Líder do DEM protocola pedido para criação da CPI do BNDES

Ronaldo Caiado pede a investigação de empréstimos de recursos a outros países
Ronaldo Caiado pede a investigação de empréstimos de recursos a outros países  | Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados /CP
Ronaldo Caiado pede a investigação de empréstimos de recursos a outros países | Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados /CP

O senador Ronaldo Caiado, líder do DEM, protocolou nesta terça-feira pedido para a criação da CPI do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Caiado disse que os motivos que o levaram a pedir a investigação passam pelo " volume de dinheiro que foi emprestado a países que tem vinculação ideológica com o Brasil do ponto de vista da tese lulo-petista ou bolivariana".

Ele alegou que só uma CPI poderia quebrar o sigilo sobre os dados destas operações de empréstimo. Caiado disse ainda que a CPI serviria para investigar empresas que receberam repasse do BNDES e a sua relação de contribuição com campanhas eleitorais. De acordo com Caiado, outros 28 senadores apoiam a comissão.  

Diretor da Petrobras nega superfaturamento de 1.800% em obras de gasoduto

O diretor de Gás e Energia da Petrobras, Hugo Repsold Júnior, negou hoje (7), em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, que tenha havido superfaturamento de 1.800% no trecho 3 do Gasoduto Gasene, conforme auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). 
A CPI da Petrobras ouve o diretor de Gás e Energia da estatal, Hugo Repsold Júnior (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Hugo Repsold Júnior disse à CPI da Petrobras que não teve conhecimento de irregularidadesMarcelo Camargo/Agência Brasil
Repsold foi convidado para falar sobre a construção do gasoduto, com extensão de 1.387 quilômetros, que interliga os sistemas das regiões Sudeste e Nordeste.
O relatório do TCU apontou superfaturamento em componentes da obra, lançando suspeitas sobre a empresa Transportadora Gasene S.A. constituída para construção do gasoduto. Segundo Repsold, foi constatado superfaturamento de 1.800% na compra de uma manta geotérmica de R$ 30 mil. “Ou seja, houve superfaturamento de R$ 30 mil em um projeto de mais de R$ 6 bilhões”, disse.
O diretor da estatal, que assumiu o cargo em janeiro, defendeu a criação da Transportadora Gasene e garantiu que ela não é de fachada. Hugo Repsold também defendeu o projeto de construção do gasoduto. “Ele é fundamental para interligar os sistemas do Sudeste e do Nordeste”.
Ele revelou aos integrantes da CPI que ficou surpreso com denúncias de irregularidades na Petrobras e com as notícias de pagamento de propinas a diretores e funcionários da estatal por parte de empresas contratadas. A colocação do diretor irritou os deputados da comissão. “Nunca tive notícias de irregularidade e fui surpreendido”, acrescentou.
No início da reunião, houve questionamentos sobre mudança da data do depoimento do tesoureiro do PT, João Vaccari. Inicialmente previsto para dia 23 deste mês, foi alterado para quinta-feira (9) na última reunião da CPI, quando os trabalhos foram presididos pelo vice-presidente do colegiado, Antonio Imbassahy (PSDB-BA).
O relator da comissão, Luiz Sérgio (PT-RJ), disse que já havia combinado o depoimento para o dia 23, mas o presidente, Hugo Motta (PMDB-PB), manteve para esta semana. “Não tenho como contrariar decisão do presidente em exercício. Portanto, o depoimento está mantido para quinta-feira”, acrescentou Motta.

Agência Brasil

 

Inter é denunciado pelo TJD-RS por injúria racial

Lateral Fabrício também foi citado no processo por ofensas contra os torcedores
Fabrício foi expulso após ofender os torcedores com gestos e palavras | Foto: Ricardo Giusti
Fabrício foi expulso após ofender os torcedores com gestos e palavras | Foto: Ricardo Giusti


A procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Sul (TJD-RS) entregou na tarde desta terça-feira denúncia contra o Inter por suposta injúria racial contra o jogador Fabrício na partida contra o Ypiranga, na última quarta-feira, no Beira-Rio. A denúncia foi feita com base em um vídeo que mostra um torcedor supostamente chamando o lateral de macaco.

