Produtores pedem que carne brasileira seja vetada nos EUA: 'tarifas não são suficientes'

 A National Cattlemen's Beef Association (“Associação Nacional dos Pecuaristas”), dos Estados Unidos, pede que o governo americano tome medidas mais duras contra a exportação de carne brasileira ao país.

Hoje, o Brasil paga 76,4% de tarifa ao vender carne para os Estados Unidos. A taxa anterior era de 26,4%, que se sobrepõe à nova cobrança de 50%, que entrou em vigor em agosto.

"A moeda brasileira mais fraca e o menor custo de produção permitirão que o Brasil absorva a tarifa e continue a exportar carne bovina para o mercado americano de forma relativamente inabalável", diz Kent Bacus, diretor da Associação Nacional de Pecuaristas de Carne Bovina (NCBA), em uma carta ao Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, ligado à Casa Branca).

Nesta quarta-feira, 3, a USTR fará uma audiência sobre supostas práticas desleais do Brasil no comércio, e a NCBA se inscreveu para falar. No pedido, a entidade antecipou que pedirá a suspensão das compras de carne brasileira.

"A NCBA aprecia muito o aumento da tarifa sobre as importações do Brasil. Acreditamos que este seja um bom primeiro passo, mas a taxa faz pouco para conter as importações de carne bovina do Brasil, ao mesmo tempo que desestimula as importações de outros parceiros comerciais como Japão, Irlanda e Reino Unido", afirma Bacus.

"As tarifas por si sós podem não ser suficientes para responsabilizar o Brasil. Acreditamos que a suspensão total [das compras] é necessária e que novas restrições devem ser aplicadas até que as alegações de equivalência do Brasil em segurança alimentar e saúde animal sejam confirmadas", diz Bacus.

O diretor da NCBA ainda acusa o Brasil de não seguir padrões sanitários e de dificultar o acesso da carne americana ao mercado brasileiro.

"Não estamos preocupados com a possibilidade de as importações brasileiras substituírem a carne bovina americana no mercado americano, mas com o fato de que a falta de responsabilidade em relação à segurança alimentar e à saúde animal na produção de gado no Brasil possa minar a confiança do consumidor na carne bovina consumida nos Estados Unidos", diz Bacus.

Apesar das queixas da NCBA, a nova taxa dificultará a exportação de carne brasileira aos EUA. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) espera uma queda forte nas vendas. Roberto Perosa, presidente da Abiec, disse em entrevista à EXAME que a nova taxa torna a exportação "inviável" e que o Brasil deverá perder US$ 1 bilhão em vendas.

Carne para hambúrguer

No processo aberto pela USTR, outra entidade, a Meat Import Council of America (Mica), que reúne importadores de carne para os Estados Unidos, defende os produtos brasileiros.

Em carta enviada em agosto, o diretor Michael Skahillv defende Os Estados Unidos dependem da importação de carne brasileira para conseguir produzir carne moída e hambúrgueres e que, sem poder importar o produto, os consumidores e produtores americanos terão prejuízos.

"Apesar de ser um dos maiores produtores e exportadores de carne bovina do mundo, os Estados Unidos enfrentam uma deficiência estrutural em um produto essencial: aparas bovinas magras (lean beef trim), um ingrediente essencial na produção de carne moída", diz a carta.

O documento aponta que este tipo de aparas não é produzido em quantidades suficientes pelos EUA. Uma das razões é que o rebanho americano é otimizado para a produção de cortes de alta qualidade, como bifes marmoreados (intercalados por camadas finas de gordura).

"Aparas bovinas magras importadas são usadas por processadores americanos para misturar com aparas nacionais com alto teor de gordura, criando os produtos de carne moída amplamente consumidos por famílias americanas e prestadores de serviços de alimentação", diz Sullivan.

Esta mistura, segundo ele, ajuda a indústria americana a atender a demanda do país, de cerca de 50 bilhões de hambúrgueres consumidos por ano.

Exame

Distribuidora de combustível investigada por ligação com o PCC tem contrato com a Presidência da República e ministérios

 A Rede Sol Fuel Distribuidora soma R$ 424 milhões em contratos públicos. Abastece veículos e aviões da Presidência da República a ministérios da Fazenda, Defesa e Saúde passando pela PM do Rio de Janeiro. No total, possui pelo menos 26 contratos ativos com prefeituras, estatais e forças de segurança, com vigências que variam entre um e cinco anos.

Beleza.

Só que a Rede Sol pertence ao empresário Valdemar de Bortoli Júnior, um dos alvos na semana passada da Operação Carbono Oculto, conduzida pelo MP-SP, PF e Receita Federal.

Segundo os promotores, Bortoli é uma “pessoa de sólidos vínculos com diversas entidades e indivíduos envolvidos nas fraudes e lavagem de capitais”.

A Rede Sol, ainda de acordo com as investigações, foi comprada pelo fundo Mabruk II, por R$ 30 milhões — o que a empresa nega. O fundo é um dos investigados na Carbono Oculto como um dos financiadores das aquisições do PCC no mercado de combustíveis.

Entre os contratos mais relevantes da Rede Sol, estão:

*Presidência da República, no valor de R$ 3,1 milhões, para abastecimento de combustível dos veículos da presidência e das residências oficiais.

*PM do Rio,  no valor de R$ 148 milhões, para fornecimento de gasolina comum à corporação.

*Comando da Aeronáutica, no valor de R$ 154 milhões, para fornecimento de querosene de aviação.

Ministério da Fazenda, no valor de R$ 1,31 milhão, para fornecimento de combustível.

*Ministério da Saúde, no valor de R$ 330 mil, para o fornecimento de óleo diesel.


O Globo

Rubio denuncia Maduro como 'foragido da justiça americana'

 Tensão entre os dois países vem aumentando nos últimos dias

Rubio falou sobre a Venezuela, durante visita ao Equador | Foto: Rodrigo Buendia/ AFP / CP

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, denunciou nesta quinta-feira (4) Nicolás Maduro como um terrorista indiciado e foragido da justiça americana, intensificando a retórica contra o líder venezuelano enquanto navios de guerra americanos se concentravam na costa da América do Sul.

Maduro é um 'foragido da justiça americana', disse Rubio durante uma visita ao Equador. 'Não vamos apenas caçar traficantes de drogas com pequenos barcos rápidos (...). O presidente disse que quer travar uma guerra contra esses grupos'.

Tensão entre dois países

A declaração do secretário norte-americano ocorre um dia após o governo venezuelano acusar Rubio de usar inteligência artificial (IA) em um vídeo publicado no X, que mostra o suposto ataque dos EUA a um barco venezuelano que estaria carregando drogas.

O clima entre os dois países estarreceu nas últimas semanas. Na última segunda-feira, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que "declararia constitucionalmente uma república em armas" caso o país fosse atacado pelas forças que os Estados Unidos deslocaram para o Caribe. Washington anunciou a ampliação de sua presença naval na região para combater cartéis de drogas, mas não sinalizou incursão terrestre.

Ainda assim, Caracas enviou tropas para a costa e para a fronteira com a Colômbia e convocou cidadãos a integrarem milícias civis. Maduro denunciou que "oito navios militares com 1.200 mísseis e um submarino" apontam para a Venezuela, configurando "uma ameaça extravagante, injustificável, imoral e absolutamente criminosa, sangrenta".


AFP e Correio do Povo

Como quadrilha alvo de operação produzia e enviava “cogumelo mágico” para todo o Brasil

 Droga é proibida no Brasil pela Anvisa, e sua comercialização e cultivo são ilegais

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta quinta-feira (4) a Operação Psicose, uma ação em larga escala para desarticular uma rede criminosa responsável pela produção e distribuição de psilocibina, conhecida como "cogumelo mágico". A droga, que é uma substância psicodélica, é proibida no Brasil pela Anvisa, e sua comercialização e cultivo são ilegais.

