Michel Temer foi convidado para falar sobre sistemas eleitorais e financiamento de campanhaFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil O presidente
do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer, participa na
terça-feira (7), às 14h30, na Comissão Especial da Reforma Política da
Câmara, de audiência pública sobre um novo sistema político a ser votado
pelo Congresso. Temer foi convidado pela comissão e confirmou presença
para falar de sistemas eleitorais e financiamento de campanhas.
Também
na terça-feira pela manhã, os deputados da comissão debaterão o tema
com os presidentes do PRB, Marcos Pereira; do PPS, Roberto Freire; do
PSOL, Luiz Araújo; e do PHS, Eduardo Machado.
De acordo com o
relator da reforma política na comissão, deputado Marcelo Castro
(PMDB-PI), autor do requerimento para audiência, os debates têm como
objetivo o fortalecimento dos partidos políticos.
Segundo ele,
não seria razoável deliberar sobre um novo sistema político-partidário
“sem ouvir os dirigentes nacionais dos partidos políticos com
representação no Congresso Nacional”.
A comissão marcou para
quinta-feira (9), às 9h, nova audiência pública com o cientista político
Bruno Speck, que debaterá com os deputados a reforma política, com
destaque para sistemas eleitorais e financiamento de campanhas.
Presidente
da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) adiantou que, ainda no
primeiro semestre, pretende fazer uma semana de esforço concentrado para
votar a reforma política. Eduardo Cunha tem pressa para votar a reforma políticaFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Para
Cunha, as alterações no sistema devem valer para as eleições de
prefeitos e vereadores de 2016. Segundo ele, para isso, as mudanças têm
de ser aprovadas pela Câmara e Senado e sancionadas um ano antes do
pleito de 2016. No caso de emenda à Constituição, ela tem de ser
promulgada no mesmo prazo.
Um avião da companhia aérea Germanwings fez hoje (4) um pouso de
emergência no Aeroporto de Stuttgart, no Sul da Alemanha, devido a um
problema técnico, segundos fontes do aeroporto.
A
aeronave, com o número de voo 4U814, decolou da cidade alemã de
Colônia, no Oeste do país, às 5h (horário de Brasília), com destino à
cidade italiana de Veneza. Uma hora depois, teve de fazer uma
aterrissagem de emergência em Stuttgart. Ainda não há informações sobre
feridos.
O número de pessoas no voo ainda não foi divulgado. Por
volta das 7h30 (horário de Brasília), os passageiros ainda se
encontravam no aeroporto, onde ocorrem os trabalhos de reparo do avião.
Ainda não há certezas sobre a possibilidade de o voo ser retomado rumo a Veneza. Pode ser necessária a substituição da aeronave.
A
Germanwings está dando a possibilidade aos passageiros de regressarem
em um novo voo para Colônia ou aguardarem pela conclusão do voo inicial.
O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, prometeu hoje (4) responder
“o mais severamente possível” ao ataque à Universidade de Garissa, onde
148 pessoas foram mortas por extremistas islâmicos. Ele assegurou que o
seu país “não se curvará” perante a ameaça do grupo somali Al Shebab de
"promover um banho de sangue no país".
“O
meu governo responderá o mais severamente possível ao ataque e a
qualquer ataque que nos tenha como alvo”, afirmou Kenyatta, na sua
primeira declaração pública desde que terminou, na sexta-feira (3), a
operação das forças de segurança relativa ao atentado. “Apesar da
adversidade, nunca nos curvamos e não desistiremos nunca. Continuaremos a
construir uma nação próspera e segura”, acrescentou o presidente
queniano.
Kenyatta decretou hoje três dias de luto nacional, pelo ataque de quinta-feira (2), que vitimou principalmente estudantes
da Universidade de Garissa. “O combate ao terrorismo tornou-se
particularmente difícil, pois os que o organizam e financiam estão
profundamente inseridos nas nossas comunidades”, disse o presidente. “A
radicalização que alimenta o terrorismo ocorre em pleno dia, nas escolas
corânicas, nas casas e nas mesquitas com imãs sem escrúpulos”, alertou.
O
dirigente apelou para que “todos os quenianos, todas as igrejas e todos
os dirigentes” falem “alto e forte a favor da unidade [do país]”, de
modo que a sua “cólera, justificada, não leve à estigmatização de
ninguém”.
