Livro detalha a campanha nazista para fundamentar o genocídio

Comissão ouve na terça Temer e presidentes de partidos sobre reforma política


Vice-presidente Michel Temer fala à imprensa após reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Michel Temer foi convidado para falar sobre sistemas eleitorais e financiamento de campanhaFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O presidente do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer, participa na terça-feira (7), às 14h30, na Comissão Especial da Reforma Política da Câmara, de audiência pública sobre um novo sistema político a ser votado pelo Congresso. Temer foi convidado pela comissão e confirmou presença para falar de sistemas eleitorais e financiamento de campanhas. 
Também na terça-feira pela manhã, os deputados da comissão debaterão o tema com os presidentes do PRB, Marcos Pereira; do PPS, Roberto Freire; do PSOL, Luiz Araújo; e do PHS, Eduardo Machado.
De acordo com o relator da reforma política na comissão, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), autor do requerimento para audiência, os debates têm como objetivo o fortalecimento dos partidos políticos.
Segundo ele, não seria razoável deliberar sobre um novo sistema político-partidário “sem ouvir os dirigentes nacionais dos partidos políticos com representação no Congresso Nacional”.
A comissão marcou para quinta-feira (9), às 9h, nova audiência pública com o cientista político Bruno Speck, que debaterá com os deputados a reforma política, com destaque para sistemas eleitorais e financiamento de campanhas.
Presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) adiantou que, ainda no primeiro semestre, pretende fazer uma semana de esforço concentrado para votar a reforma política.
Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, preside sessão de votações da Casa (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Eduardo Cunha tem pressa para votar a reforma políticaFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Para Cunha, as alterações no sistema devem valer para as eleições de prefeitos e vereadores de 2016. Segundo ele, para isso, as mudanças têm de ser aprovadas pela Câmara e Senado e sancionadas um ano antes do pleito de 2016. No caso de emenda à Constituição, ela tem de ser promulgada no mesmo prazo.

Agência Brasil



 

Avião da Germanwings faz pouso de emergência na Alemanha

Um avião da companhia aérea Germanwings fez hoje (4) um pouso de emergência no Aeroporto de Stuttgart, no Sul da Alemanha, devido a um problema técnico, segundos fontes do aeroporto.
A aeronave, com o número de voo 4U814, decolou da cidade alemã de Colônia, no Oeste do país, às 5h (horário de Brasília), com destino à cidade italiana de Veneza. Uma hora depois, teve de fazer uma aterrissagem de emergência em Stuttgart. Ainda não há informações sobre feridos.
O número de pessoas no voo ainda não foi divulgado. Por volta das 7h30 (horário de Brasília), os passageiros ainda se encontravam no aeroporto, onde ocorrem os trabalhos de reparo do avião.
Ainda não há certezas sobre a possibilidade de o voo ser retomado rumo a Veneza. Pode ser necessária a substituição da aeronave.
A Germanwings está dando a possibilidade aos passageiros de regressarem em um novo voo para Colônia ou aguardarem pela conclusão do voo inicial.

Agência Lusa e Agência Brasil



 

Quênia promete resposta severa a ataque que matou 148 pessoas em universidade

O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, prometeu hoje (4) responder “o mais severamente possível” ao ataque à Universidade de Garissa, onde 148 pessoas foram mortas por extremistas islâmicos. Ele assegurou que o seu país “não se curvará” perante a ameaça do grupo somali Al Shebab de "promover um banho de sangue no país".
“O meu governo responderá o mais severamente possível ao ataque e a qualquer ataque que nos tenha como alvo”, afirmou Kenyatta, na sua primeira declaração pública desde que terminou, na sexta-feira (3), a operação das forças de segurança relativa ao atentado. “Apesar da adversidade, nunca nos curvamos e não desistiremos nunca. Continuaremos a construir uma nação próspera e segura”, acrescentou o presidente queniano.
Kenyatta decretou hoje três dias de luto nacional, pelo ataque de quinta-feira (2), que vitimou principalmente estudantes da Universidade de Garissa. “O combate ao terrorismo tornou-se particularmente difícil, pois os que o organizam e financiam estão profundamente inseridos nas nossas comunidades”, disse o presidente. “A radicalização que alimenta o terrorismo ocorre em pleno dia, nas escolas corânicas, nas casas e nas mesquitas com imãs sem escrúpulos”, alertou.
O dirigente apelou para que “todos os quenianos, todas as igrejas e todos os dirigentes” falem “alto e forte a favor da unidade [do país]”, de modo que a sua “cólera, justificada, não leve à estigmatização de ninguém”.
Além dos estudantes, três agentes policiais e três militares morreram no ataque à Universidade de Garissa, localidade do Leste queniano, a cerca de 150 quilômetros da fronteira com a Somália. Os shebab reivindicaram o ataque, o que matou mais pessoas no Quênia desde o atentado à Embaixada dos Estados Unidos em Nairobi, em 1998, que teve 213 mortos. O ataque à universidade foi uma represália à presença militar queniana na Somália desde final de 2011 para combater o grupo fundamentalista.

Agência Lusa e Agência Brasil

Páscoa traz fantasia e encantamento para crianças - Crédito: André Ávila
Geral

Páscoa traz fantasia e encantamento para crianças



Bondinhos da Cascata do Caracol acessam cenário de rara beleza em Canela - Crédito: Divulgação / Prefeitura Municipal de Canela / CP
Economia

Serra gaúcha quer atrair mais de 1 milhão de turistas neste inverno


Piratini mapeia ativos a serem transferidos

Geral

Domingo de Páscoa terá tempo instável

 

Americano tem alta de hospital após 66 dias perdido no Oceano Atlântico



Um homem que ficou 66 dias perdido no Oceano Atlântico recebeu alta nessa sexta-feira (3) do hospital onde ficou internado, após ter sido resgatado em frente à costa da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
Louis Jordan, de 37 anos, partiu em janeiro de uma marina da Carolina do Sul, a bordo de um veleiro com pouco mais de 10 metros para pescar em alto-mar. De acordo com o porta-voz da Guarda Costeira norte-americana, Krystyn Pecora, dias depois, com o mastro quebrado e danos no sistema elétrico, a embarcação ficou à deriva.
Em 29 de janeiro, parentes confirmaram o desaparecimento do navegador. As buscas foram canceladas dez dias depois.
Quase dois meses após ter desaparecido, Jordan foi avistado por um cargueiro alemão a cerca de 320 quilômetros a leste do cabo Hatteras, em frente à costa da Carolina do Norte. A tripulação do cargueiro o resgatou e acionou a Guarda Costeira.
O homem foi levado para um hospital de Norfolk, no estado da Virgínia, onde deu entrada com sintomas de desidratação e uma lesão em um ombro.

Agência Brasil e Agência Lusa


 

Peritos encerram coleta de material em local de acidente com filho de Alckmin


Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso
Os peritos da Aeronáutica concluíram na madrugada de hoje (4) o trabalho de campo no local onde caiu o helicóptero em que estava o filho do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Desde a noite de quinta-feira (2), os técnicos recolhiam indícios que possam indicar as causas do acidente.
Todo o material recolhido, incluindo peças da aeronave e registros produzidos pelas equipes de resgate, está sob análise no Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa). O centro, que fica no Campo de Marte, zona norte paulistana, conduzirá a apuração do caso. Não há previsão de conclusão dos trabalhos.
O helicóptero em que estava Thomaz Alckmin caiu no fim da tarde de quinta-feira, em um condomínio residencial de Carapicuíba, zona oeste da Grande São Paulo. Além do filho do governador, morreram no acidente o piloto Carlos Haroldo Isquerdo Gonçalves e três mecânicos.
A empresa Seripatri, proprietária da aeronave, informou que o helicóptero Eurocopter, modelo EC 155, tinha cerca de quatro anos de uso e 600 horas de voo. De acordo com a empresa, a documentação do aparelho estava em ordem. No momento da queda, a aeronave fazia um voo de teste, após manutenção preventiva.

Agência Brasil

http://m.assessorizeimoveis.com.br/ 

Realizando Sonhos

Assessorize Imóveis - www.rsnoticias.net

Fidel Castro aparece pela primeira vez em público após 14 meses


Fidel Castro reaparece em público após 14 meses de reclusão (Reprodução Granma/Foto: Juventude Rebelde - Direitos Reservados)
Fidel Castro reapareceu em público durante encontro com venezuelanos em uma escola em HavanaReprodução Granma/Foto: Juventude Rebelde - Direitos Reservados
O ex-presidente de Cuba Fidel Castro, 88 anos, fez hoje (4) sua primeira aparição pública nos últimos 14 meses. Na segunda-feira (30), ele se encontrou com um grupo de 33 venezuelanos em uma escola de Havana. O grupo visitava a escola a convite do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (Icap).
De acordo com o jornal Granma, órgão oficial do Partido Comunista de Cuba, o encontro durou uma hora e meia. “É preciso trabalhar rapidamente, reunir muitas assinaturas destinadas ao presidente [Barack] Obama, de modo que a Venezuela deixe de ser considerada uma ameaça para a segurança dos Estados Unidos”, declarou Fidel aos visitantes, segundo informações do Granma.
Fotos divulgadas pelo diário cubano mostram Fidel dentro de um veículo, acenando para os venezuelanos. “Fidel está cheio de vitalidade. Afirmam que esta é a definição mais recorrente dentro do grupo de amigos que o viram e puderam conversar com ele”, diz um trecho da publicação.
Desde 2006, quando abandonou o poder por razões de saúde, Fidel Castro tem aparecido em público raramente. A última vez tinha sido em 8 de janeiro de 2014, na inauguração de uma galeria de arte em Havana.
*Com informações da Agência Lusa e do jornal Granma


Agência Brasil

Acidente deixa quatro mortos em Santa Rosa  - Crédito: Pietro Fuhr / Especial / CP

Acidente deixa quatro mortos em Santa Rosa

Carro trafegava pela RSC 472 quando saiu da pista e colidiu em árvore



Nível do Cantareira sobe para 19,3%, mas sistema ainda opera com volume morto


Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou que, mesmo sem chuva, o nível do Sistema Cantareira subiu 0,1 ponto porcentual de ontem (4) para hoje (5). Neste sábado, o manancial estava com 19,3% de sua capacidade de reserva.
Apesar do contínuo aumento verificado na quantidade armazenada das últimas semanas, os reservatórios ainda operam com o volume morto, reserva técnica que precisa ser bombeada.
O nível das represas precisa subir 10 pontos percentuais para atingir o volume útil. Esse era o nível registrado em 16 de maio do ano passado, quando houve esgotamento dos reservatórios. A partir daí, os consumidores abastecidos pelo Cantareira passaram a receber água do volume morto. O uso das reservas representou acréscimo de 182,5 bilhões de litros (18,5% do total) na capacidade do sistema.
O Sistema Alto Cotia permaneceu estável, com 64,8% da capacidade. Os demais sistemas que abastecem a regão metropolitana de São Paulo tiveram quedas nos níveis. O Alto Tietê perdeu 0,1 ponto percentual e está com 22,4% da capacidade. O Sistema Guarapiranga alcançou queda de 0,2 ponto percentual, chegando a 84,7%. O Rio Claro atingiu 43% da capacidade, com perda de 0,1 ponto percentual. O Rio Grande registrou queda de 0,1 ponto percentual e opera com 96,5% da capacidade.