O Inter foi denunciado nos parágrafos 2º e 3º do artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e pode ser punido com multa de até R$ 100 mil e perda de mando de campo. O clube não corre risco de perder pontos no Campeonato Gaúcho porque não foi enquadrado no parágrafo 1º, que fala em “ato praticado simultaneamente por considerável número de pessoas”. O departamento jurídico do Inter ainda não recebeu a denúncia.

Além do clube, o Fabrício foi denunciado pelas ofensas proferidas contra os torcedores após receber as vaias e ser expulso de campo. Completamente transtornado, tirou a camisa colorada e jogou no gramado do Beira-Rio. Os companheiros tentarm segurar a fúria do jogador e inclusive fazer ele vestir a camisa, mas ele recusou qualquer tipo de gesto.

Nessa segunda-feira, o presidente do Inter Vitorio Piffero anunciou que Fabrício não jogará mais pelo Inter. Piffero disse que a permanência do jogador no Beira-Rio ficou impossível após a atitude no jogo contra o Ypiranga na última quarta. O empresário do jogador, Bruno Paiva, se reuniu com a direção colorada e vai procurar um novo clube para o lateral.

“Conversamos longamente com o empresário do jogador, que nos relatou que ele está extremamente arrependido e vai se manifestar futuramente. Disse ao empresário que ele não tinha mais condições de jogar no Internacional e que ele procurasse clube. A partir de agora o empresário do jogador está autorizado a buscar um clube seja para empréstimo ou venda”, afirmou Piffero.

O que diz o Código Brasileiro de Justiça Desportiva:


Art. 243-G. Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

PENA: suspensão de cinco a dez partidas, se praticada por atleta, mesmo se suplente, treinador, médico ou membro da comissão técnica, e suspensão pelo prazo de cento e vinte a trezentos e sessenta dias, se praticada por qualquer outra pessoa natural submetida a este Código, além de multa, de R$ 100,00 (cem reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais). (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

§ 1º Caso a infração prevista neste artigo seja praticada simultaneamente por considerável número de pessoas vinculadas a uma mesma entidade de prática desportiva, esta também será punida com a perda do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente, e, na reincidência, com a perda do dobro do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente; caso não haja atribuição de pontos pelo regulamento da competição, a entidade de prática desportiva será excluída da competição, torneio ou equivalente. (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

§ 2º A pena de multa prevista neste artigo poderá ser aplicada à entidade de prática desportiva cuja torcida praticar os atos discriminatórios nele tipificados, e os torcedores identificados ficarão proibidos de ingressar na respectiva praça esportiva pelo prazo mínimo de setecentos e vinte dias. (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

§ 3º Quando a infração for considerada de extrema gravidade, o órgão judicante poderá aplicar as penas dos incisos V, VII e XI do art. 170. (Incluído pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

Art. 170. Às infrações disciplinares previstas neste Código correspondem as seguintes penas:

I – advertência;

II – multa;

III – suspensão por partida;

IV – suspensão por prazo;

V – perda de pontos;

VI – interdição de praça de desportos;

VII – perda de mando de campo;

VIII – indenização;

IX – eliminação;

X – perda de renda;

XI – exclusão de campeonato ou torneio.


Rádio Guaíba e Correio do Povo

“Não existiu ofensa racial”, diz vice-presidente jurídico do Inter

Marcelo Castro disse que clube ainda não foi comunicado de denúncia
Inter foi denunciado por suposta injúria racial contra Fabrício | Foto: Ricardo Giusti
Inter foi denunciado por suposta injúria racial contra Fabrício | Foto: Ricardo Giusti

O Inter ainda não recebeu oficialmente a notificação da denúncia por injúria racial contra Fabrício no jogo diante do Ypiranga na última quarta-feira. Apesar disso, o clube tem a confiança de que não será punido. Em entrevista à Rádio Guaíba nesta terça, o vice-presidente jurídico colorado Marcelo Castro afirmou que as imagens da partida não mostram nenhuma ofensa racial contra o jogador. “A nosso juízo não existe meio de haver punição. Não existiu ofensa, seja moral ou racial”, afirmou Castro.

