Defesa Civil prevê risco de inundação em cidades que margeiam a Lagoa dos Patos

 O alerta vai até às 17h desta segunda-feira

O vento em direção noroeste, o que auxilia na vazão da água da Lagoa para o Oceano, pelo canal localizado em Rio Grande 

Com as cheias do rio Guaíba que afetam há vários dias Porto Alegre e cidades da região metropolitana como Guaíba, Canoas e Eldorado do Sul, por exemplo, os municípios do sul do Estado que margeiam a Lagoa dos Patos estão em alerta, uma vez que para que o Guaíba recue, necessariamente a água deve passar pela Lagoa dos Patos antes de chegar ao oceano. Com isto, a Defesa Civil emitiu um alerta na tarde deste domingo para o risco de inundação nestas cidades. O alerta é válido até às 17h de segunda-feira.

Por este motivo, algumas cidades começaram a retirar a população que mora na área costeira e já registram pontos de alagamento, como Pelotas, Rio Grande, São Lourenço do Sul e São José do Norte, por exemplo.

Em Pelotas, segundo a régua instalada no Trapiche, no Laranjal, a Lagoa dos Patos estava por volta das 18h entre 1,75 m e 1,80 m. Já a leitura do Canal São Gonçalo chegou a 2,03m. Embora tenha ultrapassado a cota de alagamento que é de dois metros, ainda não há relatos de invasão do São Gonçalo em locais próximos. Os primeiros locais que correm risco de inundação e que já tem registro da chegada da água são o Cedrinho, o Junquinho na colônia Z3 e Pontal da Barra, no Laranjal., Doquinhas e proximidades da ponte do Canal São Gonçalo.

Até as 17h, o abrigo da Z3 já contava com 32 famílias, cerca de 89 pessoas instaladas. Para um espaço do local também foram destinados mais de 20 animais, entre cães, gatos e aves. O abrigo da Escola Edmar Fetter recebeu no final da tarde nove famílias, 18 pessoas da região do Pontal da Barra, além de dois cães.

A Prefeitura anunciou a instalação de mais dois abrigos para o acolhimento de pessoas atingidas pelo avanço das águas em áreas consideradas de risco Além do abrigo já instalado, no salão paroquial João Paulo 2º, na Colônia de Pescadores Z3, outros dois já estão em condições de receber a população: na Escola Estadual Edmar Fetter, na rua cinco, 100, no Laranjal, e o outro no ginásio da antiga AABB, agora da UFPel, na rua Alberto Rosa, 580, no centro.

Em vistoria aos pontos dos novos abrigos e também ao trabalho de reforço na infraestrutura do dique na Estrada do Engenho, a prefeita Paula Mascarenhas destacou neste domingo a importância deste trabalho de auxílio às famílias e também de melhoria para ampliação da contenção das águas. "Na Z3 já estamos com bastante famílias no nosso abrigo, no Laranjal já chegaram as primeiras pessoas. Estamos trabalhando muito, fazendo a nossa parte caso haja necessidade, a orientação do Estado é para retirar as pessoas destas áreas de risco neste momento. Estamos monitorando toda a situação, recebemos a notícia de que as água estão fluindo para o mar, mas temos que estar preparados porque a gente sabe que ainda vem muita água, considerando ainda que qualquer mudança de vento pode alterar o cenário", afirmou ela.

Para a escola Edmar Fetter estão sendo direcionadas as famílias do Pontal da Barra. No ginásio da antiga AABB serão alojados os moradores da região das Doquinhas, na zona do Porto, caso haja necessidade.

Além do reforço das barreiras de contenção das águas na região do Quadrado, no Porto, o dique localizado na Estrada do Engenho também recebeu melhorias preventivas para impedir ou dificultar possíveis alagamentos. No local, a estrutura foi elevada por cerca de 500 metros com aterro e cascalho, ampliando em 80 centímetros a altura do dique. Na extensão entre a rua Tiradentes e o clube Saldanha da Gama, uma barreira com sacos de areia foi erguida por equipes do Sanep e da Sersul, por cerca de 300 metros, também com 80 centímetros de altura.

Conforme a Defesa Civil, os locais considerados mais críticos, com risco de inundação devido à elevação do nível das águas, são o Cedrinho e Junquinho, na Colônia Z3; Pontal da Barra, no Laranjal; Doquinhas e proximidades da ponte sob o Canal São Gonçalo. As equipes seguem monitorando as demais áreas.

