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Senado instala CPI do BNDES

Investigação abordará denúncias de irregularidades nos empréstimos concedidos pelo banco

Investigação abordará denúncias de irregularidades nos empréstimos concedidos pelo banco | Foto: Jonas Pereira / Agência Senado / CP

Investigação abordará denúncias de irregularidades nos empréstimos concedidos pelo banco | Foto: Jonas Pereira / Agência Senado / CP

A Comissão Parlamentar de Inquérito do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES) foi instalada nesta quarta-feira no Senado. Foram eleitos os senadores Davi Alcolumbre (DEM-AP) para presidente e Sérgio Petecão (PSD-AC) para vice, além de Roberto Rocha (PSB-MA) para relator.

A CPI do BNDES vai investigar denúncias de irregularidades nos empréstimos concedidos pelo banco referentes ao programa de globalização das companhias nacionais. Segundo o relator, a investigação focará especialmente a linha de crédito para a internacionalização de empresas, que começou a ser operada a partir de 2007.

A maior parte dos nomes dos 13 membros que vão integrar a CPI como titulares já tinha sido indicada antes do início do recesso parlamentar. No entanto, o bloco formado por PSDB, PV e DEM ainda precisa indicar seus representantes.


Agência Brasil e Correio do Povo

Rio Grande do Sul segue com instabilidade e risco de chuva nesta quinta

Chuva atinge maioria das regiões do Estado

Rio Grande do Sul segue com instabilidade e risco de chuva nesta quinta | Foto: Alina Souza

Rio Grande do Sul segue com instabilidade e risco de chuva nesta quinta | Foto: Alina Souza

O Centro de baixa pressão, associado a uma frente fria, que avança entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, mantém a instabilidade no Estado nesta quinta-feira. Muitas nuvens permanecem no território gaúcho e chova na maioria das regiões, com possibilidade de precipitação forte em pontos do Norte, Nordeste e Leste.

No Oeste e no Sul, o tempo melhora ao longo do dia e o sol aparece entre nuvens em diferentes localidades. Devido ao quadro de instabilidade, a temperatura varia e se mantém predominantemente baixa ou amena.

A chuva pode atingir Porto Alegre nesta quinta-feira. Na Capital, as marcas ficam entre 11°C e 17°C.

Mínima e Máxima

Caxias do Sul 8°C | 13°C

Erechim 10°C | 15°C

Cruz Alta 10°C | 16°C

Santa Maria 11°C | 17°C

Uruguaiana 9°C | 18°C

Santa Rosa 11°C | 19°C

São Miguel 11°C | 27°C


MetSul Meteorologia e Correio do Povo

Atividade industrial volta a cair no RS com recuo de 0,9%

Também é negativo saldo do acumulado do primeiro semestre de 2017

Também é negativo saldo do acumulado do primeiro semestre de 2017 | Foto: José Ernesto / CP Memória

Também é negativo saldo do acumulado do primeiro semestre de 2017 | Foto: José Ernesto / CP Memória

O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado mensalmente pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), revela que a atividade do setor caiu 0,9% entre maio e junho. O resultado mantém o quadro estável, num quadro de três anos de quedas recorrentes.

Em maio, a alta havia sido de 2,4%. O setor opera em um período de transição caracterizado por oscilações entre a longa recessão e a retomada, conforme avaliou hoje o presidente da Fiergs, Gilberto Petry. Se os índices forem comparados com os de junho do ano passado, a atividade industrial gaúcha apontou contração de 0,6% no mesmo mês de 2017, após ter avançado 2,1% em maio, quando registrou o primeiro crescimento em 39 meses.

Também é negativo o saldo do acumulado do primeiro semestre de 2017, na relação com o mesmo período do ano passado. Nessa base de comparação, o IDI-RS baixou 1,4%. Nove dos 17 setores pesquisados encerraram o primeiro semestre de 2017 com redução da atividade comparativamente a igual período de 2016. Os principais destaques negativos ficaram com Veículos automotores (-5,5%), Alimentos (-3,4%) e Móveis (-3,4%). Já Tabaco (4,8%), Produtos de metal (3,6%) e Máquinas e equipamentos (2,6%) forneceram as maiores contribuições positivas para o resultado geral.