Além dos estudantes, três agentes policiais e três
militares morreram no ataque à Universidade de Garissa, localidade do
Leste queniano, a cerca de 150 quilômetros da fronteira com a Somália.
Os shebab reivindicaram o ataque, o que matou mais pessoas no
Quênia desde o atentado à Embaixada dos Estados Unidos em Nairobi, em
1998, que teve 213 mortos. O ataque à universidade foi uma represália à
presença militar queniana na Somália desde final de 2011 para combater o
grupo fundamentalista.
Americano tem alta de hospital após 66 dias perdido no Oceano Atlântico
Um homem que ficou 66 dias perdido no Oceano Atlântico
recebeu alta nessa sexta-feira (3) do hospital onde ficou internado,
após ter sido resgatado em frente à costa da Carolina do Norte, nos
Estados Unidos.
Louis Jordan, de 37 anos, partiu em
janeiro de uma marina da Carolina do Sul, a bordo de um veleiro com
pouco mais de 10 metros para pescar em alto-mar. De acordo com o
porta-voz da Guarda Costeira norte-americana, Krystyn Pecora, dias
depois, com o mastro quebrado e danos no sistema elétrico, a embarcação
ficou à deriva.
Em 29 de janeiro, parentes confirmaram o desaparecimento do navegador. As buscas foram canceladas dez dias depois.
Quase
dois meses após ter desaparecido, Jordan foi avistado por um cargueiro
alemão a cerca de 320 quilômetros a leste do cabo Hatteras, em frente à
costa da Carolina do Norte. A tripulação do cargueiro o resgatou e
acionou a Guarda Costeira.
O homem foi levado para um hospital de
Norfolk, no estado da Virgínia, onde deu entrada com sintomas de
desidratação e uma lesão em um ombro.
Peritos encerram coleta de material em local de acidente com filho de Alckmin
Daniel Mello - Repórter da Agência BrasilEdição: Armando Cardoso
Os peritos da Aeronáutica concluíram na madrugada
de hoje (4) o trabalho de campo no local onde caiu o helicóptero em que
estava o filho do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Desde a
noite de quinta-feira (2), os técnicos recolhiam indícios que possam
indicar as causas do acidente.
Todo
o material recolhido, incluindo peças da aeronave e registros
produzidos pelas equipes de resgate, está sob análise no Serviço
Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa).
O centro, que fica no Campo de Marte, zona norte paulistana, conduzirá a
apuração do caso. Não há previsão de conclusão dos trabalhos.
O
helicóptero em que estava Thomaz Alckmin caiu no fim da tarde de
quinta-feira, em um condomínio residencial de Carapicuíba, zona oeste da
Grande São Paulo. Além do filho do governador, morreram no acidente o
piloto Carlos Haroldo Isquerdo Gonçalves e três mecânicos.
A
empresa Seripatri, proprietária da aeronave, informou que o helicóptero
Eurocopter, modelo EC 155, tinha cerca de quatro anos de uso e 600 horas
de voo. De acordo com a empresa, a documentação do aparelho estava em
ordem. No momento da queda, a aeronave fazia um voo de teste, após
manutenção preventiva.
Fidel Castro reapareceu em público durante encontro com venezuelanos em uma escola em HavanaReprodução Granma/Foto: Juventude Rebelde - Direitos Reservados O
ex-presidente de Cuba Fidel Castro, 88 anos, fez hoje (4) sua primeira
aparição pública nos últimos 14 meses. Na segunda-feira (30), ele se
encontrou com um grupo de 33 venezuelanos em uma escola de Havana. O
grupo visitava a escola a convite do Instituto Cubano de Amizade com os
Povos (Icap).
De acordo com o jornal Granma,
órgão oficial do Partido Comunista de Cuba, o encontro durou uma hora e
meia. “É preciso trabalhar rapidamente, reunir muitas assinaturas
destinadas ao presidente [Barack] Obama, de modo que a Venezuela deixe
de ser considerada uma ameaça para a segurança dos Estados Unidos”,
declarou Fidel aos visitantes, segundo informações do Granma.
Fotos
divulgadas pelo diário cubano mostram Fidel dentro de um veículo,
acenando para os venezuelanos. “Fidel está cheio de vitalidade. Afirmam
que esta é a definição mais recorrente dentro do grupo de amigos que o
viram e puderam conversar com ele”, diz um trecho da publicação.
Desde
2006, quando abandonou o poder por razões de saúde, Fidel Castro tem
aparecido em público raramente. A última vez tinha sido em 8 de janeiro
de 2014, na inauguração de uma galeria de arte em Havana. *Com informações da Agência Lusa e do jornal Granma
Nível do Cantareira sobe para 19,3%, mas sistema ainda opera com volume morto
Daniel Mello - Repórter da Agência BrasilEdição: Armando Cardoso
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São
Paulo (Sabesp) informou que, mesmo sem chuva, o nível do Sistema
Cantareira subiu 0,1 ponto porcentual de ontem (4) para hoje (5). Neste
sábado, o manancial estava com 19,3% de sua capacidade de reserva.
Apesar
do contínuo aumento verificado na quantidade armazenada das últimas
semanas, os reservatórios ainda operam com o volume morto, reserva
técnica que precisa ser bombeada.
O nível das represas precisa
subir 10 pontos percentuais para atingir o volume útil. Esse era o nível
registrado em 16 de maio do ano passado, quando houve esgotamento dos
reservatórios. A partir daí, os consumidores abastecidos pelo Cantareira
passaram a receber água do volume morto. O uso das reservas representou
acréscimo de 182,5 bilhões de litros (18,5% do total) na capacidade do
sistema.
O Sistema Alto Cotia permaneceu estável, com 64,8% da
capacidade. Os demais sistemas que abastecem a regão metropolitana de
São Paulo tiveram quedas nos níveis. O Alto Tietê perdeu 0,1 ponto
percentual e está com 22,4% da capacidade. O Sistema Guarapiranga
alcançou queda de 0,2 ponto percentual, chegando a 84,7%. O Rio Claro
atingiu 43% da capacidade, com perda de 0,1 ponto percentual. O Rio
Grande registrou queda de 0,1 ponto percentual e opera com 96,5% da
capacidade.
O governo de São Paulo instalou na prefeitura de Santos um gabinete
de crise para acompanhar e tomar providências em relação ao incêndio nos
depósitos da Ultracargo. Fazem parte do grupo o vice-governador, Márcio
França, os secretários de Governo, Saulo de Castro; da Casa Militar,
José Roberto Rodrigues de Oliveira; da Segurança Pública, Alexandre de
Moraes; e do Meio Ambiente, Patrícia Iglecias. Também integram o comitê o
comandante do Corpo de Bombeiros, Marco Aurélio Alves Pinto, e o
subsecretário de Comunicação, Marcio Aith.
O
incêndio nos tanques de etanol e gasolina, localizados no bairro da
Alemoa, começou na manhã da última quinta-feira (2). Hoje (4) o fogo
atingiu mais um reservatório de gasolina. Nesse momento, quatro tanques
estão em chamas. Na mesma bacia de contenção há mais dois tanques. Um
deles está vazio e o outro contém etanol. Nenhum deles foi afetado até o
momento.
Uma equipe de 93 homens do Corpo de Bombeiros se reveza
no combate ao incêndio. Os trabalhos estão focados no resfriamento do
tanque que contém etanol, com o objetivo de deter a propagação do fogo.
De acordo com a empresa, o incidente prossegue sem mortos e feridos.
Segundo
o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Marcos Palumbo, já foram utilizados
4 bilhões de litros de água retirada do mar para conter as chamas. “O
risco principal é o de pegar em outro tanque, tendo em vista o calor de
800 graus. Não é fácil fazer a extinção desse fogo, mas já evoluímos
bastante resfriando os outros tanques”, disse em entrevista hoje. Devido
ao incêndio, um dos acessos ao Porto de Santos foi bloqueado pelas
autoridades.
Moradores do Complexo do Alemão pedem paz e justiça em protesto pacífico
Vladimir Platonow - Repórter da Agência BrasilEdição: Jorge Wamburg
Centenas de moradores do conjunto de favelas do Complexo do
Alemão fizeram um protesto pacífico no final da manhã de hoje (4),
caminhando pelas duas principais vias da região, as avenidas Itararé e
Itaoca, para pedir paz na comunidade e justiça pela morte do menino
Eduardo de Jesus, de 10 anos. O garoto foi atingido na quinta-feira (2)
por uma bala perdida, na porta de casa.