As ações de resgate e auxílio às famílias são feitas por meio de um trabalho integrado entre diferentes forças de segurança e serviços públicos, como Defesa Civil, Bombeiros, Exército, Guarda Municipal e equipes das secretarias municipais de Assistência Social, Saúde, Serviços Urbanos, Obras e Serviço Autônimo de Saneamento de Pelotas (Sanep).

Para quem está em alguma área que ofereça risco devido a inundações e precise deixar o local e se dirigir a um dos abrigos deve entrar em contato com algum dos seguintes órgãos: Guarda Municipal (153), Corpo de Bombeiros (193), Brigada Militar (190), Defesa Civil (153) e Prefeitura (53) 9130.5062 (WhatsPel).

Na sede da Secretaria de Assistência Social (SAS), uma grande corrente de solidariedade mobilizou mais de 100 voluntários ao longo deste domingo no trabalho de recebimento, triagem e distribuição e carregamento dos donativos que chegam a todo instante. Todos os artigos doados são separados e organizados em sacolas para serem encaminhados aos abrigos e às comunidades que estejam precisando. Uma logística também está sendo pensada para também encaminhar parte das doações a outros municípios do estado que foram duramente atingidos com as inundações.

Doações de alimentos não perecíveis (principalmente), água, material de higiene e limpeza, roupas, cobertas e calçados podem ser feitas em dois pontos no centro: na prefeitura, em frente à praça Coronel Pedro Osório, e na sede da Secretaria de Assistência Social, na rua Deodoro entre Dom Pedro e Três de Maio. Quem quiser e puder ser voluntário junto aos abrigos pode se colocar à disposição por meio do WhatsPel. Todas as doações serão utilizadas no atendimento às pessoas que estão nos abrigos temporários.

Em São Lourenço do Sul, a Prefeitura suspendeu as aulas nas escolas municipais nesta segunda e terça-feira. A água avançou pela orla durante a tarde, a cidade está com 14 pessoas desabrigadas e a Lagoa dos Patos está 1,98m na cidade. Há vias com bloqueio devido o transbordamento, como a Avenida São Lourenço (em três trechos). Travessa São Lourenço. Alameda Mano Serpa, Rua Humaitá, Rua Gustavo Wienke, ruas Doca Serpa, São Paulo e São Lucas, Avenida Getúlio Vargas e ruas Anchieta, Sepé Tiaraju e Dionísio Aragão. A Prefeitura disponibilizou três abrigos, o Centro de Convivência Conviver, , o salão da Comunidade Nossa Senhora de Fátima e o Esporte Clube São Lourenço.

Na cidade de Rio Grande, o nível da Lagoa dos Patos estava 1,10 m acima do normal. O vento em direção noroeste, o que auxilia na vazão da água da Lagoa para o Oceano. Os locais que correm risco de grandes alagamentos são as três ilhas, Leonídio, Marinheiros e Torotama, além Lagoa Saco da Mangueira, Barra e demais regiões ribeirinhas. Segundo o mais recente boletim do município, segue a orientação que não se transite de carro pela rua Marechal Deodoro, pois o movimento pode levar água para as casas do locai. As águas podem ser vistas em três quadras da rua. Há pontos alagados também nas três ilhas. Há um abrigo montado no Esporte Clube Camponês, no Arraial. Outros quatro ainda estão sendo montados. Ainda não há desabrigados, mas 56 pessoas foram para a casa de familiares. Além das pessoas também foram resgatados 47 cavalos na ilha da Torotama. Os animais estão em um abrigo licitado pelo município. Na vizinha São José do Norte a Defesa Civil recebeu 140 chamados dos mais diversos, como pedidos para a colocação de lonas, aterros e barras de contenção. A travessia de balsa segue normalmente, assim como a de lancha para Rio Grande. As escolas Cívico Militar Cipriano Porto Alegre, Miguel Couto, Cristovão Pereira de Abreu, Sylvia Centeno Xavier, Renascer, Apolinário Porto Alegre e Coração de Maria, por ficarem em locais de risco, estão com as aulas suspensas nesta segunda-feira, a situação será reavaliada dia a dia.

Correio do Povo

Hospitais de Porto Alegre suspendem procedimentos eletivos

 Decisão avalia situação de calamidade pública na Capital

Diversas ruas da cidade ficaram alagadas 

Em função do avanço das enchentes, cirurgias, procedimentos e consultas eletivas estão suspensas nos hospitais próprios da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), contratualizadas da rede pública e hospitais particulares. A medida se deve à situação de calamidade pública em Porto Alegre e o risco de desabastecimento de insumos, materiais e medicamentos devido ao impacto e dificuldades logísticas de transporte.

Conforme a SMS, a suspensão não se refere a casos considerados graves, urgências e emergências e procedimentos tempo-sensíveis, que são aqueles em que a vida do paciente pode estar em risco ou que a postergação determine riscos reais para a saúde, como casos oncológicos, os quais recomendamos a manutenção do tratamento necessário.

A decisão considera, também, o cenário de priorização de casos de urgência e emergência para atendimento às vítimas das enchentes.

Correio do Povo

RS tem trégua com sol nesta segunda-feira, sob expectativa de águas do rio Guaíba baixarem

 Temperaturas devem ser elevadas em todo território gaúcho

RS tem trégua com sol nesta segunda-feira, sob expectativa de águas do rio Guaíba baixarem 

Rio Grande do Sul terá uma trégua dos dias consecutivos de chuva nesta segunda-feira. O sol aparece e provoca temperaturas elevadas na maioria do Estado.

A expectativa é para que o nível das águas do rio Guaíba não avancem e comecem a recuar de maneira gradual. Atualmente, a elevação está em 5,27cm e os trabalhos de resgate permanecem nas cidades mais afetadas.

Conforme estudo feito por especialistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), o Guaíba deve permanecer acima de 5m nos próximos dias.

Calor

A massa de ar quente traz um dia de calor atípico para maio. De acordo com a MetSul, as máximas à tarde vão ficar entre 31ºC e 33ºC na Grande Porto Alegre e nos vales.

Na maior parte do interior, as máximas à tarde vão ficar próximas ou acima dos 30ºC.

Chuva retorna mais fraca na quarta-feira

A semana que começa no Rio Grande do Sul será dividida em dois tempos. Esta primeira metade da semana terá predomínio do tempo firme com sol na maioria das regiões e calor nesta segunda e na terça. A chuva se limita mais ao Sul e pontos do Oeste nos dois dias. Na quarta, embora o sol apareça com nuvens em parte do estado, a chuva avança e atinge todas as regiões no decorrer do dia com uma frente fria, melhorando pelo Oeste e o Sul.

Na quinta, tempo firme em quase todo o Rio Grande do Sul, mas cidades mais ao Norte do estado devem ter chuva em alguns pontos. Na sexta, a instabilidade toma conta de grande parte do estado com chuva e trovoadas por uma área de baixa pressão. No sábado, o estado ainda tem instabilidade.

MetSul Meteorologia e Correio do Povo

Entenda o que falhou no sistema de contenção do rio Guaíba em Porto Alegre

 Além do muro da Mauá, diques e casas de bomba ajudam a conter as águas do Lago; mas falhas permitem vasão gradual

Falhas no sistema permitiram que as ruas do Centro Histórico fossem tomadas 

Construído ao longo dos anos 70, após uma enchente que tomou as ruas de Porto Alegre e devastou o Centro Histórico em 1941, o sistema de contenção das águas do Guaíba sofre, pela primeira vez desde a sua construção, o primeiro grande revés. Além do famoso muro da Mauá, que conta com 3 metros de altura e 2,6 km de extensão; esse sistema de proteção também é composto por por diques que margeiam a FreeWay até a av. Castelo Branco e seguem, depois, pela av. Beira Rio.

Para complementar esse sistema, Porto Alegre conta também com mais de 20 'casas de bomba' espalhadas pela cidade. Elas servem para drenar grandes volumes de água, em tempestades, por exemplo, nas áreas mais baixas e planas da cidade, como a Cidade Baixa e a região do aeroporto. Mas também atuam quando o nível do Guaíba está muito alto, o que temos visto agora, trabalhando para drenar a água nas áreas por onde o Lago avança.

Apesar disso, as águas do Guaíba invadiram, gradativamente, as ruas do Centro Histórico e da região do 4º Distrito. Ao longo do dia, os níveis foram escalonando e no início da tarde a entrada e saída de um dos bairros mais importantes da Capital já estava bloqueada pela água.

Previsto para conter uma cota de inundação de até 3 metros, o sistema de proteção deveria impedir que Porto Alegre fosse inundada pelas águas, mas encontra uma série de falhas – que permitem o avanço do lago, ainda que lentamente. A culpa, portanto, recai sobre a vazão das comportas e falhas nas estruturas das casas de bomba.

Elaboradas para permitir o acesso a região portuária, as comportas são estruturas de metal móveis, atualmente com defeitos que estão permitindo a vazão, ainda que de gradual, da água. Além disso, as casas de bomba também estão com problemas.

A causa, resume Fernando Dornelles, professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS, é uma falta de manutenção e preocupação por parte do Poder Público. "A gente tá jogando tudo fora. Todo tempo que a gente teve que conviver com esse sistema de proteção e agora ele está sendo desqualificado no momento em que não teve essa manutenção. Uma manutenção que é mínima. Fazer uma comporta ser hermética; ter uma patente de borracha; ter parafusos resistentes numa estrutura de concreto a fim de parafusar que aquilo de uma forma que a água não passasse. A engenharia tem essa soluções", afirmou.

A preocupação, agora, é que as falhas seguem – sem maneira imediata para consertá-las – enquanto o nível do Guaíba sobe. Soma-se a isso o fato de, após chegar no seu pico máximo, o lago tende a permanecer cheio por um tempo, sem previsão de recuo próximo ou imediato.

Muro móvel é uma alternativa viável?

Em meio a discussão da eficácia do muro do Mauá, bem como de todo o sistema de contenção do Guaíba, propostas alternativas vinham sendo discutidas. Uma delas é um suporte móvel, que atingiria de 1,25m com possibilidade de elevação, caso necessário, para até 6m.

O professor, no entanto, não enxerga a ideia com bons olhos. Isso porque além de necessitar de um grande número de pessoal capacitado envolvido, a estrutura atual – e menos complexa – já não detém a atenção necessária.

"O IDH realizou um laudo ano passado e a gente não pode dizer que o sistema móvel não funcionava. Ele funciona. Mas ele tem uma grande vulnerabilidade. É um sistema de encaixar. Tem que ter um número de pessoas suficientemente capacitadas. Não se pode aprender a montar aquele tipo de estrutura na hora, tem que ter um treinamento anual. Além disso, quanto tempo eles conseguiriam levar para montar toda essa estrutura? Imagina a chance de alguma dessas partes, se não for bem montada, de falhar? Nesse caso, entra água direto e a gente tem uma inundação brusca, é o pior dos desastres. Nas circunstâncias de gestão que a gente tem, se a gente está falhando na manutenção das comportas (atuais), o que seria de um sistema muito mais complexo?", questionou o pesquisador.

Correio do Povo

Postos de combustíveis vão priorizar abastecimento de carros oficiais

 Governo do RS fez a solicitação para agilizar resgate às vítimas das chuvas


O Sulpetro ― entidade que representa os postos de combustíveis do RS ― informou, nesta sexta-feira, que, por solicitação do governo do Rio Grande do Sul, está orientando as revendas a priorizarem o abastecimento dos veículos oficiais, quando as viaturas chegarem aos estabelecimentos.

O objetivo da iniciativa é agilizar o processo de atendimento dos automóveis para que possam atuar, o mais rápido possível, no resgate e auxílio das comunidades atingidas pelas enchentes.

Durante o dia, foram registradas filas de carros em estabelecimentos. A entidade havia garantido que a população não ficaria desabastecida.


Correio do Povo

Ministro de Lula diz que proibir 'saidinhas' fortalece o crime organizado

 



Saiba mais: https://revistaoeste.com/politica/ministro-de-lula-diz-que-proibir-saidinhas-fortalece-o-crime-organizado/

Fonte: https://www.instagram.com/p/C6iuMapObjR/?igsh=OXk2aDM3ZnZjaHgx

MPTCU aponta ‘fortes indícios’ de desvios de recursos para prevenção de tragédias no RS

 Subprocurador também mencionou pesquisadores que apontam deficiências na emissão de previsões dos desastres



O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou uma investigação sobre eventuais desvios dos recursos emergenciais liberados para a prevenção de tragédias climáticas no Rio Grande do Sul.

