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7 de Setembro, o povo nas ruas! Reaja, Brasil, Bolsonaro Livre - AO VIVO - 07/09/2025
Lei da Reciprocidade Econômica recém-criada no Brasil foi criada no momento errado, diz presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre texto que permite retaliar tarifas dos EUA
Confederação Nacional da Indústria pede cautela diante da aplicação da nova lei, enquanto missão de empresários segue a Washington para tentar reverter tarifas impostas pelos Estados Unidos.
A Confederação Nacional da Indústria defendeu prudência diante do avanço do processo para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122/2025) contra os Estados Unidos, após autorização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em nota divulgada em 29 de agosto, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que “o setor industrial continuará buscando os caminhos do diálogo” e avaliou que “não é o momento” de acionar a lei, posicionamento que atribui caráter intempestivo ao uso do novo instrumento neste estágio do contencioso.
A manifestação ocorre como resposta às tarifas de 50% impostas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros.
CNI prioriza diálogo e pede cautela
Segundo a entidade, a prioridade é insistir em negociações para reverter a tarifa ou ampliar exceções para itens nacionais.
“Precisamos de todas as formas buscar manter a firme e propositiva relação de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos”, disse Alban.
Ele acrescentou que o objetivo é “abrir caminhos” para uma saída negociada, sem precipitar contramedidas.
A CNI sustenta que as economias são complementares e que boa parte do comércio bilateral envolve bens intermediários.
Na última década, esses insumos corresponderam a cerca de 58% do total transacionado entre os dois países, argumento usado para desaconselhar escalada imediata.
Missão empresarial a Washington
Enquanto defende moderação, a confederação organiza uma missão com mais de 100 líderes empresariais e representantes de associações setoriais a Washington, já no início desta semana.
A agenda inclui encontros com autoridades e empresas norte-americanas e preparação técnica para a audiência pública marcada pela USTR no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
Os compromissos buscam municiar o setor privado brasileiro de informações e abrir canais políticos e empresariais que facilitem uma negociação para reverter a tarifa de 50% ou, ao menos, ampliar as exceções já concedidas.
Audiência da Seção 301 ocorre em 3 de setembro
A investigação norte-americana foi aberta em julho e examina atos e políticas do Brasil em áreas como comércio digital, serviços de pagamento, propriedade intelectual e meio ambiente.
A audiência pública da Seção 301 está marcada para 3 de setembro de 2025, com possibilidade de continuação no dia 4, e serve para receber depoimentos de interessados a favor e contra medidas adicionais.
De acordo com a USTR, um transcrito oficial será publicado após a sessão, que não terá transmissão ao vivo.
Empresas e entidades brasileiras inscreveram-se para participar com manifestações técnicas e setoriais.
O que prevê a Lei da Reciprocidade Econômica
Sancionada em abril de 2025, a Lei nº 15.122/2025 autoriza o governo brasileiro a adotar suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas à propriedade intelectual em reação a medidas unilaterais de outros países que afetem a competitividade internacional do Brasil.
O texto entrou em vigor em 14 de abril e funciona como base legal para contramedidas proporcionais, após procedimento técnico conduzido pela Camex.
No âmbito desse rito, o governo precisa avaliar o impacto da sanção estrangeira, consultar partes interessadas e calibrar eventuais respostas.
A adoção de medidas depende de fundamentação técnica e tende a ocorrer em etapas, o que reforça a leitura de que o processo é gradual.
Tarifa de 50% dos EUA e reação do governo brasileiro
Em 30 de julho de 2025, a Casa Branca publicou uma ordem executiva que oficializou tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros, além de encargos já existentes.
A medida entrou em vigor em 6 de agosto e foi justificada pelo governo Trump com base em “emergência nacional”, combinando fundamentos da legislação comercial e de poderes executivos.
Alguns itens, como aeronaves, obtiveram exceções, mas setores como café e carnes foram listados entre os mais afetados.
Como resposta, o Itamaraty comunicou o início do processo para eventual aplicação da Lei da Reciprocidade, ao mesmo tempo em que acionou consultas na OMC e reforçou a defesa jurídica com um escritório norte-americano contratado pela AGU.
O Arnold & Porter Kaye Scholer LLP foi selecionado para representar o Brasil em medidas administrativas e judiciais relativas às tarifas e a sanções associadas.
Lula diz não ter pressa e mantém porta aberta a negociação
Embora tenha autorizado a Camex a levar adiante o procedimento, o presidente Lula afirmou, em 29 de agosto, que “não tem pressa” em retaliar os Estados Unidos e que a prioridade é buscar um acordo.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, ele disse que o trâmite “demora” e que o Brasil permanece disponível para conversar “24 horas por dia” se houver disposição do lado norte-americano.
O Planalto reiterou que o país já formalizou consultas na OMC.
Nesse contexto, a sinalização de cautela da CNI converge com a estratégia do governo de usar o processo como instrumento de pressão sem precipitar retaliações, de modo a incentivar a reversão ou o alargamento de exceções ao tarifaço.
Comércio bilateral e efeitos potenciais
O comércio Brasil-EUA é intensivo em insumos produtivos, condição que eleva o risco de efeitos colaterais se houver escalada recíproca.
Segundo a CNI, 58% da corrente de comércio da última década correspondeu a bens intermediários, e a eventual ampliação de tarifas pode encarecer cadeias integradas que envolvem desde máquinas e equipamentos até madeira, café e cerâmica.
O tema é parte das agendas técnicas que empresários brasileiros levam às autoridades e ao setor privado dos EUA nesta semana.
Ainda que a lei brasileira permita a suspensão de concessões comerciais e de propriedade intelectual, a decisão de usá-la depende de avaliação de proporcionalidade e do potencial impacto econômico doméstico e sobre parceiros.
A CNI ressalta, por isso, que negociações diretas e a defesa do Brasil nos fóruns apropriados são, neste momento, as vias preferenciais.
O debate agora se concentra em Washington, com depoimentos na USTR, e em Brasília, onde o governo monitora os desdobramentos e o setor privado pressiona por uma solução que reduza incertezas.
A estratégia conjunta de governo e indústria será suficiente para destravar concessões do lado norte-americano sem abrir uma nova frente de retaliações?
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Mais de 300 sul-coreanos são detidos em operação migratória nos EUA, segundo Seul
Operação ocorreu em uma fábrica de baterias da Hyundai e da LG Energy Solution no sudeste dos Estados Unidos
Mais de 300 sul-coreanos estavam entre as 475 pessoas detidas esta semana em uma operação migratória em uma fábrica de baterias da Hyundai e da LG Energy Solution no sudeste dos Estados Unidos, informou o governo da Coreia do Sul neste sábado (6).
Segundo as autoridades americanas, a operação na fábrica situada em Ellabell, no estado da Geórgia, foi a maior em um único local na cruzada anti-imigratória do presidente Donald Trump.
Imagens da operação publicadas pelas autoridades americanas mostravam os trabalhadores detidos algemados e com correntes nos tornozelos, embarcando em um ônibus de transporte de detentos.
Em Seul, durante uma reunião de emergência, o ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Cho Hyun, disse que, dos 475 detidos, "acredita-se que mais de 300 sejam nossos cidadãos".
"Estamos profundamente preocupados e sentimos grande responsabilidade por este assunto", declarou, dizendo-se disposto a viajar a Washington para se reunir com as autoridades, se necessário.
O primeiro vice-primeiro-ministro de Relações Exteriores, Park Yoon-joo, propôs o tema em uma conversa por telefone com a vice-secretária de Estado americana para Assuntos Políticos, Allison Hooker, e expressou seu lamento pela repressão e pela publicação de imagens da detenção dos trabalhadores sul-coreanos.
"As atividades econômicas das empresas coreanas que investem nos Estados Unidos e os direitos e interesses dos cidadãos coreanos não devem ser infligidos injustamente durante as operações policiais americanas", disse Park em um comunicado de seu ministério.
Park "solicitou ao Departamento de Estado trabalhar ativamente para assegurar uma resolução justa e rápida para este assunto", acrescentou.
Trump apoia o ICE
Trump apoiou o trabalho do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE, na sigla em inglês) em declarações a jornalistas na sexta-feira. "Diria que eram estrangeiros ilegais e que o ICE só estava fazendo o seu trabalho", afirmou.
Durante uma coletiva de imprensa no mesmo dia, Steven Schrank, agente especial do Departamento de Segurança Interna (DHS) em Atlanta, assinalou que a operação, realizada na quinta-feira, foi consequência de uma "investigação criminal sobre denúncias de práticas de trabalho ilegais e graves delitos federais".
Os 475 detidos estavam "presentes ilegalmente nos Estados Unidos" e "trabalhando de forma ilegal" e foram postos à disposição do ICE para sua possível expulsão, afirmou.
A operação de quinta-feira ocorreu em uma fábrica de baterias para veículos elétricos.
A LG Energy Solution informou neste sábado que, do total de detidos, 47 (46 sul-coreanos e um indonésio) eram funcionários diretos da empresa, enquanto cerca de 250 eram terceirizados.
Na sexta-feira, a Hyundai informou não ter conhecimento de que algum dos detidos fosse "empregado diretamente" na empresa.
Segundo o governo Trump, alguns dos detidos tinham cruzado ilegalmente a fronteira dos Estados Unidos, outros tinham chegado com vistos que os proibiam de trabalhar ou tinham excedido a duração de suas permissões de trabalho.
"Esta operação destaca nosso compromisso em proteger empregos para os cidadãos da Geórgia e dos Estados Unidos, garantir uma concorrência justa para as empresas que cumprem a lei, assegurar a integridade da nossa economia e proteger os trabalhadores da exploração", ressaltou Schrank.
A Coreia do Sul, a quarta maior economia da Ásia, é uma fabricante estratégica de automóveis e produtora de eletrônicos, com várias fábricas nos Estados Unidos.
Em julho, Seul se comprometeu a investir US$ 350 bilhões (R$ 1,8 trilhão, na cotação atual) em território americano após as ameaças tarifárias de Trump, que busca ressuscitar o setor industrial dos Estados Unidos.
O republicano iniciou seu segundo mandato em janeiro com a promessa de implementar o maior programa de expulsão de imigrantes da história do país.
Desde então, seu governo adotou medidas duras contra as aproximadamente 11 milhões de pessoas em situação imigratória irregular nos Estados Unidos.
AFP e Correio do Povo
Crise no Caribe: Entenda a escalada de tensões entre EUA e Venezuela
Ações e declarações de ambos os lados indicam um cenário de confronto
A situação no Caribe se agrava com a escalada de tensões entre os governos de Estados Unidos e Venezuela. Ações e declarações de ambos os lados indicam um cenário de confronto, com os EUA intensificando a presença militar na região e a Venezuela mobilizando suas Forças Armadas.
Ações e acusações americanas
Mobilização Militar: Os Estados Unidos enviaram 10 caças F-35 para Porto Rico como parte de uma ofensiva antidrogas no Caribe. Segundo o Pentágono, a medida foi tomada após um navio militar venezuelano sobrevoar uma embarcação americana, o que foi considerado um "movimento altamente provocador".
Ameaça de Donald Trump: O presidente Donald Trump foi enfático ao declarar que aviões venezuelanos que representem perigo para as forças americanas "correm o risco de ser derrubados". Ele também rebatizou o Departamento de Defesa como "Departamento de Guerra", sinalizando uma postura mais agressiva.
Luta contra o Narcotráfico: Washington acusa o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de liderar uma rede de narcotráfico e elevou a recompensa por sua captura para US$ 50 milhões. Em um ataque recente, as forças americanas lançaram um míssil que matou 11 "narcoterroristas", nas palavras de Trump.
Posicionamento de Marco Rubio: O secretário de Estado, Marco Rubio, em viagem por países aliados na região, afirmou que os cartéis de drogas só podem ser detidos com "eliminação física", e classificou a quadrilha venezuelana Tren de Aragua e o Cartel de los Soles, que ele vincula a Maduro, como "ameaças terroristas".
Respostas e defesa venezuelana
Pedido de Diálogo: O presidente Nicolás Maduro afirmou que "nenhuma das diferenças" entre os dois países justifica um conflito militar. Ele disse que a Venezuela "sempre esteve disposta a conversar, a dialogar", mas exigiu respeito.
Negação de Acusações: Maduro negou as acusações de narcotráfico feitas pelos EUA, afirmando que a Venezuela é um "país livre de produção de folhas de coca" e que os relatórios de inteligência americanos são "mentiras" e parte de um "expediente falso tipo Hollywood".
Mobilização Militar e Civil: Em resposta às ameaças, Maduro mobilizou o Exército, com cerca de 340 mil efetivos, além de oito milhões de reservistas e a Milícia Bolivariana. Caravanas de civis desarmados em motocicletas percorreram as ruas de Caracas, em um ato de mobilização do "povo em armas".
AFP e Correio do Povo
Trump ameça intervenção militar em Chicago
Medida busca replicar a operação já realizada em Washington, onde o governo federal destacou tropas da Guarda Nacional para realizar detenções para deportações
O presidente Donald Trump voltou a ameaçar, neste sábado (6), com uma intervenção militar em Chicago, a terceira maior cidade dos Estados Unidos, através de seu 'Departamento da Guerra', e a oposição democrata o denunciou como um 'ditador em potencial'.
A medida busca replicar a operação já realizada na capital americana, Washington, onde o governo federal destacou tropas da Guarda Nacional e aumentou o número de agentes federais para realizar detenções para deportações, apesar dos protestos das autoridades locais. 'Chicago está prestes a descobrir por que se chama Departamento da GUERRA', publicou Trump neste sábado em sua rede Truth Social.
A publicação incluía uma imagem de Trump, aparentemente gerada por inteligência artificial, e a legenda: 'Adoro o cheiro das deportações pela manhã', em referência a uma fala do filme de 1979 'Apocalypse Now'.
Na sexta-feira, o mandatário republicano assinou um decreto que muda o nome da pasta de Defesa para Departamento da Guerra para, segundo ele, enviar 'uma mensagem de vitória' ao mundo.O governador democrata de Illinois, estado onde fica Chicago, expressou sua indignação com a publicação de Trump.'O presidente dos Estados Unidos ameaça declarar guerra contra uma cidade americana. Isso não é uma piada. Isso não é normal', escreveu o governador J.B. Pritzker em publicação no X.'Illinois não se deixará intimidar por um aspirante a ditador', acrescentou.
A mobilização de tropas e agentes federais de Trump, que começou em junho em Los Angeles e continuou em Washington, resultou em ações judiciais e protestos, e seus críticos classificam a medida como demonstração de força autoritária.O chefe de Estado republicano ameaçou realizar operações similares em Baltimore e Nova Orleans, cidades que também são governadas por democratas.Neste sábado, uma grande marcha de protesto percorreu o centro de Washington exigindo o fim da 'ocupação'.
AFP e Correio do Povo


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