Segundo a Fiergs, o cenário de reação lenta e gradual da atividade para o segundo semestre segue mantido, na esteira das reduções dos juros e da inflação, da safra agrícola e das exportações de manufaturados – variáveis insuficientes, porém – conforme a entidade -, para gerar crescimento no ano e evitar que a indústria do RS finalize 2017 com desempenho próximo de nulo.



Rádio Guaíba e Correio do Povo

Decisão é uma "conquista do Estado democrático de direito", diz Temer

Presidente projetou resultados de geração de empregos "ainda mais expressivos" com reforma trabalhista

Segundo ele, quando mudanças da lei trabalhista entrarem em vigor, resultados de geração de empregos serão

Segundo ele, quando mudanças da lei trabalhista entrarem em vigor, resultados de geração de empregos serão "ainda mais expressivos" | Foto: Beto Barata / PR / CP

O presidente Michel Temer fez um discurso de conciliação ao exaltar a decisão da Câmara dos Deputados, que arquivou a denúncia da PGR contra ele. Temer tentou demonstrar que o governo vai manter sua agenda de aprovação de reformas econômicas e reafirmou que vai cumprir o mandado até 31 de dezembro de 2018. "A decisão soberana do parlamento não é uma vitória pessoal de quem quer que seja, mas uma conquista do estado democrático de direito, da força das instituições e da própria Constituição", afirmou.

Em pronunciamento no Palácio do Planalto, assim que foi rejeitada a denúncia proposta pela Procuradoria Geral da União (AGU) na Câmara, Temer disse que o resultado da votação era a manifestação "incontestável" da vontade do povo brasileiro.

"O poder da autoridade, tenho repetido isso com muita frequência, emana da lei. Extrapolar o que a Constituição determina é violar a democracia." Temer disse que a obediência à lei e à constituição é um princípio que deve ser obedecido por todos. "Hoje esses princípios venceram com votos acima da maioria absoluta na Câmara dos Deputados", disse.

"Diante dessa eloquente decisão, eu posso dizer que, agora, seguiremos em frente com as ações necessárias para concluir o trabalho que meu governo começou, convenhamos, há pouco mais de um ano." Temer voltou a dizer que seu governo está retirando o País da "mais grave crise econômica" da história. "Embora seja repetitivo, digo que é urgente colocar o Brasil nos trilhos do crescimento, da geração empregos, da modernização e justiça social." O presidente disse não ter parado "um minuto sequer" desde que assumiu o governo, em 12 de maio de 2016, e disse que não vai descansar até 31 de dezembro de 2018.

"Durante esse breve período, espero terminar a maior transformação já feita no País em vários setor do Estado e da sociedade." Temer citou que, durante seu governo, já propôs mudanças na lei de exploração do petróleo e mineração e reduziu a burocracia."Enfrentamos e derrotamos a inflação", disse. "Os juros estão caindo a cada mês." Temer mencionou ainda recordes na produção agropecuária e nas exportações e voltou a falar na necessidade de geração de empregos. "Já conseguimos resultados expressivos neste ano e o emprego está voltando", afirmou.

Segundo ele, assim, que a modernização da lei trabalhista entrar em vigor, os resultados de geração de empregos serão "ainda mais expressivos". "Faremos muito mais ao colocar nossas contas em ordem, de forma definitiva e equilibrada. Faremos todas as demais reformas estruturantes de que o País necessita." Temer prometeu simplificar o sistema tributário brasileiro e remover obstáculos à iniciativa privada "honesta e empreendedora". "As empresas precisam se dedicar mais a gerar produtos, serviços e comercializar do que a atender a burocracia governamental", afirmou.

"E a hora é de investir e acreditar no potencial de nosso país. O Brasil está pronto para crescer ainda mais. E o crescimento virá", acrescentou. Sem mencionar nomes, Temer disse ainda que aqueles que tentam dividir o Brasil erram. "Todos nós somos brasileiros. Filhos da mesma nação, detentores dos mesmos direitos e deveres. Devemos nos dedicar a fazer um Brasil melhor. Farei isso a cada minuto, a cada instante, até o fim de meu mandato", afirmou.