Os moradores acusam a
Polícia Militar (PM) de fazer o disparo, mas o comando da corporação
ainda está investigando o fato. Carregando cartazes, pedaços de tecido e
balões brancos, os moradores partiram da localidade conhecida como
Grota e seguiram até a praça principal do bairro de Inhaúma, do outro
lado da comunidade. Moradores carregaram cartazes em que pediam o fim da violênciaTomaz Silva/Agência Brasil Durante
todo o trajeto, foram seguidos de perto por dezenas de policiais
militares, que não intervieram no protesto. Em alguns momentos mais
tensos, as pessoas vaiaram veículos da PM, principalmente da Unidade de
Polícia Pacificadora (UPP) e o blindado conhecido como Caveirão. Terezinha Maria de Jesus, mãe do menino Eduardo, passou mal e teve de deixar o protesto antes do finalTomaz Silva/Agência Brasil A
mãe de Eduardo, a diarista Terezinha Maria de Jesus, participou do
início do ato, mas teve de ser retirada, ao se descontrolar e passar
mal. Ela culpou a PM pela morte do filho. "Eles estão matando os
inocentes. Essa polícia assassina tirou a vida do meu filho. Esses
covardes", protestou Terezinha.
O presidente da Comissão de
Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj),
deputado Marcelo Freixo (PSOL), esteve no protesto e questionou a
política de segurança do governo do estado. "Tem que ter uma solução
para isso, porque estamos falando da vida das pessoas. O primeiro passo é
ouvir os moradores. Isso nunca aconteceu, nem para construir o
teleférico nem para pensar em um modelo de polícia. É preciso parar com o
discurso da guerra. Tem que ter diálogo", disse.
O líder comunitário Rene Silva, criador do jornal Voz da Comunidade,
citou o aumento da violência como a principal causa do protesto: "O
motivo da manifestação é a insatisfação das pessoas com essa violência,
que já está desde o início do ano aqui no complexo. Estamos há 90 dias
sem deixar de ouvir tiroteios. A solução não é reforçar o policiamento.
Passa por investimento em outras áreas, que não chegaram com a mesma
força que a polícia chegou na comunidade, como as áreas cultural e
social".
O presidente da Associação de Moradores da Palmeira,
Marcos Valério Alves, conhecido como Marquinho Pepé, fez questão de
ressaltar que o ato não era contra a polícia, mas sim pela paz e pelo
respeito mútuo. "O nosso objetivo é pela paz e pela vida. Não somos
contra a UPP. Só queremos policiais comprometidos com a vida. Queremos
um comandante que chame a população para conversar, que haja o diálogo.
Nós queremos o nosso direito de ser respeitados. Hoje não existe nem
respeito nem tolerância dentro do Alemão", disse Pepé.
Por meio
de nota publicada ontem (3), o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão,
informou que todas as despesas com o traslado e sepultamento do corpo do
menino Eduardo para o Piauí, terra natal da família, serão pagas pelo
estado. Pezão também se disse profundamente consternado com o caso e
garantiu que a morte do garoto não ficará impune.
Os policiais
envolvidos na ocorrência foram afastados das ruas e estão respondendo a
um inquérito policial militar (IPM). As armas deles foram recolhidas e
passarão por exame balístico.
Alta nos preços dos ovos de Páscoa deixa consumidor do DF cauteloso
Mariana Branco - Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso
Na véspera da Páscoa, lojistas adotaram promoções de última hora para conquistar consumidores mais resistenteJosé Cruz/Agência Brasil Na
véspera da Páscoa, moradores do Distrito Federal lotaram o comércio em
busca de chocolates para este domingo. No entanto, preocupados com o
orçamento, eles pesquisaram os preços e, em relação a anos anteriores,
foram comedidos nas compras. As empresas também adotaram estratégias
para conquistar consumidores mais resistentes. De acordo com gerentes de
lojas, este ano as promoções para esvaziar o estoque começaram mais
cedo.
O aposentado Osman Ribeiro, 67 anos, percorreu lojas
e supermercados atento aos preços antes de se decidir. Após pesquisar,
finalmente comprou hoje (4) ovos de chocolate para filhos e netos. “Os
preços estão mais ou menos equilibrados, mas aqui foi onde achei mais em
conta”, comentou ao encontrar o que procurava em uma loja especializada
em doces na região central de Brasília. O casal Josimar e Cindy Kelly recorreu à pesquisa para encontrar preços menoresJosé Cruz/Agência Brasil O
marceneiro Josimar Pedrosa de Oliveira, 28 anos, e a estudante Cindy
Kelly de Carvalho, 20 anos, também recorreram à pesquisa. “Teve um
aumento significativo este ano. Estamos levando para filhos e
sobrinhos”, informou Oliveira.