A denúncia da procuradoria se baseia no vídeo que circula na internet em que um torcedor aparece xingando Fabrício após a expulsão do jogador. O colorado, identificado como Vinicius Paixão, admitiu que xingou o lateral com palavrões, mas sem cometer injúrias raciais.

“Oficialmente não chegou nada ao Inter. Se tem a informação de que a denúncia foi feita no artigo 243 do CBJD. O que se fala é de imagens. Nesse caso, o ônus da prova é da procuradoria. A nosso juízo, pelas imagens que se tem, demonstra cabalmente a ausência de qualquer ofensa. Não tem como condenar o Inter com perda de pontos. A informação que se tem é que a procuradoria estaria pedindo pericia. Isso é extra-oficial, pois não tivemos a comunicação do TJD.”

Além do Inter, Fabrício também foi denunciado pelas ofensas proferidas contra os torcedores após receber as vaias e ser expulso de campo. Se punido, o jogador poderá pegar até 12 jogos de suspensão que terão de ser cumpridos em competições estaduais. O jogador, porém, não atuará mais no Inter, de acordo com o que anunciou o presidente Vitorio Piffero na segunda-feira.  

Rádio Guaíba e Correio do Povo


Ampliação da pista do Salgado Filho pautará reunião de Dilma e Fortunati

Prefeito de Porto Alegre tratou da ampliação da pista na Infraero nesta terça-feira
Prefeito tratará da ampliação da pista do Salgado Filho com a presidente | Foto: Paulo Nunes / CP Memória
Prefeito tratará da ampliação da pista do Salgado Filho com a presidente | Foto: Paulo Nunes / CP Memória

O prefeito José Fortunati participou, na tarde desta terça-feira, de audiência com o presidente da Infraero, Antônio Gustavo Matos do Vale, para tratar da ampliação da pista de pousos e decolagens do Aeroporto Internacional Salgado Filho. Nesta quarta, o prefeito encontrará a presidente Dilma Rousseff e deve colocar em pauta novamente o terminal aéreo da Capital.

Na reunião na sede da Infraero, em Brasília, Fortunati entregou ofício e mais de 20 documentos que comprovam que todas as condições exigidas pela empresa e pelo governo federal para o início das obras foram atendidas pela prefeitura e Porto Alegre. Depois de mais de uma hora de audiência, o prefeito saiu otimista do encontro, porque Matos do Vale se mostrou sensível aos argumentos e reconheceu que não existem impedimentos técnicos para que as obras sejam executadas.

“Estou cada vez mais convencido de que a ampliação da pista do Aeroporto Salgado Filho só não saiu do papel ainda por questões orçamentárias e não devido a divergências administrativas. Vou aproveitar meu encontro com a presidente Dilma Rousseff e fazer um apelo pessoal para que ela olhe com carinho e priorize essa obra tão importante para Porto Alegre e para o estado”, afirmou Fortunati.

Ampliação já foi aprovada pela Infraero

A ampliação da pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho, esperada há mais de 30 anos pela comunidade gaúcha, foi aprovada em reunião do Conselho de Administração da Infraero no dia 24 de fevereiro deste ano. Com a confirmação, a pista deverá ser ampliada em 920 metros, passando dos 2.280 metros atuais para 3.200 metros. A assinatura do contrato foi condicionada à liberação de recursos orçamentários.

A empresa também chegou a exigir, para assinar o contrato, a remoção de todas as famílias que habitam de forma irregular as áreas do entorno, que compreendem as vilas Nazaré, Dique e Floresta. Com base em documentos assinados pela direção da Infraero, a retirada das famílias é necessária à plena operação da pista e pode ser executada até a conclusão da ampliação. De acordo com o cronograma da prefeitura, até o final de 2016 todas as famílias e obstáculos serão removidos. A expectativa do governo federal é, a partir do momento em que for licitada, que a obra seja concluída em quatro anos.