Em representação com pedido de medida cautelar, nesta sexta-feira, 3, o subprocurador Lucas Rocha Furtado afirma que 'há fortes indícios de que os investimentos em prevenção de tragédias como a atualmente vivida no RS ou a recente inundação do Vale do Taquari, também no RS, não vem sendo realizados pelo Estado'.

Furtado também menciona pesquisadores do Rio Grande do Sul que apontam deficiências na emissão de previsões dos desastres.

Segundo o procurador, 'aliado à baixa execução orçamentária dos recursos federais destinados ao combate dos desastres naturais, pode estar ocorrendo de os Estados membros e municípios não estarem fazendo o uso adequado e regular das transferências financeiras a eles destinados para obras e serviços'.

Além do pedido de apuração, Furtado solicita a criação de uma força-tarefa do TCU com outros tribunais de conta de Estado e municípios para verificar 'a efetividade do uso dado aos recursos públicos destinados aos Estados normalmente afligidos por tragédias ambientais'.

Ele também pede a verificação da existência de emendas no orçamento para a emergência climática no Rio Grande do Sul e quer a checagem de 'em que medida a redução da área de preservação ambiental voltada para a agricultura pode ter tido impacto na trágica situação do RS'.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Aeroporto de Porto Alegre cancela operações por tempo indeterminado

 Medida foi tomada por conta de parte da cidade inundada nesta sexta-feira



Os pousos e decolagens no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, foram suspensos por tempo indeterminado na noite desta sexta-feira. A medida, segundo a Fraport, prevê a segurança de funcionários e passageiros. “Aos passageiros, pedimos que entrem em contato com a sua companhia aérea para mais informações sobre os seus voos”, informa a nota da Fraport.

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Com o avanço do Guaíba, a água invadiu a região do aeroporto ainda nas primeiras horas do dia. As fortes chuvas já deixam 39 mortos e dezenas de desaparecidos. Operações no trânsito e comércio da cidade foram excepcionalmente alteradas por conta das condições.

Confira a nota da Fraport na íntegra:

Porto Alegre informa que, devido ao elevado volume de chuvas que atingem o Rio Grande do Sul nos últimos dias, e para garantir a segurança de funcionários e passageiros, as operações de pouso e decolagem estão suspensas no Porto Alegre Airport, por tempo indeterminado. Aos passageiros, pedimos que entrem em contato com a sua companhia aérea para mais informações sobre os seus voos.

Correio do Povo

CNU: tire suas dúvidas sobre o adiamento do concurso

 Chuvas levaram governo a adiar aplicação das provas em todo o país

Chuvas levaram governo a adiar aplicação das provas em todo o país 

A decisão do governo federal de adiar a realização do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), por causa das fortes chuvas no Rio Grande do Sul, deixou os candidatos com dúvidas sobre os próximos passos do processo seletivo. A primeira delas é a nova data, que ainda não foi anunciada. “Neste momento, toda a questão logística envolvida com a prova, não nos permite hoje dar uma nova data com segurança”, informou Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, em entrevista à imprensa nesta sexta-feira (3), quando anunciou o adiamento.

A ministra citou o crescimento constante do número de cidades afetadas, de bloqueios nas estradas e de vítimas, não apenas no Rio Grande do Sul, mas também em áreas de Santa Catarina, o que levou o governo a decidir pelo adiamento. Segundo Esther Dweck, nas atuais condições, “é impossível realizar as provas no estado”. A ministra esclareceu que já havia previsão no edital sobre desastres naturais, mas não contemplava esse ineditismo, tamanho o grau de desastre que atingiu o Rio Grande do Sul. Ao todo, dez municípios gaúchos teriam aplicação das provas, com 80,3 mil candidatos inscritos e outras 20 mil pessoas envolvidas em toda a logística do concurso no estado.

Em todo o Brasil, são mais de 2 milhões de pessoas inscritas. “Essa decisão é a mais segura para todos os candidatos. Com o adiamento, vamos garantir a todos os dois milhões de candidatos tenham as mesmas condições", ressaltou. De acordo com fontes do governo, a decisão de adiar as provas apenas no Rio Grande do Sul foi cogitada, mas não haveria banco de questões suficientes para a elaboração de outras provas com o mesmo grau de dificuldade, o que poderia gerar uma profusão de ações judiciais questionando a isonomia do concurso. A situação contrasta com as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que usam a metodologia Teoria de Resposta ao Item (TRI) e possibilidade de elaboração de provas diferentes para um mesmo exame, mas com o mesmo nível de exigência.

