Eduardo Leite garante que doações por Pix não vão para contas do Governo do RS

 Segundo o governador, recursos são geridos por um comitê formado por entidades públicas e privadas do RS



Os questionamentos feitos nas redes sociais sobre a chave Pix disponibilizada pelo Governo do Estado foram esclarecidos pelo governador Eduardo Leite em live realizada na terça-feira. Segundo ele, os recursos são geridos por um comitê formado por entidades públicas e privadas do Rio Grande do Sul, lideradas pela Casa Civil, que definirá as ações e critérios para distribuição das doações arrecadadas no canal.

Leite reforçou a chave é vinculada a uma conta bancária da Associação dos Bancos do Estado do Rio Grande do Sul, aberta no Banrisul. A mesma forma de arrecadação de doações já havia sido utilizada em 2023 e foi reaberta no dia 5 de maio, na campanha chamada de SOS Rio Grande do Sul. O governador reforçou que os recursos serão integralmente revertidos para o apoio humanitário a vítimas das enchentes e para a reconstrução da infraestrutura dos municípios.

“Para ficar muito claro, o Pix não é para o governo. É para uma conta de uma entidade privada. Nenhuma das ações que nós anunciamos aqui vai consumir os recursos destas doações. Os valores são para, com a participação de entidades sociais, atendermos às pessoas que foram atingidas. E uma vez decidida a forma de aplicação, são chamadas entidades sociais para que a gente possa fazer esse recurso chegar na ponta, para as famílias, e ele vai ser priorizado para ajudar a reerguer as vidas das pessoas”, ressaltou.

Durante o pronunciamento, Leite citou ainda que um balanço com todo o valor arrecadado e distribuído pode ser conferindo no site da campanha, sosenchentes.rs.gov.br. “Quem quiser pode acessar e, além de se cadastrar como voluntário, conferir a prestação de contas do que foi feito com os recursos dessas doações de Pix na episódio do Vale do Taquari. Então tem transparência, tem cuidado, tem gestão compartilhada com a sociedade e tem sobretudo o foco de chegar nas pessoas. Não é dinheiro para o governo”, completou.

Como doar

- Pix oficial SOS Rio Grande do Sul

CNPJ: 92.958.800/0001-38

Banco do Estado do Rio Grande do Sul ou Associação dos Bancos No Estado do Rio Grande do Sul

Obs.: Quando realizar a operação, confirme que o nome da conta que aparece é “SOS Rio Grande do Sul” e que o banco é o Banrisul.

Integrantes do comitê gestor

- Setor público

Gabinete do Governador
Gabinete do Vice-Governador
Procuradoria-Geral do Estado
Secretaria de Desenvolvimento Econômico
Casa Militar
Secretaria de Logística e Transportes
Secretaria do Desenvolvimento Social
Secretaria da Habitação e Regularização Fundiária

- Setor privado

Associação dos Bancos no Estado do Rio Grande do Sul
Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs)
Central Única das Favelas (Cufa)
Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS)
Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs)
Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio)
Fundação Marcopolo
Instituto Elisabetha Randon
Lions Club
Rotary Club
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RS)

Correio do Povo

Prefeitura de Porto Alegre quer criar acesso alternativo à Capital

 Obra no acesso da avenida Castelo Branco para o Túnel da Conceição deve estar pronta em três dias


A prefeitura de Porto Alegre anunciou que deu início nesta quarta-feira a uma obra que busca criar um acesso alternativo para veículos de emergência e caminhões à cidade. A obra está sendo feita no acesso da avenida Castelo Branco para o Túnel da Conceição, na região do Centro, sob condução das equipes das secretarias municipais de Serviços Urbanos (SMSUrb) e Obras e Infraestruturas (Smoi).

A intenção é colocar pedras rachão em um trecho de cerca de 300 metros de comprimento, criando uma pista única que terá acesso a um sentido apenas por vez. De acordo com a prefeitura, o objetivo é facilitar o atendimento de emergências e abastecimento da cidade, além de contribuir para desafogar o trânsito na RS-118. “Este acesso é fundamental, pois por este corredor humanitário chegarão ambulâncias, remédios, comida e suprimentos”, afirma o prefeito Sebastião Melo.

A previsão é que a obra esteja concluída em até três dias.


Correio do Povo

STF repassa R$ 60 milhões para a Defesa Civil Estadual, anuncia Eduardo Leite

 Recurso é oriundo de penas pecuniárias e multas e está sendo transferido diretamente para o RS



O governador Eduardo Leite anunciou no início da tarde desta quarta-feira mais um alento em termos de recursos advindos de outros poderes. Após um telefonema com o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Leite anunciou o recebimento de R$ 60 milhões para ajudar nos atendimentos e no enfrentamento da calamidade vivida no Rio Grande do Sul desde a última semana.

Em suas redes sociais, o governador destacou o apoio recebido pelo STF. “O Poder Judiciário, a partir de uma recomendação do Supremo, repassou R$ 60 milhões para a Defesa Civil do Estado. São recursos de penas pecuniárias e multas que estão sendo transferidos diretamente para a Defesa Civil do Estado. O Rio Grande do Sul agradece por esse importante apoio, que será utilizado de maneira responsável e transparente pelo governo”, afirmou Leite.

Desde que os estragos começaram a ser registrados, no início da última semana, o Rio Grande do Sul já contabilizou 100 mortes em decorrência da tragédia e quase 1,5 milhão de pessoas afetadas pelas enchentes, deslizamentos e enxurradas.

Correio do Povo

Estrada do Perau segue totalmente bloqueada por tempo indeterminado em Santa Maria

 Equipes realizam limpeza e demais vistorias na via que segue sem a passagem de veículos e de pedestres



A Prefeitura de Santa Maria, por meio das secretarias de Infraestrutura e Serviços Públicos e de Mobilidade Urbana, reforça que a Estrada do Perau segue com bloqueio total por tempo indeterminado. A via é uma das alternativas de acesso para Itaara. O trecho está sinalizado. A via foi interditada no último dia 1º após os registros de deslizamento de terra, de queda de árvores e de pedras soltas por causa da enxurrada registrada na última semana.

O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Wagner da Rosa, esclarece que a via passa por criteriosas avaliações com técnicos especializados para que sejam definidas as próximas ações de revitalização o trecho.

“Até o momento, não há previsão de liberação do acesso, nem para motoristas nem para moradores, uma vez que segue o risco de deslizamento de terra nas imediações e muitas pedras soltas. Já realizamos a limpeza em mais de 70% da Estada do Perau. Em virtude dos estragos, será necessário que profissionais especialistas em solo da Secretaria de Elaboração de Projetos e Captação de Recursos e também da UFSM façam uma análise e emitam um laudo da investigação para saber se o solo segue se movimentando. No trecho, há um barranco que sofreu deslizamento no costeado da estrada. Então, a estrada não pode ser liberada porque oferece problemas estruturais e vai colocar em risco as pessoas que trafegam por lá. O bloqueio segue nas duas extremidades da estrada, nos dois sentidos de Santa Maria a Itaara”, faz um apelo o secretário.

A BR-158 está no sistema Pare e Siga a partir do trevo do Castelinho, em Santa Maria, devido ao deslizamento ocorrido no Km 306, em Itaara, e ainda não é possível liberar o fluxo de veículos pesados. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) alerta que caminhões e outros veículos não devem se dirigir para a BR-158 para tentar passar, pois isso não será liberado. Só estão subindo e descendo a Serra veículos de socorro e emergência, e casos de emergência de saúde. A PRF também tem liberado a passagem em horários específicos para uma linha de ônibus entre Itaara e Santa Maria, principalmente para pessoas que trabalham em uma cidade e moram na outra.

Correio do Povo

Alto volume de chuvas deve interromper resgates

 A previsão é que chova até 15mm nas próximas horas, com possibilidade de descargas elétricas em toda região


Em função de um alerta climático a prefeitura de Porto Alegre recomendou aos voluntários que os resgates na Região Metropolitana sejam temporariamente suspensos em função do alto volume de chuvas previsto para esta quarta-feira. A previsão é que chova até 15mm nas próximas horas, com possibilidade de descargas elétricas em toda região.

Segundo último boletim da Defesa Civil, 163 mil pessoas foram desalojadas e mais de 1 milhão foram afetadas. Em Porto Alegre, os esforços estavam concentrados nos bairro Humaitá e na região do 4º Distrito, segundo informações disponibilizadas na terça-feira em coletiva de imprensa da prefeitura.


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Hotel é invadido por enxurrada durante chuvas no RS

 

Cavalo em cima do telhado por causa das enchentes no Rio Grande do Sul

 

Rio Guaíba recua 30 cm em 24 horas

 

Enchente em Porto Alegre, no bairro Menino Deus

 



Enchente nas ruas José de Alencar e Silveiro no bairro Menino Deus, após o rio Guaíba transbordar

Movimento no Litoral Norte é semelhante ao da temporada de veraneio

 Região se tornou refúgio com desabrigados e pessoas em fuga do colapso na região metropolitana



Muitos desabrigados seguiram para o Litoral Norte, onde há registro de trânsito lento em várias ruas e avenidas. As pessoas estão em uma corrida desenfreada atrás de alimentos e água mineral. Em Tramandaí e Capão da Canoa, já há falta de itens essenciais nas prateleiras dos supermercados, inclusive água mineral.

Muitos recorrem aos templos da Igreja Universal em busca de roupas. “Perdi tudo. Não tenho o que vestir”, lamentava a diarista Laura Cristina Borba, de 35 anos, que chegou em Tramandaí com a ajuda de um voluntário. Os obreiros da Igreja Universal estão pedindo doações, uma vez que boa parte do estoque foi encaminhada para auxiliar os moradores de Canoas.

Em Tramandaí, longas filas se firma no interior dos pavilhões da Festa do Peixe em busca de apoio. No local, após breve cadastro, os voluntários selecionam os itens necessários. Há roupas, cobertores, alimentos, ração para cães e gatos, fraldas, inclusive geriátricas, e colchões, roupas de banho, lençóis e itens de higiene pessoal.

A preocupação dos voluntários é obter mais doações para atender o maior número de famílias possível. “A água mineral está terminando porque alguns, assustados, correram aos supermercados, para fazer estoque, e outros para doar”, disse o voluntário Douglas Higino. No Acqua Lokos há doação de água mineral, desde que sejam encaminhados caminhões-pipa.

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