Poupança registra saída de R$ 23 bilhões no trimestre, maior da história

por Alexandro Martello

Valor equivale quase ao mesmo montante do ingresso de todo ano passado.
Em março, saída somou R$ 11,43 bilhões, maior valor mensal desde 1995.


A caderneta da poupança registrou a saída líquida (retiradas menos depósitos) de R$ 11,43 bilhões em março, informou o Banco Central nesta terça-feira (7). Trata-se, de longe, da maior retirada de recursos da mais tradicional modalidade de investimentos do país para todos os meses. A série histórica da autoridade monetária tem início em janeiro de 1995.

Março foi o terceiro mês consecutivo no qual a poupança registrou recorde de saídas de valores. Em janeiro, R$ 5,52 bilhões haviam deixado a caderneta de poupança, valor que subiu para R$ 6,26 bilhões em fevereiro deste ano e para mais de R$ 11 bilhões em março.

No acumulado do primeiro trimestre, a retirada líquida (acima do valor dos ingressos) de recursos da poupança somou R$ 23,23 bilhões, também o maior valor da historia para o trimestre. O montante representa quase o valor de toda a entrada de recursos registrada no ano de 2014 fechado - que foi de R$ 24,03 bilhões.

Com isso, o volume total de recursos aplicados na caderneta recuou novamente em março. No fim do ano passado, o estoque de recursos na poupança totalizava R$ 662,7 bilhões, passando para R$ 660 bilhões em janeiro e para R$ 658 bilhões em fevereiro. No fim do mês passado, já estava em R$ 650 bilhões.

Cenário econômico difícil

A evasão de valores da mais tradicional modalidade de investimentos do país acontece em um momento difícil: de alta da inflação, dos juros, dos impostos e, também, do endividamento das famílias.
Recentemente, o IBGE informou que a prévia da inflação oficial do país, medida pelo IPCA-15, ficou em 1,24% em março. No acumulado de 12 meses, o índice foi para 7,9%, o maior desde maio de 2005 (8,19%).

No ano, a taxa é de 3,5%. Ao mesmo tempo, os juros básicos da economia, fixados pelo Banco Central, estão no maior patamar em seis anos. As taxas bancárias, por sua vez, bateram recorde em fevereiro.
No início deste ano, para tentar reequilibrar as contas públicas, o governo promoveu uma rodada de aumentos de tributos. Subiram tributos sobre carros, empréstimos, importados, cosméticos, combustíveis e, também, sobre empresas. Além disso, também foram limitados benefícios sociais, como o seguro-desemprego e o abono salarial, entre outros.

De acordo com o BC, o endividamento das famílias com os bancos, em relação à renda acumulada dos últimos doze meses, somou 46,35% em janeiro (último dado disponível), o segundo maior da história, perdendo apenas para outubro de 2014 (46,4%).

Rentabilidade baixa

Para completar o quadro, a poupança tem perdido atratividade frente a outros investimentos. Segundo análise da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), com a nova alta dos juros básicos, para 12,75% ao ano, a poupança tem perdido dos fundos de investimento "na maioria das situações".

Isso ocorre porque o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic. Já o rendimento das cadernetas, quando a taxa de juros está acima de 8,5%, está limitado em 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR).

De acordo com cálculos do administrador de investimentos, Fabio Colombo, o rendimento da poupança ficou em 1,75% no primeiro trimestre deste ano. No mesmo período, o ouro subiu 21,5% e o dólar avançou 21,1%. Os títulos indexados ao IPCA (inflação oficial) tiveram um rendimento (indicativo) de 5,3% e os fundos de renda fixa renderam, em média, 3,14%.

Colombo avaliou que, para abril, a poupança permence "interessante" somente para investidores que não têm acesso a fundos DI ou renda fixa, com taxas de administração inferiores a 3,5% a 4,0% ao ano (movimentação em até 6 meses – alíquota de IR de 22,5%) ou 4% a 4,5% ao ano (movimentação acima de 2 anos – alíquota de IR de 15%).

Fundo de reserva

Especialistas avaliam que, independentemente do rendimento, a caderneta de poupança ainda pode ser uma boa opção de investimento em alguns casos. Pode ser uma boa alternativa, por exemplo, para pequenos poupadores (com pouco dinheiro guardado), para pessoas que buscam aplicações de curto prazo (poucos meses) ou que procuram formar um "fundo de reserva" para emergências – uma vez que não há incidência do Imposto de Renda.

Nos fundos de investimento, ou até mesmo no Tesouro Direto (programa do governo de compra de títulos públicos pela internet) há cobrança do imposto de renda e, na maior parte dos casos, de taxa de administração. Nos fundos de investimento e no Tesouro Direto, o IR incide com alíquota regressiva, ou seja, quanto mais tempo os recursos ficarem aplicados, menor é o valor da alíquota incidente no resgate.
Fonte: G1 notícias - 07/04/2015 e Endividado
 
 


Medida do governo sobre terceirização divide especialistas e empresários

por CLAUDIA ROLLI

A medida proposta pelo governo federal -de que as empresas que contratam mão de obra de terceiros mantenham a responsabilidade de pagar os encargos trabalhistas e previdenciários (FGTS e a contribuição ao INSS) -divide a opinião de especialistas, sindicalistas e empresários.

A Fiesp, que reúne as indústrias paulistas, é favorável à proposta desde que não implique alta de qualquer tributo.

"Nossa preocupação é para que não haja esperteza de espécie alguma do governo para aumentar imposto, seja de quem toma ou de quem presta o serviço especializado", diz Skaf.

Pela proposta feita pelo ministro Joaquim Levy e incluída no projeto que regulamenta as terceirizações no país pelo relator e deputado Arthur Maia (SDD-BA), as empresas que terceirizam atividades podem reter os valores de impostos e encargos trabalhistas e depois descontar do valor do contrato a pagar às terceirizadas.

Na avaliação do advogado trabalhista Luis Carlos Moro, a proposta do governo é uma "verdadeira confissão" de que a terceirização é uma forma de lesar o trabalhador.

"O governo inverte a lógica de respeitar o direito do trabalhador. Pode sonegar direitos, rebaixar salário do terceirizado, desde que o tributo seja pago ao governo? Esse item é uma confissão explícita de que esse projeto não favorece o trabalhador. O governo só está preocupado em não perder arrecadação."

Para Nelson Lacerda, advogado especializado em direito empresarial, a proposta do governo, de inclusão dos direitos previdenciários e ao FGTS no proposta do projeto, é fundamental.

"Dessa forma, o caixa do governo está mantido e os direitos do trabalhador, como INSS e FGTS, também estão."

O ministro da Fazenda temia perda de arrecadação de até R$ 20 bilhões por ano se a medida não fosse incluída no projeto de lei.

CONTRA

A CUT é contra o projeto de lei que deve ser votado nesta quarta-feira e defende o PL 1.621, elaborado pela central em 2007 e apresentado pelo deputado Vicentinho (PT-SP).

Esse PL propõe a regulamentação da terceirização, desde que haja igualdade de direitos entre terceirizados e efetivos -como assistência à saúde, condições dignas do ambiente de trabalho, tíquete refeição e outros direitos.

Para Miguel Torres, presidente da Força Sindical, a inclusão da proposta feita pelo governo federal significa uma garantia a mais de que direitos serão pagos aos terceirizados.

"Ao recolher os encargos das terceirizadas antecipadamente, a empresa que contrata os serviços de terceiros vai contribuir para combater a informalidade", diz Torres.

Segundo o sindicalista, com exceção da CUT, as demais centrais -UGT, Nova Central e CSB- também apoiam a medida proposta pelo governo.
Fonte: Folha Online - 08/04/2015 e Endividado


Projeto proíbe terceirizar contratação de domésticas

por EDUARDO CUCOLO

O projeto que regulamenta as terceirizações no país proíbe a contratação de trabalhadores domésticos por meio desse sistema. Essa será a única atividade no país que não será alcançada totalmente pela nova legislação, caso ela seja aprovada.

Ou seja, trabalhadores domésticos só poderão ser contratados por meio da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), seguindo a legislação atual para essa categoria.