 

Roberto Carlos libera discografia no Spotify

Ao todo, serão cerca de 60 álbuns do rei com acesso liberado para 32 países
Os fãs terão acesso a cerca de 60 álbuns do rei | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória
Os fãs terão acesso a cerca de 60 álbuns do rei | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

Roberto Carlos chegou ao Spotify: toda a obra do rei da jovem guarda já está disponível no serviço de streaming, e deve ficar assim por pelo menos três meses. Cerca de 60 álbuns estão incluídos no pacote, distribuído para 32 países: além do Brasil, Estados Unidos, Portugal, Itália, Reino Unido e Austrália, entre outros, passam a poder acessar as músicas pelo serviço.

"Monitoramos o imenso catálogo de Roberto Carlos com todo cuidado e respeito aos fãs", declarou o empresário Dody Sirena, em um comunicado divulgado pelo Spotify nesta terça-feira. "Achamos que agora que a era digital entrou de vez no Brasil, superando 50% do mercado total, nosso público e as novas gerações têm direito ao acesso legal de seu repertório e a uma experiência de consumo cheia de prazer e descobrimentos. Acreditamos na convivência dos formatos físico e digital, cabendo ao consumidor escolher de acordo com sua conveniência e seu poder de compra", completou o empresário.

• Roberto Carlos se apresenta na Capital neste sábado
Para ouvir, é preciso fazer o cadastro no site. O Spotify está disponível em 58 mercados em todo o mundo e conta hoje com mais de 60 milhões de usuários ativos e mais de 15 milhões de assinantes pagantes. De acordo com o serviço, desde o seu lançamento na Suécia, em 2008, o Spotify gerou mais de US$ 2 bilhões em direitos autorais para artistas e gravadoras.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Poupança tem maior retirada líquida da história em março

O forte endividamento dos consumidores e a perda de atratividade provocada pela alta dos juros básicos fizeram a poupança registrar, em março, a maior retirada mensal líquida de recursos da história. No mês passado, os correntistas retiraram R$ 11,44 bilhões a mais do que depositaram na caderneta, segundo dados divulgados hoje (7) pelo Banco Central.
Em 2015, a retirada líquida da caderneta atinge R$ 23,23 bilhões. Em todos os meses do ano até agora, a poupança registrou captação líquida negativa. Em janeiro, os brasileiros tinham retirado R$ 5,53 bilhões a mais do que depositaram na aplicação financeira. Em fevereiro, os saques superaram os depósitos em R$ 6,26 bilhões.
O movimento de saque tem três explicações. A primeira é a retirada de recursos pelos consumidores para saldar dívidas em tempo de queda no consumo e no emprego. A segunda é a dificuldade de a população poupar em momentos de alta no custo de vida.
O terceiro motivo para a fuga de recursos da poupança são os reajustes na taxa Selic – juros básicos da economia – promovidos nos últimos meses. Desde outubro do ano passado, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reajustou a Selic em 1,75 ponto percentual para encarecer o crédito e segurar a inflação. Atualmente em 12,75% ao ano, a taxa básica de juros está no maior nível em seis anos.
As taxas mais altas mudaram o rendimento da poupança desde o fim de agosto de 2013, quando a Selic superou a marca de 8,5% ao ano. Pela regra, se a Selic estiver até esse nível, o rendimento será equivalente a 70% da taxa básica de juros mais a Taxa Referencial (TR). Acima desse nível, a caderneta rende 0,5% ao mês mais a TR.
O aumento dos juros fez os fundos de renda fixa passarem a render mais do que a caderneta na maioria dos casos. Por lei, a poupança é isenta de Imposto de Renda e de taxas de administração. Mesmo assim, de acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), os fundos tornaram-se mais vantajosos, principalmente em aplicações de mais de seis meses.

