Filho de Lula critica exclusão do nome de Marisa Letícia em publicação nas redes do presidente

 Após crítica, postagem foi republicada com nome de Marisa novamente

Filho caçula do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o empresário Luís Cláudio Lula da Silva criticou a exclusão do nome de sua mãe, Marisa Letícia, em uma publicação feita no perfil oficial de seu pai no X (antigo Twitter) em celebração aos 44 anos do Partido dos Trabalhadores (PT).

'Infelizmente tem acontecido umas coisas estranhas', escreveu Luís Cláudio, ao compartilhar uma postagem que apontava a exclusão do nome de Marisa. 'A história da minha mãe ninguém apaga, não'. Após a reclamação, o perfil de Lula repostou a mensagem, desta vez com o nome de Marisa Letícia.

A carta de Lula foi publicada inicialmente na sexta-feira, 9, no site da Fundação Perseu Abramo. O texto se inicia assim: 'No começo, era só um retalho de pano vermelho, que a Marisa pegou e costurou uma estrela branca por cima.'

Na manhã seguinte, o texto foi publicado no perfil de Lula no X, excluindo-se a referência a Marisa: 'No começo, era só um retalho de pano vermelho com uma estrela branca por cima'. De tarde, após o alerta de Luís Cláudio, a publicação foi apagada e repostada.

As contas de Lula nas redes sociais são geridas pela Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República. Procurada, a Pasta não se manifestou.

Um integrante do primeiro escalão do governo a par da situação argumentou que a pessoa que publicou o tuíte inicialmente editou 'para reduzir o texto, sem intenção de excluir nada'. 'Tão logo foi percebida a edição, foi orientada a refazer', acrescentou, ao assegurar que não houve nenhum pedido de fora.

No entanto, o perfil de Lula é verificado no X, o que significa que os caracteres são ilimitados e que, portanto, não há sentido em enxugar o texto. Além disso, a exclusão do nome de Marisa Letícia foi a única edição feita no texto original. Todo o restante foi reproduzido na íntegra.

Marisa Letícia morreu em 2017, pouco antes de Lula ser preso. Após sair da prisão, o petista se casou com Rosângela da Silva, a Janja. A primeira-dama tem uma relação distante com os filhos do presidente da República.

Desde o início do terceiro mandato de Lula na Presidência, Janja tem atuado com poder de veto no governo e chega a interferir em áreas como economia, Defesa e publicidade. A primeira-dama dá a palavra final, por exemplo, em propagandas institucionais do governo.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Na contramão do RS, litoral norte tem somente sete casos confirmados de dengue

 Apesar do alto movimento de turistas, alguns fatores fazem com que a região não apresente comportamento crítico para a doença



Enquanto o Rio Grande do Sul sofre com as preocupações e os impactos da dengue, com 93,7% dos municípios infestados pelo mosquito Aedes aegypti, ou 466 dos 497, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o litoral norte vive uma situação de relativa tranquilidade, de acordo com a 18ª Coordenadoria Regional de Saúde (18ª CRS), responsável por 23 municípios, entre Torres e Tavares, já no chamado litoral médio.

Nesta região, o comportamento do inseto transmissor não sofreu uma modificação tão grande quanto em outras em 2024, o que não significa que não haja uma situação de alerta neste começo de ano. “Tivemos sete casos confirmados de dengue em nossa área em janeiro, dos quais quatro foram autóctones, ou seja, contraídos no próprio município”, salientou a coordenadora-adjunta da 18ª CRS, Janete Ferri Teixeira. Ao todo, houve duas confirmações em Capão da Canoa, outras duas em Torres, o mesmo número em Santo Antônio da Patrulha e uma em Tramandaí.

Um dado que corrobora isto, prossegue ela, é o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) feito em janeiro, que mostrou pouca presença das larvas e trouxe relativa tranquilidade aos gestores. Mas os dados da SES atualizados na última sexta-feira mostram que quase 70% das cidades da 18ª coordenadoria estavam infestadas, ou 16 das 23, enquanto pouco mais de 30% não apresentavam infestação – Caraá, Dom Pedro de Alcântara, Itati, Maquiné e Morrinhos do Sul são municípios de serra junto ao mar, e ainda Tavares é distante do agito do litoral norte.

“Levamos em consideração que recebemos mais de um milhão de pessoas, então são poucos os casos nesta comparação”, salientou ela, acrescentando que a infestação ocorre quando há a presença do Aedes aegypti em um território nos últimos 12 meses. Outro fator, conforme ela, é que os meses mais críticos para os casos de dengue no litoral são abril e maio, quando quase todos os veranistas já voltaram para suas cidades e as casas de praia ficam vazias, às vezes durante meses. “Isto, para nós, é um desafio”, diz Janete, Em dezembro e janeiro, as residências são ocupadas, tendo sido de forma geral limpas previamente, o que reduz a chance de criadouros.

A SES expediu, em 2016, uma portaria que regulamenta a permissão de entrada em prédios abandonados ou fechados para eliminação de possíveis locais de proliferação, porém, segundo a CRS, na prática ela isto não ocorre, em razão de “riscos jurídicos”. Portanto, há a dependência do morador ou dono da residência. Os efeitos da dengue também não foram sentidos na rede pública de saúde, diz Janete, ao menos por enquanto, mas a coordenadora-adjunta ressaltou que são feitas capacitações periódicas às equipes de emergência e atenção primária.

De qualquer forma, a coordenadoria do litoral norte deve começar a usar em breve, duas técnicas já presentes em outros locais para eliminação dos vetores: as ovitrampas, ou armadilhas de coleta do ovo do mosquito, e a borrifação residual intradomiciliar (BRI), técnica que ingressou no Rio Grande do Sul no começo de 2023 como um projeto-piloto, e consiste na aplicação de inseticida com poder residual em domicílios e locais de grande circulação, como escolas, centros comunitários e centros de saúde, a fim de eliminar o mosquito, que, além da dengue, transmite também a zika e a chikungunya, em si.

Correio do Povo

Retração de limite prudencial amplia pressão de servidores do RS por aumento

 Sindicatos têm procurado o governo do Estado para reivindicar aumento salarial após redução de custos com folha de pagamento

O Cpers, que representa a Educação, já solicitou audiência com o governo 

A redução da receita corrente líquida do governo do Estado com a folha de servidores, que afastou o Rio Grande do Sul do limite prudencial em 2023, servirá de “combustível” para que sindicatos aumentem a pressão por reajustes salariais. O Piratini vinha apontando o índice que consta na Lei de Responsabilidade Fiscal como uma barreira para conceder aumentos aos servidores. No final de janeiro, no entanto, ao apresentar superávit pelo terceiro ano consecutivo, o governo de Eduardo Leite (PSDB) sinalizou a possibilidade de revisões. Os sindicatos já vêm se articulando e solicitando audiências com o governo para tratar do assunto.

O presidente do Sindicato dos Servidores de Nível Superior do Poder Executivo do RS (Sintergs), Nelcir André Varnier, afirma que a categoria tem a expectativa de ser recebida pela Casa Civil ainda em fevereiro e que solicitou audiências com o governador e com o vice Gabriel Souza (MDB). “Foi garantido que, se houvesse margem fiscal, avançaríamos nas nossas pautas, visto que já temos mais de 60% de inflação sem a devida reposição das perdas salariais. Em outras palavras: as nossas demandas foram condicionadas ao limite de gasto prudencial com pessoal, agora temos a oportunidade de avançarmos efetivamente sobre nosso pleito”, entende Varnier.

Sérgio Arnoud, presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (Fessergs), diz que estava acompanhando a evolução da questão do limite prudencial e que a redução traz “boas perspectivas” para o funcionalismo. “A defasagem salarial da maioria das categorias é superior a 60%. Mas estamos abertos à negociação, pois além do reajuste geral anual, temos categorias numerosas que foram muito sacrificadas e que precisam de atenção imediata.”

O Cpers-Sindicato também integra o movimento de pressão e já pediu audiência. “Temos o pagamento do piso, a revisão geral dos salários e queremos discutir o piso básico dos funcionários, que é de R$ 657s, o que é uma vergonha”, diz a presidente Helenir Schürer. O Ministério da Educação (MEC) divulgou no final de janeiro o aumento do piso nacional de R$ 4.420,55 para R$ 4.580,57, na jornada de 40 horas semanais, o que representa um reajuste de 3,62%.

Quando da tentativa fracassada de majoração da alíquota modal do ICMS de 17% para 19,5%, Eduardo Leite relacionou o aumento da arrecadação com investimentos em áreas como a Segurança Pública, e com a possibilidade de revisão salarial na Brigada Militar. Adotado o “plano b” dos decretos de cortes de incentivos fiscais, o governo entende necessários aguardar os impactos a partir de abril.

Mesmo assim, categorias ligadas à segurança pública seguem mobilizadas. “Encaminhamos nossas demandas em novembro de 2023. Estamos aguardando o chamado do governo para a próxima reunião, conforme acertado com o secretário de Segurança Pública (Sandro Caron)”, diz o presidente da Associação dos Oficiais da BM e do Corpo de Bombeiros Militar (AsofBM), Coronel Marcelo Pinto Specht. Diversas entidades representativas dos policiais militares, tanto dos oficiais quanto dos praças, estiveram com Caron no dia 23 do mês passado para tratar do assunto. Eles almejam, pelo menos, conseguir a reposição de 32% das perdas inflacionárias.

Concurso e reestruturação da Agergs

Além de ter anunciado concurso público para 3 mil professores ao retornar das férias, em 10 de janeiro, o governador Eduardo Leite prepara o envio de um projeto à Assembleia para a ampliação de quadros, revisão do plano de carreira e reajustes para servidores da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Agergs), o que é apontado como possível justamente pela queda do índice do limite.

“Temos uma defasagem salarial muito grande desde 2006. Só recebemos um aumento no vencimento básico que foi o de 2022, de 6%, que envolveu todos os servidores do Poder Executivo. Por isso a nossa defasagem salarial, medida pelo pela variação do IPCA do IBGE, é de 148,5%. Ela é maior que a dos demais”, diz o presidente da Associação dos Servidores Efetivos da Agergs (Assegergs), Sérgio Gonzales.

Em que pese a reestruturação da Agergs venha sendo tratada há mais tempo, as críticas à fiscalização das concessionárias de energia reacenderam o tema, que finalmente deve sair do papel. Gonzales vê precariedade em relação a quantidade de servidores, dificuldades em efetivar promoções e nomeação de servidores, que têm salários mais atrativos na iniciativa privada. Esse cenário é reconhecido por Leite, que vê a necessidade de valorização e ampliação do quadro de 70 para 120 servidores.

Governo do RS pode ‘frustrar’ servidores

O governo do Estado é comedido quanto a quantas e quais categorias seriam impactadas pelos reajustes. “É agora que a gente começa a discutir dentro do espaço que porventura possa ter. O primeiro passo foi atingido, que é sair do limite prudencial. Mas não a ponto de relaxar, pois ele está logo ali”, diz o secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos. Lemos garante que o governo iniciou estudos e que vai avaliar com clareza e tecnicidade. “E é claro, vamos chamar todas as categorias para conversar, expor os desafios que ainda remanescem. Nunca perdendo de vista o equilíbrio fiscal, até porque é isso que permite que estejamos discutindo isso.”

A secretária da Fazenda, Pricilla Maria Santana, na apresentação do final de janeiro, disse que o governo “não tem condições de dar aumento superiores acima de qualquer patamar inflacionário” ou de fazer promoções em todos os níveis. Ela projetou um “debate criterioso”, priorizando categorias que estão há mais tempo sem reajuste. “Certamente vamos frustrar as pessoas. Não vai caber tudo. Isso é fato.”

Correio do Povo

Ato falho na Globonews

 



Fonte: https://www.facebook.com/100000148219038/posts/7859614524053410/?mibextid=JpSO2FKliISFprGe

Turismo e Carnaval injetam R$ 2 bi na economia do RS

 Estimativa para fevereiro leva em conta viagens e movimento do comércio com as festividades

Arroio do Sal é um dos municípios do Litoral Norte que atrai visitantes devido à programação durante a folia 

Se para algumas pessoas o início do ano representa um momento de descanso, para outras é a hora de traçar estratégias de vendas. Para os comerciantes, o segundo mês do ano indica grande movimento e alta no faturamento, que tem previsão de R$ 2 bilhões no RS. O período é um dos responsáveis por movimentar a economia do Brasil, e o Estado não fica de fora dessa dinâmica.

A previsão dos setores está alinhada com a época de férias e a movimentação em razão do Carnaval. A expectativa de lucro varia entre as cidades onde a tradicional festa acontece, mas já são esperados impactos positivos especialmente para atividades de turismo e lazer. Uma estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que o Carnaval deste ano deve movimentar, ao menos, R$ 9 bilhões em todo o país.

Os números representam 10% a mais do que em 2023 que, segundo a entidade, movimentou R$ 8 bilhões. A pesquisa intitulada “Tendências de Turismo” realizada pelo MTur, revelou que cerca de um terço dos brasileiros previa realizar uma viagem no Carnaval.

Atrativos no Estado

Seja do time do bloquinho de rua, do que vai viajar ou daquele que curte o momento para descansar, o Estado tem atrativos. A Secretaria do Turismo do RS estima que, ao menos, 200 mil visitantes devem procurar as cidades gaúchas até o fim de fevereiro. A estação é responsável por um grande fluxo, especialmente para as praias.

Contudo, as perspectivas mostram que outros lugares já estão entrando no radar da programação de férias. Os bloquinhos de rua já se consolidaram como produto turístico. Se destacam, por exemplo, as festas em Porto Alegre e em Pelotas.

Uma estimativa realizada pelo Observatório de Turismo do Rio Grande do Sul, com base em dados da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE e na projeção da CNC, revela que o RS deve faturar mais de R$ 2 bilhões com atividades turísticas somente em fevereiro, o que corresponde a um aumento de 10% com relação a 2023. A pesquisa levou em conta atividades como serviços, hospedagem, alimentação e transportes.

O coordenador do Observatório, Antônio Lima, afirma que fevereiro é tradicionalmente um destaque em termos do ingresso de estrangeiros no RS. “Em 2023, foram aproximadamente 212 mil turistas, com 83% argentinos, 14% uruguaios e 3% de outras nacionalidades.” Em função da folia, Lima ressalta que municípios do Litoral Norte oferecem programação e, por isso, estão entre os preferidos.

Entretanto, há opções para fugir do agito. Lima salienta que o RS se consolida como destino para quem busca tranquilidade, com experiências próximo da natureza, como os cânions em Cambará do Sul, por exemplo, ou visitação a vinícolas na Serra, especialmente no período da colheita da uva.

Bares e restaurantes projetam incremento

Os dias de festividades no Carnaval também são motivo de expectativa pelo consumo nos estabelecimentos locais. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) aponta que quatro em cada cinco bares e restaurantes gaúchos devem estar abertos nesses dias de folia, representando 79% dos estabelecimentos no Estado. Destes, 64% esperam faturar mais do que em 2023.

De acordo com a entidade, a data é responsável por elevar a expectativa de faturamento, principalmente no Litoral Norte, onde costuma registrar maior público. Esse cenário pode ser explicado quando se observa que as altas temperaturas atravessam justamente os dias de festa. Com isso, quem não conseguiu ir à praia, aproveita para explorar os espaços da cidade.

“O setor tem se movimentado nesse sentido de buscar eventos”, relata o presidente da Abrasel no RS, João Melo. Ele explica que os bares e restaurantes na Capital estão buscando alternativas neste período, a fim de atrair aquelas pessoas que ficaram na cidade. Desde a realização de eventos, cardápio especial, atrações musicais e decoração festiva, são diversos incrementos para fisgar aquele que quer curtir um “feriado” mais tranquilo.

A geração de postos de trabalho também se aquece neste período. Com o aumento na demanda dos estabelecimentos nos dias de folia, existe um movimento na criação de vagas, em sua maioria temporárias, onde se destaca a busca por trabalhadores como cozinheiros, garçons, profissionais de limpeza, entre outros.

Seguindo as expectativas de algumas entidades, como a Abrasel, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SMDET) de Porto Alegre também aposta na geração de novos postos de trabalho em relação a janeiro. A média histórica revela um crescimento médio acima de 1,3 mil vagas nos últimos quatro anos, para o mês de fevereiro. A SMDET estima forte retomada na geração de emprego da Capital, com projeções que apontam para um crescimento acima de 100% em relação ao mês anterior. Esse movimento geralmente ocorre sem aspectos sazonais e, por isso, privilegia a geração de trabalho permanente.

Correio do Povo

Toffoli suspende novo julgamento da Boate Kiss, após pedido do MP-RS

 Sessão estava marcada para o dia 26 de fevereiro



O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira pela suspensão do novo júri da boate Kiss, que estava marcado para o próximo dia 26 de fevereiro. Toffoli atendeu pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul motivado por manifestação da Associação dos Familiares e Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM).

Com esta decisão, o processo fica suspenso até que o STF julgue os recursos extraordinários interpostos pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul e pelo Ministério Público Federal.

De acordo com nota do MPRS, o procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz avaliou a decisão como "um sinal concreto de que a tese acusatória sustentada pelo MPRS no júri está correta e que as decisões de anulação do julgamento merecem reforma. Esta mesma decisão do ministro reconhece, também, a importância do papel das vítimas e seus representantes no processo penal, prestigia a soberania do das decisões do Tribunal do Júri e retoma a crença no sentimento de justiça".

Jean Severo, advogado de Luciano Bonilha Leão, produtor de palco da banda Gurizada Fandangueira, expressou respeito pela decisão do ministro, salientando a preparação para o julgamento. “Respeitamos a decisão do ministro porém estávamos prontos para o julgamento. O MP-RS sentiu que Luciano seria absolvido e fugiu do plenário. Vamos aguardar o julgamento do recurso e enquanto isso continuaremos a trabalhar cada vez mais forte para a absolvição do Luciano”, enfatizou.

Relembre

Um primeiro júri popular ocorreu em dezembro de 2021, presidido pelo juiz Orlando Faccini Neto. Os sócios da Kiss, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, além de Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, e do produtor de palco Luciano Bonilha Leão, chegaram a ser condenados a penas que variaram entre 18 e 22 anos de prisão, por homicídio com dolo eventual.

O julgamento teve duração de dez dias, se tornando o mais longo da história do RS. O quarteto foi preso após o então presidente do STF, ministro Luiz Fux, suspender um habeas corpus concedido pela 1ª câmara Criminal do TJRS.

Em agosto de 2022, no entanto, a decisão do júri foi anulada pelo TJRS, que atendeu recursos das defesas alegando irregularidades no processo como, por exemplo, uma suposta reunião entre Faccini e os jurados sem a presença de advogados dos réus. Todos os acusados permanecem soltos desde então.

O incêndio na Boate Kiss, em 27 de janeiro de 2013, causou 242 mortes e deixou mais de 600 pessoas feridas.

Correio do Povo

OAB nega ter sido procurada por Bolsonaro para tentar sustentar golpe

 Ex-presidente sugeriu em reunião com ministros buscar apoio da Ordem para documento questionando “lisura das eleições”


O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, afirmou por meio de nota não ter sido procurado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para participar de uma tentativa de golpe no País em 2022. O ex-chefe do Poder Executivo federal sugeriu em reunião com ministros que seus aliados buscassem o apoio da OAB para um documento que alegaria ser impossível atestar a “lisura das eleições”.

A ideia de Bolsonaro era contar com ajuda da OAB para fazer coro contra a urna eletrônica. "O ex-presidente Jair Bolsonaro e seus interlocutores nunca procuraram a OAB para pedir apoio a críticas infundadas contra o sistema eleitoral. Caso alguém pedisse apoio da OAB para essa pauta, receberia um não como resposta”, garantiu Simonetti. O comunicado foi feito no mesmo dia em que a OAB protocolou um requerimento junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a comunicação entre advogados na Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira.

No despacho que autorizou os mandados de busca e apreensão, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou aos alvos do inquérito a proibição "de manter contato com os demais investigados, inclusive através de advogados”. “Na mesma petição, reiteramos a confiança da OAB no sistema eleitoral e nas urnas eletrônicas. Relembramos ainda todas as ações concretas tomadas pela Ordem para rechaçar as acusações infundadas feitas contra o sistema eleitoral e para defender a Justiça Eleitoral”, diz outro trecho da nota de Simonetti.

O presidente da entidade máxima dos advogados ainda disse que a Ordem mantém posição "técnico-jurídica” e não “político-partidária”.


Estadão Conteúdo e Correio do Povo

Moraes converte prisão em flagrante de Valdemar Costa Neto em preventiva

 Ministro do STF deu 24h para PGR se manifestar sobre pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa do presidente do PL

Moraes converte prisão em flagrante de Valdemar Costa Neto em preventiva 

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes decidiu nesta sexta-feira converter a prisão em flagrante do presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, em preventiva. Além disso, o magistrado deu 24 horas para a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestar sobre o pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa e manteve as prisões preventivas de Filipi Garcia, Marcelo Costa Câmara e Rafael Martins de Oliveira.

Segundo a PF, o grupo investigado teria se dividido em núcleos de atuação para disseminar a ocorrência de fraude nas eleições de 2022, antes mesmo da realização do pleito, de modo a viabilizar e legitimar uma intervenção militar, em dinâmica de milícia digital.

Após uma perícia realizada pela PF, foi confirmado que o material encontrado na residência de Valdemar Costa Neto é uma pepita de ouro. Além disso, os agentes também encontraram uma arma na casa do dirigente partidário, que supostamente seria de seu filho.

A Operação Tempus Veritatis, conduzida pela Polícia Federal, cumpriu 33 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão preventiva em nove estados e no Distrito Federal na última quinta-feira. A investigação apura a suposta organização de um golpe de Estado em 2022 em favor do então candidato derrotado e ex-presidente Jair Bolsonaro, com a participação de ex-assessores, militares e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

R7 e Correio do Povo

Trindade analisa se há possibilidade de eleições para presidência da OAB

 


José Maria Trindade analisou no programa Os Pingos Nos Is se há possibilidade de mudar o regimento interno da Ordem dos Advogados do Brasil para se estabelecer eleições para a presidência da instituição. “Veja a incoerência, um advogado tem que pagar uma taxa mensal para poder trabalhar, e mesmo assim não pode votar para escolher a presidência da representação, tem alguma coisa estranha nisso e não há qualquer expectativa para que isso mude”, avaliou Trindade. #OsPingosNosIs

Vídeo: STF divulga íntegra de gravação de Bolsonaro com ministros que é alvo de investigação da PF

 Em registro, então presidente articulava formas de se manter no poder

Bolsonaro em reunião com ministros 

Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nesta sexta-feira um vídeo de reunião entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus ministros, que faz parte das investigações da Polícia Federal (PF) sobre a tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Veja abaixo o registro, publicado integralmente:

 

Correio do Povo