uma das palavras mais utilizadas nos últimos tempos, nos meios políticos, é o tão famigerado: globalismo. Mas talvez falte um aprofundamento mais sistemático e que abranja o globalismo de maneira panorâmica em sua extensão geopolítica contemporânea e desenvolvimento histórico e filosófico; não se trata, porém, de buscar uma etimologia da palavra “globalismo” ou de montar uma árvore genealógica daqueles que primeiro se utilizaram de tal denominação. Ainda que tais explanações possam ser de uma riqueza ímpar no meio acadêmico, por vezes tais exposições apenas evidenciam o termo nascituro e não o debate já amadurecido; e no caso do globalismo isso é um fato.

Rodrigo Constantino fez uma feliz explicação da diferença entre globalismo e globalização. Em suma, a globalização é um fenômeno de conexão comercial entre países com economias pulsantes, abrindo, assim, a possibilidade da competição econômica e de transações comerciais a nível mundial; o globalismo, por sua vez, é um fenômeno político que parte do pressuposto do “vale tudo por poder”.

Não há erros em tal discrição do Constantino e como abordagem introdutória é de uma riqueza ímpar, mas creio ser necessário aprofundar algumas características históricas e filosóficas do globalismo para podermos, então, compreendê-lo em seis vieses políticos e como ele age na contemporaneidade.

As bases do globalismo:

O globalismo é um movimento ideológico que busca suprimir uma moral estrutural, uma tradição arraigada e/ou conceitos que sustentam a realidade ocidental tal como recebemos dos séculos que nos precederam. Tal movimento é verdadeiramente uma engenharia social em sua conceituação mais dinâmica e completa. Todavia, engana-se quem pensa que esse é uma intuição nova, talvez seja nova a sua roupagem e sua retórica, mas as suas ambições são tão antigas quanto o própria URSS no desejo de expandir sua filosofia política soviética pelo leste europeu e Américas.

O comunismo estruturou sua fé ideológica sobre um comando que se reverberou por todos os cantos onde tais ideias chegaram. “Proletários de todos os países, unam-se” (MARX; ENGELS. 2012,  p. 83), foi o brado de guerra deixado por Karl Marx ao fim de seu Manifesto do partido comunista. Desde então, entendeu-se que o comunismo deveria ser alicerçado sob uma corrente internacionalista — podemos dizer de maneira sumária: o precursor do globalismo moderno foi a URSS em sua filosofia universalista —, a partir de então o encontro dos comunistas multinacionais começou a se chamar: “internacional comunista”. Sob Lênin inicia-se trama para a revolução global, mas as anexações dos países, propriamente dita, somente se inicia ao fim da vida de Lênin e tem sua continuidade sob Stálin. É bem verdade que Stálin assume muitas características do puro nacionalismo fascista; Vladimir Tismăneanu afirma que há um freamento na exportação da filosofia leninista e começa-se a exportar um “russocentrismo” e um utopismo comunista em sua vertente mais radical. Nada que nos espante, afinal, o fascismo e comunismo nunca tiveram tão distante assim como se pensa. Aliás, Tismăneanu também já afirmara em seu livro Do comunismo: “O comunismo e o fascismo são gênios totalitários, são dois gêmeos totalitários”. (TISMANEANU. 2015, p. 16)

O impulso internacionalista do comunismo soviético não visava exclusivamente o aparato econômico, como muitos pensam, tanto que as “galinhas d’ouro” da URSS eram os meios de produção estatizados, tendo seus motores econômicos nas tomadas dos meios de produção através das anexações. Sendo assim, não havia uma preocupação em exportar um modelo econômico para as demais nações pois suas vias econômicas já estavam muito bem delineadas nas estatizações; por mais que isso possa soar estranho basta-nos olhar que as influências exercidas pela URSS eram, de maneira primeva, na área filosófica e política.

É necessário compreender isso de maneira mais aprofundada. O jovem Karl Marx, e aquele que escrevera o Manifesto, tinha em mente uma revolução de caráter paramilitar, em que um levante político-operário iria colocar abaixo o sistema político e econômico reinante, algo como que uma segunda leva da revolução francesa. Todavia, percebeu Marx, já próximo ao fim de sua vida, que havia um aspecto social que era anterior a qualquer movimento revolucionário em si. Isto é: as pessoas estão estruturadas, primariamente, sobre o pilar familiar numa condição de indivíduos distintos, — todavia, interdependentes —, e não como cidadãos dependentes de uma estrutura estatal que molde-os conforme uma filosofia determinada.

Esses indivíduos estão imbuídos de uma moral histórica relacionada às suas criações familiares que são independentes das opiniões e vertentes estatais, isso é uma pedra enorme no caminho do marxismo que busca moldar a sociedade a partir da ação estatal e da coletivização dos indivíduos. Marx tenta inverter a estrutura da realidade que nos afirma que a família é anterior ao Estado; tal inversão é indispensável para os planos do marxismo.

Em suma, os indivíduos estão envoltos em costumes, tradições e realidades que influenciam fortemente suas escolhas e as mantém seguras em um senso-comum conservador emancipado de qualquer influência política do Estado — aquilo que Marx chamará de “Supraestrutura”. Sendo assim, não era inteligente esperar uma revolução social de operários que estavam “contaminados com mentalidade moral burguesa e tradicional da sociedade”. Era preciso uma desconstrução — ou como veremos na citação abaixo, uma “reconversão” — ética, moral, filosófica e religiosa na sociedade como um todo. Marx deixa isso praticamente explicito em sua última obra — obra esta que fora terminada por Friedrich Engels — A origem da família, da propriedade privada e do Estado, nessa obra ele denomina a família como o mal a ser combatido culturalmente. Nesse ensaio Marx e Engels intuí aquilo que já vinha sendo um start na obra Manuscritos econômico-filosóficos: a sociedade precisa de uma revolução cultural que preceda a revolução político-social.

A partir da 3ª Internacional, Max Horkheimer, Theodor Adorno e Jürgen Habermas, os grandes expoentes da Escola de Frankfurt, começaram um movimento de enculturação e quebra de paradigmas através da filosofia, sociologia e linguagens. A ideia que plainava tal movimento — que seria expoente para outros intelectuais de esquerda no mundo inteiro — era quebrar a camada de gelo da moral familiar, baseada nas concepções judaico-cristãs, não com brocas ou marretas, como se lia no Manifesto do partido comunista, mas através da pedagogia, enculturação, inversão moral e movimentos sociais militantes. O que se esperava de tal estratégia era fazer uma revolução interna e silenciosa, ao ponto que só daríamos conta dela no momento em que já estivéssemos envoltos nesse éter ideológico permeado na cultura e sociedade mundial. Tal intuição passa a ser ainda mais exacerbada após a queda da URSS e o fracasso retumbante de suas ambições comunistas tradicionais. Ficava claro aos socialistas que a revolução armada já não era um caminho viável. (Continua…)

Referências:

ARON, Raymond. O ópio dos intelectuais, Três estrelas: São Paulo, 2016

  1. E. DAVIS. La modification des attitudes, Rapport et documentes de sciences sociales, nº 19, Paris, Unesco, 1964, In. BERNADIN, Pascal. Maquiavel pedagogo: ou o mistério da reforma psicológica, Ecclesiae: Campinas/SP; Vide Editorial: São Paulo, 2013

MARX, Karl; ENGELS, Friederich. Manifesto do partido comunista. Penguin: São Paulo, 2012.

MISES, Ludwig von. A mentalidade anticapitalista, 2ª Ed. Instituto Liberal: São Paulo; Mises Brasil: São Paulo, S/A

TISMANEANU, Vladimir. Do comunismo: o destino de uma religião política, Vide editorial: Campinas SP, 2015

Sobre o autor: Pedro Henrique Alves é Filósofo formado pela Faculdade Dehoniana; escritor na coluna de política do Instituto Liberal de Minas Gerais; editor e escritor do Blog Do Contra; além de estudioso de filosofia política com ênfase em políticas totalitárias.

Delação de ex-governador do MT é monstruosa e ainda não foi homologada, diz Fux

Silval Barbosa foi preso sob acusação de liderar esquema de propina em troca de incentivos fiscais

Silval Barbosa foi preso sob acusação de liderar esquema de propina em troca de incentivos fiscais | Foto: Youtube / Reprodução / CP

Silval Barbosa foi preso sob acusação de liderar esquema de propina em troca de incentivos fiscais | Foto: Youtube / Reprodução / CP

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse na tarde desta quarta-feira, que ainda não homologou a delação premiada do ex-governador do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), mas adiantou que ela é "monstruosa".

"Essa é monstruosa, depois da Lava Jato é a maior operação. Silval trouxe material, mas não foi homologada ainda", disse o ministro a jornalistas, ao chegar para a sessão plenária do STF desta quarta-feira. Procurada pela reportagem, a defesa do ex-governador informou que não iria comentar.

Silval Barbosa foi governador do Mato Grosso entre 2010 e 2014. Foi preso sob a acusação de liderar esquema de recebimento de propina em troca da concessão de incentivos fiscais. Em junho deste ano, a juíza Selma Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, autorizou a transferência do ex-governador do regime fechado para a prisão domiciliar.

A decisão foi proferida no âmbito da Operação Sodoma e levou em conta o fato de Barbosa ter confessado uma série de crimes e disponibilizado para a Justiça mais de R$ 40 milhões em bens


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Greve dos professores altera rotina de escolas estaduais no Rio Grande do Sul

Paralisação seguirá ao menos até a próxima sexta

Cartaz foi colocado pelos professores no Julinho  | Foto: Guilherme Testa

Cartaz foi colocado pelos professores no Julinho | Foto: Guilherme Testa

A greve dos professores afetou a rotina de algumas escolas estaduais em Porto Alegre. Nos colégios Júlio de Castilhos, com cerca de dois mil alunos, e no Coronel Afonso Emílio Massot, de aproximadamente 900 alunos, no bairro Azenha, a paralisação foi total. Os portões ficaram fechados na manhã desta quarta. No Julinho, um cartaz foi colocado pelos professores com a mensagem: “Estamos em greve até sexta-feira”. No portão da escola Emílio Massot, os docentes colocaram o texto “Paralisação até sexta-feira, dia 4. Motivo: parcelamento de salário”.

Já nas escolas estaduais de Ensino Fundamental Ildefonso Gomes, no bairro Santana, e Protásio Alves, os períodos foram reduzidos (40 minutos) como forma de protesto pelo parcelamento do salário. As aulas terminaram às 10h, e os professores realizaram reuniões de avaliação do movimento. Na escola técnica Irmão Pedro, no bairro Floresta, os docentes decidiram não aderir a paralisação. No colégio Inácio Montanha, as aulas para os 1,5 mil alunos foram sem redução dos períodos, conforme a direção da escola.

Os professores da rede estadual de ensino definiram pela paralisação das atividades até sexta-feira, quando uma assembleia geral será realizada para a avaliação da greve e definição pela continuidade ou não da mobilização. A decisão do magistério gaúcho aconteceu após os servidores públicos receberem a parcela de R$ 650 na segunda-feira. Esse foi o vigésimo parcelamento da folha no Rio Grande do Sul, desde o início do governo de José Ivo Sartori. Na terça-feira, foram pagos mais R$ 450,00.

A presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, afirmou que os trabalhadores da educação querem os seus salários pagos em dia e na sua integralidade. “Trabalhamos, estudamos e buscamos nos aperfeiçoar sempre para dar o melhor aos alunos. Por outro lado, governo estadual sequer cumpre com a sua obrigação como gestor que é garantir o pagamento dos nossos salários em dia”, ressaltou.

Em nota, o governo do Estado afirmou que ao mesmo tempo em que o Executivo demonstra todos os esforços possíveis para garantir o pagamento dos servidores e concluir o processo do Regime de Recuperação Fiscal do Estado junto à União, o Cpers/Sindicato justifica o atraso nos salários como razão para anunciar uma greve que em nada contribui para solucionar os problemas do Rio Grande do Sul.


Correio do Povo


A fraude de José Dirceu na Venezuela

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José Dirceu publicou em El País um texto asqueroso em defesa de Nicolás Maduro.

Ele disse que "o massivo comparecimento à eleição da Assembleia Nacional Constituinte, convocada pelo presidente Nicolás Maduro, abre um caminho institucional e democrático para resolver a crise venezuelana".

A empresa Smartmatic, que cuidou da votação eletrônica, reconheceu hoje que o regime chavista fraudou ao menos um milhão de votos para garantir o "massivo comparecimento" festejado pelo mensaleiro.


O Antagonista

TRF suspende liminar que impedia aumento de combustíveis na Paraíba

Nessa terça, Justiça havia suspendido os efeitos do decreto presidencial

TRF suspende liminar que impedia aumento de combustíveis na Paraíba | Foto: André Ávila / CP Memória

TRF suspende liminar que impedia aumento de combustíveis na Paraíba | Foto: André Ávila / CP Memória

O presidente em exercício do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), desembargador federal Cid Marconi, suspendeu nesta quarta-feira a decisão liminar que impedia o aumento das alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre os combustíveis na Paraíba.

Na decisão, o desembargador ressaltou que conceder a liminar pode gerar um efeito multiplicador, provocando riscos à ordem e economia públicas e afetando o cumprimento da Lei Orçamentária. O pedido de suspensão de liminar foi interposto pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

Nessa terça, a Justiça Federal na Paraíba suspendeu, por meio de decisão liminar, os efeitos do decreto presidencial que elevou as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins sobre os combustíveis, exclusivamente no âmbito da Paraíba. O mandado de segurança coletivo foi impetrado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado da Paraíba (Sindipetro-PB). A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão.


Agência Brasil e Correio do Povo


O circo da indignação seletiva

por Felipe Moura Brasil

Parceiros de Lula afetaram indignação com Michel Temer. Parceiros de Temer afetaram indignação com Lula.

Assim foi o circo da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (2) de votação da denúncia da PGR contra o presidente por corrupção passiva no caso da JBS.

Prevaleceu a indignação seletiva.

Dois casos ilustrativos, um de cada lado, são os de Ivan Valente (PSOL-SP) e Mauro Pereira (PMDB-RS).

Na votação do impeachment de Dilma Rousseff por crime de responsabilidade no caso das fraudes fiscais, Valente, liderando a atuação de seu partido como linha auxiliar do PT, gritou no plenário:

“Pela democracia, contra o golpe: PSOL [vota] não!”

No dia em que Sérgio Moro condenou Lula a nove anos e meio de cadeia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, Valente publicou um vídeo no qual diz:

“Nós entendemos que neste caso faltam provas materiais robustas para qualquer condenação, não há materialidade nas provas, e também porque o juiz Sérgio Moro na verdade se descredenciou ao longo do período com uma visão muito política, politizada, incidente sobre os fatos políticos.”

Nesta quarta, porém, o mesmo Valente que defendeu Dilma e Lula sentenciou:

"Aqueles que querem manter Temer são coniventes com a corrupção.”

Já Mauro Pereira, na votação do impeachment de Dilma, gritou:

“Pela dignidade, pela esperança do povo brasileiro, eu voto sim! E viva o Brasil! E viva o Sérgio Moro.”

Nesta quarta, porém, Pereira alegou que quem votasse contra Temer estaria votando com Gleisi Hoffmann, PT e CUT:

“Vamos colocar o Lula na cadeia, Sérgio Moro. O Lula tem de estar preso.”

Se Lula é rejeitado por 55,8% dos brasileiros, e 65,5% aprovam sua condenação (Paraná Pesquisas); e Temer é reprovado por 70%, e 81% são favoráveis à abertura de processo contra ele (Ibope), um dos poucos deputados a vocalizar o aparente sentimento do povo foi Major Olímpio (SD-SP), tirado pelo governo da CCJ porque votaria contra o presidente.

Destaco trechos de seu discurso, no qual ressaltou que caberia à Câmara apenas “dar autorização, em nome do povo brasileiro, para que o STF possa processar e julgar” Temer, com base em “provas materiais” e “laudos periciais”:

“Ladrão é ladrão e tem que ser tratado como ladrão. Ladrão não tem partido, ladrão não tem ideologia, não tem ladrão de direita, de centro ou de esquerda. Comportamento do ladrão é comportamento do ladrão”.

“E não adianta vir com essa conversa: ‘Olha, o PT roubou lá!’ O PT roubou lá junto com o PMDB, com sete ministérios do PMDB [no governo petista]”.

“Eu fui um dos 18 deputados trocados, porque o Temer escolheu os seus juízes lá [na CCJ]. E foi fazer a troca porque, senão, já saía derrotado”.

“Agora vamos ver quem é que tem preço, quem é que está à venda por causa de emendinha, de cargo e eventualmente das malas [de dinheiro]”.

A denúncia pode até ser menos apodítica do que pregou Olímpio – embora as orientações dos mandantes aos cúmplices ( como mostrei em vídeo) sejam geralmente sutis –, mas, no circo do dia, seu discurso valeu a pipoca.

felipemb@oantagonista.com

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"Ladrão é ladrão e tem que ser tratado como ladrão...

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Negócios de Bendine no comando da Petrobras sob suspeita
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Conteúdos de violência e sexo inseridos em desenhos preocupam pais e profissionais

Conteúdos de violência e sexo inseridos em desenhos preocupam pais e profissionais

Desenhos infantis com conteúdo inapropriado começam geralmente com imagens que atraem as crianças. (Foto: Reprodução)



Alerta vermelho para os pais que deixam filhos pequenos assistirem a desenhos e vídeos no YouTube: criadores mal-intencionados estão disseminando vídeos supostamente infantis, mas que escondem conteúdos explicitamente violentos e sexuais, incluindo cenas com agulhas, insetos, abuso, espancamento, aborto, escatologia e outros temas inapropriados para crianças. O fenômeno foi batizado por internautas de ‘Elsagate’ – em alusão à famosa personagem Elsa, da animação Frozen, da Disney; e ao escândalo político Watergate.

Alguns vídeos são animações que imitam personagens infantis icônicos, como super-heróis, princesas e outras criaturas. Outros são filmagens ‘live action’, ou seja, atores – adultos e crianças – fantasiados como os personagens. Os vídeos estão no YouTube sem censura e são marcados por palavras-chaves infantis.

Dessa forma, uma criança que entra para assistir um desenho normal pode acabar sendo levada a estes vídeos através da reprodução automática do site, que procura vídeos relacionados através das palavras-chave. Como o conteúdo vem disfarçado de infantil, os responsáveis pela criança podem não perceber o que está acontecendo logo de cara.

A estudante Jessica Luiza, 21 anos, se assustou ao ver uma postagem alertando sobre o perigo, e reconheceu um dos vídeos – seu irmão de 3 anos vinha assistindo esses conteúdos. “Ele vai para o YouTube toda noite quando chega da escola. Volta e meia canta as músicas e pede para ver esses vídeos bizarros. Ele já chegou a tentar imitar, querer bater, assim como viu nos vídeos. E nossa mãe nunca havia percebido”, relatou.

Segundo Elaine Vidal, que é coordenadora de graduação em Comunicação do Ibmec e leciona Criação e Produção para Mídias Digitais na UFRJ, ao plagiar personagens patenteados, os vídeos violam direitos autorais e deveriam ser tirados do ar. Outro aspecto alarmante é que os vídeos não são monetizados –  ou seja, as visualizações não geram receita para o autor –, e são muito bem produzidos, o que costuma custar caro. “É bem provável que haja relação com redes online de pedofilia”, afirma Elaine. (AD)


O Sul


É, PARECE QUE AS URNAS ELETRÔNICAS NÃO SÃO INVIOLÁVEIS E SUSPEITAR DE MANIPULAÇÃO NÃO É PARANOIA

Foto: Elza Fiuza

O número de eleitores que participaram da eleição da Assembleia Nacional Constituinte (ANC) do último domingo na Venezuela foi manipulado. A acusação veio à tona nesta terça-feira pela Smartmatic, empresa que trabalha em pleitos venezuelanos desde 2004.  Conduziu, inclusive, as duas últimas eleições presidenciais: 2006 e 2012, que reelegeram Hugo Chávez.

A informação foi dada pelo presidente da companhia, de Londres, e repercutida por agências internacionais. De acordo com ele, os números oficiais foram inflados em um milhão. O órgão oficial eleitoral da Venezuela divulgou no início da semana que o comparecimento às urnas foi de 8.089.320 de pessoas.

“Sabemos, sem dúvidas, que o comparecimento da última eleição para a Assembleia Nacional Constituinte foi manipulado”, declarou Antonio Mugica, CEO da Smartmatic. Ainda segundo ele, a fraude foi detectada em razão do sistema eleitoral automatizado usado no país. O executivo se recusou a responder se tal manipulação poderia mudar o resultado final da eleição.

Opa! Quer dizer que as urnas eletrônicas não são invioláveis, e que é perfeitamente factível uma enorme manipulação dos resultados? E quem diz isso é o presidente da própria Smartmatic, “por acaso” a mesma empresa que fornece o sistema ao Brasil? Ou seja, quando a direita levantou suspeitas, após inúmeros indícios, de que pode ter havido fraude em nossas eleições, não era maluquice de reacionário paranoico, afinal de contas?

Recordar é viver:

Em 29 de outubro de 2006 o poderoso matutino The New York Times denunciou que os EUA investigavam a presença das mãos do governo de Chávez num suposto golpe eletrônico em urnas, em vários países. O centro de tudo era a empresa venezuelana Smartmatic. Que, aliás, trabalhou no Brasil prestando seus serviços nas eleições presidenciais de 2014.

Nas eleições presidenciais de 2014 a empresa recebeu um contrato junto ao TSE no valor  de R$ 136.180.633,71 (cento e trinta e seis milhões, cento e oitenta mil, seiscentos e trinta e três reais e setenta e um centavos).

Várias eleições latino-americanas foram decididas por poucos votos, diferenças irrisórias de um ou dois pontos percentuais. Inclusive a vitória de Dilma em 2014. Ou seja, bastava manipular algumas urnas para mudar totalmente o resultado. Lembram quando Aécio Neves já era considerado o vitorioso, com mais de 90% das urnas apuradas? Pois é. Mas suspeitar de fraude já era absurdo, diziam os bolivarianos, os mesmos que defendem Maduro na Venezuela. Leandro Ruschel comentou:

Quando a própria Smartmatic, a empresa envolvida em várias fraudes eleitorais, denuncia a adulteração de resultados eleitorais pelo governo venezuelano, você percebe o quanto esse governo é podre. E também o quanto aparentemente está quebrado, para não ter dinheiro suficiente para silenciar a Smartmatic.

Quem ainda acha que esses comunistas – sim, são comunistas – jogam de acordo com as regras do jogo e não são capazes de cometer os mais escancarados crimes para chegar ou ficar no poder, não entendeu nada sobre a essência dessa gente. É claro que as urnas eletrônicas não são confiáveis! Ou você acha que os americanos optam pelo sistema analógico por falta de capacidade tecnológica? Bobinho…

Rodrigo Constantino

Marchezan assina decreto que autoriza instalação de parklets em Porto Alegre

Locais onde estariam vagas de estacionamento se tornam espaço de lazer e convívio social

Marchezan assinou decreto que autoriza instalação de parklets | Foto: Samuel Maciel

Marchezan assinou decreto que autoriza instalação de parklets | Foto: Samuel Maciel

A partir de agora, as ruas de Porto Alegre poderão contar com a instalação de parklets. Tratam-se de locais onde tradicionalmente estariam duas vagas de estacionamento para carros e que se tornam um espaço de lazer e convívio social no meio urbano. O prefeito Nelson Marchezan Júnior assinou nesta quarta-feira no Paço Municipal decreto que autoriza e regulamenta a instalação das vagas vivas na Capital.