Agência Brasil



 

Valor da cesta básica sobe em 13 das 18 capitais pesquisadas pelo Dieese

O preço da cesta básica subiu em 13 das 18 cidades pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no mês de março. As maiores elevações ocorreram em Manaus (4,92%), Fortaleza (4,23%), Aracaju (3,23%) e Vitória (2,47%). As retrações mais fortes foram registradas em Salvador (2,79%), Brasília (1,06%), Goiânia (0,66%), Florianópolis (0,45%) e Natal (0,15%).
São Paulo teve a cesta básica mais cara do país, no valor de R$ 379,35. Em seguida, vieram as cidades de Vitória (R$ 363,62) e Porto Alegre (R$ 360,01). Aracaju (R$ 273,21), João Pessoa (R$ 288,43) e Natal (R$ 289,21) registraram o menor preço pelos alimentos que compõem a cesta.
Produtos como pão francês, café em pó, óleo de soja, banana e tomate tiveram alta na maioria das capitais. O preço do pãozinho, por exemplo, subiu em 16 capitais, ficou estável em Manaus e teve queda de 1,29% em Fortaleza. Em contrapartida, o arroz e a batata – pesquisados nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste –, e a farinha de mandioca – cujo valor foi coletado nas regiões Norte e Nordeste – tiveram retração de preço na maioria das capitais.
Com base na Constituição, segundo a qual o salário mínimo deve suprir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e Previdência, o Dieese calcula que o mínimo ideal, em março, deveria ser R$ 3.186,92. O cálculo é feito considerando o valor da cesta mais cara (de São Paulo) para uma família de quatro pessoas.
Em fevereiro, o salário mínimo necessário correspondeu a R$ 3.182,81. Tanto em fevereiro quanto em março, o valor equivalia a 4,04 vezes o piso vigente, que é R$ 788. Em março do ano passado, o valor necessário para atender às despesas de uma família era R$ 2.992,19, ou 4,13 vezes o mínimo então em vigor (R$ 724).
No acumulado dos últimos 12 meses, o preço da cesta registra alta em 17 capitais. A exceção é Campo Grande, que teve retração de 0,59%. A maior elevação ocorreu em Aracaju, com 20,99%. Em seguida, estão Belo Horizonte (11,73%), Salvador (11,16%) e João Pessoa (9,60%). Os menores aumentos foram observados em Porto Alegre (1,08%) e Florianópolis (3,62%).

Agência Brasil



 

MP abre inquérito para apurar danos ambientais decorrentes de incêndio em Santos

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) abriu inquérito civil para investigar os danos ambientais decorrentes do incêndio nos tanques de armazenagem da empresa Ultracargo, no bairro da Alemoa, na cidade de Santos. O incêndio entrou hoje (7) no sexto dia. A área continua isolada, porque o fogo ainda atinge dois tanques de gasolina. Os bombeiros trabalham desde a última quinta-feira (2) sem interrupção.
O MP solicita cópias do licenciamento ambiental do terminal da Ultracargo e, ainda, “de eventuais autos de infrações lavrados nos últimos cinco anos, bem como daqueles decorrentes do evento em questão” emitidos pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) do estado de São Paulo.
As prefeituras de Santos, São Vicente e Cubatão deverão apresentar informações detalhadas sobre as providências adotadas por causa do incêndio e também cópia de eventuais autos de infrações.
Empresas localizadas no entorno do incêndio deverão fornecer cópia das imagens registradas por câmeras de segurança internas e externas, no dia 2 de abril,  no horário das 6h às 13h.
Incêndio atinge tanques de combustível em Santos (Divulgação/Corpo de Bombeiros de São Paulo)
Incêndio em tanques de combustível em Santos entrou no sexto diaDivulgação/Corpo de Bombeiros de São Paulo
No documento, o MP alega que a fumaça resultante do incêndio pode ser tóxica, o que traz riscos às pessoas que vivem perto do local, como os bairros de Alemoa, Saboó, Piratininga e Casqueiro. “Sem falar no risco a que foram submetidos também os bombeiros e demais equipes escaladas para o combate ao incêndio.”
Segundo o Ministério Público, o fogo pode ter provocado ainda alteração da qualidade das águas na região, devido à necessidade de drenar grande volume de água contaminada com derivados de petróleo. De acordo com o MP, “os rios e o canal do Estuário de Santos já sentiram os primeiros reflexos negativos do incêndio ainda não controlado, com o aparecimento, em diversos pontos, de grande quantidade de peixes mortos”.
A prefeitura de Santos informou, em nota, que a Cetesb já recolheu alguns peixes que apareceram mortos no Rio Casqueiro e também amostras de água em cinco pontos diferentes para análise laboratorial, mas ainda não há resultados. A análise vai verificar a causa da morte dos peixes e se houve alteração da composição química da água do rio devido ao incêndio.
Sobre a qualidade do ar, a Cetesb informou, no fim da tarde de ontem (6), que suas estações de monitoramento em Santos não detectaram aumento significativo na concentração de poluentes no município em razão do incêndio. As estações estão localizadas em um raio de 6 a 10 quilômetros do local do incêndio.
Para uma avaliação mais precisa, a companhia instalou um medidor móvel a 3 quilômetros do local atingido pelo fogo. A medição está em curso e ainda não há resultados.
Sobre o inquérito do MP, a Ultracargo respondeu, em nota, “que continuará colaborando ativamente com os trabalhos de todos os órgãos e autoridades envolvidas na questão”.

Agência Brasil

Trem ficou paralisado durante aproximadamente duas horas - Crédito: Ricardo Giusti
Trensurb

Passageiros lamentam dificuldade para voltar para casa



 

Urgência para votação da terceirização é aprovada pela Câmara

O plenário da Câmara aprovou na noite de hoje (7) o requerimento para votação em regime de urgência do projeto de lei que regulamenta a terceirização (PL) 4.330/04, de autoria do ex-deputado Sandro Mabel. Foram 316 votos a favor, 166 contra e 3 abstenções. Com a aprovação da urgência, o PL está pronto para ser votado antes de outras proposições que estão na pauta de votações da Câmara.
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, coordena sessão plenária destinada a votar a MP sobre servidores de ex-territórios e urgência de projeto da terceirização (Wilson Dias/Agência Brasil)
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, durante sessão para votar urgência de projeto da terceirizaçãoWilson Dias/Agência Brasil
O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), marcou sessão extraordinária da Câmara para a manhã desta quarta-feira (8) a fim de discutir e debater o projeto. Segundo ele, a votação está prevista para a sessão ordinária da Câmara na parte da tarde, ressalvadas as emendas e destaques que visam a alterar o texto aprovado pelos deputados. Cunha informou que a votação desses dispositivos ficará para terça-feira (14) da próxima semana.
Segundo o relator do projeto, deputado Arthur Maia (SDD-BA), a regulamentação da terceirização atinge o setor privado e também as empresas públicas, de economia mista, suas subsidiárias e controladas na União, nos estados, no Distrito Federal e nos municípios. O texto do relator prevê que a terceirização possa ocorrer em relação a qualquer atividade da empresa.  
O ex-líder do PT e ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), deputado Vicentinho (PT-SP), disse que é autor de um projeto que trata do mesmo assunto, mas que sua proposta restringe a terceirização a áreas não vitais das empresas, ou seja, limita onde pode haver terceirização. Segundo ele, a proposta em análise “é uma maneira inteligente de oficializar a precarização dos trabalhadores”.
Arthur Maia disse que os trabalhadores estão exagerando na crítica ao projeto da terceirização.  Segundo ele, a terceirização é uma realidade no Brasil e sua regulamentação vai acabar com a insegurança jurídica e dar competitividade às empresas. "Estão criando um quadro de terror e um cenário apocalíptico que não se confirmou em nenhum país que regulamentou a questão”.
Hoje, entidades contrárias à aprovação do projeto fizeram manifestações em vários estadosl. Em frente ao Congresso, chegou a ocorrer um confronto entre manifestantes e a polícia militar e a legislativa.

Agência Brasil