"Quero construir com cada brasileiro um país melhor, pacificado, justo, sem ódio ou rancor. Nosso destino inexorável é ser uma grande nação. É preciso acabar com os muros que nos separam e nos tornam menores. É hora de atravessarmos, juntos, a ponte que nos conduzirá ao grande futuro que o Brasil merece", acrescentou.

Durante o dia, auxiliares do presidente tentaram cravar qualquer placar, mas no inicio da noite, um interlocutor próximo afirmou que o piso no Planalto era de 270 votos. O responsável por fazer as planilhas com previsão de votos, o deputado Beto Mansur (PRB-SP), chegou a divulgar que o governo conseguiria mais de 300 votos.

Ao evitar comentários antecipados sobre o placar, interlocutores do presidente pretendiam evitar que um resultado abaixo do esperado contaminasse o discurso e passasse a ideia de que o governo terá dificuldades na previdência, por exemplo, que precisa de 308 votos para ser aprovada. Justamente por isso, o discurso dos auxiliares do presidente foi ao longo do dia de que a votação de hoje "não é a mesma conta" para análise de outras matérias no Parlamento.

Agenda intensa. Desde que o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, apresentou a denúncia por corrupção passiva contra o presidente, Temer dedicou as agendas para atender

parlamentares e se defender.

Por outro lado, ordenou que sua equipe buscasse agendas positivas para reforçar o discurso de que o País não podia ficar parado por conta da crise política. No total, mais de 220 parlamentares passaram pelo gabinete presidencial desde que a notícia do encontro com Joesley Batista veio a tona.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Quem são os 5% que aprovam Temer?


Publicado em 2 de ago de 2017

MAIS EM: http://veja.abril.com.br/tveja/
TVeja foi às ruas de São Paulo para descobrir os brasileiros que aprovam a gestão do presidente.

Doze deputados do RS votam a favor de Temer e 18 contra

Giovani Cherini estava de licença médica e não compareceu

Giovani Cherini estava de licença médica e não compareceu | Foto: Pedro Ladeira / FolhaPress / CP

Giovani Cherini estava de licença médica e não compareceu | Foto: Pedro Ladeira / FolhaPress / CP

Os deputados representantes do Rio Grande do Sul votaram há pouco sobre o encaminhamento dadenúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva.

Ao todo, 12 parlamentares gaúchos se posicionaram a favor de Temer e contra o encaminhamento da denúncia ao STF. Dezoito foram contra o relatório que mandava arquivar a denúncia.

Foi registrada uma ausência de parlamentares do Rio Grande do Sul, do deputado Giovani Cherini (PDT), que está de licença médica, segundo o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) informou no plenário.

Confira como votaram os deputados gaúchos

Afonso Hamm (PP) - NÃO

Afonso Motta (PDT) - NÃO

Alceu Moreira (PMDB) - SIM

Bohn Gass (PT) - NÃO

Cajar Nardes (PR) - SIM

Carlos Gomes (PRB) - NÃO

Danrlei (PSD) - NÃO

Darcísio Perondi (PMDB) - SIM

Giovani Cherini (PDT) - Ausente

Heitor Schuch (PSB) - NÃO

Henrique Fontana (PT) - NÃO

Jerônimo Goergen (PP) - NÃO

João Derly (REDE) - NÃO

José Fogaça (PMDB) - SIM

José Otávio Germano (PP) - SIM

Jose Stédile (PSB) - NÃO

Luis Carlos Heinze (PP) - NÃO

Marco Maia (PT) - NÃO

Marcon (PT) - NÃO

Maria do Rosário (PT) - NÃO

Mauro Pereira (PMDB) - SIM

Onyx Lorenzoni (DEM) - NÃO

Osmar Terra (PMDB) - SIM

Paulo Pimenta (PT) - NÃO

Pepe Vargas (PT) - NÃO

Pompeo de Mattos (PT) - NÃO

Renato Molling (PP) - SIM

Ronaldo Nogueira (PTB) - SIM

Sérgio Moraes (PTB) - SIM

Yeda Crusius (PSDB) – SIM


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Um sonho de liberdade – a lição de Shawshank

redencao

Artigo de Leonardo Glass

Cena: Prisão de Shawshak. Manhã. Ao proceder a contagem dos prisioneiros, um problema: um deles está faltando. Andy Dufresne, condenado à prisão perpétua por matar a sangue frio a esposa e o amante dela. Ninguém sabe como Andy desapareceu. Ele estava em sua cela na noite anterior.O diretor do presídio, Samuel Norton, ao verificar pessoalmente a cela, se irrita com a fuga. Acaba descontando sua raiva em um poster de Rita Hayworth o diretor descobre que Andy escavou um túnel na parede de sua cela. Por cerca de quase 20 anos, Andy trabalhou discreta e silenciosamente… Livrando-se dos entulhos, pouco a pouco.

Esta cena do filme “Um Sonho de Liberdade” (The Shawnshank Redemption, 1991) se tornou um clássico porque, àquela altura do filme, já havíamos nos acostumamos à ideia de viver na prisão. Já estávamos, juntamente com Red (Morgan Freeman) e Dufresne (Tim Robbins), acostumados com aqueles muros. “Institucionalizados” como dizia Red  Vimos o que aconteceu com quem tentou sair de lá. A sensação de segurança fala mais alto. E quando já estamos prontos para ver Andy Dufresne velhinho na prisão, vem o soco no estômago com a reviravolta. Todo o filme passa a ter um novo significado. O que antes era para ser a luta de um homem para sobreviver na prisão, passa a ser um filme sobre fuga inesperada e o resultado de seu paciente trabalho.

Este certamente é o maior, melhor e mais redentor¹ plot twist da história do cinema, superando inclusive os “Guerra nas Estrelas”, “Clube da Luta”, “Planeta dos Macacos” e “Psicose”. E, no filme, ela foi brilhantemente sintetizada na voz de Morgan Freeman, narrador da história, quando ele diz:

Geologia é estudo da pressão e do tempo. E na verdade, isso é tudo o que   precisamos: pressão e tempo. (…) O hobby de Andy era talhar a sua parede e espalhá-la pelo pátio, um punhado de cada vez.

Não se foge de um presídio da noite pro dia, sem um plano elaborado e trabalhado por meses. Não importa o que o Sylvester Stallone diga, não é assim que funciona. Talvez esse seja o maior acerto do filme, ensinar que na vida o sucesso depende unicamente de pressão (trabalho) e tempo. Pressão e tempo são as chaves para uma vida tranquila e pacata em Zihuatanejo ou qualquer que seja o seu sonho de liberdade.

Por isso a história de Stephen King é tão cativante, porque é fácil se reconhecer e se identificar nela. O plot twist é redentor porque vemos anos de trabalho sendo justamente recompensado. Não há um prêmio de honra ao mérito apenas por ser o protagonista bonzinho e injustiçado. Não é assim que o mundo real funciona; não há saída fácil. O trabalho foi árduo, discreto, silencioso. Características tão esquecidas no mundo atual, mas fundamentais para atingir o sucesso.

Por mais veloz que seja a sua conexão com a internet, algumas coisas ainda levam tempo, e demandam pressão constante para acontecer. Na síntese genial de Warren Buffet: “Não importa quão grande seja o talento e o esforço, algumas coisas simplesmente levam tempo. Você não pode fazer um bebê em um único mês usando nove mulheres grávidas.” Outra cena do filme deixa isso bem claro.

Durante 6 anos Dufresne escreve uma carta por dia, todos os dias para o Senado, a fim de conseguir verba para a nova biblioteca da Prisão. Até que finalmente ele consegue a verba. Ele se gloriou e ficou satisfeito com seu trabalho certo? Sim, mas ele também começou a escrever DUAS cartas por dia, para conseguir mais verbas. Logo, seu novo pedido também foi atendido.

Realizar um sonho, executar um projeto pode levar tanto tempo quanto talhar uma parede com um martelo. E depois de talhada, é preciso ainda quebrar o cano de metal, rastejar pelo esgoto, fugir dos cães… as lutas nunca acabam, apenas mudam.

Em meio a esta nova geração não é só a (hiper) sensibilidade “palavras machucam” que está deturpada. A noção de tempo e recompensa também se diluiu. Em um tempo em que a demora de um segundo importa, é praticamente loucura a noção de que se deve trabalhar por 15 ou 20 anos antes de começar a colher os frutos, de fato. Ninguém ganha um cargo de chefia apenas por que é bacana, por que defende as minorias ou mesmo por que “merece”. Não em empresas sérias.