A operação cumpriu 20 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de prisão em sete estados (DF, PR, SC, SP, PA, MG e ES). A investigação, que durou anos, revelou um faturamento de R$ 26 milhões entre 2024 e 2025 com a venda do entorpecente. Além disso, foram bloqueadas contas e ativos financeiros dos suspeitos, e perfis em redes sociais e websites utilizados pelo grupo foram suspensos.

Como a rede criminosa operava

A investigação da Polícia Civil revelou que a organização usava a internet como principal meio para o tráfico. Através de websites e perfis no Instagram, o grupo atraía clientes, que eram direcionados para aplicativos de mensagem onde a venda acontecia de forma organizada. Segundo o delegado Waldek Cavalcante, a rede oferecia uma "diversidade de cogumelos alucinógenos diferenciados por espécie, forma de preparo e potência", com preços que variavam de R$ 84,99 por três gramas a R$ 9,2 mil por quilo.

Para chamar a atenção, principalmente do público jovem, o grupo investia em publicidade paga nas redes sociais, colaborações com influenciadores e DJs, e até mesmo em eventos de música eletrônica. Além disso, eles criavam uma "narrativa científica" falsa, alegando que a substância teria benefícios à saúde para atrair mais consumidores, o que a polícia aponta como um grave risco à saúde pública.

Logística e consequências legais

A logística da rede criminosa era sofisticada. A substância era enviada pelos Correios e por empresas de logística, em um esquema similar ao dropshipping, que dificultava o rastreamento. As embalagens não revelavam o conteúdo, o que ajudava a evitar a fiscalização. A polícia identificou o envio de 3.718 encomendas, totalizando cerca de uma tonelada e meia da droga. Para ocultar a origem do dinheiro, a rede usava empresas de fachada no ramo alimentício.

Os envolvidos na operação podem responder por diversos crimes, incluindo tráfico de drogas qualificado, lavagem de dinheiro, crimes ambientais e contra a saúde pública, com penas que podem chegar a 53 anos de prisão para os líderes da organização. A investigação teve o apoio do Coaf, da Receita Federal e dos Correios.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Os Pingos Nos Is - 04/09/2025

 



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Inter fecha janela com mais saídas e encara reta final do Brasileirão enfraquecido

 Com dez baixas e apenas três reforços, clube aposta em ajuste financeiro e desafia Roger Machado a buscar vaga na Libertadores

Alan Rodríguez é o único dos reforços que ganhou espaço no time titular | Foto: RICARDO DUARTE / INTER / CP


Inter sai da janela de transferências mais pobre do que entrou. Afinal, nada menos que dez jogadores deixaram o clube, entre os quais dois titulares, e apenas três foram contratados para substituí-los. E será basicamente assim − a não ser que os dirigentes surpreendam e ainda façam a contratação de algum jogador livre no mercado − que irá encarar a reta final do Brasileirão com o desafio de subir na tabela para voltar a disputar a Libertadores no próximo ano. O próximo jogo é contra o Palmeiras, somente no dia 13 de setembro, em São Paulo.

A saída de Wesley para o futebol do Catar, confirmada ontem pelo clube, foi a mais recente da temporada − mas pode não ser a última, já que a janela para a maioria dos países árabes segue aberta por pelo menos mais uma semana. Antes, também deixaram o Inter o volante Fernando, que, lesionado, rescindiu o seu contrato, além de outros jogadores que não eram titulares, como os zagueiros Rogel e Kaique Rocha, o centroavante Lucca e o lateral Ramon, entre outros.

Para suprir as defecções, os dirigentes foram ao mercado, mas só apresentaram três reforços: o lateral Alan Benítez, o volante Richard e o meia Alan Rodríguez. Todos já receberam oportunidades, mas apenas o último cavou um lugar no time titular montado por Roger Machado. Rodríguez foi o único jogador que o Inter fez um investimento, prometendo pagar 4 milhões de dólares ao Argentinos Juniors para trazê-lo ao Beira-Rio.

O treinador, inclusive, afirmou em sua mais recente entrevista que, pela escassez de jogadores em algumas posições, poderá alterar o esquema já para partida contra o Palmeiras. Em princípio, a sua principal preocupação é estancar a má fase da defesa, que sofreu gols em todos os últimos jogos do Inter.

A redução do grupo obedece uma lógica financeira. O Inter colocou como meta encerrar o ano com superávit, para iniciar um processo de administração de uma dívida que se aproxima de R$ 1 bilhão e que sufoca as contas do clube.

Correio do Povo

Chuva diminui e frio retorna ao RS nesta sexta-feira; veja a previsão

 MetSul alerta para chance de marcas negativas na Serra

Em Porto Alegre, o início da manhã ainda pode ter chuva, mas, ao longo do dia, há possibilidade de aberturas de sol | Foto: Camila Cunha / CP

A sexta-feira, 5, será marcada pela queda nas temperaturas no Rio Grande do Sul. Conforme a MetSul Meteorologia, uma massa de ar frio cobre o território gaúcho e será responsável pelo retorno dos dias típicos de inverno, com chance de marcas negativas na Serra.

A chuva que foi registrada nesta quinta-feira, 4, também deve deixar o Estado ao longo do dia em grande parte do Estado. Em Porto Alegre, o início da manhã ainda pode ter chuva, mas depois haverá o predomínio de nuvens, com possibilidade de algumas aberturas de sol.

Muitas nuvens seguem na Metade Norte com garoa no Planalto, Médio e Alto Uruguai, Serra e Litoral Norte.

Com o tempo fechado e instável, faz frio o dia todo com marcas muito baixas para setembro à tarde, em vários locais da Serra abaixo de 10ºC. Nas demais regiões, sol aparece com nuvens em dia frio.

As mínimas se dão na Campanha e no Sul.



MetSul Meteorologia e Correio do Povo

Dólar tem leve queda, na expectativa por dado de emprego dos EUA, e fecha o dia cotado a R$ 5,44

 Mesmo com elevação pela manhã, moeda norte-americana registrou queda de 0,11%

Moeda sobe 0,46% nos quatro primeiros pregões de setembro, após recuo de 3,19% em agosto | Foto: Romeo Gacad / AFP / CP


Após alta pela manhã, o dólar perdeu força à tarde, virou e fechou esta quinta-feira, 4, em leve queda, abaixo de R$ 5,45 pela primeira vez após dois pregões. Operadores não viram gatilho específico, mas citam moderação do avanço do dólar no exterior. Também pode ter havido fluxo pontual para a Bolsa, que ganhou força com melhora do apetite ao risco em Nova York.

Com variação de menos de três centavos entre a mínima (R$ 5,4425) e a máxima (R$ 5,4716), o dólar à vista encerrou a R$ 5,4468, queda de 0,11%. A divisa sobe 0,46% nos quatro primeiros pregões de setembro, após recuo de 3,19% em agosto. No ano, cai 11,87%.

As oscilações contidas mostram cautela antes do relatório de emprego (payroll) de agosto nos Estados Unidos, que pode mudar expectativas sobre espaço para o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) cortar juros neste ano. As chances de redução de 25 pontos-base em 17 de setembro superam 90%.

O PMI de serviços dos EUA, calculado pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM), passou de 50,1 em julho para 52 em agosto, acima dos 51 projetados. Leitura acima de 50 indica expansão.

À tarde, o presidente do Fed de Nova York, John Williams, sinalizou corte de juros ao dizer que deve ser apropriado levar a taxa a nível neutro. Ele acrescentou que o impacto inflacionário das tarifas de Trump começa a surgir, mas não deve ser persistente.

Termômetro do dólar ante seis moedas, o DXY rondava 98,280 pontos no fim da tarde, após máxima de 98,444. O índice sobe pouco mais de 0,40% na semana, mas ainda recua mais de 9% no ano.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo