Cesta básica ficou quase R$ 30 mais cara em Porto Alegre com a maior alta do país

Foto: Charles Guerra / Agencia RBS.

Foto: Charles Guerra / Agencia RBS.

Passou só um mês e foi o suficiente para a cesta básica de Porto Alegre ficar R$ 26,97 mais cara aqui. O conjunto de 13 produtos pesquisados todos os meses pelo Dieese passou a custar R$ 464,19.

A alta foi de 6,17% na passagem de março para abril. A maior do país, fazendo com que a cesta de Porto Alegre também ficasse a mais cara.

Alguns alimentos dispararam de preço, como o tomate e a batata. Mas, no total, foram oito produtos com aumento: o tomate (64,69%), a batata (26,64%), o café (2,90%), a farinha (2,80%), a banana (2,62%), a carne (2,22%), o leite (2,03%) e a manteiga (1,45%).

===

Motivos:

Batata – As chuvas reduziram a oferta e houve maior demanda pelo produto na Semana Santa.

Tomate – O fim da colheita da safra de verão e o clima mais ameno, que diminuiu o tempo de maturação do tomate da safra de inverno, reduziram a quantidade do alimento à venda.

===

Em sentido inverso, cinco itens ficaram mais baratos: o feijão (-8,26%), o óleo de soja (-6,30%), o açúcar (-4,32%) e o pão (-0,47%).

No ano, a variação ficou em 1,13%. Em 12 meses, em 8,73%.

É o dobro da inflação. Tomate, manteiga e banana puxam o aumento nesta comparação.

O salário mínimo necessário deveria ser de R$ 3.899,66, ou seja 4,16 vezes o mínimo de R$ 937. O Dieese sempre faz este cálculo considerando o estabelecido na Constituição de que o mínimo deveria ser suficiente para sustentar uma família.

“O trabalhador com rendimento de um salário mínimo necessitou, em abril, cumprir uma jornada de 108 horas e 59min para adquirir os bens alimentícios básicos. Essa jornada foi maior do que a registrada em março (102h 40 min) e maior do que em abril de 2016 (106h 44 min).” – calcula o Dieese.

 

Acerto de Contas

Justiça nega redução da conta de energia de rede de lojas de Porto Alegre

Foto: Marco Favero / Agência RBS

Foto: Marco Favero / Agência RBS

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou pedido de liminar de uma rede de lojas do Rio Grande do Sul para suspender a cobrança na conta de luz da chamada Conta de Desenvolvimento Energético. A CDE é um dos encargos que compõem a fatura.

A rede que fez o pedido judicial é a lojista gaúcha de artigos esportivos Ughini. Terá, então, que seguir pagando a totalidade das faturas de energia elétrica das quatro lojas que tem em Porto Alegre.

A empresa ajuizou ação na 5ª Vara Federal de Porto Alegre com pedido de tutela antecipada em novembro do ano passado. A liminar foi indeferida e a autora recorreu ao Tribunal.

O TRF lembra que a CDE é um encargo setorial cobrado pelas concessionárias de distribuição de energia elétrica:

“com o objetivo de promover a universalização do serviço em todo o território nacional, conceder descontos a usuários de baixa renda e custear sistemas elétricos isolados, entre outros.”

Os advogados alegam que as novas finalidades para a CDE, estipulada por decreto, são inconstitucionais. Acrescentam que a empresa é usuária intensiva de energia elétrica nas suas operações e a elevação do custo provoca perda de competitividade. Argumentam que este alto custo impede o sucesso do plano de recuperação e pagamento dos credores.

Relator no Tribunal, desembargador federal Luís Alberto Aurvalle disse que há os requisitos para a concessão de uma liminar como o perigo da demora. Para o desembargador, é um pedido estritamente econômico e não há elementos concretos que apontem para a possibilidade de quebra da empresa ou de inviabilização das atividades econômicas por pagar os valores enquanto tramita o processo.

Apesar da liminar negada, a ação segue tramitando na 5ª Vara Federal de Porto Alegre.

 

Acerto de Contas

Mudanças sim, mudar não

 

 

 

  • Ricardo Amorim
  • Ricardo Amorim

    CEO na RICAM Consultoria e Apresentador do Manhattan Connection na Globonews

    Todos querem que a corrupção acabe... todos menos os corruptos.

    Todos sabem que o foro privilegiado e a indicação política dos juízes do STF não podem continuar...todos menos os que se protegem com isso.

    Todos acham as regras previdenciárias de políticos, juízes e militares absurdas... menos políticos, juízes e militares.

    Todos acham inaceitável que servidores públicos tenham um regime previdenciário muito mais generoso que os outros...todos menos os servidores públicos e seus familiares.

    Todos querem reformar a Previdência de políticos, juízes, militares e servidores públicos mas reformar o INSS, que só no ano passado precisou de R$150 bilhões, que poderiam ter ido para educação, saúde ou segurança, para complementar os benefícios que as contribuições não cobriram, nem pensar.

    Todos de acordo que a dívida das grandes empresas com o INSS têm de ser cobradas, mas muitos atrasados nos pagamentos de suas próprias dívidas.

    Todos descontentes com a educação, mas ninguém chocado que o governo brasileiro direcione nove vezes mais recursos per capita para gastos previdenciários do que para a educação de nossas crianças.

    Todos querem menos impostos, produtos mais baratos e salários maiores, mas ninguém quer que o governo reduza seus gastos para que os imposto possam cair para que isso aconteça.

    Todos de acordo que algo radical tem de ser feito para reverter o crescimento da informalidade e do desemprego, que deixou dezenas de milhões de brasileiros sem condições de sustentar suas famílias. Algo radical menos reformar a CLT para que as empresas contratem mais e menos gente trabalhe na informalidade, sem direitos trabalhistas efetivos.

    Em meio aos escândalos bilionários de corrupção que não param de emergir, é compreensível a revolta da população e a impressão de que se eliminássemos a corrupção, os outros problemas brasileiros desapareceriam.

    Infelizmente, a corrupção não será eliminada, sequer reduzida substancialmente, sem que nos mobilizemos para que os corruptos sejam exemplarmente punidos. Os corruptos sempre estarão organizados para que isto não aconteça. Além disso, se a corrupção for eliminada, os demais problemas brasileiros serão reduzidos, mas nenhum deles será eliminado. Temos de trabalhar para resolver cada um deles também.

    Sabendo que as mudanças não vão acontecer se não mudarmos também, fica a pergunta: você quer mudanças, mas está disposto a mudar?

    Ricardo Amorim, autor do bestseller Depois da Tempestade, apresentador do Manhattan Connection da Globonews, o economista mais influente do Brasil segundo a revista Forbes, o brasileiro mais influente no LinkedIn, único brasileiro entre os melhores palestrantes mundiais do Speakers Corner e ganhador do prêmio Os + Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças.

    Quer receber meus artigos por e-mail? Cadastre-se aqui.

    Clique aqui e conheça as minhas palestras.

    Siga-me no: Facebook, Twitter, YouTube, Instagram e Medium.

  • Linkdln

     

    27 dicas para quem viaja a trabalho com frequência

    Flavia Gamonar no LinkedIn

    Eu comecei a palestrar em 2015 e de lá pra cá foram várias as viagens, dentro e fora do meu estado. Gosto de ser precavida e de...


    467 pessoas estão dialogando sobre isto

    Recomendações para você

    5 FATOS SOBRE A NOSSA JORNADA EMPREENDEDORA

    Débora Alcântara no LinkedIn

    Conheça cinco fatos (que provavelmente você ainda não sabe) sobre a nossa jornada empreendedora.  FATO 1: NÃO HERDAMOS NOSSAS...


    617 pessoas estão dialogando sobre isto

    Recomendações para você

    Por quê o governo quer liberar a venda de terras para estrangeiros, e reduzir os direitos do trabalhador do campo?

    André Forastieri no LinkedIn

    Dois novos projetos de lei pretendem mudar radicalmente o Brasil rural. Vão prejudicar a produção agropecuária e a segurança...


    1026 pessoas estão dialogando sobre isto

    Recomendações para você

    Esta não é uma lista com os 5 melhores livros de negócios que li... É a confissão pública das idéias que deles tirei.

    Rony Meisler no LinkedIn

    "Maus artistas copiam idéias e grandes artistas as roubam." - Pablo Picasso. Desculpe-me, querido Pablo, mas...


    1134 pessoas estão dialogando sobre isto

    Recomendações para você

    Quando as WebTVs Corporativas se tornarão campeãs de audiência?

    Claudio Odri no LinkedIn

    Comunicação é necessidade básica do ser humano! A Internet potencializou essa habilidade e facilitou sua segmentação comercial....


    325 pessoas estão dialogando sobre isto

    Recomendações para você

    Liberdade para que imprensa?

    Nana Lima no LinkedIn

    “Manual do politicamente correto”. Este comentário chegou até nós em resposta ao nosso Minimanual de Jornalismo Humanizado e,...


    83 pessoas estão dialogando sobre isto

    Recomendações para você

    34% dizem ter vergonha de ser brasileiros. Acho pouco

    Marc Tawil no LinkedIn

    Deu na Folha de S. Paulo. Uma pesquisa do Instituto Datafolha aponta que 34% dos 2.781 entrevistados em 172 municípios sentem...


    369 pessoas estão dialogando sobre isto

    Recomendações para você

    16 passos para ser contratado em qualquer departamento de marketing digital

    Vitor Peçanha no LinkedIn

    Como criar um currículo irresistível para qualquer gerente Está buscando um emprego na área de marketing digital? Neste post te...


    Fabricantes da Serra vendem máquinas de agnolini para fora da Região Sul

    08 de maio de 2017 0

    <?XML:NAMESPACE PREFIX = "[default] http://www.w3.org/2000/svg" NS = "http://www.w3.org/2000/svg" />2

    Quadro Serra de Negócios, no Destaque Econômico

    Por Babiana Mugnol e Diego Mandarino

    agnolini2

    A Di Grano, que fabrica máquinas para a indústria alimentícia, tem compradores em diversos estados do país. O sócio Fábio Zorrer vende em São Paulo, Brasília e Maranhão, por exemplo.

    Zorrer acredita que o bom desempenho da fábrica, que fica em Bento Gonçalves e foi fundada em 2012, se deve à crise econômica. Pessoas que perderam o emprego ou mudaram de ramo de atuação e decidiram, em alguns casos até para realizar um sonho, investir em uma fábrica familiar. E ainda empresários que, para cortar custos, optaram por automatizar a produção.

    As máquinas que Zorrer vende entregam a fita da massa na esteira de produção, já cortada em quadrados e com o recheio, o que requer mãos habilidosas para fechar o agnolini. Explica que os clientes preferem esse método para manter a característica artesanal da massa:

    - Na nossa região, a cultura italiana é bem forte. Todo mundo tem o costume ou já comeu o capeletti da nonna, um capeletti fechado a mão. Então, a gente começou a desenvolver um equipamento que auxiliasse em todo o processo produtivo, porém em que o fechamento ainda fosse realizado de forma manual.

    Outro fabricante de Bento Gonçalves, Fernando Bellé, sócio da Bellé Máquinas, fundada em 2010, acredita que o apego à tradição do fechamento manual vai diminuir com as novas gerações. Vende máquinas que entregam o agnolini fechado, mas ainda com característica diferente do acabamento artesanal. Bellé defende que o mais importante é entregar o agnolini com a massa fina e o tamanho pequeno que, segundo ele, tem boa aceitação no mercado.

    - O pessoal hoje busca um capeletti com a massa fina, com o recheio bom e que seja pequeno. E isso nós conseguimos fazer [...] Então, essa restrição que havia, que o pessoal do interior em festas não pegava esse capeletti de máquina, está mudando. O pessoal está comprando, está colocando o capeletti porque ele é melhor para comer”, defende.

    O fabricante afirma que está desenvolvendo um novo modelo, com previsão de ser comercializado em 2018, capaz de produzir um acabamento muito próximo do artesanal. Bellé tem hoje cerca de 130 compradores, a maioria no Rio Grande do Sul, mas também em Santa Catarina, Bahia e no Mato Grosso.