Talvez a mais dura lição que aprendemos quando viramos adulto é que, ao contrário do que dizem nossos pais e professores quando somos crianças, nós não somos especiais. Ou melhor, apenas somos especiais na medida em que conseguimos gerar valor para alguém. E isso mais do que o conceito de meritocracia.

Longe de tornar as relações utilitárias, esta lição nos mostra o contrário, que se quisermos algo, devemos nos abnegar de nós mesmos e nos dedicar, seja a algo ou a alguém. E de novo, isso vale para o trabalho, para o casamento, para o casamento², para a criação dos filhos, para realizar um sonho, ou simplesmente para um happy hour com os amigos. Se quer ganhar algo, você primeiro precisa dar algo. E em seguida você precisa esperar. O tempo necessário. Não é justo? Talvez não. Mas é assim que o mundo funciona.

Trabalhar duro também não significa trabalhar muito e de forma estúpida, desperdiçando força em coisas inúteis ou de pouco valor. Trabalhar duro significa se dedicar a uma causa – mais uma vez –  seja ela qual for. Dufresne não gastou seu tempo “enfeitando” o túnel, tornando mais “user friendely”.

E se essa lição se aplica à nossa vida, aos nossos sonhos e projetos, também se aplica à questões maiores. Não, não será possível salvar o Brasil em uma ou duas eleições. É impossível mudar, de uma só vez, a previdência, a CLT, a carga tributária e o padrão das tomadas. Nenhuma dessas coisas virá de um grande ato redentor feito por um salvador predestinado. Pelo contrário, a redenção virá de centenas de milhares de pequenas mãos cheias de parede talhada, dia a dia, de forma constante. Ao invés de reformar o sistema tributário, antes deveríamos cobrar nossos representantes para que vetem novos aumentos de impostos; Antes de querer a reforma da previdência, por que não rever o a concessão de benefícios? Enfim, uma guerra se ganha nas pequenas batalhas diárias.

Esforce-se para viver, ou esforce-se para morrer”, disse Andy no filme. De qualquer forma, você terá que se esforçar. Não há escapatória!

¹ Não à toa, o nome da história original é “Rita Hayworth e a Redenção de Shawshank”.

² Não consegui escolher qual dos dois textos do genial Stephen Kanitz era melhor. Então, linkei os dois. Há muito mais. Vale a pena ler.

³ Ninguém me convencerá jamais de que este filme não merecia o Oscar de melhor filme. OK, Forrest Gump também foi um ótimo filme, mas convenhamos…


Por um Brasil sem Populismo!

Centrão cobra punição a "infiéis" da base

Aguinaldo Ribeiro afirmou que o momento é de "serenidade", mas que é preciso fazer uma avaliação criteriosa

Aguinaldo Ribeiro afirmou que o momento é de

Aguinaldo Ribeiro afirmou que o momento é de "serenidade", mas que é preciso fazer uma avaliação criteriosa sobre resultado | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

Deputados integrantes da base que se mantiveram fiéis ao presidente Michel Temer vão cobrar punição a partidos e parlamentares aliados que "traíram" o peemedebista e votaram favoravelmente à aceitação da denúncia por corrupção passiva oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele. A principal reclamação virá de deputados do Centrão, grupo do qual PP, PR, PSD e PTB fazem parte e de quem Temer saiu ainda mais dependente após a votação de ontem.

A artilharia mais pesada será contra o PSDB, legenda que tem quatro ministérios, mas cuja maioria dos deputados votou nesta quarta-feira, 2, pela aceitação da denúncia contra o presidente. Os fiéis vão cobrar que Temer retire dos tucanos o comando do Ministério das Cidades, hoje nas mãos do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE). A pasta é cobiçada principalmente pelas bancadas do PSD e do PMDB, partido de Temer, em razão da sua capilaridade política.

A avaliação de parlamentares do Centrão é de que os tucanos não podem comandar tantos ministérios importantes ao mesmo tempo em que fazem ameaças de desembarque e duras críticas a Temer desde que a delação da JBS atingiu o presidente. A reclamação contra os tucanos feita nos bastidores ainda durante a votação foi externada pelo deputado Laerte Bessa (PR-DF). "Tenham hombridade e devolvam os cargos", disse o parlamentar.

Nas rodas de conversa, deputados do Centrão e ligados ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já davam como certo que Temer vai tirar o PSDB do Ministério das Cidades. A principal aposta é de que a pasta vai para o PSD, que hoje comanda o Ministério das Comunicações, com Gilberto Kassab. Há quem acredite, porém, que Temer deverá manter a Secretaria de Habitação, que cuida do Minha Casa Minha Vida, com tucanos.

Reação Integrantes do Centrão marcaram uma série de reuniões para hoje, para avaliar o mapa de votações e organizar a reação. No Centrão, há parlamentares que querem, até mesmo, a saída do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. Ele é filiado ao PSB, partido cuja grande maioria da bancada votou contra Temer.

Dissidente, o ministro deve migrar para o DEM na próxima janela para mudança de partido sem risco de perder o mandato de deputado.

O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), afirmou que o momento é de "serenidade", mas defendeu que é preciso fazer uma avaliação criteriosa sobre o resultado da votação. " O momento é de avaliar o resultado com muito critério e respeito aos parlamentares que deram demonstração de lealdade ao presidente", afirmou o deputado, cujo partido não fechou questão e também deu votos contrários a Temer.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo


Michel Temer perde força após votação, avaliam analistas

Economia brasileira pode ser afetada e desacelerar com mais impostos

Com menor influência política, economia brasileira pode ser afetada e desacelerar com mais impostos | Foto: Marcos Corrêa / PR / CP

Com menor influência política, economia brasileira pode ser afetada e desacelerar com mais impostos | Foto: Marcos Corrêa / PR / CP

Especialistas avaliam que, apesar da vitória do presidente Michel Temer na Câmara, ele terá menos força política do que antes. Isso pode afetar a economia, que poderá desacelerar com mais impostos - até as reformas estariam em risco.

O professor Leonardo Pantaleão, do Centro Preparatório Jurídico (CPJUR), lembra que o arquivamento é uma espécie de suspensão, e que o processo pode ser reaberto depois do fim do mandato, passando então para o âmbito da Justiça comum. Professor de Ética e Filosofia da Unicamp, Roberto Romano acredita que Temer, agora, será um presidente mais fraco, reduzindo ainda mais a confiança do eleitor. O descontentamento, avalia Romano, leva a população a buscar candidatos autoritários ou messiânicos e isso é grave, porque, em geral, são oportunistas.

Para ele, não bastava ao presidente ganhar a votação, mas ter uma vitória expressiva para mostrar ao mercado financeiro força na base de deputados, para garantir a aprovação dos projetos que estão em andamento, como a reforma da Previdência.

Na visão de Álvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais, o mercado financeiro tem se ajustado à situação atual do País, de altas e baixas, de acordo com as condições das notícias que surgem sobre o país. Contudo, Bandeira alerta para índices como a inflação, déficit em conta corrente e o nível de endividamento, que devem subir até o final do ano. Ele afirma que o governo corre o risco de desacelerar a economia, que começa a apresentar uma leve reação nos últimos meses, ao aumentar tributos, como no caso do combustível, ou com a chegada de um novo imposto para garantir que cumprirá a meta fiscal.

O economista também acredita que o empresariado local só vai investir no país novamente no curto e médio prazos, se as reformas que foram prometidas saírem. Por outro lado, avalia que os investidores estrangeiros se aproveitam do momento em que o Brasil se tornou muito "barato", seja para compra, fusões ou investimentos, para ficar 30 ou 50 anos por meio de uma concessão.

O cientista político Bruno Souza, por sua vez, afirma que a classe política sabe que o custo político é alto, enquanto a Operação Lava Jato continuar. "Haverá mais dificuldade para negociar com suas bases eleitorais para tentar uma reeleição", diz.

Na sua análise, Souza avalia que o processo político atual está complexo, porque mesmo os deputados da oposição estão envolvidos em denúncias. Então, diz ele, não há projeto político e há uma perda de referencial por parte do eleitorado, que continua distante dos políticos.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo