Congo pede ajuda para conter ebola
A República Democrática do Congo está no centro de um novo surto de ebola. A doença teria matado mais de 130 pessoas em poucas semanas. E mais de 500 casos suspeitos foram registrados.
Moradores de uma província afetada relatam medo e pedem ajuda internacional.
– "Ficamos muito preocupados quando soubemos do retorno do ebola."
– "É uma doença perigosa que pode nos destruir."
– "Se isso realmente for ebola, pedimos à OMS e aos parceiros que montem uma resposta forte para conter e parar a propagação."
O mais recente surto de ebola levou a OMS a declarar uma emergência global de saúde.
As regiões afetadas enfrentam uma crise humanitária e de segurança precedente ao surto. E possuem um fluxo intenso de pessoas – o que preocupa a OMS.
Além das mortes no leste do Congo, ao menos duas já foram relatadas em Uganda. E testes laboratoriais confirmaram uma cepa para a qual não há vacina nem tratamento específico.
Mas, afinal, o que é o ebola? Uma doença viral rara, mas extremamente perigosa. Ela foi detectada pela primeira vez em 1976, na República Democrática do Congo.
Segundo a OMS, o ebola pode matar até uma em cada duas pessoas infectadas. Dependendo do surto e da rapidez com que os pacientes recebem tratamento. Em cinco décadas, o ebola já matou mais de 15 mil pessoas na África.
Diferente da covid-19, esse vírus não é transmitido pelo ar. Ele se espalha por meio do contato direto com fluidos corporais de uma pessoa infectada: sangue, vômito, suor, saliva ou sêmen, por exemplo. O vírus também pode ser transmitido por objetos contaminados, como material hospitalar.
No início, o ebola pode parecer com uma gripe comum. Mas a doença pode evoluir rapidamente, causando vômitos, diarreia, erupções cutâneas e, em alguns casos, hemorragias internas ou externas.
Segundo o governo da República Democrática do Congo, uma resposta rápida está em andamento para conter a propagação do vírus.
Veja mais informações no vídeo.
Vídeo de DW Brasil

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