No
caso da dona de casa Miriam Souza, 48 anos, o jeito foi presentear
menos pessoas. “Estou levando para meu filho e minha nora. Costumava
presentear a família inteira, mas um ovo que custava R$ 20, R$ 30, está
custando R$ 40. Este ano está brabo”, alertou.
Daniela Lúcia
Vieira, gerente de uma loja especializada, afirmou que os comerciantes
repassaram aumento aos clientes, porque estão pagando mais caro. “De
janeiro para cá, o reajuste para nós chegou a 10%. A mão de obra e o
combustível também estão mais caros”, comentou.
Daniela explicou
que a saída para aumentar o movimento é recorrer às promoções. “Aqui na
loja, na compra de dois ovos de Páscoa o cliente ganha um de graça. Está
dando certo. Os ovos estão vendendo bem”, garantiu.
Supervisor
de uma outra loja, Ormínio Koike de Almeida esclareceu que a redução nos
preços, que geralmente ocorre após o domingo de Páscoa, começou mais
cedo em 2015.
“Este ano, o movimento está um pouco mais fraco. É
normal. Subiram alguns preços. Até as negociações para vendas no
atacado, para escolas, estão mais difíceis. O mercado percebeu isso com
antecedência e fez as baixas [de preço]. Também fizemos promoções”,
revelou. Nos supermercados, além de chocolates, os
consumidores estão em busca de itens tradicionais da ceia de Páscoa,
como bacalhau e azeite. Mas os valores elevados estão desagradando a
pessoas como a professora Nair Terezinha Altoé, 63 anos.
Os preços do bacalhau e do azeite desagradaram a professora Nair AltoéJosé Cruz/Agência Brasil “Quero
fazer bacalhau, porque vamos receber visitas em casa. Estou procurando
em lascas, que é mais barato. Tanto o bacalhau quanto os chocolates
estão mais caros. Em vez de ovos, estou levando caixas de bombom, que
estão na promoção. Elas estão com preços mais atrativos”, acrescentou.
Semana Santa movimenta R$ 292 milhões com o turismo no Rio de Janeiro
Flávia Villela - Repórter da Agência BrasilEdição: Armando Cardoso
Os turistas que viajam durante a Páscoa devem gerar R$ 292
milhões para a economia do Rio de Janeiro. Este valor deve ser gasto em
mais de 174 mil viagens pelo estado, incluindo as de avião, ônibus,
navio e carro. A projeção é do Ministério do Turismo e tem por base
dados como gasto médio e frequência de viagens em feriados nacionais. O
gasto médio pelo país nos quatro dias de folga será R$ 1,7 mil.
Somados
todos os estados, serão movimentados R$ 3,68 bilhões em cerca de 2
milhões de viagens internas. Entre os estados com previsão de maior
arrecadação com o turismo de Páscoa, estão São Paulo (R$ 570,1 milhões),
o Rio Grande do Sul (R$ 489,3 milhões) e a Bahia (R$ 310,1 milhões). Para o ministro Vinícius Lages (à esquerda), feriados como o da Páscoa impulsionam a economiaFabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil Apenas
São Paulo deve registrar 407 mil viagens, seguido pelo Rio de Janeiro
(174 mil) e a Bahia (163 mil). De acordo com o boletim mensal que
monitora a intenção de viagem em sete capitais do país, 70,2% dos
entrevistados que pretendem viajar pelos próximos seis meses escolheram
um destino turístico nacional.
De acordo com o ministro Vinicius
Lages, feriados como o desta semana impulsionam a economia turística e
geram impacto em diversos segmentos, como a indústria de automóveis, o
setor aéreo, o de bares e restaurantes, de hotelaria e de serviços.
O PT se opõe ao ajuste antes de mais nada porque não o compreende, assim como não compreende a crise que ele próprio fabricou
04/04/2015 - 01h00
Uma
crise gigante gerida por anões políticos – eis em síntese a encrenca em
que está metido o país. O PT, partido que se quer hegemônico, não
dispõe de um só quadro, dentro ou fora do Congresso, capaz não apenas de
enfrentar a crise, mas, sobretudo, de compreendê-la. Seus nomes do
passado lá ficaram. Lula e José Dirceu, seus expoentes, envolveram-se
com o Código Penal e são incapazes não apenas de convencer, mas até
mesmo de falar ao público. Lula atém-se a ambientes fechados e
impermeáveis ao contraditório, enquanto José Dirceu é refém de advogados
criminalistas. O PT mergulhou em profundo autismo. No Congresso, o
ambiente é lastimável. Ter como líder na Câmara alguém da estatura
intelectual de Sibá Machado (AC), cujas relações com a lógica e o verbo
atormentam taquígrafos, repórteres e colegas de ofício, resume a ópera.
Diante de Sibá, Dilma tem a eloquência de um Cícero ou Vieira. E há
ainda figuras patéticas como a deputada gaúcha Maria do Rosário, que
chega ao requinte de divergir de si mesma, poupando a oposição de
fazê-lo. Ao que parece, não se percebe. Opõe-se, por exemplo, à
redução da maioridade penal para 16 anos, alegando que “cadeia não
conserta ninguém”, ao mesmo tempo em que se empenha em agravar delitos
(isto é, propor mais cadeia) para temas de sua cartilha do politicamente
correto, como homofobia, feminismo e outros. O que se deduz é que
tem duas concepções de cadeia: a regenerativa e a vingativa. A primeira,
quando se trata dos seus, é ineficaz e deve ser evitada, mas a segunda,
destinada a seus adversários, não: deve ser intensificada. Crime, para
ela – e nisso exprime o próprio PT -, não é questão moral, mas
ideológica. No entorno da presidente, há nada menos que nove
articuladores políticos - e nenhum articula nada. O espetáculo patético
dos dois ministros – Miguel Rosseto (da Secretaria Geral da Presidência)
e José Eduardo Cardozo (da Justiça) -, escalados para falar da
manifestação do dia 15 de março, não merecia sequer o panelaço com que
foram brindados. Um disse uma coisa e outro o seu contrário. Rosseto
viu as passeatas como coisa dos eleitores de Aécio e da elite branca (da
qual, aliás, a exemplo do comando de seu partido, faz parte), o que as
tornaria banais. Cardozo captou-lhes a gravidade, embora não saiba
como lidar com elas. A má fé cínica e a obtusidade córnea de ambos (para
citar a expressão de Eça de Queiroz) sugere que se poupem panelas e
protestos. Não merecem sequer vaia. Em tal contexto, não espanta que
um tecnocrata, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afeito à ditadura
das planilhas e dos números, desponte como único interlocutor político
disponível junto ao Congresso. Na ausência de um negociador dentro do
governo, foi pessoalmente conversar com os senadores sobre o ajuste
fiscal. Não lhe pareceram à altura da missão nomes como o já
mencionado Sibá Machado ou Pepe Vargas (ministro das Relações
Institucionais) ou o senador pernambucano Humberto Costa (líder naquela
casa), entre outras eminências partidárias disponíveis. O PT se opõe
ao ajuste antes de mais nada porque não o compreende, assim como não
compreende a crise que ele próprio fabricou. Se não a percebe, como
vencê-la? Lula diz aos quatro ventos que a crise tem nome: Dilma. Nesse
caso, tem também autor: Lula, que a inventou e a entronizou na
Presidência. Não bastasse, há os escândalos que não param de vir à
tona – na Petrobras, na Receita, no BNDES, em toda parte. A reação do
partido, na falta de argumentos, não muda: evoca a conduta de
adversários no passado, na tentativa de banalizar o que fez. É como
se um homicida, flagrado, evocasse Caim para dizer que assassinato é
coisa antiga e que não foi inventado por ele. A corrupção do passado – a
tal “senhora idosa” a que se referiu a presidente - não absolve nem
atenua a do presente. Mais: se o partido a conhece tão bem – e não
hesita em atribuí-la também aos tucanos -, por que não a puniu nestes 13
anos de mandato? A omissão, se efetiva, acresce aos delitos do presente mais um: o crime de prevaricação. Tais
contradições escapam ao tirocínio médio dos petistas incumbidos de
gerir a crise. O nanismo mental não as enxerga, o que não impede que
prosperem e agravem o quadro. O resultado está parcialmente expresso
nas pesquisas de opinião e nas multidões nas ruas. A propósito, a
manifestação popular convocada pelo presidente do PT, Rui Falcão, para o
dia 31 de março – e reverberada por Lula -, em defesa da Petrobras e
contra o golpe militar de 51 anos atrás, simplesmente não aconteceu. O
PT perdeu não apenas o juízo, mas também o povo.