O texto que deve ser votado nesta quarta-feira (8) na Câmara dos Deputados também dá tratamento especial a correspondentes bancários. Nesse caso, no entanto, as únicas regras que não serão aplicadas são as exigências de especialização e de objeto social único, enquanto não for editada lei específica sobre essa categoria.

De acordo com o projeto, empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, produtor rural pessoa física e profissionais liberais podem terceirizar suas atividades a outras empresas.

A companhia prestadora de serviço deve ter objeto social único ou mais de um objeto na mesma área de especialização, possuir qualificação técnica, com profissionais legalmente habilitados, e ter capacidade econômica compatível com a execução do serviço.

FGTS

O governo teme que a medida afete a arrecadação de obrigações trabalhistas e previdenciárias. A CUT (Central Única dos Trabalhadores), que também é contra o projeto, organizou manifestações nesta terça-feira (7) em Brasília e outras capitais.

A Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho) divulgou uma série de vídeos em que atores afirmam que o projeto de terceirização traz benefícios apenas para os empresários, que vão reduzir o gasto com trabalhadores. Para a associação, haverá "escolas sem professores, hospitais sem médicos e enfermeiros, construturas sem operários", todos substituídos por terceirizados.

O advogado Danilo Pieri Pereira, do escritório Baraldi Mélega Advogados, afirma que não haverá demissões em massa nem queda na arrecadação de tributos. "Hoje você tem informalidade e sonegação, uma terra sem lei onde há empresas abertas sem a menor condição de existir", afirmou.

Segundo ele, com a mudança, as empresas terão de ser especializadas em sua área de atuação -ao invés de serem apenas contratantes de mão de obra– e devem comprovar que têm capital para garantir dívidas trabalhistas e outras obrigações.

A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) informou, em nota, que a aprovação do projeto pode levar à formalização em vários setores da economia e, consequentemente, aumentar a arrecadação. "Não existe a mínima chance de a regulamentação da terceirização diminuir a arrecadação do FGTS", diz o presidente da entidade, José Carlos Martins.

SINDICATO

Pela proposta, os empregados da contratada serão representados pelo mesmo sindicato que representa os empregados da contratante, quando as duas empresas exercerem a mesma atividade.

Quem presta serviço nas dependências da contratante deve ter as mesmas condições de alimentação, transporte e atendimento médico dos demais funcionários. Em alguns casos, os serviços podem ser prestados em outros locais com igual padrão de atendimento.

O relator do projeto, deputado Arthur Maia (SD-BA), disse que serão feitas alterações no texto para evitar que empresas demitam funcionários com carteira assinada para recontratá-los como pessoa jurídica, a chamada "pejotização". O texto atual não trata dessa hipótese.

Hoje, uma súmula do Tribunal Superior do Trabalho proíbe que as empresas terceirizem a outras qualquer etapa de sua chamada atividade-fim (a linha de produção de uma montadora, por exemplo). Podem terceirizar apenas atividades acessórias, como faxina e segurança.

Segundo especialistas, os conceitos de atividade-meio ou atividade-fim de uma empresa geram interpretações diferenciadas por parte da Justiça. A questão também está em discussão no STF (Supremo Tribunal Federal).
Fonte: Folha Online - 07/04/2015 e Endividado

Aneel aprova reajustes de até 32% em tarifas de energia em seis Estados

por JULIA BORBA

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira (7) o reajuste das tarifas de quatro distribuidoras de energia e a correção nos valores cobrados por outras sete empresas.

Juntas, elas atendem a pouco mais de 17 milhões de unidades consumidoras –entre residências, indústrias e pontos comerciais– nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Rio de Janeiro.

Desta lista, o maior aumento para residências ficou em 31,66%, no caso da Ampla (RJ), e o menor acabou sendo uma redução de 2,22% frente a tarifa praticada em 2014, caso dos clientes da Energisa Mato Grosso.

Durante a reunião da diretoria foram aplicados os reajustes ordinários da Cemat (MT), Cemig (MG), CPFL Paulista (SP) e Enersul (MS). Esse processo é feito anualmente pela agência e está previsto em calendário fixado pela agência. Ele leva em consideração, por exemplo, o efeito da inflação no período.

Já as demais empresas analisadas, como a Ampla (RJ), a Energisa Borborema (PB), e outras cinco empresas do grupo CPFL, que atuam no interior paulista, a correção anual das tarifas já havia sido feita nos meses de fevereiro ou março.

Entretanto, ao fazer os cálculos para a correção das tarifas dessas empresas, a Aneel ainda considerava que o empréstimo tomado em 2014 pelas distribuidoras de todo Brasil teria de ser pago em dois anos.

Apenas na semana passada, no último dia 31, a agência aprovou o valor final desse contrato de financiamento, considerando juros e garantia bancária, autorizando ainda o pagamento do acordo ao longo de quatro anos e meio, conforme tratado com os bancos em um arranjo que ficou em R$ 37,4 bilhões.

O alongamento do prazo de pagamento do empréstimo acabou por reduzir o tamanho da parcela anual que será paga pelos consumidores. Por isso, as tarifas ordinárias que haviam sido aprovadas tiveram de ser revistas, uma forma a repassar o ganho obtido por meio dessa negociação bancária.

MINAS GERAIS

No reajuste ordinário anual aprovado para a energia para a Cemig, companhia que atende 8 milhões de unidades consumidoras em 805 municípios de Minas Gerais, está garantido aumento das tarifas em 5,93% para residências e de 8,12% para as indústrias. Os novos valores serão aplicados a partir desta quarta-feira (8).

MATO GROSSO

Já os consumidores residenciais da Energisa Mato Grosso terão uma redução na conta de luz de 2,22%. A indústria, por sua vez, terá um aumento de 3,42%.

A empresa atende 1,2 milhão de unidades consumidoras localizadas em 141 municípios de Mato Grosso. Para todos eles as novas tarifas também valem a partir desta quarta-feira (8).

MATO GROSSO DO SUL

Para a Energisa Mato Grosso do Sul, a Aneel autorizou reajuste de 2,74% na tarifa das residências e de 3,64% para indústrias.

Os novos valores serão aplicados a partir de amanhã (8) para 942 mil unidades consumidoras atendidas pela distribuidora em 73 municípios do Estado.

SÃO PAULO

A diretoria da Aneel aprovou também o reajuste ordinário anual da CPFL Paulista, com um aumento de 4,13% para residências e 5,29% para indústria. Os novos valores serão aplicados a partir de amanhã (8) para as 4,095 milhões de unidades consumidoras de 234 municípios de São Paulo.

Outras cinco empresas do grupo passaram por atualização das tarifas para corrigir o reajuste aplicado em fevereiro.

A CPFL Jaguari, por exemplo, que atende 38,4 mil unidades consumidoras no interior paulista, terá de desconsiderar o aumento que havia sido aprovado de 18,79% para as residências e de 25,01% das indústrias.

Para essa empresa e seus consumidores passa a valer um aumento significativamente menor, de 13,25% para residências e de 18,48% para indústrias.

A CPFL Mococa, que atende 45 mil unidades consumidoras, perdeu o direito ao reajuste de 13,97% para residências e o de 23,84% para indústria.

Frente a tarifa cobrada em 2014, o aumento agora será de 9,48% e de 18,22%, respectivamente.

No caso da CPFL Leste Paulista, que atende 55 mil unidades consumidoras também no interior do Estado, cai o reajuste de 17,55% das residências e o de 24,74% da indústria.

Passa a vigorar 12,39% de incremento sobre tarifas vigentes em 2014 para residências e de 20,06% para indústria.

A CPFL Santa Cruz, que atende cerca de 190 mil unidades consumidoras, também não terá mais o aumento de 9,78% e 10,53% para residências e indústrias.

Clientes da empresa agora observarão 4,86% maiores frente as de 2014, no caso das residências, e de 5,70% nas indústrias.

Já a CPFL Sul Paulista agora terá tarifas 9,09% superiores para residências, em comparação com o ano passado, e 32,42% maiores no caso da indústria.

Anteriormente, o reajuste aprovado para essa distribuidora havia sido de 13,86% para residências e de 37,67% para a indústria. A empresa atende a 80 mil unidades consumidoras.

PARAÍBA

A CPFL Borborema, que atua na Paraíba, com atendimento estimado em 166 mil unidades consumidoras, terá de substituir o aumento aprovado anteriormente, de 5,03% para residências e de 6,89% da indústria. As correções agora serão de 0,53% e 0,74%, respectivamente.

RIO DE JANEIRO

A Ampla, que faz o atendimento para 2,5 milhões de unidades consumidores no Rio de Janeiro, terá também de corrigir o aumento aplicado anteriormente.

A empresa substituirá o reajuste de 36,41% que havia sido aplicado em março para residências por um menor, de 31,66%, frente ao valor praticado em 2014.

No caso da indústria, deixa de valer o aumento de 56,15% e passa a valer o aumento de 51,09%.

Todas as empresas que haviam aplicado –mediante aprovação anterior da Aneel– tarifas mais elevadas que as agora vigentes terão de reembolsar o consumidor no próximo ano.

Essa diferença entrará como desconto na fórmula que reúne os componentes para reajuste ordinário das tarifas.
Fonte: Folha Online - 07/04/2015 e Endividado


Governo autoriza reajuste de 9,32% nos serviços prestados pelos Correios

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, autorizou um reajuste linear de 9,329% dos serviços postais e telegráficos, nacionais e internacionais, prestados exclusivamente pelos Correios.
A portaria foi publicada hoje (7), no Diário Oficial da União. O preço de cada serviço será definido pelo Ministério das Comunicações. Qualquer outro reajuste de tarifas “somente poderá ser implementado depois de decorridos 12 meses, no mínimo”, informa a portaria.
Com o reajuste, uma carta comercial de até 20 gramas poderá custar R$ 1,41, conforme o que for decidido pelo Ministério das Comunicações. Um telegrama nacional pré-pago emitido na agência poderá custar R$ 8,50, por página, de acordo com tabela publicada em anexo à portaria.

De acordo com os Correios, o primeiro porte da carta não comercial, por exemplo, terá o valor corrigido de R$ 0,85 para R$ 0,95. Para telegrama nacional redigido pela internet, a tarifa passa de R$ 5,37 para R$ 5,87, por página. A tarifa da carta social, destinada aos beneficiários do Programa Bolsa Família, permanece inalterada em R$ 0,01.
Os Correios informam que os serviços são reajustados com base na recomposição dos custos repassados à empresa, como o aumento dos preços dos combustíveis, os contratos de aluguel, transportes, vigilância, limpeza e os salários dos empregados. O último reajuste ocorreu em junho de 2014.
As novas tarifas não se aplicam ao segmento de encomendas e marketing direto. Quando o Ministério das Comunicações efetivar os reajustes, as novas tarifas estarão disponíveis na seção Preços e Prazos do site dos Correios.

Agência Brasil

Maioria da população não consome porção de frutas e hortaliças sugerida pela OMS

Pesquisa mostra que 24,1% dos brasileiros ingerem a quantidade de frutas e hortaliças recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A quantidade recomendada é 400 gramas diários, em cinco ou mais dias da semana. Entre os homens, o percentual verificado pela pesquisa é ainda menor: apenas 19,3% atendem às recomendações. Entre as mulheres, o consumo atinge 28,3% do total.
Os dados, que fazem parte da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2014, foram divulgados hoje (7) pelo Ministério da Saúde.
O estudo mostra ainda que 29,4% da população ainda consomem carne com excesso de gordura. Os homens ingerem duas vezes mais: 38,4%. Entre as mulheres o índice é 21,7%. Os números indicam também que o brasileiro tem diminuído a ingestão de refrigerante – item que caiu 20% nos últimos seis anos. Entretanto, mais de 20% da população ainda tomam desse tipo bebida cinco vezes ou mais na semana.
Em relação aos alimentos mais consumidos pelos brasileiros, o Vigitel mostrou que o consumo regular do feijão em cinco ou mais dias da semana está presente em uma escala correspondente a 66% da população. O percentual foi maior entre os homens – 73% – ao passo que, entre as mulheres, o consumo de feijão equivale a 61%.

Agência Brasil

Dilma diz que internet não pode ser espaço de intolerância


A presidenta Dilma Rousseff participa do lançamento do Humaniza Redes - Compartilhando Respeito e assinatura de portaria pelo pacto de enfrentamento às violações de direitos humanos na internet (José Cruz/Agência Brasil)
Conciliar a liberdade de expressão das redes sociais com a garantia de respeito aos direitos humanos é desafio, diz a presidenta  José Cruz/Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (7), durante o lançamento do Pacto Nacional de Enfrentamento às Violações de Direitos Humanos na internet, que o governo tem “compromisso inabalável” com a liberdade de expressão, mas que a rede não pode ser um espaço para desrespeito ou intolerância.
Batizado de Humaniza Redes, o pacto tem o objetivo de ajudar a criar um ambiente virtual livre de discriminação e preconceito. Uma das ações previstas é a criação da primeira ouvidoria de direitos humanos online.
“Como extensão de nossa vida real, esse mundo virtual da internet deveria também ser regido pelas mesmas regras éticas, comportamentais e de civilidade que queremos que ocorram na sociedade e no dia a dia, mas não é o que vem ocorrendo. No Brasil, e em âmbito internacional. Infelizmente, as redes sociais têm sido palco de manifestações de caráter ofensivo, preconceituoso, de grave intolerância”, disse a presidenta.
Segundo Dilma, sob o anonimato da internet, alguns usuários da rede se sentem à vontade para “expressar todo tipo de agressão e difusão de mentiras ferindo a honra e a dignidade de outras pessoas”.
Por mais de uma vez durante o discurso, Dilma defendeu a liberdade de expressão e de manifestação – conquistadas com dificuldade, segundo ela – e disse que o desafio do Humaniza Redes é conciliar a liberdade de expressão das redes sociais com a garantia de respeito aos direitos humanos.
“O governo tem compromisso inabalável com a liberdade de expressão e de manifestação, com o direito de cada cidadão se expressar, informar-se, ser informado, criticar, enfim, manifestar-se e usar todos os mecanismos para pensar por conta própria. Somos a favor do bom debate, do respeito e da convivência democrática entre todos”, disse.
“É para valorizar e reafirmar isso que estamos aqui hoje. Por prezarmos a liberdade e a democracia, queremos uma internet que, ao assegurar a livre expressão de opiniões, compartilhe respeito e fortaleça direitos e deveres”, acrescentou.
Além da criação da ouvidoria online de direitos humanos, o pacto lançado hoje prevê medidas de prevenção aos crimes digitais e de educação, com orientações para professores, pais e alunos sobre um ambiente digital seguro.

Agência Brasil

 

Menino é internado em estado grave após ataque de pitbulls em Guaíba

Animais pertencem à família da babá da criança

Uma criança de quatro anos foi atacada por dois cães da raça pitbull, no fim da tarde desta terça-feira, em Guaíba, Região Metropolitana. De acordo com a Polícia Civil, a mãe do menino saiu para trabalhar e deixou a criança na casa da cuidadora.

Os dois animais – mãe e filhote – pertencem à família da jovem, de 16 anos, e haviam sido soltos pelo pai dela, para a limpeza do canil. Ambos avançaram contra o menino, que foi derrubado do colo da babá e atacado. A criança foi encaminhada ao Hospital Geral de Guaíba, mas transferida em seguida para o Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, onde permanece internada em estado grave.

Quando os policiais chegaram para atender à ocorrência, os cães se mostraram dóceis. Ambos os animais serão recolhidos pela prefeitura de Guaíba.

No fim do mês passado, um pitbull atacou e matou uma idosa, em Canoas. O animal pertencia ao filho da vítima, que não estava em casa no momento do incidente.

Rádio Guaíba e Correio do Povo

Comissão de Ética da AL evita polêmica no caso Jardel

Deputados avaliam conduta do parlamentar ao exonerar servidores de "eminentemente administrativa"
Ex-jogador está licenciado e fora do Estado | Foto: Marcos Eifler/Assembleia Legislativa/CP
Ex-jogador está licenciado e fora do Estado | Foto: Marcos Eifler/Assembleia Legislativa/CP


O presidente da Comissão de Ética da Assembleia Legislativa, deputado Juliano Roso (PCdoB), afirmou nesta terça-feira que não recebeu nenhuma denúncia referente às acusações feitas pelo novo chefe de gabinete do deputado Mário Jardel (PSD), Cristian Lima. “Até agora, o que ocorreu foi atitude eminentemente administrativa, que é de prerrogativa de deputado”, afirmou.

Entre os parlamentares, a versão mais crível é de que Jardel estaria, de fato, saturado de não ser consultado sobre ações do gabinete. O deputado estaria contrariado de assinar diárias para os servidores sem saber previamente de algumas viagens. Circula, ainda, a versão de que Jardel teria sido orientado por um amigo para afastar seus servidores que respondem processos judiciais.

Jardel continua afastado da Assembleia e estaria fora do Estado, em Fortaleza. Com isso, o nome de Cristian Lima ainda não foi publicado no Diário Oficial do Legislativo como chefe de gabinete, conforme ele mesmo anunciou. Na última segunda-feira, Jardel determinou a exoneração de 17 dos 21 servidores lotados em seu gabinete. Ele estaria sofrendo pressão dos comissionados que teriam sidos indicados integralmente pela direção do PSD. Jardel deve retornar aos trabalhos na Assembleia na próxima segunda-feira para concluir as nomeações dos demais servidores. Em vez dos 21 servidores, Jardel deve nomear entre 13 e 14 assessores.

Indústria automobilística revê projeções e prevê queda de 10% na produção

O desaquecimento da economia levou as montadoras instaladas no Brasil a traçar um novo cenário de atividades no setor para 2015, revertendo a projeção que tinham, no começo deste ano, de alta de 4,1% na produção de veículos, para queda de 10% e um total de 2,83 milhões de unidades.
O setor também alterou a expectativa de estabilidade nas vendas ao mercado interno, prevendo que os licenciamentos deverão cair 13,2%, o equivalente ao escoamento de 3,03 milhões de unidades. Nesse volume estão incluídos os automóveis, veículos comerciais leves, caminhões e ônibus. Na comercialização de máquinas e equipamentos agrícolas e rodoviários, a indústria automobilística acena com retração de 19,4% no mercado interno.
As projeções revisadas foram anunciadas hoje (7) pelo pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O presidente da entidade, Luiz Moan, revelou, no entanto, que foi mantida a projeção de crescimento de 1,1% nas exportações, mas sem perder de vista as chances de retomar o mercado interno.
Ele observou que alguns acordos com parceiros comerciais como a Argentina, por exemplo, ainda estão em andamento e, além disso, a indústria está tendo maior cautela em relação à oscilação do dólar. “Vamos esperar um foco para ver o caminho do dólar. Ele está [com] melhor [cotação], mas há um sentimento em torno do efeito quanto à volatilidade [da moeda].”
Moan acredita que, no próximo trimestre, as empresas terão resultados melhores em relação ao primeiro. Ele lembrou que o recuo de 13,2% nos licenciamentos previstos para este ano, será menor do que o registrado no primeiro trimestre (-17%).
Para ele, mais do que uma crise econômica, o que afeta o setor é a crise de confiança. Por isso, defende a aprovação das medidas do ajuste fiscal como forma de resgatar a percepção mais otimista do mercado com maior confiança tanto dos investidores quanto dos consumidores. O nível de emprego, na opinião do executivo, não é empecilho para resgatar as vendas.
Quanto à manutenção dos postos nas montadoras, ele afirmou que o emprego é um grande desafio atualmente, embora o empregado do setor seja fruto de um investimento muito alto, em treinamento e qualificação. "E as empresas fazem o máximo para a manutenção do nível do emprego.”
Os dados da Anfavea indicam que a base de empregados no setor caiu 9,4% de janeiro a março deste ano, em comparação a igual período do ano passado, somando 140.851 trabalhadores.

Agência Brasil