Agência Brasil



Governo de São Paulo cria gabinete de crise para acompanhar incêndio em Santos

O governo de São Paulo instalou na prefeitura de Santos um gabinete de crise para acompanhar e tomar providências em relação ao incêndio nos depósitos da Ultracargo. Fazem parte do grupo o vice-governador, Márcio França, os secretários de Governo, Saulo de Castro; da Casa Militar, José Roberto Rodrigues de Oliveira; da Segurança Pública, Alexandre de Moraes; e do Meio Ambiente, Patrícia Iglecias. Também integram o comitê o comandante do Corpo de Bombeiros, Marco Aurélio Alves Pinto, e o subsecretário de Comunicação, Marcio Aith.
O incêndio nos tanques de etanol e gasolina, localizados no bairro da Alemoa, começou na manhã da última quinta-feira (2). Hoje (4) o fogo atingiu mais um reservatório de gasolina. Nesse momento, quatro tanques estão em chamas. Na mesma bacia de contenção há mais dois tanques. Um deles está vazio e o outro contém etanol. Nenhum deles foi afetado até o momento.
Uma equipe de 93 homens do Corpo de Bombeiros se reveza no combate ao incêndio. Os trabalhos estão focados no resfriamento do tanque que contém etanol, com o objetivo de deter a propagação do fogo. De acordo com a empresa, o incidente prossegue sem mortos e feridos.
Segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros, Marcos Palumbo,  já foram utilizados 4 bilhões de litros de água retirada do mar para conter as chamas. “O risco principal é o de pegar em outro tanque, tendo em vista o calor de 800 graus. Não é fácil fazer a extinção desse fogo, mas já evoluímos bastante resfriando os outros tanques”, disse em entrevista hoje. Devido ao incêndio, um dos acessos ao Porto de Santos foi bloqueado pelas autoridades.

Agência Brasil

Moradores do Complexo do Alemão pedem paz e justiça em protesto pacífico


Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil Edição: Jorge Wamburg
Centenas de moradores do conjunto de favelas do Complexo do Alemão fizeram um protesto pacífico no final da manhã de hoje (4), caminhando pelas duas principais vias da região, as avenidas Itararé e Itaoca, para pedir paz na comunidade e justiça pela morte do menino Eduardo de Jesus, de 10 anos. O garoto foi atingido na quinta-feira (2) por uma bala perdida, na porta de casa.
Os moradores acusam a Polícia Militar (PM) de fazer o disparo, mas o comando da corporação ainda está investigando o fato. Carregando cartazes, pedaços de tecido e balões brancos, os moradores partiram da localidade conhecida como Grota e seguiram até a praça principal do bairro de Inhaúma, do outro lado da comunidade.
Moradores do Complexo do Alemão fazem protesto pacífico pedindo paz na comunidade e justiça pela morte do menino Eduardo de Jesus, 10 anos, atingido na quinta-feira (2) por uma bala perdida (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Moradores carregaram cartazes em que pediam o fim da violênciaTomaz Silva/Agência Brasil
Durante todo o trajeto, foram seguidos de perto por dezenas de policiais militares, que não intervieram no protesto. Em alguns momentos mais tensos, as pessoas vaiaram veículos da PM, principalmente da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e o blindado conhecido como Caveirão.
Terezinha Maria de Jesus, mãe do menino Eduardo de Jesus, 10 anos, morto na quinta-feira (2) atingido por uma bala perdida, participa de protesto pacífico pedindo paz na comunidade (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Terezinha Maria de Jesus, mãe do menino Eduardo, passou mal e teve de deixar o protesto antes do finalTomaz Silva/Agência Brasil
A mãe de Eduardo, a diarista Terezinha Maria de Jesus, participou do início do ato, mas teve de ser retirada, ao se descontrolar e passar mal. Ela culpou a PM pela morte do filho. "Eles estão matando os inocentes. Essa polícia assassina tirou a vida do meu filho. Esses covardes", protestou Terezinha.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Marcelo Freixo (PSOL), esteve no protesto e questionou a política de segurança do governo do estado. "Tem que ter uma solução para isso, porque estamos falando da vida das pessoas. O primeiro passo é ouvir os moradores. Isso nunca aconteceu, nem para construir o teleférico nem para pensar em um modelo de polícia. É preciso parar com o discurso da guerra. Tem que ter diálogo", disse.
O líder comunitário Rene Silva, criador do jornal Voz da Comunidade, citou o aumento da violência como a principal causa do protesto: "O motivo da manifestação é a insatisfação das pessoas com essa violência, que já está desde o início do ano aqui no complexo. Estamos há 90 dias sem deixar de ouvir tiroteios. A solução não é reforçar o policiamento. Passa por investimento em outras áreas, que não chegaram com a mesma força que a polícia chegou na comunidade, como as áreas cultural e social".
O presidente da Associação de Moradores da Palmeira, Marcos Valério Alves, conhecido como Marquinho Pepé, fez questão de ressaltar que o ato não era contra a polícia, mas sim pela paz e pelo respeito mútuo. "O nosso objetivo é pela paz e pela vida. Não somos contra a UPP. Só queremos policiais comprometidos com a vida. Queremos um comandante que chame a população para conversar, que haja o diálogo. Nós queremos o nosso direito de ser respeitados. Hoje não existe nem respeito nem tolerância dentro do Alemão", disse Pepé.
Por meio de nota publicada ontem (3), o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, informou que todas as despesas com o traslado e sepultamento do corpo do menino Eduardo para o Piauí, terra natal da família, serão pagas pelo estado. Pezão também se disse profundamente consternado com o caso e garantiu que a morte do garoto não ficará impune.
Os policiais envolvidos na ocorrência foram afastados das ruas e estão respondendo a um inquérito policial militar (IPM). As armas deles foram recolhidas e passarão por exame balístico.

Agência Brasil




Resultado de imagem para prime cia imobiliária

http://www.primeciaimobiliaria.com.br/



Alta nos preços dos ovos de Páscoa deixa consumidor do DF cauteloso


Mariana Branco - Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso
Venda de ovos de chocolate neste sábado (4), último dia antes do domingo de Páscoa (José Cruz/Agência Brasil)
Na véspera da Páscoa, lojistas adotaram promoções de última hora para conquistar consumidores mais resistenteJosé Cruz/Agência Brasil
Na véspera da Páscoa, moradores do Distrito Federal lotaram o comércio em busca de chocolates para este domingo. No entanto, preocupados com o orçamento, eles pesquisaram os preços e, em relação a anos anteriores, foram comedidos nas compras. As empresas também adotaram estratégias para conquistar consumidores mais resistentes. De acordo com gerentes de lojas, este ano as promoções para esvaziar o estoque começaram mais cedo.
O aposentado Osman Ribeiro, 67 anos, percorreu lojas e supermercados atento aos preços antes de se decidir. Após pesquisar, finalmente comprou hoje (4) ovos de chocolate para filhos e netos. “Os preços estão mais ou menos equilibrados, mas aqui foi onde achei mais em conta”, comentou ao encontrar o que procurava em uma loja especializada em doces na região central de Brasília.
O casal Josimar e Cindy Kelly compram ovos de chocolate neste sábado (4), último dia antes do domingo de Páscoa (José Cruz/Agência Brasil)
O casal Josimar e Cindy Kelly recorreu à pesquisa para encontrar preços menoresJosé Cruz/Agência Brasil
O marceneiro Josimar Pedrosa de Oliveira, 28 anos, e a estudante Cindy Kelly de Carvalho, 20 anos, também recorreram à pesquisa. “Teve um aumento significativo este ano. Estamos levando para filhos e sobrinhos”, informou Oliveira.
No caso da dona de casa Miriam Souza, 48 anos, o jeito foi presentear menos pessoas. “Estou levando para meu filho e minha nora. Costumava presentear a família inteira, mas um ovo que custava R$ 20, R$ 30, está custando R$ 40. Este ano está brabo”, alertou.
Daniela Lúcia Vieira, gerente de uma loja especializada, afirmou que os comerciantes repassaram aumento aos clientes, porque estão pagando mais caro. “De janeiro para cá, o reajuste para nós chegou a 10%. A mão de obra e o combustível também estão mais caros”, comentou.
Daniela explicou que a saída para aumentar o movimento é recorrer às promoções. “Aqui na loja, na compra de dois ovos de Páscoa o cliente ganha um de graça. Está dando certo. Os ovos estão vendendo bem”, garantiu.
Supervisor de uma outra loja, Ormínio Koike de Almeida esclareceu que a redução nos preços, que geralmente ocorre após o domingo de Páscoa, começou mais cedo em 2015.
“Este ano, o movimento está um pouco mais fraco. É normal. Subiram alguns preços. Até as negociações para vendas no atacado, para escolas, estão mais difíceis. O mercado percebeu isso com antecedência e fez as baixas [de preço]. Também fizemos promoções”, revelou.
Nos supermercados, além de chocolates, os consumidores estão em busca de itens tradicionais da ceia de Páscoa, como bacalhau e azeite. Mas os valores elevados estão desagradando a pessoas como a professora Nair Terezinha Altoé, 63 anos. 

Professora Nair Terezinha Altoé
Os preços do bacalhau e do azeite desagradaram a professora Nair AltoéJosé Cruz/Agência Brasil
“Quero fazer bacalhau, porque vamos receber visitas em casa. Estou procurando em lascas, que é mais barato. Tanto o bacalhau quanto os chocolates estão mais caros. Em vez de ovos, estou levando caixas de bombom, que estão na promoção. Elas estão com preços mais atrativos”, acrescentou.

Agência Brasil



Semana Santa movimenta R$ 292 milhões com o turismo no Rio de Janeiro


Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso
Os turistas que viajam durante a Páscoa devem gerar R$ 292 milhões para a economia do Rio de Janeiro. Este valor deve ser gasto em mais de 174 mil viagens pelo estado, incluindo as de avião, ônibus, navio e carro. A projeção é do Ministério do Turismo e tem por base dados como gasto médio e frequência de viagens em feriados nacionais. O gasto médio pelo país nos quatro dias de folga será R$ 1,7 mil.
Somados todos os estados, serão movimentados R$ 3,68 bilhões em cerca de 2 milhões de viagens internas. Entre os estados com previsão de maior arrecadação com o turismo de Páscoa, estão São Paulo (R$ 570,1 milhões), o Rio Grande do Sul (R$ 489,3 milhões) e a Bahia (R$ 310,1 milhões).
O ministro do Turismo, Vinícius Lages, e o deputado Alexandre Manente, presidente da Comissão de Turismo da Câmara, durante reunião (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Para o ministro Vinícius Lages (à esquerda), feriados como o da Páscoa impulsionam a economiaFabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil
Apenas São Paulo deve registrar 407 mil viagens, seguido pelo Rio de Janeiro (174 mil) e a Bahia (163 mil). De acordo com o boletim mensal que monitora a intenção de viagem em sete capitais do país, 70,2% dos entrevistados que pretendem viajar pelos próximos seis meses escolheram um destino turístico nacional.
De acordo com o ministro Vinicius Lages, feriados como o desta semana impulsionam a economia turística e geram impacto em diversos segmentos, como a indústria de automóveis, o setor aéreo, o de bares e restaurantes, de hotelaria e de serviços.

Agência Brasil

 

Jovem que escapou de ataque extremista no Quênia bebeu hidratante para sobreviver

Escutas da Polícia Federal mostram conselheiro dizendo que o Carf virou um 'balcão de negócios