Antes de formalizar o adiamento, foi assinado um acordo extrajudicial entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Sul (PGE-RS), Advocacia-Geral da União (AGU) e a Defensoria Pública da União (DPU). Pelo acordo, DPU e Estado do Rio Grande do Sul se comprometem a anão adotar medidas administrativas ou judiciais contra o adiamento das provas.

A Agência Brasil elaborou um guia para tirar dúvidas sobre a situação do CPNU a partir do adiamento. As informações foram levantadas a partir de esclarecimentos dados pelo governo e apuração de reportagem e poderão ser atualizadas a qualquer momento.

Qual é a nova data do CNU?

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, informou que a nova data de aplicação das provas do concurso ainda não foi definida. Segundo ela, a futura data depende da melhora da situação no Rio Grande do Sul, que enfrenta fortes chuvas, e toda a logística envolvida no certame, como reserva de locais de aplicação.

“Nas próximas semanas, podemos divulgar uma nova data. Neste momento, toda a questão logística envolvida com a prova não nos permite hoje dar uma nova data com segurança”, disse a ministra em entrevista à imprensa nesta sexta-feira. Quando for definida, a nova data de aplicação das provas será publicada no Diário Oficial da União (DOU) pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

A prova será a mesma que deveria ser aplicada no dia 5 de maio? Uma nova prova será formulada?

A ministra Esther Dweck informou que, em princípio, a prova será a mesma. Segundo ela, 65% das provas já tinham sido distribuídas para as cidades, com escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Força Nacional de Segurança e forças estaduais de segurança dos estados. No caso do Rio Grande do Sul, as provas não tinham nem saído de Porto Alegre ainda, para distribuição pelas demais nove cidades onde as provas seriam aplicadas, algumas das quais estão entre as mais afetadas pelas chuvas, como Caxias do Sul e Santa Maria. Em todo o estado, há quase 170 pontos de bloqueio e, segundo a ministra, cerca 96% das viagens de ônibus, a partir ou com chegada na Rodoviária de Porto Alegre, foram canceladas.

Segundo a ministra, com o adiamento, as provas deverão ser realocadas em locais seguros e certificados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), os mesmos usados para a guarda das provas do Enem. A operacionalização dessa logística também terá impacto na definição da nova data do concurso.

Os locais de provas irão mudar?

O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou que poderá haver alteração de locais de provas, dependendo da cidade e das condições logísticas que ainda serão estudadas pela organização do concurso.

Haverá ressarcimento aos candidatos (transporte, hospedagem e alimentação) por causa do adiamento?

Não está previsto nenhum tipo de ressarcimento com transporte, hospedagem ou alimentação dos candidatos inscritos. Segundo a ministra Esther Dweck, mais de 94% dos candidatos inscritos estão, no máximo, a cerca de 100 quilômetros (km) de distância do local da prova e ainda não tinham realizado o deslocamento para o concurso.

Haverá reembolso de inscrição?

O reembolso do valor da inscrição, no caso de quem não puder realizar a prova na nova data, não foi oficializado, mas a ministra Esther Dweck disse que a pasta dará orientações sobre isso ao longo das próximas semanas.

Agência Brasil e Correio do Povo

ONS aciona termelétricas e importa energia do Uruguai para atender o Rio Grande do Sul

 Medidas ocorrem em meio aos fortes temporais no Estado

Água do rio Guaíba invadiu o Centro Histórico de Porto Alegre 

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) solicita o despacho da termelétrica Canoas e a elevação da usina Pampa Sul à sua capacidade máxima de 345 megawatts (MW) para suprir a demanda energética do Rio Grande do Sul. As medidas ocorrem em meio aos fortes temporais no Estado esta semana.

Além disso, foi pedida a importação de energia do Uruguai, por meio do conversor Melo, com valores variando de 120 MW a 390 MW.

Em nota, o ONS informou que, no primeiro momento do grande volume de chuva, as ações foram direcionadas para garantir a segurança das usinas hidrelétricas das bacias dos rios Jacuí e Taquari-Antas. Além disso, o Operador segue monitorando a situação da UHE 14 de Julho, que teve situação de emergência decretada após o rompimento parcial de sua barragem, assim como a evolução do armazenamento dos reservatórios de outras hidrelétricas da região.

Estadão Conteúdo e Correio do Povo