Ministro diz que mercado de trabalho deve se recuperar em julho

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Ronaldo Nogueira, reafirmou hoje (16) que acredita em uma recuperação do mercado de trabalho a partir de julho. Com aumento de 11,2% nos últimos três meses, o desemprego no país atinge 11,4 milhões de pessoas.

Segundo ele, a recuperação do mercado de trabalho vai acompanhar a economia, que terá de volta a confiança do investidor com as mudanças em curso pelo governo interino. “Acreditamos na volta da credibilidade dos investidores e na esperança do povo brasileiro no sentido de voltar a consumir”, afirmou na sede do ministério, no Rio de Janeiro. “Isso vai acontecer no primeiro trimestre do segundo semestre”, completou.

O ministro do Trabalho participou de evento para marcar a adesão de empresas do setor de turismo ao compromisso do trabalho decente. A agenda foi interrompida por protestos contra o governo do presidente interino Michel Temer. Sob fortes vaias, o ministro não discursou.

Programa de Proteção ao Emprego

Em entrevista, o ministro do Trabalho comentou que não há intenção de mudar as regras e tornar o Programa de Proteção ao Emprego (PPE) mais flexível. No início da semana, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores defendeu que o governo pudesse temporariamente suspender o programa quando atrapalhasse a produtividade.
O PPE foi criado pelo governo da presidenta afastada Dilma Rousseff para diminuir as demissões. Permite que os salários e as jornadas de trabalho tenham redução de até 30%. O problema, segundo os empresários, é que quando há uma necessidade de aumento extraordinário da produtividade, o PPE não permite a volta ao sistema normal ou o pagamento de horas extras.
Segundo o ministro do Trabalho, o PPE poderá ser aprimorado, “desde que haja uma necessidade”, o que ele não acredita, pois, aposta na retomada da economia. Ele nega intervenções do governo para atrair empresas que resultem em redução maior de salário. Porém, não descartou alterações de comum acordo entre empresas e trabalhadores.
“Não haverá intervenção [para reduzir jornada ou alterar direitos]. A não ser que a própria entidade representativa dos trabalhadores entre em um acordo [com os empregadores], mas, por parte do governo não haverá intervenção entre capital e trabalho”, disse.
O ministério informou que as contrapartidas do governo foram determinantes para que 13 empresas fizessem 36 solicitações de prorrogação do PPE.
A Mercedes-Benz, que participava do programa até maio – uma das principais montadoras do país – negou que vá renovar. A empresa deve optar por um plano de demissão voluntária. Hoje, 1,8 mil empregados da companhia estão de férias. Já a Volkswagen disse que o programa está em vigor até setembro e não informa sobre possível renovação.

Protestos

Perguntado sobre os protestos contra o governo interino, o ministro, que já tinha enfrentado manifestações em Genebra, ao discursar na sede da Organização das Nações Unidas, em 8 de junho, disse que fazem parte da democracia. Hoje, ele voltou a ser vaiado e teve de ouvir frases como “respeitem as urnas”, “quero meu país de volta” e “cadê a democracia”, no Rio.
“As pessoas que se relacionam comigo sabem que eu não tenho característica, nem natureza de golpista. As pessoas dão os nomes que quiserem, mas eu tenho a minha consciência”, respondeu.
Antes de discursar, o ministro foi novamente interrompido por um desempregado, Adriano Matias de Santos, de 38 anos, que não fazia parte dos manifestantes, mas driblou a segurança e subiu ao palco para relatar as próprias dificuldades. O ministro escutou e foi solidário ao afirmar que também já ficou 8 meses sem emprego, quando era mais jovem. Nogueira não comentou sobre a ocupação do ministério, em Brasília, por pequenos agricultores da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

 

Agência Brasil

 

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Depoimento na Comissão do Impeachment tem discussão entre defesa e acusação

 

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil

Brasília - Comissão do Impeachment ouve Wagner Vilas Boas, ex-secretário executivo adjunto do Ministério da Educação (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Ex-secretário do Ministério da Educação Wagner Vilas Boas falou sobre a edição de decreto de suplementação orçamentária para o ministério em 2015Wilson Dias/Agência Brasil

A Comissão Processante do Impeachment acabou de ouvir o depoimento da terceira testemunha das cinco marcadas para hoje (16). Na reunião alguns senadores se abstiveram de perguntar e defesa e acusação trocaram farpas. O ex-secretário executivo adjunto do Ministério da Educação, Wagner Vilas Boas, falou sobre a edição de decreto de suplementação orçamentária para o ministério em 2015, um dos que justifica o processo por crime de responsabilidade contra a presidenta afastada Dilma Rousseff.

A testemunha respondeu às perguntas dos senadores e deu detalhes técnicos da tramitação dos decretos e do funcionamento das unidades orçamentárias dos ministérios que analisam as demandas das diversas áreas, observando a necessidade de fazer pedidos de suplementação orçamentária.

O ex-secretário explicou que não era atribuição do Ministério da Educação avaliar o impacto da abertura do crédito sobre a obtenção da meta de resultado primário. Ele disse que o órgão setorial – neste caso as secretarias do Ministério da Educação – fazem a solicitação de suplementação orçamentária, mas “ficam sujeitos à orientação normativa e à supervisão técnica do órgão central” de Orçamento.

Sem perguntas

Esse esclarecimento serviu de base para senadores que são favoráveis ao prosseguimento acelerado do processo não fizessem perguntas. A estratégia de abrir mão dos questionamentos vem sendo adotada pelos senadores pró-impeachment para que as reuniões sejam mais céleres e seja possível concluir o processo dentro do prazo de 180 dias previsto.

A senadora Simone Tebet justificou que não faria perguntas explicando que a testemunha não poderia ajudar a esclarecer se houve crime de responsabilidade por parte de Dilma Rousseff. “Se ele não pode me falar exatamente aquilo que eu preciso saber para a caracterização do crime de responsabilidade, eu não vou fazer a pergunta à testemunha, até porque nós temos, sim, que ser céleres, sem, com isso, restringir o direito da defesa da senhora presidente”, disse.

Crítica a Dilma

A advogada da acusação, Janaína Paschoal, criticou as testemunhas levadas pela defesa que, segundo ela, não trazem respostas objetivas e fazem interpretações dos fatos e aproveitou o tempo para acusar a presidenta afastada de ter editado os decretos, sabendo que não havia mais dinheiro em caixa, para obter resultados eleitorais.

Brasília - A advogada Janaina Paschoal participa de audiência para ouvir o testemunho de Wagner Vilas Boas, ex-secretário executivo adjunto do Ministério da Educação (Wilson Dias/Agência Brasil)

A advogada Janaina Paschoal criticou as testemunhas levadas pela defesaWilson Dias/Agência Brasil

“Ninguém está dizendo que os decretos foram baixados para causar gastança, os decretos foram baixados porque não se queria fazer cortes em ano eleitoral. O dinheiro dos bancos públicos sem contabilização foi utilizado porque não se queria mostrar para o país que já não havia mais recursos para dar continuidade aos programas que foram anunciados no palanque”, disse.

O advogado de defesa, José Eduardo Cardozo, respondeu alegando que o processo está circunscrito aos decretos e pedaladas de 2015 e que os fatos de 2014 não estão em julgamento. “É que a denúncia não foi recebida, e denúncia não recebida, no processo penal, significa denúncia não discutida nos autos. Por isso é que não se podem discutir outras coisas. Não é a defesa que induz a isso; é a lei, são os princípios de processo que determinam isso”, disse.

Cardozo também acusou a advogada de acusação de fazer um discurso político para fugir ao debate jurídico do processo. “Por isso que considero como afirmações políticas o que está estranho ao objeto. Se se quer citar outras coisas que a lei não permite, é porque a fragilidade do denunciado é tão posta que tem de se utilizar de outros argumentos, lamentavelmente”, disse.

Depois de Wagner Vilas Boas, a comissão começou o depoimento da quarta testemunha do dia, a subsecretária de Planejamento e Orçamento do Ministério da Educação, Iara Ferreira Pinho.

 

Agência Brasil

 

STF nega pedidos de habeas corpus para barrar impeachment de Dilma

 

Michèlle Canes - Repórter da Agência Brasil

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) negou hoje (16) recursos de cidadãos que levaram à Corte dois habeas corpus em favor da presidenta afastada Dilma Rousseff. Uma das ações pedia que fosse anulada a decisão da Câmara dos Deputados de dar seguimento ao processo deimpeachment. Já a outra, pedia o trancamento do processo no Senado Federal.

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No mês passado, o relator dos dois processos, ministro Teori Zavascki, negou seguimento aos pedidos. O ministro entendeu que não cabia o uso de habeas corpus para tratar do tema doimpeachment.

“Certamente é impróprio, para esse escopo, o presente habeas corpus, cuja finalidade constitucional é a da proteção do indivíduo contra qualquer ato limitativo ao direito de locomoção (CF, art. 5º, LXVIII)”, disse Teori nas decisões tomadas em maio.

Na sessão desta quinta, o ministro relator voltou a negar as ações. “Eu neguei seguimento seguindo orientação do Tribunal em caso semelhante, Tribunal pleno, que diz que para trancar processo de impeachment não cabe habeas corpus. Estou negando provimento”, disse o relator no julgamento de uma das ações.

Nas duas ações, o ministro Marco Aurélio abriu divergência por entender que o habeas corpusnão pode ser negado por decisão monocrática do relator, mas foi voto vencido. Os demais ministros acompanharam o voto de Teori.

 

Agência Brasil

 

 

Em Salvador, Dilma recebe título de cidadã baiana

 

Sayonara Moreno – Correspondente da Agência Brasil

Em Salvador, Dilma recebe título de cidadã baiana

Em Salvador, Dilma recebe título de cidadã baianaManu Dias/Governo da Bahia

Ao receber o título de cidadã baiana hoje (16), em Salvador, a presidenta afastada Dilma Rousseff defendeu seu mandato mais uma vez e criticou ações do presidente interino Michel Temer. Dilma também alegou ser “vítima de um golpe”.

“Ontem, enviaram ao Congresso a redução dos gastos em saúde e educação. Sabemos que eles [governo interino] estão desmontando as conquistas que fizemos. Por isso, junto com o fato que tentam esconder que deram o golpe, eles sabem que nosso povo jamais aprovaria a extinção de ministérios como o das mulheres, dos negros e dos direitos humanos”, disse a presidenta afastada.

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A cerimônia de entrega do título ocorreu na Assembleia Legislativa da Bahia, onde se reuniram políticos, apoiadores, sindicalistas e movimentos sociais, que prestaram apoio à Dilma Rousseff. O título de cidadã baiana foi uma proposta feita pelo deputado estadual Rosenberg Pinto (PT), como forma de agradecer por ações e programas de governo que, segundo ele, “beneficiaram o povo baiano e toda a Região Nordeste”.

“Receber o título de cidadã baiana, para mim, é uma honra e me sinto muito orgulhosa. Porque a Bahia é onde nasceu o Brasil. A Bahia é o símbolo da nossa diversidade cultural e tem a representação da alma brasileira. Eu sempre digo ao meu amigo Jaques Wagner, que toda vez que venho à Bahia é algo que me alegra muito, porque eu sempre levei comigo, da Bahia, uma imensa energia positiva, uma imensa força de vida”, afirmou Dilma.

Governador Rui Costa participa da outorga do Título de Cidadã Baiana a presidente eleita Dilma Rousseff, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA)

Governador Rui Costa participa da outorga do Título de Cidadã Baiana à Dilma Rousseff, na Assembleia Legislativa da BahiaMateus Pereira/Governo da Bahia

Após a entrega oficial do título de cidadã baiana, a presidenta afastada seguiu para a parte externa da Câmara Legislativa, onde participou de ato público, acompanhada do ex-ministro, Jaques Wagner, e do governador da Bahia, Rui Costa. Após discurso do governador, Dilma disse que as ações do governo Temer não seriam votadas pela população, caso o presidente interino propusesse em programas de governo a “retirada de direitos”. Para Dilma, o atual governo “não venceria nas urnas”.

Ainda no ato público, a presidenta afastada foi recebida por mulheres que prestaram homenagens levando flores, balões, cartazes e gritaram palavras como “Volta, querida”. Na presença do público majoritariamente feminino, Dilma falou sobre a força da mulher e atribuiu oimpeachment a diversas motivações, dentre elas, “o machismo”.

“Tem um componente machista sim, esse golpe. Esse componente não pode servir simplesmente como uma questão contra as mulheres da população do país. Esse componente é o uso indevido de várias características das mulheres contra as mulheres. Ou ela é nervosa, ou dura. Ou é irritada ou boazinha. Essas visões da mulher, que tentaram e tentam jogar pra mim, nós todas devemos rejeitar. Nós não somos uma coisa só; nós somos várias coisas. Cada uma de nós sabe como é difícil atingir, na vida, um patamar no seu trabalho e ser reconhecida na família. Eles acham que mulher é coitadinha. Mulher não é coitadinha”, disse, sob aplausos.

Dilma recebeu uma camiseta da Marcha Mundial das Mulheres, da estudante Liliane de Oliveira, e um convite do governador da Bahia, Rui Costa, para que volte à capital baiana em julho para participar de ato público nas ruas da cidade.

 

Agência Brasil

 

 

Brasil vai exigir vacina contra febre amarela de viajantes de Angola e do Congo

 

Aline Leal – Repórter da Agência Brasil

O governo brasileiro vai passar a exigir certificado internacional de vacinação contra a febre amarela de viajantes procedentes de Angola e da República Democrática do Congo e de outras pessoas que tenham como destino os dois países. A exigência é uma orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) devido ao surto da febre amarela urbana registrado no dois países africanos.

Os viajantes, inclusive delegações que virão para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que estiverem em trânsito por esses países, devem apresentar o certificado com data de vacinação de pelo menos 10 dias antes da viagem. A exigência deverá permanecer até novas recomendações da OMS.

Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo vetor do vírus Zika, da dengue e da chikungunya, a febre amarela urbana foi notificada pela última vez no Brasil em 1942, no Acre. No ao passado, foram registrados nove casos de febre amarela silvestre em todo o Brasil, com cinco mortes. Este ano, até abril, foi identificado um caso com óbito.

A maior parte do território brasileiro é considerada área com recomendação para vacinação de rotina contra a doença.  Não fazem parte desta lista Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

No Brasil, a vacina contra a febre amarela é aplicada desde 1937. O imunizante está disponível gratuitamente nos postos de saúde da rede pública. Segundo a pasta, o produto é altamente eficaz e seguro para o uso a partir dos 9 meses de idade em residentes e viajantes para áreas com recomendação de vacina ou a partir de 6 meses de idade em situações de surto da doença. A vacina confere imunidade em 95% a 99% dos vacinados.

Sintomas

Os sintomas iniciais da febre amarela são: febre, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas e no corpo, em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.
Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

 

Agência Brasil

 

 

Houve confronto com policiais militares. ‪#‎GloboNews‬http://glo.bo/1XYZD92

Manifestantes ocupam USP e reivindicam ingresso na universidade pelo sistema de cotas

G1.GLOBO.COM

 

Acordo ainda não foi homologado pelo STF: http://glo.bo/1UZk6U0

Delação de Pedro Corrêa cita esquema para enfraquecer CPI que investigaria Petrobras

G1.GLOBO.COM

 

Ministro do Turismo pediu demissão depois de ser citado na delação de Sérgio Machado: http://glo.bo/1XYL2uf

"Henrique Eduardo Alves se antecipou diante da possibilidade de novas denúncias", diz Andréia Sadi

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Passageiro desmaiou na plataforma: http://glo.bo/1rsSYp2

Homem cai nos trilhos do metrô de Nova York e é socorrido pouco antes da chegada do trem

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Documento foi divulgado hoje: http://glo.bo/266Be28 ‪#‎ContaCorrente‬

BC reforça, em ata de reunião, que cenário atual não permite redução de juros

G1.GLOBO.COM

 

 

Confusões durante a Eurocopa: http://glo.bo/1ZUYTPC

Líder da torcida russa e mais 19 torcedores são expulsos

G1.GLOBO.COM

 

 

Novo presidente da Petrobras afirmou a Miriam Leitão que interinidade do governo Temer não o preocupa e que pensa no curto, médio e longo prazo: http://glo.bo/21pwpOr ‪#‎GloboNews‬

Parente diz que "minúscula minoria" praticou corrupção na Petrobras

G1.GLOBO.COM

 

 

Programa de demissão voluntária cria impasse entre Samarco e sindicatos

 

Léo Rodrigues – Correspondente da Agência Brasil

Mariana (MG) - Rompimento de duas barragens da mineradora Samarco na última quinta-feira (5). Em meio ao cenário de muita lama, barro e destruição, o que restou lembra uma cidade fantasma (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Em novembro, o rompimento de uma barragem da Samarco  destruiu  o  povoado  de Bento Rodrigues,

no  município  de  Mariana Arquivo/Agência Brasil

O Sindicato Metabase Mariana e o Sindicato dos Metalúrgicos no Estado do Espírito Santo (Sindmetal-ES) não vão assinar a proposta final da mineradora Samarco para colocar em prática um programa de demissão voluntária (PDV).
A empresa apresentou ontem (15) aos dois sindicatos a proposta, cujo objetivo é reduzir em 40% o quadro de funcionários, o que resultaria em 1,2 mil dispensas. Hoje, a Samarco tem cerca de 3 mil empregados em suas instalações nos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo.

O PDV é um instrumento usado pelas empresas para enxugar o quadro de funcionários. Por meio do PDV, são oferecidas vantagens para os empregados que aceitam se demitir voluntariamente. A Samarco propõe que os funcionários que aderirem ao programa sejam indenizados com 50% do salário para cada ano de trabalho na empresa, limitado a quatro salários.
Além disso, esses funcionários receberiam um valor fixo equivalente a três salários, limitado a R$ 7,5 mil. Também não haveria desconto dos valores já pagos aos trabalhadores por meio do adiantamento de participação de lucros e resultados.