    Muitos clientes são daqui ou descendentes de gaúchos que foram para outras partes do país. Um deles, inclusive, é um bispo que atua no Mato Grosso. Neri José Tondello é natural de Antonio Prado e comprou uma máquina para um trabalho social, que funciona junto a uma padaria que ele montou, voltada ao atendimento à população de baixa renda no município de Juína.

    Entre as cidades da Serra, há uma grande concentração de compradores em Antonio Prado. Segundo Bellé, são cerca de 30 fábricas no município.

    Ouça o programa Destaque Econômico, na Rádio Gaúcha:

    http://wp.clicrbs.com.br/acertodecontas/2017/05/08/fabricantes-da-serra-vendem-maquinas-de-agnolini-para-fora-da-regiao-sul/?topo=52,1,1,,171,e171

     

    Acerto de Contas

    6 fatos que mostram por que o Judiciário brasileiro é o mais caro e ineficiente do mundo

    por Felippe Hermes


    “A decisão do Supremo [de libertar José Dirceu] muda a situação do direito penal de terror no Brasil”

    Em um país com cerca de 250 mil presos provisórios (aqueles que ainda aguardam julgamento), a frase acima pode parecer uma piada de mau gosto. Na narrativa do advogado José Roberto Batochio, responsável pela defesa de Lula e Palocci, esta é a síntese dos fatos de ontem: Moro é um juiz tirano, cujo poder chegar ao fim graças ao STF, e Dirceu, o mártir da vez.

    Para o ministro Gilmar Mendes, um dos três responsáveis por conceder o habeas corpus (junto dos ministros Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski), a atitude do Supremo é uma lição ao Brasil! Segundo ele, uma prova de que a corte não se renderia ao clamor das ruas. Para Gilmar, o fato de o Ministério Público, em especial o procurador Deltan Dallagnol, ter denunciado José Dirceu por receber R$ 2,4 milhões da empreiteira OAS não passa de uma brincadeira juvenil.

    Com um Congresso e um Executivo que disputam para saber quem protagonizará o escândalo da semana, não é difícil perceber por que raramente damos atenção a casos envolvendo o Judiciário. Desde que a Operação Lava Jato ganhou tamanho, a confiança no Poder Judicial como única instituição capaz de nos livrar deste mar de lama cresceu vertiginosamente. O resultado, porém, foi um clima de vista grossa quase generalizado.

    Apenas no último biênio, o Judiciário viu aprovado um pacote que lhe garantirá aumentos pelos próximos quatro anos, resultando em despesas da ordem de R$ 60 bilhões, ou 41% de aumento salarial. Um valor considerável para um poder que viu seus gastos com salários crescerem 1348% nas últimas duas décadas, contra 880% de aumento do salário mínimo.

    No mesmo período, permaneceu sem votação no plenário do Supremo a decisão de conceder auxílio-moradia aos mais de 15 mil magistrados brasileiros. Decisão que se arrasta há quase três anos e que custa aos cofres públicos quase R$ 200 milhões mensais.

    Ao contrário da corrupção praticada por políticos, cujo estrago pode ser medido e quantificado, as perdas causadas ao país pelo marasmo da justiça dificilmente poderão ser calculadas. Algumas outras questões, porém, dão uma idéia de como precisamos encarar este problema. Abaixo, selecionamos seis fatos que nos ajudam a entender o tamanho do buraco.

    1. Nenhum país do mundo gasta tanto em justiça quanto o Brasil.

    Se você é daqueles que, corretamente, se indigna com os privilégios absurdos de políticos brasileiros e não vê sentido em boa parte dos gastos com parlamentares (os segundos mais caros do mundo, segundo a ONU), talvez seja interessante ampliar um pouco o seu horizonte. Para manter toda a estrutura de câmaras municipais, assembleias estaduais, Congresso Nacional e Senado, incluindo aí mais de 62 mil políticos profissionais, gastamos cerca de R$ 20,6 bilhões. Para manter o Judiciário, o custo não sai por menos do que R$ 61 bilhões.

    Em termos do PIB, a riqueza produzida pelo país, gastamos 1,3% de tudo o que produzimos apenas com justiça. O número é quatro vezes o que gasta a Alemanha ( 0,32%), oito vezes o que gasta o Chile (0,22%) e dez vezes o que gasta a Argentina (0,13%).

    Some neste montante o gasto com o Ministério Público e chegamos a incríveis 1,8Post% do PIB. Gastamos com justiça um valor equivalente ao gasto federal em educação, R$ 95 bilhões, ou Saúde, R$ 97 bilhões. O retorno? Um dos judiciários mais lentos do mundo, segundo o Banco Mundial. O 30º mais lento entre 133 países.

    2. Nosso Judiciário é composto de muitos burocratas e poucos juízes.

    Com cinco tribunais superiores, 27 tribunais de justiça estaduais, três tribunais militares estaduais, 27 justiças eleitorais nos Estados, cinco regiões da Justiça Federal e 24 regiões da justiça do trabalho, empregamos ao todo 390 mil funcionários e 16,2 mil juízes.

    Nenhum outro país do mundo emprega tantos funcionários na área como o Brasil. São, em média, 205 para cada 100 mil habitantes, contra 150 na Argentina, 66,9 na Alemanha e 42,1 no Chile.

    Por outro lado, a média de juízes no país ainda é baixa comparada aos demais países do ocidente. Mantemos 8,2 magistrados para cada 100 mil habitantes, comparados aos 24,7 da Alemanha e 11,4 da Argentina. O Chile neste caso, possui uma média de cinco para 100 mil.

    Com isso, sobra para cada juiz uma carga total de 6.531 processos. Para dar conta em tempo hábil, considerando que cada juiz brasileiro trabalha apenas dez meses por ano, seria necessário que cada juiz julgasse 32,7 processos diariamente.

    A impossibilidade de julgar tantos processos é uma das razões para a acumulação e demora em decisões judiciais. Na média, cada processo leva cinco anos para ser julgado em primeira instância.

    O resultado é aquém do esperado pelo Conselho Nacional de Justiça, segundo o qual as justiças estadual e federal deveriam contar com 611 mil funcionários para ‘funcionar de forma adequada’.

    3. Manter a Justiça do Trabalho custa mais caro do que todos os benefícios que ela paga.

    Quase uma excentricidade brasileira, a Justiça do Trabalho é uma das explicações para o excesso de processos em andamento no país. Nada menos do que 39,8% das ações que ingressam na justiça brasileira todos os anos são consequência direta de questões trabalhistas.

    No total, são 7,6 milhões de processos anuais envolvendo rescisões, dano moral ou remunerações diversas do trabalho. Na Justiça do Trabalho, especificamente, chegam em média 2,5 milhões de processos anuais. O número é 70 vezes aquele registrado na justiça americana, e quase mil vezes o número de processos meramente trabalhistas registrados no Japão. A disparidade é tamanha que o Japão sequer possui uma justiça do trabalho.

    Manter toda a estrutura da Justiça do Trabalho custa em média R$ 61,24 para cada brasileiro todos os anos. No total, R$ 11,68 bilhões. Considerando que o custo recaia apenas sobre os brasileiros que trabalham, são R$ 125 anuais para garantir apenas as questões trabalhistas.

    O resultado? Segundo o Conselho Nacional de Justiça, em 2013 a mesma Justiça do Trabalho gerou ganhos de R$ 11,287 bilhões a todos os reclamantes.

    4. O maior custo na justiça é para resolver processos gerados pelo próprio governo.

    Para resolver cada processo, os tribunais de justiça estaduais dispõem, em média, de R$ 458,00, contra R$ 675,00 da Justiça Federal. Quando separada apenas a Justiça do Trabalho, o custo médio por questão processual pode chegar a R$ 1.700,00.

    No entanto, uma característica marca os mais de 95 milhões de processos em tramitação no Brasil: 89% deles são feitos por dois litigantes apenas: bancos e o governo.

    Na soma, os setores públicos municipais, estaduais e federal respondem por 51% dos processos em andamento no país. São processos de origem previdenciária, trabalhista e, especialmente, de execuções fiscais.

    O caso é tão grave que, determinadas vezes, mais vale “desistir” de uma ação do que levá-la adiante. Sai “mais barato” para o governo aceitar e pagar a ação do que obrigar seu bem remunerado defensor público a se ocupar dela.

    Em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, ações de execução fiscal, perpetradas por governos estaduais e municipais, chegam a ser maioria. Cerca de 62% das ações no RJ e 52% das ações em São Paulo se concentram nesta área.

    5. 100% dos magistrados brasileiros estão entre os 0,5% mais ricos da população.

    Imagine a situação: você é um dos cerca de 16 mil magistrados brasileiros e recebe um salário cujo valor médio é de R$ 25 mil. O valor é aproximadamente 14 vezes a média da renda nacional para um trabalhador comum, uma remuneração que lhe coloca entre os 0,5% mais ricos da população brasileira. Não é difícil supor que, para a maioria dos brasileiros, este seja um salário mais do que razoável. Para você, entretanto, o valor é “degradante”. É necessário que você receba uma certa ajuda para fechar as contas do mês, um… Auxílio Moradia!

    A idéia genial de ajudar os magistrados brasileiros a bancarem o aluguel nos levou a uma situação curiosa. Gastamos atualmente R$ 200 milhões mensais com esta prática, ainda que ela nunca tenha sido julgada em plenário, pois o ministro do STF, Luiz Fux, jamais levou a medida para julgamento (algo que lhe rendeu um pedido de impeachment).

    Em 20 meses de vigência, o auxílio-moradia custou R$ 2,4 bilhões. Cerca de 10% do gasto com os 47 milhões de beneficiários do Bolsa-Família.

    Para determinados magistrados, o valor é uma questão de “dignidade”. Segundo o desembargador José Roberto Nalini, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, o auxílio disfarça um aumento no subsídio, uma vez que no básico estão inclusos os 27% de desconto do imposto de renda e gastos como plano de saúde. Para o desembargador, o salário de um juiz “apenas parece razoável”, mas na prática “não dá pra ir toda hora a Miami comprar terno”. O auxílio funciona para que o juiz fique um pouco mais “animado”, não tenha tanta depressão e possa trabalhar melhor.

    Colocados em situações degradantes como estas, alguns juízes brasileiros defendem certas extravagâncias. Ricardo Lewandowski, presidente do STF, defende, por exemplo: auxílio-alimentação, creche, educação (para filhos de seis a 24 anos), plano de saúde e extra de até 20% no salário para juízes pós-graduados.

    6. Dentre 500 políticos julgados no Supremo Tribunal Federal nos últimos 20 anos, apenas 16 foram condenados.

    Realizada pela associação de juízes federais, a estimativa é que existam no Brasil hoje 45,3 mil pessoas com alguma espécie de foro privilegiado, nada menos do que o dobro do estimado pelos responsáveis pela operação Lava Jato meros dois anos atrás.

    O número assusta, ainda mais quando comparado a outros países. Na ditadura chinesa, a regalia se resume a 2.987 integrantes do Congresso, que, por lei, só podem ser investigados com a concordância dos 178 membros da cúpula do partido.

    Em países como Estados Unidos e o Reino Unido, nem mesmo a mais alta autoridade do país, o presidente Donald Trump ou a primeira-ministra Theresa May, possuem tal regalia.

    Por aqui, o foro é amplo e garante que cada um dos seus beneficiários só poderá ser julgado pela mais alta corte do país.

    O que deveria ser positivo – afinal, a Suprema Corte possui recursos muito maiores que as demais -, na prática se tornou um refúgio.

    Nomear envolvidos na Lava Jato, como ministros, por exemplo, tornou-se prática comum por parte da ex-presidente e do atual presidente da república.

    No fundo, o que conta mesmo é o histórico. De 1998 para cá, o STF julgou nada menos do que 500 políticos, condenando apenas 16 deles.

    Se serve de consolo, todos eles foram condenados após o julgamento do mensalão.


    Spotniks

    Não perca essas ofertas e presenteie sua mãe! CLICA

    Caso não esteja visualizando, acesse esse link.

    Magazine Você
    Twitter Google+ Facebook Blog

    Smart TV LED 40
    Smart TV LED 40" Sony KDL-40W655D - Conversor Digital 2 USB 1 HDMI 40" - Bivolt
    de R$ 2.299,99
    por R$ 1.949,00
    até 10x de R$ 194,90 sem juros
    ou R$ 1.812,57 à vistaComprar

    Smartphone Samsung Galaxy J2 Prime TV 8GB Dourado - Dual Chip 4G Câm. 8MP + Selfie 5MP Tela 5

    Smartphone Samsung Galaxy J2 Prime TV 8GB Dourado - Dual Chip 4G Câm. 8MP + Selfie 5MP Tela 5" qHD
    de R$ 799,00
    por R$ 639,90até 7x de R$ 91,41 sem juros
    ou R$ 575,91 à vista

    Comprar

    Fogão 5 Bocas Esmaltec Ágata - Acendimento Automático Branco

    Fogão 5 Bocas Esmaltec Ágata - Acendimento Automático Branco Bivolt - Branco
    de R$ 649,00
    por R$ 539,90até 5x de R$ 107,98 sem juros
    ou R$ 512,91 à vista

    Comprar

    Cama Box Casal Somopar Conjugado 52cm de Altura - Grécia

    Cama Box Casal Somopar Conjugado 52cm de Altura - Grécia
    de R$ 550,00
    por R$ 299,99até 5x de R$ 60,00 sem juros

    Comprar

    Computador All in One Samsung E1 Intel Dual Core - 4GB 500GB LED 21,5

    Computador All in One Samsung E1 Intel Dual Core - 4GB 500GB LED 21,5" Full HD Windows 10 Bivolt
    de R$ 2.299,00
    por R$ 1.599,00até 10x de R$ 159,90 sem juros
    ou R$ 1.487,07 à vista

    Comprar

    Guarda-Roupa Casal Atraente 2 Portas de Correr - 4 Gavetas Araplac com Espelho

    Guarda-Roupa Casal Atraente 2 Portas de Correr - 4 Gavetas Araplac com Espelho
    de R$ 999,00
    por R$ 699,00até 7x de R$ 99,86 sem juros

    Comprar

    Smart TV LED Curva 40

    Smart TV LED Curva 40" Samsung Full HD 40K6500 - Conversor Digital 3 HDMI 2 USB Wi-Fi 40" - Bivolt
    de R$ 2.799,00
    por R$ 2.099,00até 10x de R$ 209,90 sem juros
    ou R$ 1.952,07 à vista

    Comprar

    Cooktop 4 Bocas Philco Cook Chef 4 à Gás - Acendimento Automático

    Cooktop 4 Bocas Philco Cook Chef 4 à Gás - Acendimento Automático Bivolt
    de R$ 499,00
    por R$ 299,00até 3x de R$ 99,67 sem juros
    ou R$ 284,05 à vista

    Comprar

    Churrasqueira Elétrica Agratto 1800W - Mr.Cheff

    Churrasqueira Elétrica Agratto 1800W - Mr.Cheff 110 Volts
    de R$ 129,90
    por R$ 79,90até 2x de R$ 39,95 sem juros

    Comprar

    Multifuncional HP Officejet Pro 8720 Jato de Tinta - Colorida Wi-Fi

    Multifuncional HP Officejet Pro 8720 Jato de Tinta - Colorida Wi-Fi Bivolt
    de R$ 2.799,00
    por R$ 1.169,90até 10x de R$ 116,99 sem juros
    ou R$ 1.111,41 à vista

    Comprar

    Esteira Elétrica Kikos WK Power Gold Dobrável - Vel. Máxima 10km/h 3 Níveis de Inclinação

    Esteira Elétrica Kikos WK Power Gold Dobrável - Vel. Máxima 10km/h 3 Níveis de Inclinação
    de R$ 1.899,00
    por R$ 1.099,00até 10x de R$ 109,90 sem juros
    ou R$ 1.044,05 à vista

    Comprar

    Selos
    Magazine Você

    Compre de quem você confia. Muito mais vantagens para você. O Magazine Você é um canal de vendas do Magazine Luiza. O remetente deste email está autorizado a vender nossos produtos através do site www.magazinevoce.com.br

    Ofertas válidas até o dia 07/05/2017 às 23:59 (horário de Brasília) ou enquanto durarem nossos estoques (o que ocorrer primeiro). Preços anunciados não incluem frete.

    Para dúvidas referentes a: entregas, montagens, cancelamentos e/ou pagamentos, entrar em contato com a Central de Atendimento através do número 0800-344000.