Anões políticos // Ruy Fabiano‏

Anões políticos

Ruy Fabiano
O PT se opõe ao ajuste antes de mais nada porque não o compreende, assim como não compreende a crise que ele próprio fabricou
04/04/2015 - 01h00
A crise é o PT (Foto: Arquivo Google)
Uma crise gigante gerida por anões políticos – eis em síntese a encrenca em que está metido o país. O PT, partido que se quer hegemônico, não dispõe de um só quadro, dentro ou fora do Congresso, capaz não apenas de enfrentar a crise, mas, sobretudo, de compreendê-la. Seus nomes do passado lá ficaram.
Lula e José Dirceu, seus expoentes, envolveram-se com o Código Penal e são incapazes não apenas de convencer, mas até mesmo de falar ao público. Lula atém-se a ambientes fechados e impermeáveis ao contraditório, enquanto José Dirceu é refém de advogados criminalistas. O PT mergulhou em profundo autismo.
No Congresso, o ambiente é lastimável. Ter como líder na Câmara alguém da estatura intelectual de Sibá Machado (AC), cujas relações com a lógica e o verbo atormentam taquígrafos, repórteres e colegas de ofício, resume a ópera. Diante de Sibá, Dilma tem a eloquência de um Cícero ou Vieira.
E há ainda figuras patéticas como a deputada gaúcha Maria do Rosário, que chega ao requinte de divergir de si mesma, poupando a oposição de fazê-lo. Ao que parece, não se percebe.
Opõe-se, por exemplo, à redução da maioridade penal para 16 anos, alegando que “cadeia não conserta ninguém”, ao mesmo tempo em que se empenha em agravar delitos (isto é, propor mais cadeia) para temas de sua cartilha do politicamente correto, como homofobia, feminismo e outros.
O que se deduz é que tem duas concepções de cadeia: a regenerativa e a vingativa. A primeira, quando se trata dos seus, é ineficaz e deve ser evitada, mas a segunda, destinada a seus adversários, não: deve ser intensificada. Crime, para ela – e nisso exprime o próprio PT -, não é questão moral, mas ideológica.
No entorno da presidente, há nada menos que nove articuladores políticos - e nenhum articula nada. O espetáculo patético dos dois ministros – Miguel Rosseto (da Secretaria Geral da Presidência) e José Eduardo Cardozo (da Justiça) -, escalados para falar da manifestação do dia 15 de março, não merecia sequer o panelaço com que foram brindados.
Um disse uma coisa e outro o seu contrário. Rosseto viu as passeatas como coisa dos eleitores de Aécio e da elite branca (da qual, aliás, a exemplo do comando de seu partido, faz parte), o que as tornaria banais.
Cardozo captou-lhes a gravidade, embora não saiba como lidar com elas. A má fé cínica e a obtusidade córnea de ambos (para citar a expressão de Eça de Queiroz) sugere que se poupem panelas e protestos. Não merecem sequer vaia.
Em tal contexto, não espanta que um tecnocrata, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afeito à ditadura das planilhas e dos números, desponte como único interlocutor político disponível junto ao Congresso. Na ausência de um negociador dentro do governo, foi pessoalmente conversar com os senadores sobre o ajuste fiscal.
Não lhe pareceram à altura da missão nomes como o já mencionado Sibá Machado ou Pepe Vargas (ministro das Relações Institucionais) ou o senador pernambucano Humberto Costa (líder naquela casa), entre outras eminências partidárias disponíveis.
O PT se opõe ao ajuste antes de mais nada porque não o compreende, assim como não compreende a crise que ele próprio fabricou. Se não a percebe, como vencê-la? Lula diz aos quatro ventos que a crise tem nome: Dilma. Nesse caso, tem também autor: Lula, que a inventou e a entronizou na Presidência.
Não bastasse, há os escândalos que não param de vir à tona – na Petrobras, na Receita, no BNDES, em toda parte. A reação do partido, na falta de argumentos, não muda: evoca a conduta de adversários no passado, na tentativa de banalizar o que fez.
É como se um homicida, flagrado, evocasse Caim para dizer que assassinato é coisa antiga e que não foi inventado por ele. A corrupção do passado – a tal “senhora idosa” a que se referiu a presidente - não absolve nem atenua a do presente. Mais: se o partido a conhece tão bem – e não hesita em atribuí-la também aos tucanos -, por que não a puniu nestes 13 anos de mandato?
A omissão, se efetiva, acresce aos delitos do presente mais um: o crime de prevaricação.
Tais contradições escapam ao tirocínio médio dos petistas incumbidos de gerir a crise. O nanismo mental não as enxerga, o que não impede que prosperem e agravem o quadro.
O resultado está parcialmente expresso nas pesquisas de opinião e nas multidões nas ruas. A propósito, a manifestação popular convocada pelo presidente do PT, Rui Falcão, para o dia 31 de março – e reverberada por Lula -, em defesa da Petrobras e contra o golpe militar de 51 anos atrás, simplesmente não aconteceu. O PT perdeu não apenas o juízo, mas também o povo.

http://noblat.oglobo.globo.com/artigos/noticia/2015/04/anoes-politicos.html