Na proposta, a mineradora se compromete ainda a manter o pagamento do plano de saúde por seis meses após a data de demissão. Caso o empregado tenha dívidas com plano de saúde, teria perdoado o valor que exceda 30% do total da rescisão. Os funcionários que quisessem aderir à demissão voluntária poderiam se manifestar entre os dias 27 deste mès e 29 de julho.

A principal queixa dos sindicatos diz respeito a uma cláusula considerada lesiva aos trabalhadores. Segundo o Sindmetal-ES, a Samarco incluiu no documento um dispositivo no qual os funcionários demitidos concordariam que eventuais indenizações obtidas em ganhos judiciais futuros seriam deduzidas dos valores pagos agora. "Nós realizamos quatro reuniões com a empresa e estávamos encarando o PDV como uma boa saída para a situação. Mas essa cláusula nos surpreendeu", disse Max Célio, diretor do Sindmetal-ES e funcionário da Samarco.

De acordo com Max Célio, o Sindmetal-ES tem na Justiça várias ações coletivas contra a Samarco, nas quais pede pagamentos de adicional por insalubridade, periculosidade, risco portuário e horas in tinere. (tempo gasto no percurso entre a casa e o local de trabalho e vice-versa)."Vamos supor que, daqui um ano, o sindicato obtenha ganho de causa em algum desses processos, e a Samarco tenha que indenizar os funcionários. Pela proposta da mineradora, essas possíveis indenizações futuras seriam subtraídas dos valores pagos agora para quem aderir à demissão voluntária", explicou.

Na opinião do sindicalista, a empresa está se aproveitando do momento para evitar pagamentos futuros, porque é alvo de diversas ações judiciais movidas após o rompimento de uma barragem de rejeitos no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), em novembro do ano passado. "A tragédia, que poderia ter sido evitada, causou uma série de transtornos aos empregados, que também são vítimas. E aí, em um momento em que os trabalhadores estão preocupados e fragilizados, a empresa apresenta essa proposta. A Samarco é de propriedade da Vale e da BHP Billiton, duas das maiores mineradoras do mundo. Elas têm alto poder econômico, não precisam agir assim. Acho uma covardia."

A tragédia em Bento Rodrigues deixou 19 mortos, provocou destruição da vegetação nativa e levou poluição à Bacia do Rio Doce. No dia 5 de maio, a Justiça homologou um acordo envolvendo a Samarco, suas acionistas, Vale e BHP Billiton, os governos federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo. Pelo acordo, as mineradoras deverão arcar com cerca de R$ 20 bilhões ao longo de 15 anos em ações visando à completa a reparação dos danos causados pelo episódio. O Ministério Público, porém, contesta o acordo judicialmente e moveu uma ação civil pública estimando osprejuízos em R$ 155 bilhões.

Samarco

Segundo a Samarco, as demissões são necessárias diante do atual cenário econômico e das dificuldades enfrentadas pela mineradora, que ainda não sabe quando poderá voltar a operar na região de Mariana. “A empresa ainda não tem sinalização sobre quando serão concedidas as licenças, e a expectativa é de um retorno com apenas 60% da capacidade operacional por alguns anos", diz a empresa, em nota.
No texto, a Samarco ressaltar que a retomada das operações é imprescindível para a manutenção de 60% da sua força de trabalho em Minas Gerais e no Espírito Santo e para que continue a gerar empregos, pagar impostos e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico das comunidades.

A mineradora informou ainda que a adoção de um PDV foi sugerida pelos sindicatos para minimizar os impactos das demissões necessárias. O diretor do Sindicato Metabase Mariana, Sérgio Alvarenga, afirmou que a entidade é contra as demissões, mas se dispôs a negociar o documento, uma vez que a mineradora havia informado que as dispensas seriam inevitáveis. "A proposta final ficou aquém das expectativas", lamentou.
Assim como o Sindmetal-ES, o Metabase Mariana não pretende assinar o PDV, por discordar da cláusula que deduz de eventuais indenizações futuras os valores pagos nas demissões voluntárias.

Para ser implantado, o plano não necessita da anuência dos trabalhadores, mas, para o Sindmetal-ES, os sindicatos precisam estar de acordo com a cláusula contestada, uma vez que são os autores de diversas ações coletivas que tramitam na justiça. O Sindicato Metabase Mariana informou que pediu um parecer ao Ministério Público do Traba

 

Agência Brasil

 

 

Dornelles pede apoio das Forças Armadas para atuar nos Jogos Rio 2016

 

Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

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O governador em exercício Francisco Dornelles enviou hoje (15) ofício ao presidente interino, Michel Temer, solicitando o emprego das Forças Armadas no Rio de Janeiro, no período de 24 de julho a 19 de setembro. Os militares deverão atuar no policiamento ostensivo nas linhas Vermelha e Amarela, Avenida Brasil, Aeroporto Internacional Tom Jobim, devido ao elevado número de visitantes na cidade antes e durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

No documento, o governador em exercício destaca que a Polícia Militar não dispõe de recursos operacionais para o cumprimento de todas as demandas.

Dornelles informou durante os jogos, a PM não terá apoio da Força Nacional de Segurança Pública no policiamento ostensivo da cidade, uma vez que estará empregada de maneira maciça na segurança interna das instalações olímpicas.

Apoio do governo

Em visita ao Parque Olímpico da Barra da Tijuca, na terça-feira (14), o presidente interino Michel Temer participou de reunião do grupo de trabalho interministerial de coordenação e monitoramento dos Jogos. Antes, Temer se encontrou com os presidentes do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman.

Em reunião do grupo de trabalho, na semana passada, em Brasília, Temer destacou a importância dos Jogos para o país e reafirmou todo o apoio do governo federal na organização do evento. “O sucesso da Olimpíada significa o sucesso do nosso país. Faremos uma visita, vou ter um primeiro contato.Tenho este encontro com o senhor presidente do COI, até para dar uma injeção de ânimo", disse, na ocasião.

 

Agência Brasil

 

 

 

Pedidos de asilo ao Brasil aumentam quase 2.900% em seis anos, diz Conare

 

Flávia Villela – Repórter da Agência Brasil

O Brasil abriga 9 mil refugiados reconhecidos, de 78 países, em especial da Síria, República Democrática do Congo, Colômbia e Angola e esse número não para de crescer, devido às crises humanitárias e conflitos armados em diferentes partes do mundo: nos últimos seis anos houve aumento de mais de 2.860% nos pedidos de asilo, segundo o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare).

O Oficial de Proteção da Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil, Gabriel Godoy, disse hoje (16), em evento sobre o tema, no Rio de Janeiro, que em 2010 o país tinha 500 pedidos de refúgio por ano e hoje recebe 1.200 por mês. Em 2015, havia mais de 28 mil solicitações: “A realidade global tem tido impacto no Brasil, que tem visto um incremento vertiginoso dos pedidos de refúgio. O sistema de refúgio brasileiro tem que ser repensado para que se tenha maior capacidade de resposta a esse volume crescente de solicitações. Isso demanda mais recursos financeiros e humanos”.

Godoy participou de um seminário sobre a situação dos refugiados promovido pela Acnur, em parceria com a Cáritas, no Museu do Amanhã, zona portuária do Rio de Janeiro. Ele também defendeu a criação de um Plano Nacional de Integração Local para garantir mais direitos aos refugiados: “As diretrizes de acolhimento já estão na Constituição, mas precisam ser, de fato, uma prática na ponta, nas cidades em que essas pessoas passam a viver”.

O congolês Charle Congo mora no Rio há oito anos e veio para cá fugindo dos conflitos armados em seu país. Ele citou o idioma e o preconceito como os principais obstáculos para sua adaptação no Brasil: “Muita gente acha que refugiado é fugitivo, não gosta de refugiado. O protocolo que ganhamos quando chegamos também não ajuda, é um pedaço de papel e deixa alguns empregadores inseguros, acham que não vale nada”. Hoje, casado com uma brasileira e com um filho brasileiro, ele se diz quase brasileiro: “Depois, a gente se acostuma. Hoje, vivo as mesmas dificuldades e vantagens dos brasileiros”.

Conterrânea de Charle Congo, Naomi Kaka, 23 anos, está no Brasil há um ano e sete meses. Ela veio sozinha, fugindo da violência. “No meu país estudava contabilidade. A maior dificuldade para mim é que ainda não consegui trabalho”, comenta ela, que até hoje não conseguiu contato com a  família que deixou no Congo.

Coordenadora do Programa de Atendimento de Refugiados da Cáritas do Rio de Janeiro, Aline Thuller explicou que não para de crescer o número de mulheres congolesas chegando sozinhas ao Brasil, grávidas ou apenas com os filhos.

“O Congo, hoje, é conhecido como a capital mundial da violência sexual contra a mulher; então se uma família congolesa tiver condições de tirar alguém do país, escolhe a mulher e a criança, pois elas estão em uma situação mais vulnerável nesse contexto A situação de violência é muito grave no Congo. E esse número tende a aumentar, pois é um ano de eleições, em um país cujo presidente é ditador, o que deve acirrar os conflitos”, diz Aline.

Durante o seminário, os palestrantes também defenderam a inclusão na lista de refugiados daqueles perseguidos por sua orientação sexual. “Infelizmente ainda existem 86 países no mundo que criminalizam a relação homossexual e seis punem essa relação com pena de morte. “O Brasil tem reconhecido esses pedidos e essa é uma boa prática, mas ainda é um desafio. A Acnur defende que o conceito de refugiado seja interpretado de maneira mais abrangente”, afirmou Gabriel Godoy.

Colaborou a repórter Joana Moscatelli, do Radiojornalismo.

 

Agência Brasil

 

 

Rio: trânsito e mobilidade são destaques da nova versão do site Cidade Olímpica

 

Da Agência Brasil

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A 50 dias do início dos Jogos Olímpicos 2016, a prefeitura do Rio de Janeiro lançou hoje (16) a nova versão do site Cidade Olímpica. A plataforma que, antes veiculava vídeos e informava sobre o andamento das obras relacionadas ao evento, a partir de hoje servirá como serviço para os cariocas e visitantes que quiserem saber as melhores rotas a serem tomadas, vias interditadas e até preços de transportes públicos.

Segundo o prefeito Eduardo Paes, a ideia é voltada basicamente para os cariocas que terão o cotidiano bastante afetado por causa do maior evento esportivo do planeta. “Foi muito pensado [o site] para a população da cidade. É notório e inegável que todos teremos nossa vida muito alterada, mas por um motivo muito especial. Não queremos que o carioca saia da cidade durante os Jogos. Nosso povo é a alma do Rio de Janeiro e é ele que fará a alegria das competições. Então, nada mais justo que fazer esse serviço, mostrando quais vias da cidade estão com inversão de sentido, quais estão interditadas, qual o melhor caminho,etc.. É uma obrigação de todo morador do Rio, a partir de hoje, começar a se programar visando aos próximos meses e tomando como base o nosso portal”, disse.

Paes destacou que, por mais que o transtorno exista, muitas empresas estão dando férias coletivas aos seus empregados e que tanto a rede estadual quanto municipal de ensino também estarão de férias durante o período olímpico para facilitar o fluxo na cidade. O prefeito ressaltou que o site também é útil para quem vai presenciar as competições.

“Eu peço paciência e compreensão para todos, porque serão dias de algum transtorno, mas que valerão a pena. Eu vejo empresas dando férias aos seus funcionários e nossa comunidade escolar, tanto estadual como municipal, também receberá essas férias durante as Olimpíadas para que haja uma facilitação. De resto, basta acessar o portal para evitar dor de cabeça. Vale lembrar que quem for assistir a algum jogo ou a alguma prova também pode e deve entrar no site para conferir como chegar, sair, etc,”, acrescentou o prefeito.

De acordo com o secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani (PMDB-RJ), as faixas olímpicas, plano logístico que reservará faixa seletiva em várias vias da cidade para deslocamento de delegações e organizadores dos Jogos, estarão totalmente implantadas a partir do dia 25 de julho e quem não respeitás-la terá que pagar multa

“Infelizmente a gente tem que usar o recurso da multa, que ainda é o mais eficaz. Quem invadir a faixa olímpica deverá pagar R$ 1,5 mil de penalização. A gente espera que isso não seja necessário, até porque estamos divulgando sobre as faixas também no site Cidade Olímpica para o carioca ficar atento e não precisar passar por esta situação. A faixa olímpica não é uma mordomia, mas uma necessidade. Serão inúmeras delegações que treinaram anos visando àquele momento e devemos fazer de tudo para que saia da melhor maneira possível”, afirmou.

Os Jogos Olímpicos Rio 2016 serão realizados entre os dias 5 a 21 de agosto, com mais de 10 mil atletas de 206 países diferentes. Em 17 dias de competições, serão disputadas 306 provas com medalhas. Os Jogos Paralímpicos ocorrerão entre os dias 7 a 18 de setembro, trazendo mais de 4 mil atletas de 176 nações diferentes. Em 11 dias de disputa, serão realizadas 528 provas com medalhas.

 

Agência Brasil

 

 

Primeiras concessões devem ser anunciadas em 15 dias, diz Moreira Franco

 

Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil

O governo federal deve lançar em 15 dias o primeiro lote de concessões à iniciativa privada, dentro do novo modelo de parcerias. O anúncio foi feito hoje (16) pelo secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República, Moreira Franco, em sua conta na rede social Twitter.

Segundo ele, haverá uma reunião do conselho do PPI, que é presidido pelo presidente interino Michel Temer, para liberar as concessões.

"Há, pelo menos, 13 projetos adiantados em diversas áreas, em que o investimento privado vai ajudar o Brasil voltar a crescer", escreveu Moreira Franco.

Saiba Mais

O programa de concessões, que será denominado Crescer, deve definir regras padronizadas para as concessões na área de infraestrutura, para que não haja atrasos nas licitações.

Segundo Moreira Franco, a expectativa com relação às parcerias é desobstruir os empecilhos na regulamentação, na questão da segurança jurídica e na definição clara do papel dos estruturadores.

O governo também estuda alterações no modelo financeiro das concessões, com o incentivo à participação de bancos privados no financiamento de projetos de longo prazo.

Segundo uma fonte do governo, o primeiro lote de concessões deve incluir quatro rodovias, duas ferrovias e três terminais portuários, além da concessão dos aeroportos de Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Bahia, que já foi iniciada no governo anterior. 

Uma das mudanças que será incluída nas próximas concessões será a ampliação do prazo entre a publicação dos editais e a realização dos leilões. Atualmente, esse prazo é estabelecido entre 30 e 45 dias, mas, a pedido de investidores, o tempo será aumentado para 90 dias. Esse deverá ser um padrão para todas as concessões futuras.

 

Agência Brasil

 

 

Espécie rara na Baía de Guanabara, boto-cinza é encontrado morto em praia do Rio

 

Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

Um filhote de boto-cinza foi encontrado morto e com a carcaça retalhada na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. A espécie corre de extinção na área da baía e hoje exite uma população de apenas 34 botos-cinza no local. Presente no brasão da cidade do Rio e ícone da fauna marítima da baía, o boto-cinza já teve uma população de mais de 800 animais na década de 1970. Hoje, os poucos que sobraram estão entre os animais marítimos mais contaminados do mundo. Os botos da Baía de Guanabara são monitorados por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

O pequeno Acerola, de um ano e nove meses, foi encontrado morto em uma das praias da Ilha do Governador, com o corpo mutilado. O professor de Oceanografia da Uerj Alexandre Azevedo, do Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores (Maqua), disse que a causa da morte do filhote ainda está sendo apurada, mas que o aproveitamento da carcaça, que é crime ambiental, pode estimular a caça desses animais.

“Não encontramos indícios de que houve captura intencional do boto, somente que a carcaça teve uso após sua morte. Em 24 anos que monitoramos essa população, isso nunca havia acontecido. Isso é extremamente grave, pois esses animais silvestres estão ameaçados de extinção e se começarem a ser utilizados como isca ou como fonte de alimento, fará com que essa mortalidade aumente ainda mais”, disse. “Se esse animal passa a ser visto como fonte de recurso, pode encorajar uma captura direta dele. Isso é o que nos preocupa”.

Parte das vértebras foram arrancadas, bem como pedaços de músculo, do fígado e de gordura. O pesquisador disse que por meio da analise do que sobrou de Acerola foi possível identificar que o boto estava saudável. Azevedo explicou que a captura de um boto é muito difícil e que geralmente quando ocorre toda a carcaça é utilizada. “Talvez tenha sido uma captura acidental e então aproveitaram a carcaça”.

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Fiscalização

A equipe do Maqua vai se reunir com técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para discutir formas de ampliar a fiscalização e proteção dos botos. Um projeto com esse fim chegou a ser implementado no ano passado por dois meses, porém foi suspenso em janeiro devido à crise financeira do governo do estado. “Uma das atividades desse projeto era uma embarcação diária na área que os botos mais frequentam para identificar alteração ou atividade potencialmente impactante para os bichos para evitar mortalidades”.

O chefe da Estação Ecológica da Guanabara do ICMBio, Klinton Senra, recebeu a notícia do esquartejamento do animal com espanto. A unidade de conservação federal ajuda na proteção dos botos que frequentam a área, que engloba parte da baía. “Vamos ter que investigar para entender esse caso especificamente. Infelizmente, a morte de botos ocorrem, mas esse tipo de intervenção humana foi uma surpresa desagradável”, disse.

Klinton disse que a ocupação desordenada da baía, com excesso de embarcações e poluição, tem restringido os espaços de pescadores e botos em áreas cada vez menores, com peixes cada vez mais escassos, aumentando as chances de pesca acidental desses mamíferos. “A salvação desses botos vai depender de uma atuação muito mais incisiva e conjunta de diversos órgãos e da própria sociedade. Se não, só sobrará aqueles dois na bandeira do Rio de Janeiro”.

O Inea informou que vem incluindo medidas compensatórias nas emissões de licenças ambientais de empreendimentos do entorno da baía para a estruturação de um programa com o Macqua no valor de R$13 milhões em cinco anos. O projeto vai estudar, inclusive, a viabilidade de translocação de botos de outras baías.

O instituto informou que a Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria do Ambiente, fiscaliza o combate à pesca predatória e a prática de atividades criminosas na Baía de Guanabara.

 

Agência Brasil

 

 

Ex-prefeito de Mangaratiba e mais 42 pessoas são condenadas por fraudes

 

Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil

O ex-prefeito de Mangaratiba-RJ Evandro Bertino Jorge foi condenado ontem (15) a 52 anos de prisão em um esquema de fraudes em contratos que, segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desviou R$ 10 milhões da cidade da costa verde fluminense, entre março de 2011 e dezembro de 2013.

Outras 42 pessoas foram condenadas no mesmo processo, com penas que vão desde a prestação de serviço até 45 anos de prisão. A decisão foi do 2º Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

Conhecido como Evandro Capixaba, ele também foi condenado a pagar 340 salários mínimos de multa (cerca de R$ 300 mil) e terá que cumprir o início da pena em regime fechado. O réu foi julgado culpado pelos crimes de formação de quadrilha, uso de documento falso, coação no curso do processo e crimes da Lei de Licitações.

O ex-prefeito Evandro Capixaba e dois ex-secretários, Roberto Pinto e Sidney Ferreira, já estão detidos desde abril de 2015, e mais 11 mandados de prisão foram emitidos pelo TJ com a decisão de ontem.

Também foi condenado no processo o empresário Alberto Ahmed, dono do jornal O Povo do Rio, que imprimia edições falsas com editais de licitações para fornecimento de serviços e materiais para a prefeitura, segundo a acusação. O empresário foi condenado a 17 anos de prisão, com pagamento de multa de 800 salários mínimos (cerca de R$ 700 mil).

A pena de 17 anos também foi fixada para o ex-secretário de comunicação social Roberto Pinto dos Santos, que terá que pagar multa de 160 salários mínimos (cerca de R$ 140 mil). O então procurador-geral do município Leonel Silva Bertino Algebaile pagará o mesmo valor em multa e teve pena fixada em 21 anos de prisão.

Colaboração

Os demais condenados não terão que pagar multas. Dois acusados tiveram a pena reduzida em dois terços por colaboração premiada. Outras 12 pessoas foram condenadas a penas que variam entre 4 e 45 anos de prisão, entre elas o ex-secretário de governo e o ex-secretário de segurança pública. Outros 19 réus tiveram a pena convertida em prestação de serviços comunitários.

As denúncias foram apresentadas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que, em nota publicada em seu site, considerou a condenação "histórica". Ao todo, 44 pessoas foram denunciadas, e apenas uma foi absolvida.

As informações foram divulgadas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

A Agência Brasil não conseguiu entrar em contato com os advogados do ex-prefeito e do proprietário do jornal até o fechamento desta reportagem. Já os advogados que constam no processo como responsáveis pela defesa de Roberto Pintos dos Santos, afirmaram que não estão mais representando o réu.

A defesa de Leonel Silva Bertino Algebaile foi procurada por email, mas não respondeu ao pedido de posicionamento.

 

Agência Brasil

Defesa de Lula pede à PGR que investigue Moro por suposto abuso de autoridade

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou hoje (16) na Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação contra suposto “abuso de autoridade” cometido pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro. O pedido foi apresentado em nome do ex-presidente, da ex-primeira dama, Marisa Leticia, e dos quatro filhos de Lula.

De acordo com os advogados, a representação pede a apuração de “eventual violação à Convenção Interamericana de Direitos Humanos e à Lei nº 4.898/65, que trata dos crimes de abuso de autoridade”.

Na representação, a defesa argumenta que Moro privou o ex-presidente de liberdade por meio da condução coercitiva, no dia 4 de março, “sem prévia intimação desatendida”, e determinou a realização de busca e apreensão tanto na casa como em escritório de Lula e de seus familiares “sem a presença dos requisitos previstos em lei e acolhidos pela jurisprudência”, segundo nota divulgada pelos advogados.

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O juiz, segundo a defesa de Lula, também teria violado a lei quando autorizou e prorrogou o prazo para realizar interceptações de telefones usados pela família a também quando deu publicidade às conversas gravadas, que para a defesa, deveriam ter sido mantidas em sigilo.

“As ilegalidades, arbitrariedades e vazamentos constituem não atos isolados, mas uma estratégia definida para incriminar Lula e seus familiares, mesmo sem existência de fatos concretos, mas apenas hipóteses e pensamentos desejosos”.
A defesa critica ainda o suposto vazamento as medidas adotadas por Moro para a imprensa, que causou “grave prejuízo à imagem pessoal do ex-presidente no Brasil e no exterior” diz a nota divulgada pelos advogados.
De acordo com o texto, a peça protocolada na PGR lista os supostos abusos cometidos contra cada integrante da família do ex-presidente.
“O ex-presidente, que prestou todos os depoimentos para os quais foi intimado, segue à disposição da Justiça. Mas não abre mão de uma Justiça imparcial e que obedeça a Constituição Federal, os Tratados Internacionais dos quais o Brasil é signatário e a lei.”

Por meio da assessoria de comunicação, a Justiça Federal do Paraná disse que não vai se pronunciar sobre o tema.

 

Agência Brasil

 

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Fies: programa ainda precisa ser aperfeiçoado, dizem instituições particulares

 

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil

sala de aula

O Fies oferece financiamento de cursos em instituições privadas Arquivo/Agência Brasil

Instituições particulares de ensino superior vão buscar mais aprimoramento no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Elevar a renda máxima para o estudante obter o benefício é uma medida positiva, no entanto, segundo a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), o programa ainda precisa fazer adequações para ampliar o acesso ao ensino superior.

Ontem (16), o ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciou que será elevado de 2,5 para 3 salários mínimos, ou seja, em valores atuais, de R$ 2,2 mil para R$ 2.640, por pessoa o limite para se obter financiamento pelo Fies. O pleito das escolas particulares era de que esse patamar fosse elevado para 3,5 salários mínimos por pessoa, R$ 3.080.

"É um pleito do setor e do alunado. Achamos que aumentando a renda e baixando um pouco a nota será possível atingir pessoas mais carentes, que dependem do recurso para acesso ao ensino superior", diz o presidente da Abmes, Janguiê Diniz. Ele é fundador e presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional, o maior em número de unidades nas regiões Norte e Nordeste.

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Para Diniz, a elevação do patamar para três salários mínimos é positiva e sinaliza a atenção do governo para a questão. "Vamos trabalhar para aperfeiçoar ainda mais esse programa para o Brasil", diz.   

O Fies oferece financiamento de cursos em instituições privadas. Até 2014, o financiamento era concedido em qualquer época do ano a quem tivesse uma renda bruta de 20 salários mínimos por família. A partir de 2015, com o ajuste fiscal, o programa começou a ficar mais restrito, foi estabelecido o patamar de 2,5 salários mínimos e passou a ser exigida nota mínima no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), pelo menos uma média de 450 pontos nas provas.

Houve também reajuste dos juros, que passaram de 3,4% para 6,8%, e a extinção do financiamento de 100%. Agora, o estudante deve pagar parte da mensalidade. Há também uma parcela das vagas reservadas aos cursos prioritários, das áreas de saúde, engenharias, licenciaturas e pedagogia. Têm prioridade as instituições com melhores notas nas avaliações do Ministério da Educação (MEC).

De acordo com Diniz, as novas regras não acompanharam a demanda dos estudantes. Prova disso é que no último processo seletivo, no início do ano, das 250 mil vagas ofertadas, mais de 100 mil não foram preenchidas. Para as instituições, o Fies representou queda na indimplência no pagamento das mensalidades. Atualmente, programas como o Fies e o Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas de estudo em instituições privadas, representam 40% das vagas nas particulares - de acordo com dados de 2014. 

Em entrevista, Mendonça Filho disse que a pasta enfrenta dificuldades financeiras e que não há condições para elevar ainda mais o patamar da renda imediatamente. Segundo ele, as demais regras, entre elas a nota mínima no Enem e a reserva de vagas nos cursos prioritários, serão mantidas.

No segundo processo seletivo deste ano, o MEC oferecerá 75 mil vagas, número superior às 61,5 mil vagas ofertadas no segundo semestre do ano passado. No total, o investimento será de R$ 450 milhões. Atualmente, 2,1 milhões de estudantes participam do programa.

 

Agência Brasil

 

Henrique Eduardo Alves é o terceiro ministro de Temer a pedir demissão

 

Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil

Brasília - O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, é alvo da Operação Catilinárias. A PF cumpre mandados no Distrito Federal e em sete estados (José Cruz/Agência Brasil)

Depois de um mês no cargo, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pede demissão. Ele foi citado nos depoimentos de Sérgio Machado, dados em acordo de delação premiada à força-tarefa da Lava JatoJosé Cruz/Agência Brasil

Após ser citado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pediu hoje (16) demissão do cargo. A informação foi confirmada pela Assessoria de Imprensa da Presidência da República.

O ex-presidente da Câmara Henrique Alves teria recebido, segundo Machado, R$ 1,55 milhão em doações eleitorais com recursos ilícitos.

Ele é o terceiro ministro, após pouco mais de um mês do governo interino de Michel Temer, a cair depois de denúncias relacionadas à Operação Lava Jato. Romero Jucá, que foi ministro do Planejamento, e Fabiano Silveira, da Transparência, Fiscalização e Controle, saíram dos cargos após divulgação de trechos da delação de Machado, em áudio, em que eles criticavam a operação.

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Alves enviou uma carta com o pedido de demissão a Temer, mas, até o final da tarde, o teor não foi divulgado. Na noite de ontem (15), o ministro esteve no Palácio do Planalto reunido com o presidente interino.

O sigilo dos depoimentos de Sérgio Machado à força-tarefa da Operação Lava Jato foi retirado pelo ministro do Supremo Tribunal Federall (STF) Teori Zavascki, relator dos inquéritos da operação na Corte. Machado citou o presidenteinterino Michel Temer e mais de 20 políticos, entre eles o presidente do Senado, Renan Calheiros, os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Romero Jucá (PMDB-RR), além do ex-deputado Cândido Vaccarezza (PT) e do ex-presidente José Sarney (PDMB-AP). Os políticos negaram as acusações.

A assessoria de imprensa do Ministério do Turismo publicou a íntegra da carta com o pedido de demissão de Alves no início da noite. Veja a íntegra:

Brasília, 16 de junho de 2016.
Excelentíssimo Senhor Presidente Michel Temer,
O momento nacional exige atitudes pessoais em prol do bem maior. O PMDB, meu partido há 46 anos, foi chamado a tirar o Brasil de uma crise profunda. Não quero criar constrangimentos ou qualquer dificuldade para o governo, nas suas próprias palavras, de salvação nacional. Assim, com esta carta entrego o honroso cargo de Ministro do Turismo.
Estou seguro de que todas as ilações envolvendo o meu nome serão esclarecidas. Confio nas nossas instituições e no nosso Estado Democrático de Direito. Por isso, vou me dedicar a enfrentar as denúncias com serenidade e transparência nas instâncias devidas.
Pensei muito antes de tomar esta difícil decisão, porque acredito que o Turismo reúne as melhores condições para ajudar o Brasil a enfrentar o momento difícil que vive. Esta foi a motivação que me levou a voltar ao comando do Ministério depois de tê-lo deixado por uma questão política, de coerência partidária.
Acredito ter honrado os desafios do setor no pouco mais de um ano que estive no Ministério do Turismo. Registramos conquistas importantes como a isenção de vistos para países estratégicos durante a Olimpíada e Paralimpíada, a redução do imposto de renda para o turismo internacional e a execução de obras de infraestrutura turística em todas as regiões, para citar alguns exemplos.
Presidente Michel, agradeço à sua sempre lealdade, amizade e compromisso de uma longa vida política e partidária, sabendo que sempre estaremos juntos nessa trincheira democrática em busca de uma nação melhor. A sua, a minha, a nossa luta continuam. Pelo meu Rio Grande Norte e pelo nosso Brasil.

Respeitosamente,

Henrique Eduardo Alves

* Matéria alterada às 19h42 para inclusão da íntegra da carta de demissão do ministro

 

Agência Brasil

 

 

Padilha diz que governo Temer apoia a Lava Jato

 

Flavia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje (16), durante almoço-debate do Grupo de Líderes Empresariais, que o governo do presidente interino Michel Temer apoia a Lava Jato e espera que a operação alcance resultados efetivos.

“Tenho certeza de que as autoridades da Lava Jato saberão o momento em que deverão pegar, aprofundar e apontar e pensar em concluir. Temos que fazer que tenha o melhor e maior resultado possível. É certo que todos estamos pensando neste momento quem é culpado e quem não é”, disse o ministro.

Sobre a citação a Temer na delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, Padilha disse que o presidente em exercício negou que tenha se encontrado com Machado para pedir dinheiro para campanhas de candidatos do PMDB, como denunciou o delator.

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“Não temos nada comprovado sob o ponto de visto penal. Do meu ponto de vista isso não pode prejudicar o governo em nada. O que Michel Temer disse no começo foi que se aparecerem provas que possam dar algum sinal de ilícitos, ele se afasta. A citação foi gratuita, essa conversa não existiu.”

Na delação, Machado citou Temer e outros 20 políticos que teriam se beneficiado com propinas da Petrobras. Temer teria atuado para captar recursos ilícitos para a campanha do então candidato do PMDB à prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, em 2012.

Diante das repercussões da delação de Machado sobre a cúpula do PMDB, Padilha disse que é importante que o governo tenha a sabedoria política para conseguir manter o apoio no Congresso Nacional e aprovar reformas, como a da Previdência, a fiscal e a trabalhista. “Todas as reformas são absolutamente viáveis. Estamos fazendo negociação prévia profunda com a sociedade para que não se jogue toda a responsabilidade no Congresso. Se conseguirmos manter a credibilidade com sociedade, seguramente o Congresso vai continuar conosco.”

Reeleição

Padilha reiterou que o presidente interino Michel Temer (PMDB) não será candidato à Presidência da República em 2018. “A missão dele é recolocar o Brasil nos trilhos do progresso e do desenvolvimento. Não tem reeleição. Se em algum momento tivermos que tomar medidas mais duras não haverá nenhum tipo de preocupação. A preocupação que tem é fazer o Brasil chegar onde tem que chegar.”

 

Agência Brasil

 

Machado derruba mais um

Alan Marques/ Folhapress

Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) pediu demissão do cargo de ministro do Turismo depois de ser citado na delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.
Segundo Machado, Alves teria recebido R$ 1,55 milhão em doações eleitorais fruto de esquema de propina investigado na Operação Lava Jato. Ele é o terceiro ministro nomeado pelo presidente interino, Michel Temer (PMDB), a deixar o governo. Leia mais

 

"Nada a temer"

André Dusek/Estadão Conteúdo

O presidente interino, Michel Temer, disse que, se ele tivesse cometido algum delito, não teria condições de presidir o país. Temer se referia à delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, à Operação Lava Jato.
Segundo Machado, Temer negociou com ele o repasse de R$ 1,5 milhão de propina para a campanha de Gabriel Chalita (PDT) à Prefeitura de São Paulo, em 2012, pelo PMDB. Leia mais

 

 

Cunha na berlinda

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Se a cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fosse votada hoje no plenário da Câmara, pelo menos 273 deputados votariam a favor da perda do mandato. Isso significa 16 votos a mais do que os 257 necessários.
Este é o resultado de enquete feita pelo blog do jornalista Fernando Rodrigues com os líderes das bancadas. O levantamento ouviu líderes de 21 dos 27 partidos com representação na Câmara. Leia mais

 

 

Mercado em movimento

Daniel Marenco/Folhapress

A Bovespa fechou hoje em alta de 1,02%, com 49.411,62 pontos, o segundo avanço seguido. A alta de hoje foi puxada, principalmente, pelo desempenho positivo das ações dos bancos.
No mercado de câmbio, o dólar comercial quebrou uma sequência de duas quedas e teve leve alta de 0,1%, cotado em R$ 3,47. Leia mais

 

Sem CPMF, por enquanto

Nelson A.
 Ishikawa/iStock

O governo vai enviar ao Congresso uma revisão da meta fiscal de 2017, descartando os R$ 33 bilhões previstos inicialmente com a CPMF. As informações são do ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.
O projeto original da Lei de Diretrizes Orçamentárias foi enviado pela presidente afastada Dilma Rousseff em abril e prevê um deficit de R$ 65 bilhões para o governo federal. O ministro Oliveira disse também que o governo vai trabalhar com novo deficit no ano que vem, mas ainda está calculando a nova meta. Leia mais

 

 

Mês ruim à vista

Paulo Whitaker/Reuters

As vendas de carros voltaram a pisar no feio na primeira quinzena de junho. Nesse período, foram comercializadas 78.211 unidades, ou 7.110 carros/dia, o que é o pior desempenho em vendas diárias desde fevereiro.
A GM manteve a liderança, com 14.010 carros vendidos nos primeiros 15 dias deste mês. A Fiat vem em segundo lugar, com 11.905 unidades vendidas. Leia mais

 

 

Asilo negado

BBC/Simon Ellis

Uma brasileira grávida que pediu extensão de visto para ficar no Reino Unido, com medo da epidemia de zika no Brasil, teve o pedido negado e pode ser deportada "em dias".
A paulista Deiseane Santiago engravidou em janeiro, enquanto visitava o noivo na Inglaterra, com um visto válido por cinco meses. Com medo da doença, que pode causar microcefalia e outras alterações cerebrais em bebês, pediu para ficar em território britânico até depois do parto. Leia mais

 

E o salário, ó...

Ernesto 
Rodrigues/Folhapress

Tite, novo técnico da seleção brasileira de futebol, deve receber o mesmo salário de Dunga, demitido do cargo depois da eliminação na Copa América. Ele ganhava cerca de R$ 600 mil por mês.
Tite já vai começar a planejar a preparação para o jogo pelas eliminatórias da Copa, contra o Equador, em setembro. Tite foi contratado com a missão de classificar o Brasil para a Copa da Rússia. Leia mais]]

 

F1 no Brasil ameaçada

Mark Thompson/Getty Images

Felipe Massa disse que o Brasil pode perder a etapa no mundial de Fórmula 1 em breve. Para o piloto da Williams, é real a ameaça do chefão da categoria, Bernie Ecclestone, de acabar com a etapa brasileira já em 2017.
O contrato para a realização do GP do Brasil foi renovado há dois anos e é válido até a temporada 2020. Mas a imprensa alemã publicou que o vínculo pode ser rompido por dificuldades financeiras dos organizadores da prova. Leia mais

 

 

Vem aí, nos cinemas...

MARCOS MESQUITA

O musical Wicked, sucesso da Broadway, vai virar filme em dezembro de 2019. O anúncio foi feito hoje pelo estúdio Universal. O diretor será Stephen  Daldry, que cuidou da adaptação do musical Billy Elliot para os cinemas.
O espetáculo conta a história das bruxas de O Mágico de Oz. O musical também ganhou uma montagem no Brasil, que está em cartaz em São Paulo até setembro deste ano.Leia mais

 

 

Ministro do Planejamento admite meta fiscal negativa em 2017

 

Daniel Lima - Repórter da Agência Brasil

Brasília - O ministro interino do Planejamento, Dyogo de Oliveira, durante audiência pública na Comissão Mista de Orçamento sobre o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Brasília - O ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, participou hoje de audiência pública na Comissão Mista de Orçamento sobre o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2017 Antonio Cruz/ Agência Brasil

O ministro interino do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, admitiu hoje (16) uma meta fiscal negativa em 2017. Ele participou de audiência pública na Comissão Mista de Orçamento, na Câmara dos Deputados, quando anunciou que o governo apresentará novos parâmetros macroeconômicos - como inflação, crescimento e metas fiscais - para os ajustes necessários ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2017.

Na projeção enviada anteriormente ao Congresso Nacional, a estimativa para o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) era de superávit primário zero. “Com certeza, que não será possível cumprir o que estava no projeto da LDO, que era uma meta zero. Nós teremos uma meta com resultado negativo, com certeza”, disse.

O ministro destacou, também, que o governo pretende anunciar para 2017 uma meta simples, sem abatimentos. Segundo ele, como foi feito em 2016, este será “o caminho” também para o próximo ano.

Abatimentos

No texto, sem alteração, que ainda está no Congresso Nacional, o governo previa abatimentos com a possibilidade de um déficit primário de até R$ 65 bilhões (-0,96% do Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas pelo país), sendo R$ 42 bilhões em caso de queda na arrecadação e R$ 23 bilhões para financiar gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Dyogo Oliveira admitiu, ainda, que a revisão do impacto do reajuste dos servidores, corrigida pelo Ministério do Planejamento, aparecerá na nova meta de 2017. “A nova meta será impactada por todas as despesas. Evidente que todas as despesas de pessoal impactam essa nova meta”, afirmou.

Esta semana, o Ministério do Planejamento divulgou uma correção sobre o impacto do reajuste de servidores federais até 2018, que é de R$ 67,7 bilhões e não de R$ 52,9 bilhões como anunciado anteriormente. O reajuste foi aprovado no dia 2 de junho pela Câmara dos Deputados.

 

 

Agência Brasil

 

Cunha reafirma que não será delator e nega conflito com clientes de sua advogada

 

Carolina Gonçalves – Repórter da Agência Brasil

Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, é alvo da Operação Catilinárias deflagrada hoje pela PF no Distrito Federal e em sete estados (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente afastado da Câmara diz também que não há conflito com advogados que defendem sua mulher,  Cláudia  Cruz       Arquivo/Agência  Brasil

Recorrendo novamente às redes sociais para se manifestar sobre os últimos fatos divulgados pela imprensa, o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou hoje (16) a rechaçar o que chamou de “ilação mentirosa”: a possibilidade de se tornar delator da Operação Lava Jato. Cunha disse que não tem qualquer conflito com outros clientes defendidos por sua advogada, Fernanda Tortima.

A advogada foi citada pelo jornal O Estado de S. Paulo, que destacou sua atuação na defesa de outros nomes que negociaram delação premiada, como o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, autor gravações divulgadas nos últimos dias em que revela o repasse de propina para políticos de seis partidos, entre os quais, membros da cúpula do PMDB.

“Cada advogado sabe se existe conflito entre seus clientes e, a partir daí, opta para solucionar o conflito. Não tenho qualquer conflito com clientes dela [Fátima]”, afirmou. Cunha disse que Fernanda é sua advogada há anos e assegurou que nunca perguntou, ou vai perguntar, quem são os outros clientes e que tipo de trabalho Fernanda desenvolve para eles.

Eduardo Cunha acrescentou que sua mulher, Cláudia Cruz, ré na Lava Jato pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo valores provenientes do esquema criminoso instalado na Diretoria Internacional da Petrobras, também é defendida por advogados que têm outros clientes que colaboram com a Justiça, mas que não tem qualquer conflito com ele.

“Se tivermos de restringir que advogado que participa de delação não advoga para quem não participa, faltará advogado no mercado”, disse o parlamentar, negando novamente qualquer intenção de se tornar delator. “Não cometi qualquer crime e não tenho o que delatar”, afirmou.

 

 

Agência Brasil

 

Declaração de Janot é criminosa e atesta autoria de vazamento, diz Renan

 

Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil

O argumento usado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a retirada do sigilo da delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado constitui uma declaração “criminosa”, disse hoje (16) o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Em seu pedido, Janot escreveu querer evitar “uma crise institucional” no país, após o vazamento de trechos da delação. Para Renan, o procurador-geral “assume a paternidade do vazamento”.

Renan Calheiros disse que irá conversar com o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, para colocar o Senado à disposição das investigações sobre o vazamento de seu pedido de prisão. Em entrevista de mais de meia hora, no Salão Azul, Renan criticou duramente os atos praticados por Janot, que, para ele, teriam o objeto de “expor e enfraquecer a instituição”.

Após ter dito ontem (15), em plenário, que tomaria uma decisão até a semana que vem sobre o pedido de impeachment de Janot, Renan especificou que o fará na próxima quarta-feira (22).

Ele disse estar com a consciência “absolutamente tranquila” a respeito de sua condição para analisar o pedido, mesmo tendo sido alvo do pedido de prisão feito pela Procuradoria-Geral da União (PGR), mas acrescentou que irá se declarar impedido de dar um parecer, caso tenha sido citado na solicitação de impeachment.

O pedido de impeachment contra Janot apresentado na terça-feira à noite, por duas advogadas ligadas a entidades que defendem o impeachment de Dilma, traz como um dos argumentos os pedidos de prisão de Renan, do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e do ex-presidente da República José Sarney, feitos pelo Ministério Público.

Saiba Mais

Consciência

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse ainda que as alegações, “mais do que mentirosas, totalmente criminosas”, feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, em sua delação premiada, não vão prejudicar o andamento das propostas apresentadas pelo governo interino no Senado.

“Há uma consciência no Congresso Nacional e no Senado Federal de que precisamos criar condições para o presidente Michel Temer governar. Não há nenhuma coisa posta ao Michel Temer. O que está posto ao Brasil neste momento é o Michel Temer, então é em torno deste governo provisório, provisório sim, que temos que criar uma agenda, ajudar na estabilização da economia”, disse Renan.

O presidente do Senado disse que irá se reunir com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na próxima semana, na residência oficial, para discutir o andamento das quatro matérias apresentadas pelo governo interino à Casa, entre elas o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que impõe um limite aos gastos públicos anuais.

Renan voltou afirmar que a denúncia de que teria recebido R$ 32 milhões em propinas de Machado é “mentirosa do começo ao fim, não apresenta uma prova sequer”.

Lei das delações

Mais uma vez, Renan defendeu mudar a lei das delações, para que pessoas presas não possam prestar depoimento, pois em tais condições, o delator “compromete até a mãe, imagine um amigo”.

Ele criticou também os acordos para a restituição de recursos desviados. “Não acho isso razoável, seja a que pretexto for, você encontrar R$ 1 bilhão, R$ 1,5 bilhão, R$ 2 bilhões em contas no exterior, e essas pessoas façam um acordo para devolver R$ 70 milhões, que limpe mais de R$ 1 bilhão. Acho que isso não pode acontecer”.

Procurada pela reportagem, a Procuradoria-Geral da República informou que não irá se manifestar sobre as declarações.

 

Agência Brasil

 

Em nota, Machado reafirma que Temer pediu recursos para campanha de Chalita

 

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil

O ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, divulgou hoje (16) uma nota pública em resposta ao pronunciamento do presidente da República interino, Michel Temer. A delação premiada de Machado, no âmbito da Operação Lava Jato, tornou-se pública ontem (15). Em um dos trechos, Machado diz que Michel Temer pediu recursos ilícitos para a campanha do então candidato à prefeitura de São Paulo, em 2012, Gabriel Chalita. Em pronunciamento hoje, o presidente interino classificou de “manifestação irresponsável”, “leviana”, “criminosa” e “mentirosa” a declaração do ex-presidente da Transpetro. 

Machado reiterou, na nota, o pedido feito por Temer e disse que, como presidente da Transpetro, encaminhou a solicitação de doação oficial à construtora Queiroz Galvão, que era fornecedora da Transpetro. No texto do acordo da delaçõa premiada, Machado afirma que o presidente interino Michel Temer negociou com ele, em 2012, o repasse de R$ 1,5 milhão em propina para financiar a campanha de Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo. Esses recursos, de acordo com o ex-presidente da Transpetro teriam sido dados pela construtora Queiroz Galvão.

“Em setembro 2012, fui procurado pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), presidente em exercício do partido, com uma demanda do então vice-presidente da República, Michel Temer: um pedido de ajuda para o candidato do PMDB a prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita, porque a campanha estava em dificuldades financeiras”, diz a nota. “Naquele mesmo mês, estive na Base Aérea de Brasília com Michel Temer, que embarcava para São Paulo. Nos reunimos numa sala reservada; Na conversa, o vice-presidente Michel Temer solicitou doação para a campanha eleitoral de Chalita”, continuou Machado, na nota.

Ele também disse que o então “vice-presidente e todos os políticos citados sabiam que a solicitação seria repassada a um fornecedor da Transpetro, através de minha influência direta. Não fosse isso, ele teria procurado diretamente a empresa doadora”. Sérgio Machado diz que “é fato” que nunca esteve com Gabriel Chalita.

O conteúdo da delação premiada do ex-presidente da Transpetro provocou reações de políticos em Brasília. Além do presidente interino, que fez pronunciamento, em que classificou de mentirosas e levianas as declarações de Machado, o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), também desqualificou Machado e o uso da delação premiada. Renan é apontado por Machado como receptor de mais de R$ 30 milhões em propinas.

Michel Temer

O presidente interino Michel Temer classificou hoje (16) de “manifestação irresponsável”, “leviana”, “criminosa” e “mentirosa” a declaração do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, de que Temer tenha pedido recursos ilícitos para a campanha do então candidato à prefeitura de São Paulo, em 2012, Gabriel Chalita. Temer disse, ainda, que não vai permitir que “um fato leviano” como esse embarace a atividade governamental.

Saiba Mais

“Surge um fato leviano como esse que pode embaraçar a atividade governamental. Mas quero registrar, nada embaraçará nossa missão, nossa tarefa de fazer com que nesse período que estou à frente da Presidência da República, com uma equipe econômica extraordinária, nada impedirá que nós continuemos a trabalhar em prol do Brasil e do povo brasileiro”, disse em pronunciamento à imprensa, no Palácio do Planalto.

“Quero me dirigir à minha família, aos muitos amigos e conhecidos que tenho no Brasil, ao povo brasileiro, para dizer que não deixarei passar em branco essas afirmações levianas”, ressaltou. Temer disse que sempre que surgirem fatos dessa natureza virá a público para esclarecê-los.

Renan Calheiros

O presidente do Senado, Renan Calheiros  disse que as declarações de Machado são “mais do que mentirosas, totalmente criminosas” e não vão prejudicar o andamento das propostas apresentadas pelo governo interino no Senado.

“Há uma consciência no Congresso Nacional e no Senado Federal de que precisamos criar condições para o presidente Michel Temer governar. Não há nenhuma coisa posta ao Michel Temer. O que está posto ao Brasil neste momento é o Michel Temer, então é em torno deste governo provisório, provisório sim, que temos que criar uma agenda, ajudar na estabilização da economia”, disse Renan.

Renan voltou a afirmar que a denúncia de que teria recebido mais de R$ 3 milhões em propinas de Machado é "mentirosa do começo ao fim, não apresenta uma prova sequer".

Veja a íntegra da nota de Sérgio Machado:

Sobre o pronunciamento feito hoje pelo Presidente Interino Michel Temer, reafirmo que:
1) Quando se faz acordo de colaboração assume-se o compromisso de falar a verdade e não se pode omitir nenhum fato; falo aqui sob esse compromisso;
2) Em setembro 2012 fui procurado pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), presidente em exercício do partido, com uma demanda do então vice-presidente da República, Michel Temer: um pedido de ajuda para o candidato do PMDB a prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita, porque a campanha estava em dificuldades financeiras;
3) Naquele mesmo mês, estive na Base Aérea de Brasília com Michel Temer, que embarcava para São Paulo. Nos reunimos numa sala reservada;
4) Na conversa, o vice-presidente Michel Temer solicitou doação para a campanha eleitoral de Chalita;
5) O vice-presidente e todos os políticos citados sabiam que a solicitação seria repassada a um fornecedor da TRANSPETRO, através de minha influência direta. Não fosse isso, ele teria procurado diretamente a empresa doadora;
6) Após esta conversa mantive contato com a empresa Queiroz Galvão, que tinha contratos com a TRANSPETRO, e viabilizei uma doação de R$ 1,5 milhão feita ao diretório nacional do PMDB; o diretório repassou os recursos diretamente à campanha de Chalita. A doação oficial pode ser facilmente comprovada por meio da prestação de contas da campanha do PMDB ;
7) É fato que nunca estive com Chalita;

Sérgio Machado

 

Agência Brasil

 

Temer diz que acusações de Machado são “mentirosas e criminosas"

 

Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Presidente interino Michel Temer faz pronunciamento no Palácio do Planalto ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente interino Michel Temer faz pronunciamento no Palácio do Planalto Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente interino Michel Temer classificou hoje (16) de “manifestação irresponsável”, “leviana”, “criminosa” e “mentirosa” a declaração do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, de que Temer tenha pedido recursos ilícitos para a campanha do então candidato à prefeitura de São Paulo, em 2012, Gabriel Chalita. Temer disse, ainda, que não vai permitir que “um fato leviano” como esse embarace a atividade governamental.

“Surge um fato leviano como esse que pode embaraçar a atividade governamental. Mas quero registrar, nada embaraçará nossa missão, nossa tarefa de fazer com que nesse período que estou à frente da Presidência da República, com uma equipe econômica extraordinária, nada impedirá que nós continuemos a trabalhar em prol do Brasil e do povo brasileiro”, disse em pronunciamento à imprensa, no Palácio do Planalto.

Saiba Mais

“Quero me dirigir à minha família, aos muitos amigos e conhecidos que tenho no Brasil, ao povo brasileiro, para dizer que não deixarei passar em branco essas afirmações levianas”, ressaltou. Temer disse, ainda, que sempre que surgirem fatos dessa natureza virá a público para esclarecê-los.

Histórico

Sérgio Machado, que prestou vários depoimentos no âmbito das investigações da Operação Lava Jato, em acordo de delação premiada, disse que Michel Temer negociou com ele o repasse de R$ 1,5 milhão em propina para financiar a campanha de Chalita.

Esses recursos, de acordo com o ex-presidente da Transpetro, teriam sido dados pela construtora Queiroz Galvão. Ainda segundo Machado, a negociação aconteceu em setembro de 2012 na Base Aérea de Brasília e o repasse foi feito pela construtora.

Ontem (15), em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Temer afirmou ser “absolutamente inverídica” a versão de que teria solicitado recursos ilícitos ao ex-presidente da Transpetro.

Temer disse que mantinha com Machado apenas um relacionamento formal e que “jamais permitiu arrecadação fora dos ditames da lei, seja para si, para o partido e, muito menos, para outros candidatos que, eventualmente, apoiou em disputas”.

 

 

Agência Brasil

Vídeo – Lindbergh se enrola e diz que “neoliberalismo” começou na China… no governo Pinochet!

Depois do "Tomas Turbando" de Cardozo, Bancada da Chupeta segue se superando

Em matéria de nonsense, a Bancada da Chupeta se supera a cada dia na comissão do impeachment.
Na sessão desta sexta-feira, ao alegar que Michel Temer precisou recorrer ao “golpe” porque jamais seria eleito com o plano de governo que está colocando em prática, Lindbergh Farias (PT-RJ) foi tentar fazer uma analogia histórica e acabou passando mais um vexame.
O senador petista disse que “o primeiro país onde o ‘neoliberalismo’ foi aplicado foi na China(!), no governo de Pinochet”!
Mas o país que o general Augusto Pinochet governou com mão de ferro, entre 1973 e 1990, foi o Chile…
O “Lindinho de Nova Iguaçu” não dá mesmo uma dentro. Assista.
Na quinta-feira, uma intervenção de José Eduardo Cardozo já tinha virado motivo de chacota.
Ao listar uma série de “juristas” que deram pareceres em defesa de Dilma, o advogado da petista citou um “Tomás Turbando Bustamante”.
Ou seja: não uma pessoa, mas um cacófato sugestivamente pornográfico.
Na verdade, Cardozo se referia ao jurista Thomas da Rosa de Bustamante, professor de filosofia do direito da UFMG, que escreveu um parecer apresentado pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), defendendo a junção do pedido de impeachment de Temer ao de Dilma.
Mas, diante do nível de argumentação dos petistas, entendemos perfeitamente a confissão. Assista.
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