Gramado da Arena do Grêmio é invadido pelas enchentes em Porto Alegre

 Cerca de 300 pessoas continuam recebendo assistência dentro do estádio

Gramado da Arena do Grêmio está tomado pelas águas do Guaíba 

O gramado da Arena do Grêmio, que fica no bairro Humaitá, é mais um local invadido pelas enchentes históricas em Porto Alegre. Na tarde deste sábado, pessoas que estão sendo abrigadas no estádio tiraram fotos para mostrar estado do gramado.

De acordo com nota divulgada pela Arena Porto-Alegrense, 500 moradores da comunidade afetada pelas inundações foram abrigados no estádio. Destes, 200 já foram realocados para abrigos oficiais, enquanto cerca de 300 pessoas continuam recebendo assistência dentro da Arena.

O complexo está sem energia e água. Por essa razão, os desabrigados presentes no local estão sendo encaminhados para os abrigos municipais, que oferecem infraestrutura adequada.

Correio do Povo

Madonna e as enchentes no Rio Grande do Sul

 


Enquanto o povo gaúcho sofre com a pior tragédia de sua história, um show de horrores, com cenas degradantes de normalização da depravacao sexual, foi promovido com dinheiro público pela Prefeitura do Rio e transmitido pela Rede Globo. O contraste é tão evidente que o sentimento de indignação e revolta tomam conta nesse momento q todos deveríamos ter solidariedade e compaixão.

Carlos Jordy


Fonte: https://www.threads.net/@carlosjordy/post/C6l-nznL4wf/?xmt=AQGzFhKbLSQCmjk9tlHzIwf3UhbIQ9WS_zJszJ_3Aoml_g

Dique se rompe em Novo Hamburgo

 Município já havia declarado estado de calamidade

Rio dos Sinos bateu 9,66 metros nesta tarde 

Um dique no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo se rompeu enquanto bombeiros faziam o resgate de pessoas. A população segue sendo evacuada da região, mas como o dique já havia ruído em parte, os bombeiros acreditam que o incidente não deve causar uma grande onda. " Não teve aumento no volume de água. O pessoal pode se acalmar ficar tranquilo. Quem tem casa de dois pisos não precisa se desesperar que não vai vir um tsnunami”, Tenente Duarte - comandante do Corpo de Bombeiros de Estância Velha, que auxilia nos resgates da região.

Segundo ele, ainda há muitas pessoas para serem retiradas, mas muitos não precisam se preocupar. “Muita gente que tinha ficado agora quer sair com a notícia do rompimento do Dique, mas não há necessidade. A gente ainda tem muita gente para retirar", finalizou.
Mais cedo, quando o rio do Sinos estava em 9,66 metros na altura do Dique, a prefeita Fátima Daudt decretou estado de calamidade pública. O município já contabiliza mais de 3 mil pessoas alojadas em sete abrigos espalhados pela cidade.

*Com informações de Guilherme Sperafico

Correio do Povo

Ilhado, Hospital Mãe de Deus fecha emergência e transfere recém-nascidos

 Cinco bebês recém-nascidos da CTI Neonatal serão transferidos para o Hospital Moinhos de Vento


Completamente ilhado, o Hospital Mãe de Deus fechou temporariamente a emergência e transferiu alguns pacientes para outras instituições. A medida emergencial ocorreu na tarde deste sábado. O hospital fica situado no Menino Deus, bairro fortemente atingido pela água que transborda do Guaíba desde sexta-feira.

Em nota, o hospital afirmou que a transferência ocorre apenas em “casos pontuais quando questões de segurança exigem”.

Cinco bebês recém-nascidos da CTI Neonatal do Mãe de Deus serão transferidos para o Hospital Moinhos de Vento – que está priorizando atendimentos a pacientes em estado grave. Procedimentos eletivos no Moinhos de Vento foram suspensos neste sábado, 4.

Leia a nota do Hospital Mãe de Deus

"O Hospital Mãe de Deus informa que a Emergência está temporariamente fechada para o ingresso de novos pacientes, em razão da inundação do bairro onde está localizado. Transferência de pacientes internados na instituição tem sido feita apenas em casos pontuais, quando questões de segurança exigem. A direção do hospital mantém contato com as autoridades e tem reavaliado as condições do cenário constantemente.”