Juntamente com a assinatura do decreto, foi lançado um manual completo com todas as especificações e informações para quem estiver interessado na instalação dos parklets na cidade. Algumas das orientações, por exemplo, é de que os espaços devem ocupar, no máximo, duas vagas de estacionamento e estar em vias em que a velocidade máxima permitida é de 40 quilômetros por hora.

Também foi instituído um grupo de trabalho formado por profissionais do Executivo que irão analisar todas as demandas tecnicamente, prevendo, por exemplo, se elas não terão impacto negativo ambiental, na mobilidade e na segurança. De acordo com o prefeito, qualquer pessoa interessada pode, em tese, fazer uma propostas.

“E, evidentemente, a gente vai tentar incentivar uma ou outra empresa que tenha maior capacidade financeira de que ela possa ampliar isso e não colocar exclusivamente na frente do seu imóvel”, completou Marchezan.

O prefeito ainda disse que os benefícios que os parklets trazem para a cidade são embelezamento, humanização, segurança e incentivo ao comércio. Marchezan ressaltou, também, a importância da abertura da prefeitura para a iniciativa privada neste tipo de ação, que, segundo ele, não poderia, de forma alguma, ser bancada com os recursos do município.

Dentro de sua página, a prefeitura lançou o manual com as especificações das propostas e com todas as informações sobre os parklets. O link para acesso é o alfa.portoalegre.rs.gov.br/parklets.


Correio do Povo



Bolsonaro vota de acordo com campanha petista e global pela saída de Temer, e é detonado por editor de direita

Publicado em: Wednesday 02 August 2017 — 19:49

Por Rodrigo Constantino

Os Bolsonaros votaram em coro com o PT e o PSOL contra Michel Temer. Bolsonaro e Maria do Rosário tiveram o mesmo voto. Para sua bandeira jacobina contra o “sistema”, apesar de estar há sete mandatos no Congresso e ter três filhos na política, tal voto faz sentido. Ele precisa manter a imagem de que é contra tudo e todos que estão aí. Eis o voto de Eduardo:


Motorista de Uber teria sido morto a facadas por travesti em SP

Publicado em: Wednesday 02 August 2017 — 13:19

Por Rodrigo Constantino

É, parece que as urnas eletrônicas não são invioláveis e suspeitar de manipulação não é paranoia

Publicado em: Wednesday 02 August 2017 — 12:31

Por Rodrigo Constantino

Ladrões de gado fazem criadores abandonarem o campo: e o direito à propriedade privada?

Publicado em: Wednesday 02 August 2017 — 11:56

Por Rodrigo Constantino

Debate sobre meta fiscal foca nas árvores e ignora a floresta

Publicado em: Wednesday 02 August 2017 — 11:04

Por Rodrigo Constantino

O globalismo e o que ele esconde

Publicado em: Wednesday 02 August 2017 — 09:21

Por Rodrigo Constantino

MEC divulga livros didáticos que serão usados em 2018

Ao todo, 97 coleções foram aprovadas por professores, coordenadores pedagógicos e diretores de escolas públicas

MEC divulga livros didáticos que serão usados em 2018  | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

MEC divulga livros didáticos que serão usados em 2018 | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

O Ministério da Educação publicou nesta quarta-feira, no Diário Oficial da União, o resultado final do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) de 2018. Ao todo, 97 coleções foram aprovadas por professores, coordenadores pedagógicos e diretores de escolas públicas de todo o país.

Foram avaliadas 166 coleções de 12 componentes curriculares diferentes, voltadas ao ensino médio. A avaliação foi feita por meio de uma parceria entre o MEC e 11 universidades. As escolas terão duas semanas para avaliar o material aprovado nas diferentes disciplinas e escolher as coleções que mais se adaptam ao seu contexto.

A distribuição dos livros se dará em conjunto pelo MEC, as editoras das obras e os Correios, e o material deve chegar às escolas no começo do ano letivo de 2018.


Agência Brasil e Correio do Povo




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