Leia a nota do Hospital Moinhos de Vento

"O Hospital Moinhos de Vento não está transferindo pacientes. Os procedimentos eletivos – consultas, exames e cirurgias – foram suspensos neste sábado (4) a fim de priorizar o atendimento a pacientes em estado grave. Neste momento, a Instituição se prepara para receber cinco bebês recém-nascidos, transferidos da CTI Neonatal do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre.

Com o Aeroporto Salgado Filho fechado devido ao alagamento, o Heliponto do Hospital Moinhos de Vento está sendo utilizado como ponto de pouso e decolagem. Neste sábado (4), o Hospital Moinhos de Vento enviou medicamentos ao Hospital Pompeia, de Caxias do Sul, e materiais de diálise ao Hospital Bruno Born, de Lajeado.”


Correio do Povo

Confira os acessos seguros a Porto Alegre

 Acessos pelas avenidas Castelo Branco e Assis Brasil foram bloqueados neste sábado

Avenidas e acessos foram bloqueados ao longo do dia 

Com a maior enchente já registrada na Capital, onde o Guaíba chegou aos 5,18 m, restaram apenas dois acessos seguros de entrada e de saída na capital: pela RS 118 m e RS 040.

"Recomendamos evitar deslocamentos para Porto Alegre, e quem estiver na cidade deve evitar dirigir-se em direção à Assis Brasil e à saída pela BR-116, assim como pela Castelo Branco, que estão bloqueadas", avisou a Prefeitura pela Redes Sociais.

Ao longo do sábado, não foram só ruas e avenidas que tiveram o tráfego de veículos interrompidos. Uma das principais vias de acesso, a avenida Castelo branco foi bloqueada no começo da tarde, após uma cratera ter sido aberta no meio do asfalto.
Logo depois, foi a vez da Avenida Assis Brasil, que foi bloqueada após o aumento de vazão do Dique da Fiergs.
A EPTC ainda orienta que a pessoas que desejam pegar a Freeway, utilizem a RS 118, pela avenida Baltazar de Oliveira Garcia, na Zona Norte, vindo de Alvorada, ou pela Bento Gonçalvez, vindo de Viamão.
Já quem vem de Canoas e quer entrar na Capital, terá de ir para Gravataí e depois acessa a RS118.

🚥 O acesso seguro de entrada e saída da capital é pela RS 118 e RS 040. Recomendamos evitar deslocamentos para Porto Alegre, e quem estiver na cidade deve evitar dirigir-se em direção à Assis Brasil e à saída pela BR-116, assim como pela Castelo Branco, que estão bloqueadas.

— Porto Alegre (@Prefeitura_POA) May 4, 2024

Correio do Povo

Justiça homologa acordo entre União e RS para adiar concurso unificado

 Adiamento foi anunciado na sexta-feira

Aplicação das provas do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) foi adiada 

A Justiça Federal do Distrito Federal homologou neste sábado (4) o acordo entre o governo federal e o estado do Rio Grande do Sul que resultou no adiamento da aplicação das provas do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), que seria realizado no domingo (5).

O adiamento foi anunciado na sexta-feira (3) pelo governo federal, após uma conciliação ser alcançada com o governo gaúcho e a Defensoria Pública da União (DPU), que havia aberto procedimento para apurar a situação causada pelas fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul ao longo da semana.

O estado gaúcho contabiliza, até o momento, 57 mortes em decorrência dos temporais, bem como 74 pessoas feridas em ocorrências ligadas ao mau tempo. Centenas de bloqueios em estradas deixaram muitas comunidades isoladas e há falta de energia na capital, Porto Alegre.

Pelo acordo firmado junto à Advocacia-Geral da União (AGU), o estado do Rio Grande do Sul e a DPU se abstêm de tomar medidas administrativas e judiciais contra o adiamento do concurso, em troca da suspensão das provas pelo governo federal.

O CPNU é o concurso com o maior número de candidatos já realizado no país. Em todo o Brasil, serão 3.665 locais de aplicação e 75.730 salas. Ao todo, 2,144 milhões de candidatos inscritos no processo seletivo disputarão 6.640 vagas oferecidas por 21 órgãos públicos federais. No Rio Grande do Sul, são 86 mil candidatos inscritos para fazerem a prova em dez cidades gaúchas.

Até o momento, não foi divulgada nova data para a realização do certame. A Agência Brasil preparou material para tirar dúvidas sobre o adiamento do concurso.

Agência Brasil e Correio do Povo

“Restabelecer ponte na BR 386 é prioridade”, diz prefeito de Lajeado

 Estrutura chegou a ficar submersa por cheia do Rio Taquari, que ultrapassou 33 metros

Prefeito de Lajeado Marcelo Caumo disse que prioriza a viabilização da ponte que liga o município com Estrela 

O prefeito de Lajeado Marcelo Caumo disse que prioriza a viabilização da ponte que liga o município com Estrela, na BR 386. A cheia do Rio Taquari, que chegou a atingir mais de 33 metros, submergiu a estrutura. Com o recuo da água, uma análise de danos será feita.

“Restabelecer a ponte é prioridade regional, porque assim conseguimos abastecer Lajeado, Encantado e Arroio do Meio por rotas alternativas. Então faremos todo o esforço para que esse canal seja restabelecido o mais rápido possível. Solicitamos e exigimos uma atenção redobrada da CCR Viasul para isso”, reiterou o prefeito.

Ainda de acordo com o gestor, o objetivo imediato é liberar ao menos uma das pistas. A ideia é utilizar a via para o transporte de combustível e alimento. Segundo o prefeito, a expectativa é viabilizar a alternativa neste domingo.

Correio do Povo

Melo desabafa mostrando um sistema falido

 



Fonte: https://www.instagram.com/reel/C6mQG-WuIxW/?igsh=ZDVwZmRtazIwOGd4

JORNAL DA MANHÃ - 05/05/2024

 

'Resgate urgente': moradores de cidades gaúchas pedem ajuda pelas redes sociais

 Governo estadual tem destacado a dificuldade para acessar as localidades bloqueadas por inundações

Governo estadual tem destacado a dificuldade para acessar as localidades bloqueadas por inundações 

Relatos nas redes sociais mostram moradores pedindo ajuda para resgatar parentes ilhados nas cidades afetadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul. Os pedidos acontecem em um cenário em que a mobilização do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e voluntários não tem sido suficiente para realizar os resgates necessários em todo o Estado. O governo estadual tem destacado a dificuldade para acessar as localidades bloqueadas por inundações e vem solicitando reforço nos últimos dias.

Um socorrista relata não ter conseguido resgatar pessoas ilhadas devido à correnteza das águas que invadiram as cidades. "A gente viu seis pessoas sendo levadas, arrastadas, gritando, sumiram rio à dentro", conta.

Em uma outra postagem, a professora Katiúscia Ribeiro disse que seis membros da família estão precisando de resgate urgente. "Estão há quase 48 horas ilhadas", relatou. Os parentes estavam neste sábado em Canoas, na Grande Porto Alegre.

Em cima do telhado de sua casa, uma moradora gravou vídeo para as redes sociais mostrando que sua família e a de vizinhos esperavam por resgate: "Está todo mundo ilhado, não vem ninguém aqui, teve um helicóptero aqui no Exército, tirou duas famílias e não vieram aqui nos buscar, passaram reto".

Há ainda vídeos de hospitais alagados, como o Hospital Pronto Socorro de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre. A prefeitura relata dificuldade para acesso a veículos e pede para que voluntários disponibilizem barcos para o resgate de moradores.

O Rio Grande do Sul enfrenta seu pior desastre climático. São pelo menos 55 pessoas mortas e 74 desaparecidos, segundo a Defesa Civil, até a noite deste sábado, 4. O balanço mais recente do governo aponta que há 13.324 pessoas em abrigos e 69.242 desalojadas.

Dos 497 municípios gaúchos, 317 foram afetados pelos temporais. A posição geográfica do Rio Grande do Sul, entre as áreas tropicais e as polares, favorece a ocorrência de eventos climáticos extremos, mas eles têm se tornado mais intensos e frequentes com a piora do aquecimento global. Há registros de blecautes e dificuldades de abastecimento de água.

Correio do Povo